Notas iniciais
Novamente, mil desculpas por tooooda essa demora! Prometo finalizar essa fic, ou fazer o máximo para atualizar mais rápido. Ótima leitura.

No dia seguinte, Trunks acordou com uma péssima dor de cabeça. Não conseguiu dormir direito, pensando em tudo o que aconteceu nos últimos dias e, principalmente, pelo fato de que Pan passaria alguns dias fora. Isso sem dúvidas era o que mais o perturbava.

Levantou e tomou uma ducha rápida, com a intenção de despertar. Não demorou muito e desceu as escadas rumo à sala de estar, esperando encontrar Pan com um melhor humor.

Mas, o que encontrou foi um bilhete em cima do balcão da cozinha:

Volto nas próximas semanas,

Como conversamos antes, fui visitar meu pai, em São Francisco.

Se precisar extremamente falar comigo, estou com meu celular. Não precisa se preocupar.

Pan

Droga!

Planejava ao menos conversar com Pan antes dela partir. Era incrivelmente decepcionante terem avançado e regredido em tão pouco tempo.

São Francisco era longe dali... e se Pan se sentisse mal? E, se ela desmaiasse ou algo do tipo? E...como ela chegou ao aeroporto?
Será que ela foi de avião? De carro?

Inferno!

Resolveu telefonar, apenas para saber se estava tudo bem e se desculpar por não ter acompanhado pelo menos até ao aeroporto, se necessário até dirigia, mesmo que fossem 4 horas de carro até a cidade.
Telefonou diversas vezes mas ninguém atendeu. Já estava aflito.

Calma Trunks, você é um homem! Pensou.

Já que não teve sucesso com as ligações, resolver apelar para alguém que saberia o que estava acontecendo...

*

Pan se sentia perfeitamente bem.
Pela primeira vez há tempos relembrou a liberdade de andar e sair sozinha, respirar ar puro e fazer algo sem a ajuda de Trunks.

Até avisaria Trunks antes de sair, mas... depois de ontem, bem feito pra ele! Não aceitaria mais qualquer mentira ou traição.

Acordou extremamente cedo e conseguiu um voo imediato para São Francisco. Não demorou muito até chegar e por sorte seu pai já estava esperando no aeroporto.

Realmente muita sorte, já que seu telefone descarregou e não tinha um carregador consigo.

Infelizmente seu pai não conseguiu buscá-la na cidade, como combinado... mas sem problemas.

Assim que avistou seu pai, correu e o abraçou.
Finalmente sentia-se em casa. Em paz, nos braços do homem que jamais a decepcionaria.

— Que saudade minha filinha... — disse o homem, a abraçando e afagando sua cabeça –

— Nem me fale pai, nem me fale. Como o senhor está? Está mais forte hein, andou malhando?

Seu pai somente riu com a brincadeira e carregou as malas da modelo para fora do aeroporto.
Entraram no carro esportivo e seguiram para casa.
Pan tinha tantas coisas para contar... estava extremamente feliz e ansiosa para dizer sobre o bebê e colocar o papo em dia.

Ficou feliz de o pai estar bem e ativo como sempre. O homem estava na casa do cinquenta e, o tempo só fez bem para ele.
Quando sua mãe os abandonou, seu pai ficou um tremendo caco... Jamais queria vê-lo daquela forma novamente.

— Trabalhando muito filha? — perguntou -

— Estou tirando umas férias bem merecidas – respondeu Pan, sorrindo para o pai — E, nada melhor do que vim passar um tempo com o senhor.

— Fico muito feliz que esteja aqui meu amor, planejei alguns passeios, acho que você vai gostar.

— Com certeza eu vou.

Após 30 minutos, finalmente chegaram.
A casa estava um pouco diferente desde a última vez que esteve ali. Bom, já fazia um tempo mesmo.
Das últimas vezes que se viram, seu pai a visitou, então realmente já fazia um tempo.

Entraram juntos na casa e de imediato sentiu o cheiro de pães extremamente convidativo.

— Fiz aqueles pães que você adora! Sei que você não pode engordar, mas...

Pan o interrompeu com um beijo na bochecha e um abraço. Seu pai era sem dúvidas o melhor homem desse mundo inteiro.

Tomaram café da manhã e atualizaram algumas coisas, mas não revelou sobre a gravidez. A noite, faria um jantar especial, então, decidiu esperar até a noite.

Disse que estava cansada da viagem (mesmo que curta) e, que ia deitar um pouco, em seu antigo quarto.

Para a sua surpresa, ainda estava do mesmo jeitinho... com seus cd’s e pôsteres da adolescência.

Assim que deitou na cama, adormeceu.
Um sono tranquilo e gostoso, sem qualquer preocupação.
Estava em casa, em paz.

*

Trunks analisava o papel com a anotação que acabou de fazer.

Rua Mission, Nº505

Benditas sejam as irmãs, porque Bra sempre o salvava.

Sem exceção!

Depois de tentar e tentar inúmeras ligações, mensagens de texto, e quase um sinal de fumaça, conseguiu o endereço da casa do pai de Pan.

Pode parecer maníaco, e sim... seria bem mais fácil conseguir um telefone. Mas, como Bra já tinha ido a casa com a amiga em um natal, lembrava do endereço, mas não tinha qualquer outra informação.

Prometeu para Bra que não faria qualquer besteira e, que deixaria Pan descansar com o pai.
Mas... e se tivesse acontecido alguma coisa?

Até o final do dia decidiria o que fazer.

*

A morena acordou depois de um bom descanso.
Eram dezoito horas, geralmente o horário que despertava após tirar um cochilo. Levantou-se e tomou um banho rápido, provável que a essa hora seu pai já havia preparado todo o jantar e, não queria deixa-lo fazer tudo sozinho.

Enquanto se vestia no quarto, pensou em Trunks.

Infeliz, deveria estar com a vaca daquela mulher que telefonou...
Tentaria não pensar em nada relacionado a ele, pelo menos por esse tempinho longe de toda essa loucura.

Prometeu mandar mensagens e telefonar, mas ele bem que merecia ficar no vácuo por um tempo.

Bom, dane-se.

Desceu os poucos lances de escadas da casa e escutou vozes vindo da cozinha, junto com um cheiro delicioso de carne assada.

Não esperava visitas... e seu pai não costumava convidar ninguém quando passavam alguns dias juntos.

Quando adentrou a porta da cozinha, se deparou com a última coisa que esperava: Uma mulher, cabelos negros e longos, aparentemente com seus 47 anos, estava ajudando seu pai a tirar uma bela peça de carne do forno, e os dois estavam extremamente próximos.

Íntimos era a palavra certa.

— Pan, filha... dormiu bem? O jantar está quase pronto. Que bom que já está aqui.

A modelo só conseguia encarar a mulher, sem entender o que estava acontecendo.

— Essa é Marissa, quero que você a conheça... é uma amiga. – disse o pai da modelo, um pouco sem graça quando se referiu a mulher como apenas uma amiga –

— Muito prazer Pan, seu pai fala muito sobre você. Estava ansiosa para conhece-la! Você é adorável! – disse a morena, educadamente e de forma carinhosa –

De todas as coisas que imaginou para aquele dia, ou semana, jamais imaginou que seu pai apareceria justamente naquele momento com uma namorada, ou seja lá o que fosse.

Desde que se separou de sua mãe, nunca oficialmente seu pai namorou alguém. Não que ela soubesse.

Era óbvio que ele deve ter se envolvido com alguma mulher nesse período, não era tão idiota assim. Mas ao ponto de convidá-la para um jantar e apresentar formalmente, isso nunca.

Só queria ir embora e se trancar no seu quarto, sim, como uma adolescente idiota e mimada.

Aquele era o seu momento! Seu momento com seu pai e, revelaria a gravidez justamente ali... durante o jantar. Era para ser um momento em família, e agora? Junto a uma estranha, não teria o menor clima ou coragem para anunciar o que esperou tanto para fazer.

Pan a cumprimentou de volta e tentou ser o mais amigável possível. Logo, estavam todos sentados à mesa, mas não estava no clima de conversar. Nem apetite tinha mais.

Sentiu-se enjoada e queria chorar, que malditos hormônios! Não era pra ser assim!

Lembrou-se do celular descarregado e dentro da bolsa, ótima deixa para sair da mesa sem ser indelicada e tentar se recompor.

Pediu licença e disse que precisava fazer um telefone rápido. Assim que saiu, a conversa continuou na mesma, animada e calorosa.

Subiu o lance de escadas para o quarto o mais rápido que pôde e, plugou o celular no carregador e tomada.

Assim que a tela religou, uma chuva de mensagens e ligações perdidas tomou conta, junto do barulho de notificações.

Ligações perdidas de Bra, algumas mensagens e milhares de ligações de Trunks. No total, 150 ligações perdidas, 70 mensagens de texto e algumas caixas postais.

Alguém morreu?

Antes de abrir qualquer mensagem, seu aparelho começou a tocar.

Um número desconhecido.

— Sim?

— Pan!! Graças a Deus, está tudo bem?

Impossível não reconhecer aquela voz. E, ao ouvi-la, começou a chorar de imediato... inferno! Não queria chorar, pela milésima vez!

— O que aconteceu?? Está tudo bem??! Pan, fala comigo, por favor!

— Estou bem Trunks. Estava sem bateria, só isso...

— Não, não está tudo bem! Você está chorando, alguma coisa aconteceu. Eu sabia que não deveria deixar você ir sozinha... – respirou fundo antes de concluir a fala — Saia de casa, vamos dar uma volta.

— Do que você está falando? Estou no meu pai, já esqueceu?

— E você deveria parar de andar pelo quarto e descer de uma vez aqui.

Correu para a janela e lá estava ele, estacionado do outro lado da rua, olhando exatamente para a janela do seu quarto.

Puta merda.

Largou o telefone na cama, sem nem mesmo encerrar a ligação e desceu correndo as escadas até a sala de jantar.

— Volto em cinco minutos! Me desculpem, preciso resolver algo!

Foi a única coisa que disse ao pai e a mulher e, saiu correndo em disparada a porta.

E, realmente, do outro lado da rua estava Trunks dentro do carro.

Que merda ele estava fazendo ali? Como... como ele sabia?

Atravessou a rua feito um raio e entrou imediatamente dentro do carro, que estava com as portas destrancadas.

Estava pronta para disparar mil perguntas e insultos, não estava entendendo nada do que estava acontecendo na realidade... mas, por impulso ou calor do momento, fez a última coisa que imaginou.

A morena se lançou nos braços de Trunks e o abraçou forte, fechando os olhos em seguida. Merda, ele era incrivelmente cheiroso e sentia tanto a sua falta...

O empresário retribuiu de imediato o abraço, acariciando os longos cabelos negros da amada. Independentemente do que tivesse acontecido, ele estava ali. Não deixaria ninguém fazer qualquer mal a Pan.

— Como... como você está aqui? – perguntou, sem desgrudar do abraço apertado –

— Não importa – respondeu, depositando um beijo na testa da modelo – Quero saber o que aconteceu, se quiser falar, estou aqui.

— Meu pai está com uma mulher, ele nunca namorou desde a minha mãe... não era para ser assim, não justamente hoje. Mas, sério Trunks, como você está aqui?

Graças a Deus não aconteceu nada... – pensou Trunks –

Sabia que Pan estava com os hormônios à flor da pele e entenderia qualquer situação extrema que ela sentisse, mesmo que, não fosse nada de mais, como era o caso.

— Você não deu sinal de vida, vim me certificar de que está tudo bem. Só isso.

— Você veio dirigindo? Como descobriu o endereço?

— Vim... foram só algumas horas, nada demais. Bra me passou, minha dívida com ela só aumenta – respondeu, sorrindo de forma doce –

— Péssima ideia se relacionar com o irmão da sua melhor amiga... seus segredos nunca estão seguros, não é? – disse, forçando um sorriso –

Desgrudou dos braços do ex namorado e, enxugou as lágrimas que de forma teimosa, ainda caiam.

Não ia negar, Trunks ali era tudo o que precisava naquele momento. Mesmo que não admitisse.

— Já jantou? – perguntou –

— Ainda não, podemos jantar em algum lugar se você quiser – respondeu, ligando o carro, mas vou interrompido por Pan –

— Pode jantar com a gente essa noite, espero que goste de carne assada.

Trunks sorriu e concordou de imediato. Esperava e muito que conseguissem avançar novamente no relacionamento que mantinham, mesmo que se tornassem apenas amigos.

Notas finais
Espero que tenham gostado ^^ Prometo postar mais capítulos o mais rápido possível. bye