O Tempo Mudará
27 Capítulo 27 - "O Cálice de Fogo" - Parte 6
Notas iniciais
Jr estava com pressa. Precisava falar com Hagrid a sós, mas ele sempre estava rodeado dessas crianças babosas. Hoje era sábado, ou seja, dia de passeio a Hogsmead. E era onde eles estavam agora. Jr tinha sido escolhido para monitorar as crianças junto de Hagrid esse sábado. Se fosse analisar, era ele que precisava ser monitorado. E era exatamente para isso que existia Severo Snape.
Severo estava sempre na cola dele, cuidando para que ele não fizesse nenhuma besteira. Pra que?– Jr pensava — Por um acaso ele espera que eu vá gritar aos quatro ventos que sou Bartho Crouch Jr que fugiu de Askaban, sequestrou o Olho Tonto para poder matar o Potter e se infiltrar em Hogwarts? Ah, francamente!
Ele tinha ouvido que os dragões tinham chegado durante a noite, e que Hagrid precisava de ajuda com eles. Ele tinha que convencer o Hagrid a alertar o Potter sobre os dragões. Vendo que as crianças que conversavam com Hagrid tinham se afastado pra entrar na Dedos de Mel, Jr viu que agora era hora de tentar falar com ele. Coincidentemente não tinha pessoas próximos a eles.
– Hagrid! — o chamou, indo em direção onde o meio gigante estava.
– Professor Alastor. — Hagrid o cumprimentou parecendo surpreso por ele tê-lo chamado. O que era óbvio, porque desde o começo das aulas Jr nunca tinha trocado mais do que algumas palavras cordeais com ele.
– Queria conversar com você Hagrid.
– Sobre o que? — o gigante parecia desconfiado.
– É sobre os dragões e a primeira prova. Fiquei sabendo que eles chegaram durante a noite.
O sorriso de Hagrid aumentou várias polegadas, parecia até que o Jr tinha falado que ele tinha ganhado na loteria.
– Chegaram sim, o Carlinhos Weasley foi o responsável da comissão que os trouxe da Romênia.
– Sério? — surpreso com essa informação, Jr prosseguiu — O irmão do Ronald Weasley?
– Esse mesmo! Que grande menino esse Carlinhos! O senhor precisa conhecê-lo...
– Tudo bem então — Jr rapidamente interrompeu o falatório de Hagrid — O que eu queria ou melhor dizendo, o que eu acho, é que deveríamos contar ao Harry sabe sobre os dragões.
– Mas... Mas... Professor, o senhor sabe isso é confidencial — Hagrid estava assustado.
– Eu sei. Claro que sei, mas você sabe... O Potter está em desvantagem nesse Torneio. Não só em idade como em questão de conhecimentos e vamos ser realistas: não era nem para ele estar participando disso. Você sabe bem disso Hagrid!
–Sim. Achei um absurdo que Dumbledore concordou com isso, mandar o coitado do Harry literalmente pra toca de um Trasgo.
– Bom, pelo que eu saiba o Potter já derrotou um Trasgo.
– Já sim! — disse Hagrid sorrindo como se estivesse falando das façanhas de um filho — E estava no primeiro ano e era um Trasgo montanhês adulto!
– Mas você sabe Hagrid que agora a situação não envolve um Trasgo e sim um dragão. — disse Jr sombriamente — Dragões comem Trasgos se quiserem. Por isso é a nossa obrigação como professores dar uma força para o Potter que está em total desvantagem nisso.
– Concordo com o senhor. Sim é melhor que Harry saiba sobre os dragões. Ele pode chegar até a pensar em alguma coisa para derrotá-los.
Animado por ter conseguido, procurou controlar o sorriso que ia surgindo em seus lábios.
– Então você vai contar a ele? Eu poderia, mas acredito que é melhor você porque sendo aquele que esta cuidando dos dragões junto com a comissão você tem melhor acesso para mostrar ao Potter as magníficas feras. Além do mais por estar mais próximo dele sempre pode usar a desculpa de um passeio se alguém chegar a desconfiar.
– Pode deixar comigo professor. Eu falo com o Harry!
– Aproveite e fale com uma certa giganta também... — Jr disse sorrindo maliciosamente.
–O...O que está... Querendo dizer professor? — Hagrid havia ficado vermelho vivo.
–Ora Hagrid, você sabe o que eu estou querendo dizer. A tal da Madame Máxime!
Quando Hagrid ia responder, eles ouviram uma voz ao longe.
– Hagrid!
Jr levantou a cabeça e viu o Weasley vindo da direção do castelo, correndo como se o próprio Lorde estivesse atrás dele.
– Rony? O que aconteceu garoto? — Hagrid perguntou quando o Weasley chegou perto deles.
– Meu... Irmão... Está... Te... Chamando... — disse respirando pausadamente.
– Respira garoto! — Jr falou batendo nas costas de Rony e quase o derrubando.
– Professor Moody! — exclamou assustado — Não tinha visto o senhor aí.
– Percebi! — disse Jr a contra gosto.
– Rony, avise para o Harry que mais tarde eu quero falar com ele — Hagrid disse.
– Eu? Mas, Hagid você sabe que eu e o Harry não estamos mais nos falando! — Rony disse zangado.
– Não, é você que não está mais falando com o Harry. Ele já tentou falar com você várias vezes.
– Hagrid você sabe...
– Eu não quero saber, estou cansado dessa história! Fala para o Harry que quero falar com ele hoje à noite, e que ele deve trazer a capa de invisibilidade.
– Para quê? — o menino perguntou estranhando.
– Ele vai mostrar os Dragões para o Potter — Jr respondeu sem paciência.
–Sério? Mas Hagrid isso é contra as regras. — Rony estava verde.
– Mas nós devemos ajudá-lo, como amigos dele que somos! — Jr estava quase matando aquele garoto.
Cansado daquela conversa e tendo conseguido o que queria Jr resolveu voltar para o castelo. Ele se afastou sem que nenhum dos dois percebessem a ida dele, tão absortos estavam em sua discussão.
Precisava pensar em um jeito de fazer o Potter vencer um Dragão e sobreviver pra contar a história
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Hermione caminhava de volta ao castelo com Gina ao seu lado e Rony um pouco mais atrás. Eles vinham do lago negro onde Harry estava com Neville. Harry estudava enquanto Neville lia um livro que se ela não se enganava era um livro que Jr tinha dado a ele sobre plantas raras no dia da primeira aula. Quando tinha convidado Neville pra tomar chá com ele. Esse livro ajudaria muito na segunda prova, mas não era hora para pensar nisso ainda.
Tudo tinha dado certo, o nome de Harry tinha saido no calice graças ao feitiço de Tom e o bom trabalho do Jr. Agora Harry só precisava passar pela primeira prova que aconteceria dia 29 de Outubro dali 3 dias. Os Dragões ainda não tinham chegado, mas chegariam logo; o irmão de Rony, Carlinhos, trabalhava na Romênia com Dragões e Rony tinha lhe contado as últimas novidades.
Ela tinha falado ao menino para contar para o Harry sobre a prova, afinal, ele precisava saber para poder se preparar.
Como se Harry fosse conseguir vencer um dragão sem ajuda ou algum auxilio prévio.
Mas Rony disse que não ia ajudar, porque, os dois tinham brigado. Ele não acreditava que Harry não tivesse colocado o nome dele no Cálice.
Na verdade, ele estava com ciúmes. Tinha passado a vida disputando com os irmãos a atenção dos pais; em Hogwarts se tornou amigo de Harry Potter que já atraia atenção por si só; e agora ele tinha se tornado um dos campeões tribruxos... Foi a gota d´agua pro Rony.
Era divertido vê-los brigando, mas ao mesmo tempo a situação já estava enchendo o saco! Isso, porque o infeliz do Rony não desgrudava mais dela.
Hermione não tinha tempo nem de ler seus livros de arte das trevas porque ou era o Rony ou era o Harry que não desgrudavam dela! Quando Harry não estava com ela, estava com o Neville... O Neville! Para ver o nível de desespero dele por companhia.
Coisas que ele não fazia antes porque tinha Rony como companhia, agora ele fazia como acompanhar ela na biblioteca, onde ela passava a maior parte do tempo vendo seus livros de artes das trevas escondida, ou ele ficava estudando para as matérias coisa que ele não fazia a não ser que ela como uma boa amiga o obrigasse
Outra coisa que andava incomodando ela na hora de estudar era o olhar que a seguia e que a observava o tempo todo. Vitor Krum sempre ia para lá quando ela estava compenetrada com seus livros.
Ela não entendia, mas o olhar dele a incomodava. Queria saber o porquê dele ficar encarando ela por horas enquanto fingia que lia um livro ou dois. A menina não olhava para ele, mas nas raras vezes em que isso acontecia, ela encontrava os olhos dele ainda ali. O que era aquilo? Será que o corpo dela sentia ele como um inimigo? Ela não sabia, mas precisava descobrir o que o Krum queria com ela. E mais... O que ela queria com ele.
Enquanto andavam para dentro do castelo, Hermione escutou Rony resmungar atrás dela de novo. Isso definitivamente afastou sua mente dos devaneios sobre Krum.
– Aquele recado era ridículo Rony. Ninguém entenderia. — resmungou Gina ao lado dela.
– Eu sei — respondeu o menino super carrancudo.
– A burrice do meu irmão... — disse Gina baixinho pensativa. — Não sei por que ainda me surpreendo. Porque eu acho que é de família... Meus pais também. Não sei como aguento eles. Os únicos que escapam da babaquice somos eu e os gêmeos.
As palavras dela chocaram Hermone. Ela tinha escutado mal ou Gina tinha acabado de dizer que os pais dela eram babacas, e que ela não aguentava mais a família dela?
– Como assim Gina? — Hermione não conseguiu segurar a pergunta. Ela olhou rapidamente para trás, para ver se Rony as ouvia.
– O quê? — Gina pareceu perceber só agora que tinha dito aquelas coisas em voz alta — Nada!... Eu não disse nada!
– Disse sim Gina. — Hermione fingiu entender sua frustração. — Sou sua amiga pode me contar tudo o que quiser.
– Já disse que não é nada Hermione. Esqueça o que ouviu, por favor. — implorou a menina e logo se afastou correndo em direção a escadaria.
– O que deu nela? — perguntou Rony.
– Disse que tinha que estudar. — mentiu Hermione. Gina, Gina, Gina... Você com certeza acabou de me surpreender, pensou Hermione. Quem diria que ela tinha esses sentimentos guardados dentro dela? E era óbvio que ela ou os negava ou tinha medo que os outros descobrissem. Claro, Hermione não discordava em nada do que Gina tinha acabado de dizer, mas ela não era da família deles e os odiava. Os únicos que se salvavam para ela era a própria Gina e os gêmeos. O resto... Era melhor nem comentar. Mas, Gina... Gina era da família deles. Será que os odiava? Ela precisava descobrir ou no mínimo influenciar a menina... Isso poderia ser de muita ajuda no futuro.
Rony resmungou outra coisa de novo sobre o recado idiota que tinha dado sobre os dragões a Harry. Hermione suspirou. O recado que Rony pediu pra dar era tão confuso que logo ela tinha desistido. Não era uma coruja e não tinha obrigação nenhuma de fazer aqueles dois voltarem a ser amigos. Era óbvio que aquele era um meio indireto que Rony tinha arranjado de se redimir com a desconfiança dele em relação ao Harry... Afinal o que dava pra concluir do recado era que Harry deveria falar com o Hagrid. Ou seja, ele queria que o Harry soubesse que a primeira prova era sobre dragões, mas não queria dar o braço a torcer de ele mesmo contar.
Hermione suspirou de novo. Patético.
Pelo que Jr tinha lhe contado, os dragões tinham chegado ontem à noite. Hoje ela tinha ido de manhã com o Harry a Hogmsmead para ele arejar a cabeça um pouco e viu Jr falando com o Hagrid. Ela tinha entrado na mente do Jr e visto que ele tentava convencer o Hagrid a contar para o Harry sobre os dragões. O meio gigante convidaria Harry sutilmente para um passeio noturno, onde acidentalmente tocaria no assunto.
Hermione sorriu. Do jeito que Hagrid era idiota, era bem capaz que o tolo falasse muito mais do que o pretendido. E ela esperava que ele fizesse exatamente isso.
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Harry andava pelo corredor do castelo procurando Cedrico. Queria contar a ele sobre os dragões… Na noite anterior ele tinha acompanhado Hagrid em um passeio pela floresta. Passeio esse que terminou em um encontro com quatro dragões! Alguém realmente queria que Harry morresse. Bom isso na verdade não era uma novidade .Era?. Alguém sempre queria mata-lo
Mas o pior de tudo isso foi ter descoberto por Hagrid que o Rony sabia dos dragões e não tinha contado para ele. Aquilo foi o pior. Revoltado com seus pensamentos, Harry continuou a andar e encontrou Cedrico no pátio com seus amigos da Corvinal. Todos usavam distintivos que diziam:
"Apoie CEDRICO DIGGORY o VERDADEIRO Campeão de Hogwarts."
E “bandito” botton não fazia só isso. Se você o apertasse a mensagem desapareceria e seria substituída por outra que emitiria uma luz verde, dizendo:
"POTTER FEDE"
Harry sabia de cor e saltiado o que elas faziam as via desde que tinha sido nomeado Campeão. Engolindo sua raiva pela attitude daqueles alunos, ele se aproximou de Cedrico.
–Cedrico posso falar vom você?
–Claro. – o menino olhou paar Harry meio desconfiado, mas acabou se levantando e se afastando de seus amigos.
–Dragões – Harry disse de supetão, não querendo mais ficar perto daquele grupinho que continuava humilhando-o.
–O quê? — Cedrico perguntou confuso.
–Dragões! Essa será a Primeira Prova. Terá um para cada um de nós. – a voz de Harry foi sumindo ao se lembrar dos montros gigantes.
–Tem certeza? – Cedrico estava preocupado. Sua testa se franziu enquanto digeria a informação.
–Tenho. – Harry confirmou.
–Ok. E… Porque me contou? – Cedrico o olhou de esguelha.
–Bom, eu não sei. – Harry respondeu honestamente. — Eu descobri e o Karkaroff e a Madame Maxime também sabem… O que significa que Fleur e Krum também já devem ter descoberto. Achei que seria justo contar pra você.
Cedrico ficou olhando para ele como se não tivesse entendido aquela lógica.
–Então… Era só isso. – quando Harry ia se afastar Cedrico o chamou de volta.
– Harry! – o menino andou até ao lado de Harry e disse – Obrigado! E... Quanto aos bottons, já pedi para não usarem.
–Tudo bem. – Harry balançou a cabeça menosprezando a importância daquilo. Quando estava saindo encontrou Rony que vinha na mesma direção que ele com Hermione; Harry estava com raiva de Rony não ter contado a ele sobre os dragões que decidiu falar poucas e boas para ele. Andando ao encontro do seu ex melhor amigo, disse:
–Você é um idiota! – ele disse espumando de raiva.
–Harry! – Hermione o repreendeu, mas ele estava com tanta raiva que as palavras da amiga não iam adiantar. Talvez até piorasse a situação, mas ele não estava ligando para aquilo naquele momento.
–É mesmo? — Rony perguntou apaticamente.
–É! – confirmou Harry ficando cada vez mais vermelho.
–Só isso? – Rony perguntou com desdém.
–Só e fique longe de mim! – Harry disse emburrado.
–Ótimo! – Rony devolveu mais emburrado ainda.
Antes que ambos se afastassem cada um para o seu lado, ouviram a voz do Malfoy e da corja deles se aproximando. Outros se viraram para olhar e repararam que Malfoy e seus amigos usavam o mesmo botton que os alunos da Corvinal usavam.
Malfoy deve ter percebido que Harry o encarava de cara feia, porque logo provocou:
–Gostou Potter? Achei que você não tinha percebido eles. Nunca falou nada! — Draco apertou o botton e as palavras “Potter fede” surgiram. Toda a corja dele fez a mesma coisa e quase morreram de rir. Harry estava a ponto de perder a cabeça, quando Hermione retrucou.
– Ah, engraçadíssimo! — disse com sarcasmo a Pansy Parkinson e sua turma de garotas da Sonserina, que riam mais gostosamente do que quaisquer outros -, É realmente hilariante.
Rony estava parado. Não estava rindo, mas tampouco defendia Harry.
– Quer um, Granger? — perguntou Malfoy, oferecendo um distintivo a Hermione. — Tenho um monte. Mas não toque na minha mão agora, acabei de lavá-la, sabe, e não quero que uma sangue ruim a suje.
Uma parte da raiva que Harry vinha sentindo havia dias pareceu romper um dique em seu peito. Ele apanhou a varinha antes que conseguisse pensar no que estava fazendo. As pessoas em volta se afastaram correndo, recuaram pelo corredor.
– Harry! — gritou Hermione em tom de aviso.
– Anda, Potter, usa! — disse Malfoy em voz baixa, puxando a própria varinha.
–Harry não! — Hermione o avisou novamente.
Harry abaixou a varinha. Como aquilo era ridicilo! Com tanta coisa para se preocupar ele vai perder a cabeça logo com o Malfoy?!
–O meu pai e eu fizemos uma aposta, sabe… — o menino continuou — …Eu acho que você não dura dez minutos na 1 prova… Já ele discorda. Acha que você não chega a três!
–Olha Malfoy, não me interessa o que o seu pai diz! Ele é mal e cruel e você e patético!
O rosto pálido de Malfoy corou levemente.
– Ora seu...
– Então vê se cala essa boca! — disse Harry dando as costas a todos eles.
BANGUE!
Várias pessoas gritaram. Harry ouviu Hermione gritar. Virou e viu uma coisa branca e quente arranhar o lado do rosto dela. Ele mergulhou a mão nas vestes para apanhar a varinha, mas antes que chegasse sequer a tocá-la, ouviu um segundo estampido e um berro que ecoou pelo saguão de entrada.
– AH, NÃO VAI NÃO, GAROTO!
Harry se virou. O Professor Moody descia mancando a escadaria de mármore. Tinha a varinha na mão e apontava diretamente para uma doninha muito alva, que tremia no piso de lajotas, exatamente no lugar em que Malfoy estivera. Fez-se um silêncio aterrorizado no saguão. Ninguém exceto Moody mexia um só músculo.
Ele se virou para olhar Harry — pelo menos, o olho normal estava olhando para Harry — o outro estava apontando para dentro da cabeça.
– Ele a mordeu? — rosnou o professor. Sua voz era baixa e áspera.
– Não — respondeu Rony que estava abaixado olhando o rosto de Hermione que tinha um corte -, por pouco.
– DEIXE-O! — berrou Moody.
– Deixe... O quê? — perguntou Harry espantado.
– Não você, ele! — vociferou Moody, apontando o polegar por cima do ombro para Crabbe, que acabara de congelar em meio a um gesto para recolher a doninha branca.
Moody começou a mancar em direção a Crabbe, Goyle e a doninha, que soltou um guincho aterrorizado e fugiu em direção às masmorras.
– Acho que não! — rugiu Moody, tornando a apontar a varinha para a doninha, ela subiu uns três metros no ar, caiu com um baque úmido no chão e quicou de novo para cima.
– Não gosto de gente que ataca um adversário pelas costas — rosnou Moody, enquanto a doninha quicava cada vez mais alto, guinchando de dor. — Um ato nojento, covarde, reles...
A doninha voava pelo ar, as pernas e a cauda sacudiam descontroladas.
– Nunca... Mais... Torne... A... Fazer... Isso — continuou o professor, destacando cada palavra para a doninha que batia no piso de pedra e tornava a subir.
– Professor Moody! — chamou uma voz chocada.
A Professora Minerva vinha descendo a escadaria com os braços carregados de livros.
– Olá, Professora McGonagall — cumprimentou Moody calmamente, fazendo a doninha quicar ainda mais alto.
– Que... Que é que o senhor está fazendo? — perguntou a professora seguindo com o olhar a subida da doninha no ar.
– Ensinando — respondeu ele.
– Ensinan... Moody, isso é um aluno? — gritou a professora, os livros despencando dos seus braços.
– É... bom tecnicamente é uma doninha. – ele respondeu como se fosse a coisa mais normal do mundo.
– Não! — exclamou ela, descendo a escada correndo e puxando a própria varinha, um momento depois, com um estampido, Draco Malfoy reapareceu, caído embolado no chão, os cabelos lisos e louros sobre o rosto agora muito vermelho.
Ele se levantou, fazendo uma careta.
– Alastor, nunca usamos transformação como castigos! — disse a professora com a voz fraca. — Certamente o Professor Dumbledore deve ter lhe dito isso?
– É, deve ter mencionado — respondeu Moody, coçando o queixo displicentemente -, mas achei que um bom choque...
– Damos detenções,Alastor! Ou falamos com o diretor da casa do aluno inconsequente!
– Vou fazer isso, então — disse Moody, encarando Malfoy com intenso desagrado.
O garoto, cujos olhos claros ainda lacrimejavam de dor e humilhação, ergueu o rosto maldosamente para Moody e murmurou
– Meu pai vai saber disso!
– E uma ameça? — disse Moody em voz baixa, aproximando-se alguns passos, a pancada surda de sua perna de pau ecoando pelo saguão seguindo Malfoy em volta da arvore .
–Alastor! – McGonagal o chamou.
.-E uma ameaça? – voltou a repetir o professor.
–ALASTOR! -McGonagal exclamou com mais fimeza. Moody parou de correr atrás do Malfoy
– Bom, conheço seu pai de outras eras, moleque... Conheco histórias de seu pai que arrepiariam até esses seus cabelos engordurados... Diga a ele que Moody está de olho no filho dele... Diga-lhe isso por mim... Agora, imagino que o diretor de sua casa seja o Snape, não?
– Sim. — respondeu Malfoy cheio de rancor.
– Outro velho amigo — rosnou Moody. — Estou querendo mesmo ter outra conversa com o velho Snape... Vamos, seu moleque!
E como que invocado uma voz suave e letal foi ouvida:
– E que barulheira é essa? — Snape chegara.Harry pensou que agora sim Malfoy não seria punido. Os alunos da Sonserina gritavam tentando dar explicações. Snape apontou um dedo longo e amarelado para Malfoy e disse:
– Explique.
– Potter me atacou, professor...
– Atacamos um ao outro ao mesmo tempo! — gritou Harry.
– Malfoy atingiu Hermione! — disse Rony. — Olhe!
Rony colocou a mão no rosto de Hermione para mostrar o corte, que estava escorrendo um pouco de sangue.
–Entendo! — A voz de Snape era fria, mais fria que o normal. Harry não entendeu aquilo — Levem a Granger para a enfermaria! Ela deve ser tratada rapidamente.
Hermione se levantou e Rony foi acompanhá-la. Quando Harry ia também Moody o chamou.
–Potter – ele disse — Venha até a minha sala. Quero falar com você. – o professor se virou para Snape e disse — Quanto ao seu aluno Snape , espero que dê uma boa detenção para ele. Ele merece e você sabe!
Harry não entendeu, mas Snape sim.
–Draco, na minha sala… Agora! – ordenou imperiosamente – E são 25 pontos a menos para a Sonserina!
–O quê? — exclamaram todos os Sonserinos que estavam com Malfoy e viram a cena,
– De cada um – falou Snape apontando cada um dos sonserinos presentes , o que devia ser uns oito ou seja 200 pontos a menos pra a sonserina
Harry estranhou aquela atitude vinda do professor Snape que quase nunca dava detenções muitos menos tirando tantos pontos assim da sua casa
–Vamos Potter! – disse Moody se afastando, deixando o alvoroço entre os sonserimos indignados.
Vendo que não tinha opção, Harry acompanhou Moody à sua sala.

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