Notas iniciais
Música que acompanha o capítulo:
Patience - Guns N' Roses
Capítulo 42 – “Just a little patience” Mônica nada respondeu. Em seus olhos, uma lágrima fugitiva havia sido liberta, umedecendo sua face. Como ele podia ser tão convencido de si? Ta, ta, ele é super-fofo, ela pensou de si para si. Mas achava que ela era como Denise, que aceitava todo e qualquer favor que lhe fosse pedido. Ora, ser tratada como tal. Era demais para ela. Amava-o mais do que tudo na vida, mas não suportava ser julgada como as fáceis, longe disso. Cebola, por outro lado, nada compreendia da cólera que Mônica sentia, tudo estava muito estranho para ele. Ela sempre mostrou ser apaixonada, louca por ele, mas não gostou que a chamasse de namorada. Como assim? Ela deveria ter adorado a idéia, dado risada com ele. Mas qual o problema? Qual? Ele precisava saber, precisava. Decidido, caminhou em sua direção, apressando o passo. Porém Mônica acelerava cada vez mais, tornando-se uma corrida um tanto divertida, pelo menos para ele. Encontravam-se no corredor. Quando Cebola finalmente estava nos calcanhares de Mônica, o inesperado aconteceu. Por causa dos seus passos apressados, havia tropeçado no próprio pé, perdendo totalmente o equilíbrio. Mônica, por sua vez, havia notado quando tudo já ocorrera. Para evitar uma batida feia na cabeça de Cebola, ela ficou diante dele, tentando segura-lo. Em vão, porque ambos haviam caído no chão. Ela, para evitar o pior, ajoelhou-se e finalmente conseguiu repousar seu amigo, porém, muito perto de seus lábios. Houve um minuto de silêncio, o qual fora mortal para ambos. Porém, o calor ali existente já bastava, o coração deles já dizia por si só. As palavras só seriam o complemento. A respiração de ambos era rápida, devido ao tombo do Cebola. “Vamos, me beija” diziam os olhos de ambos. Mônica tentou se conter, não queria confundir ainda mais o já atordoado Diego. Cebola, por outro lado, queria mais do que tudo beijá-la ali e agora. Esse era o momento ideal, não poderia desistir agora. Mas, reteve-se a apenas encostar sua testa na dela, fechando os olhos em seguida. Para que olhos, se o seu inconsciente sempre tem-na como centro das atenções, sempre entre os holofotes. Seu desejo de roçar seus lábios ao dela ainda persistia, mas reprimiu-os mais uma vez. Decidira perguntar primeiro algo que lhe intrigava: — Por que não é assim? Eu não entendo. Você me quer, mas não quer. Ainda não entendi essa parte. Por favor, me diga. Tortura-me não saber os reais desejos dessa dentucinha dos lábios de mel. Diga, só lhe peço isso, mais nada. — Cebolinha – a voz de Mônica falhava – você me... Ama? – a última palavra saiu com dificuldade. — Você ainda tem dúvida? É claro que amo, senão não estaria aqui, ajoelhado na sua frente, prestes a te beijar, mas não o faço porque preciso saber o que a aflige, “olas” bolas! — Tenho... E muita. – uma lágrima saía de seus olhos semi-cerrados. — Como posso te mostrar que não estou mentindo, que o que falo vem de me peito dilacerado, agora unido em retalhos. Por favor, por favor, me diga. — Quero uma prova de amor. – respondeu finalmente Mônica — Mas não pense que um beijo me prova isso, não mesmo. Faça o que quiser, mas me prove. — Serve agora? – Cebola retirava sua testa da dela, fitava seus olhos castanho-claros. — Se quiser... (mas acho que não ia adiantar) Antes que Mônica terminasse sua frase, Cebola assobiava lentamente, continuando a fitar os olhos dela. Não havia entendido no início, o que um assobio lento significa? Mas espere, esse ritmo, a maneira como o fazia. Estava reconhecendo aquele som, parecia de uma... Música. Linda, por sinal. Cebola parou, depois de um minuto e meio assobiando. Fez uma breve pausa e começou a cantar calmamente: — Shed a tear \'cause I\'m missin\' you I\'m still alright to smile Girl, I think about you every day now — Ce... – ele a interrompeu com uma das mãos. — Was a time when I wasn\'t sure But you set my mind at ease There is no doubt You\'re in my heart now Said, woman, take it slow It\'ll work itself out fine All we need is just a little patience Said, sugar, make it slow And we come together fine All we need is just a little patience (patience) Mm, yeah Ele havia parado de cantar, fitava os olhos dela em súplica, implorando por uma resposta, nem que fosse um simples sim ou um seco não. Nada ele disse, permitiu que Mônica quebrasse o silêncio repentino entre eles. Ao ver uma mão solta dela, pegou-a e entrelaçou à sua. Mônica estava boquiaberta, tocada em seu interior. Dentre todas as músicas que gostava, Patience era a que mais lembrava de Cebola. Era tocante, deixava-a toda arrepiada, dava-lhe arrepios, fazia seu coração bater mais forte e acelerado. Nada conseguia dizer, aquilo fora comovente demais. Como ele sabia que ela amava essa música e a mesma fazia lembra-se tanto de Cebola?Não sabia, a única coisa que lhe interessou no momento foi linda voz dele ao cantar. Seduzia-a como uma sereia faz a um homem no rio, ela estava prestes a se afogar para nunca mais voltar. Manteve-se o silêncio. Cebola pôs-se a cantar de novo. I sit here on the stairs \'Cause I\'d rather be alone If I can\'t have you right now I\'ll wait, dear Sometimes I get so tense But I can\'t speed up the time But you know, love There\'s one more thing to consider Said, woman, take it slow And things will be just fine You and I\'ll just use a little patience Said, sugar, take the time \'Cause the lights are shining bright You and I\'ve got what it takes To make it We won\'t fake it, I\'ll never break it \'Cause I can\'t take it Ele abria um sorriso torto, fitando o belo rosto dela. Aproximou-se da testa da dentuça, deixando seus lábios próximos aos dela. Fez uma longa pausa. Cantarolava de boca fechado, imitando o som do violão, o qual era um solo muito bonito. Aquele estranho som vindo das cordas vocais de Cebola era até melhor que um violão tocando, pelo menos para Mônica. Ele voltou a cantar. ...little patience, mm yeah, mm yeah need a little patience, yeah just a little patience, yeah some more patience, yeah need some patience, yeah could use some patience, yeah gotta have some patience, yeah all it takes is patience, just a little patience is all you need * I been walkin\' the streets at night Just tryin\' to get it right Hard to see with so many around You know I don\'t like Being stuck in the crowd And the streets don\'t change But baby the name I ain\'t got time for the games \'Cause I need you Yeah, yeah, why I need you Oo, I need you Whoa, I need you Oo, all this time ** Ao findar da música, Cebola entrelaçou sua mão a dela. Ficou em silêncio por alguns instantes, mas não demorou muito e começou a perguntar: — Serve essa prova de amor, minha vida? Mônica hesitou por um momento. Deveria ela dizer a real verdade, que aquilo fora mais do que suficiente. Mas não, precisava de uma prova maior, algo que a desse certeza absoluta. Começou a dizer: — Ce, isso foi muito lindo da sua parte, muito linda mesmo. Mas, ainda não me convence! Antes que pudesse retrucar, a buzina do ônibus urrava, urrava sem parar. Era a hora de partir, agora mesmo. Por não ter escolha, os dois levantaram-se, Mônica libertou sua mão. Assim os dois corriam no ônibus. Ao chegarem lá, notaram uma Magali com o olhar entusiasmado e de um Cascão encabulado. Ambos queriam saber de tudo, de tudo. Fim do 42º capítulo.
Notas finais
Música que acompanha o capítulo:
Patience - Guns N' Roses
Aviso: Essa música além de ser tema do capítulo, é o tema que me "inspirou" e que mais fala da história ralatada. Ou seja, é a música-tema de O TEMPO IRÁ DIZER !! *o*
Geente, eu ameii escrever esse capítulo...vocês não tem idéia
Quanto a música, bem que poderia ter um violão lá né, é tão lindo *viajando*
é porque eu sei fazer o acompanhamento da música, não o solo..mas tudo bem !! :D
Espero que tenham gostado
Mandem reviews :D
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