O Sultão
52 Reorganizando, recuperando
Notas iniciais
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Capítulo 51
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Bella
O maior tempo das setenta e duas horas após a cirurgia do Sultão Carlisle foram muito pesadas para mim e Edward, mas também alcançamos sentir que pouco a pouco os problemas da gente vão acabar e vamos ter um pouco da paz que precisamos.
─ Como está minha sogra? ─ perguntei para Soraya.
─ Ela dormiu a noite, mas teve um sono muito agitado e mal acabando o café da manhã recomeçou a reclamar das fortes dores de cabeça que tem estado sentindo.
─ O médico?
─ Esteve fazendo uma ressonância nela. Ele percebeu que a área cerebral responsável pela memória está numa atividade maior que no exame anterior, mas fisicamente ela não tem nada de errado.
Coloquei as mãos no rosto. É só a memória dela voltando.
Husam.
─ Meu filho?
─ Está numa reunião do conselho com o Sultão.
Movi a cabeça achando graça desse comportamento do meu marido com nosso bebê e os conselheiros.
─ Meu cunhado?
─ Não vai alcançar estar online para a primeira consulta de pré-natal da Princesa Alice. O cerco sumaneses contra os rebeldes da Maniza está se fechando muito mais ligeiro do que achamos que ia acontecer.
Aspirei aliviada. É muito bom perceber que a destruição da guerra logo vai chegar ao fim.
─ Reorganize tudo da escola de baile. Nada vai acontecer nela até acabamos de ajudar todas as vítimas da guerra.
─ Sim, senhora.
Olhei para o relatório financeiro de Rajar no tampo da minha mesa.
Pelo apoio que meu país está dando a Suma na guerra contra a Maniza pausamos a reconstrução do que a guerra contra Alzan destruiu na minha terra natal, só que a maioria dela já está reconstruída e vamos acabar de levantar tudo quando Suma acabar sua guerra na Maniza.
─ Também mande esses desenhos para minha cunhada, mas não deixei as pessoas vê-los. ─ Por carinho a nossa família, apesar dos nossos problemas Edward tem desenhado algumas ideias de vestidos para Rosalie colocar no seu casamento religioso com Emmett. ─ e envie esse para minha estilista.
Ela os olhou ── Tenho certeza que reconheceu as características artísticas do meu marido neles, só que também percebeu que o último não é nada da maneira que costumam ser meus kaftans ── Ele o desenhou para a mãe.
Soraya se curvou, caminhando para o corredor.
Levantei.
Edward e eu não temos mais como estar escondendo a verdade do nosso filho. Husam precisa saber que os pais de Edward também são seus pais.
Cruzei os braços.
Daqui poucas horas os sedativos do Sultão Carlisle vão estar saindo completamente do seu organismo e se ele alcançar ter se recuperado do coma pouco a pouco vamos ter que falar que seu filho caçula sobreviveu ao que aconteceu com ele e sua esposa.
Caminhei para meu próximo compromisso oficial ── O último antes de estar no hospital com Edward e Alice.
─ A Princesa?
─ Acabando a reunião com os assessores do Príncipe Jasper. ─ respondeu meu chefe de segurança.
Movi a cabeça.
O assessor que substitui Soraya quando ela não pode estar comigo abriu a porta do carro para mim.
─ No conselho Tutelar Vossa Majestade vai ver rapazes e moças de todas as idades.
Virei a cabeça para esconder um sorriso. Essa é só a maneira dele de me lembrar que não posso estar abraçando ou sorrindo para os rapazes, porque muitos deles estão na puberdade e ser muito aberta com eles pode ser visto como desrespeito meu com meu marido.
Olhei para a minha roupa, meditando se não foi um erro escolher um vestido ocidental tamanho mídi para essa visitar.
Movi a cabeça ── Não vou estar pensando nisso.
─ Está tudo organizado no Hospital Real?
─ Sua visita com a Princesa Alice a ala infantil dele não vai ter problemas. ─ meu assessor respondeu calmo.
Essa é a nossa nova desculpa para estamos de novo nele.
Olhei para as ruas da capital e no Conselho Tutelar as pessoas falavam baixo entre elas da tolerância de Edward com minha “má” escolha de funcionários para minha equipe de trabalho ── Continua sendo perturbador para elas me ver acompanhada de homens também e não só mulheres nela.
Movi a mão para essas pessoas, com meus seguranças sempre me protegendo de todos ── Numa guerra nunca sabemos de onde pode vir um ataque.
Entrei no Conselho Tutelar com jornalista me fotografando de todos os lados.
Uma criança correu para mim, com um adolescente segurando sua mão.
Meu segurança principal bloqueou o caminho dos dois.
A criança tinha flores simples na sua outra mão e o adolescente me olhava com admiração.
Vacilei procurando por perigo, mas não alcancei nada de ruim vindo deles.
─ Deixe os dois virem.
Meu assistente e outros seguranças me olharam.
Meu olhar não vacilou de novamente. O segurança que bloqueou o caminho deles se moveu para o lado.
A criança e o adolescente me olharam de novo. Eles vacilaram assustados com meus seguranças, mas caminharam para mim novamente.
Os dois pararam na minha frente. A criança sorriu para mim, mas o adolescente baixou a cabeça.
Me abaixei na altura da criança ── Também era um menino.
─ Oi, fofinho.
Ele me olhou com o dedinho na boca, olhando para baixo.
─ Oi, Majestade.
Não conseguir conter o sorriso.
─ Qual o seu nome?
─ Jamal. Esse é meu irmão, Mohammed. ─ ele puxou a mão do adolescente.
Parei de sorrir.
─ Oi, Mohammed.
─ Majestade. ─ o adolescente falou baixo se curvando.
Beijei o rosto da criança e levantei.
─ Por que estão no Conselho?
Mohammed me olhou.
─ Nosso pai morreu num acidente antes da guerra e nossa mãe deixou a gente aqui.
Meu coração apertou.
─ As flores são para mim? ─ perguntei.
Jamal as esticou para mim.
─ Tia Lâmia deixou a gente as pegar do jardim para a senhora.
As peguei dele, mas a entreguei para um dos meus seguranças.
─ Jamal! ─ seu irmão falou.
Ele cobriu a boquinha com a mão.
─ Esqueci que não era para falar nada.
Sorri para ele.
─ Vou agradecer ela depois.
Outras crianças e adolescentes também se aproximaram de mim, mas não alcancei estar muito tempo com elas e antes de entrar no carro estive falando com o diretor do Conselho.
─ O que aconteceu com a mãe das primeiras crianças que estive falando?
─ Ela não tinha mais como continuar alimentando os dois e para não ver eles passando fome os entregou para a gente. ─ baixou seu olhar ─ Mas, o prazo para os pegar de volta antes de serem colocados para adoção está acabando e ela... ─ sua voz vacilou. ─ entrou na prostituição. ─ falou mais baixo.
─ E os dois não têm outro parente para cuidar deles?
─ Só um tio de segundo grau.
Movi a cabeça.
─ Encontre ele e deixe minha equipe estar sabendo de tudo o que acontecer com os dois.
O diretor moveu a cabeça, se curvando.
Entrei no carro ── Tenho que estar no hospital, mas uma mensagem no meu celular mudou tudo.
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Subi correndo a escadaria do palácio.
─ Sultana a visita no hospital. ─ meu assistente falou atrás de mim.
─ Vai acontecer depois. ─ entrei no palácio.
Ele parou de me acompanhar. Caminhei para a ala privada da minha família.
Soraya estava me esperando na porta do quarto da Sultana mãe.
─ O que aconteceu com ela?
Soraya tragou a saliva.
─ A Sultana esteve gritando com dores na cabeça, mas só eu a ouvi. Ela desmaiou e quando acordou esteve perguntando pelo Sultão Carlisle, pelo marido dela.
Surpresa.
─ Minha sogra recuperou a memória?
Soraya moveu a cabeça.
─ Chame o médico.
Soraya moveu a cabeça novamente. Abri a porta do quarto.
─ Como está?
A Sultana levantou da cama e não respondeu, mas perguntou para mim:
─ Como está meu marido?
─ Os médicos começaram a diminuir os sedativos.
─ Tenho que vê-lo.
Bloqueei seu caminho.
─ Sei que o vocês viveram nos últimos anos foi muito pesado, mas Edward também não esteve vivendo num paraíso e a senhora não pode estar se comportando sem pensar na reação de todas as pessoas que não sabem que estão vivos.
Parou, me olhando.
─ Como está meu filho?
Aspirei.
─ Forte como sempre, mas também com muito medo do pai não acordar e que a senhora nunca mais lembrasse de nada.
Tragou a saliva.
─ Ele também precisava de tempo para cuidar da recuperação de vocês antes de estar falando para os sumaneses que os dois estão vivos.
Caminhou para a janela.
─ Jasper?
─ Muito ocupado com a guerra, mas está sempre perguntando de vocês para a gente.
Aspirou.
─ E Lady Hana?
Levantei mais a cabeça.
─ Vai depender do que descobrimos na investigação.
Me olhou.
─ O que aconteceu com vocês para todos acharem que estavam mortos?
Caminhou para perto de uma cadeira.
─ Não sei muito. Nosso avião teve uma pane elétrica, uma grande turbulência sacudiu a gente e ele começou a cair muito ligeiro. ─ tremeu. ─ Tive muito medo. Não conseguir sair sozinha dos destroços, mas Carlisle foi forte por nós dois e me arrastou deles. ─ se abraçou. ─ Só que, teve uma explosão. Desmaiei e quando acordei de novo estava no acampamento.
Caminhei para mais perto dela.
─ Quanto tempo esteve desacordada?
Aspirou novamente.
─ O médico da época me falou que seis meses, mas me perdi no tempo e quando acordei só me sentia vazia. ─ colocou sua mão no abdome.
Olhei para o lado ── Ainda não posso falar de Husam.
─ Não lembrava de nada do meu passado.
Movi a cabeça, a olhando de novo.
─ Há quanto tempo conhece Lady Hana?
Me olhou novamente.
─ Na miséria da ditadura dias depois de eu acordar os rebeldes atacaram o acampamento para pegarem os poucos medicamentos e comida que a gente tinha. ─ sorriu sem alegria. ─ Eles mataram o médico e com mais algumas semanas ela chegou para cuidar da gente. ─ olhou para o teto. ─ Não a reconhecemos. ─ olhou para minhas roupas. ─ Suma é conservadora, mas a Maniza é mais e as mulheres da família real nunca mostravam o rosto.
Coloquei a mão num meu cotovelo.
─ Acha que ela tem alguma culpa pelo que aconteceu com a senhora e o Sultão Carlisle?
Virou o rosto para a janela.
─ Acho que não, mas posso estar errada. ─ reajustou sua postura. ─ O que todos ouvimos e vimos no acampamento é que a família a desprezou por estar solteira numa idade que a maioria das moças da nossa cultura estão casadas para continuar estudando medicina e pouco usava hijabs para esconder seu rosto.
Na primeira vez que a vi acho que ouvi Lady Hana falando algo para disso para Edward.
Minha sogra virou para mim.
─ Não vou deixar que as pessoas me vejam, mas tenho que estar perto do meu marido. Se está casada com Edward por amor tem que compreender que não posso mais estar longe dele.
─ Compreendo, só que acaba de recuperar suas lembranças e não vai estar fora do palácio até que o médico fale que está bem.
─ Sou a Sultana de Suma.
─ Não até que Edward devolva oficialmente o trono para o pai.
─ Acho que está odiando eu estar de volta.
─ Apesar de ter nascido numa família real nunca tive ambição de ser Sultana, só me importa que Edward esteja feliz e tenho muitos problemas para estar perdendo tempo com ódio.
─ Lembro da primeira vez que Carlisle e eu falamos de você para ele. ─ sorriu. ─ Nosso filho tremeu com a ideia de casar com uma criança, mas a gente conhecia o amor e nunca o forçamos a nada. Jamilah tinha acabado com o coração dele.
A olhei com mais interesse.
─ Ele só via inocência em você e apesar da guerra contra Alzan se esforçou muito para não te roubar a liberdade. ─ aspirou. ─ Dói não ter visto como meu menino se apaixonou por você, mas ver seu amor por ele aquece meu coração.
─ Jasper também encontrou um bom caminho para o amor. ─ murmurei.
Sorriu mais.
─ Eu vou ser avó. ─ colocou a mão na boca.
Acho que não teve tempo suficiente para perceber tudo de diferente que vai encontrar na sua vida depois de ter perdido e recuperado suas lembranças.
─ De uma menininha ou menininho.
Sorriu de novo.
─ Como do seu bebê.
Não respondi.
Bateram na porta, o médico entrou no quarto.
─ Majestade. ─ se curvou para mim.
─ Senhora. ─ ele só moveu a cabeça para minha sogra.
─ Sultana. ─ o corrigi.
Os lábios dele perderam a cor ── Ele me compreendeu fácil.
─ Desculpe, Majestade. ─ também se curvou para ela.
A Sultana mãe moveu a cabeça.
O médico esteve fazendo novos exames físicos nela e estando acompanhando a conversa dos dois escolhi no closet dela roupas que ajudem a esconder sua identidade ── Ele também fez novos exames de imagem para temos certeza que a volta das lembranças não teve consequências ruins minha sogra, mas todo movimento dela no palácio foi pelas passagens secretas para que outras pessoas não a vejam.
─ As dores na cabeça foram só consequência do cérebro trabalhando mais ligeiro pela forte volta das lembranças que estavam bloqueadas para ela.
Movi a cabeça ── Soraya estava com a gente.
Entramos nas passagens secretas de novo ── A Sultana Mãe me acompanhava de perto ──, e quando estivemos fora delas novamente entramos num carro extraoficial que estava num dos portões mais escondidos do palácio.
Soraya esteve noutro oficial para todos os jornalistas acompanharem o carro errado na porta principal do hospital ── Só meu chefe de segurança e outra pessoa que veio comigo de Rajar estiveram no carro que eu estava com minha sogra.
Ela me olhou.
─ Me sinto envergonhada pelo meu comportamento.
Reajustei minha postura.
─ Sei que não fui a melhor pessoa quando a conheci, mas não ter minhas lembranças ajudou a colocar Hana numa bola de proteção.
Fechei os olhos. Colocou sua mão na minha.
Abri meus olhos.
─ Mas se é você que faz meu filho feliz nunca vai ser a ela que vou estar protegendo.
Surpresa.
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