O Tempo Mudará

10 Capítulo 10 - "A Pedra Filosofal"


Notas iniciais
Olá gente! Tudo bom?
Bom, aqui estou eu com mais um capítulo para vocês.
Desejo a todos um Feliz Ano Novo! Que esse ano seja mil vezes melhor que o ano passado e que os sonhos de vocês se tornem realidade.. :D
Então, vamos nessa?
Um grande beijo e aí vai mais um capítulo! ;)

Capítulo 10 – “A Pedra Filosofal”

Estávamos no salão comunal e eu olhava tudo em volta. Era incrível como Hogwarts me encantava. Mas olhando a decoração, minha admiração e ansiedade caíam praticamente para 0%. Olha, eu até gostava de vermelho, mas aquilo já era demais! Chegava até a machucar meus olhos! Fomos aos nossos quartos e enquanto eu me arrumava, Tom disse em minha mente:

-Sempre tive curiosidade de ver o salão comunal da Grifinória.

-O que achou?

-Horrível! Ô lugarzinho pobre! O da Sonserina é muito melhor.

-Bem, mesmo que seja, provavelmente eu nunca vou ver, já que vou ter que passar muitos anos sendo uma dedicada e corajosa Grifinória – disse com deboche e o que me fez lembrar de como foi depois que fui selecionada para a Grifinória.

Depois da seleção tivemos um banquete e fomos guiados ao salão comunal. Adorei aquelas escadas que mudavam! Com relação aos quadros, alguns eram bem interessantes, outros, pelo contrário, eram bem irritantes. Achei o quadro da mulher gorda, guardiã da porta da Grifinória totalmente irritante. Aguentar aquela mulher falando era desgastante. Pelo amor de Merlin, vivíamos no mundo bruxo, certo? Éramos os campeões em ter mágicos excelentes, gênios, fabricantes de poções raríssimas, jogadores de Quadribol excepcionais. Então, me explica: porque os dormitórios dos Grifinórios tinham que ser guardados pela pior representante da nossa espécie? Tudo bem que os iniciantes da Sonserina arrebentavam os veteranos da Grifinória, mas fala sério! Acordar todo dia e ter que dizer “bom dia” para “aquilo” era desgastante. Só de lembrar que teria que agüentar aquele maldito quadro gordo durante todo ano me deixava mais exausta ainda. Mas, mesmo assim, me preparei e fui dormir, tinha um longo dia pela manha, um longo ano também, e muitas coisas pra fazer.

Na primeira aula o Potter e o Weasley chegaram atrasados. Como podiam ser tão desrespeitosos? Tudo bem que tudo que estava sendo ensinado naquela sala eu já sabia, mas mesmo assim, não custava chegar mais cedo.

Na aula de feitiços percebi que a anta do Weasley não conseguia fazer um simples Wingardium Leviosa. Pensei que aquela seria uma oportunidade para me aproximar dele, mas quase enfiei minha varinha na cara dele ao escutar um “Wingardium Leviosáááá”. Depois dessa minha mente ficou muda por uns 10 minutos balbuciando um “Heein?!”. Tentei ajudá-lo dizendo que ele estava pronunciando tudo errado, mas não é que aquele irritante colocou banca pra cima de mim? Como se eu tentar ajudá-lo fosse uma coisa irritante! Não resisti e mesmo que Tom tivesse me alertado, esbarrei nele na frente de todo mundo. Lógico estava consumida pela raiva, mas quem olhava achava que eu simplesmente estava magoada, afinal ele tinha falado mal de mim para o Harry e a maioria dos alunos escutou. Eu tinha que interpretar e fazer o meu papel de magoadinha. Enfim, mais uma oportunidade perdida.

Nosso professor de poções era Severo Snape, um comensal da morte. De cara já não gostou de mim, o que não era pra menos e na verdade não o culpo: ele não sabe que está falando com a sua futura Lady. Ele não gosta de mim porque acha que eu sou uma sangue –ruim e eu o aprecio por isso. Além do mais ele foi um dos servos mais fiéis do Tom: foi ele que trouxe para nós a profecia.

Na aula de defesa contra as artes das trevas, totalmente ridícula pra mim, considerando que eu já praticava as artes das trevas, o nosso professor era Quirinus Quirrell. Antes ele era professor de Estudo dos Trouxas...

... ¬¬

Preciso dizer mais alguma coisa?

O que fez Dumbledor colocar ele como professor de DCAT era um mistério para mim. O cara era patético! Era gago, bobo e se atrapalhava com os próprios pés; mas a meu ver tinha um ponto a favor dele: ele era um comensal da morte. Afinal, como dizia o Tom: “Você ganha mais tendo um servo imbecil, do que dois servos inteligentes”. Nisso eu concordava plenamente com Tom, pois apesar de não pensarem, eles eram os mais aptos a serem manipulados e usados. Sem contar que um servo imbecil não raciocina, traduzindo: os use sempre que quiser encobrir seus rastros. A anta sempre vai se atrapalhar, dando tempo para você fugir, e ele ser preso no seu lugar.

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Quando recebi a carta de Hogwarts, Tom e eu mandamos Kalil fazer um levantamento de todo o corpo docente da Escola, antes de eu vir estudar nela. Olhando vimos que tinha Quirinus Quirrell no currículo; totalmente fraco de mente e facilmente manipulável. Mandamos Kalil atrás dele, cheguei a achar que ela não conseguiria, mas não é que ela voltou com ele? E parece que seus argumentos foram convincentes porque Quirrell já voltou como nosso servo.

Demos uma missão pra ele que ele roubasse a Pedra Filosofal. Essa pedra foi produzida por alquimia, uma arte muito especifica que é a mistura de magia e ciência. A pedra foi criada por Nicolau Flamel e, de acordo com as nossas pesquisas, ele estudou com Dumbledor quando o velho bruxo cursou Hogwarts, ou seja, o cara era velho. A pedra possuía o elixir da vida, quem a tomasse não envelhecia além de se tornar imortal. Eu sabia que essa era uma chance de recuperarmos o corpo do Tom.

Óbvio que o inútil do Quirrell falhou e isso só alertou o Velho, que convenceu Nicolau a colocar a Pedra em Hogwarts, já que lá era um dos lugares mais seguros do Mundo Mágico.

Essa se tornou mais uma razão para eu vir para cá. Pelo que Quirrell falou a Pedra esta sendo protegida por várias barreiras, cada uma feita por um professor. Falei para ele se virar e arranjar um jeito de passar por elas, pegar a Pedra e nos trazer. Mas semanas tinham se passado desde que viemos a Hogwarts e nada. Não conseguimos a pedra e eu não estou nem mesmo próxima de me tornar amiga do Potter.

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Estava agora na Torre de Astronomia e pensava realmente em apelar:

- Estava pensando, o que você acha Tom? Já que ser prestativa não funciona, que tal apelarmos pra donzela em perigo que precisa ser salva?

-Donzela em perigo? Tá falando do que?

-To falando do Potter – disse com impaciência — de ser amiga dele. Estava pensando em me colocar em perigo e fazer com que ele e o Weasley me salvem. O que você acha?

-É um bom plano, o Potter tem cara de ser daqueles justiceiros, que ajudam os fracos e oprimidos... Pode funcionar! Tenta. Mas que perigo você quer supostamente se enfiar?

- Você vai ver. Se meu plano der certo, mataremos dois coelhos com um avadra só.

Realmente meu plano deu certo. Mandei uma coruja dizendo que era Voldemort e ordenei que Quinrrel colocasse um Trasgo Montanhês adulto dentro de Hogwarts. Óbvio que ele não tinha outra opção a não ser fazer o que eu tinha mandado e ele que se virasse. Isso ia ser uma distração boa o suficiente para que Quirrel fosse atrás da Pedra, enquanto eu estivesse ocupada com o Trasgo. Fiz com que a criatura me seguisse até os banheiros e esperei que o Potter e o amiguinho dele me salvassem. Resumindo, o inútil do Quirrell não conseguiu a Pedra, mas o Potter me “salvou”, e agora sou unha e carne com eles; totalmente amigos, pelo menos valeu a pena a aventura.

Uma noite estávamos andando no terceiro andar e percebemos que o Flicch, o zelador de Hogwarts, estava vindo na nossa direção. Entramos correndo numa porta e quando vimos tinha um cão enorme dentro da sala. Eu nunca tinha visto um cão de três cabeças antes. Conseguimos escapar dele sem maiores infortúnios, mas o Malfoy nos viu e nos dedurou. Nunca fiquei com tanta raiva da família do Draco quanto agora. Por causa dele tivemos que cumprir detenção na Floresta Proibida.

De raiva, não resisti a fazer uma brincadeirinha com o Potter. Quando o Hagridi mandou nos separarmos já no meio da Floresta, eu sabia que até uma coruja piando assustaria o Malfoy, o que faria com ele fugisse e deixasse o Potter sozinho, já que os dois estavam juntos. Eu, pelo contrário, estava andando com o Weasley. Quando isso aconteceu, lancei um feitiço de ilusão no Harry, nessa ilusão ele via um ser estranho e deformado com uma capa se alimentando de um unicórnio. Fiz a ilusão atacá-lo, mas logo ser repelida por uma outra que criei, um centauro, que explicou o que era aquela coisa. Foi muito divertido! Mas ao mesmo tempo já o avisei de que o Voldemort estava vivo e se fortalecendo a cada dia. Saboreei sua cara de pavor. É isso aí Harry, pensa que vai escapar, é?

Cheguei a achar que o Potter era um inútil, mas não é que ele tem certo potencial? Claro que não bom o bastante pra me descobrir, mas de acordo com ele o cão estava protegendo alguma coisa e era lógico que eu sabia o que era: a pedra. E os professores a estavam protegendo.

Ele começou a dizer que alguém queria roubar essa coisa e tínhamos que descobrir o que era e quem era. Claro, que eu já sabia, mas tive que aparentar estar pesquisando para saber qual era o objeto que o cão protegia. No fim, informei a eles que era Pedra Filosofal a tal “coisa” que os professores protegiam. De primeira, Tom não achou uma boa idéia eu contar a eles:

-Hermione, porque você quer contar? — perguntou impaciente – Quer alertá-lo sobre mim?

-Óbvio que não – respondi ofendida — Acompanha meu pensamento: O Potter vai querer proteger a Pedra se souber que alguém está tentando rouba – lá, entende?

-É claro que eu entendo! – apontou o dedo pra mim – É você que não está entendendo a proporção das suas ações.

Bufei exasperada, já estava perdendo a paciência:

- Tom, entenda, pelo amor de Merlin! Eu sei o que você está querendo dizer. É obvio que quando eu contar a ele sobre a pedra, ele vai querer protegê-la e vai principalmente contar para o velho. – Quando vi que ele ia me interromper, levantei a mão e o silenciei — Mas pensa comigo, e se no dia que houver a suspeita de que alguém for roubar a pedra, o velho não estiver aqui e nenhum professor acreditar no Potter?

Pude ver a compreensão nos olhos dele, e um sorriso brotou em seus lábios:

-Se o velho não estiver aqui e nenhum professor acreditar, ele mesmo vai ir querer proteger a pedra. O Potter vai entrar e eu estarei lá esperando por ele.

- Exatamente! Conseguimos a Pedra e matamos o Potter – sorri satisfeita.

- Mas ele nunca vai passar pelas barreiras dos professores – Tomme disse exasperado – Esqueceu que o senhor Potter é a incompetência em pessoa?

- É por isso que eu vou estar lá, como uma amiga, o ajudando a passar por todos os obstáculos – sorri irônica.

-Essa é minha pequena Lady. Sempre soube que você era maléfica.

E foi isso que fizemos. Voltamos às aulas depois dos feriados de fim de ano e contei ao Potter que era a pedra filosofal o objeto protegido. Óbvio que como o tonto que ele era, desconfiou da pessoa errada: achava que era o Severo o ladrão.

Procurei a oportunidade perfeita para colocar em prática meu plano. Agora o segundo semestre estava acabando: faltava menos de um mês para acabarem as aulas. Todos estavam distraídos focados em seus próprios problemas e os exames finais. Agora era o momento perfeito.

Mandei Kalil lançar um império em um funcionário do Ministério para que ele escrevesse uma carta para Dumbledor dizendo que o Ministro queria vê-lo. Isso ia fazer com que o velho se afastasse de Hogwarts.

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Tom habitava no meu corpo desde que o corpo dele foi destruído na noite em que foi atrás do Potter pela primeira vez. Isso aconteceu graças ao feitiço que liga nossos espíritos, feito por ele e minha mãe quando eu nasci. Esta é a fusão mais profunda que pode ser feita entre dois espíritos. Entretanto, para executarmos nosso plano, devíamos fazer um outro tipo de fusão: uma mais rasa, que permitisse que Tom abrigasse o corpo de outra pessoa por um período mais curto de tempo. Seis meses apenas. Assim, Tom possuiu o corpo de Quirrell para poder esperar o Potter junto com a Pedra.

Eu odiava isso. Quando Tom ficava longe, era como se faltasse alguma parte de mim; mas eu sabia que era por pouco tempo. Eu estava ansiosa; depois de tantos anos, eu ia poder, finalmente, tocar no Tom. Senti-lo.

Tínhamos conseguido a informação de como passar pelo Fofo, exatamente esse era o nome do cão de três cabeças – era um bicho de estimação do Hagridi. Ele, que com sua língua grande, entregou o jeito: era a música. Isso acalmava o bicho. Óbvio, Quinrrel já sabia disso, mas o Potter achou que era o Snape o “ladrão” e nos disse que ele iria tentar roubar a pedra hoje. Corremos para avisar a Mcgonagall. Óbvio que ela não acreditou. E o Dumbledor – Ah! – Ele tinha saído para ir ao Ministério. O Harry decidiu então que nós é que deveríamos deter o Snape: mal sabia ele que tudo estava indo de acordo com o planejado.

Passamos pelo Fofo fácil: Quinrrel já tinha estado ali e o cão dormia ao som de uma harpa que tocava graças a um encantamento. Mas caímos na segunda barreira: uma imensa planta do diabo. Ela te prendia e quanto mais você se mexia, mais ela apertava até te matar. Pra se livrar você tinha que parar de se mexer e, assim, ela te soltava. Avisei a eles e conseguimos passar por ela.

No terceiro obstáculo, descobrimos que tínhamos que passar por uma porta. Parecia fácil, entretanto o difícil era achar a chave. Havia milhares delas voando, elas estavam encantadas para ter asas, e devíamos descobrir qual delas abria a droga da porta. Analisando a fechadura, vimos que ela era velha e clássica. Olhamos para as chaves voadoras e vimos que só havia uma chave antiga: ela voava com uma das “asas” quebrada. Harry então pegou uma vassoura que estava encostada no canto e passou a perseguir a chave. Com ela em mãos, pudemos finalmente sair daquele inferno.

Nós três passamos pela porta e encontramos o que parecia um tabuleiro de xadrex bruxo gigante. Tentamos passar entre as peças, mas elas bloquearam nossa passagem e vimos que o único jeito de passar era jogando. Deixei para o Ronald fazer isso. Ele jogava esse jogo todo dia, eu nunca fui fã disso. Depois de várias jogadas estávamos ganhando, mas para vencermos, a peça em que o Ronald estava deveria ser sacrificada, ou seja, ele seria atacado.

Depois que Ronald se sacrificou, a meu ver ridiculamente, mas se ele não fizesse isso perderíamos e o Potter nunca alcançaria a próxima sala, onde meu Tom já o esperava. Depois que o Ronald se machucou, o Potter fez o último movimento e ganhamos o jogo. Mas eu não poderia continuar dali, só o Potter deveria ir e sozinho.

Ele se despediu de nós e pediu pra mim cuidar do Ronald que tinha machucado a perna. Como uma boa a amiga desejei boa sorte pra ele, sorri quando ele se afastou e passou pela porta que estava na nossa frente. Atrás daquela porta Tom estava esperando por ele. Deve ter ficado impaciente de tanto esperar. Mas agora, tudo ia dar certo e eu teria o meu Tom novamente na minha vida.

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Estava na enfermaria agora. Ronald estava dormindo depois que Madame Pomfrey deu uma poção pra ele. Eu estava numa cama ao lado da dele, tinha trazido ele com o feitiço Levicorpus depois que o Potter foi se encontrar com o Tom. Eu estava com alguns arranhões e escoriações, mas nada disso era importante porque nesse exato momento Tom devia estar matando o Potter e conseguindo a Pedra Filosofal, que iria fazer com que ele recuperasse o seu corpo e tivesse a vida eterna.

Eu estava ansiosa. Tínhamos combinado que se tudo desse certo ele iria embora de Hogwarts; afinal, quando descobrissem que “o menino que sobreviveu” estava morto, iriam começar com uma busca intensa na escola. Mas antes de ele ir, Tom me mandaria um patrono avisando para onde iria. E para não levantar suspeita, eu iria ao encontro dele apenas quando as férias começassem; o que não demoraria muito – umas duas semanas e tudo estaria bem.

Enquanto esperava, senti uma energia muito forte vindo em direção à enfermaria, me levantei e fui até a porta. Podia sentir que estava cada vez mais perto. Puxei minha varinha: se alguma coisa se aproximasse seria morta.

-Quem está ai? – perguntei para o vazio do corredor, mas a única coisa que recebi foi o silêncio. Quando ia voltar pra dentro senti um impacto enorme nas minhas costas e uma dor como se algo tivesse penetrando meu corpo. A dor era tão intensa que não agüentei e desmaiei no meio do corredor.

-Aquele moleque DESGRAÇADO!!! — gritou a voz com um ódio intenso na minha mente.

Conhecia aquela voz e principalmente aquele jeito de maldizer alguém. Forcei minha mente a se concentrar. Seu ódio dilacerava meus pensamentos:

-Tom? – perguntei com a voz submissa.

-Hermione, minha pequena, que bom que você acordou.

Sorri com a preocupação em sua voz, mas era estranho porque ele estava segurando meu corpo, ou seja, ela estava me tocando e isso só acontecia quando estava dormindo. Então, se ele estava aqui... Tudo deu certo! Abri um sorriso de pura felicidade. Quando Tom percebeu meu sorriso seu rosto de preocupação foi mudando pra uma de tristeza:

-Não Hermione – balançou a cabeça – Não deu certo.

-Como assim? — a confusão transparecia na minha voz. Me levantei e o encarei – O que aconteceu?

-Deu tudo errado Hermione. Aquele moleque... Como ele consegue?! – havia raiva em cada palavra.

-Se acalme e me conte o que aconteceu. Onde esta Quirrell?

-Está preocupada mais com ele do que comigo? – perguntou incrédulo.

-É lógico que não! Mas ainda assim preciso saber o que aconteceu com ele.

-Aquele inútil do gago está morto – ele disse podia sentir a raiva e a impaciência na sua voz e no jeito que andava de lá pra cá em minha mente.

- Como? – perguntei espantada, cansada de vê-lo andar de um lado a outro. Implorei: — Se acalme e me conte direito o que aconteceu

Então ele me contou que quando o Potter chegou eles conversaram um pouco. É claro que deve ter sido mais o Tom se gabando, pois a pedra estava com o Potter. Algum feitiço que o Dumbledor tinha posto no espelho de Ojesed – que é um espelho que revela o desejo mais profundo de seu coração – impedia que alguém com intenções ruins conseguisse a Pedra, ou qualquer coisa do gênero. Mas o que mais me surpreendeu foi quando Tom disse que no momento em que Quirrel encostou no Harry, ele começou a deteriorar e seu corpo foi completamente destruído. Depois disso o Tom inconscientemente foi atraído pra mim, graças ao feitiço da conjunção dos espíritos. Afinal Tom não pode ficar muito tempo sem um corpo.

-Como ele fez isso? – perguntei chocada.

-Eu não sei, e você não imagina o quanto isso me irrita, mas temos que descobrir o que é Hermione, senão de nada vai adiantar os planos e as coisas que fizermos, se quando eu encostar nele, o corpo que eu estiver controlando for destruído! – gritou.

-Eu sei – concordei desoladaDeveria ter alguma coisa que pudéssemos fazer. Mas o que evitava que Tom encostasse nele?

-Pode ser um feitiço ou alguma coisa da profecia – olhei pra ele – você me disse que Snape não ouviu toda a profecia, não é?

-Não, ele não ouviu. Essa é outra coisa que temos que descobrir. Mas a única cópia está no Ministério não é como se eu ou você pudéssemos entrar lá pra ver isso agora. Infelizmente este é um assunto que terá que esperar até o momento oportuno.

- Concordo, temos que esperar. – Balancei a cabeça. Era tanta coisa! — Temos que pensar no que fazer agora.

- Provavelmente Dumbledor vai destruir a pedra. Então essa oportunidade de fazer com que eu recupere meu corpo está perdida e descartada.

- O melhor que podemos fazer agora é esperar o ano letivo acabar, deixar a poeira baixar e pra podermos pensar em alguma coisa nas férias.

-Hermione!... Hermione acorde!... HERMIONE!

- Parece que tem alguém te chamando. É melhor você voltar agora querida, depois conversamos.

Depois que me despedi de Tom, acordei e vi madame Pomfrey em cima de mim me examinando. O velho também estava na enfermaria. Podia ver o Harry na maca em frente a minha, estava dormindo. Tive que explicar o que estava fazendo desmaiada no meio do corredor, mas até ai não foi um problema.

No outro dia já fui liberada da enfermaria e o Potter ainda não tinha acordado. Depois de três dias ele apareceu e tive que mostrar o melhor sorriso de como estava feliz de que tudo tivesse dado certo e de que ele estivesse bem. Depois passei horas contando e revendo todas as “emoções” que tínhamos enfrentado.

Já tinha se passado quase duas semanas do fiasco com a Pedra Filosofal e, como o Tom disse, Dumbledor e o Flamel destruíram a Pedra. Hoje já era o último dia, a taça das casas estava para ser entregue e a Sonserina e a Grifinória estavam empatadas. Mas graças a todos os “nossos feitos heróicos” ganhamos vários pontos pra nossa casa. Então a Grifinória venceu a Copa das Casas. Quem diria que um dia eu iria chamar a Grifinória de minha casa? Santa ironia!!

Já no trem, indo embora para casa, eu comentei:

-O primeiro ano acabou Tom – disseindo em direção à cabine. Harry e o Rony tinham ficado conversando com o Nevil e aquele sapo nojento – e não conseguimos nada – suspirei derrotada.

-Não seja pessimista minha pequena Lady. Metade das coisas que queríamos para esse ano foi concluída.

-Como pode dizer isso? – disse exasperada – Perdemos a Pedra, um dos nossos servos foi morto e Dumbledor agora está mais do que ciente de que você está vivo.

-Você tem razão, mas conseguimos grandes coisas: sua reputação de sabe tudo se espalhou por Hogwarts e você virou amiga do Potter... Podemos ter perdido a pedra, mas ganhamos a confiança do velho de que você arriscaria sua vida pelo garoto.

- Tem razão – tive que concordar com ponto de vista dele, mas logo comecei a rir – Não conhecia esse seu lado. Vendo as coisas boas de tudo. Está me surpreendendo Sr Tom Ridlle.

-Sempre vou te surpreender, minha pequena Lady – dissecom tom insinuativo. Mas logo ficou sério – mas não se acomode, o ano pode ter terminado, mas tudo está apenas começando...

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Notas finais
Bom gente, é isso aí.
Espero que vocês tenham gostado.. rs
Mais uma vez, um Feliz Ano Novo para vocês!
E até quarta que vem! Beijos! ;)