O Tempo Mudará

25 Capítulo 25 - "O Cálice de Fogo" - Parte 4


Notas iniciais
Aí vai mais uma parte do quarto livro! Espero que gostem! Beijos!

Mais tarde daquele dia, todos tinham se reunido no Salão Principal e estavam sentados em suas respectivas mesas. O salão inteiro estava decorado com as cores das quatro casas e o símbolo que as representava. Fazia uma meia hora que as delegações tinham chegado com toda a pompa que poderiam ostentar. Dumbledore estava em pé no palanque dos professores, todos esperavam ansiosos suas palavras.

– Agora vamos dar as boas vinda as delegações. Todos deem as boas vindas as belas garotas da Academia Beauxbatons e sua diretora Madame Maximilian! – Disse Dumbledore alto apontando para as portas que naquele instante se abriram.

Por elas passaram duas fileiras de 25 garotas com uniformes azuis que andavam graciosamente como se pisassem em nuvens. Atrás delas a maior mulher que eles já tinham visto apareceu. Tinha cabelos pretos e suas roupas exalavam elegância assim como seu porte ao andar; coisa que seria inimaginável considerando a altura dela.

As garotas que andavam entre as mesas indo ao palanque pararam no meio do caminho. A fileira da esquerda se inclinou para as mesas da Grifinória e da Corvinal como se os cumprimentassem. A mesma coisa foi feita pela fileira de garotas da direita que se inclinaram para as mesas da Sonserina e da Lufa Lufa. De repente elas suspiraram juntas e com o movimento de suas mãos vários passarinhos de papel saíram voando de suas mangas por todos os lados do salão. Como se fosse um passo de dança, elas saltitaram o resto do caminho até chegar ao palanque onde uma das garotas, uma de cabelos loiros brilhantes fazia piruetas de ballet e outra que aparentava ter uns 13 anos em roupa de ginástica artística fazia uma estrela. As duas terminaram unindo as suas mãos e se inclinando para os alunos de Hogwarts.

O salão explodiu em aplausos. Os garotos não paravam de gritar e assobiar; as garotas embora tenham achado a apresentação bonita, sentiam inveja das garotas que com certeza não se mentia quando diziam que eram as personificações da beleza. Mesmo Hermione que sabia que era bonita e se garantia não deixou de sentir um pouco de inveja das garotas. Era melhor deixar esse tipo o mais longe possível de Tom quando ele voltar! – pensou contrariada.

– Minha cara Madame Maxime! – Dumbledore disse pegando a mão que Madame Maxine estendeu a ele. Mesmo Dumbledore sendo alto, teve dificuldade de alcançar as mãos dela. – Bem-vinda a Hogwarts!

– Dumbly-dorr — disse Madame Maxime, com uma voz grave. – Espero encontrá-lo de boa saúde.

– Excelente, obrigado! – respondeu Dumbledore.

– Então que a próxima delegação entre! – Dumbledore abriu os braços, muito animado – Deem as boas vindas aos alunos da Dumstrang e seu diretor Igor Karkaroff!

Todos se viraram para as portas que tinham ficado abertas com a entrada das garotas da Beauxbatons. Por elas passaram um grupo de garotos que também estavam enfileirados. Eles eram fortes, de aparência maciça, e mesmo com as capas de pele que estavam usando podia se ver que eram puro músculo. Eles pararam no mesmo local que as garotas tinham parado uns instantes. Os primeiros garotos das fileiras seguravam bastões que se pareciam com cajados, e os bateram no chão formando uma espécie de ritmo.

Os cajados faziam faíscas a cada vez que se encontravam com o chão. De repente esses mesmos garotos largaram os bastões e correram como se tivessem correndo de alguma coisa em direção ao palanque onde alguns começaram a fazer acrobacias; outros movimentos de luta. Um deles se ajoelhou e assoprou a ponta da varinha e delas saíram chamas que tomaram a forma de uma Fênix, símbolo da Durmstrang.

Todos olhavam impressionadas aquilo, mas a atenção deles foi totalmente atraída pelas duas pessoas que passavam pela porta. Um homem que devia ser diretor da Durmstrang: era alto e magro como Dumbledore, mas seus cabelos brancos eram curtos, e a barbicha (que terminava em um cachinho) não escondia inteiramente o seu queixo fraco.

Logo atrás dele – e foi o que chamou atenção – um garoto apareceu. Era forte, com um rosto anguloso. Andava de cabeça erguida, imponente, tinha um rosto forte, um rosto conhecido por todo o mundo mágico ou pelo menos para aqueles que conheciam o maior esporte do mundo mágico: Quadribol.

O garoto era Vitor Krum.

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Harry não precisava do soco que Rony lhe deu no braço nem do cochicho na orelha para reconhecer aquele perfil.

– Harry, é o Krum!

Harry viu os diretores se cumprimentarem.

– Alvo! – cumprimentou Karkaroff, batendo nas costas de Dumbledore quando o abraçou.

– Igor! – Dumbledore também o cumprimentou – Como vai, meu caro, como vai?

– Otimamente, obrigado. – O homem tinha uma voz ao mesmo tempo engraçada e untuosa –Minha velha e querida Hogwarts! – exclamou, erguendo os olhos para olhar em volta e sorrindo, seus dentes eram um tanto amarelados, e Harry reparou que seu sorriso não abrangia os olhos, que permaneciam frios e astutos. – Como é bom estar aqui, como é bom...

– Eu não acredito! – exclamou Rony, em tom de espanto olhando Krum e seus colegas de Durmstrang parados ali no palanque à direita, aparentemente sem saber onde se sentar.

– Krum, Harry! Vítor Krum! – o menino estava praticamente pulando.

– Pelo amor de Deus, Rony, ele é apenas um jogador de Quadribol! – disse Hermione.

– Apenas um jogador de Quadribol? – exclamou Rony, olhando para a amiga como se não pudesse acreditar no que ouvia. – Mione, ele é um dos melhores apanhadores do mundo! Eu não fazia ideia de que ele ainda estava na escola! Vou pedir um autógrafo a ele se puder... Você tem uma pena, Harry?

– Não, deixei todas lá em cima na mochila – respondeu Harry.

– Ah, não acredito, não trouxe uma única pena comigo... Você acha que ele assinaria o meu chapéu com batom?

– Francamente! – exclamou Hermione com ar de superioridade, desviando o olhar de Rony que disputava o batom com as garotas.

Os alunos de Beauxbatons tinham escolhido lugares à mesa da Corvinal. Corriam os olhos pelo Salão Principal com uma expressão triste no rosto. Três deles ainda seguravam as echarpes e xales que cobriam a cabeça.

– Não está fazendo tanto frio assim – comentou Hermione que os observava, irritada. – Por que não trouxeram as capas?

– Aqui! Venham se sentar aqui! – sibilou Rony. – Aqui! Mione chega para lá, abre um espaço...

–Quê? – a garota olhou para o menino indignada.

– Tarde demais – disse Rony com amargura.

Vítor Krum e os colegas de Durmstrang tinham se acomodado à mesa da Sonserina. Harry viu que Malfoy, Crabbe e Goyle pareciam muito cheios de si com isso. Enquanto o garoto observava, Malfoy se curvou para falar com Krum.

– É, vai fundo, puxa o saco dele, Malfoy. – disse Rony com desdém. – Mas, aposto como o Krum está percebendo o jogo dele... Aposto como tem gente adulando ele o tempo todo... Onde é que você acha que eles vão dormir? Poderíamos oferecer um lugar no nosso dormitório, Harry... Eu não me importaria de ceder a minha cama, e poderia dormir em uma cama de armar.

Hermione deu uma risadinha desdenhosa.

– Eles parecem bem mais felizes que o pessoal da Beauxbatons – disse Harry.

Os alunos de Durmstrang estavam despindo os pesados casacos de peles e olhando para o teto escuro e estrelado com expressões de interesse; uns dois seguravam os pratos e taças de ouro e examinavam-nos, aparentemente impressionados.

Na mesa dos funcionários, Filch, o zelador, acrescentava cadeiras. Estava usando a velha casaca mofada em homenagem à ocasião. Harry ficou surpreso de ver que ele acrescentara duas cadeiras de cada lado de Dumbledore.

O jantar transcorreu muito animado com conversa entre os alunos de Hogwarts e as escolas visitantes. Rony tinha ficado o tempo todo secando o Krum. Depois que os pratos de ouro foram limpos, Dumbledore se levantou mais uma vez. Neste momento, uma agradável tensão pareceu invadir o salão. Harry sentiu um tremor de excitação só de imaginar o que viria a seguir. A algumas cadeiras de distância, Fred e Jorge se curvaram para frente, observando Dumbledore com grande concentração.

– Chegou o momento. – disse Dumbledore, sorrindo para o mar de rostos erguidos. – O Torneio Tribruxo vai começar. Eu gostaria de dizer algumas palavras de explicação antes de mandar trazer o escrínio...

– O quê? – murmurou Harry. Rony deu de ombros.

– Apenas para esclarecer as regras que vigorarão este ano. Mas, primeiramente, gostaria de apresentar àqueles que não estavam na cerimônia de abertura e ainda não os conhecem o Sr. Bartolomeu Crouch, Chefe do Departamento de Cooperação Internacional em Magia – houve vagos e educados aplausos – e o Sr. Ludo Bagman, Chefe do Departamento de Jogos e Esportes Mágicos.

Eles tinham chegado durante o jantar. Hermione tinha explicado: por serem os organizadores eles deveriam querer assistir a abertura. Ambos ocuparam as duas cadeiras que Flinch tinha colocado antes de começar o jantar.

– Nos últimos meses, o Sr. Bagman e o Sr. Crouch trabalharam incansavelmente na organização do Torneio Tribruxo – continuou Dumbledore – E se juntarão a mim, ao Professor Karkaroff e à Madame Maxime na banca que julgará os esforços dos campeões.

A menção da palavra "campeões", a atenção dos estudantes que ouviam pareceu se aguçar. Talvez Dumbledore tivesse notado essa repentina imobilidade, porque ele sorriu e disse:

– O escrínio, então, por favor, Sr. Filch.

Filch, que andara rondando despercebido um extremo do salão, se aproximou então de Dumbledore, trazendo uma arca de madeira, incrustada de pedras preciosas. Tinha uma aparência extremamente antiga. Um murmúrio de interesse se elevou das mesas dos alunos.

– As instruções para as tarefas que os campeões deverão enfrentar este ano já foram examinadas pelos Srs. Crouch e Bagman – disse Dumbledore, enquanto Filch depositava a arca cuidadosamente na mesa à frente do diretor – E eles tomaram as providências necessárias para cada desafio. Haverá três tarefas, espaçadas durante o ano letivo, que servirão para testar os campeões de diferentes maneiras... Sua perícia em magia, sua coragem, seus poderes de dedução e, naturalmente, sua capacidade de enfrentar o perigo.

A esta última palavra, o salão mergulhou num silêncio tão absoluto que ninguém parecia estar respirando.

– Como todos sabem, três campeões competem no torneio – continuou Dumbledore calmamente – um de cada escola. Eles receberão notas por seu desempenho em cada uma das tarefas do torneio e aquele que tiver obtido o maior resultado no final da terceira tarefa ganhará a Taça Tribruxo. Os campeões serão escolhidos por um juiz imparcial...

Dumbledore puxou então sua varinha e deu três pancadas leves na tampa do escrínio. A tampa se abriu lentamente com um rangido. O bruxo enfiou a mão nele e tirou um grande cálice de madeira toscamente talhado. Teria sido considerado totalmente comum até o momento que se encheu até a borda com chamas branco-azuladas, que davam a impressão de dançar.

Dumbledore fechou o escrínio e pousou cuidadosamente o cálice sobre a tampa, onde seria visível a todos no salão.

O Cálice de Fogo! Quem quiser se candidatar a Campeão deve escrever seu nome e escola claramente em um pedaço de pergaminho e depositá-lo no Cálice disse Dumbledore. Os candidatos terão vinte e quatro horas para apresentar seus nomes. Amanhã à noite, na Festa do Dia das Bruxas, o Cálice devolverá o nome dos três que ele julgou mais dignos de representar suas escolas. O Cálice será colocado no saguão de entrada hoje à noite, onde estará perfeitamente acessível a todos que queiram competir. Como sabem menores de dezessete anos não participarão e é claro que eu tomei medidas para evitar isto.

Sorrindo daquele jeito como se tivesse feito uma grande travessura Dumbledore continuou:

Um aviso a aqueles que poderão ser inscrever: não se inscrevam levianamente! Uma vez escolhido pelo Cálice de Fogo, não há como voltar atrás. O Campeão ficará obrigado a prosseguir até o final do torneio. Colocar o nome no Cálice é um ato contratual mágico. Não pode haver mudança de ideia, uma vez que a pessoa se torne campeã. Portanto, procurem se certificar de que estão preparados de corpo e alma para competir, antes de depositar seu nome no Cálice. Agora, acho que já está na hora de irmos nos deitar. Boa-noite a todos.

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Dumbledore fechou o escrínio e pousou cuidadosamente o cálice sobre a tampa, onde seria visível a todos no salão.

– O Cálice de Fogo! Quem quiser se candidatar a Campeão deve escrever seu nome e escola claramente em um pedaço de pergaminho e depositá-lo no Cálice – disse Dumbledore. – Os candidatos terão vinte e quatro horas para apresentar seus nomes. Amanhã à noite, na Festa do Dia das Bruxas, o Cálice devolverá o nome dos três que ele julgou mais dignos de representar suas escolas. O Cálice será colocado no saguão de entrada hoje à noite, onde estará perfeitamente acessível a todos que queiram competir. Como sabem menores de dezessete anos não participarão e é claro que eu tomei medidas para evitar isto.

Sorrindo daquele jeito como se tivesse feito uma grande travessura Dumbledore continuou:

– Um aviso a aqueles que poderão ser inscrever: não se inscrevam levianamente! Uma vez escolhido pelo Cálice de Fogo, não há como voltar atrás. O Campeão ficará obrigado a prosseguir até o final do torneio. Colocar o nome no Cálice é um ato contratual mágico. Não pode haver mudança de ideia, uma vez que a pessoa se torne campeã. Portanto, procurem se certificar de que estão preparados de corpo e alma para competir, antes de depositar seu nome no Cálice. Agora, acho que já está na hora de irmos nos deitar. Boa-noite a todos.

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Hermione estava pensando enquanto eles atravessavam o Salão Principal e passavam pelas portas. Ela tinha ficado preocupada com Jr quando Cronch tinha chegado. Já era difícil para ele lidar somente com o pai; e com Karkaroff no mesmo recinto era exigir de mais da já instável mentalidade do Jr. Naquele momento ela tinha se lembrado das palavras de Severo mais cedo.

Os meninos não paravam de discutir meios e feitiços para impedir qualquer empecilho que Dumbledore tenha colocado em volta do Cálice. Ela olhou para o lado e viu Rony olhando para os lados. Devia estar procurando o Krum. Quem visse acharia que Rony era apaixonado por ele

– Onde está ele? – perguntou Rony, que não estava ouvindo uma só palavra dessa conversa de Harry, Fred e Jorge – Dumbledore não disse onde o pessoal de Durmstrang vai dormir, disse?

Mas sua pergunta foi respondida quase instantaneamente; os garotos estavam passando pela mesa da Sonserina naquele momento e Karkaroff se apressava em chegar aos seus alunos.

– Voltamos ao navio, então – foi ele dizendo. – Vítor, você está um pouco gripado. Como é que você está se sentindo? Comeu o suficiente? Devo mandar buscar um pouco de quentão na cozinha?

Hermione viu Krum sacudir negativamente a cabeça e tornar a vestir as peles rapidamente, mas não antes dela conseguir ver os músculos dele... E quê músculos! – pensou admirada. – Ai Hermione! O que é isso?! Você tem o Tom! – repreendeu-se.

– Professor, eu gostaria de beber um pouco de vinho – disse outro garoto de Durmstrang esperançoso.

– Eu não ofereci a você, Poliakoff – retorquiu Karkaroff, seu caloroso ar paternal desaparecendo instantaneamente. – Vejo que derramou comida nas vestes outra vez, moleque porcalhão...

Karkaroff lhe deu as costas e conduziu os alunos para fora, chegando à porta no mesmo momento que Hermione, Harry e Rony.

Harry parou para deixá-lo passar primeiro.

– Obrigado – disse Karkaroff, olhando distraído para o garoto.

E então o bruxo estacou. Tornou a virar a cabeça para Harry e encarou-o como se não pudesse acreditar no que via. Atrás do diretor, os alunos de Durmstrang pararam também. Os olhos de Karkaroff percorreram lentamente o rosto de Harry e se detiveram na cicatriz. Os alunos de Durmstrang miraram Harry cheios de curiosidade, também. Pelo canto do olho, o garoto viu que alguns faziam cara de terem finalmente entendido. O garoto que sujara as vestes de comida cutucou uma colega ao seu lado e apontou abertamente para a testa de Harry.

– É, é o Harry Potter, sim – disse alguém com um rosnado às costas deles.

O Professor Karkaroff virou-se completamente. Hermione segurou a respiração. Jr se achava parado ali, apoiado pesadamente na bengala, o olho mágico encarando sem piscar o diretor de Durmstrang. A cor se esvaiu do rosto de Karkaroff. Uma expressão terrível, em que se misturavam a fúria e o medo, perpassou o rosto do homem. Hermione ficou mais do que preocupada. Jr por favor não faça nenhuma besteira! – pensou aflita.

– Você! — exclamou ele, encarando Moody como se duvidasse de que realmente o via.

Eu! Seu desgraçado, traíra do caramba, surpreso em me ver? A pessoa que colocou você na cadeia ou a pessoa que você colocou na cadeia?

Hermione sentiu o resquício de um pensamento que vazou da mente de Jr para ela por meio da marca. Por estar próxima a ele e ter acesso a marca por meio de Tom ela também podia conversar com ele e um sentimento tão forte de ódio quanto aquele ela com certeza sentiria.

– Jr se controle! – alertou Hermione na mente dele – Lembre- se que para Karakaroff você é o Moody o cara que colocou ele em Askaban, não a pessoa que ele mesmo colocou lá.

–Eu sei Milady, só que está difícil. Mas eu vou me controlar... Não é a hora ainda, eu sei.

–Exatamente! – ela respondeu.

–Eu – disse Jr sério reassumindo o papel de Alastor – E a não ser que tenha alguma coisa a dizer a Potter, Karkaroffff, você talvez queira continuar andando. Está bloqueando a porta.

Era verdade, metade dos estudantes no salão aguardava atrás deles, espiando por cima dos ombros uns dos outros parecendo querer ver o que estava causando o engarrafamento. Sem dizer mais uma palavra, Karkaroff arrebanhou seus alunos e saiu.

Hermione viu o olho mágico fixando as costas do bruxo que desaparecia pela escadaria, uma expressão de intenso desagrado em seu rosto mutilado, viu Harry e os outros se afastarem e ia segui-los, mas não sem antes lançar um olhar de alerta a Jr .

– Não esqueça de hoje a noite – alertou em sua mente- Está tudo pronto?

– Sim, Milady.

–Espero que você não falhe nisso Jr. Ou irá se arrepender eternamente.

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Jr andava pelos corredores em direção ao salão principal, onde o Cálice estava. Não estava com pressa. Na verdade não podia demonstrar pressa ou apreensão, ou qualquer outra coisa que pudesse indicar que ele ia cometer algum crime.

Afinal ele tinha uma desculpa por estar andando pelos corredores no meio da noite se fosse pego. Não conseguia dormir com medo de seus inimigos, o máximo que aconteceria seria acrescentar mais boatos a loucura do Moody. Tinha que demonstrar paranoia até mesmo dentro de Hogwarts... O local mais seguro do mundo. Bufou. Seguro... Tá bom! Mal sabiam eles que o mal estava lá dentro, na forma de uma bela garota de 14 anos.

Às vezes ele pensava no dia que todos descobrissem a verdade sobre sua Lady. Ele gostaria de estar vivo para ver esse dia, ver a cara de todos, ia ser muito bom. Mas se ele não estivesse vivo para ver não se importaria porque seus ossos se remexeriam de felicidade onde quer que estivessem.

Quando chegou ao seu destino, olhou em volta para ver se ninguém o tinha visto. No corredor não tinha viva alma, os fantasmas estavam dormindo e os quadros também, já que graças ao olho mágico do Moody ele também podia enxergar no escuro. Assim não precisou usar a varinha para iluminar o caminho, acordando os quadros que faziam um escândalo se eram acordados no meio da noite por causa da luz.

Abriu a porta que queria e entrou, fechando a mesma atrás de si. No meio do salão estava o Cálice de Fogo, cercado pelo feitiço de proteção contra os menores de 17 anos que Dumbledore tinha colocado. Se aproximou do Cálice e apontou a varinha pra ele. O que ia fazer mudaria o rumo do Torneio para o que eles queriam.

Procurou se concentrar em seus poderes e nas palavras ensinadas pelo Lorde. O feitiço antigo encontrado na Biblioteca dos Avadra. O Lorde tinha lhe dito que nunca tinha tido chance de usá-lo, mas que quando encontrou esse feitiço a 16 anos atras sentiu que talvez um dia poderia ser útil. E esse dia era hoje.

– As trevas me olham nesse momento. Ordeno a ti, Cálice Sagrado, que me obedeça. Sou o servo das trevas e delas retiro meu poder. Te confundo com essas palavras: transforme-se naquilo que nasceu pra ser. Transforme-se no servo de meu mestre. Retiro de você qualquer proteção, qualquer auxilio e bondade.

Jr cambaleou, se sentia fraco a cada palavra dita. Ele não podia parar... O Lorde tinha lhe avisado que o feitiço requeria muita energia mágica daquele que a recitasse. Começou a respirar pesadamente, precisava terminar... Reunindo o resto de suas forças avançou com a varinha para mais perto do Cálice. Uma espécie de névoa negra surgiu e começou a destruir a proteção em volta do Cálice. Jr sentiu suas pernas tremerem. Por Merlim, como aquela magia era poderosa!

A névoa avançou em volta do Cálice e tomou todo o fogo azul que emanava dele; o absorvendo. Jr reuniu o resto de sua energia pra terminar de recitar o feitiço:

Sua alma retiro agora. Cálice de Fogo, obedeça-me! Em ti encerro minha vontade!

Terminada suas palavras a névoa que absorvia o fogo começou a entrar dentro do Cálice, o fogo se apagou e toda a névoa negra que tinha surgido desapareceu.

– Acabou.

Fraco, Jr caiu de joelhos, respirando pesadamente. Se sentia cansado, como se sua vida estivesse saído por seus poros. O Lorde tinha lhe falado, mas não esperava que seria tanto. Ele tinha lhe falado que acreditava que conseguiria porque se não o máximo que aconteceria seria a morte, já que o feitiço suga a sua energia mágica para depois chegar na vital. Uma pessoa fraca de magia não sobreviveria.

Reunindo suas forças se levantou, pegou o papel dentro do bolso com o nome do Harry, se aproximou do Cálice e o colocou lá dentro. Se o feitiço tivesse dado errado o Cálice cuspiria o papel de volta junto com todas as trevas que tinham entrado dentro dele para tomá-lo.

– Que tenha dado certo – rezando, Jr se aproximou do Cálice... Esperou, esperou, esperou e nada. Jr já estava temendo, achando que tinha dado tudo errado ja que nada acontecia, quando uma explosão surgiu e várias faíscas começaram a se espalhar pela sala. Com medo, ele se afastou das ondas de poder que emanavam do Cálice. Era como se ele estivesse se rebelando, tentando se soltar da magia negra que tinha se infiltrado dentro dele.

Achando que tinha dado tudo errado, Jr estava começando a se desesperar quando a neblina que estava dentro do Cálice saiu muito mais negra e espessa e se espalhou por toda a sala. Um ar frio tomou a sala juntamente com a névoa. Era uma mistura de poderes e de cores, o bem e o mal disputando e Jr esperava realmente que o mal vencesse se não ele estava perdido.

A névoa começou a contorcer-se e a dominar o ambiente, cobrindo as faíscas vermelhas e azuis que estavam se espalhando pela sala, oriundas da verdadeira essência do Cálice que se rebelava contra o poder das trevas. A neblina conseguiu absorver as faíscas brilhantes e começou a voltar para dentro do Cálice.

Todo o poder da força das trevas desapareceu dentro do Cálice. De repente ele apagou, um silêncio profundo tomou a sala e todas as tochas que iluminavam o salão principal se apagaram. A única coisa que Jr ouvia era sua própria respiração.

– O que é que foi isso? – ele se perguntou apreensivo. Aproximando-se do Cálice que ainda estava apagado, Jr xingou – Droga! Será que eu fiz alguma coisa errada? A Milady vai me matar se eu quebrei o Cálice.

Então o Cálice se acendeu. Assustado, Jr deu um passo para trás, o fogo que emanava do Cálice não era mais azulado, e sim, negro. E dentro das chamas negras um nome tremulava.

“Harry Potter – Grifinória”

Jr não acreditou! Tinha dado certo! Ele começou a dar risadas como um louco, olhando para o nome. Só esperava que o feitiço tivesse funcionado conforme a Lady tinha explicado e tenha afetado a Taça Tribruxo também .OLhando o nome ficou apreciando as chamas, se aproximou. Eram lindas. Ele nunca tinha visto coisa parecida, mas um estalo deu na sua cabeça.

– Porcaria! E agora? As chamas estão negras, elas não tinham que ser azuis? – Como se tivesse entendido suas palavras, o nome do Harry desapareceu e no lugar das chamas negras elas voltaram a ser azuis.

Jr suspirou aliviado. Está tudo certo. Preciso sair daqui. Com certeza algum aluno vai querer colocar o seu nome no Cálice durante a madrugada. Jr suspirou feliz. Sua Lady ia ficar tão contente. Andando para a porta recolou todas as proteções que havia ali e que a névoa tinha destruído.

Olhou em volta pra ver se não tinha nada fora do lugar ou alguma coisa que entregasse o que tinha acontecido ali. Percebeu as velas apagadas e as acendeu novamente, cancelou o abaffiato que tinha usado e sorrindo saiu, fechando a porta.

Jr não tinha dado nem alguns passos pelo corredor quando ouviu passos vindo na direção oposta a dele. Se encolhendo atrás de umas estátuas viu alguém que ele já desconfiava que apareceria naquela noite. Karkaroff!

Sem perceber, Jr colocou as mãos na sua varinha, com uma vontade imensa de matar.

– Jr, se controle!

Lembrando das palavras de sua Lady, Jr retirou as mãos da varinha, viu Karkaroff se aproximar da porta do salão principal olhando para os lados, provavelmente verificando se alguém o tinha visto. Quando percebeu que não havia ninguém por perto, ele rapidamente passou pelas portas.

O que será que o Karkarof vai aprontar? – Jr pensou – Bom, deixa pra lá. O que quer que ele tenha pensado em fazer com o Cálice provavelmente pra escolher o aluno favorito dele, não vai funcionar. Afinal, o feitiço criado pelo Lorde confundiu o Cálice. E é muito mais forte que qualquer porcaria que o Karkaroff tente.

Jr duvidava que qualquer feitiço que Igor usasse fosse atrapalhar o do Lorde. Mas era melhor avisar o Snape pra que ele ficasse de olho em Karakroff. Andando sorrateiramente, Jr voltou para seus aposentos.

Notas finais
Não esqueçam de deixar reviews!! :) Até o próximo capítulo!!