O Vizinho da Minha Melhor Amiga
12 Capítulo 12 - Daremos um jeito
Notas iniciais
Na manhã seguinte acordei cedo, Dimitri ainda estava ao meu lado ressonando tranquilamente, ele estava de barriga para baixo com seu rosto voltado para mim.
Seu braço segurava minha cintura, como se eu pudesse fugir a qualquer momento — mais eu não era nem louca de fazer isso — fiquei olhando para seu rosto com traços perfeitos, um pouco coberto por uma mecha de cabelo que caía suavemente. Ele era lindo! E era meu! Suspirei me lembrando dos últimos acontecimentos, eu estava com tanto medo de abrir meu coração e falar a verdade para ele, mas no final das contas tinha dado tudo certo e eu estava feliz como nunca.
Saí lentamente da cama me arrastando para não acordá-lo, fui a seu guarda roupa peguei outra camisa e fui ao banheiro, fiz minha higiene matinal, e quando saí ele ainda estava na mesma posição. Puxa! ele estava cansado mesmo, mas também esses dois dias ele não dormiu quase nada.
Resolvi fazer seu café — apesar de não gostar — era uma das poucas coisas que eu sabia fazer na cozinha. Foi difícil achar algumas coisas mais me virei. Fiz ovos mexidos, torrada, bacon, suco de laranja e achei um pedaço de pão preto russo, organizei tudo em cima da bancada.
Estava procurando um copo para mim, quando avistei na prateleira de cima que não conseguiria alcançar sozinha, peguei uma cadeira e subi, coloquei a xícara e o copo na bancada e desci, ao virar-me fui de encontro a algo duro, Dimitri, senti seus braços me segurarem para não cair.
— Bom dia Roza! — disse ele me abraçando e beijando meu pescoço — Vejo que acordou disposta hoje — me beijou.
— Não acostuma não camarada — disse assim que paramos o beijo — Só queria agradecer pelo seu carinho, atenção, amor.
— Não precisa Roza — disse ele afagando meus cabelos — Só de você estar aqui já é tudo que eu quero.
Nos beijamos novamente e ele me puxou para comermos. Ele estava de bermuda com seu tronco nú e cabelos molhados.
Terminamos de comer e subimos para que ele pudesse se arrumar, e enquanto ele fazia isso lamentou por não poder ficar comigo, mais exclusivamente hoje tinha assuntos muito importantes para resolver. Tranquilizei ele dizendo que estava tudo bem e entendia.
Ele então foi para o trabalho mais não sem antes me encher de beijos, aproveitei e peguei o número de seu celular, e assim nos despedimos e fui para casa de Lissa.
»»»
Passei o dia com Lissa e liguei para minha mãe explicando que tinha ido a uma festa de aniversário com Victória, dei os detalhes e ela ficou mais tranquila.
À tarde Vick nos encontrou no shopping e contei a ela sobre o que tinha acontecido e que eu e seu irmão estávamos juntos.
— Ai Rose! — gritou ela — Eu sabia que vocês iam se entender! Estou tão feliz, agora você é minha cunhada! — pulou de alegria.
— É isso aí Vick — disse Lissa — Não é só você que está feliz não, olha a carinha dela e os olhinhos brilhando quando fala de Dimitri.
Minhas amigas ficaram tirando uma com a minha cara, mais não fiquei com raiva, eu estava super feliz. Depois do lanche, Lissa teve que voltar para loja e eu e Vick decidimos pegar um cineminha.
Assistimos a um filme muito bom, contava a história de uma aluna meio vampira e seu romance com seu professor durão e super controlado. Não sei porque mais me identifiquei com a garota e vi Dimitri no professor.
Na saída do cinema demos de cara com Tasha, que cumprimentou Vick e me deu um sorriso fingido. Ela estava com um homem loiro, alto, magro mas com músculos, e tinha olhos azuis. Seu nome era Nathan, de cara já não gostei dele, tinha algo muito falso, parecia que sempre estava atuando. Já Vick achou-o lindo, depois das breves apresentações se foram, mais não antes de Tasha me mandar um olhar mortal, pensando que eu iria abaixar a cabeça para ela. Ela realmente não sabia quem eu era.
— Foi impressão minha ou teve uma tensão entre você e a Tasha? — perguntou Vick assim que chegamos a seu carro
— Não foi impressão não — falei — Ela apareceu na casa do seu irmão e me insultou e eu simplesmente a conduzi até a porta e expulsei ela.
— Nossa Rose — disse ela — Ela deve está doida de raiva de você. Ela sempre foi louca pelo Dimka, então Rose você tem que ficar esperta, porque ela pode fazer alguma coisa para separar vocês. Me lembro quando Dimka namorou a Emily, ela fez tudo para que eles se afastassem, bom ela não conseguiu, mais o destino sim.
Ela me olhou atentamente, como se estivesse me sondando, continuou. Me perguntei quem seria Emily, será que é a garota da foto?
— Eu sei quem ela é, mais o resto da família, com exceção da vovó, não sabe, ela é dissimulada, tome muito cuidado. — falou seriamente.
Ela me levou em casa, e durante o caminho conversamos mais. Ela se despediu e foi embora.
Assim que cheguei em casa, meu celular tocou, atendi e era Mason, tinha até me esquecido dele. Ele me cobrou a visita a seu estúdio de fotos, expliquei logo para ele que tinha encontrado alguém e que entre nós não ia rolar nada mais.
— Fica fria Rose — ele disse — Fico até feliz por não ter que te dar um pé na bunda. Eu também estou com alguém.
Fiquei feliz, ele era um cara legal, ficou combinado que seríamos apenas amigos e marcamos de nos encontrar na manhã seguinte.
Desliguei e fui tomar meu banho, depois hidratei minha pele, para fica cheirosa e macia, durante o processo me peguei pensando sobre a possibilidade do sexo anal com Dimitri, jamais cheguei a pensar na idéia de me entregar a alguém assim, mais com ele tudo parecia certo, era fácil. E eu estava excitada com a idéia, mais também um pouco temerosa, sabia que ele não me machucaria, mas quando pensava naquele pau enorme me invadindo por trás não tinha como não ficar. Eu pesquisaria um pouco e deixaria rolar.
Vesti uma calcinha em renda azul um pouco comportada até, mais não deixava de ser sexy, uma calça azul e uma blusa com mangas, às noites estavam um pouco frias. Fiz uma make simples e fui a casa dele.
Toquei a campainha e ele estava como na primeira vez que vim até sua casa, de bermuda e tronco nú, todo suado. Um ser em toda sua masculinidade. Abriu espaço para que eu pudesse passar.
— Então é assim que você recebe suas visitas camarada — falei dando um selinho em sua boca.
Ele não se contentou só com isso e me puxou pela cintura, colando seu corpo ao meu, ele cheirava a suor e uma fragrância amadeirada.
— Eu sabia que era você — disse e me beijou — Estava te esperando — disse e me pegou no colo, soltei um gritinho de surpresa.
Me levou até o quarto e deixou-me sentada na cama.
— Só vou tomar um banho — disse e entrou no banheiro.
Deixei-me cair de costas na cama, e pensei como a vida prepara surpresas para nós.
Eu só queria sair um pouco da casa de meus pais, e curtir um pouco mais a vida. Nunca pensei que nessa viagem conheceria Dimitri, por quem me apaixonaria intensamente, e o melhor, que ele também correspondesse.
Mais o futuro era incerto, será que conseguiríamos fazer dar certo? Nem vi ele se aproximando só senti o colchão afundar ao meu lado, eu estava olhando para o teto e ele deitou-se de lado virado para mim.
— Um centavo por seus pensamentos — disse ele
— Nada camarada — disse.
— Você não estava com a cara muito boa — disse ele passando a mão em meu rosto — Você está preocupada com alguma coisa, pode confiar em mim. — suspirei
— Tá — falei — Estava pensando em nós dois, na nossa relação. Tudo está maravilhoso, ter você comigo é muito mais do que ser feliz. Eu te amo Dimitri, mais olha nossa situação, só tenho alguns dias a mais com você aqui, depois vou embora e depois se tudo der certo e eu quero que dê, vou para Oxford, por mais que eu queira permanecer a seu lado não posso. Preciso construir minha vida, minha carreira que sonhei durante anos, porque eu sempre soube o que eu queria ser. — suspirei
Enquanto eu falava ele olhava atentamente para mim. Continuei.
— Eu quero muito você, e eu quero que isso... — falei apontando dele para mim — ... dê certo, mais como? Como isso vai resistir à distância? Enquanto eu ainda estiver na casa de meus pais pode dar certo, mais e quando eu for para a universidade? Uma relação para prosperar precisa solidificar-se e isso leva tempo juntos e, tempo é uma coisa que não temos muito. — terminei e fechei os olhos
— Roza — me chamou ele para que eu pudesse olhá-lo — Eu também tenho pensado nisso. Eu quero sua felicidade, e por mais que eu também queira você aqui, não vou tentar impedir você realizar seus sonhos, eu já fui jovem e cheio de sonhos, e consegui alcançá-los e quero que você também consiga. — ele falou e me puxou para cima de seu peito afagando meus cabelos — Eu amo você muito, e tenho certeza que daremos um jeito de ficarmos juntos, porque agora que te tenho, não irei desistir de você. — falou me abraçando forte.
Ficamos assim em silêncio, cada um preso em seus próprios pensamentos, até que ele me pôs gentilmente em cima da cama e se levantou, vestia apenas uma boxer vermelha, totalmente apetitoso, como eu queria sentir seu sabor novamente. Ele foi a seu guarda-roupas e pegou uma calça e uma camiseta ambas cinzas. Aproveitei esse tempo para ir ao banheiro, troquei o absorvente interno, lavei meu sexo com meu sabonete líquido que era de menta e chocolate e saí o encontrando de cabeça baixa sentado na cama e me aproximei, penteei seus cabelos úmidos com meus dedos, eles pareciam bem maiores.
Ele apreciou meu carinho, depois me puxou para sentar em seu colo com cada perna do seu lado, uma de suas mãos estavam em minha cintura e a outra subiu até minha nuca por debaixo do meu cabelo.
— Minha menina, minha Roza... — falou antes de me beijar.
Seu beijo era cheio de palavras não ditas, expressavam toda a magnitude de seu sentimento por mim, oh e como eu o amava do mesmo jeito, logo suas mãos estavam percorrendo todo meu corpo, causando- me arrepios. Só que ele parou, parou suas carícias e seu beijo em busca de oxigênio, acho que lembrou-se que não poderíamos fazer sexo, pelo menos não o convencional.
Sorri sapeka, e ele me olhou com divertimento.
— O que minha menina está aprontando? -disse
— Eu quero chupar você — sussurrei em seu ouvido, coloquei minhas mãos por dentro das mangas de sua camiseta chegando a sua costa arranhando-o ali — Deixa sua vadia te dar prazer — ele me apertou suas mãos em minha cintura e rosnou, que foi a confirmação para que eu continuasse e desse o xeque mate — Quero todo seu leitinho em minha boca.
— Roza... — advertiu, parece que tínhamos voltado a algumas semanas atrás quando o chupei pela primeira vez em seu escritório.
Tirei minhas mãos de seu corpo e desci de seu colo, abrindo suas pernas me pus entre elas de joelho e puxei sua calça junto com sua cueca para livrar seu membro duro já babando por mim. Olhei para ele e salvei, ele tinha um gosto tão bom, fitei os olhos em Dimitri, e seus olhos estavam negros de desejo.
Sem me demorar abaixei a cabeça e passei a língua pela fenda de sua glande sentindo seu sabor, agarrei com as duas mãos seu pau e desci com minha boca aberta o envolvendo, uma de minhas mãos foram para seus testículos massageando-os, enquanto eu começava a chupar mais forte.
— Isso minha vadia — disse ele com a voz ofegante agarrando meus cabelos fazendo um rabo de cavalo. — Chupa gostoso vai, engole ele todinho com essa boquinha maravilhosa.
Aumentei o movimento sentindo-o começar a inchar em minha boca, relaxei minha garganta dando mais acesso a seu pau, não demorou muito para que ele se derramasse em minha boca, fazendo-me sentir seu doce sabor, e ouvindo grunir meu nome.
Ele então me puxou para cima da cama me jogando na mesma e vindo para cima de mim me beijando ferozmente.
— Minha vez — falou quando paramos o beijo. Com um puxão retirou minha blusa — Hum — gemeu — Sem sutiã...
Suas mãos foram imediatamente para meus seios e apertaram os mamilos, gemi. Depois desceram e retiraram minha calça junto com minha calcinha, não demorou muito para que sua boca fosse de encontro ao meu seio esquerdo, chupando, lambendo e mordiscando-o, eu estava em puro êxtase, poderia gozar somente com ele chupando meus seios.
Quando sua boca tocou meu seio direito, sua mão foi de encontro a meu clitóris circundando-o, fazendo-me arquear a coluna. E quando senti sua boca chupando meu clitóris fui ao céu — ou ao inferno, não sei — e voltei. Ele chupava e prendia meu clitóris em seus dentes passando a língua nele. Não demorei muito e já comecei a sentir o orgasmo chegando, vendo que eu estava próxima, agarrou meus seios pressionando um contra o outro massageando e beliscando meus mamilos, chupou mais forte e não aguentei e deixei o orgasmo vir. Meu corpo todo tremia e fui jogada momentaneamente na inconsciência. Ele então deu-me um beijo terno e se levantou indo ao banheiro.
Eu estava ofegante porém leve, relaxada, e sentir a fome começar a chegar, me sentei na cama vendo-o sair do banheiro.
— Vou pedir o jantar — falou, parece que ele sempre sabia o que eu estava pensando — Te espero lá embaixo — disse me beijando para depois sair.
»»»
Depois do jantar, ele falou que teria que revisar alguns processos entre outras coisas, que eu ficasse à vontade, me beijou e foi para seu escritório.
Sentei na frente da televisão vendo uma série chamada showdowhunters e nem percebi quando adormeci. Acordei sobressaltada com sons de tiros que vinham de um filme de ação, olhei no celular e vi que já passava das vinte e três, ele ainda deveria estar no escritório.
Abri a porta e ele estava tão bonito sentado atrás daquela mesa, tão sexy. Entrei e ele percebeu minha presença, me aproximei e afastou-se um pouco da mesa me deixando sentar em seu colo.
— Você já está muito tempo aí Dimitri — falei — Vamos dormir, deixa isso para depois. — ele sorriu
— Já acabei Roza, só estou terminando de guardar. — disse.
Saímos de lá e ele fez um pouco de chocolate quente para nós e depois fomos dormir.
»»»°«««
Na terça pela manhã me encontrei com Mason e conheci seu estúdio e sua namorada, que era super simpática comigo, será que ela sabia de meu envolvimento com seu agora namorado?
Almoçamos juntos e ela falou que estava no último semestre da universidade e cursava medicina com especialização em pediatria, depois do almoço eles me deixaram em casa.
Liguei para Victória pedindo o número de Ivan, queria fazer uma visita surpresa para Dimitri, combinamos para sexta-feira. Minha menstruação acabava hoje, mais esperaria esses dois dias para ter relações sexuais.
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À noite ficamos juntos e dormir em sua casa, não fizemos sexo de forma alguma, ele bem que tentou me dar prazer novamente mais viu minha recusa e deixou quieto. Queria ele louco de tesão e saudades, eu dormia vestindo uma blusa branca de pano fino dele, sem sutiã e uma micro calcinha só para provocá-lo.
Durante os dias que se seguiram passava o dia todo com Lissa já que ela estava com ciúmes, dizendo que agora eu só queria ficar com Dimitri, e que foi por ela que eu tinha vindo. Ela era tão dramática. E às noites passava com Dimitri, mais durante todo o dia nos comunicamos por mensagem.
Eu estava louca para que sexta-feira chegasse.
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