O Tempo Mudará
11 Capítulo 11 - "A Câmara Secreta" - Parte 1
Notas iniciais
Hoje vou postar um pouco mais cedo a história, beleza? :)
Este capítulo ficou muito grande, portanto, resolvi dividi-lo em duas partes.
A primeira parte postarei hoje, e a segunda na semana que vem (mas vou tentar postar mais cedo do que quarta-feira).
Espero que vocês gostem. E por favor, deixem reviews!! Isso deixa nós, autoras, muitoooo felizes! :D
E nos ajudem a divulgar nossa história galera.
Muito obrigada por vocês todos que nos acompanham!
Beijos e ótima leitura! ;)
Beco Diagonal
Eu tinha acabado de entrar em uma loja para comprar alguns livros que precisaríamos este ano. Estávamos eu e meus pais trouxas. Não queria ficar com eles mais do que o necessário, mas as pessoas precisam vê-los. Além do quê, eles tinham pedido para ir comigo. Eu podia tê-los enfeitiçado, mas achei que valia apena levá-los.
Na loja em que estávamos estava tendo a apresentação de mais um best-seller do Gilderoy Lockhart sobre suas aventuras. A meu ver ele era ridículo e provavelmente a maioria das coisas que escrevia era mentira, mas eu não tinha como provar isso; e como todas as mulheres suspiravam por ele, não podia simplesmente expor meus pensamentos, então acabava suspirando também.
Tinha acabado de pegar um livro quando vi um alvoroço na porta da loja. Quando fui olhar era o Potter e o grupo inteirinho dos Wesleay. Estavam cheios de pó de flu provavelmente vieram por alguma chaminé nas proximidades.
-Ninguém merece, mas nem fazer compras agente consegue! – exclamei irritada.
-Infelizmente a loja não é nossa, e é lógico que acabaríamos nos encontrando com eles – Tom me disse – Mas olhe isso pelo lado bom.
-Que lado bom? – perguntei ceticamente.
-Justamente hoje que você resolveu sair com os Trouxas para mostrá-los, acaba encontrando com o Potter e os Weasley. – Tom me disse como se isso fosse óbvio. E não é que era?
-É verdade pelo menos valeu estar aqui andando com eles. – eu disse enquanto olhava de esguelha os meus pais trouxas.
-Vai lá falar com eles – incentivou Tom acrescentando em tom sarcástico – e não se esqueça de ser gentil e mostrar todo o seu amor pelos seus adorados pais.
-Engraçadinho! – falei alto e com raiva.
-Harry! Rony! – Aproximei-me deles, abri um sorriso e me fingi estar surpresa por tê-los encontrado ali.
-Hermione – disseram os dois juntos.
-O que está fazendo aqui? – perguntou Ronald. Ô pergunta idiota! Afinal de contas, o que se faz numa livraria? Compramos roupas??!!
-Estou comprando os livros pra esse ano. Vim com os meus pais, eles estão ali. – Apontei para o balcão onde eles estavam pagando pelos livros que peguei; pelo menos os que vou usar na escola.
-Hermione, seus pais são Trouxas não é? – Escondi meu aborrecimento sobre essa pergunta.
-É sim senhor Weasley – sorri pra ele. Merlim, só dizer isso já me causa náuseas.
-Nós viemos comprar os livros da Gina, ela vai entrar em Hogwarts esse ano – disse a Sra. Weasley toda orgulhosa, como se fosse uma grande proeza a garota entrar em Hogwarts! Afinal, a menina era de uma família de bruxos, certo? Ela ia ser chamada. A Gina era irmã do Rony; já tinha ouvido falar dela, mas nunca a tinha visto.
-Que bom, você vai adorar a Escola Gina! – disse a ela sorrindo.
-Harry Potter! – gritou uma voz vinda do canto da livraria: era Gilderoy. Ele quase esmagou o Harry naquele abraço; depois de algumas palavras bonitas convenceu todos aqueles idiotas que o famoso Harry Potter era amigo dele. Deu até a coleção completa dos livros dele! Não que eu ache que o Potter vai ler – ele não lê nem os livros da escola direito – ainda mais um livro daquele idiota. Quando já estava começando a ficar enojada vendo toda aquela babação de ovo em cima do Potter e de sua fama adquirida às custas do MEU Tom, me virei para me afastar quando ouvi a voz sarcástica do Malfoy do lado da escada em que eu estava.
- Ora, ora, ora... O famoso Harry Potter não pode nem entrar numa livraria sem virar assunto da primeira página – naquela altura Harry já tinha se aproximado de nós.
-Vai embora Malfoy, não enche! – disse o Rony todo corajoso.
-Não mecha com o Harry! – disse a Gina. Quem essa tampinha pensava que era? Rambo?
-Olha, o que é isso Potter sua nova namorada? – Draco perguntou com deboche.
-Já chega Draco! – disse uma voz imponente atrás do Draco. O dono da voz colocou uma bengala em cima do ombro do menino.
-Lucius Malfoy — disse Tom na minha cabeça.
-Um dos seus comensais?
-Exatamente. Um dos que também não se deram ao trabalho de me procurar quando eu sumi – Tom acrescentou friamente.
-Não se preocupe. Todos eles vão pagar por sua deslealdade. Não existe nada que uma seção de tortura não possa curar – disse cruelmente. Pude ouvir a risada fria do Tom na minha mente.
-Por favor, Draco, se contenha. – podia ver o nojo no olhar de Lucius. Era um olhar que eu queria também lançar a eles, mas não podia, e o disfarçava com muito custo.
-Posso ver que você é o famoso Harry Potter. – podia se perceber a raiva na sua voz quando olhou para o Harry depois de disfarçar, e depois seu olhar apresentar nojo ao meu ver – E você é a nascida trouxa de quem o Draco me falou...? – disse em tom interrogativo. Como se esperasse que eu confirmasse isso. Rá rá... Pois ele que ficasse querendo. Já não bastava toda essa minha farsa ridícula? Aguentar alfinetadas de um mero comensal me irritou além da compreensão. Mas, impotente, só consegui olhar pra ele com raiva. Quando ele percebeu que eu não ia responder se virou para os Weasley – E vocês são os Weasley. Posso ver pelas roupas, o cabelo e os livros de segunda mão, não é? – pegou um dos livros que estava no caldeirão da Gina.
-Malfoy – o senhor Weasley tinha se aproximado provavelmente para defender sua prole das garras do Malfoy.
-Arthur, estava aqui conhecendo a sua família. Deve ser difícil sustentar tantos, não é?
-Vivemos como podemos Malfoy – senhor Weasley respondeu de forma cortante.
-Sim, tenho certeza disso. – ele tentou parecer simpático, mas podia se sentir a ironia em suas palavras – Como anda o trabalho no Ministério?
-Muito bem e o seu?
-Muito bem. Mas pra você deve ser difícil trabalhar com aqueles Trouxas, não é? Se não me engano teve uma explosão no seu departamento, espero que ninguém tenha se machucado.
-Não esta tudo bem. Vamos crianças, já esta tarde — tentando levar a gente, o senhor Weasley aparentemente quase corria dali. O que para mim não era de todo ruim: o confronto já tinha durado tempo demais.
- Sim, tem razão já está tarde – concordou Lucius com aquele sorriso frio.
Malfoy devolveu o livro que tinha pegado de volta ao caldeirão da Gina, mas pude perceber que ele colocou outro livro junto, todos estavam tão distraídos se espetando que nem viram. Quando percebi que livro era, não acreditei.
-Tom você viu o que eu vi? – perguntei incrédula.
-Vi sim, é o meu diário.
-O que ele esta fazendo com o Malfoy? – ficar mais incrédula que isso seria impossível.
-Antes de ir atrás do Potter deixei meu diário com o Lucius. Vai ser interessante ter o meu diário nas mãos dessa garota, quem sabe ela até nos ajuda... Já estávamos pensando em abrir a câmara secreta esse ano – Tom falou com um sorriso na voz.
- Sim, posso ver novas perspectivas para esse ano – disse sorrindo também.
**********_**********_**********
Mais um ano letivo tinha começado em Hogwarts: era o nosso 2º ano. Depois daquele nosso breve encontro com os Weasley, os Malfoy e o Potter, e depois de ver o que o Lucius colocou no caldeirão da Gina, nossos planos tiveram leves mudanças; claro todas para melhor.
O Harry e o Rony perderam o Trem para Hogwarts, e pelo que me contaram roubaram um carro do pai do Rony – que é enfeitiçado para voar – para tentar chegar até a escola. Claro que esse plano ridículo não deu certo, e o Dumbledore deu uma detenção para eles.
A Gina foi pra Grifinória – mega novidade! – agora a grande surpresa da noite, que no meu ponto de vista foi ridícula, foi que o Gilderoy Lockhart foi admitido como professor de Artes das Trevas. Pelo Amor de Merlin! O que ele ia ensinar pra gente? Como dar um belo autógrafo?
A aula era ridícula: ele nos mostrou os diabretes e, para piorar, ainda soltou eles. E como se não bastasse soltá-los ele deixou eu, o Rony e o Harry sozinhos com aquilo. Como eu vi que ninguém sabia fazer alguma coisa usei o Petrificus Totalus e trancamos eles novamente nas gaiolas.
Algumas meses tinham se passado desde que as aulas começaram, e Tom estava impaciente para abrir a Câmara Secreta e soltar o monstro que vivia lá dentro. Ele mataria todos os nascidos trouxas de Hogwarts, mas parece que nem precisaríamos nos preocupar com isso, alguém já tinha aberto a Câmara Secreta.
Eu e o Rony tínhamos acabado de encontrar o Harry que estava cumprindo sua detenção com o Gilderoy, quando nos encontramos com ele. Ele não parava de repetir que estava escutando uma voz, provavelmente a burrice literalmente afetou o cérebro dele era isso que eu estava pensando, quando encontramos a gata do Flich, Madame Nora, petrificada no corredor e uma mensagem escrita com sangue foi deixada na parede:
“A Câmara Secreta foi aberta, inimigos do Herdeiro cuidado”
Todos foram atraídos para aquilo, inclusive os professores. Como fomos os primeiros a ver, o Velho nos interrogou. Era óbvio que eu não ia dizer a minha suspeita. Eu estava no quarto agora conversando com o Tom.
-Tom quem fez isso com a Madame Nora? Ela foi petrificada... É o Basilisco não é?
-Sim, você percebeu a poça de água perto da Madame Nora? Os olhos do Basilisco matam instantaneamente ao olhar para a pessoa, mas se você ver simplesmente o reflexo dele você só é petrificado. Nada que a Planta Mandrágora não resolva. Provavelmente a gata viu o reflexo do Basilisco pela poça.
-Tom, a Câmara só pode ser aberta pelo Herdeiro de Salazar Slytherin. Ou seja: eu ou você. Precisa se falar com as cobras para as portas se abrirem e principalmente para se controlar o Basilisco; ele é uma cobra enorme pelo amor de Merlim! Se não foi você e não foi eu, então quem abriu a Câmara Secreta?
**********_**********_**********
Nós estávamos na aula de transfiguração e eu estava decidida a incitar a Mcgonagall a contar a todos sobre a Câmara Secreta. A dúvida estava me coroendo para saber quem abriu a Câmara. Levantei a mão para pedir permissão para fazer uma pergunta.
-Pode falar Senhorita Granger.
-Professora, a Senhora pode nos dizer o que é a Câmara Secreta? – percebi como a minha pergunta deixou ela hesitante em responder, mas sabia que não tinha escolha, principalmente agora que todos estavam curiosos. Eu ouvi a professora soltar um suspiro antes de falar:
-Como vocês sabem Hogwarts foi fundada pelos quatro maiores bruxos da época: Godric Gryffindor, Rowena Ravenclaw, Helga Hufflepuff e Salazar Slytherin – fez aquela pausa dramática e continuou – Os fundadores viviam em perfeita harmonia, mas um deles não. Salazar Slytherin acreditava que o ensino de magia não devia ser dado aos; como ele dizia; sangues ruim.
-Nascidos Trouxas – eu disse.
-Exatamente. – a professora continuou – Mas os outros não pensavam assim. Então, inconformado, Salazar abandonou a escola. Reza a lenda que Salazar Slytherin teria construído uma Câmara Secreta aqui na escola onde escondeu um monstro e somente o seu herdeiro poderia reabri-la. E assim expurgar todos os nascidos Trouxas da escola.
Quando ela percebeu que todos estavam apavorados com a história, tentou logo acalmá-los.
-Claro que a escola foi revistada várias vezes e nenhuma Câmara foi encontrada. – ela terminou com um tom firme.
-Professora, o que tem na Câmara? – eu ousei apertá-la um pouco mais.
-Um monstro que só pode ser controlado por Slytherin e seu Herdeiro.
**********_**********_**********
Desde que a primeira criança foi atacada pelo monstro todos estão apavorados querendo saber quem é o Herdeiro de Slytherin. Mal sabem eles...
O Harry e o Rony acham que é o Malfoy. São muito idiotas! Claro, ele odeia Trouxas, mas até ele chegar a ser o Herdeiro de Slytherin havia uma distância bem grande.
Na aula de Defesa Contra as Artes das Trevas, Severo e Gilderoy travaram um duelo, se é que podemos chamar aquilo de duelo. Pareceu mais um nocaute. Depois dessa cena deplorável, o Malfoy e o Harry foram chamados para duelar. Depois de vários feitiços o Draco conjurou o feitiço Serpensortia, que faz com que uma cobra apareça para atormentar seu adversário. Todos ficaram com medo e de repente o Harry começou a falar com a cobra, a controlá-la.
Ele era ofidioglota!!! Óbvio que eu sabia o que ele estava falando com ela, estava tentando acalmá-la e evitar que ela atacasse o Justino. Mas para todos que olhavam parecia que ele estava atiçando a cobra a atacar ele. Snape interrompeu aquele espetáculo com o Vipera Evanesca. Mas isso não evitou que todos encarassem o Harry como uma aberração. Até eu estava assim, mas era do absurdo que era aquela situação.
Eu e o Rony confrontamos ele, e pelo que o Harry disse não era primeira vez que ele falava com as cobras. Agora todos vão achar que ele é o Herdeiro de Salazar! Que ótimo...
-O que você acha Tom? Como ele pode ser ofidioglota?
-Não sei, e detesto dizer isso, mas talvez Dumbledore saiba.
-Só nos resta esperar. E ainda tem o fato de que não sabemos quem abriu a Câmara – falei pra ele.
-Eu estou desconfiando de uma pessoa.
-Quem?
-Gina Weasley!
-A Gina! – falei chocada – acha que ela é herdeira do Salazar? Como nós?
-Óbvio que não Hermione – respondeu impaciente – Lembra do meu diário? O que o Lucius escondeu nas coisas dela no Beco Diagonal?
-Lembro, mas o que tem isso? – perguntei confusa.
-O diário contém as minhas memórias, de quando eu tinha 16 anos e estudava em Hogwarts. Na época que eu abri a Câmara Secreta e soltei o Basilisco.
-Eu sei disso tudo, mas o que a Gina tem haver com isso? – perguntei impaciente.
-Se você me deixar terminar, eu falo! – disse todo nervoso. Levantei as mãos em rendição – Obrigado! Como eu estava dizendo, quando eu enfeiticei meu diário, deixei um feitiço para que quem o abrisse visse apenas páginas em branco. Se escrevessem nele, minhas memórias responderiam dependendo das coisas que a pessoa escrevesse. Depois de um tempo a pessoa ia ser possuída pelo meu Eu do Diário e faria qualquer coisa que ele mandasse e não perceberia, pois estaria em transe.
-Então você acha que o seu Eu do Diário está possuindo a Gina, o que fez com que ela abrisse a Câmara, atacasse a Madame Nora e deixasse a mensagem de sangue na parede? E ela não sabe de nada disso, pois fazia isso tudo em estado de transe?
-Exatamente – disse sorrindo.
-Isso é ótimo! Nem precisamos fazer nada então. Gina fará todo o trabalho –comecei a rir.
-Concordo, mas acho que devemos dar uma mãozinha – Tom disse diabolicamente.
-Mãozinha no quê? – havia curiosidade em cada palavra.
-Devemos ir conversar com o meu Eu do Diário – disse sorrindo.
**********_***********_**********
Alguns dias tinham se passado desde minha conversa com Tom, logo ia ter um jogo contra a Sonserina, e Harry estava indo treinar quando encontramos Malfoy no time da Sonserina. Ele era o novo apanhador e o pai dele o novo patrocinador do time da Sonserina. Tinha até dado vassouras de última geração para todo o time de Quadribol.
Mal nos viu direito e já começou a zoar com agente; respondi, óbvio, até parece que ia ficar quieta, mas o Malfoy... Ah! Com certeza ele podia ficar quieto e não ter falado o que disse pra mim! Rony ficou com tanta raiva que jogou a azaração cara de lesma no Malfoy, mas a varinha dele estava que brada e o feitiço voltou pra ele, logo Rony começou a vomitar lesmas.
Corri pro quarto, e comecei a chorar de raiva. Tom percebendo meu descontrole tentou conversar comigo:
-O que foi minha pequena Lady o que aconteceu? Porque está chorando desse jeito? – ele disse de uma forma carinhosa.
-O Malfoy aquele desgraçado! – gritei, a raiva era tanta que estava chorando em soluços.
-O que aconteceu? – perguntou novamente.
-O que foi, você não estava lá comigo, porque está perguntando o que aconteceu? – perguntei com raiva.
-Se acalme Hermione, eu estava muito dentro da sua mente, estava isolado pensando, mas consegui perceber seu descontrole emocional – respondeu com calma – Agora me diga o que aconteceu.
-Ele me chamou de sangue-ruim – disse cruzando os braços.
-Minha pequena, nós sabíamos que isso aconteceria.
-Eu sei, mas é difícil ser chamada da coisa que eu mais odeio.
-Entenda, eles não sabem quem você é, e como você mesma disse, não tem nada que uma boa sessão de tortura não resolva. Agora, se acalme!
Sorrindo, eu fiz o que ele disse.
**********_**********_***********
Depois de tudo isso o dia do jogo chegou. Durante o jogo contra a Sonserina, o balaço perseguiu o Harry como se tivesse enfeitiçado e atingiu o braço dele, o quebrando. Acabei parando o balaço e o professor Lockhart tentou remendar os ossos do braço do Harry, mas só fez com que todos os ossos sumissem, o que fez com que o braço do Harry parecesse uma gelatina.
A noite Harry nos contou que ouviu a mesma voz que tinha ouvido quando Madame Nora foi atacada dizendo que ia matar, ele não sabia que voz era essa, mas eu sabia: era o Basilisco. Harry o escutava, afinal era ofidioglota e o Basilisco era uma Cobra Gigante que se movia pelos encanamentos da escola.
Depois de ouvir o Basilisco, o Dolbby, elfo doméstico dos Malfoy, apareceu na enfermaria e contou ao Harry que tinha sido ele que tinha feito o Harry e o Rony perder o Trem e que foi ele também que tinha enfeitiçado o balaço para persegui-lo. Porque, de acordo com ele, o elfo queria proteger o Harry já que a história estava para se repetir. Óbvio que o Harry e o Rony não entenderam, mas a história que estava se repetindo era a Câmara Secreta ser aberta novamente assim como aconteceu a 50 anos, quando Tom a abriu.
Naquela mesma noite o Basilisco fez sua próxima vitima, ela foi trazida a enfermaria enquanto Harry estava lá, mas ela também não morreu estava usando uma câmera e deve ter visto o reflexo do Basilisco pela lente. Por causa disso, a segurança dentro da Escola estava absurda, com toques de recolher, professores espreitando corredores e colocando os veteranos mais fortes para vigiarem as turmas dos novatos. O medo pairava em Hogwarts.
**********_**********_**********
Como aquelas antas – subtende-se: Harry e Rony – desconfiavam que o Malfoy fosse o Herdeiro de Sonserina, sugeri a eles fazer a poção polis suco que faz com que tomemos a forma de outra pessoa a partir de alguma essência dela, como um fio de cabelo. Falei a eles que poderíamos nos transformar nos amigos mais próximos do Malfoy e assim descobrir se ele era o Herdeiro ou se ele sabia quem era.
O único problema era que a poção demorava três meses para ficar pronta. Claro que usei isso a meu favor: nesse meio tempo pretendia confirmar se realmente a Gina estava sendo controlada pelo Diário e tinha aberto a Câmara.
Fazia a poção no banheiro das meninas no 2º andar. Ninguém entrava lá, porque a Murta que geme era um fantasma que residia lá; ela tinha sido a única sangue ruim que o Basilisco tinha matado quando o Tom o soltou a 50 anos atrás. Eu já tinha perguntado, mas ela não fazia a mínima ideia de o que ou quem a tinha matado, e pensando bem, era melhor assim. Harry e Rony quando entravam ali, ficavam tão confortáveis comigo... Mal sabiam eles que naquele mesmo banheiro estava a entrada para a Câmara: nos lavatórios.
Três meses se passaram e com ele o Natal também. Nesse ano, não deixei Hogwarts. Não tinha razão para isso, além do que, pretendíamos usar a poção naquela época, afinal Malfoy também tinha ficado junto com os seus amigos Crablle e o Goyle na Escola. Era o momento perfeito.
Estávamos no banheiro; a poção estava pronta e finalmente Harry e Rony iam usá-la. Mas eu ia fingir que tomaria e enquanto eles iam falar com o Malfoy, eu ia entrar na Câmara Secreta. Tom acha que a presença do Eu dele do Diário deve estar forte lá, afinal nesses três meses observei a Gina e já tinha a certeza de que ela estava sendo controlada pelo Tom do Diário. Ela anda toda dispersa, com olheiras enormes como se a dias não dormisse e fatigada. Entretanto isso só era percebido por quem a olhasse de perto, pois ela estava disfarçando muito bem.
Tomamos a poção e pelo amor de Merlin! Ô negócio ruim! Corri para o banheiro para vomitar aquilo, depois de alguns minutos quando tinha esvaziado meu estômago, Rony e Harry já estavam com a aparência do Crablle e do Goyle. Eles me chamaram, mas como eu não podia mostrar que não tinha tomado a poção, rapidamente fiz em mim mesma um feitiço e fiz pelos horríveis de gato aparecerem em meus rosto e mãos. Assim, disse a eles que a minha poção tinha dado errado e os dispensei dizendo que estavam perdendo tempo, afinal a poção tinha duração de uma hora apenas. Era tempo suficiente para eu conseguir o que queria. Mais do que tempo suficiente, na verdade.
Depois que saíram me recompus e me preparei para entrar na Câmara.
-Está pronta minha pequena Lady? – perguntou Tom.
-Mais pronta impossível – respondi.
Notas finais
Tomara que tenham gostado.
Deixem reviews e recomendem nossa história! Por favor ^^
Beijos e até semana que vem! ;)
Fale com o autor