Notas iniciais
O cerco se fecha contra Sansa e companhia, nossa heroína terá que decidir entre esperar ser resgatada por Jon ou fugi com Sandor Clegane. Mindinho se aproxima pelo mar, mas piratas da Casa Greyjoy rondam o Mar Estreito.

O Castelo do Portão da Lua estava muito quieto para ele, não havia ali cavaleiros nem servos limpando o salão, a neve entrava pela porta de duas folhas que estava escancarada para quem quisesse entrar.

— Ei, você — Sandor esperou a menina loira se aproximar. — Traga-me uma cerveja e galinha frita — reparou que neste momento um homem trajando armadura de placas com uma capa sobre os ombros e um grosso capuz sobre a cabeça apareceu na porta.

Quando o fitou no rosto viu que o cavaleiro parecia muito com uma das amas de sua senhora, seu cabelo loiro-arruivado e olhos pequenos trouxeram a memória o rosto da garota Redfort. Pelos malditos deuses, o que me falta aparece neste fim de mundo? Pensou Clegane, enquanto o homem passava na sua frente encarando e indo sentar em uma mesa a sua esquerda. Se é luta que quer veio ao lugar certo... instintivamente o polegar direito roçou no botão da espada média que trazia na cintura.

O homem loiro de face escanhoada tirou as luvas e balançou o dedo da direção dele dizendo:

— Eu te conheço, você é o Cão de Caça do Rei. É sim, Sandor Clegane.

Maldito maricas, também, quem não sabe que eu estou aqui? A essa altura a porra dos Lannister já devem ter mandado me preparar uma mortalha nesse ninho de víboras! Clegane riu cinicamente enquanto pensava.

— E quem quer saber? — ficou de pé e sua sombra negra cobriu o outro homem por completo.

— Mychel da Casa Redf...

— Que seja, o que quer? — Cão de Caça percebeu que o rapaz estava intimidado e aliviou um pouco a pressão se sentando novamente, mas continuou encarando-o de olhos bem vivos.

Enquanto o cavaleiro da Casa Redfort engolia em seco e tomava coragem, Sandor notou um aumento de movimento de pessoas no salão, alguns servos começaram a acender as lanternas do teto e os archotes e tochas da parede de pedras azuis. Quando o ambiente ficou mais iluminado Clegane percebeu que se tratava de um salão comum onde provavelmente as tropas alojadas no castelo faziam suas refeições e reuniões, alguns cidadãos usando trajes Ândalos estavam se acomodando no tablado que ficava bem de frente com a mesa onde o Cão de Caça estava sentado. Ceia? Já ia se levantar quando a serva loira apareceu com uma bandeja onde havia um frango inteiro, pão e um quartilho de cerveja, primeiro vou forrar o estômago depois vou a procura de Lady Sansa. Pensou afagando a barriga com a mão.

A descida do Ninho da Águia até o Portão da Lua havia levado o dobro do tempo por causa da neve e a muita bagagem que os carregadores tiveram que descer juntos com Sansa e companhia, por isso Clegane estava irritado passou o dia descendo degraus e trilhas íngremes na montanha, escorregando aqui e ali na neve que se acumulava.

Arrancou uma coxa da ave que estava na sua frente e mordeu a carne macia e quente deixando sumo escorrer pelo lado queimando do seu queixo. Será que vamos fugir para os portos e de lá circundar o Mar Estreito até a Baía das Focas? E os piratas que enfrentei quando perseguia Arya? Não posso falar nada a Sansa, podemos encontrá-los em mar aberto... foda-se! Eu a levarei onde tiver que levá-la. Bebeu um pouco daquela cerveja escura e quente para limpar a garganta, seu corpo estava parado, mas sua mente a toda velocidade, Sandor não queria seguir pelas montanhas com Sansa, seria desconfortável demais para ela, não é como a irmã, perigoso... se acontecer alguma coisa a ela, eu... não saberia do que sou capaz. Neste momento Lady Sansa entrou no salão pela alça de acesso superior vinda de alguma parte do alto do castelo, usava a cor cobre em todas as suas vestes de seda e de cashmere de seus ombros pendiam grandes mangas adornadas de perolas azuis que cintilavam conforme ela andava e a luz dos archotes beijava sua pele pálida. Eu iria até o inferno se você me pedisse, Sandor voltou a si quando sentiu uma presença feminina ao seu lado.

— Bela e terrível, não acha cavaleiro? — Era Língua de Cobra, ela o olhava mordendo o lábio inferior e com os braços cruzados embaixo dos seios saltados esperando uma reação. — Não se preocupe com meu primo — olhou para Mychel e moveu a cabeça para cima e para baixo de forma suave, Sandor viu o cavaleiro repetir o gesto como um espelho.

Dois homens são melhores que nada, Sansa havia dito a Clegane que iria levar Mya, Myrcalla e Iris quando fugissem do Vale.

— Sabe quando iremos partir?

— Faz perguntas demais — Cão de Caça segurou Iris pelo braço com força e a conduziu para uma ala escura do salão e por um corredor que ele não sabia onde iria terminar, parou embaixo de um archote. — Essa garota está informando a Mindinho todos os nossos passos, assim que Sansa se cansar dela abro-lhe a garganta com muito prazer... — Acho que estás dando com a língua nos dentes para outro pássaro — um barulho no fim do corredor chamou a atenção de Clegane. Ele fez sinal com a mão para que Iris não se movesse e foi pela escuridão adentro. Chutou alguns ratos em seguida voltou. — Vamos continuar de onde paramos.

Uma brisa fria vinha do lado leste e fazia a chama do archote tremeluzir, mas apesar de toda a fúria de Sandor Clegane, Iris Redfort parecia estar gostando de ser torturada. Vadia... pensando bem, não faria nem um mal... Os instintos do Cão de Caça o estavam dominando e ele cheirou o cabelo arruivado da garota que pareceu correspondê-lo enquanto gemia e virava o pescoço para ser tocado pelos seus lábios.

Sandor se afastou sem prévio aviso quando ouviu a voz de Sansa Stark vir do salão, Iris protestou sem sucesso de obter a atenção de seu amante.

No salão todos estavam de pé e Lady Stark falava sobre a trágica morte de Nestor Royce, maldito lorde do portão quase colocou tudo a perder. Lembrou-se do relato que Mya Stone havia lhe dado na ocasião logo depois de ajudar Lorde Royce a descer a montanha sem fazer paradas nos castelos pelo meio do caminho. Sandor riu internamente.

Após um discurso com belas palavras e uma pausa de silêncio fúnebre Sansa o olhou com austeridade e fez um sinal com a cabeça para ele a encontrar no cômodo que ficava acima do tablado. Ela falou ao ouvido de Sor Albar que começou a entreter os nobres que estavam a mesa enquanto sorrateiramente Sansa saiu e subiu as escadas, Sandor foi logo em seguida andando a passos largos, porém silenciosos.

Na sala, ela aguardava de costas para a entrada, Sandor trancou a porta e ficou um tempo sem se mover admirado com a trança de seu cabelo cor de cobre e as asas de águia que estavam no topo de sua cabeça.

— Irá ficar aí parado? — para o Cão de Caça soou mais como uma pergunta, mas era uma proposta. — Conseguiu descobrir algum segredo de Iris e Petyr? — Lady Sansa virou o pescoço para que Sandor pudesse ver seus frios olhos azuis.

Clegane olhou para os lados e para o teto a procura do que dizer e o mais importante como dizer, cutucou a tapeçaria de Myr com a ponta da bota e fitou as armaduras vazias que estavam expostas nas paredes laterais, uma guarda sombria para a Rainha do Norte pensou, voltando a olhar para Sansa que ainda estava de costas para ele.

— Não é tão simples quanto parece Passarinho. — Clegane percebeu que Sansa Arfou bem forte em sinal de desapresso. — Se ela perceber minhas intenções poderá nos colocar em apuros. — Se aproximou um pouco mais, dando alguns passos pela sala oval. — Ela está fria e nebulosa nesta noite, o inverno chegou é esse o lema de sua casa da Casa Stark.

Sansa se moveu virando-se para Clegane que pôde notar um rico mosaico na vidraça da janela que estava atrás dela, era o falcão branco e azul dos Arryn descendo sobre o vale verde e cinza trazendo em suas assas as lanças de bronze dos Ândalos que destruíram os Primeiros Homens.

— Precisamos fazer Petyr seguir por um caminho diferente do que desejo seguir. — Andou até uma mesa de madeira adornada com entalhes de arabescos por toda a lateral e se sentou em uma cadeira que estava forrada com peles de carneiro. — Consiga algo o mais rápido possível Sandor.

Adoro ouvi-la dizer meu nome.

— A mensagem... para quem era? — ele falava do momento em que Sansa lhe tomou o corvo no Alto Salão e correu para a torre do meistre e ficou ali por dois dias sem comer ou beber nada. — Está praticando bruxaria só pode ser, é esse o motivo de eu estar cego e fazendo um monte de merda uma atrás da outra. — Passarinho por favor...

— Não deveria se preocupar com isso — ela o interrompeu colocando um dedo na boca e mordendo delicadamente. — Apenas faça o que estou pedindo, consiga alguma coisa de Iris. Ela deve saber se Mindinho está a caminho. — Sansa se levantou e começou a andar em direção da saída.

Que cheiro maravilhoso, nem em meus sonhos mais bêbados eu senti um perfume tão fodido, deuses que tortura não poder tê-la.

A Stark parou ao lado dele e o olhou com brandura e tocou-o no rosto, Sandor inclinou a cabeça e como em um devaneio causado pela bebida ele sentiu o toque suave dos lábios dela no canto meio queimando de sua boca. Por um tempo que ele não teria a capacidade de medir, ficou parado ali de olhos semiabertos só saindo do transe quando ouviu a porta ranger atrás de si, girou nos calcanhares para ver sua senhora partir, mas não viu nada além da luz lúgubre dos archotes tremeluzirem no ar frio. Idiota, agora deu para sonhar acordado? Puxou um pigarro da garganta e cuspiu no canto da parede e foi de volta para o salão comum.

— O que está fazendo aqui? — estranhou encontrar com Myrcalla ali no corredor —, uma serva usando vestidos de seda e lã na mesma cor de sua senhora... — Não parou muito para pensar nisso e continuou rumo ao salão.

Clegane ficou parado em um canto escuro acima do tablado onde podia ver todos os convidados do banquete. Sansa se sentou no cadeirão no centro da mesa, a sua direita trajando gibão todo negro com o brasão da Casa Royce na mesma cor estava Sor Albar e Eon Hunter que degustava um guisado, Anya Waynwood se sentava a esquerda pequena e quieta como um rato de dispensa. Os sorrateiros são os piores, pensou Clegane enquanto mirava alguns homens que chegaram encapuzados e se sentaram nos bancos e mesas de montar que foram dispostas perto da entrada. Isso é mal... estão aparecendo pessoas como pulgas em um cão moribundo, seu pensamento foi interrompido quando ouviu uma discussão perto de uma das janelas que ficavam enfileiradas na parede esquerda do salão. Mya parecia estar em uma acalorada conversa com Iris e seu primo, a caça disse mentalmente enquanto descia as escadas.

Não era o estilo de Sandor Clegane matar com veneno, veneno é a arma das mulheres ou de meninos mimados como Joffrey, não pode evitar a imagem que veio na sua mente do rei menino babando e rolando pelo chão e as pessoas ao redor rindo, maldito Lannister. Ele levava em uma bolsa atada a seu cinto um pouco de cantarella uma substância de coloração branca e que parecia muito com sal, a vítima de envenenamento sangrava pela boca, nariz, olhos e ouvidos e alguns diziam que a agonia era terrível. Não posso matar aquela garota com espada, todos desconfiariam quem foi... se precisar, não hesitarei em usá-lo, apalpou o veneno enquanto pensava.

O salão parecia animado com alguns músicos tocando uma balada e servos passando trazendo pratos e canecas cheias e levando as que já estavam vazias, alguns cães brigavam por ossos e pedaços de carne que caíam ou eram jogados no chão. Sandor encarrou um cachorro que o olhava com cara de pedinte, não, você não está mendigando os favores dela. Lembre-se de seu juramento. Algo chamou sua atenção para o grupo de músicos, mas ele não sabia dizer ao certo o que era, essa maldita música me parece familiar. Tentou se lembrar das poucas canções que conhecia e nada, nada vinha a mente a não ser a sensação de desconforto nos ouvidos, maldito zunido dos Sete Infernos, parou onde estava e tentou visualizar melhor os rostos dos tocadores, a iluminação onde eles estavam não era muito boa e Cão de Caça forçou um pouco a vista sem sucesso, se aproximou um pouco mais. Os bardos pareceram se agitar com a aproximação de Sandor, e cochicharam uns com os outros, Clegane inclinou um pouco a cabeça para ouvir melhor com seu ouvido bom; Tantam, tam, tam... taram, tantantan, tam, tam, tammm... tentou acompanhar o ritmo da canção mentalmente, mas quando a resposta lhe veio à cabeça seus olhos se estatelaram e em um rápido reflexo ele desviou da adaga que um dos homens que tocava um instrumento de cordas jogou em sua direção. Clegane se recompôs rapidamente e avançou contra o grupo; Chuva de Castamere... eu sabia que conhecia essa porra!

— Traidor! — Esbravejou um homem que pulou por sobre o parapeito que separava os músicos das mesas.

Ele tinha uma adaga na mão e arremeteu violentamente contra Clegane que se esquivou de três golpes e ao mesmo tempo viu que outros cinco avançavam em direção ao tablado superior onde sua senhora estava a mesa. Passarinho... temeu por sua segurança quando viu que também os homens que estavam assentados perto da entrada nos bancos, saíram debaixo de suas capas com espadas curtas nas mãos.

— Protejam Lady Sansa — esbravejou enquanto usava sua capa para envolver o braço de seu atacante e neutralizar sua arma e em seguida aplicar-lhe uma torção e lhe enforcou o pescoço. — Albar! Proteja-a! — Outros dois vieram em sua direção com suas facas e Sandor usou o corpo que tinha enforcado como escudo.

As pessoas começaram a se jogar para baixo das mesas e as mulheres gritaram de terror, Cão de Caça pegou uma tigela com ensopado quente e despejou no rosto do homem que estava na sua esquerda, se virou imediatamente e com a tigela vazia acertou a cabeça do outro bardo que tinha um grande nariz em forma de gancho. O homem cambaleou dando espaço para o saque de sua espada e Clagane cravou seu fio no topo da cabeça a dividindo como se fosse um melão de sangue. Fez um meio giro para seu flanco quando ouviu o mercenário gritando enfurecido e limpando o ensopado dos olhos acertou-lhe o estômago com um chute e abriu-lhe um talho da clavícula ao umbigo. Mya... Sandor conseguiu ver no meio da algazarra instalada na entrada do salão Mya, Mychel e mais dois rapazes segurando o grupo que se levantara, proteger Lady Sansa é a Prioridade. Pensou, enquanto se virava para ir rumo ao tablado, aos empurrões, socos e ponta pés ele abria o caminho.

Sor Albar e Eon brandiram suas espadas, o velho se interpôs entre Sansa e seus atacantes enquanto Albar subia na mesa e chutava a comida nos homens que tentavam avançar sem muito sucesso porque a mesa era larga e o Royce se esquiva dos golpes e estocava com a ponta da espada. Um dos agressores foi atingido no olho direito e caiu por cima de outros dois que despencaram de uma altura de uns dois metros direto no chão e foram atacados pelos servos do castelo com colheres, facas de destrinchar carne e porretes de madeira.

— Desça daí seu desgraçado! — Sendor estava nos degraus quando estocou um dos bardos pelas costas. — Uma ótima maneira de foder um homem...

— Venham seus porcos! — Albar parecia estar se divertindo com aquilo tudo.

Hunter estava enfrentando dois mercenários, mas o homem era velho e cansado, escorregou nas comidas que estavam espalhadas pelo chão e Sandor temeu por seu amor. Sansa se escorou na pilastra sem saída e seus agressores a cercaram:

— Sansa! Estou chegando! — Ele lutou o máximo que pode.

Deuses por favor não, empurrou os que estavam em seu caminho cortou braços e furou barrigas como se perfura um alvo, viu Sor Albar pular da mesa em cima dos homens que cercavam Lady Sansa, quatro deles caíram, mas um ficou de pé e a segurou pela garganta.

— Bastado! — Sandor salivava ensandecido pelo calor do momento e a possibilidade de presenciar a morte do Passarinho. — Sansaaa!

O homem de cabelos ralos e grisalhos com a cara repleta de marcas da rubéola lambeu o belo rosto da Stark e levantou o punhal, mas Lady Sansa foi mais rápida e cravou uma adaga debaixo de seu queixo que perfurou o céu de sua boca e seu cérebro causando morte instantânea. Ela puxou a arma e o jato de sangue esguichou e sujou suas vestes:

— Sansa, estou aqui — Sandor a tomou pela mão e verificou se não estava ferida.

— Estou bem — ela respondeu como se lesse seus pensamentos.

Albar havia se levantado e os homens que caíram do tablado subiam a mesma escada estreita por onde Clegane subirá.

— Mate-os Cão!

E ele o fez, matou até o último dos mercenários enviados pelos Lannister. Naquela noite depois do massacre Sandor Clegane não se apartou da porta do quarto onde Sansa Stark dormia. A noite se fora, ele entrou no quarto de sua senhora, o lugar estava a meia luz de uma lareira onde fumegava um fogo baixo viu que Myrcalla e Iris dormião juntas no tapete cobertas por grossas peles. Vamos as tramoias, seu raciocínio foi interrompido quando Sansa se mexeu bruscamente na sua cama fazendo barulhos indistintos com sua boca.

Sandor se abaixou e tirou a luva de couro de sua destra e tapou a boca da garota Redfort que abriu os olhos assustada e logo viu Clegane fazendo sinal para que ela ficasse calada:

— Venha até fora dos aposentos — ele a instruiu aos sussurros. Não esperou respostas apenas se ergueu e caminharam com lentidão em direção a porta.

Após uma longa espera Iris apareceu no corredor usando uma túnica e sapatos de pele de carneiro, ela bocejava e seus olhos estavam meio avermelhados um sintoma de embriagues causado pelo forte vinho condimentado.

— O que foi agora?

Cão de Caça estava com as costas apoiadas na parede braços cruzados e apoiado em uma única perna, sem se mover ele soltou o risinho e balançou a cabeça fazendo as negras madeixas cobrir-lhe o rosto por completo.

— Seu primo luta muito bem, me pergunto se os mercenários queriam mesmo matá-lo? — Sandor manteve a voz baixa e um ar cordial —, essa garota é esperta, uma maldita cobra.

— O que está insinuando, que ele deveria ter deixado aquele bando me matar e morrer honrosamente! Não me faça piadas uma hora dessas.

Clegane analisou um pouco a garota e viu uma marca arroxeada em seu pescoço:

— Parece-me que sua noite foi... animada. — Ele saiu da posição que estava e a colocou na parede e estendeu os dois braços cercando Iris para que ela não tivesse escapatória. — Hmmmm — resmungou Cão de Caça. — Me diga, ainda consegue se divertir mais um pouco? — seu olhar ficou faminto.

Iris entendeu na hora sobre o que o homem moreno e alto estava falando, mas se fez de desentendida:

— Não sei, o que tens em mente? — nesse momento ela sentiu a mão do Cão de Caça pegar os cabelos de sua nuca.

— Vai saber...

O corredor estava vazio e tudo que se podia ouvir era o tremeluzir das chamas das lanternas de teto, archotes e tochas e um tempo depois os gemidos de Iris Redfort.

Notas finais
Espero que tenham gostado, estou muito atarefado com a faculdade, trabalho e minha rotina de treinos na academia, mas tenho já o próximo capítulo na correção com POV do nosso herói Jon Targaryen. Não deixem de acompanhar e dar seus comentários no final da leitura, estou lapidando alguns capítulo a fic já está se aproximando de seu final.