O Voo Do Passarinho

5 Capítulo 5 - Más Notícias


Notas iniciais
Foi particularmente muito difícil para mim escrever esse capítulo, que é contado pelo ponto de vista do Sandor Clegane. Pode ser que vocês achem um pouco incoerente e muito ofensivo, mas eu tentei o máximo que pude demonstrar como as coisas se passam na cabeça desse homem e na hora de descrever outras personagens, eu tentei fazê-lo no nível dele. Acredito que há bastante redundância também, peço um pouco de paciência pra vocês e prometo melhorar isso nos próximos capítulos.P.S.: Há cenas de sexo.

O cheiro de gordura, sal e álcool era marcante no lugar. Forçando um pouco mais o olfato pôde sentir o cheiro cítrico de limão e laranja, provavelmente algum óleo pós-banho e ele era mais marcante na mulher que os recebeu, uma mulher possuidora de seios fartos, suficientemente tentadores para Sandor Clegane, que não se entregava aos prazeres das mulheres havia quase três meses. Mas não era ela quem detinha sua atenção e sim um rapaz na casa dos vinte anos segurando um bandolim que não tirava os olhos verdes de cima de sua protegida, Sansa Stark.

– Boa noite, meu Lorde! – A estranha pronunciou com animação. Sansa saltou para trás ao ser pega de surpresa e ficou detida por de baixo dos fortes dedos de Sandor. – Oh, eu por acaso a assustei, garota? Bem, isso não importa, não é mesmo? Você gostaria de um quarto, me'Lorde?

– O passarinho deseja descansar, mande-a para um quarto. – Respondeu sem perguntar se era isso que Sansa desejava. O que Sandor mais queria era retirá-la da visão dos outros que começavam a demonstrar interesse em suas longas madeixas rubras.

Depois de alguns comandos, uma criada chamada Sally ficou incumbida de levar o seu passarinho ao quarto e atender aos pedidos que tivesse. Quanto ao Cão de Caça, ele se viu na presença das demais pessoas no salão.

– Tenha certeza, me'Lorde, Sally vai cuidar muito bem de sua criança enquanto eu cuido do senhor. – A mulher empinou os seios em sugestão.

– Me traga uma bebida. – Comandou, ignorando a atitude da recepcionista. Estava cansado de mais para informar-lhe que não era nenhum 'senhor' e com a mente abstraída de mais para retornar os flertes.

Apesar de sua horrível queimadura na face que lhe tornava menos atraente do que a maioria dos homens, ele já estava acostumado com esse tipo de reação, era incrível como as mulheres sem um título de nobreza costumavam se entregar facilmente. Se bem que bastava um olhar para perceber que Sandor não fazia parte da escória da sociedade, mesmo que as suas atitudes se assemelhassem a ela.

Ao fundo a melodia criada pelo bardo começou a esvanecesse e o coro meloso de lástima das mulheres ao redor dele ganhou vez.

– Oh, Yros! – Uma garota chorou – Por favor, toque mais uma vez...

– Oh, Sor Yros! Só mais uma! – Outra acompanhou.

– Pois bem, me convenceram! — Riu o bardo — Qual canção devo apresentar agora?

Muitas vozes se ergueram ao mesmo tempo dizendo várias músicas. Yros sorria perante a agitação que formara.

– Acalmem-se! — Pediu — Cantarei A Senhora Minha Esposa. — Dito isso, tirou a primeira nota musical e a música preencheu o salão mais uma vez.

Sandor revirou os olhos assim que a música começou. Achava uma idiotice a atitude das mulheres para com os bardos em gerais, mas principalmente para esse tal de Yros. Havia algo nele que não o agradava.

A mulher dos seios fartos retornara ao aposento trazendo consigo a bebida que Sandor ordenara. Depositou a caneca de vinho na frente do hóspede e em seguida deu um grande suspiro.

– Yros realmente é um excelente cantor. — Comentou debruçada sobre o balcão.

– Heh, não passa de um filho da puta — Respondeu, tomando um grande gole de seu vinho.

– Senhor? — Perguntou a mulher desconcertada.

– Não sou senhor algum e estou pouco me fodendo para os bardos e para as septãs. São criaturas malditas que espalham mentiras na cabeça de menininhas tolas.

A mulher corou.

– Nos tempos de guerras as mulheres precisam dessas coisas...

– As mulheres precisam disso? Hah! Elas precisam é de um homem em suas camas! — Gruniu uma risada, bebendo o restante do vinho.

A anfitriã de Sandor silenciou-se e o observou durante alguns segundos antes de dar continuidade ao diálogo.

– E do que os homens precisam? — Ousou.

Sandor imitou a mulher. Encarou-a por um tempo fazendo uma breve análise de seu físico. Os olhos castanhos e os cabelos da mesma tonalidade ressaltavam a sua pele alva com as maçãs do rosto constantemente rosadas, sinal de boa saúde. Estava um pouco acima do peso, é verdade, mas isso só lhe proporcionava uns pontos a mais, visto que seus peitos eram enormemente fartos. Sandor questionou se sua mão conseguiria fechar ao redor de um.

– Qual o seu nome? — Perguntou, sem desviar os olhos dos peitos.

– Aliria Zenathis...

– Aliria... — Repetiu — Do que os homens precisam? Bem, você deve saber do que os homens precisam, não? — Seus olhos encontraram-se com os dela.

– Você poderia me dizer se eu sei ou não – Sugeriu com um sorriso arteiro.

Sandor abriu um pequeno sorriso amarelo.

– Traga-me outra caneca. – Ordenou.

Aliria não pareceu muito satisfeita com a resposta. Sandor sabia exatamente o que ela queria ouvir e até onde queria chegar.

– Aliria! – Uma voz feminina ecoou as costas de Sandor.

– Sally! – Aliria respondeu abrindo a porta lateral por onde entrara. – O que foi?

– Oh, a garota ruiva que chegou com aquele senhor ali pede uma refeição.

– E todo esse escândalo para isso? – Questionou Aliria crispando os lábios em desagrado.

– Sim. – Sally sorriu com infantilidade – E... Bem... Ela não parece muito bem. – Comentou com voz baixa, porém Sandor conseguiu ouvir mesmo assim.

– O que ela tem? – O homem perguntou com o cenho franzido.

– Oh! – Exclamou Sally ao se deparar que ele ouvira.

– Responda! – Ordenou pondo-se em pé.

– N-nada de mais, senhor.. – Sentiu-se diminuir na presença do homem.

– Nada de mais, você diz? Maldita seja! – Exclamou dando um soco na mesa. – Qual quarto ela está? DIGA!

– E-ela...

– No final do corredor do andar de cima, tem um urso entalhado na porta. – Aliria informou aborrecida.

Sandor girou sobre os calcanhares e se direcionou até o quarto em que foi dito como o de Sansa. Subiu as escadas de dois em dois degraus, passou por diversas portas com vários animais entalhados e quando encontrou a porta com o urso, não hesitou em abri-la.

Quando a porta foi aberta, nenhum ranger foi emitido. Sandor adentrou o quarto e com ele o som que o bardo produzia no andar de baixo foi junto. Não havia sinal de Sansa ali, a escuridão predominada com exceção da lareira acesa. O homem encostou a porta e ao fazê-lo, reparou que ela estava bloqueando uma luz frágil que vinha do fundo do quarto. Forçando um pouco os olhos pôde ver um biombo cheio de treliças. Deu alguns passos naquela direção, até que sentiu algo estranho por de baixo de seus pés. Parou e olhou para o chão só para encontrar um amontoado de roupas e acreditou serem de Sansa. Ao levantar os olhos, ouviu o barulho de água vindo do local para onde se dirigia. Sansa está se banhando. Pensou, desconcertado com a situação. Ele havia ido ao encalço dela para perguntar se estava tudo bem, não estava preparado para essa situação. É apenas uma garota se banhando, idiota! Em sua vida já havia se deparado diversas vezes com mulheres em situações mais embaraçosas do que a dela, mas ainda assim era Sansa que estava ali e não uma mulher qualquer. Sabia que para ela, isso era grande coisa. E não garanto me controlar. Constatou ao sentir um incômodo na calça que usava. Durante toda a viagem que fizeram de Porto Real até ali, o que ele mais queria era achar um momento, uma desculpa qualquer ou um sinal para deflorá-la. As mãos dela ao redor de seu corpo, o movimento do cavalo, a matança na Batalha de Blackwater e o fogo. Elementos eróticos que mexeriam com qualquer homem na posição dele. Tentou manter-se em silêncio e obteve sucesso, até Sansa se levantar da banheira. Soltou um pequeno gemido rouco. A vela acesa projetou uma sombra desnuda da garota. Por entre as treliças era possível ver o corpo dela. Oh deuses, como desejo possuí-la. Sentiu o volume em suas calças enrijecer. O cheiro de corpo de mulher pós-banho estava encalacrado em suas narinas. Preciso sair daqui. Constatou em uma onda de ansiedade. Seus passos não pareceram obedecê-lo. Preciso sair daqui AGORA! Gritou para consigo mesmo e após grande relutância deixou o quarto antes de sua protegida ir a procura das roupas.

Oh, e ela era doce

e pura e bela!

A donzela com mel

nos cabelos!

Cabelos! Cabelos!

A donzela com mel

nos cabelos!

O urso cheirou o odor

no ar de verão.

O urso! O urso!

Preto e castanho

e coberto de pelo!

Cheirou o odor

no ar de verão!

Fungou e rugiu

e cheirou-o, babão!

Mel no ar de verão!

– Maldito bardo... MALDITO! – Praguejou o mais alto que pôde tomando cuidado para não ser ouvido por Sansa que estava do outro lado da porta. De tantas as canções que existiam, era justamente O Urso e a Bela Donzela que Yros escolhera.

Ficara parado ali, na porta com o entalhe do urso, tentando ajeitar seus pensamentos, mas não importava quantas crianças dilaceradas imaginasse, seu pênis continuava ereto, pois a imagem e o cheiro de Sansa não lhe saiam da memória. Ele poderia se martirizar por essa ação involuntária, mas não o fez. Seu sangue de homem varão lhe fervia a veia. Com passos largos desceu a escada enquanto Yros terminava as duas últimas estrofes da canção.

Esperneou e chorou,

a donzela tão bela,

mas ele lambeu-lhe

o mel dos cabelos.

Cabelos! Cabelos!

Lambeu-lhe

o mel dos cabelos!

Então suspirou e guinchou

e até esperneou!

Meu urso! Cantou.

Meu urso tão belo!

E daqui para lá

foram pelo percurso,

o urso, o urso

e a bela donzela.

– Senhor? – Chamou Aliria ao notar que Sandor retornara ao salão. O visitante parecia mais carrancudo agora do que na hora que chegou. – A menina está bem? – Perguntou.

– Prepare-me um quarto – Ordenou, ignorando a pergunta dela.

No mesmo instante Aliria deixou de fazer o que estava fazendo e se prontificou até ele.

– Queira me acompanhar.

Sandor tornou a subir a escada na companhia da mulher. Seguiram pelo mesmo corredor pelo qual acabara de passar, mas dessa vez parou logo no começo e uma porta com o entalhe de uma lontra foi aberta.

– Não é muito luxuoso quanto o outro quarto, mas tenho certeza que lhe acomodará muito bem. — Disse a mulher, adentrando o quarto e acendendo uma vela sobre a cômoda.

O quarto era realmente pequeno. Havia uma cama cuja qual Sandor se sentou, uma cômoda a meia dúzia de passos de distância da cama do lado esquerdo e do lado direito na mesma distância havia um biombo cujo qual ocultava uma banheira.

– Dá pro gasto. — Respondeu.

– Se o senhor precisar de alguma coisa...

– Já lhe disse que não sou nenhum senhor. — Bufou.

– Oh! — Aliria abriu um pequeno sorriso amarelo — Desculpe-me.

– Não.

– O-o que... Não? — A mulher ficou desconcertada.

– Recompense-me.

– Perdão?

– Você estava dizendo que me mostraria os seus conhecimentos sobre o que todo homem precisa. — A expressão de Sandor suavizou. Um pequeno sorriso faceiro aparecia de leve em seu lábio queimado.

Os olhos da estalajadeira arregalaram-se com a mesma velocidade que suas salientes maçãs do rosto coraram. A mulher que parecia adorar tagarelar dessa vez não conseguiu encontrar palavras.

– Então? — Indagou Sandor.

– A menina...

O cenho do homem tornou a se fechar. Lembrar-se de Sansa fazia com que a elevação por baixo de suas roupas formigar.

– Isso não pareceu incomodá-la a princípio.

O silêncio voltou a reinar sobre eles. Sob a luz da vela acesa as costas de Aliria podia-se ver a intensidade presente nos olhos dos dois. Quem quebrou o silêncio mais uma vez foi ele.

– Você parecia bem confiante sobre o seu conhecimento a respeito dos homens. — Pôs-se em pé, sem desviar os olhos. — Mas pela sua atitude, vejo que me enganei. — Lentamente e com as mãos ágeis começou a retirar sua armadura negra e pousá-la aos pés de sua cama.

– Eu... — Começou a estalajadeira, mas não sentiu-se inteligente o suficiente para completar a frase.

– O que todo homem quer — Direcionou-se até ela, apenas com suas roupas mais leves — Posso lhe ensinar isso. — Dizendo a última frase, inclinou-se sobre a mulher e encostou os seus lábios na lateral do pescoço da mesma. — Desde que esteja disposta a isso. — Sua língua delicadamente percorreu a jugular dela, umedecendo a região e aplicando uma pequena força típica das coisas que Sandor faz. — Caso o contrário, ache-me alguém que o faça. — E dito isso, afastou-se sua boca do pescoço dela, permanecendo de frente para ela e olhando-a de cima devido sua altura.

– M-me'Lorde... — A frase saiu tremida. A mulher estava mais vermelha do que as maçãs colhidas em Dorne. — O-os meus co-conhecimentos no leito são um pouco limitados...

Sandor deu-lhe as costas quando ela voltou a falar. Caminhou de volta para a sua cama e sentou-se nela, de frente para a estalajadeira.

– ...Todavia, acredito que possa satisfazê-lo... — Terminou por fim.

Ficou em silêncio, analisando-a e questionando-se internamente sobre a situação em que estava se colocando. Sua cabeça dizia para se satisfazer apenas com o vinho que lhe era servido, mas o seu pênis, embriagado pelo cheiro de Sansa, pedia para se satisfazer dentro de uma mulher. Quem ele realmente queria, não era aquela mulher em sua frente e sim sua pequena ave, mas o passarinho era novo de mais e inocente de mais para compreender os desejos da carne, e essa pureza ele gostaria de conservar por um pouco mais de tempo, talvez porque a sua protegida o remetesse a imagem de Reyla¹, como seus empregados haviam lhe descrito.

– Satisfaça-me. — Ordenou.

A expressão de Aliria mudou, de confusa passou para determinada. Sandor conhecia aquele tipo de olhar. A mulher aproximou-se dele como uma serpente deslizante e foi dessa forma que ela retirou a vestimenta superior dele, expondo o peitoral.

– Oh... — Exclamou. — Quantas cicatrizes...

Com toda a delicadeza presente em uma mulher, ela começou a deslizar a ponta de seus dedos pelas manchas brancas de vários cortes que há muito foram causados.

– Pobrezinho... Deve ter doído muito, sem ninguém para cuidar de você — Supôs — O fogo já lhe queimou e o sangue já derramou... Não se preocupe, agora eu cuidarei de você...

Pressionou o peito dele com as palmas das duas mãos, fazendo-o deitar de costas. Aliria subiu sobre ele, sentou-se em seu quadril com o vestido levantado até as coxas e inclinou-se sobre o mesmo. Enquanto muitas outras mulheres teriam demonstrado asco e evitado fazê-lo, a mulher que estava sobre ele tocou-lhe o rosto queimado e depositou longos beijos úmidos sobre o mesmo e, quando concluiu esse lado, passou para o outro, desde a altura do olho até o canto da boca e quando chegou ali percorreu os lábios dele com a língua. Sandor algumas vezes separou os lábios para que ela introduzisse a língua, mas ela não o fez, o que o levou a segurar-lhe a cabeça para beijá-la e só assim conseguiu um toque mais intenso com a mesma. A mulher, embora de uma forma excêntrica, havia conseguido provocá-lo.

Os lábios dela se abriram ao contato com o dele. Suas línguas instantaneamente se encontraram e uma pressionou a outra, fazendo pequenos círculos involuntários naquele espaço apertado. Sandor se considerava bom de beijo, mas dessa vez estava disposto a deixar sua parceira dominá-lo, apesar da mesma não ter uma boa experiência. Aliria vez ou outra mordiscava a língua e o lábio inferior de Sandor e quando se cansava do beijo percorria a mandíbula do visitante com a língua e voltava a encontrar a língua dele no fim. Foi entre mordidas e lambidas que o beijo úmido deles se quebrou. Ela sorria.

– Preciso lhe devolver algo que me deste.

E antes que pudesse perguntar o que era, Aliria já estava dedicando a sua atenção ao pescoço do homem, com os lábios grudados em sua jugular. Ela sugou-o e mordiscou-o após umedecer a área. Ao primeiro toque dos lábios dela ali ele sentiu seu pênis enrijecer em baixo dela e quando ela afastou-se, soltou um gemido involuntário que não passou despercebido.

– Mas já? — Perguntou faceira. — Mas eu mal comecei... — Riu como uma garotinha.

– Cale a boca.

– Sim, me'Lorde. — Concordou, dessa vez beijando o torso dele, exatamente uma cicatriz comprida que ia do ombro esquerdo para o quadril do lado direito. Alternando entre beijos e lambidas, Aliria fez o percurso da cicatriz, dedicando-se ao mamilo esquerdo quando a cicatriz se aproximou do seio. As mãos brutas de cavaleiro grudaram-lhe o quadril, gemidos e xingamentos foram pronunciados e o que Aliria mais ouviu foi "Maldita mulher!".

– Maldita seja! — Exclamou Sandor, movimentando o quadril em baixo dela.

Nesse ponto, Aliria acabara de chegar a metade da cicatriz e afastou o rosto dela para observá-lo. Havia uma mistura de dor e prazer na face dele que a fez rir.

– Você quer mesmo se aliviar, não quer? — Perguntou com voz inocente.

– Sim... — Gemeu.

– O quanto você quer? — A mulher escorregou por sobre as pernas de Sandor até chegar no chão. Depois, desamarrou a calça dele e a retirou lentamente, aproveitando o momento.

– Maldita mulher! — Praguejou. O pênis "nessa altura do campeonato" estava duro e quando ficou livre da calça o membro inclinou-se em direção a sua barriga, revelando seu comprimento, que era superior aos 15 centímetros habituais e inferior aos 21 centímetros, e sua circunferência, que equivalia a três dedos. Uma substância transparente escorria dele em uma quantidade insignificante e o sacro escrotal estava encolhido, dando sinal de que estava pronto para ter o orgasmo.

– Que bela surpresa! — Exclamou ao se deparar com o membro dele e mordiscou o lábio inferior no excitamento. — Tenha calma... — Comentou despindo-se de seu vestido da forma mais rápida que conseguia, mas não pareceu rápido o suficiente, pois Sandor sentou-se na cama e ajudou-a a se livrar da vestimenta. — Obri... Aaaah! — Gemeu. Os lábios de Sandor fecharam-se em torno de seu mamilo. Sem o vestido os fartos seios dela estavam livres e desde o momento em que o viajante chegara a pousada teve incontáveis pensamentos eróticos para com eles. — Senhor, por favor...

– Maldição, mulher! Eu não sou nenhum senhor! — Seus dentes roçaram com um pouco mais de força em um dos mamilos enquanto seu polegar e indicador brincavam com o outro.

– Tudo bem, você venceu.. — Aliria rendeu-se entre gemidos. Uma curta lágrima escorria de seu olho.

Sandor continuou com os lábios nos seios dela e com a mão que usava para acariciar-lhe o mamilo trouxe-a de volta para o seu colo, colocando-a sentada sobre as suas coxas.

– Por favor, queira deitar-se... — Pediu ela com a voz rouca.

Relutantemente Sandor cedeu, afastando os lábios do peito dela. Suas mãos continuaram na cintura da mesma. Com cuidado, Aliria se posicionou sobre o quadril dele e com o auxílio das mãos direcionou o pênis na entrada de sua vagina e começou a sentar-se devagar para que se acostumasse com a espessura do membro.

Sandor no entanto não gostava de enrolação. Todo o estímulo que precisava para chegar ao clímax já fora dado e, estando com as mãos na cintura de Aliria, puxou-a para baixo arrancando-lhe um grito estridente de surpresa e dor que entrou em coro com o de prazer que ele soltara.

– Você é tão apertada... — Comentou, deixando o pênis esquentar-se na umidade interna dela antes de começar a se mexer.

– Idiota! Não deveria ter feito isso... — Reclamou, tocando a própria virilha, mas sem movimentar o quadril.

Sandor riu e lentamente começou a se movimentar. Aliria o acompanhou, ambos soltando leves gemidos que iam se intensificando em cada estocada. Apesar de ter sido a mulher que proporcionou mais prazer entre os dois, a vagina dela estava bem lubrificada, facilitando o movimento do membro dele. Seu copo estava quente e suor pingava de suas costas e de sua testa. O quarto por ser pequeno retinha o calor e o cheiro do sexo, um cheiro muito semelhante a amônia. Cada vez que Alia se levantava e abaixava de novo seus grandes peitos a acompanhava, o que excitava ainda mais Sandor. Com uma de suas mãos ele voltou a agarrar o seio, apertando-o por entre seus dedos. A expressão da estalajadeira foi o suficiente para que ele compreendesse que ela estava gostando daquilo. Um pequeno sorriso satisfeito surgiu em seu rosto. Foi necessário apenas uma dúzia a mais de estocadas para que os dois chegassem ao orgasmo. Sandor sentiu um jato quente sair de seu pênis junto com um alívio instantâneo e ao mesmo tempo sentiu a reação da vagina de Aliria sobre o seu pênis, contraindo-se sobre o mesmo.

– Me'Lorde... — Murmurou Aliria, ainda com o pênis dentro de si.

Sandor nada disse, gemia baixinho. O expandir e retrair da vagina dela enquanto seu pênis ainda estava inserido lá fazia com que voltasse a endurecer, embora de forma suave comparado com como estava. Quando a reação do clímax passou, foi Aliria que rompeu a ligação entre os dois corpos.

– Você realmente sabe do que um homem precisa. — Sandor comentou, tossindo uma risada. Não era costume dele conversar após o sexo, mas só ele sabia o quanto era grato por Alia ter se deitado com ele, caso o contrário ele não saberia o que teria feito para saciar as suas vontades carnais.

– Oh, obrigada, Me'Lorde. — Respondeu, escondendo um sorriso tímido.

Sandor se arrependera de ter expressado seu agradecimento.

– Preciso descansar agora, deixe-me. — Ordenou.

Aliria enrubesceu-se com a atitude dele. Sabendo que não havia como ficar mais um pouco nos braços dele se levantou, vestiu-se e deixou-o sozinho.

Cão de Caça, cansado da viagem e do sexo que acabara de ter, não demorou muito para cair no sono, mas quando o fez, foi com imagens de seu Passarinho cavalgando sobre ele como a estalajadeira acabara de fazê-lo.

Quanto tornou a acordar, a noite ainda imperava, mas o som de pássaros já podiam ser ouvidos. Sandor sentou-se em sua cama. Só restava um pequeno pedaço da vela que Aliria acendera. "Preciso dar logo o fora daqui" Pensou para consigo mesmo, finalmente parecendo lembrar que estava em plena fuga de Porto Real e que se fosse pego, poderia ser a sua morte e a condenação do seu Passarinho a uma vida de humilhação na corte por ter fugido com o Cão de Joffrey.

– Preciso acordar Sansa. — Comentou para si mesmo, pondo-se em pé.

Sandor tratou de vestir sua armadura rapidamente, fez sua higiene matinal com a bacia de água próxima a banheira atrás do biombo e deixou o quarto levando consigo todos os seus pertences. Caminhou até os aposentos da garota Stark e hesitou na porta. Há algumas horas atrás, quando adentrou o mesmo quarto encontrou sua protegida em um momento particular de higiene pessoal. O mero pensamento da imagem que vira causava reações involuntárias em seu corpo. Sentindo-se incoerente consigo mesmo, resolveu por fim entrar no aposento com ar altivo, como de costume. Quando o fez, sua atenção foi direta para o leito e se deparou com uma vasta cabeleira ruiva espalhada pela cama. Sansa estava usando apenas sua capa para protegê-la do frio. "Estúpido Passarinho", franziu os lábios após o pensamento. Com os passos lentos se aproximou dela, parando a menos de um passo de distância. "Dorme tão tranquila enquanto uma guerra explode lá fora". Seus dedos das mãos formigavam. Desejava percorrer as longas madeixas rubras com eles. "Independente de quem quer que tenha vencido a Batalha de Blackwater, eles devem estar à sua procura, Passarinho. E enquanto isso, está aqui, escondida no meio da mata, desejando voltar para o Norte antes do inverno chegar..." Sandor tinha pleno conhecimento de que quando a encontrassem o tratamento que ela vinha recebendo em Porto Real iria piorar. Sansa podia continuar sendo uma Stark, só que agora era uma Stark procurada, que deixou sua jaula com o Cão de Caça do Rei Joffrey.

Estava a ponto de dar mais um passo quando foi surpreendido pela respiração da garota que mudara. Com medo de que ela acordasse e fosse pego fazendo algo suspeito — observando ela enquanto dormia -, cambaleou para trás. Sansa não acordou, mas Sandor acabou por pisar em um objeto estranho no chão. Quando abaixou-se para ver no que pisara, se deparou com uma pequena bolsa de couro que logo reconheceu: era a bolsa cuja qual Sansa carregava as joias que possuía no intuito de vendê-las. Sandor pegou-a em suas mãos e ponderou. "Podia sair para vendê-las e deixar o Passarinho dormir um pouco mais". A ideia não parecia mal. Sabia que se ela fosse junto, ela não reclamaria do percurso "Ela nunca reclama de nada" embora ficasse extremamente cansada como agora.

– Espero que tenha bons sonhos. — Comentou, por fim decidido a deixá-la na pousada.

Girando sobre os calcanhares deixou o quarto batendo a porta atrás de si ao sair.

– Oi, acorde sua senhora. — Exigiu ao chegar ao salão, cutucando a criada que atendera Sansa que estava debruçada sobre a mesa, em um sono profundo, a única alma viva presente naquele lugar no momento.

Sally sobressaltou-se em susto, soltando um curto gritinho de horror ao olhar o rosto queimado dele na luz de velas. Sandor a repreendeu com o olhar.

– ...É-é para já, sen-senhor... — Gaguejou, entrando por uma porta lateral aos tropicões.

Passou alguns instantes antes que Sally retornasse com Aliria em seu encalço.

– Pois não? — Perguntou a estalajadeira com a voz séria, dando a entender que nada havia acontecido entre os dois.

– Estou de partida — Avisou, embora não desejasse dar satisfação de nada.

– Mas já? — Havia um ar saudoso na mulher.

– Quanto devo?

– Oi? — A mulher corou.

– Pela hospedagem. — Franziu as sobrancelhas com severidade.

– Oh, sim — Sorriu — Três moeda de cobre pelo quarto que ficou.

– E pelo quarto da garota? — Sandor lembrou-a da figura de Sansa.

O rosto de Aliria se contorceu, como se tivesse sentido um cheiro ruim.

– Uma moeda de prata.

Afastando a capa que utilizava, retirou do cinto a sua própria sacola de couro onde guardava o próprio ouro, sendo a maioria da vitória no Torneiro da Mão em homenagem à Eddard Stark quando o Rei Robert Baratheon ainda estava no poder. Remexendo na bolsa, retirou dela 2 moedas de ouro.

– Isso deve ser o suficiente para que cuide do Passarinho enquanto estou fora. — Entregou as moedas para a dona da pousada. Aliria ameaçou dizer algo, mas interrompeu-a. — Voltarei em no máximo um dia. Deem à ela as refeições diária com fartura e tudo o que ela pedir.

Dito isso, Sandor deixou a pousada. Seu intuito era vender as joias da garota. Sabia que não conseguiria isso estando em Felwood. Pelo o que percebera, grande parte da população saíra de lá pela guerra que ocorreria em Porto Real, restando apenas os incapazes de lutar e os oportunos. Se conseguisse por um acaso arranjar uma pessoa para quem vender, seria por um preço muito inferior ao que elas valiam. Os dois lugares mais próximos seriam Bronzegate, sede da Casa Buckler, anteriormente aliada à causa de Renly e posterior a morte do mesmo aderiu ao exército de Stannis, sua localização cruzava com a Estradadorrei, já estando localizada nas Terras da Tempestade, a outra opção era Haystack Hall, um pouco adiante de Bronzegate, terras da Casa Errol, também aliados à Renly. Após a morte do mesmo, é provável que tenha se aliada à Stannis, mas nenhuma informação a respeito dessa aliança chegou aos ouvidos de Sandor. As duas cidades Clegane já havia visitado com uma certa frequência (assim como Felwood) quando saia para caçar com toda a guarda real e a corte, coisas que pareciam pertencer a um passado distante. "Haystack Hall parece ser o lugar mais apropriado" Constatou. Por estar mais distante da estrada, talvez os cavaleiros que retornassem com vida de Porto Real não chegassem até ela, preferindo descansar em Bronzegate, ou algo do tipo. "Só espero que nenhum retorne à Felwood e que muito menos parem na mesma pousada em que Sansa se encontra", esse pensamento o irritou mais do que deveria. Estava deixando-a para a segurança da mesma, mas isso parecia ser a coisa mais estúpida de acordo com as probabilidades.

Cavalgou sobre Estranho aproximadamente por um um oitavo do dia quando atingiu a Estrada do Rei. O ruim de quando se está dentro de uma mata é que todo o percurso parece ser o mesmo, tendo de se guiar apenas pela posição do sol. Ainda assim o caminho foi traçado com facilidade. A primeira coisa que reparou ao chegar na Estrada foi uma carroça pobremente feita vindo em sua direção. Puxando a carroça vinha um cavalo muito velho, magro e cansado e sobre ele estava um senhor com ralos cabelos brancos na careca manchada pela árdua jornada sob o sol que enfrentara toda uma vida, de olhos rugosos e semblante amistoso. Ao encontrar a figura altiva de Sandor cumprimentou-o.

– Bom dia, senhor! — Exclamou o velho na simpatia.

Sandor retribuiu com um breve aceno de cabeça. Desde que deixara Felwood estava usando a touca da capa a modo de esconder suas cicatrizes delatora de sua identidade.

– Está vindo de onde? — Insistiu o camponês, não reparando na hostilidade direcionada a ele.

Clegane não respondeu.

– Eu estou vindo de Bronzegate — Continuou o estranho — As tropas que foram à guerra até agora não retornaram — Lamentou. — Meus negócios estão indo de mal a pior por causa dessa estúpida guerra! Não consigo vender todos os alimentos que produzo e os impostos que o desgraçado Lorde Bucker está cobrando é superior ao que ganho, então estou indo até Haystack Hall tentar vender o que está aí atrás — Apontou para a carroça — Mas duvido muito que conseguirei o lucro que espero.

Era surpreendente como a população não-nobre demonstrava interesse para as causas de seus senhores; Para os camponeses, o que realmente importava é que pudessem continuar com a sua rotina de todo o dia. A vida no campo mesmo depois de 300 anos desde a chegada de Aegon, O Conquistador não pareceu evoluir, eles viviam para trabalhar na terra cedida por seus senhores, casavam-se, tinham filhos e ensinavam o oficio para suas crias. Só se sentiam incomodados quando a cobrança de impostos aumentava ou quando enfrentavam momentos de fome. No fundo, o não-cavaleiro deseja também mandar um foda-se para toda essa hipocrisia, todavia se submeter a pobreza, a miséria e uma vida de trabalho árduo no campo não lhe agradava.

– Já está me batendo aquela fome dos sete infernos! Minha esposa me obrigou a pegar a estrada antes mesmo de poder tomar um gole de leite. Por que não se junta a mim para uma refeição? Tenho certeza que um pedaço de pão a mais ou a menos não vai fazer diferença nos negócios hoje. — Disse o velho, encostando a carroça com um grande esforço em baixo de uma árvore.

Sandor analisou o velho. Sentia-se inclinado em recusar a oferta dele, só que uma simpatia misturada com uma grande fome (talvez superior à do homem) o levou a encostar Estranho, desmontando em seguida.

– Muito bem, o que temos aqui? — Disse o estranho revirando o fundo da carroça.

– Está tudo bem? — Falou Sandor por fim.

– Ah sim, meu jovem! Só me dê uma ajuda com esse barril, por sua bondade. — Pediu voltando com um grande pão duro, uma rodela de queijo e duas canecas de metais. — Minha esposa reclama por eu beber muito, sabe? Não, não tem como você saber porque não a conhece.. E que pelo Os Sete não tenha o infortúnio de conhecê-la.. Onde eu estava mesmo? Ah, sim! Então, minha esposa reclama por eu beber muito, só que como ela não está aqui... — Soltou uma risada ordinária coçando o centro da careca, ao se sentar no chão com as pernas cruzadas.

Clegane colocou o barril entre ele e o velho, sentando-se em seguida. Serviu-se com o vinho imediatamente. Se havia veneno ali ou não, ele não sentiu ao virar o conteúdo da caneca de metal de uma vez, tornando a enchê-la novamente antes que o dono dos mantimentos pudesse encher a própria caneca.

– Oooooohohohohohohohohoh — Gargalhou — Aí sim está um verdadeiro apreciador da bebida dos Deuses! Lembra muito de mim na minha mocidade... Ai ai, tempo bom... Mas eu não era tão alto assim, nem tão musculoso. Diga-me jovem, você é um desses cavaleiros que estão lutando nessas guerras aí? — Perguntou, enchendo-se de curiosidade.

– Isso não é da sua conta. — Respondeu com rudez.

O velho corou.

– Êta! Não precisa dessa hostilidade toda. Só queria saber se você lutava, de que lado estaria... O lorde de onde eu venho, sabe? O Lorde Bucker... vulgo Lorde Boquete, lutava para o Renly, aquela criaturazinha saltitante! Eu te digo, o Renly possuía mais traços femininos que a minha esposa! Começando pela barba e o bigode dela... — Riu — ... Só que aí pelo o que eu soube esse Baratheon aí morreu pelas mãos de uma cavalona lá que ele chamou pra fazer parte da guarda-real dele e o Lorde Boquete passou a servir o Stannis. Aaah! Eu te digo, viu? Pensei que as coisas fossem mudar, mas nããããoooo! Os impostos aumentaram! Muitos homens morreram antes mesmo de ir pra guerra, aí vai lá, tivemos que produzir mais alimentos ainda! Mandamos uma parte da produção pra eles e o que sobra nós vendemos, porque temos que mandar ouro também... Não aguento mais, filho! Se eu não pagar tudo o que eu devo até o meio dia de amanhã vou perder a minha casa! — Choramingou o camponês, derrubando algumas lágrimas ao terminar de falar.

– Podia ser pior. — Sugeriu.

– Há! Você tem razão! — Riu, secando as lágrimas com as costas das mãos. — Podia ter o mesmo destino que aqueles nortenho tiveram. Não bastou a Mão do Rei lá ter sido decapitada pelo novo Rei que está em Porto Real, ainda tiveram os filhos mais novos queimados em Winterfell pelos Greyjoy.

Sandor não teve reação ao ouvir as seguintes palavras. Os Stark que estavam em Winterfell foram assassinados pelos Greyjoy... Lembrara-se de quando fora à Winterfell, quando o Rei Robert pedira à Eddard Stark para ser a Mão do Rei. Naquela época ele tivera pouco contato com os Starks, de alguns ele nem lembrava do rosto, como é o caso do Stark mais novo, um garoto que no período não tinha mais do que quatro anos. Já o outro, Brandon, se não se enganava, na mesma visita em que estava, caiu em uma escalada na parte abandonada do castelo e ficara aleijado. Como se a 'sorte' não fosse suficiente, agora estava morto. Neste instante pensou na garota de cabelos acobreado. Sabia que aquilo só significa uma coisa: não havia mais casa para onde Sansa pudesse voltar. "O Passarinho ao ouvir isso..." Balançou a cabeça, não queria pensar nas reações dela. "Deveria estar sonhando com Winterfell quando a deixei, uma Winterfell que só existe em seus sonhos agora" Seus punhos se fecharam.

– Oi! Filho? — Chamou o camponês. O transe que Clegane entrara estava evidente.

Sandor retornara para a realidade, tomando um grande gole de vinho e enchendo a boca com um pedaço de pão.

– Há! Ficou chocado, não é mesmo? Pois é, também fiquei quando soube! — Exclamou o senhor — E fiquei ainda mais chocado quando descobri que não era Balon quem programou a invasão e sim aquele filho esquisito dele! Imagina só... A traição foi ainda maior! O 'Rei do Norte' — Ironizou — resolveu a questão rapidinho, mas foi tarde de mais... Todo o castelo foi incendiado na tomada por sua própria tropa. Claro que isso não teria acontecido se ele não tivesse ficado no Sul para combater os Lannisters... — Chacoalhou a cabeça de um lado para o outro em sinal negativo. — É o que eu te digo... Eu aqui desesperado por um pedaço de terra e esse povo queimando terras adoidado!

– O protegido do Ned!? — Estranhou Clegane.

– Pois é, rapaz! O próprio! Aproveitou que os Starks estavam preocupados com os assuntos no Sul para tomar o que achava por direito ter! Sobre essas questões de guerra eu nada entendo e nem quero saber quem está ganhando ou perdendo, o que eu sei, é que o filho do Balon conseguiu mais inimigos do que amigos ao fazer isso! — Gargalhou. — Bom, já tá tarde agora. — Pôs-se em pé — Pode ficar com essas coisas, exceto pelo vinho, pode pegar um pouco dele em seu frasco de bebida, mas o barril é meu.

Nada mais disse. Juntou as coisas que ganhou e ajudou o camponês a guardar o vinho de volta na carroça. Feito isso, apesar de os dois irem para a mesma direção, eles se separaram.

– Olha, eu não sei pra onde você vai — Disse o homem — Mas não precisa fazer companhia pra um velho como eu.

Clegane não pensou duas vezes e cravando o calcanhar no Estranho, partiu em direção à Haystack Hall. O sol já estava alto na tarde quando alcançou o seu objetivo. Haystack Hall era uma cidade bem maior do que Felwood, apesar de ficar mais isolada. Sandor percebeu que uma parte da população partiu para a guerra, só que um número significante ficara para trás, a maioria camponeses e comerciantes. "Agora sim poderei conseguir um preço justo para as joias" Constatou com um certo alívio. A trotes lentos, dirigiu-se ao centro comercial local. Não foi difícil encontrar, o murmurio tipico do mercado era altamente reconhecível.

– Sedas, sedas finíssimas de Volantis! — Gritava um. — Por aqui, senhor, por aqui!

– Vinhos e especiarias de Dorne! — Seguia outro anunciando os seus produtos, com um típico sotaque dornês.

Entre os comerciantes, havia outros que não precisavam anunciar o que vendiam. Mercenários e prostitutas circulavam por entre a população, as vezes obtendo sucesso, as vezes sofrendo ameaças. Bêbados brigavam pela mesma taça de vinho, crianças órfãs aproveitavam do tumulto para safanar algumas bolsas e transeuntes se divertiam com a grande variedade de cores.

– Senhor, senhor! — Gritou uma criança para Sandor — Deixe-me guiar o seu cavalo! Cobro apenas uma moeda de bronze!

Ignorou a criança, mas a mesma insistiu.

– Senhor! Deixe-me, senhor!

Quando o menino se aproximou, Estranho relinchou ficando sobre as patas traseiras. O garotinho assustou-se e algumas pessoas ao redor da cena pararam o que faziam. Foi um comerciante com muitos véus no pescoço quem quebrou o silêncio.

– Saia de perto dessa besta, seu animal idiota! Não está vendo que a está assustando!? — Repreendeu o garoto o mercante. — Que belo animal o senhor tem. Ótima pelagem, os dentes estão completos, são fortes e claros. A musculatura é visível. É um ótimo cavalo de guerra que tem aí, senhor! Quanto quer por ele?

– Ele não está a venda. — Respondeu.

– Nem por 8 moedas de ouro? — Insistiu, abrindo um largo sorriso dourado.

– 'Tá querendo me foder, é!? 8 moedas de ouro não é nem o valor que meu cavalo caga!

– Seu cavalo é um Lannister por acaso?

Sandor não respondeu. De certa forma o seu cavalo era um Lannister.

– Se não vai me vender a sua montaria, ao menos deseja comprar algo que tenho? Ou tem algo a mais para negociar com Jillian Dorell? — O mercante estufou o peito, cheio de vaidade.

Apenas agora reparou nos artefatos que Jillian vendia. Sua tenda era uma das maiores naquela ala. Dentro de sua tenda podia-se ver uma bancada de tecidos leves de diversas cores, uma caixa de joias de tamanho médio nas mãos de um de seus empregados, diversos frascos de óleo corporal e alguns brinquedos.

– Me dê um preço — Pediu, jogando a bolsa de joias de Sansa que carregava.

O mercante pegou-a e a abriu; Seus olhos se maravilharam com o que tinha em mãos. As peças, quase todas, possuía uma pedra de valor inestimável. "Por menos de 30 moedas de ouro eu não vendo" Afirmou Sandor para si mesmo. Seu entendimento sobre joias não era muito vasto, todavia Sansa não era o tipo de garota de usar objetos sem valor como adorno no corpo.

– São peças muito finas para um homem como você estar carregando. Lhe dou 10 moedas de ouro e 5 de prata.

– Vá se foder! Só aquele anel de esmeralda vale o preço que disse! Elas valem no mínimo 50 moedas de ouro! — Protestou, tomando a bolsa de volta para si.

– Que tal 15 moedas de ouro? — Propôs novo acordo Jillian.

– Que tal 100 moedas de ouro? — Ironizou Clegane.

O mercante corou, sentindo-se ofendido.

– 25 moedas.

– Fique com o seu ouro.

O silêncio formou entre eles, um encarando o outro em busca de alguma oscilação. Jillian suava frio enquanto Clegane mantinha o rosto coberto pelo capuz.

– Eu não vou lhe dar o que me pede! — Exclamou o mercante.

– Eu não estou me desfazendo de porcaria.

– Posso vê-las mais uma vez? — Pediu.

Sandor espalhou o conteúdo da bolsa de couro em suas grandes mãos. Havia ali umas 12 peças de ouro e umas 8 peças de prata — pulseiras, aneis e colares. Jillian secou o suor de sua testa com o lenço azul marinho que trazia no pescoço.

– Lhe dou 35 moedas de ouro, e é o máximo que posso lhe oferecer!

Clegane abriu um sorriso no canto dos lábios. Sabia que se insistisse conseguiria mais do que lhe fora oferecido, mas já era mais do que esperava e discutir com esse comerciante apesar de ser divertido já estava começando a lhe dar no saco.

– Trato feito. — Voltou a colocar as joias na bolsa e passou-as para Jillian que as abraçou como sua vida dependessem delas e em seguida recebeu suas 35 moedas de ouro.

– Nossa! Como é difícil negociar com você! — Choramingou o comerciante.

Clegane riu abertamente.

– Posso dizer o mesmo. Sabe onde posso encontrar um lugar para descansar por aqui? — Perguntou.

– Depende do jeito de descanso que procura... — Sugestionou o homem com um sorriso amarelo, apontando para uma mulher trajando uma vestimenta amarela no fundo da tenda.

– Não é esse tipo de descanso que procuro... — "... Embora seja tentador", completou.

– Descendo essa rua você verá um sobrado cor-de-rosa, poderá encontrar algum conforto por lá.

Seguiu a direção que lhe foi dada. O lugar parecia ser mais uma casa de bonecas do que uma pousada, em todo o caso. Estranho foi entregue para um órfão que trabalhava no local, não tendo mais de 12 anos de idade que atenderia as necessidades do animal. "Esse lugar só tem órfãos, não é possível", reparou. Adentrou o sobrado cor-de-rosa, diversos aromas embriagou suas narinas; Havia cheiro de perfume — muito almíscar -, cheiro de comida e cheiro de mulher. "Maldito homem! Eu disse que não procurava por isso!".

– Hihihi, seja bem vindo, meu galante cavaleiro! — Uma jovem cheia de risinhos e saltinhos veio até Sandor. — Em que posso servi-lo, Me'lorde?

– Não sou porra de cavaleiro nenhum! E me dê um pedaço de javali. — Exigiu, sentando-se à uma mesa de canto, sem paciência para tudo aquilo. Desejava voltar logo para Felwood, só que seu corpo pedia descanso e era isso que daria a ele pelo menos por umas três horas "E esse descanso não inclui mulherzinhas saltitantes, já tenho mulherzinhas de mais na minha vida".

– Humpf... É pra já... — Respondeu a garota com arrogância girando sobre os calcanhares. Instantes depois ela retornou com o que lhe foi pedido.

– Me traga um pouco de hidromel. — "Javali e hidromel, poucas coisas superam essa combinação". Encheu a boca com um grande naco de javali e antes que tivesse terminado de mastigar o hidromel já estava em sua mesa.

Entre mordidas e goles, Sandor começou a se encher. O pão duro e o queijo que dividira com o camponês estavam bons, só que a comida de agora fazia maior jus a sua pessoa.

– NAAAA-RAAA! — Cantarolou um coro masculino.

Uma mulher no balcão bateu palmas, gritinhos histéricos explodiram no salão. Clegane virou para ver o que era assim como todos ali fizeram. Um grupo de soldados adentrara o local fedendo a sangue e suor. "PUTA QUE PARIU!" Seu pensamento gritou. Puxou ainda mais o capuz para garantir seu anonimato.

– Axel, seu bastardo! Pensei que ficaria livre de você! Por que não morreu em campo, hein? — Uma mulher de cabelos negros e olhos cinzentos de pronunciou. "Está deve ser Nara."

– Minha pitanguinha, mesmo que eu morra na luta eu voltarei, mesmo como assombração, só para dar uma fungada nesse seu cangote! — Dito isso o homem tido como Axel a levantou, girou-a no ar e então deu uma longa cheirada no pescoço dela. Nara gargalhou.

– Sugar, prepare o javali mais suculento e o hidromel mais doce, pois hoje nossos bravos heróis hão de se fartar como seus Lordes! — Ordenou.

– Traga vinho enquanto isso! — Pediu dois outros soldados se acomodando em mesas vazias.

Antes que os presentes pudessem terem se dado conta, o salão ficou repleto de soldado. "A estrada deve estar insuportável de 'bravos heróis'" Ironizou Sandor, tentando manter-se despercebido.

– Agora, Axel, você estar aqui só pode significar uma coisa... Conte-me, por favor, me livre dessa agonia: quem venceu essa maldita guerra!? — Perguntou Nara, repleta de curiosidade.

– Sua anta! Não foi uma guerra, foi uma batalha, imbecil! — Corrigiu rudemente um soldado sentado junto com o casal.

– Há 5 malditos reis tentando ganhar o Trono de Ferro e só dois deles se enfrentaram em Porto Real, você é tapada por acaso!? Antes tivesse sido a luta definitiva e não só uma disputinha qualquer! — Pronunciou outro soldado, também sentado com o casal.

– Lima e Limão! — Repreendeu Axel batendo com o nó do dedo na cabeça dos dois irmãos. — Isso lá é jeito de se dirigirem à uma dama? — Beijou a mão de Nara em galanteria — Agora, respondendo a sua pergunta, minha gentil senhora, a minha presença aqui só significa uma coisa: os Lannisters mais uma vez cagaram ouro o suficiente para comprarem a vitória dessa batalha!

"VÃO TODOS TOMAR NO MEIO DO CU! MALDITOS LANNISTERS! PUTA QUE PARIU!" Xingou, pronunciando todos os palavrões que conhecia mentalmente. Lembrava-se que quando saíra da Batalha da Baía de Blackwater a disputa já podia ser dada como perdida. Mesmo o Anão ter mijado fogo-vivo, a tropa do Stannis era superior à dos Lannisters em Porto Real. A não ser que a Rainha Regente Cersei tivesse dormido com toda a tropa "O que não seria estranho de se acreditar" eles não teriam como vencer.

– ... A batalha estava quase perdida... — Contava Lima e Limão em coro — ... Até que as nossas flores apareceram beira-mar guiadas por Tywin Lannister! A vitória foi eminente! — Ambos brindaram; Algumas pessoas bateram palma.

– Foi brilhante! Os Tyrell possuem um exército muito vasto e por incrível que pareça, bem forte! Não consegui acreditar que aquele Loras Tyrell fosse tão bom como uma espada na mão quanto com um espigão. — Algumas pessoas gargalharam com o comentário de Axel, entendendo a sacanagem na frase.

– Agora, maldito seja aquele Cão de Caça! — Bradou Lima — Ameaçou comer o cu de quem quer que fosse morto com a espada limpa e ele mesmo desapareceu durante a Batalha!

– Alguns dizem que ele morreu e o corpo dele foi levado pelo mar — Deu de ombros Axel.

– E outros dizem que mandou o Rei Joffrey ir se foder! — Gargalhou Limão.

Sandor se contorceu na cadeira, endireitando-se depois. Falando bem ou mal, detestava que falassem dele.

– Estranho foi aquela ruivinha Stark ter sumido bem de baixo dos olhos da Rainha Cersei! O Lorde Tywin ameaçou dar um tapão na cara dela assim que soube do desaparecimento. — Comentou Lima — Gostaria de ter visto isso.

– Eu acho que ela fugiu com o Cão — Arriscou Axel — Contaram que quase todas as noites nos últimos meses a garota Stark ia rezar para os Velhos Deuses e que no mesmo período Sandor quase nunca atendia aos pedidos do Rei à noite.

– Se os dois fugiram juntos, ela poderá ser chamada de A Cadela de Joffrey, pois já deve ter sido fodida de todas as posições possíveis pelo Cão! — Zombou Limão.

– CALEM-SE! — Sandor se pôs de pé, voltado para o grupo. Se tivessem ficado falando apenas dele seria uma coisa, mas degradar a moral de Sansa Stark já era outra.

– Aff, e quem é você agora, hein? — Exigiu saber Limão.

Sandor sentia o sangue percorrer quente as suas veias. Sabia que o que estava fazendo não era sensato, deveria ter se mantido oculto. Ali, ele era a minoria — embora isso não significasse grande coisa, só que o vinho começava a subir-lhe a cabeça.

– O Cão do Rei. — Retirou o capuz que escondia a face, revelando a cicatriz de queimado do rosto.

– PUTA QUE PARIU! — Gritou Lima e Limão em coro. Estavam em maior número, mas Sandor estava na lista dos possíveis homens de espada que conseguiriam derrotar Jaime Lannister.

– Retirem o que disseram. — Ordenou Clegane.

– S-sim se-se-senhor! Eu retiro o que disse! — Falaram os irmãos em coro.

– Ora, e por que eu devo retirar o que disse? — Desafiou Axel — Você não passa de um covarde.

A mão de Sandor encontrou o cabo da espada.

– Estou lhe dando um último aviso: Retire o que disse.

– Qual parte? A parte em que você é um covarde ou a qual você fode a Cadela do Rei? — A mão do soldado também alcançara o cabo de sua espada.

Sem aviso prévio, as duas espadas cortaram o ar e colidiram uma com a outra. As pessoas que estavam no salão começaram a dispersar. Os que ainda estavam presente davam gritinhos.

– Por favor, parem! Os dois, por favor! — Pedia Nara, sabendo que sua mobília seria um caso perdido após os dois se satisfazerem com um 'corpo-a-corpo'.

– Podemos resolver isso lá fora, o que acha? — Perguntou Axel, sem abaixar a lamina em contato com a de Sandor.

Sandor deslizou sua espada no ar, mirando o próximo golpe na lateral de Axel, o soldado em um movimento rápido saltou para trás, fugindo do golpe certeiro.

– Já vi que não. — Riu, ficando na defensiva no duelo. Para criar distância entre os dois, correu para de trás de uma mesa.

Agora no salão só restavam Sandor e Axel. Nara foi retirada a força por outras duas garotas.

– Quem é o covarde agora, hein?

– Vem cãozinho, vem! Estou aqui, cãozinho... Awn.. Tá chateado, é? Perdeu seu dono, foi? Tadinho... — Provocou Axel, modificando a voz para soar infantil.

Sandor levantou a mesa que voou para cima do soldado. Pratos e copos cheios foram atirados ao chão. Axel mostrou ser ágil, saltando para o lado antes que os objetos o atingissem, mas o Cão de Caça já estava ali para recebê-lo. Lâminas dançaram em diversas direções. Sandor recebeu uma injúria insignificante no braço da espada, já o outro combatente recebeu uma maior nas costas, quando corria para de trás de outra mesa no salão.

– Sua sorte está para acabar, soldado. — Avisou Sandor.

– Para isso vai ter que me pegar primeiro, não é Cão? — Axel riu.

– Minha lâmina já o pegou. — Dito isso saltou por sobre o banco e subiu na mesa, fazendo com que sua espada mais uma vez girasse no ar e encontrasse a lâmina do soldado.

Axel não esperava por aquilo, cambaleou para trás mantendo toda a sua força no braço que segurava a espada. O corte nas costas fazia-o tremer.

– Suas últimas palavras? — Sandor saltara de cima da mesa sem desgrudar a espada da do combatente. Estava forçando a sua presença, empurrando o soldado contra a parede.

– Vá se foder! — Gritou Alex, com a consciência de que seu fim estava próximo.

O soldado não aguentando mais a pressão que Clegane exercia na espada, fraquejou. Sandor viu a brecha que precisava. Com um movimento rápido derrubou a espada do adversário e em seguida arrancou-lhe a cabeça, decorando a parede com sangue fresco. Deu dois grandes chacoalhadas na espada para se livrar do excesso de sangue e aí então a guardou.

"Agora sim me condenei" Teria de sair o mais rápido dali. Uma coisa era estar resolvendo uma questão de honra, outra coisa era decapitar o adversário com todos os amigos e conhecidos dele presentes. Sandor não era de ter medo, não de questões tão bobas quanto essa. Saiu do sobrado com indiferença. Havia uma vasta multidão que se reunira para ver o que acontecia e alguns dos que estavam no salão haviam desaparecido. "É o Cão de Caça!" Alguns exclamaram ao reconhecer o rosto queimado dele, algumas mulheres soltaram gritinhos de horror. Nara entrou no salão em prantos; Ela não pareceu contente com o que viu, o grito de horror dela alarmou mais a população do que a própria presença de Clegane.

– Meu cavalo. — Ordenou para o mesmo órfão que o havia guardado. Nesse momento aproveitou para recobrir o rosto com o capuz antes de cair na estrada novamente.

O garotinho de olhos esbugalhados apontou para um garanhão negro preso na cocheira ao lado do sobrado. Com passos apressados caminhou até ele, soltou o animal e montou sobre ele. Com um forte impulso no cavalo partiu de Haystack Hall sem que outras pessoas tivessem tempo de ganhar coragem para enfrentá-lo.

Galopou em um ritmo constante até mesmo depois de ter passado a Estrada do Rei. Estranho já demonstrava sinais de fadiga, só que mesmo assim só parou para descansar quando atingiram Felwood. Nesse meio tempo, Sandor só parou para suas necessidades biológicas e a do cavalo. Se soldados já haviam chego em Haystack Hall, então era provável que a pousada de Aliria estivesse cheia deles e algum desses visitantes podiam reconhecer Sansa. Seu temor de certa forma estava correto, quando chegou na cocheira da pousada para guardar Estranho, se deparou com um número absurdo de outros garanhões. A vila estava mais viva do que quando chegaram, havia luzes acesas na maioria das residências. "Preciso achá-la antes que o façam". Certificou-se de que o rosto estava bem coberto e então adentrou a pousada pelos fundos.

A primeira pessoa que vira foi a própria Aliria, que agilizava o cozinheiro no preparo do javali. Clegane se aproximou dela como uma sombra e segurou-a pelo braço com a mão firme.

– Onde ela est... — Antes que pudesse terminar a frase, a sua pergunta fora respondida. Do outro lado da porta que separava a cozinha do salão, a voz de Sansa podia ser ouvida, mas ela não falava, ela cantava, e era a música de Florian e Jonquil que ela lhe prometera um dia. Sua fúria aumentou, assim como o deleite que sentia pelo som que seu Passarinho emitia. Como em um transe hipinótico, ele largou o braço de Aliria e cruzou a porta que separavam os dois. "Isso sim é o ápice das más notícias".

Notas finais
OM7G! Finalmente terminei esse capítulo! Ficou muito grande, mas é isso que dá decidir fazer um POV do Sandor depois de 4 capítulos! Eu realmente espero que a demora de publicar tenha valido a pena! Tentei fazer um capítulo com uma pitada de tudo! Só acho que meu bebê (aka Clegane) tenha ficado um pouco incoerente em alguns aspectos, mas tentei explicar melhor através dos rascunhos mentais.. O motivo disso foi a minha variação de humor, faz 3 semanas que comecei a escrever e só nos últimos 4 dias consegui me aprimorar melhor! D: Em todo o caso: Reclamações, críticas e sugestões são muito bem aceitas! :DAgora, as informações:Reyla - É o nome que dei para a irmã do Sandor e do Gregor. Há citações a respeito dela nos livros e na internet, mas não descobri o nome dela nem como ela era, então tudo a respeito dela (exceto que ela morreu e o parentesco com os Clegane) será tudo invenção minha!Sobre Haystack Hall e Bronzegate - As informações são verdadeiras (ou pelo menos acredito que sejam), a mudança que fiz foi colocar os Lordes de Haystack Hall a favor do Rei Joffrey por intermédio dos Tyrell, a aliança que se formou após a morte de Renly.P.S.: Este ano tenho que entregar meu Trabalho de Conclusão de Curso (Uhuuuulz vou me formar em História!), então PODE SER (não é garantia) que eu demore um pouco para postar novos capítulos, mas prometo caprichar em todos eles! Então, se vocês até agora gostaram do Voo do Passarinho, deem um favoritar ou um seguir e isso me fará muito feliz! :D Só pra avisar... eu AMO comentários! 3