O Vizinho da Minha Melhor Amiga
18 Capítulo 18 - Reencontro: Você é minha!
Notas iniciais
Definitivamente eu não estava preparada para encontrar Dimitri, mais era melhor enfrentá-lo e acabar com tudo de uma vez. Eu estava em um vestido preto que colava em meu corpo realçando minhas curvas, a parte frontal era simples, liso, apenas com algumas pedrarias na manga, ia até três dedos antes do joelho, e na parte de trás tinha um decote bem generoso em forma de coração, por baixo usava apenas uma calcinha fio dental. Meu cabelo estava amarrado em um coque com algumas mechas soltas, no pescoço a corrente que Dimitri tinha me dado, no rosto uma make realçando meus lábios, um salto alto e uma bolsa para completar o visual.
O elevador abriu e meu coração perdeu uma batida... Devidamente posicionado estava Dimitri em uma camisa social azul clara com gola e bordas das mangas azul marinho – que mostrava seus tórax e tanquinho bem definidos – uma calca jeans e sapatos social, simples e incrivelmente lindo. Certo que ele fica bem com qualquer roupa, mas principalmente nu, pensou meu lado pervertido, balancei a cabeça para tirar tais pensamentos. Seus cabelos estavam repuxados para trás, como se estivessem amarrados, em mãos tinha um presente vermelho com uma fita dourada, era uma caixa que eu diria ser de bombons.
Saí do elevador, ele veio em minha direção e pegou minha mão direita e deu um beijo demorado nela. Em outra ocasião eu teria revirado os olhos com o ato, mais eu estava com tantas saudades dele que queria aproveitar cada toque, cada palavra que ele me oferecesse. Mesmo porque eu já sabia que no final da noite eu veria dor em seus olhos novamente.
— Boa noite Roza, você está linda como sempre. – ele cumprimentou-me com um beijo no canto da boca, meu corpo inteiro se aqueceu e lutei com todas as forças para não puxar sua boca para minha – Feliz Aniversário! – me entregou o presente.
— Obrigada Dimitri – agradeci o elogio e os bombons – A noite está muito boa e você... – o olhei de cima a baixo -...Nada mal. – sorri e dei um piscadinha.
Ele sorriu – aquele meu sorriso favorito — e olhou diretamente em meus olhos. Senti meu corpo levar um choque ao perceber sentimentos muito fortes neles. Admiração, paixão, desejo e amor. Depois de todo esse tempo afastados, nunca pensei que Dimitri viria atrás de mim – admito que até fantasiei com isso várias e várias vezes – mas para mim isso jamais aconteceria, e ver em seus olhos que ele ainda me amava era muito bom, mais ao mesmo tempo muito doloroso, pois eu teria que quebrar seu coração.
Ele então colocou sua mão em minha coluna na parte do decote, fazendo minha pele arrepiar e instantaneamente o cheiro de seu pós-barba me atingiu deixando-me tonta e desejosa. Respirei fundo, me permitir tirar os olhos dele e observar o ambiente em que estávamos, as paredes eram brancas, mas a decoração era composta de cores vibrantes, como quadros, luminárias entre outros itens de decoração. Era uma grande sala que se dividia em dois cômodos; do lado direito uma sala de estar que tinha dois sofás de cor parecida com grafite, uma televisão fixada na parede à frente, um rack, uma mesa de centro e duas poltronas. Um dos sofás ficava posicionado perto da parede lateral que era feita de vidro, e mostrava uma piscina retangular toda iluminada próxima ao limite da cobertura do lado de fora. E do lado esquerdo uma sala de jantar, onde tinha uma mesa redonda com duas cadeiras, um lustre de cristais e um grande espelho na parede. Perto dessa parede havia um corredor que dava acesso aos quartos creio eu.
Ele conduziu-me à sala de jantar e como um perfeito cavaleiro puxou a cadeira para mim e depois foi para a sua servindo-nos uma taça vinho em seguida.
Durante algum tempo ficamos apenas nos olhando e pela primeira vez eu estava meio desconfortável, desconcertada em sua presença e não sabia o que dizer.
— Dimitri eu... – comecei.
— Primeiro o jantar Roza – falou me interrompendo prevendo qual assunto iria abordar – Depois falaremos sobre isso, tudo bem?
— Tudo bem... — falei – Então... – me pronunciei depois de algum tempo, quebrando o silêncio que tinha se instalado -... Dessa vez você não me dará a honra de apreciar de sua culinária? – perguntei apontando para a mesinha de refeição do hotel.
— Não Roza – ele sorriu e de repente seus olhos tornaram-se mais escuros – Pretendo me dedicar a outros dotes hoje – ele falou e uma pequena parte do meu corpo localizada especificamente entre minhas pernas se contraiu e engoli seco — Vamos comer?
Eu apenas acenei com a cabeça um pouco sem fôlego. Minha mente logo começou a dar sinais de alerta para que eu saísse o mais rápido possível dali, senão eu não resistiria, tão perto de mim e não tê-lo, nem senti-lo.
Mais meu corpo não conseguia se mover, sua pequena frase de efeito atiçou em mim o maior dos desejos. E eu estava louca para me entregar a ele.
Mas eu não podia sucumbir... Era a vida dele e de pessoas que eu já amava em jogo, e eu bem sabia que aquela mulher era louca o suficiente... Não!... Eu teria que ser firme e convencê-lo que nós não daríamos mais certo, mesmo que isso me destruísse ainda mais por dentro.
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O jantar passou-se sem grandes preocupações, conversamos como velhos amigos, sobre meus estudos, sobre a empresa, em nenhum momento o assunto ‘Nós’ veio a ser discutido. Eu estava feliz com apenas o que ele estava me proporcionando naquele momento e saber que seu cargo estava a salvo na empresa me dava um pouco de paz, pelo menos ela não havia revelado as fotos. Ele estava bem, então eu também estava. Acho que isso era amor, colocar a necessidade do outo ante a sua, fazer tudo que estivesse ao seu alcance para fazer a pessoa feliz, e eu não conhecia esse significado até conhecer Dimitri.
— Bom Dimitri – falei me levantando do sofá (já estávamos na sala de estar) – Obrigada pelo jantar maravilhoso, mas agora tenho que ir. – eu tinha que sair dali o mais rápido possível, a cada minuto que passava ficava mais difícil para me controlar — Está tarde e meus pais ficarão preocupados se...
— Não Rose... – falou me interrompendo e se levantando ficando a minha frente – Sei muito bem que seus pais não ficarão preocupados pelo simples fato de estarem viajando e você estar sozinha em casa – pegou em minhas mãos, olhei espantada para ele. Como ele sabia? – Chega de fugir. Nós já adiamos essa conversa tempo demais você não acha?
Suspirei, era agora! A noite estava tão perfeita e eu realmente não queria estragá-la. Ele me fez sentar no sofá e se acomodou a meu lado. Tentei achar palavras suficientemente boas para afastá-lo mais não estava sendo muito bem sucedida. E vamos lá dizer a verdade, eu NÃO o queria longe. Depois desses dois longos e angustiantes meses, ele estava aqui e a única coisa que eu queria era beijá-lo, senti-lo, e dizer o quanto o amava e queria permanecer para sempre ao seu lado. Vendo minha luta interna ele começou a falar.
— Durante esse tempo todo eu tentei entender as razões que levaram você a me deixar depois de tudo o que falamos, da forma que nos entregamos um ao outro. Eu vi em seus olhos que você sentia o mesmo que eu... Eu te amei Rose, como nunca amei alguém na minha vida. – meu coração se apertou, como assim ‘amei’? Ele não me amava mais? – Você me trouxe de volta do mundinho que eu estava vivendo e sinceramente te agradeço por isso.
— Dimitri eu... – fui interrompida
— Quando eu vi aquela carta – continuou como se não tivesse sido interrompido, olhei para ele e vi dor em seus olhos — Eu quase não acreditei que você não me amava mais, sabe o que foi aquilo para mim? Foi como o inferno. Você foi, e nem ao menos teve a coragem de me dizer isso pessoalmente. E agora eu sei o porquê, hoje eu tive a confirmação que você me ama e que tudo aquilo não passou de uma grande mentira. E só preciso entender o porquê.
— Não Dimitri – falei soltando minhas mãos da sua e ficando de pé – Você está completamente errado, eu não te amo – falei e foi como se ácido tivesse escorrendo pela minha garganta, mais me obriguei a continuar – Eu me enganei, simplesmente. Eu sou jovem e meus sentimentos não estão estabelecidos ainda – não olhei em seus olhos – Meu sentimento por você foi apenas uma paixonite... – eu estava lutando para não chorar -... Uma coisa passageira que eu juguei erroneamente ser amor. Entenda eu só queria curtir minhas férias com um cara gostoso e mais experiente, no caso você.
Andei até a parede de vidro e fiquei olhando para fora, era muito difícil dizer tudo isso para ele, meu coração sangrava nesse momento e eu estava me esforçando muito para não desabar em lágrimas. Ficamos em silêncio por um tempo e nem percebi o momento que ele se pôs atrás de mim. Suas mãos vieram de encontro aos meus braços acariciando-os lentamente, me deixei levar por seu carinho, era como se meu corpo reconhecesse suas mãos.
— Porque é tão difícil você entender que eu não te amo? – falei quase como um sussurro – Que tudo não passou apenas de uma grande confusão em minha cabeça? – uma lágrima solitária rolou e ele me virou para que eu pudesse ficar de frente para ele e olhar em seus olhos.
— Porque eu sei que não é verdade Roza... – ele falou, enxugou meu rosto e enlaçou minha cintura me abraçando – Eu sei que você me ama tanto, que por causa de uma ameaça você decidiu se afastar para não me prejudicar – olhei para ele com surpresa – Sim eu descobri as mensagens em seu celular que você esqueceu – ele respondeu a minha pergunta muda, como assim ele tinha achado meu celular se eu o perdi no desembarque voltando para casa? – E eu te amo ainda mais por isso – Eu ainda estava surpresa com essa informação e ele aproveitou de minha distração e colou seus lábios nos meus. No começo relutei um pouco (pouquíssimo na verdade) mais logo me entreguei aquele beijo que eu estava tão desejosa e que era ainda mais gostoso do que eu me lembrava, foi calmo ao mesmo tempo intenso e despertou cada célula de meu corpo. Paramos o beijo e ele encostou sua testa na minha.
— Mas sei também que não foram somente aquelas ameaças e que há mais coisas envolvidas que ainda estamos tentando descobrir, coisas que envolvem o meu passado também. – me soltei de seus braços.
— Dimitri eu realmente não sei do que você está falando, foram somente as ameaças do celular mesmo – falei torcendo para que ele acreditasse em mim – Ouça eu não posso destruir sua carreira assim, por isso não podemos ficar juntos. – ele então sorriu para mim.
— Ah Roza! Você mente tão mal – falou ele – Ivan me contou que te achou desacordada e que te levou ao hospital e lá encontraram drogas em seu organismo. E coincidentemente foram as mesmas substâncias encontradas em Emily, mais já ela não teve a sorte de permanecer viva – ele então veio e me fez olhar em seus olhos – Isso é muito sério Rose, você sabe quem fez isso e preciso que me conte, essa pessoa foi o responsável pela morte de Emily e quase foi a sua também.
— Eu realmente não sei Dimitri – disse
— Você sabe Rose – disse ele se aproximando novamente de mim – Porque não quer me contar? Eu preciso saber e parar essa pessoa antes que ela faça mais vitimas. Podemos resolver isso juntos. – pegou em minhas mãos novamente — Se você tivesse me contado das mensagens teríamos dado um jeito, na verdade eu falei pessoalmente com Alberta e contei o que houve e surpreendentemente ela sorriu da minha cara e disse que precisava mais que isso para me tirar de onde eu estava, e ainda me aconselhou a te procurar. – fiquei pasma – Então não a nada que nos impeça de ficar juntos novamente.
— Não é tão simples assim – falei abaixando a cabeça
— Então me fala Roza – falou – Divide comigo isso, me fala o que te aflige. Confia em mim! Se você me ama realmente então deixa eu te ajudar. Você sabe que para uma relação dar certo tem que haver confiança, sem mentiras. Juntos, temos mais chance de resolver qualquer problema. Não estou dizendo que seja fácil, mais teremos um ao outro para nos apoiar.
E ai estava meu grande dilema, contar ou não contar? Ele me olhava apreensivo e esperançoso ao mesmo tempo. Eu estava cansada de fugir, cansada de me deixar chantagear e não poder fazer nada para reverter isso. Talvez eu tenha errado ao não contar isso assim que começaram, nossos problemas seriam tão mais simples. Depois de algum tempo que acho que foi bem demorado, decidi contar tudo. Contei sobre Nathan e descrevi o rapaz que estava na cabana também, só não falei logo de cara quem era a cabeça. Ele me olhava fixamente e às vezes via seus punhos serrados, principalmente na parte que eu contei sobre Emily. Seus olhos ardiam em fúria.
— E quem foi a pessoa que fez isso Rose? – ele perguntou-me ao final, sua voz estava fria, seu rosto consternado. Respirei fundo antes de responder.
— Natasha. – disse e esperei sua reação.
Ele ficou em silêncio, um longo tempo pra dizer a verdade, e já estava começando a me incomodar, principalmente porque seus olhos não demonstravam nenhum sentimento, nada. Era como se ele não estivesse mais ali.
— Isso não pode ser verdade – ele finalmente falou, mais para si do que para mim. E repetiu mais algumas vezes.
Me enfureci, como assim não podia ser verdade? Ele estava mesmo achando que eu estaria mentindo, que o quê? Que teria inventado toda essa história? Cadê a parte de confiança que ele tinha falado minutos atrás? Eu estava tão puta de raiva, que queria socar seu lindo rosto naquele momento. Sem dizer uma palavra sequer peguei minha bolsa e sai de lá. Eu não podia acreditar que depois de tudo que eu passei por ele, tudo que fiz, ele não acreditasse em mim.
Mas é claro Rose ele confia nela e a conhece a mais tempo do que você e ainda faz-se de santinha na sua frente e ele é muito tonto com relação a isso, Victória te avisou, disse meu consciência tentando me acalmar, mais não estava fazendo muito efeito.
Apertei o botão do elevador – na verdade esmurrei impaciente – e esperei alguns segundos, entrei e me encostei na parede fechando os olhos esperando o mesmo fechar. Só que não fez barulho nenhum, então resolvi abrir os olhos para ver o que tinha acontecido, e parado segurando as portas estava Dimitri.
— Onde você pensa que vai? – perguntou ele
— Saí daqui o mais rápido possível – falei e fui para perto do painel – Então se me der licença gostaria de descer e ir para minha casa.
— Não Roza – falou ele ainda da porta – Precisamos conversar.
— Não digo eu Dimitri – esbravejei, sentia meu sangue ferver – Eu já falei tudo que tinha para falar, e se for para você me dizer que não acredita em mim, não precisa, eu escutei muito bem você me chamando de mentirosa.
— Eu não chamei você de mentirosa... — disse
— Você não acreditou em mim, camarada – falei ironicamente – Que dá no mesmo. Então adeus!
Ele então entrou no elevador e quando a porta se fechou apertou o botão para que o elevador parasse.
— Mais o que... – falei quando senti meu corpo ser imprensado contra a parede, olhei em seus olhos.
— Não é porque eu fui pego de surpresa com tal revelação, que eu não acredito em você – falou unindo mais seu corpo ao meu – arfei – Entenda, eu conheço-a desde sempre e nunca esperaria uma coisa dessas vindo dela. Mas se você diz que foi ela eu acredito em você, não só porque eu conheço seu caráter, mais porque eu te amo. E eu não vou deixar que interpretações erradas me afastem novamente de você. – ele pegou em meus braços e os colocou acima de minha cabeça – Você é minha Roza! – Sussurrou perto de meus lábios com seu sotaque fortemente acentuado — E nunca mais deixará de ser!
Com isso ele me beijou, toda raiva que eu antes sentia se transformou em desejo, saudade, amor. Sua língua pediu passagem e eu prontamente cedi, quando nossas línguas se encontraram houve um choque instantâneo que enviou ondas de calor por todo meu corpo, fazendo minha boceta encharcar-se e os bicos de meus seios ficarem levemente endurecidos. Suas mãos desceram pelo meu corpo, passando pelos meus seios apertando-os por cima do vestido, ofeguei — suas mãos como sempre sabiam o que fazer com cada parte do meu corpo – depois foram parar na barra do meu vestido onde puxou para cima até a cintura e logo suas mãos foram de encontro a minha bunda me impulsionando para cima, enlacei minhas pernas em seu quadril, gemi quando senti seu pau já totalmente duro de encontro a minha boceta, não aguentei e me esfreguei em seu colo causado um atrito delicioso e parei o beijo para gemer um pouco mais alto, minhas mãos foram para seu pescoço e logo subi para seus cabelos retirando o elástico que o prendia, surpreendi-me em vê-lo grande.
— Deixei crescer por você – ele falou mordendo meu pescoço.
Uma de suas mãos foi para o meio de minhas pernas entrando por dentro de minha calcinha e tocou em meu clitóris começando uma leve tortura, com movimentos circulares bem devagar.
— Hum... bem lisinha como eu gosto – disse ele e então colocou lentamente um dedo em minha fenda, ofeguei –...E bem molhadinha... – disse introduzindo um segundo dedo e estocando muito lentamente para meu gosto. Sua boca subiu do meu pescoço indo até minha orelha, sussurrou – Roza eu não vou conseguir esperar até esse elevador abrir e chegarmos ao quarto... Preciso me enfiar todo dentro de você agora. – gemi, Ele então tirou seus dedos de dentro de mim e os levou a boca chupando-os – Delicia de boceta, mais tarde quero chupar você todinha – gemi, Oh meu! era isso mesmo? Iriamos fazer sexo dentro do elevador? Não podia acreditar que realizaria outro fetiche meu. Não seria uma boa forma de comemorar a volta até porque teria pessoa assistindo ao grande show que daríamos. Mas como eu disse era um fetiche. Fui tirada de meus devaneios quando senti seu pau já desprovido de roupas encostar-se a minha boceta por cima da calcinha.
Ele com um puxão arrancou minha calcinha e posicionou seu pau e entrou lentamente até que tivesse acomodado todo dentro de mim, senti cada centímetro entrando e me alargando me levando ao mais puro êxtase. Olhei para ele e sua respiração estava ofegante assim como a minha e seus olhos escuros como a noite.
— Como sempre bem apertada – falou entredentes olhando em meus olhos – Não serei cuidadoso Roza, minha sede e fome de você, são muito grandes para o momento. – mordeu meu lábio inferior – Prometo compensá-la mais tarde.
Dito isso ele começou a mover-se dentro de mim, as primeiras três estocadas foram lentas, fazendo-me gemer baixinho apreciando a leve penetração, mais a partir da quarta ele estocou bem forte — minhas costas batiam na parede do elevador e causava um pouco de incômodo, mas eu não liguei para isso — e seguiu-se assim o tempo todo. E eu gemia pior do que uma vadia, eu estava com tanta saudade dele, de seu corpo, de seu pau, que não me importei se alguém ouviria, nesse momento não existia nada, apenas eu sendo muito bem fodida pelo homem que eu amava e que me amava também, e francamente eu estava adorando.
— Dimitri eu... – falei quando meu corpo começou a dar sinais de que eu gozaria.
— Goza pra mim, minha vadia – disse ele – Molha meu pau todo com sua deliciosa essência.
Não aguentei mais e gozei gritando seu nome, só que ele não gozou comigo, me entreguei ao deleite das sensações pós-orgasmo fechando meus olhos e tentando controlar minha respiração. Ele então saiu de mim e virou meu corpo de modo que eu ficasse de frente para a parede do fundo — que era revestida com um espelho – abri meus olhos e ele puxou meu braços para cima apoiando-os no espelho e abriu um pouco minhas pernas.
— Fica assim, segura bem e empina essa bunda gostosa para mim minha vadia – falou se posicionando atrás de mim, fiz o que ele pediu louca para senti-lo outra vez – Quero que você olhe como você fica magnifica quando eu te faço gozar.
— Ah! – gritei de surpresa pela invasão repentina – Hum... Gostoso... Mete mais forte vai... Sou toda sua... Hum – eu gemia alto enquanto ele estocava bem gostoso em minha boceta segurando minha cintura.
Depois de um tempo de arremetidas bem selvagens ele parou e eu soltei um muxoxo, ele então desfez o coque em meu cabelo e com a mão esquerda segurou-os formando um rabo de cavalo e puxou para trás me deixando mais empinada para ele, soltei um gemido de dor e prazer. Ele então me imprensou na parede de espelho, fazendo meus seios encostarem-se à mesma e voltou a se mover rapidamente dentro de mim, eu já não aguentava mais, tinha que gozar mais uma vez. Afinal dois meses sem ele foram uma tortura principalmente na falta do sexo gostoso que só ele sabia fazer. E olhando isso em mim ele aumentou ainda mais as estocadas e sua mão desocupada foi para meu clitóris onde massageou até que eu gozasse novamente. Ele também estava perto, suas estocadas além de rápidas estavam mais fundas e eu poderia dizer que ele estava tocando o limite do meu útero, seu pau já estava se inchando dentro de mim, então contraí as paredes de minha boceta para que ele finalmente liberasse seu leitinho quente, mas isso também fez alguma coisa em mim, pois surpreendentemente eu gozei de novo e mais forte de que qualquer um que já tive, minhas pernas começaram a tremer um pouco que violentamente — que se ele não estivesse me segurando eu teria ido rapidamente ao chão – eu senti como se pequenos choques se espalhassem pelo meu corpo, minha mente desligou-se por um instante e nem percebi que eu gemia enlouquecidamente, meu corpo era puro fogo e muita adrenalina corria em minhas veias, então eu soube que foi meu primeiro orgasmo múltiplo, aquele que poucas mulheres tem e que eu nunca pensei que sentiria.
— Roza... Roza... – ele me chamava e abri meus olhos (que nem me lembro ao certo quando fechei) e vi preocupação em seu rosto, mais logo alívio – Graças a Deus, pensei que tinha sido muito rude com você e te feito desmaiar – levei a mão ao seu rosto e afaguei – Eu te machuquei? — perguntou e eu acenei negativamente tentando conter as lágrimas – Consegue falar?
— Eu te amo – declarei e não consegui conter mais lágrimas, eram tantos sentimentos conflitantes, mas chorei mais de alegria – E não quero ficar longe de você nunca mais. – ele então me levantou junto com ele (pois eu estava sentada/meio deitada em seu colo no chão), me ajudou a ajeitar o vestido e arrumou a calça e pegou os trapos que era minha calcinha e colocou no bolso, apertou o botão para que o elevador voltasse a operar, e me puxou para um abraço.
— Eu também amo você minha menina – disse com ternura e fez olhar em seus olhos – E eu prometo que nunca mais vamos nos separar. Você agora é minha vida! – beijou-me lentamente suavemente e me pegou no colo me levando para dentro do quarto. Seu beijo era suave, amoroso, mais à medida que aprofundávamos o beijo, veio à fome de seu corpo novamente e com a nova possibilidade de atingir prazeres antes desconhecidos, sensualizei o beijo ganhando um gemido dele em minha boca.
E como diz aquela frase: “A noite é uma criança!”
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