O Vizinho da Minha Melhor Amiga

17 Capítulo 17 - Descobrindo as Ameaças


Notas iniciais
Olá meninas! Dez dias sem aparecer né! Mais foi motivo de saúde mesmo, fui até internada :( mais já estou novinha em folha, trazendo o porquê de nosso russo ter demorado tanto a aparecer. Espero que gostem. Agradecendo imensamente a todos os reviews do cap passado, sério vocês me fazem pular de alegria. Sem mais nos vemos lá em baixo.

PDV Dimitri

Ao chegar à minha casa depois que saí do aeroporto, vi no relógio que tinha ficado muito tempo lá, fui para meu quarto tomar um banho relaxante, depois comi qualquer coisa e me deitei para dormir.

Só que o sono não veio, meus pensamentos estavam povoados de sentimentos confusos, antes eu tinha certeza do amor de Rose por mim, cada beijo, cada palavra, cada carícia e como seu corpo respondia ao meu, não só com luxúria, a sua entrega demonstrava carinho também, amor.

Quando ela se declarou para mim vi em seus olhos que aquele sentimento era verdadeiro, mas agora, poderia eu tê-la interpretado de maneira errada? Será que seria ela tão boa atriz que conseguiu me enganar tanto assim? Porque tudo havia mudado tão de repente?

Eu estava muito triste, me sentia vazio, é como se faltasse um pedaço de mim, um pedaço muito importante que eu sabia que só conseguiria ser preenchido por ela.

Meu celular tocou, tirando de minhas dúvidas e pensamentos, olhei no visor e era Ivan, não atendi, por essa noite eu queria apenas ficar só.

»»»

Fui desperto por o toque insistente da campainha, olhei no relógio e já passava da hora do almoço, nem sei que horas dormi, acho que simplesmente apaguei depois de tanto pensar. Levantei e vesti uma camisa e fui ver quem estaria tão desesperado para falar comigo.

Era Ivan que entrou feito um furacão, fechei a porta e o olhei.

— Porra Belikov, porque não atendeu minhas ligações? — ele falou e eu suspirei, eu estava cansado — Peraí... — disse ele me avaliando — Ela foi embora não foi? Ela te deixou.

Confirmei com a cabeça e sentei no sofá, sinceramente eu não estava para conversa, mais eu tinha que falar com alguém, nem a morte de Emily me deixou com esse sentimento vazio. Peguei a carta que estava no bolso do meu terno e entreguei para ele dizendo que só encontrei isso quando cheguei.

Ele leu várias vezes e ficou pensativo, seu olhar foi para mim e depois para a estante onde tinha os porta-retratos e depois para carta.

— Isso é muito estranho, ela não havia se declarado para você? Vocês brigaram? — perguntou e eu balancei a cabeça negativamente — E é mais estranho ainda o fato de ter ido embora logo depois de eu tê-la achado quase no fim da cidade quando voltava do sítio de meus pais — perto onde tem aquele galpão onde os jovens se reúnem — inconsciente, quase não acreditei quando a vi, levei ela para o hospital. Você sabia que ela usava drogas?

— O que? — perguntei assustado. Aquilo parecia brincadeira para mim, como assim Rose foi parar no hospital desmaiada por usar drogas?

— Quando a encontrei e vi que estava inconsciente, levei logo para o hospital. Lá eles fizeram vários exames e encontraram em seu organismo um tipo de droga, calmante e outra substância que não conseguiram identificar. Eu me encarreguei de pedi para um amigo que trabalha no hospital tentar descobri que substância é essa. E é muita coincidência que a mesma mistura de substâncias tenha matado Emily, você não acha?

— O que você está querendo dizer? — perguntei

— São apenas teorias, mais eu acredito que Emily não se drogou por conta própria. Lembra que nos seus últimos momentos de delírios ela disse que tinham feito isso com ela e ela não podia ficar com você porque estava tentando proteger você? — sim eu lembrava, quando a encontramos e ela só falava coisas sem sentido — Eu trouxe uma cópia do inquérito que tinha em casa. Olha... — falou ele mostrando-me os papéis que nem percebi que estavam com ele — Aqui diz que ela tinha duas pequenas perfurações no pescoço e seus pulsos estavam machucados como se estivessem sido amarrados por algumas horas. As substâncias encontradas em seu corpo são as mesmas encontrados no de Rose. Então minha teoria é, alguém ameaçou Rose assim como fez com Emily, isso explica o porque de Rose tê-lo deixado e também Emily ter te falado aquilo, pode ser que alguém tenha tentado matar as duas mais só conseguiu com a primeira.

— Isso é um absurdo Ivan — disse levantando-me do sofá e andando de um lado para o outro — Você quer me convencer que alguém matou Emily e depois tentou matar Rose só por está comigo? Já sou bem grandinho para saber que Rose foi embora simplesmente porque não me ama.

— Não, não Belikov — falou ele — Você sabe que ela te ama, na verdade qualquer um que conversasse com ela sobre você saberia de seu amor, como ela falava e também por seus olhos que brilhavam. E quanto a Emily, ela falou mais coisas para você, que não deu para entender pois eu estava concentrado em chegar no hospital, então tente se lembrar o que mais ela falou — ele levantou-se e veio até mim e apertou meu ombro e falou calmamente — Na época nós todos estávamos muito abalados e não fomos a fundo nesse caso e a morte dela ficou por overdose, pensa Dimitri, se ela se drogasse não aplicaria no braço onde ela poderia alcançar? Alguém aplicou nela e em Rose isso está claro para mim, só precisamos saber o porque. — falou e saiu pela porta.

Olhei para a foto de Emily e a peguei sentando no sofá em seguida, era muita informação, o sentimento de culpa ainda me corroía, e eu ainda achava as certezas de Ivan incertezas. Tentei me lembrar do tempo que só houve dor em minha vida.

»»»» Fash Back On ««««

Era domingo, e eu estava preparando um jantar para nós dois, nos últimos dias Emily estava distante de mim, sempre olhava ao redor, verificando não sei o que, antes de me beijar, eu sempre perguntava o que estava acontecendo e ela sempre dizia que não era nada. Ela estava triste, melancólica, e eu não entendia porque, talvez fosse por eu estar trabalhando demais, eu chegava muito tarde e às vezes ela nem me esperava, mais hoje as coisas iam mudar nós colocaríamos as cartas na mesa e resolveríamos o problema.

Quando estava tudo pronto, liguei para ela, saber se já estava vindo, eu não a via desde sexta-feira, mas ela não atendeu, liguei algumas outras vezes mais sem sucesso, decidi ligar depois, afinal ela não estava atrasada.

Sentei no sofá e me lembrei como tínhamos começado a namorar, ela tinha dezesseis anos quando a conheci e viramos amigos, ela era meiga, gentil, muito educada e se preocupava muito com os outros, com o passar do tempo fui me afeiçoado mais a ela e quando ela disse que estava apaixonada por mim beijei sua boca, eu também estava apaixonado por ela e assim começamos, os pais dela ficaram felizes com nosso namoro, eu era dez anos mais velho do que ela mais não foi um problema. A única que achava errado era Natasha, que me dava conselhos, mais nada mais do que isso, sentia que ela até estava começando a gostar de Emily. Não sei quanto tempo fiquei absorto em pensamentos, quando percebi já era tarde, e ela ainda não tinha chegado.

Liguei para seu celular e nada, então resolvi ligar para sua casa e fui informado de que ela tinha ido para minha casa logo depois do almoço, expliquei que comigo ela não estava e seu pai falou que ela deveria então estar na casa de uma das amigas.

Liguei para cada uma delas e diziam que não a viram hoje. Comecei a me preocupar e liguei para Ivan, pois às vezes ela ficava no sitio de seus pais com sua irmã. Ele disse que estava perto de minha casa e que tinha passado o dia lá e ela não apareceu.

Ele chegou e saímos para procurá-la, ao chegar num bairro de periferia encontramos ela cambaleante, desci do carro e andei em sua direção e a sustentei antes que ela caísse desmaiada.

Ela estava suja, com cabelos despenteados, e seu vestido estava rasgado, levei para o carro e sentei com ela no banco de trás e falei para Ivan ir o mais rápido para o hospital.

No caminho ela voltava a consciência falava algumas palavras e depois apagava.

— Eu..eu... aplica... em mim — ela disse tocando o pescoço e sorrindo — Eu não... posso ficar... você... Estou... te protegendo — ela falou entre risos e choros — Tô estranha... Hahaha... Ela não quer... Eu não... deixar... te machucarem... — suas palavras não eram completas e sem sentido.

Eu não senti cheiro de álcool então só uma coisa poderia deixá-la assim, drogas.

— Fique longe dele... Hahaha — ela falou — Ela... Eu não queria... Nat... Na... ta... Eu amo voc... — ela não completou pois seu corpo começou a tremer, ela estava tendo uma convulsão.

Fiquei desesperado e logo a porta foi aberta por um grupo de enfermeiros que levaram ela para dentro do hospital, acompanhei rapidamente, mais fui impedido de entrar.

Logo depois de alguns minutos, horas, não sei ao certo, um médico veio ao nosso encontro, vi que seus pais já estavam lá, Ivan deveria tê-los chamado.

— Fizemos tudo que pudemos mais Emily não resistiu. Vamos fazer alguns exames toxisológicos, para saber que droga causou a overdose. Sinto muito. Os pais me acompanhem por favor.

Eu não podia acreditar no que estava acontecendo, deixei meu corpo cair sentado no chão.

»»»»» Fash Back Off «««««

Desde aquele dia me culpo por não ter reconhecido os sinais, ela estava estranha, demonstrando que precisava de ajuda e eu não me atentei a isso então ela foi procurar a solução nas drogas que tiraram sua vida.

Na época a polícia abriu um inquérito para apurar sua morte mais logo concluiu que ela teria se drogado mesmo, eu estava muito abalado que nem fui ao fundo nesse caso.

Mas olhando agora às evidencias que Ivan apresentou, fica a dúvida mesmo, quem aplicou? E se não foi ela que pediu? Durante muito tempo acreditei que a sua juventude e inexperiência levaram a procurar as drogas, eu mesmo quando mais jovem quase caí nessa armadilha, e ela era tão frágil, falei para mim mesmo que nunca mais ficaria com meninas jovens, procuraria mulheres mais centradas. Não inexperientes como Emily, que estava no início da vida, eu tinha tirado sua virgindade, ela era muito jovem e foi por isso que tudo aconteceu tão tragicamente. Por isso eu fiquei tão relutante em aceitar alguma coisa com Rose.

Eu tinha que ir atrás dela, pedi uma explicação, mais com essas informações eu não sabia se era mais o certo a fazer. Meu lado esperançoso e egoísta dizia que talvez ela tivesse me deixado por quê alguém ameaçou de alguma forma e ela fez tudo por amor, mas o outro lado dizia ao contrário.

Eu sinceramente não sabia o que pensar, e eu sabia que Ivan daria o de investigador e ele nunca antes tinha errado em suas suposições. Então por enquanto eu não a procuraria.

»»»

Um mês tinha passado e Ivan tinha descoberto que a substância indefinida era na verdade anfetamina, duas: Dexedrine, Dexamil, o simples fato de misturar essas duas substâncias eram muito perigosas, associadas a calmante dienpax e fenobarbital era pior ainda. Ele descobriu ainda que tais substâncias eram difíceis de conseguir e ele conseguiu algumas drogas que vendiam em baladas no galpão em que tinha encontrado-a perto, mais nenhuma tinha as composições que foram encontradas no corpo de Emily e Rose. Quem fez a mistura sabia os efeitos que causava.

Decidi ver se conseguia ajuda com Natasha, afinal sua primeira formação fora química. No começo ela relutou um pouco dizendo que estava chateada comigo por deixar que Rose a expulsasse de minha casa, mais logo cedeu.

— Tudo bem, mais o que você quer que eu analise e porque? — perguntou.

— Eu estava organizando algumas coisas que tinha em uma caixa e encontrei uma cópia do inquérito da morte de Emily — disse e ela me olhou espantada — Analisei e talvez ela pode não ter se drogado, alguém poderia ter feito contra sua vontade ou até mentido para ela — disse e ela me deu um sorriso trêmulo — Já está na hora de enfrentar isso, o passado, para poder seguir em frente, e se por um acaso minhas suspeitas estiverem certas entrarei com um processo para que o inquérito seja reaberto e revisto detalhadamente, e se houver culpados que sejam devidamente punidos. E se tudo não passar de bobeira também me conformarei, mais minha mente ganhará paz.

— Tudo bem Dimka, se isso te deixará em paz vou te ajudar — sorriu, mais senti que ela estava um pouco tensa — Diga-me o que exatamente você quer.

Conversamos durante algum tempo e ela mostrou-me como cada substância agia em nosso organismo e que no caso de Emily por ela já ter uma doença respiratória agravou o problema, ela não me deu certeza se alguém a injetou, mais me confirmou que quem fabricou a droga sabia exatamente o que estava fazendo e que ela nunca tinha visto composição igual.

Agradeci e acabei cedendo a seu pedido de jantar, ela era muito boa amiga, e dedicou seu tempo para me ajudar. Levei ela em um restaurante, conversamos sobre vários assuntos, admito que foi ótimo, sua presença era agradável e eu estava precisando relaxar um pouco, meu trabalho tinha triplicado com a expansão da empresa, quase não tinha mais tempo para nada chegava em casa e caía na cama adormecendo em seguida, meus sonhos eram povoados por Rose todos os dias, como eu queria estar com ela. Decidi não falar de Rose — o que aconteceu — para Natasha, pois ela já não gostava dela e se ficasse sabendo de seu suposto envolvimento com drogas aí que gostaria menos.

Depois do jantar levei ela para casa, na porta ela me convidou para entrar, mais dispensei educadamente. Eu sabia o que ela queria e eu jamais poderia nutrir esse sentimento novamente. Me despedi e ela roubou-me um selinho, sorri não querendo deixá-la triste e fui para casa.

»»»

O outro mês estava passando e na última semana, lembrei que no domingo seria aniversário de Rose, e eu não estaria lá para comemorar com ela essa data tão importante para ela.

Estava em meu escritório quando a Sra Raquel entrou em minha sala com um embrulho em mãos dizendo que haviam entregado na recepção para mim e saiu deixando-o em minha mesa.

Olhei o remetente “Cinthya Kolosvisk” Eu a conhecia do tempo da faculdade e tentamos algum relacionamento mais não deu certo e nos tornamos amigos, mais depois ela por causa do trabalho viajava muito e perdemos o contato. Fiquei curioso para saber o que teria ali, o endereço era da mesma cidade onde Rose morava.

Abri e dentro tinha um pequeno bilhete junto de um aparelho celular que eu conhecia muito bem de quem era.

“ Olá Dimka! Quanto tempo! Você deve estar perguntando o porquê de minha aparição repentina através desse pacote. Quase dois meses atrás estava voltando de visitar meus pais aí, e dentro do avião sentou-se perto de mim uma moça muito bonita, que na hora do desembarque esqueceu-se de seu celular no assento. Tentei encontrá-la para devolvê-la mais foi em vão. Então vi a foto que estava na proteção de tela, era você e ela. Guardei o celular mais só tive a oportunidade de devolver a você agora. Felicidades!”

Peguei o celular e coloquei para carregar, depois de esperar um pouco liguei e estava lá uma das fotos que tiramos em meu lugar particular, tentei me lembrar do padrão da senha, vi algumas vezes ela colocando até que acertei, hesitei um pouco antes de começar a mexer, mais falei para mim mesmo que poderia ter algo de revelante lá.

Fui direto na parte das mensagens, e três me chamaram atenção por conter apenas o número. Abri a primeira e lá havia claramente uma ameaça para que ela se afastasse de mim, caso contrário algumas fotos chegariam às mãos de Alberta, fiquei confuso perguntando-me que fotos seriam essas, e abri a segunda mensagem para ver eu e Rose em nosso momento íntimo em meu escritório em duas fotos. E na terceira mensagem mais uma ameaça.

Diversos sentimentos me abateram com força, entre eles muita raiva, indignação, alívio.

Ela tinha se afastado de mim para que eu não me prejudicasse em meu trabalho, e ela realmente me amava, e uma frase dela no último dia que estivemos juntos veio a minha mente “ ... Sua felicidade é que me importa, mesmo que não seja ao meu lado" e às palavras de minha avó e as de Lissa, tudo se encaixava perfeitamente agora. Talvez o que Ivan disse poderia ter relação com essa ameaça, eu teria que procurá-la.

Chamei Ivan e conversei com ele, dizendo tudo que eu descobri e ele ficou de pedir para um de seus contatos rastrear o número e descobri quem tinha feito isso, iria também consegui as imagens das câmeras da empresa para saber quem tinha tirado as fotos, só poderiam ser gente que trabalhava aqui. E eu tinha que ligar para uma pessoa em especial e resolver o problema.

»»»

No sábado pela tarde cheguei ao hotel, consegui com ajuda de Alberta a cobertura, já que o mesmo era de seu sobrinho. Tinha conversado com ela ontem e explicado o que aconteceu, ela ficou pensativa durante algum tempo — eu não sabia qual seria sua reação, talvez ela me demitisse, mas por Rose eu aguentaria qualquer coisa — e logo ela deu uma sonora gargalhada, fiquei confuso. E ela me disse que me conhecia muito bem, que nunca pensou que um dia isso fosse acontecer, mais ela estava feliz por ter acontecido.

»»»»» FashBack On «««««

— Ouça Dimitri o que você fez foi sem precedentes, eu sei o quanto você é centrado e dedicado no seu trabalho, não estou lhe dizendo para fazer de novo, mas você é muito jovem tem que aproveitar a vida. Foi um erro você ser pego, mas não se preocupe com isso, seu cargo está mais que firme em minha empresa, e será preciso bem mais que isso para te tirar de lá. E se você aceitar um conselho, vá atrás dessa garota pois ela te ama muito.

»»»»» FashBack Off «««««

E agora estava eu aqui esperando que ela viesse a meu encontro e decidido que se não aparecesse eu iria até ela. De qualquer forma eu a teria de volta.

Notas finais
Então meninas decidi deixar o encontro para o próximo capítulo, pois quero que seja na visão da Rose, pois ela não sabe de nada né. Então diz ai, será que ela vai admitir logo de cara ou vai continuar mentindo, ou ainda mais: será que ela vai aparecer? Comentem... O que acharam do cap, se acharam que ficou sei lá muito louco e não deu para entender, conto com vocês. ;) Até segunda no máximo postarei o prox capítulo. Xero até o próximo.