O Tempo Irá Dizer
43 Aulas-extras
Capítulo 43 – Aulas-extras Ao entrarem no ônibus, Cebola e Mônica não disseram sequer uma palavra. Ao contrario deles, todos falavam em voz alta, uma verdadeira confusão de vozes, alguns falavam sobre o laboratório, mas não um assunto mais balado do que a traição de Denise e o “chifre” que ela pôs em Cebola.Muitos davam altas risadas, zombando sem parar. Aquelas malditas palavras o deixavam completamente irritado, uma cólera imensa, quase impossível de se suportar, estava uma pilha de nervos. Mas não era para menos, pois além de ser traído por sua parceira com o homem que mais detestava da escola, preferia que nem citassem seu nome, brigou com seu rival, levara um corte feio perto de seu olho. Houve aquele médico também, mas o problema nem era Felipe em si, mas a reação de Mônica diante dele. Mas o que mais lhe intrigava era ela. Correção, as palavras proferidas por ela, exigindo provas de amor. Ele havia tentado, usou um dos artifícios mais comoventes, uma música. Tal era a adequada, pois soubera ao acaso, ouvira ao acaso Mônica comentando com Magali gostar muito de “Patience”, tal desconhecida para ele no momento. Pesquisou e aprendeu a assobiar, cantar afinado, até fazer os solos no violão. Achou necessário, pois utilizaria a qualquer instante. Está aí mais um motivo de sua cólera ser quase incontrolável. Mônica não considerou tal declaração como prova amorosa, não mesmo. Isso o deixava atordoado, com n idéias no seu cérebro, sendo cada uma delas processada ao mesmo instante, confundindo-o ainda mais. Ah, meu dia não pode ficar pior, pensou de si para si. — GRAAAAANDE CEBOLA... – gritava Xaveco, indo ao seu encontro – E aí, como anda a galhada? — Muito bem obrigado! – ironizou Cebola – Por que, ficou com ciúmes de eu ter e você não? Faz o seguinte, fica um tempo com a Denise e logo a “galhada” surgirá! — OLHA COMO FALA DA DENISE!! – gritou, aproximando-se de Cebola. — Ah é, tinha me esquecido. VOCÊ GOSTA DELA. Desejo boa sorte em suas cantadas! — Como você teve coragem de dizer isso – indagou Xaveco. – Era um segredo meu e seu, lembra? — Olho por olho, dente por dente... – informou Cebola, virando seu rosto bruscamente, sentado ao lado de Mônica em seguida. O ônibus deu partida e começou sua viagem de volta à escola do Limoeiro — Mais essa agora – disse Cebola, entre dentes. — Relaxa careca – falou Cascão, apoiado na parte de trás do seu banco – Logo esse bando de língua solta vai ter outra fofoca pra dizer. Afinal de contas, o que não falta é novidades por aqui. – o sujinho jogou um olhar malicioso em Cebola, e mexeu rapidamente os olhos para Mônica. — Eu não gosto que me chamem de careca. Bom – refletiu Cebola – esse não é o único apelido que permanece desde a infância. Fazer o que... – ele deu de ombros — Cascão, realmente, há sempre novidades entre nós, não é? – ele jogou um olhar malicioso ao sujinho, fitando brevemente Magali. Ao passar os olhos pela comilona, ele havia percebido um anel prateado, o qual cintilava quando a luz do sol batia sobre ele, ardia visualizar tal objeto. — Ai Magali – comentou Cebola – que anel é esse? Ele vai me cegar logo logo. — Não seja tão dramático, Cebola. – grunhiu Magali – eu não tenho culpa que ele reflete a luz do sol. — Anel? ‘xa ver? – perguntou Cascão, já pegando a mão de Magali, fitando o anel – Ah, é uma aliança de compromisso. – conclui o sujinho, fazendo uma careta de reprovação. — É, o Joaquim me deu esse anel faz alguns dias. Já que a gente namora há tanto tempo, ele quis tornar oficial. E é claro que aceitei. È óbvio né Magali, o anel está na tua mão porque você negou. DEEERR. Todos riram de Magali, a qual falava com si mesma, parecendo uma débil mental., a qual havia fugido do hospício mas estava procurando-o, pois gostava de lá, seus amigos eram tããão legais. — E você Cascão – dizia Mônica, entrando na conversa – não tem um desses? Seguindo a lógica, você e a Cascuda deveriam ter. — Báh! Isso é bobagem! – respondeu em tom de reprovação — O mais importante ter uma companheira que te ame, sem aliança e essas mil tranqueiras, do que nenhum amor e ficar preso em algo indesejável. — Nossa! Que frase profunda... – disse Magali. — Essa é a intenção, ô tonta – respondeu Cascão, fitando seu rosto. — Ah, ta... – respondeu a comilona, fazendo uma cara de imbecil. — Ai Magali – começou Mônica – você deve ter deixado cair um parafuso da cabeça... — Mas se tem formato de macarrão pode ter certeza que eu comi! — KKKKKKKK! – ouvia-se uma risada geral. — Caham, com licença – começou Bernardo. – Mônica, Cebola, podem me acompanhar? — Claro professor! – disseram os dois ao mesmo tempo. Os dois se levantaram, caminhando cautelosamente pelo corredor do ônibus, tomando cuidado para não cair em nenhum assento. Bernardo aparentava estar muito sério e nervoso ao mesmo tempo. Também não era pra menos, uma guerra sanguinária entre dois inimigos, talvez a Primeira Guerra Mundial perdia na quantidade de sague envilvida. Não demorou muito e já estavam em seu destino. A dentuça e o troca-letras pararam em lados opostos, o professor de Ciências estava de frente a Cebola. Ao lado de Mônica encontrava-se uma Denise chorona e irritada, de cara amarrada. A seu lado estava Reinaldo, com o nariz todo enfaixado, parecendo uma múmia. — Turma, preciso que esclareçam tudo que aconteceu... — AH, ESSE CORNO AI JÁ CHEGA QUERENDO BATER NOS OUTROS, VÊ SE PODE! — Eu tive meus motivos, Reinaldo – retorquiu Cebola, sem alterar o tom da voz. — Foi assim professor – começou Mônica – a Denise e o Reinaldo, umas semanas atrás, armaram juntos um plano para fazer o Cebola acreditar que estava tendo um caso com o Reinaldo. Deu certo, tanto que depois ela ficou com o Ce. Mas, como “mentira tem perna curta”, ele descobriu a verdade e ainda por cima viu esses dois- ela dizia apontando para Denise e Reinaldo – se beijando. Bom, o resto o senhor sabe. — Certo. Mesmo que o Cebola esteja nervoso, não era necessário briga. Mas já que ocorreu, não me resta outra saída a não ser que os dois façam aulas extras comigo e com e Giaqueto. Ele já está por dentro do ocorrido. — AHHH, Nããão, o Giaqueto não... – disseram os dois ao mesmo tempo. — Desculpe, não tenho outra escolha. Agora vão para seus lugares, certo? Obedecendo a ordem e em extremo silêncio, os quatro caminhavam tomando cuidado para não esbarrar em nada. Em poucos instantes, Mônica e Cebola retornaram para seus lugares. — E aí? – Cascão quebrou o silêncio, com um quê de curiosidade na voz. — Por causa da briga eu vou ter aula extra com o Bernardo e com o... GIAQUETO! — Rapaz, que roubada!! Justo com o SANTA CLAUS? — É, mas o pior vai ser agüentar ele me chamar de Zé Gotinha, vai saber o motivo dele me chamar assim... — Vai ver é coisa do século vinte antes de cristo. — É... – riu-se Cebola, mas ainda de baixo-astral João Giaqueto era um velho professor da Escola do Limoeiro, o qual lecionava desde que foi fundada, 35 anos atrás. Tinha os carinhosos apelidos de Papai Noel, devido a sua barba branca e sua aparência semelhante ao bom velhinho, e outros como o Elo Perdido, tutor da Princesa Isabel, mordomo da Santa Ceia, Parteiro de Jesus, Engenheiro Civil da Arca de Noé... E por aí vai. O motivo pelo qual muitos dos alunos não gostassem da aula dele era a sua lentidão, a demora para começar a falar da matéria em si, além de sua voz dar muito sono. — Ah gente! Vamo fala de coisa boa, baixo astral, aqui não! – anunciou Magali. — Isso mesmo Magali – concordou Mônica – agora é bola pra frente. — Beleza então. – concordaram Cascão e Cebola. Nesse instante ônibus estacionava na escola, fazendo um barulho grotesco quando freou. O relógio da igreja, a qual se localizava no centro da pracinha, anunciava através dos sinos que eram cincos horas da tarde, o pôr-do-sol estava próximo, logo iria chegar. Ao ver o horário, Cebola teve uma idéia: — Turma, e se a gente for agora à praça – sussurrou para seus amigos – Sabe, só nós quatro, aí a gente observa o pôr-do-sol. — Pode ser careca. — Por mim, tudo bem. O Quim me avisou que iria ajudar o pai depois da excursão. — E você, Mônica? – viraram-se todos para ela. — Vocês tem alguma dúvida, é claro que sim! — ÊÊÊ !! – gritaram os três ao mesmo tempo. — Então vamos lá à pracinha, naquele lugar que tem um laguinho. – anunciou Cebola. — Ok. – concordaram todos – o lugar é perfeito. – anunciaram em uníssono. Todos saíram alegremente do veículo, caminhando até a pracinha em conjunto, lado a lado. Nem Cascão nem Cebola arriscaram entrelaçar as mãos em suas companheiras, decidiram aguardar o momento certo. A brisa gelada dançava em seus rostos, refrescando-os. O ar puro da pracinha dava a impressão de estar voando acima das nuvens. Ao chegarem perto do laguinho, Magali, Cascão e Mônica sentavam em círculo. Cebola ainda estava de pé, mas pó-se logo a sentar. Mas, qundo pousou seu corpo na gélida grama, levantou-se num salto: — Me lembrei de uma coisa!! — O que? – perguntou Mônica, Magali e Cascão em uníssono. — Esperem e verão. Cebola virava seu rosto e corria para casa em passos largos. Precisava chegar antes do pôr-do-sol. Tomara que eu não demore para achar, tomara, pensou de si para si. Os raios de sol dançavam em sua face, as idéias e planos a todo vapor em sua cabeça. Ao entrar em sua casa, foi correndo para o seu quarto. Não demorou muito e achou o que queria. Pegou o objeto na mão e saiu correndo de volta para a pracinha. Eram cinco horas e quinze minutos. Fim do 43º capítulo.
Notas finais
Bom, devo deixar claro uma coisa:
Esse tal professor Giaqueto que apareceu no meio do nada tem motivos pessoais
Pois eu tenho na minha escola um professor que temo sobrenome Giaqueto (óbvio que eu não coloquei o nome dele)
E na nossa classe é mais ou menos assim, chamamos ele de tudo que se imaginar
Aqui tem um vídeo da turma do terceirão do ano passado: E o bom velhinho é o verdadeiro Giaqueto, inspirador desse proofessor velho (mas o meu também é :p) -=> tanto que cheguei a conclusão que ele foi Jardineiro do Edem, além do mais, foi Peão de Dinossauros e quando surgiu o Big Bang, partículas se juntaram e o formaram
ahuahuahuahua
MAs eu adoro o Giaqeuto b29;
JAcket SAnta CLAUS (L)²
:P
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