O Vizinho da Minha Melhor Amiga
16 Capítulo 16 - Ameaças
Notas iniciais
Depois do banho relaxante, coloquei minha cabeça em ordem e tentei pôr pensamentos positivos nela para que atraísse positividade na minha vida.
Enxuguei meu corpo, vesti uma calcinha fio dental vermelho e um vestido tubinho de mesma cor, fiz uma meia trança lateral, coloquei um salto preto e uma make básica.
Quanto estava prestes a sair meu celular tocou com alerta de uma mensagem, peguei dentro da bolsa pensando ser de Dimitri, mas não era dele, o número era desconhecido, mais era da cidade local.
“Afaste-se do Belikov ou ele terá problemas quando essas fotos forem parar nas mãos de Alberta Petrov. Primeiro aviso” — dizia a mensagem e logo veio outra mensagem com duas fotos, eu e Dimitri no escritório hoje, nelas meu rosto quase não apareciam mais dava para ver o rosto de Dimitri bem nítido.
Céus! Não estávamos sozinhos naquele andar? Alguém tinha entrado lá, e pela disposição da foto, foi tirada da porta, sem que percebessemos é claro.
Senti uma tontura repentina e cambaleei até o sofá. Eu sabia o quanto Dimitri batalhou por aquele cargo, ele me contara a história toda, como até teve que passar pelas trapaças de um concorrente, que foi expulso da disputa e consequentemente da empresa também. Não seria certo que por minha causa ele perdesse tudo que conquistara. Pois eu bem sabia da política dessas empresas, e apesar de não ser crime nosso relacionamento, tinha todo a coisa do escândalo.
Eu estava desnorteada, com medo de contar e ele escolher a empresa, e ao mesmo tempo com medo dele escolher a mim e perder todo seu prestígio. Da para entender?! Eu estava muito insegura.
Tentei ligar para o número mais só dava na caixa postal, resolvi mandar uma mensagem perguntando quem era, esperei um pouco pela resposta que não veio, me acalmei e decidi ir para a casa ao lado.
Assim que entrei coloquei a seleção de músicas para tocar, acendi uma vela perfumada com cheiro suave e comecei a arrumar a mesa, escolhi uma decoração mais pro lado romântico, e me peguei pensando como tinha mudado, "fazendo" até jantar romântico para meu namorado, ou seja lá o que fóssemos.
Assim que terminei a decoração, meu celular tocou, uma nova mensagem havia chegado, hesitei um pouco antes de abri-la.
“O importante é o que eu quero, termine com ele, deixe-o, e as fotos desaparecerão. Sugiro que seja o quanto antes, pois não sou muito paciente.”
"Como posso confiar que se eu fizer o que pede, você não às enviará?” — perguntei e sua resposta foi rápida.
“Não pode.”
Estabeleceu-se um dilema em minha mente, se deveria ou não contar para Dimitri, depois de pensar um pouco decidi não contar, poderia ser apenas um blefe, pensei.
»»»
Já no quarto, tendo checado tudo, a campainha tocou, desci era um entregador do restaurante de Cris, ele saudou-me e entregou-me algumas sacolas com comida e partiu. Fiquei intrigada, onde ele estava? Olhei no relógio, já era para ter chegado.
Deixei as coisas na bancada e peguei meu celular, havia uma mensagem de Dimitri.
“Minha Roza, já estou na casa de minha mãe, mas surgiram umas coisas de última hora para resolver, depois lhe explico, demorarei um pouco para chegar, pedi comida já está tudo pago. Estarei de volta o mais rápido possível. Te amo!”
A mensagem tinha aproximadamente cinquenta minutos, acho que fora assim que cheguei à sua casa. Não tendo mais nada o que fazer a não ser esperá-lo, subi para o quarto.
Abri a porta da sacada sentindo uma brisa gostosa atingir meu corpo, olhei para o céu que hoje particularmente estava lindo, bem estrelado. E pensar que tudo começou aqui, através dessas sacadas.
Não sei quanto tempo fiquei absorta em meus pensamentos, só senti ele me abraçar por trás e beijar carinhosamente meu pescoço.
Perguntou-me se estava tudo bem, disse que sim, mais ele sabia que eu estava mentindo assim que olhou em meus olhos, porém não perguntou mais, agradeci mentalmente por ele não forçar a barra.
Durante o jantar fui aliviando minhas emoções conflitantes e esqueci momentaneamente de tudo, focando-me no agora e em sua companhia.
Ele então falou-me que precisaria viajar a trabalho, vi que ele ficou um pouco receoso, mais o tranquilizei dizendo que entendia, afinal era seu trabalho. Senti um aperto no coração, mais não deixei-me abalar.
Depois do jantar fui para a sala, estava no sofá quando depois de alguns minutos ele apareceu ajoelhando em minha frente e fez a declaração mais bela que um dia já ouvi.
Saber que ele me queria para sempre encheu meu coração de alegria. E ele então pediu para ser sua namorada e não tinha como não aceitar, e a essa altura eu já chorava muito. Chorava por seu amor e também pelo medo de ter que afastar-me.
Ele então me acalentou em seus braços e depois me entregou um colar maravilhoso, que era em ouro branco e tinha um pequeno pingente de rosa e incrivelmente dentro do mesmo formava a letra D se analisado bem. Pediu para que eu sempre o usasse, para que o levasse sempre perto de mim, mais disse a ele que sempre o levaria em meu coração, e era totalmente verdade esse fato.
Eu o amava muito e provavelmente o amaria até o fim de meus dias. Iria fazer o que estivesse ao meu alcance para que ele fosse feliz.
Nos beijamos lentamente e como se cada célula de nossos corpos implorasse por mais, intensificamos o beijo e nos entregamos ao desejo de estarmos fundidos.
Logo após o orgasmo maravilhoso que ele me proporcionou com seus dedos e boca, contei a ele que estava pronta e queria que ele estivesse dentro de mim como nenhum outro esteve e estaria. Eu queria ser totalmente dele, nem que fosse pela última vez. Pois por mais que eu tentasse me convencer que a pessoa que mandou aquelas mensagens não iria continuar, eu sabia que só estava enganando a mim mesma.
E o sexo anal foi surreal, doído no começo, não por ele não ser cuidadoso, mais sim pelo seu tamanho, fiquei feliz por ter sido com ele, pois acho que num outro me proporcionaria isso, dando-me um um novo tipo de prazer. E o amei mais por todo seu cuidado antes durante e depois do sexo anal.
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Na madrugada quando acordei para ir ao banheiro, notei meu celular e tinha uma nova mensagem.
“Se você pensa que estou brincando Rosemarie, está muito enganada. Afaste-se ou será pior para o Belikov. Segundo aviso” — dizia a mensagem.
Mais essa ainda, eu realmente não podia acreditar que estava sendo ameaçada. Tentei pensar quem seria capaz disso e logo a imagem de Tasha veio a minha mente, claro que era ela, quem mais iria querer nossa separação?
Fiquei um tempo pensando no que fazer e nem percebi que segurava o colar que a pouco ele tinha me dado. Com a decisão já tomada me deitei ao seu lado, liguei o abajur e fiquei contemplando seu rosto, seu corpo, como eu queria aquele homem, senti todo meu corpo esquentar com esse pensamento, o acordei sutilmente e fizemos sexo até o amanhecer, aproveitando o que talvez seria nosso último momento juntos.
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Na volta do aeroporto, decidi respirar um pouco de ar puro, fui parar naquela praça onde encontrei Mason, eu estava devastada, tinha que me afastar, mais como? Eu o amava demais. Minha cabeça estava a mil e eu não tinha mais tanta certeza do que faria.
Depois de respirar e pensar bastante — me sentido até egoísta por isso — decidi que não cederia aquela chantagem. Quando ele voltasse contaria tudo, vi o quanto fui estúpida por não contar logo, ele queria que eu dividisse tudo com ele e como uma garotinha e cabeça-dura pensei em consertar o problema sozinha.
Novamente fiquei muito tempo naquele lugar, que nem vi o tempo passar. Me levantei e saí de lá, quando virei a esquina dei um esbarrão em alguém, que prontamente me segurou para que não caísse. Mas antes que eu conseguisse me desculpar senti uma picada em meu pescoço levando-me a inconsciência.
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Acordei me sentindo cansada, com uma sensação ruim mais ao mesmo tempo boa, não sabia definir o que estava sentindo direito, minha cabeça e corpo doíam e não consegui abrir os olhos de imediato, primeiro era como se eu estivesse em algum mundo paralelo, era um profundo silêncio, que a medida que o tempo passava sentia bem ao longe, vozes ao meu redor.
— Ela já não deveria ter acordado? — disse uma voz masculina.
— O que é agora? Está preocupado com ela, deixa de ser idiota. Vou buscar água para acordà-la. — disse uma voz feminina.
As duas vozes não eram estranhas, principalmente a da mulher, tentei buscar em minha mente, mais estava um pouco atordoada. Foi quando senti água ser jogada em meu rosto, abri os olhos instantaneamente.
— Quem bom que resolveu acordar queridinha — falou Tasha com um sorriso sarcástico.
Olhei em volta e tinha o homem cuja fui apresentada no cinema, Nathan, estava encostado na porta e tinha em punho uma arma, me permitir olhar o quarto, na verdade parecia uma cabana, as paredes eram de madeira, tinha uma cama atrás de mim, logo do lado direito tinha uma mesa com duas cadeiras, um fogão velho e um armário, tudo estava muito sujo. Percebi que eu estava sentada em uma cadeira e cordas rodeavam meu corpo prendendo-me a ela. Atrás de mim tinha um jovem rapaz que não me era estranho.
— Vamos colocar às cartas na mesa querida — disse ela puxando uma cadeira e sentando-se em minha frente — Vou explicar tudo bem direitinho, por que acho que você não entendeu minhas mensagens...
— Então foi você mesmo, por que não estou surpresa? É bem a sua cara, vadia — a interrompi fazendo muita força para falar, minha garganta seca doía.
— Eu falei que você ía pagar. — disse entre dentes e respirou fundo — Deixe-me contar uma história — sorriu docemente, essa mulher era maluca.
— Há cinco anos atrás, quando eu quase estava conseguindo o coração de Dimitri, apareceu uma garotinha, assim como você — falou a última parte com desdém — Emily, sinceramente não vi nada nela, mais ele apaixonou-se por ela. Tentei por senso na sua cabeça, ela era uma menina e ela um homem formado, mais tudo que eu fiz, não adiantou nada. Ele foi cada dia mais me deixando de lado. Será que ele não entendia, que eu era a mulher da vida dele? Vi que ele não a deixaria, então resolvi fazer alguma coisa, mais que não vem ao caso agora. Enfim, não era para ela ter morrido, mas felizmente para mim ela morreu no processo e ele se culpou e se culpa até hoje por isso, o convenci de que aquilo só aconteceu porquê ela era uma menininha, não tinha cabeça formada, como todas as meninas de sua idade, e que errar é humano e ele errou ficando com ela. Ele ficou arrasado, e lá estava eu apoiando, sendo sua força, e finalmente consegui durante um tempo ficar com ele, eu me sentia realizada, como você deve saber ele é ótimo na cama. Rompemos mais seria provisório, mas aí aparece você e estraga todos meu planos. Mas não por muito tempo. — pausou dando uma gargalhada — Entenda que eu não só acabarei com seu prestígio dentro daquela empresa, mais sua querida irmã Victória vai sofrer também, vi como ela olhou para meu querido amigo Nathan, e creio que ele também gostou muito dela — disse olhando para ele que dava um sorriso malicioso — E também darei um jeito para que Dimka sofra as consequências, porque se ele não ficar comigo não ficará com mais ninguém.
— Sua VACA maldita — disse tentando me soltar mais sem susesso — Você é desprezível, ele nunca ficará com você, ouviu bem nunca, eu contarei tudo a ele e você vai pagar por isso. — disse e ela gargalhou.
— Não querida — ela disse levantando-se e pegando meu rosto com força — Você não contará. A vida e felicidade dessas pessoas estão em suas mãos. Talvez até aconteça alguma coisa com aquele lindo menininho, que é a cópia do Dimka, como é o nome mesmo?... Paul, isso. E só não faço alguma coisa também com sua querida amiga Lissa por ser namorada de meu sobrinho, mais posso mudar de ideia quanto a isso. Então pense bem Rosemarie, quero você fora daqui e da vida dele até amanhã. Terceiro e último aviso.
Ela terminou e acenou para o garoto atrás de mim, e no mesmo instante senti a picada da agulha tirando-me os sentidos.
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Quando abri meus olhos, percebi que estava em um hospital, estava desnorteada. Minha cabeça doía e cara era como se eu estivesse de ressaca, na verdade bem pior. Como vim parar aqui?.
— Que bom que você acordou — disse uma voz masculina.
— Ivan ... — disse eu com a garganta seca — Como vim parar aqui?
Ele pegou um copo de água e me entregou, bebi e ouvi tudo que ele disse atentamente. Depois de alguns minutos em silêncio ele perguntou-me se eu tinha problemas com drogas, fiquei espantado por sua pergunta, não entendia a razão para isso, fui muito de curtir minha vida ao máximo, mas drogas é um limite que não pretendo ultrapassar.
— Encontraram droga no seu organismo, calmante e uma substância que ainda não descobriram o que é. — ele explicou vendo minha cara surpresa e confusa — Pode confiar em mim, daremos um jeito de você se livrar dessa coisa toda.
— Mas eu nunca usei drogas — respondi me levantando da cama e me arrependendo no mesmo instante quando tudo girou — Eu...
Não concluí pois uma enfermeira, entrou no quarto e pediu que ele saísse.
— Conversaremos depois mocinha — disse ele.
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Na manhã seguinte fui liberada, e em casa contei para Lissa que já estava mais calma — ela havia ficado comigo durante toda a noite no hospital — mais não tudo, tive que ocultar alguns detalhes — na verdade muitos detalhes — por exemplo; nomes afinal Tasha era tia de seu namorado.
Depois ela me deixou sozinha no quarto, arrumei minhas malas, liguei para casa, iria avisar que chegava hoje, mais ninguém atendeu. Tudo pronto escrevi uma pequena carta.
" Dimitri
Nem sei por onde começar. Quando eu te vi pela primeira vez, disse para mim mesmo que teria você em minha cama, e não é que eu consegui, admito que você foi um pouco difícil, mais valeu a pena, e como valeu. Você é o homem mais gostoso que já tive, mais vi em seus olhos que estava se apaixonando por mim. Eu te queria apenas para sexo, tudo mudou e achei que sentia o mesmo, mais tudo não passou de um engano, e nesse dia que finalmente fiquei longe de você, percebi uma coisa: Eu não te amo.
É melhor cada um seguir seu rumo. Adeus!
Rose
Coloquei a aliança dentro da carta, mas deixei o colar em meu pescoço, seria uma lembrança.
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Lissa me levou ao aeroporto, mais não tentou fazer-me mudar de ideia, eu fazia muito esforço para não desabar em lágrimas, escrever aquelas palavras foram como punhaladas em meu coração, deixar a carta então, em cima daquele que fora nosso ninho de amor foi mais difícil ainda. Mais o único conforto que tinha é que eles ficariam bem, e céus! eu queria acreditar que isso aconteceria.
Despedi de minha amiga, agradecendo por tudo, pelo apoio, mesmo que eu tivesse contado só a primeira parte, ela não questionou e ficou do meu lado.
No embarque não consegui controlar a emoção ao vê-lo ali através daquele vidro, deixei as lágrimas rolarem sem controle algum. Eu queria muito ir correndo para seus braços e dizer que tudo aquilo era mentira e que eu o amava mais que tudo. Mais eu não podia, então murmurei a única palavra que consegui: Desculpe.
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Tinham se passado dois meses desde que o deixei para trás, e a dor em meu peito não diminuía. No começo tive esperanças que ele aparecesse em minha porta, mais é claro que isso não iria acontecer. Minhas aulas recomeçaram, mais o que antes era emplogante para mim se tornou chato, tiveram várias festas e não fui em nenhuma, mesmo com meus pais longe — que viajaram no dia anterior para uma terceira? Sei-lá Lua de Mel — não tinha vontade para nada. Não vou dizer que fiquei para lá e para cá deprimida, não, ninguém sabia o que passava dentro de mim, eu aprendi muito bem a mascarar minha dor.
Passava meus dias da escola para casa, e virse-versa, me dedicava somente aos meus estudos, deixando meus pais super felizes, diziam que a viagem tinha me feito muito bem, que eu estava enfim virando adulta. Eles até viviam viajando e deixando-me sozinha, pois eu já tinha adquirido muita responsabilidade. Minhas amigas perguntavam o que estava acontecendo comigo, e quando aquela velha Rose — aquela festeira, louca — ia voltar.
Mal sabiam elas que a velha Rose tinha ficado com um tal russo e que nunca mais voltaria.
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Meu aniversário chegou e com ele a solidão. De manhã meus pais levaram café na cama para mim, e ficaram comigo por algum tempo antes de viajarem, depois Lissa me ligou desejando feliz aniversário e como ela gostaria de estar comigo, mas não poderia por contra do desfile que sua daqui a dois meses.
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À tarde por volta das dezessete horas eu estava largada no sofá vendo um filme, a campainha tocou, sem muito ânimo, fui devagar e abri.
— Boa tarde — falou um jovem de cabelos escuros e olhos verdes — Por favor a Srta Rosemarie Hathaway Mazur.
— Sou eu — disse e ele me deu um papel para assinar e entregou-me um buquê de rosas vermelhas e partiu.
Fechei a porta, e sentei no sofá apreciando aquelas rosas, tinham dezoito rosas, todas igualmente lindas. Quem será que às enviou? Vasculhei em busca de um cartão e arfei.
“Feliz aniversário Roza” — dizia a parte da frente do cartão e no verso tinha o endereço de um hotel e um horário. — “Precisamos conversar”
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