O Tempo Mudará

33 Capítulo 33 - "O Cálice de Fogo" - Parte 12


Notas iniciais
Gente voltamos! desculpa a demora, mais um capitulo pra vcs, aproveitem e prestem bem atenção

Hermione, Harry e Rony tinham conseguido uma cabine só para eles dentro do trem. Um mês tinha se passado desde a última prova. Um mês... E para ela parecia que tudo tinha acontecido ontem. O ano letivo tinha acabado e eles estavam indo embora para casa novamente. Antes de embarcarem, tinha sido feito um almoço com todas as escolas visitantes, que também iriam embora naquele dia.

No salão, ao invés da decoração com as bandeiras e as cores da Casa Vencedora da Taça das Casas, como todo ano acontecia, só o que havia eram panos negros. Panos que representavam o luto pela morte de Cedrico.

A escola inteira estava parada, cabisbaixa, sem sorrir; mesmo com as férias se aproximando. Hermione também estava triste... Mas não era por Cedrico, e sim por Jr. Ele tinha sido pego. Naquela noite, assim como ela tinha dito para Severo fazer, ele deu a poção para Jr tomar e ele contou uma versão totalmente diferente da real, retirando qualquer atuação dela ou de Severo no plano. Mas mesmo com isso eles não conseguiram evitar que ele fosse detido por Dumbledore, afinal, mesmo com as lembranças modificadas, os acontecimentos não o eximiam da culpa.

Hermione tinha passado a noite inteira na Ala Hospitalar sentada ao lado da cama de Harry, que tinha sido enviado para lá depois de tudo o que tinha acontecido. Ela ficou lá ao lado dele que se encontrava dopado, pensando em um jeito de salvar o Jr e alguma ideias surgiram em sua cabeça, mas ela precisava de mais tempo. Pensava que ele seria enviado de volta a Askaban, sendo vigiado pelos Dementadores dia e noite, e com isso ela pretendia, com a influência de Tom, convencer os Dementadores a soltá-lo. Esse era seu plano mais concreto... Mas ele não pode ser feito. Hermione fechou os olhos no trem, sentindo dor ao lembrar.

O Ministro da Magia, Cornélio Fudge, estava presente na última prova e foi comunicado que um prisioneiro de Askaban estava disfarçado como um dos professores. Cagão como ele era, pediu mais segurança para ele e um desses seguranças foi um Dementador. Jr., que estava sob o efeito da Oblivion, estava sendo vigiado em uma sala por Minerva, e acabou recebendo uma visita nada agradável. Fudge, na manhã seguinte, insistiu que queria ver o prisioneiro e entrou na sala com o Dementador, que de acordo com ele, estava lá somente para sua segurança. Mas parece que o Dementador esqueceu de ser informado disso... E atacou o Jr. O Dementador o beijou, como todos os bruxos costumavam dizer. Ele sugou a alma dele. Completamente.

Hermione não tinha acreditado quando escutou essas palavras saindo da boca da professora MacGonagal, que estava furiosa contando o que tinha acontecido ao Dumbledore e com o idiota do Fudge ao lado dela com uma cara de quem não sabia o que tinha feito de tão errado. Eles estavam na enfermaria naquela hora. Harry tinha acabado de acordar. Hermione tinha ficado a noite inteira pensando em um jeito de salvar o Jr. e de repente recebe a notícia de que ele estava sem alma. Ela se sentia péssima porque não tinha conseguido proteger ele!

Jr. contava com ela, e ela tinha falhado... Com os poderes dela de trazer os mortos de volta a vida tendo acesso à alma deles, ela poderia ter trazido ele de volta, mas até isso tinha sido negado a ele, porque o Jr. não tinha morrido. Ele estava vivo... Mas sem alma. Tudo porque o Dementador a tinha comido. Hermione não poderia salvá-lo!

Alguns dias depois Jr. tinha sido enviado de volta a Aaskaban para a área onde ficavam aqueles que tinham tido suas almas sugadas. O lugar onde todos que já tinham recebido a última punição possível no mundo mágico, ficavam. A punição mais terrível do que a morte: o Beijo do Dementador.

Durante o mês que faltava para o término do Ano Letivo, o clima na escola foi diferente; tenso, com a morte de Cedrico. E os artigos que tinham sido feitos pela Rita sobre o Harry ser louco tinha feito várias pessoas se afastarem deles. Provavelmente pensando se não tinha sido o próprio Harry quem tinha matado Cedrico em um ato de loucura.

Hermione tinha tentado várias vezes contato com Tom, mas ela sabia que não conseguiria. Depois que ele voltou a ter um corpo ele ia entrar em uma espécie de hibernação onde procuraria descansar esse novo corpo e recuperar suas energias. Ela não sabia quanto tempo ia durar esse sono... Podia ser uma semana, duas semanas, um mês, um ano. Isso ia depender dele. O jeito era esperar as aulas acabarem para poder ir atrás dele onde ele estava descansando.

No almoço que tinha tido antes de todos os alunos voltarem a suas casas, o palanque dos professores estava igual, mas ao mesmo tempo diferente, pois no lugar de Jr. estava o verdadeiro Alastor Moddy, agora totalmente recuperado do ano inteiro sequestrado. Ele estava mais paranoico do que o costume, mas Hermione não tirava a razão dele. Todos os outros professores estavam lá menos Karkaroff, que tinha fugido na mesma noite da prova. Ele tinha se aproveitado da confusão com a morte de Cedrico. Covarde! Mas a hora dele ia chegar... Ah, se ia!

Severo estava também no palanque, com uma cara mais amargurada do que o normal. Ele podia fingir que o estado de Jr. não o afetava, mas a verdade é que afetava sim. Principalmente agora que Dumbledore o estava obrigando a ser um espião dentro do grupo dos Comensais. Na manhã em que Hermione ficou sabendo do estado do Jr., Dumbledore começou a agir. Ele mandou reunir a Ordem da Fênix, uma antiga ordem de bruxos que tinham lutado contra Tom e os pais dela ha quatorze anos atrás.

E o Velho também tinha se voltado para o Severo, pedindo ajuda. Severo teria que ser espião dele novamente. Afinal, a mando de Tom, Severo tinha se tornado espião de Dumbledore entre os Comensais quatorze anos atrás e graças a isso tinha se livrado de Askaban, pois foi tão convincente em seu papel que até Dumbedore tinha acreditado em sua lealdade para com ele. Tinha haver com alguma coisa sobre fingir ser apaixonado pela mãe do Harry e estar arrependido de ter colocado ela em perigo ao ter revelado a Tom sobre a profecia... Bom, Hermione não se dava ao trabalho de pensar sobre isso. O importante era que Severo estava seguro e com um ótimo papel para desempenhar.

No almoço, Dumbledore tinha feito um discurso lamentando a morte de Cedrico e de como todos tinham sido unidos por essa morte naquele ano. Ele contou a todos que a pessoa que tinha matado Cedrico tinha sido Volemort, ou seja, ele revelou que Tom tinha voltado. Todos tinham tremido, óbvio, e muitos inconscientemente, se negaram a acreditar. Principalmente se consideraram que ninguém falava sobre isso: os jornais bruxos não falavam nada; o Ministério não falava; e se todos estavam tão calados assim, se devia ao fato de que o próprio Ministro da Magia, Cornélio Fudge, se negava a acreditar na história.

Na manhã seguinte à prova, na Ala Hospitalar, Dumbledore tinha contado a eles (Hermione, Harry e Rony) a verdade: que Jr., com as memórias modificadas, lhe tinha revelado a “verdade” e que o que ele disse batia com a versão do Harry dos fatos. Fudge não acreditou no Velho e Dumbledore, por causa disso, tinha quebrado qualquer tipo de aliança que ele tinha com o Ministro. Hermione ficou contente com esse fato, pois como todos se negavam a acreditar, significava que ninguém estaria preparado ou em alerta para quando a bomba realmente explodisse e Tom viesse reivindicar seus objetivos de quatorze anos atrás.

– Hermione... Hermione!

– O que foi? – ela perguntou para o Rony que a balançava com força. Ela estava tão longe lembrando das coisas que tinham acontecido, que nem percebeu que já estavam no meio do caminho. De volta para casa.

– Estava te chamando porque o carrinho de doces vai passar daqui a pouco. – Rony falou olhando de modo estranho para ela. – O que aconteceu? Você estava totalmente longe.

– Não é nada. Só estava pensando nas medidas que Dumbledore vai tomar agora contra Você-Sabe-Quem.

– Acham que ele vai usar Snape como espião? — perguntou Harry.

– O professor Snape? — perguntou Rony em descrença.

Começaram a conversar sobre as medidas que Dumbledore poderia estar tomando naquele instante para deter Voldemort, quando o carrinho de comida chegou.

Ao voltar do carrinho, Hermione guardou o troco na mochila e apanhou um exemplar do Profeta Diário que levava ali. Hermione viu Harry olhar, mas não falar nada. Com certeza ele temia que fosse encontrar massacres em massa como manchete. Calmamente ela olhou para ele e disse:

– Não tem nada aqui. Pode ver por você mesmo, não tem nada. Estive verificando todos os dias. Só uma pequena notícia no dia seguinte à terceira tarefa, dizendo que você ganhou o Torneio. O jornal sequer mencionou Cedrico. Nenhum comentário sobre nada. Se vocês me perguntarem, acho que Fudge está obrigando o jornal a se calar.

– Ele jamais faria Rita se calar. — disse Harry. — Não sobre uma história dessas!

– Ah, Rita não tem escrito nada desde a terceira tarefa. — disse Hermione, com uma voz estranhamente contida. – Aliás, — acrescentou, agora com a voz ligeiramente trêmula -, Rita Skeeter não vai escrever nadinha por algum tempo. A não ser que queira que eu ponha a boca no trombone sobre ela.

– Do que é que você está falando? — perguntou Rony.

– Descobri como é que ela fazia para escutar conversas particulares já que estava proibida de entrar nos terrenos da escola. — explicou a garota depressa.

– Como é que ela fazia? — perguntou Harry na mesma hora.

– Como foi que você descobriu? — perguntou Rony, olhando admirado para ela.

– Bom, na realidade, Rita Skeeter — a voz de Hermione tremeu de silencioso triunfo — é um animago clandestino. Ela pode se transformar... — Hermione tirou um frasco lacrado de dentro da mochila. — ... Em besouro.

– Você está brincando! — exclamou Rony. — Você não... Ela não está...

– Ah, está! — respondeu Hermione com ar de felicidade, mostrando o frasco para eles. Ela tinha adorado fazer isso. Dentro do frasco havia uns gravetos e folhas e um grande e gordo besouro.

– Nunca... Você está brincando... — sussurrou Rony, erguendo o frasco à altura dos olhos.

– Não, não estou! — disse Hermione, com um largo sorriso. — Apanhei-a no peitoril da janela da enfermaria. Olhe com atenção e você vai notar as marcas em volta das antenas exatamente iguais as daqueles óculos horrorosos que ela usa.

Hermione apanhou o frasco da mão de Rony e sorriu para o besouro, que zuniu irritado contra o vidro.

– Já avisei a ela que só vou soltá-la quando chegarmos a Londres. Lancei um Feitiço Antiquebra no frasco, entendem, para ela não poder se transformar. E avisei, também, que ela vai ter que guardar a pena só para ela durante um ano. Vamos ver se ela não perde o hábito de escrever mentiras horríveis sobre as pessoas.

Sorrindo serenamente, Hermione tornou a guardar o besouro na mochila. A porta da cabine se abriu.

– Muito esperta, Granger. — exclamou Draco Malfoy da porta.Crabbe e Goyle vinham atrás dele. Os três pareciam mais satisfeitos com eles mesmos, mais arrogantes e mais ameaçadores do que Hermione já os vira. Deviam estar se achando poderosos agora que Tom tinha voltado.

– Então. — disse Malfoy, entrando lentamente na cabine e olhando para os três, um sorrisinho brincando em seus lábios. — Vocês apanharam uma repórter patética, e Potter voltou a ser o aluno favorito de Dumbledore. Grande coisa. – seu sorriso se alargou. Crabbe e Goyle fizeram cara de desdém.

– Estão tentando não pensar naquilo, não é? — disse ele calmamente, continuando a se dirigir aos três. — Tentando fingir que não aconteceu?

– Dá o fora! — disse Harry com raiva colocando a mão na varinha.

– Você escolheu o lado perdedor, Potter! Eu lhe avisei! Eu lhe disse que devia escolher com quem anda com mais cuidado, lembra? Quando nos encontramos no trem, no primeiro dia de Hogwarts? Eu lhe disse para não andar com ralé desse tipo! — Ele indicou Rony e Hermione com a cabeça.“Ai fala sério, porque ele não fica quieto? Potter vai acabar enfeitiçando ele...” Hermione pensou cansada.

– Tarde demais agora, Potter! Eles serão os primeiros a ir, agora que o Lorde das Trevas voltou! Sangue-ruins e amantes de trouxas primeiro! Bom, e Diggory foi o pró...

Foi como se alguém tivesse explodido uma caixa de fogos na cabine pelo clarão dos feitiços que voaram em todas as direções. Surdo pela série de estampidos, Hermione piscou e viu que Malfoy, Crabbe e Goyle estavam caídos inconscientes à porta.Ela, Rony e Harry estavam de pé, depois de cada um ter usado um feitiço diferente. E não tinham sido os únicos a fazer isso.

– Achamos que devíamos dar uma olhada no que os três iam aprontar. — disse Fred factualmente, pisando em cima de Goyle, no que foi imitado por Jorge, que teve o cuidado de pisar em Malfoy ao entrar com o irmão na cabine.

– Que efeito interessante! — exclamou Jorge, olhando para Crabbe. — Quem usou o Feitiço Furunculus?

– Eu. — respondeu Harry.

– Que estranho! — disse Jorge descontraído. — Eu usei o das Pernas- Bambas. Parece que não se deve misturar os dois. Brotaram pequenos tentáculos pela cara dele toda. Bom, não vamos deixar os três aqui, eles não contribuem em nada para a decoração.

Rony, Harry e Jorge chutaram, rolaram e empurraram os inconscientes Malfoy, Crabbe e Goyle — cada um com a aparência pior, dada a mistura de feitiços com que tinham sido atingidos — até o corredor, depois voltaram para a cabine e fecharam a porta.

– Alguém topa um Snap Explosivo? — convidou Jorge puxando um baralho.

A hora passou enquanto jogavam. Hermione percebeu que tinham chegado quando o trem deu seu solavanco característico, parando na estação. O barulho e a confusão de sempre encheram os corredores do trem quando os alunos começaram a desembarcar. Hermione fez de tudo para passar com sua mala pelos corpos do Malfoy e CIA; Rony vinha atrás dela. Eles esperaram um pouco e Harry, Fred e Jorge vieram logo depois. Os irmãos pareciam felizes... Estranho... Ela só não sabia porque. Eles andaram com as malas por entre as pessoas e atravessaram a barreira.

Fora da barreira, o tio trouxa do Harry estava esperando ele ao lado da mãe do Rony. Harry iria para a casa dos tios. Dumbledore não deixou que ele ficasse com os Weasley essas férias e ela sabia porque. O Velho queria protegê-lo e deixá-lo bem longe do mundo mágico. Ridículo!A Sra. Weasley deu um abraço apertado em Harry quando o viu.

– Como você vai embora Hermione? Estou vendo que seus pais não estão aqui.

– Meus pais foram viajar para o Texas de férias, então vou pegar um taxi até em casa.

– Vai ficar as férias sozinha querida? — a Sra. Weasley perguntou preocupada –Porque não vem para nossa casa?

– Não vou ficar sozinha, vou ficar na casa de um tio. Mas não se preocupe, passarei as últimas semanas de férias com a senhora.

– Oh querida, adoraríamos! – a mulher falou dando um abraço em Hermione que relutantemente retribuiu.

– A gente se vê Harry. — disse Rony lhe dando uma palmadinha nas costas.

– Tchau, Harry! — disse Hermione e fez uma coisa que nunca fizera antes, deu-lhe um beijo na bochecha.

– Harry, obrigado. — murmurou Jorge, enquanto Fred concordava animado acenando com a cabeça, ao lado do irmão.

Harry piscou para os dois, se virou e foi embora com o tio.

–Tchau Rony, Sra. Weasley, Fred e Jorge. Boas férias! A gente mantém contato. – disse Hermione se afastando com sua mala na direção da saída da estação.

Ao chegar à rua ela caminhou mais um pouco até entrar em um beco. Quando viu que ninguém a seguia ou lhe tinha visto entrar ali, ela aparatou.

oOoOoOoOoOoOoOo

Hermione aparatou dentro de sua casa trouxa. Kalil tinha colocado feitiços de anti aparatação na casa, que só tinha liberação para a própria Kalil. Mas depois que ela aprendeu a aparatar ela liberou a entrada na casa para sua Lady também.

A menina colocou sua mala no chão e suspirou. As férias tinham começado. Mas ela ia ter muita coisa para fazer nesse verão, como se esse ano já não tivesse sido cansativo o suficiente! Esse verão e o próximo ano letivo iam ser exaustivos... Como ela gostaria de dormir por pelo menos duas semanas para poder repor as energias, igual Tom estava fazendo. Ela ergueu a cabeça. Tom... Ela estava com tanta saudade! Será que ele ainda estava dormindo?

– Minha senhora.

Ela se virou e viu Kalil parada perto da porta.

– Minha senhora, porque não avisou que tinha chegado? Eu teria ido buscá-la na estação.

– Não era necessário Kalil, e realmente eu não precisava avisar. Você sabia que hoje o ano letivo terminava, poderia ter ido me buscar de qualquer jeito... Mas se não foi, acredito que tenha sido porque estava ocupada. Estou errada? – ela olhou para Kalil de canto de olho.

– Não minha senhora. Eu realmente estava muito ocupada, mas isso não é desculpa para não ter ido buscá-la. Perdoe-me por essa falha!

– Está perdoada. – Hermione falou sem dar muita importância para aquilo – Então, como estão as coisas? Faça um resumo de tudo. – a menina falou subindo as escadas rapidamente para tomar banho.

–Bom Milady... Essa semana vai fazer um mês que o Lorde retornou. – a serva começou a contar, subindo logo atrás dela — O mundo mágico está se negando terminantemente a falar sobre as declarações de Dumbledore e do garoto Potter. O Ministro não aceita e tem certeza que Dumbledore quer tomar o lugar dele. Ele está totalmente paranóico! Ouvi dizer que dentro do Ministério ele está preparando alguma coisa para o próximo ano em Hogwarts.

– Ora, ora... É mesmo? – Hermione disse, retirando suas roupas sujas em seu quarto –Ele e Dumbledore cortaram relações na manhã seguinte à prova, enquanto eu estava na Ala Hospitalar acompanhando o Harry. Dumbledore contou a ele que Tom voltou, Fudge chamou Dumbledore, o Harry, e todos que estavam na enfermaria, de loucos e Dumbledore quebrou qualquer tipo de aliança que ele tinha com o Ministro. O velho Fudge está muito paranóico e éóbvio que não vai ficar parado vendo Dumbledore fazer o que quiser em Hogwarts por mais um ano. Eu não duvidaria que ele colocasse algum espião dentro da escola. Um novo professor, talvez...

– É possível Milady. Ele está contendo todos os repórteres. A única que me surpreende é a tal da Rita Skeeter. Nada seguraria uma mulher como aquela.

– Eu cuidei dela. – Hermione falou, lembrando que Rita ainda estava dentro do pote. Ela tinha que libertá-la, mas não sem antes apagar a memória dela. Principalmente sobre tudo que com certeza ela estava escutando agora – Ela vai ficar calada por um tempo.

– Entendo Milady. — falou a serva sem comentar o fato – Continuando, Dumbledore começou a agir. Vários dos antigos membros da Ordem estão se agitando e movimentos suspeitos estão aparecendo: encontros secretos, saídas estratégicas... Eles estão andando muito em guarda, o que me faz pensar que Dumbledore já os convocou.

– Realmente ele já o fez. – Hermione disse terminando de tirar a roupa — Assim como mandou o Hagrid para conversar com os gigantes. Ele não quis falar sobre isso na nossa frente e depois Hagrid tentou esconder de nós quando fomos falar com ele perguntando a respeito. Tenho certeza disso.

– Os gigantes, Milady? Isso é problemático!

– Realmente é, mas duvido que eles dêem atenção a Hagrid. Ele é um meio gigante, odiado pelos de sua raça, e além do mais, Dumbledore durante todos esses anos nunca fez nada pelos gigantes e agora vai querer pedir ajudada deles na guerra? – a menina disse, sorrindo sarcástica. – Os gigantes podem ser meio limitados mentalmente, mas não são idiotas. Eles vão saber a quem foram leais um dia e a quem prometeram sua lealdade. Eles não irão se aliar a alguém que simplesmente esqueceu que eles existiam. Tenho certeza que Tom resolverá isso sem maiores problemas. Afinal, foi Tom quem lhes prometeu terras e respeito. Coisas que eles vem procurando a muito tempo.

– Concordo Milady. Eu mandei Rabicho ficar de olho nos membros da Ordem com seus ratos.

– Como está o Rabicho, já que comentou sobre ele? – Hermione perguntou entrando no chuveiro.

– Se gabando aos quatro ventos que graças a ele o Lorde voltou. — falou Kalil, mal humorada da porta do banheiro. – Está irritante com uma cara de convencido. Eu mal esperava a hora de Milady voltar para assim ele parar de ficar falando tanta besteira.

– Ele é assim mesmo, mas vou dar um alerta nele. – a menina falou começando a se ensaboar. – E os Comensais?

– Alguns deles procuraram Rabicho minha senhora, e pelo que ele disse estão muito agitados com a volta do Lorde. Alguns estão com medo. Os ratos disseram que vários dos Comensais traidores estão fugindo.

– Como se pudessem ir muito longe...

– Sim Milady, os Comensais leais ao Lorde estão agitados também, mas ao mesmo tempo estão alegres pelo Lorde ter votado. Eles temem isso, pois não sabem o que esperar, principalmente depois desse quase um mês em que o Lorde está sem aparecer a eles.

– E o Tom, Kalil? – Hermione perguntou lavando a espuma de seu corpo.- Alguma noticia da Mansão Basiliski

– Sim milady, Willa, a líder dos elfos que cuidavam da Mansão do Lorde, uma espécie de governanta, entrou em contato comigo. Como Milady sabe, assim que ele voltasse à vida voltaria a sua Mansão, a Mansão Basiliski. Acredito que ele ainda não tenha acordado Milady, e também não pude verificar já que não sei como chegar lá, pelo que Willa me disse os elfos domésticos estavam agitados e surpresos com a vinda dele, afinal, fazia anos que ninguém entrava lá. No entanto, os elfos sabiam do protocolo e o que aquilo significava. Willa me disse que naquela mesma noite em que o Lorde voltou, ele apareceu na Mansão e disse aos elfos para não se preocuparem, pois logo Milady iria ate lá. Também disse a eles para não o incomodarem por um tempo indeterminado, pois ele iria dormir... E logo depois o Lorde se trancou no quarto. Ela entrou em contato recentemente e me falou que o Lorde ainda não havia saído do quarto depois de quase três semanas que estava lá dentro. Eu pedi a ela que me avisasse assim que o Lorde saísse. Porém, como ela ainda não o fez, eu acredito que o Lorde ainda esteja repousando.

– Entendo... Vou terminar o meu banho, me arrumar e logo irei até lá. Obrigada Kalil.

– Sim, Milady. – a começou a sair.

– Kalil, antes que vá, me prepare uma roupa bem bonita para o meu reencontro com ele.

– Sim, Milady. – a serva falou sorrindo e se retirou do quarto.

Hermione terminou de tomar banho e foi para o quarto. Viu um lanche em cima da escrivaninha e um vestido vermelho em cima da cama. Kalil estava dentro do armário pegando uma sandália para ela.

– O que achou do vestido, Milady? – a serva perguntou se virando para ela com uma sandália de salto preta na mão.

– É lindo, Kalil. – disse a menina indo em direção a calcinha para colocá-la.

– Que jóia vai usar, Milady? — Kalil perguntou indo ate sua gaveta de joiás

– Somente o colar da fênix Kalil. Pegue para mim. Além do mais, ele é muito importante, e já é hora de usá-lo.

– Como assim, senhora? – pergunto se virando pra ela com a caixa que continha o colar da fenix dentro.

– Tom me revelou que o colar não era só para que eu me lembrasse de nossos antepassados... Como ele havia me dito quando me deu o colar, lembra? Na noite em que ele foi matar o Harry ha treze anos atrás?

– Claro que lembro Milady, lembro daquele dia todas as noites... Mas qual é o verdadeiro significado do colar senhora?

– Ele me disse que o colar também era uma Chave que abriria a passagem para a outra dimensão. Para a dimensão onde agora a Mansão Basiliski está.

– Sério Milady?- perguntou surpresa olhando pra caixa — Então o colar é uma chave de portal?

– Exatamente. No entanto, ele não é uma Chave de Portal comum. Ele tem um certo ritual para poder ser ativado. Tom era precavido e sabia que se algo acontecesse com ele o feitiço que protegia a localização da Mansão, que ficava em um dos bosques ao Sul da Escócia, cairia e os Comensais poderiam revelar onde a Mansão estava... E foi o que aconteceu, não é? – perguntou a menina tristemente.

– Sim. – respondeu Kalil com amargurada pela traição –Os Comensais traidores que foram pegos e quiseram diminuir suas penas revelaram o Local onde a Mansão Basiliski ficava. Um grupo de Aurores, duas semanas depois que o Lorde desapareceu, foram enviados para investigar e tentar colher o máximo de informações possíveis sobre a casa. Mas logo após eles entrarem uma grande explosão de magia aconteceu e quando os Aurores que tinham ficado fora da casa recuperaram a consciência, perceberam que a Mansão tinha sumido, evaporado sem deixar vestígios. Eu também achava isso antes mas depois de saber sobre a mansão, percebo então que ela não evaporou né?

– Do mesmo jeito que a Mansão Avadra, minha antiga casa, se localiza em outra dimensão, e por isso nunca pode ser encontrada, o mesmo ele fez com a Mansão Basiliski. Voldemort aprendeu o segredo de manter uma outra dimensão e fez isso com sua antiga casa. Ele a enviou para uma dimensão diferente da nossa, protegendo assim os segredos dele e seus elfos.

– Então o Lorde enviou a Mansão para outra dimensão junto com os elfos.

– Sim, na verdade quem enviou a mansão para lá foram os próprios elfos seguindo as ordens dele.

– Impressionante! Como fizeram tudo direito? – a serva perguntou surpresa.

– Eles eram leais e Tom confiou isso a eles. Assim como confiou minha segurança a você e você não falhou. Mas agora chega. Você já sabe o suficiente.– a menina respondeu sem deixar mais margem para conversa. – Kalil saia. Vou fazer o feitiço e abrir o portal. É melhor você esperar lá fora.

– Tem certeza, Milady? – perguntou a serva preocupada — Não precisa de ajuda?

– Não. Somente coloque um feitiço de proteção na casa e um ilusório. Vai saber o que esse portal pode fazer.

–Sim. – a serva andou em direção a porta. – Tome cuidado, minha senhora.

– Eu sempre tomo Kalil.

Kalil colocou a caixa em cima da cama e se afastou, saiu e fechou a porta. Hermione esperou um pouco. Logo ela sentiu a energia cobrindo a casa. Kalil tinha feito os feitiços.

Notas finais
Eu sei que vcs querem nos matar, mas calma é pra causar suspense . proximo capitulo amanha 2h da manha, programado deixem reviews