O Tempo Mudará

26 Capítulo 26 - "O Cálice de Fogo" - Parte 5


Notas iniciais
Pessoal, lançamos três capítulos seguidos para tentar compensar o tempo perdido!rs Espero que gostem! Ao longo da semana, postaremos o resto para vocês! Se houver tiver 1 recomendações postaremos até o ano novo, ma dois ou três capítulos Só posso adiantar que a parte do baile está sensacional!! As surpresas são muitas!rs Boa leitura!!

Capitulo 24 – Cálice de Fogo – Parte 5

Hermione acordou cedo no outro dia, mesmo sendo sábado. Normalmente a maioria dos estudantes teria tomado o café da manhã mais tarde, inclusive ela. Mas todos queriam ver as pessoas que colocariam seus nomes no Cálice. Embora ela não estivesse interessada em saber quem seriam os outros competidores, porque somente um a interessava. E ela sabia ele não tinha colocado seu nome no Cálice... Mas, infelizmente o nome Harry Potter ia sair do Cálice essa noite, graças ao feitiço que Jr tinha colocado nele durante a noite. Ou melhor, ela esperava que Jr tivesse feito realmente isso.

Hermione estava no salão principal ha um tempo, sentada em dos bancos, lendo um livro; quando viu Harry e Rony se aproximando dela.

– Alguém já depositou o nome? – perguntou Rony, ansioso a ela.

– Todo o pessoal da Durmstrang – respondeu ela. – Mas ainda não vi ninguém de Hogwarts.

– Aposto como tem gente que depositou ontem à noite depois que fomos todos dormir – disse Harry. – Eu teria feito isso se fosse eles... Não iria querer ninguém me olhando. E se o Cálice cuspisse o meu nome de volta na hora?

Alguém riu às costas de Harry. Hermione viu Fred, Jorge e Lino Jordan correndo escada abaixo, os três parecendo excitadíssimos.

– Resolvido – disse Fred num cochicho vitorioso a Harry, Rony e Hermione. – Acabamos de tomá-la.

– Quê? – exclamou Rony.

A Poção para Envelhecer, cabeça de bagre! – disse Fred.

– Uma gota cada um – acrescentou Jorge, esfregando as mãos de alegria. – Só precisamos envelhecer alguns meses.

– Vamos dividir os mil galeões entre os três se um de nós vencer. – disse Lino, com um largo sorriso.

–Não vai funcionar – cantou ela, feliz por acabar com a animação deles.

–E porque não, Hermione? – os gêmeos perguntaram juntos.

–Estão vendo aquilo? – ela apontou para uma linha branca que dançava em volta do Cálice – É a linha etária e foi o próprio Dumbledore quem a projetou.

–E daí? – perguntou os dois ao mesmo tempo novamente.

– E daí que um gênio como o Dumbledore não ia ser enganado por uma simples poção de envelhecimento.

–Exatamente – concordou Fred.

–E por ser tão pateticamente óbvio... – continuou Jorge.

– ... Ele não ia desconfiar – Fred terminou.

– Pronto? – perguntou Fred aos outros dois, tremendo de excitação. – Vamos então, eu vou primeiro...

Fred tirou do bolso um pedaço de pergaminho com as palavras "Fred Weasley — Hogwarts".

O garoto foi direto à linha e parou ali, balançando-se nas pontas dos pés como um mergulhador se preparando para um salto de quinze metros. Depois, acompanhado pelo olhar de todos que estavam no saguão, ele respirou fundo e atravessou a linha.

Por uma fração de segundo, Hermione achou que a coisa dera certo – Jorge certamente pensara o mesmo, porque soltou um berro de triunfo e correu atrás de Fred – mas no momento seguinte, ouviram um chiado forte e os gêmeos foram arremessados para fora do círculo dourado, como bolas de golfe. Eles aterrissaram dolorosamente, a dez metros de distância no frio chão de pedra e, para piorar a situação, ouviram um forte estalo e brotaram nos dois longas barbas brancas e idênticas.

O saguão de entrada ecoou de risadas. Até Fred e Jorge riram depois de se levantar e dar uma boa olhada nas barbas um do outro.

– Eu avisei a vocês! – disse uma voz grave e risonha, ao que todos se viraram e deram com o Professor Dumbledore saindo do Salão Principal. Ele examinou Fred e Jorge, com os olhos cintilando. – Sugiro que os dois procurem Madame Pomfrey. Ela já está cuidando da Srta. Fawcett da Corvinal e do Sr. Summers da Lufa-Lufa, que também resolveram envelhecer um pouquinho. Embora eu deva dizer que as barbas deles não são tão bonitas quanto as suas.

Fred e Jorge seguiram para a ala hospitalar acompanhados por Lino, que rolava de rir, e Harry, Rony e Hermione, também às gargalhadas, se debatiam sobre a mesa do salão.

Mais tarde enquanto eles tomavam café, várias pessoas depositaram seus nomes. Uma delas foi Angelina Johnson da Grifinória que tinha feito 17 anos a uma semana. Outro foi o Cedrico da Lufa Lufa que era um que com certeza os meninos da Grifinória não queriam que ganhasse. Para ela tanto fazia, afinal, Harry ia ganhar o Torneio e uma linda lápide. Da Beauxbatons várias alunas se inscreveram incluindo a garota Veela Fleur Delacour.

Em um certo momento, todo o salão ficou em silêncio quando Vitor Krum tinha entrado. Ele seguiu até o Cálice e enquanto depositava seu nome olhou diretamente para Hermione, com um olhar que garoto nenhum tinha dirigido a ela. Um arrepio subiu pela espinha dela...

Mas o que será que foi aquilo?

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Hermione, Harry e Rony entraram no salão principal. Já era noite e o salão estava todo iluminado com velas morcegos que voavam pelo teto como parte da decoração da festa. Agora acontecia a festa de Dia das Bruxas e, finalmente, os nomes seriam escolhidos para o Torneio. Fred e Jorge – novamente de caras lisas – pareciam ter aceitado o desapontamento muito bem.

– Espero que seja Angelina – disse Fred, quando Harry, Rony e Hermione se sentaram.

A festa das bruxas pareceu durar muito mais do que habitualmente. Talvez porque fosse o segundo banquete em dois dias. Hermione não estava interessada na comida preparada com extravagância tanto quanto das outras vezes. Como todas as pessoas no salão, a julgar pelas constantes espichadas de pescoços, as expressões impacientes nos rostos, o desassossego de todos que se levantavam para ver se Dumbledore já acabara de comer, Hermione simplesmente queria que os pratos fossem retirados e os nomes dos campeões anunciados, que o nome de Harry fosse revelado, e a outra parte de seu plano estivesse concluída.

Depois de muito tempo, os pratos voltaram ao estado de limpeza inicial, houve um aumento acentuado no volume dos ruídos no salão, que caiu quase instantaneamente quando Dumbledore se ergueu.

Ludo Bagman sorria e piscava para vários alunos. O Crouch pai, porém, parecia bastante desinteressado, quase entediado. Esse era um dos efeitos da Maldição Imperius, ela sabia. Foi no momento que salvou Jr que ela colocou sobre Crouch a Maldição. Com ela, ele iria ficar quieto até um certo tempo sobre isso, afinal, se revelasse a fuga de seu filho de sua casa revelaria todos os crimes que ela havia cometido.

Ele tinha que permanecer consciente de que Jr ainda se encontrava sobre seu poder. O que era claramente uma mentira, já que o filho dele se encontrava sentado a poucas cadeiras de distância, disfarçado como Moody. Ah... As ironias da vida!

No entanto, ela sabia que tinha um tempo limite para a Maldição; e esse limite foi atingido no dia da Copa Mundial de Quadribol. E foi dito e feito. Crouch pai tentou contar a verdade, mas Kalil que Tom tinha colocado para vigiá-lo o controlou com a Maldição Imperius e assim ele estava até agora.

Tudo isso tinha sido revelado a ela na carta que Tom lhe tinha enviado ontem por meio de Severo.

– Bom, o Cálice de Fogo está quase pronto para decidir – disse Dumbledore. – Estimo que só precise de mais um minuto. Agora, quando os nomes dos campeões forem chamados, eu pediria que eles viessem até este lado do salão, passassem diante da mesa dos professores e entrassem na câmara ao lado – ele indicou a porta atrás da mesa – onde receberão as primeiras instruções.

Ele puxou, então, a varinha e fez um gesto amplo, na mesma hora todas as velas, exceto as que estavam dentro das abóboras recortadas, se apagaram, mergulhando o salão na penumbra. O Cálice de Fogo agora brilhava com mais intensidade do que qualquer outra coisa ali, a brancura azulada das chamas que faiscavam vivamente quase fazia os olhos doerem. Todos observavam à espera... Alguns consultavam os relógios a todo momento.

A qualquer minuto acontecerá... – pensava ansiosa.

As chamas dentro do Cálice de repente ficaram vermelhas. Começaram a soltar faíscas. No momento seguinte, uma língua de fogo se ergueu no ar, e expeliu um pedaço de pergaminho chamuscado – o salão inteiro prendeu a respiração.

Dumbledore apanhou o pergaminho e segurou-o à distância do braço, de modo a poder lê-lo à luz das chamas, que voltaram a ficar branco-azuladas.

– O campeão de Durmstrang – leu ele em alto e bom som – será Vítor Krum.

– Grande surpresa! – berrou Rony, ao mesmo tempo que uma tempestade de aplausos e vivas percorreu o salão. Hermione viu Vítor Krum se levantar da mesa da Sonserina e se encaminhar para Dumbledore, ele virou à direita, passou diante da mesa dos professores e desapareceu pela porta que levava à câmara vizinha.

– Bravo, Vítor! – disse Karkaroff com a voz tão retumbante que todos puderam ouvi-lo apesar dos aplausos. – Eu sabia que você era capaz!

Os aplausos e comentários morreram. Agora todas as atenções tornaram a se concentrar no Cálice de Fogo, que, segundos depois, tornou a se avermelhar.

Um segundo pedaço de pergaminho voou de dentro dele, lançado pelas chamas.

– A campeã de Beauxbatons é Fleur Delacour!

– É ela, Rony! – gritou Harry, quando a garota que parecia uma Veela levantou-se graciosamente, sacudiu a cascata de cabelos louro-prateados para trás e caminhou impetuosamente entre as mesas da Corvinal e da Lufa-Lufa.

– Ah, olha lá, eles estão desapontados. – disse Hermione sobrepondo sua voz ao barulho e indicando com a cabeça o resto da delegação de Beauxbatons.

"Desapontados" era dizer pouco, pensou Hermione. Duas das garotas que não tinham sido escolhidas debulhavam-se em lágrimas e soluçavam, com as cabeças deitadas nos braços.

Quando Fleur Delacour também desapareceu na câmara vizinha, todos tornaram a fazer silêncio, mas desta vez foi um silêncio tão pesado de excitação que quase dava para sentir seu gosto. O campeão de Hogwarts seria o próximo... E o Cálice de Fogo ficou mais uma vez vermelho; jorraram faíscas dele; a língua de fogo ergueu-se muito alto no ar e de sua ponta Dumbledore tirou o terceiro pedaço de pergaminho.

– O campeão de Hogwarts – anunciou ele – é Cedrico Diggory!

– Não! – exclamou Rony em voz alta, mas ninguém o ouviu exceto Harry e ela; a zoeira na mesa vizinha era grande demais. Cada um dos alunos da Lufa-Lufa ficou de pé, gritando e sapateando, quando Cedrico passou por eles, um enorme sorriso no rosto, e se encaminhou para a câmara atrás da mesa dos professores. Na verdade, os aplausos para Cedrico foram tão longos que passou algum tempo até que Dumbledore pudesse se fazer ouvir novamente.

– Excelente! – exclamou Dumbledore feliz, quando finalmente o tumulto serenou. – Muito bem, agora temos os nossos três campeões. Estou certo de que posso contar com todos, inclusive com os demais alunos de Beauxbatons e Durmstrang, para oferecer aos nossos campeões todo o apoio que puderem. Torcendo pelo seus campeões, vocês contribuirão de maneira muito real...

Mas Dumbledore parou inesperadamente de falar, e tornou-se óbvio para todos o que o distraíra. Hermione, desde momento que o nome de Cedrico tinha saído do Cálice, não tinha retirado os olhos dele. Até ele fazer o que ela tanto queria. Ainda não acabou, Hermione pensou. O fogo no Cálice tinha acabado de se avermelhar outra vez.

Expeliu faíscas. Uma longa chama elevou-se subitamente no ar e ergueu mais um pedaço de pergaminho. Com um gesto aparentemente automático, Dumbledore estendeu a mão e apanhou o pergaminho.

Ergueu-o e seus olhos se arregalaram para o nome que viu escrito.

Hermione colocou a mão na boca para esconder o sorriso. Pela cara do velho tinha dado certo. Tinha dado certo!

Houve uma longa pausa, durante a qual o velho mirou o pergaminho em suas mãos talvez esperando que o nome escrito subitamente mudasse e todos no salão tinham se fixado em Dumbledore. Ele pigarreou e leu...

– Harry Potter.

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Harry ficou sentado ali, consciente de que cada cabeça no Salão Principal se virara para ele. Sentia-se atordoado. Entorpecido. Sem dúvida estava sonhando. Não ouvira direito.

Não houve aplausos. Um zunido, como o de abelhas enraivecidas, começou a encher o salão. Alguns estudantes ficaram em pé para ter uma visão melhor de Harry, sentado ali, imóvel, em sua cadeira.

Na mesa principal, a Professora Minerva se levantara e passara por Ludo Bagman e pelo Professor Karkaroff para cochichar urgentemente com o Professor Dumbledore, que inclinara a cabeça para ela, franzindo ligeiramente a testa.

Harry se virou para Rony e Hermione, mais além, viu toda a longa mesa da Grifinória observando-o, boquiaberta.

– Eu não inscrevi meu nome – disse Harry sem saber o que dizer. – Vocês sabem que não.

Os dois apenas olharam para ele também, sem saber o que responder.

Na mesa principal, o Professor Dumbledore se aprumou, acenando a cabeça afirmativamente para a Professora Minerva.

– Harry Potter! – tornou ele a chamar parecendo consternado. – HARRY POTRER!

Harry já não queria levantar e depois daquele grito e da raiva que ele via nos olhos de Dumbledore ele não quis mesmo.

– Anda – murmurou Hermione, dando um leve empurrão em Harry.

O garoto ficou de pé, pisou na barra das vestes e tropeçou brevemente.

Saiu pelo espaço entre as mesas da Grifinória e da Lufa-Lufa. Teve a impressão de estar fazendo uma longuíssima caminhada, a mesa principal parecia não chegar mais perto e ele sentia centenas de olhos fixos nele, como se cada um fosse um refletor. O zum-zum não parava de crescer. Depois do que lhe pareceu uma hora, o garoto chegou diante de Dumbledore, sentindo fixos nele os olhares dos professores.

– Bom... Pela porta – disse Dumbledore. O diretor não sorria.

Harry passou pela mesa dos professores. Hagrid estava sentado bem no fim. Mas não piscou para Harry, nem acenou nem fez qualquer dos sinais habituais para cumprimentá-lo. Parecia inteiramente perplexo e olhou para Harry quando este passou, como os demais. O garoto passou pela porta e se viu em um aposento menor, com as paredes cobertas de retratos a óleo de bruxas e bruxos.

Um belo fogo rugia na lareira em frente. Os rostos nos retratos se viraram para olhá-lo quando ele entrou.

Surpreendeu uma bruxa encarquilhada passando rapidamente da moldura do próprio retrato para a moldura vizinha, que enquadrava um bruxo de bigodes de morsa. A bruxa encarquilhada começou a cochichar no ouvido do colega.

Vítor Krum, Cedrico Diggory e Fleur Delacour estavam reunidos em torno da lareira. Pareciam estranhamente imponentes, recortados contra as chamas.

Krum, curvado e pensativo, apoiava-se no console da lareira, ligeiramente afastado dos outros. Cedrico estava parado com as mãos às costas, contemplando o fogo. Fleur Delacour virou a cabeça quando Harry entrou e jogou para trás a cascata de cabelos longos e prateados.

A porta às costas deles se abriu e um grande grupo de pessoas entrou: o Professor Dumbledore, seguido de perto pelo Sr. Crouch, o Professor Karkaroff, Madame Maxime, a Professora McGonagall e o Professor Snape. Harry ouviu o zum-zum de centenas de estudantes do outro lado da parede, antes da Professora McGonagall fechar a porta.

– Isso é uma conspirrração, uma conspirrração! – gritava Madame Maxine.

– Parem, não consigo pensar. – Dumbledore gritava com os outros. Desceu as escadas correndo, ele nunca tinha visto Dumbledore correr. Ele chegou até Harry, suas grossas mãos segurando os ombros de Harry a ponto de doer.

– Você depositou seu nome no Cálice de Fogo, Harry? – perguntou Dumbledore rapidamente.

– Não! – respondeu Harry temeroso com a reação de Dumbledore. Nunca o tinha visto assim.

– Você pediu a um aluno mais velho para depositá-lo no Cálice de Fogo para você? – tornou a perguntar o diretor.

Não! – disse Harry com veemência.

– Você tem absoluta certeza? – perguntou novamente o velho professor apontando o dedo pra ele.

Harry só conseguiu confirmar com a cabeça.

– Ah, mas é clarrro que ele está mentindo! – exclamou Madame Maxime, batendo a mão no lustre repleto de velas, e seu imenso peito coberto de cetim negro se estufou – Que significa isso, Dumbly-dorr? – perguntou imperiosamente.

– Eu também gostaria de saber, Dumbledore. – disse o Professor Karkaroff. Em seu rosto havia um sorriso inflexível e seus olhos azuis eram duas lascas de gelo.

– Dois campeões de Hogwarts? Não me lembro de ninguém ter me dito que a escola que fosse cediar o torneio poderia ter dois campeões... Ou será que não li o regulamento com a devida atenção? – Ele deu um sorrisinho maldoso.

– Impossível! – exclamou Madame Maxime, cujas enormes mãos com numerosas e soberbas opalas descansavam no ombro de Fleur. – Hogwarts não pode terr dois campeons. Serrria muito injusto.

– Tivemos a impressão de que a sua linha etária deixaria de fora os competidores mais jovens, Dumbledore – disse Karkaroff, o sorriso inflexível ainda no rosto, embora seus olhos estivessem mais frios que nunca. – Do contrário, teríamos, naturalmente, trazido uma seleção de candidatos mais ampla de nossas escolas.

– Não é culpa de ninguém, exceto de Potter, Karkaroff. – falou Snape suavemente. Seus olhos negros brilharam de malícia. – Não saia culpando Dumbledore pela determinação de Potter de desobedecer às regras. Ele não tem feito nada exceto transgredir limites desde que chegou aqui...

– Muito obrigado, Severo. – disse Dumbledore com firmeza, e Snape se calou, embora seus olhos continuassem a brilhar maldosamente por trás da cortina de cabelos negros e oleosos.

O Professor Dumbledore olhou novamente para Harry, que o encarou, tentando perceber a expressão dos olhos do diretor por trás dos oclinhos de meia-lua.

– Ele não poderia ter atravessado a linha etária. – interpôs a Professora Minerva energicamente. – Tenho certeza de que todos concordamos nisso...

– Dumbly-dorr deve terr se enganado ao traçarr a linha – concluiu Madame Maxime, encolhendo os ombros.

– É claro que isto é possível. – respondeu Dumbledore polidamente.

– Dumbledore, você sabe muito bem que não se enganou! – exclamou a Professora Minerva, aborrecida. – Francamente, que tolice! Harry não poderia ter cruzado a linha pessoalmente, e como o Professor Dumbledore acredita que ele não convenceu um colega mais velho a fazer isso por ele, decerto isto deveria bastar para todos nós!

Ela lançou um olhar muito zangado ao Professor Snape.

– O Cálice é um objeto mágico extremamente poderoso de grande poder! – disse Moody. – Somente um feitiço extremamente poderoso poderia confundi-lo. E esse tipo de feitiço é demasiado complexo para o conhecimento de um aluno do quarto ano!

– Você parece ter pensado muito no assunto olho tonto – disse Karkaroff com raiva.

– Há pessoas que usam ocasiões inocentes em proveito próprio. – retrucou Moody num tom ameaçador. – Talvez tenha esquecido, mas meu trabalho é pensar como os bruxos das trevas pensariam, Karkaroff, talvez você lembre disso...

– Sr. Crouch... Sr. Bagman. – começou Dumbledore – Os senhores são os nossos... Hum... Juízes objetivos. Certamente os senhores podem dizer o que deve ser feito. Bartho a decisão é sua.

Bagman enxugou o rosto redondo e infantil com o lenço e olhou para o Sr. Crouch, que estava parado fora do círculo das chamas da lareira, o rosto semi oculto pelas sombras. Parecia um pouco sobrenatural, a obscuridade fazia-o parecer muito mais velho, emprestando-lhe quase uma aparência de caveira. Quando falou, porém, foi em seu tom habitualmente seco.

– O Cálice de Fogo é um item contratual mágico. Devemos obedecer ao regulamento e o regulamento diz claramente que as pessoas cujos nomes saírem do Cálice de Fogo devem competir no Torneio. O senhor Potter não tem escolha a não ser a de participar no Campeonato.

– Eu insisto em tornar a submeter os nomes do restante dos meus alunos – disse Karkaroff. Ele agora deixara de lado seu tom untuoso e o sorriso. Seu rosto tinha uma expressão realmente feia. – Vocês prepararão novamente o Cálice de Fogo e continuaremos a depositar nomes até cada escola ter dois campeões. Seria o justo, Dumbledore.

– Mas Karkaroff, a coisa não funciona assim – comentou Minerva – O Cálice de Fogo se apagou, e não voltará a arder até o inicio do próximo Torneio...

– ... No qual Durmstrang, com toda a certeza, não irá competir! – explodiu Karkaroff – Depois de tantas reuniões e negociações e tantos compromissos, eu não esperava que acontecesse uma coisa desta natureza! Tenho até vontade de me retirar agora mesmo!

– Uma ameaça inútil, Karkaroff – rosnou Moody. – Você não pode abandonar o seu campeão agora. Ele tem que competir. Todos têm que competir. Um ato contratual mágico, conforme disse Dumbledore. Conveniente, não é mesmo?

– Conveniente? – perguntou Karkaroff. – Receio não estar entendendo, Moody.

Harry percebeu que o bruxo tentava parecer desdenhoso, como se não valesse a pena dar atenção ao que Moody dissera, mas suas mãos o traíam, tinham se fechado em punhos.

– Não mesmo? – perguntou Moody em voz alta. – É muito simples Karkaroff. Alguém depositou o nome de Harry naquele Cálice sabendo que o garoto teria que competir se saísse o seu nome.

– Enviaram alguém que querrria oferrrecer a Hogwarts duas oporrrtunidades de vancerrr! – comentou Madame Maxime.

– Eu concordo, Madame Maxime. – disse Karkaroff, com uma reverência. – Vou reclamar com o Ministério da Magia e a Confederação Internacional dos Bruxos...

– Se alguém tem razão para reclamar é o Potter – rosnou Moody – Mas... O que é engraçado... Não estou ouvindo ele dizer uma única palavra...

– Por que ele irrria reclamar? – disse Fleur Delacour de repente, batendo o pé. – Ele tam a chance de competirrr, não é? Durrrante semanas vivemos a esperrança de serr escolhidos! A honrra de nossas escolas! Mil galeões de prrêmio, é uma chance pela qual muita jante morrrerrria!

– Talvez alguém tenha esperança de que Harry morra – disse Moody, com um leve vestígio de rosnado na voz.

Seguiu-se um silêncio extremamente tenso às suas palavras. Ludo Bagman, que parecia de fato muito ansioso, balançou-se nervoso e disse:

– Moody, meu caro... Que coisa para você dizer!

– Todos sabemos que o Professor Moody considera a manhã perdida se não descobrir seis conspirações para assassiná-lo antes do almoço – disse Karkaroff em voz alta. – Pelo visto, agora está ensinando a seus alunos o medo de serem assassinados, também. Uma estranha qualidade para um professor de Defesa Contra as Artes das Trevas, Dumbledore, mas com toda a certeza você tem suas razões.

– Será que estou imaginando coisas? Vendo coisas? – rosnou Moody. – Foi um bruxo ou uma bruxa habilitada que pôs o nome do garoto naquele Cálice...

– Ah, que prrova há disso? – exclamou Madame Maxime, erguendo as enormes mãos.

– O feitiço para confundir o Cálice teria que ser um feitiço para confundir excepcionalmente forte para mistificar aquele Cálice a ponto de fazê-lo esquecer que apenas três escolas competem no torneio como disse antes... Estou imaginando que alguém tenha inscrito Potter em uma quarta escola, para garantir que ele fosse o único de sua categoria...

– Você pensou muito no assunto não é mesmo? – disse Karkaroff com raiva – e não deixa de ser uma teoria criativa, embora, é claro, eu tenha ouvido dizer que recentemente você meteu na cabeça que um dos seus presentes de aniversário continha um ovo de basilisco ardilosamente disfarçado e o fez em pedaços antes de se dar conta de que era um relógio de viajem. Então você compreenderá se não o levarmos inteiramente a sério...

– Olha aqui... – rosnou Moody, colocando a mão no bolso.

– Alastor! – exclamou Dumbledore em tom de aviso. Harry se perguntou por um momento com quem ele estaria falando, mas logo percebeu que "Olho-Tonto" não poderia ser o verdadeiro nome de Moody. Este se calou, embora ainda observasse Karkaroff com satisfação, o rosto de Karkaroff estava em brasa.

– Como foi que essa situação surgiu, não sabemos. – disse Dumbledore dirigindo-se às pessoas reunidas na sala. – Parece-me, no entanto, que não temos alternativa alguma senão aceitá-la. Os dois, Cedrico e Harry, foram escolhidos para competir no Torneio. E, portanto, é o que farão... Bartho, poderia lhes explicar sobre a primeira prova?

Depois das explicações do Sr. Crouch sobre a primeira prova, Harry percebeu que ele parecia estar passando mal. Havia sombras escuras sob seus olhos e sua pele enrugada tinha uma aparência frágil que lembrava papel, traços que não estavam ali durante a Copa Mundial de Quadribol. Dumbledore dispensou Harry e Cedrico para irem dormir. No caminho para o dormitório, em uma breve conversa com Cedrico, Harry percebeu que o menino não acreditava que ele não tinha colocado o nome no Cálice.

Será que mais alguém além de Rony e Hermione acreditaria nele ou iriam todos pensar que se inscrevera no Torneio? Contudo, como é que alguém podia pensar uma coisa dessas, quando ele ia enfrentar competidores que tinham mais três anos de educação mágica – quando ia enfrentar tarefas que não somente pareciam perigosas, mas que deveriam ser executadas diante de centenas de pessoas? E, ele pensara nisso... Devaneara sobre isso... Mas fora brincadeirinha, verdade, uma espécie de sonho descomprometido... Jamais considerara seriamente se inscrever, verdade...

Mas alguém considerara isso... Alguém quisera vê-lo no Torneio, e tomara providências para tanto. Por quê? Para lhe fazer um gosto? Tinha a impressão que não...

Para vê-lo fazer papel de bobo? Bom, provavelmente ia ter o seu desejo satisfeito... Mas, para vê-lo morto? Moody estaria agindo com a sua paranoia habitual? Alguém não poderia ter posto o nome de Harry no Cálice de Fogo de brincadeira, para pregar uma peça? Será que alguém queria realmente vê-lo morto?

Essa pergunta Harry pôde responder na hora. Sim, alguém queria vê-lo morto, alguém queria vê-lo morto desde que tinha um ano de idade... Lord Voldemort.

Mas como é que o bruxo conseguira providenciar para que o nome de Harry fosse posto no Cálice de Fogo? Estava supostamente muito longe, em algum país distante, escondido, sozinho... Fraco e impotente...

No entanto, naquele sonho que tivera, pouco antes de acordar com a cicatriz doendo, Voldemort não estava sozinho... Estava falando com Rabicho... Conspirando para matar Harry...

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Severo olhava Dumbledore de cabeça baixa encarando a Penseira. Parecia estar perdido em pensamentos e envelhecido mais dez anos da sua expressão cansada, o que não era pra menos, depois de tudo o que aconteceu.

Tudo esperado claro, ele estava impressionado. Jr tinha feito tudo direito, ele chegou a ver a hora que Jr ia se entregar quando discutia com Karkaroff, mas ele conseguiu se controlar. Por pouco Severo não viu fumaça de tanta raiva que exalava de Karkaroff.

Ele, Minerva e Jr estavam na sala do diretor. Ela não parava de tentar convencer o velho a tirar o Potter da competição...

– Alvo você não pode permitir isso! É óbvio que é uma armadilha! Você não pode deixar Potter participar!

– Você ouviu Bartho, as regras são claras. – ele respondeu.

– O diabo com o Bartho e ao diabo com as suas regras e desde quando se submete ao Ministério?

Percebendo que esse discurso de libertação da Minerva podia fazer com que Dumbledore mudasse de ideia, resolveu intervir.

– Se me permite, acredito que devido aos recentes acontecimentos deveríamos fazer que tudo siga seu curso para sabermos o que esta por trás dessas coisas.

– O que? Usá-lo como isca? – perguntou indignada Minerva – Potter é um menino não um pedaço de carne!

– Eu concordo... com Severo. – a voz de Dumbledore acabou com a discussão.

Severo não conseguiu esconder sua satisfação. Minerva ficou indignada com a escolha de Dumbledore e se afastou até a porta.

– Alastor. – Dumbledore chamou.

– Sim?

– Fique de olho no Harry discretamente. Ele já deve estar bem nervoso com tudo isso, não precisamos acrescentar mais coisas a sua cabeça. – enquanto ele falava colocou a varinha na cabeça e dela saiu um fio branco que ele jogou dentro da Penseira. Devia ser alguma memória. – Por enquanto vamos descansar, todos temos muitas coisas em que pensar.

Severo, Jr e Minerva saíram do escritório de Dumbledore. Ninguém pronunciou nenhuma palavra. Minerva foi até a Torre da Grifinória sem nem dar boa noite. Que mal humor! – Severo pensou divertido.

Quando viram que estavam sozinhos Severo falou

– Parabéns! – disse secamente.

– Severo Snape me dando os parabéns? Não esperava viver pra ver isso – disse sarcasticamente Jr.

– Não seja petulante. Eu que não achava que viveria pra ver você fazendo algo certo. O que ultimamente foram muitas coisas: o sequestro do Moody; o feitiço no Cálice... O que aconteceu a dez anos quando você estava sob o Feitiço Imperius colocou as coisas no lugar na sua cabeça? – Severo perguntou sarcasticamente.

Viu a cara de Jr. se fechar ao ouvir isso. Severo percebeu que tinha pisado em um terreno no qual não deveria.

– Não era a minha intenção falar sobre isso... – disse sucintamente.

– Que seja! – Jr rosnou zangado — E não, não foi o feitiço, foi a Milady. Ela é uma ótima influência! Devo tudo a ela. Ela me libertou, me abrigou, me deu sua confiança, um lugar ao lado do Lorde e dela e do alcance dos planos deles.

Severo ficou surpreso com a devoção nas palavras dele, e não conseguiu evitar de perguntar.

– Você é muito leal a eles, não é?

– Claro! Você não? – Jr perguntou desconfiado.

Severo não viu necessidade de responder aquela pergunta.

– Mais uma parte do plano de Milady foi concluído, agora precisamos fazer o Potter vencer a primeira prova. – Severo suspirou cansado – Ela vai envolver dragões.

–É – Jr disse refletindo – Já sei o que vou fazer. É lógico que quando os dragões chegarem quem vai cuidar deles é o Hagrid.

– Hagrid é muito amigo do garoto. – Snape disse com nojo.

– E eu vou usar isso ao nosso favor. Vou convencer o gigante a contar ao garoto sobre os dragões. Depois apareço como o professor abnegado que quer ajudá-lo – Jr disse gargalhando.

Severo ficou impressionado com o plano que Jr já tiinha formado na cabeça dele.

– Ninguém vai desconfiar. Pelo menos não Dumbledore afinal, ele me pediu pra ficar próximo do Harry. Estou lhe dando ajuda e ainda fazendo de tudo pra que ele sobreviva. Eu não sou um professor maravilhoso? – perguntou Jr a Snape dando risada.

Severo não aguentou e riu junto com ele.

–Vamos acabar logo com isso.

Notas finais
Deixem reviews nos tres capítulos! E recomendações :) Até mais!