O amor não está na moda!
19 Inferno no paraíso
Notas iniciais
Bra estava extasiada!
Enquanto tomava banho em seu quarto de hotel, ria sozinha com o que tinha acabado de acontecer.
Aquele cara desconhecido quebrou seu celular, uma das últimas coisas que podia acontecer, já que precisava ficar comunicável, caso Pan ou Hayley precisassem de algo... ou algum fotografo, estilista, sua secretária!
Que droga.
Mas, apesar dos pesares, adorou o que aconteceu. Já faz um tempo que não conhece ninguém que não lhe proporcione dor de cabeça. Tudo bem que quebrar seu telefone foi uma dor de cabeça, mas isso pode ser resolvido rápido. É só comprar outro, não é mesmo?
Saiu do banheiro com uma toalha no corpo e outra no cabelo. Escolheu um vestido da sua própria coleção, azul marinho, acima do joelho e com um decote discreto. Adorava aquele vestido, pois valorizava totalmente suas curvas.
Escolheu saltos pretos, com um pequeno laço da mesma cor na lateral.
Secou os cabelos, passou maquiagem e perfumou-se.
Antes de sair, ligou para Pan e depois para Hayley do telefone do quarto para saber de está tudo ok.
Deu uma última olhada no espelho, mandou um beijo para si mesma e disse "Tá bom para o gasto"
*
Longe dali, a futura mamãe estava feliz pela ligação que acabou de receber.
Mas no fundinho, sentia uma pontada de inveja...
Que coisa terrível! Sentir inveja da melhor amiga, da pessoa que considerava sua irmã.
Tudo porque Bra estava curtindo o final de semana em um resort. Se ela por um momento tivesse tido mais juízo e não fosse tão imbecíl, estaria com ela nesse momento. Apostava que estaria indo beber e dançar a noite toda.
Mas não.
Estava trancafiada em um quarto que nem era seu, em uma casa que não era sua, com um homem que também não era seu.
O peito doía todas as vezes que pensava em Trunks, e no quanto ainda gostava dele. Mas a dor maior, era quando tocava sua barriga, ainda sem nenhum vestígio de que carregava um filho.
Que futuro daria ao seu bebê? Ela mesma cresceu em um lar com pais separados, e sempre prometeu a si mesma que só colocaria um filho no mundo quando achasse um homem com quem tivesse certeza que passaria o resto da sua vida.
O pior é que não podia nem sequer dar uma volta, devido à gravidez de risco. Trunks aparecia a cada dez minutos perguntando se precisava de algo, e até disse que contrataria uma enfermeira para cuidar melhor de mim, se assim eu me sentisse mais confortável.
Mal sabia que sentia-se péssima, a cada dia mais.
*
— Ora... encontrei você. -disse sorridente-
Sim, eu encontrei o moreno misterioso. E ele estava mais bonito do que
quando o vi pela primeira vez.
— Muito bom te ver novamente, Bra. Em uma ocasião menos desastrosa -respondeu o moreno, demorando-se mais ao dizer o nome de Bra.-
Ele realmente era um homem muito atraente... a forma como falava, era carregada de charme. Estava com uma barba por fazer, e dessa vez conseguiu reparar mais nos detalhes. A pele era bronzeada, e seu cheiro era muito bom.
Parou de reparar antes que babasse.
— Nada mais justo do que te pagar um drink, Bra.
— Não costumo aceitar bebidas de estranhos... -respondeu Bra, com um sorriso safado no rosto-
Sorriu de volta, e apresentou-se finalmente.
Chama-se Andrew, mas pediu que o chamasse de Drew.
Drew me levou até o bar, onde estava tocando música latina, para combinar com o ambiente do resort. Estava fazendo um calor dos infernos, e deixei ele me pagar um Sex on the beach, enquanto ele pediu uma dose de tequila.
Me contou que era fotográfo, que estava aqui á procura de uma modelo para seu próximo trabalho. Preferi não revelar que sou estilista, que sou Bra Briefs, e que tenho um império de lojas.
Melhor assim.
Automaticamente lembrei de Pan, e até podia recomenda-la para suas fotos, caso ela não estivesse esperando meu sobrinho. Ainda mais quando ele disse que esse trabalho seria um ensaio sensual... Seria uma ótima para provocar Trunks.
Ando uma demônia ultimamente.
Após alguns drinks, eu já estava mais do que animadinha, e Drew me puxou para dançar.
Eu ainda não estava bêbada, mas não sei se consigo dançar esse tipo de música, ainda mais com esses saltos.
— Vem, eu te ensino -ele sussurrou no meu ouvido, me fazendo arrepiar por inteira-
Quando me deparei já estávamos no meio dor bar, junto com as demais pessoas que estavam dançando. Ele escorreu as mãos pelo meu corpo até chegar na minha cintura, e me guiou a balançar os quadris devagar, de forma sensual. Coloquei os dois braços em volta de seu pescoço.
— Um passo para frente, outro para trás... devagar. Está vendo como consegue.
Não sei se é a bebida, mas sua voz chegou aos meus ouvidos de forma tão sensual... caramba, estou suando.
Antes que eu pudesse responder, Drew me virou e fiquei de costas contra seu corpo. Ele manteve suas mãos na minha cintura, mas agora me segurava com mais firmeza.
— Você... você faz isso muito bem. — foi o que consegui dizer, apoiando a cabeça em seus ombros-
Imagina o que mais ele fez muito bem...
Continuamos dançando até a madrugada, depois conversamos um pouco mais no hall de entrada do hotel. Andrew realmente aparenta, e pelo o pouco que o conheci essa noite, ser um homem incrível. Destina grande parte dos lucros do seu trabalho para instituições de caridade, disse que vive em Miami, mas está sempre viajando, ou seja, não tem moradia fixa.
Resumindo: Ele é uma aventura e tanto!
Quando me despedi, deu para perceber que ele queria me convidar para o seu quarto, que fica um andar abaixo do meu. Mas não fez.
De qualquer forma, eu não iria. E gostei da sua atitude.
Entrei no meu quarto e me joguei na cama. Fiquei um tempo olhando para o teto... Andrew é um homem bem diferente de Goten. Com certeza, Goten faria de tudo para me levar para a cama.
Ótimo! eu devo estar realmente muuuito louca para estar pensando em Goten.
Afastei esses pensamentos e peguei no sono feito criança.
Definitivamente, eu estava em paz.
No dia seguinte, acordei já eram 13h00
Droga! Não planejava dormir tanto assim...
Pedi um café e tomou rapidinho. Sem perder tempo, entrei no chuveiro e tomei um banho também rápido.
O sol estava ardendo lá fora, e não podia perder tempo!
Escolhi um biquine rosa, de tiras finas. Passei protetor, prendi os cabelos em um coque, deixando alguns fios soltos.
Amarrei uma canga branca na cintura, e desci em direção á piscina. Pensei em passar no quarto de Drew para ver se o encontrava, mas melhor não.
Não quero parecer desesperada!
— Estava esperando por você!
Não precisei de muito esforço. Drew estava lindamente no hall de entrada do hotel me esperando. Surpreendentemente sem camisa, e com uma bermuda.
Mordi o lábio sem nem perceber, e deu pra ver que ele ficou sem ar quando me viu também... com esse biquiní tão pequeno.
Antes que eu respondesse, Drew estendeu uma pequena caixa embrulhada com um cartão.
— Mais uma vez, perdão pelo meu desastre -disse enquanto coçava a nuca-
Abri mais do que depressa e era o que eu imaginava: um novo aparelho celular. No cartão estava seu número. Não contive o riso e agradeci, um pouco sem jeito. Ele não precisava se preocupar em comprar um celular pra mim.
— Pensei em passar no seu quarto mais cedo, mas achei que estivesse dormindo, ou ocupada.
— Realmente, estava dormindo -respondi- Você acabou comigo ontem, esqueceu?
Por algum motivo ele corou. Talvez por ter visto algum sentido malicioso no que eu disse, e eu adorei isso.
Não se esqueçam que ando uma demônia ultimamente.
— Na verdade, quero te convidar para jantar. Pode ser aqui mesmo no hotel, ou em algum lugar próximo. Estou indo buscar meu primo próximo daqui, volto rápido, e te encontro por volta das 18h00... Se você não se importar, claro.
Hum... como seria o primo do Andrew? Tão bonito quanto ele?
"Bra não seja ridícula..."
— Por mim está ótimo! Te encontro aqui mesmo? -respondo-
— Você tem meu número agora, pode me ligar e eu busco você aqui, para não ficar esperando sozinha.
Concordei, e ele se despediu com um beijo no rosto, na realidade beeeem próximo da minha boca.
Até ás 18h00 havia tempo de sobra para habilitar meu novo telefone, comer alguma coisa e me arrumar. Pensando bem, acho que seria ótimo ir ao spa daqui, algo me diz que essa noite sem dúvidas promete.
*
Andrew estava caidinho por aquela mulher.
Enquanto dirigia, lembrava do seu corpo perfeito dançando ontem a noite, e o que acabou de ver não amenizou nem um pouco seu desejo.
Além do mais, ela conversava tão bem... tinha um jeito tão gosotoso de ser.
Uma voz deliciosa de ser ouvida.
Só esperava não ir rápido demais. Apesar da beleza que tinha, era um pouco inseguro, ainda mais agora que seu primo passaria o restante do final de semana com ele.
Não demorou muito até chegar ao seu destino, e por sorte ele já estava lá.
— Você demorou cachorro!
Abriu um sorriso quando o viu. Apesar de tudo, gostava bastante dele, e era uma boa companhia.
Foram conversando durante todo o caminho de volta ao resort, e mesmo que se arrependa, acabou comentando sobre Bra.
— Você está aqui há tão pouco tempo e já foi fisgado? Você anda um marica mesmo.
— Na verdade ela me fisgou... Cara, você não a conhece. Mas não vou revelar mais nada. Na verdade eu nem deveria te contar nada, vai que acontece como da última vez.
— Drew, eu nem sei o nome dessa garota. Não tem como eu pegar alguém que não conheço.
— Mas vai conhecer. -responde estacionando o carro- Ela vai jantar conosco essa noite.
— Tudo bem -diz revirando os olhos- Depois de comer eu deixo vocês em paz, pode ser? Só para ver se ela é tuuuudo isso que você está dizendo. E não precisa me olhar com essa cara, não vou jogar meu charme pra cima da sua donzela. Espero que ao menos te renda uma boa transa.
Andrew tinha um pé totalmente atrás com seu primo. Perdeu as contas de quantas vezes ficou interessado de verdade em uma mulher, e seu primo estragou tudo. Não sabia o porque ainda matinha contato com ele, mas não era do tipo que guardava rancor.
A hora passou rápido, e logo estava na hora de se encontrar com Bra. Andrew resolveu passar em seu quarto antes de descerem, queria estar com ela antes que seu primo a visse.
Não demorou até que ela abriu a porta, e nossa... estava linda.
Usava uma saia rodada preta, com alguns detalhes em branco, e uma blusinha de mangas curtas que deixava um pouco de sua cintura á mostra. Sua pele estava um pouco bronzeada, provavelmente aproveitou a piscina quando ele saiu.
Se perdeu um pouco quando desceu o olhar e parou em suas pernas torneadas...
Foi tirado do seus pensamentos quando ouviu a bela voz dizer:
— Onde vamos?
— Pensei em jantarmos aqui mesmo, e depois podemos fazer o que você quiser. -respondeu sorrindo-
— Por mim está ótim...
Mas a frase não foi concluida.
Andrew olhou para trás e viu seu primo.
— Você podia ter esperado lá embaixo -disse Andrew um pouco ríspido- mas já que está aqui, Bra, está é meu primo que te falei mais cedo. Goten, essa é Bra.
Bra viu toda a sua vida passar por seus olhos... isso definitivamente NÃO PODE ESTAR ACONTECENDO!
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