O Sultão

53 Recuperações


Notas iniciais
Oi flores e queridos. Esse capítulo é todo da parte que cortei do capítulo 51. Não condenem Esme, só estou tentando mostrar por ela, Jasper e Alice como não é só alegria a adaptação de uma ocidental na cultura árabe-muçulmana. O caminho do Husam está escolhido, também sei que com ele posso dividir vocês ou não, mas foi o melhor que achei. Muito obrigada pelos comentários de vocês. Leitores (as) novos(as) sejam bem-vindos(as).

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Capítulo 52

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Bella

Entrei por uma das portas laterais do hospital com a Sultana Esme ── Tem Jornalistas na porta de trás esperando pela minha saída com Alice e os jornalistas na porta da frente acompanharam o carro oficial achando que eu estava com Soraya nele.

A Sultana reajustou seus óculos e o rijab no rosto para não ser reconhecida por outras pessoas ── Ela também estava com uma abaya que a protege um pouco mais.

A deixei protegida pelo meu chefe de segurança num dos quartos privados reservados para a família da gente.

Aspirei ── Outro segurança me acompanhou para a sala que Alice estava.

Minha equipe é leal a mim.

─ Bella. ─ ela me abraçou.

─ Onde está Edward?

─ Se organizando para entrar na Unidade Semi-Intensiva.

Nosso sogro foi transferido para ela há poucas horas.

Sentei num sofá pequeno.

Meu marido tem que estar calmo para ver o pai. Também não acho que vai falar da falta de lembranças da mãe com ele mal estando acordando.

Alice também sentou.

─ Achei que você não ia vir mais.

─ Tive que voltar para o palácio.

Me olhou com mais interesse.

─ As dores da Sultana estiveram mais fortes?

Falei da recuperação das lembranças da nossa sogra.

─ Estou feliz por Jasper e Edward, só que não sei se vou conseguir estar calada se ela falar novas idiotices.

A olhei.

─ Evite o que puder, mas esteja sempre com a cabeça levantada. Na cultura da gente pessoas que não se impõe nunca são respeitadas e esconder quem você é não é o melhor caminho para estar num relacionamento.

─ Jasper a adora.

Coloquei minha mão na sua.

─ Só que também ama você e ele vai ter que encontrar o equilíbrio dos sentimentos que tem pelas duas para vocês continuarem juntos de maneira saudável.

Mordeu os lábios.

Jasper e Edward são o perfeito contraponto dos homens da nossa cultura: os dois nasceram na mesma família e tiveram uma educação parecida, mas não igual. Meu marido nasceu para governar, meu cunhado para proteger o sultanato e as obrigações diferentes de trabalho dos dois também transformaram o comportamento deles na vida privada ── No campo de defesa e ataque, ou fora dele, Jasper tem que obedecer às ordens do irmão e, apesar de ter que ser conciliador Edward não está acostumado a colocar nada nas mãos de outras pessoas, porque nas suas obrigações precisa sempre estar fazendo as melhores escolhas para Suma.

Alice apertou minha mão.

─ Só que muitas vezes as tradições culturais são muito mais fortes que o amor e Jasper é mais tradicional que Edward.

Olhei para nossas mãos juntas.

Somos melhores amigas, mas por termos nascido em culturas opostas sempre achei que ela ia estar casada muito mais tarde e com uma pessoa muito mais liberal que eu, só que de alguma maneira acabamos invertendo os caminhos da gente e tudo vai estar mais difícil se Jasper e ela não encontrarem um equilíbrio completo no casamento deles.

Levantei.

─ Acha que ela estava sendo honesta quando falou que nunca vai ser Lady Hana que vai estar protegendo?

─ Tem que estar ou vamos estar descobrindo que os dois nunca conheceram a mãe têm.

Aspirou.

─ Acha que ela lembra do Husam?

Lembrei da maneira que nossa sogra colocou a mão no abdome na conversa comigo.

─ Não sei se sabe que ele está vivo, mas sabe que esteve grávida.

─ E quando vão falar dele para ela?

Senti meus olhos umedecerem.

─ Logo, só que o bem estar do Husam sempre vai estar sendo nossa prioridade.

Alice também levantou.

─ Vou falar com ela. ─ murmurou.

─ Vou com você.

─ É melhor estamos sozinhas.

Movi a cabeça.

Ela caminhou para o quarto que está a Sultana.

Minha cabeça doeu. Vinquei a testa, massageando o espaço entre meus olhos.

Sentei de novo.

─ Sultana.

Me assustei.

─ Desculpe. Aceita um copo com água? ─ o segurança que estava comigo perguntou.

Movi a cabeça novamente.

─ Obrigada. ─ peguei o copo da sua mão.

Ele também moveu a cabeça, se afastando para o canto da sala.

Traguei um pouco da água.

Edward e eu reconhecemos que não podemos ser egoístas, seus pais têm o direito de saber que o filho caçula deles está vivo, mas com a saúde fraca que Husam tem temos que ser muito suaves com todos para não o prejudicar e escolhemos esperar que os dois estejam bem para falamos dele para eles.

Coloquei o copo na mesinha da sala.

Acho que Edward não vai estar por muito mais tempo na Unidade Semi-Intensiva.

Me recostando no sofá peguei um jornal de hoje numa mesinha lateral ── Nada de novo ──. Peguei uma revista relacionada a turismo ── Pelo menos as fotos são bonitas de ver.

A olhei com mais interesse ── Edward e eu ainda não alcançamos ter nossa lua de mel ──. Parei de estar pensando nos problemas, apesar do medo de perder Husam continuar na gente e pela primeira vez em muitas semanas estive sonhando acordada.

───

─ Sultana.

Levantei a cabeça.

O assistente do meu marido se curvou.

Fechei a revista.

─ O Sultão entrou na Unidade Semi-Intensiva, mas acho melhor estar mais perto dele quando o pai acordar.

Não o contradisse, levantando para o acompanhar.

Ele me levou para uma área mais restrita do hospital para colocar tudo o que se precisar estar vestindo para entrar nela.

─ No amarelo a senhora vai conseguir estar ouvindo os dois e no azul consegue falar com o... Seu marido. ─ a enfermeira se atrapalhou por não saber mais como falar do Edward.

Não falei nada. Tudo vai estar muito confuso pelos próximos dias.

Olhei para os botões que ela estava mostrando.

Movi a cabeça.

A enfermeira se curvou.

Movi a mão. Ela se afastou.

Pela vidraça da Unidade olhei para Edward de pé do lado da cama do pai, mas ele o estava olhando e pela primeira vez comparei de verdade a aparência deles ──, apesar da cicatriz no rosto do Sultão Carlisle, Jasper e Edward têm um equilíbrio muito bom entre as características físicas dele e da Sultana Esme ──. Beleza incomparável e de roubar o fôlego.

Os cílios do meu sogro tremeram ──. Meu coração bateu mais forte.

Edward colocou a mão na do pai. Me emocionei por eles.

Os olhos do meu sogro tremeram de novo.

Edward tragou a saliva, o olhando com mais ansiedade.

Minha respiração pesou. O Sultão Carlisle abriu os olhos. Edward apertou com suavidade a mão dele.

─ Pai!

Meu sogro piscou mais ──, seus movimentos estavam devagar, mas seus olhos calmos encontraram Edward.

─ Meu leão.

Vi lágrimas no rosto do meu marido. Meus olhos umedeceram.

Traguei a saliva.

Edward abriu de leve a boca para falar ──, seus lábios tremeram.

─ Meu leão. ─ seu pai repetiu.

Meu leão é uma maneira muito conhecida vinda do Império Otomano dos sultões chamarem seus príncipes.

Apertei o botão “mute” no painel que estavam os que a enfermeira me mostrou ──. Não acho correto invadir a privacidade dos dois num momento tão especial.

Também me afastei da vidraça, só que continuei por perto. Sentei numa das três cadeiras que estava no corredor da Unidade, mas estive muito agitada para estar parada.

Levantei. Caminhei de um lado a outro ──, não funcionou ──. Tentei estar pensando numa maneira da gente continuar falando com Husam dos meus sogros ──, também não funcionou.

Caminhei para a vidraça novamente ──. Vi Edward beijando a cicatriz do pai.

Também vi lágrimas no rosto do meu sogro ──. Ele colocou a mão no rosto do filho.

Sentei de novo.

Conhecendo tudo o que Edward sofreu ver Jasper e ele terem seus pais de volta é muito bonito.

Chorei de alivio por finalmente estar vendo meu marido ter um pouco de felicidade, mas logo limpei as lágrimas do rosto. Apesar, da sua felicidade sei que Edward vai estar precisando que eu esteja forte para que ele alcance organizar com calma todas as emoções de hoje ──, que estão ou vão estar no seu interior.

Olhei para cima quando ouvi passos conhecidos perto de mim.

─ Minha flor.

Levantei a cabeça.

─ Edward. ─ estive de pé.

A gente se abraçou.

Sorri.

Seu cheiro é o melhor do mundo.

─ Ele está de volta para você e Jasper. ─ murmurei.

Edward me abraçou mais forte.

─ Como ele está?

Colocou suas mãos no meu rosto.

─ Continua fraco pela cirurgia difícil que teve, mas está bem.

Sorri de novo.

─ E você?

Ele também sorriu.

─ É como se eu tivesse renascido e um grande peso estivesse saindo dos meus ombros, apesar de outros continuarem. Mas, é muito difícil mostrar com palavras tudo que estou sentindo.

O abracei.

─ É normal, só que com o tempo todos vamos encontrar a paz completa que precisamos e vamos estar bem.

─ Te amo. ─ falou baixo.

O beijei.

Sentamos nas cadeiras do corredor ──. Suas mãos estavam nas minhas.

─ O que seu pai sabe?

─ Só que Jasper está numa missão no exterior e que minha mãe esteve cuidando dele desde que achamos que eles estivessem mortos, mas achei melhor não estar falando da falta de memória dela ou guerra da Maniza quando ele perguntou dos dois.

Sorri suave.

─ Eu também ia ter perguntado. Acha que ele sabia da gravidez dela?

─ Acho que não ou ia ter perguntado dele também.

Coloquei a mão no seu rosto.

─ Vamos esperar que ele esteja forte para falar, mas... ─ mordi o lábio inferior. ─ Não me atrasei por estar no Conselho Tutelar... ─ falei para ele da recuperação da sua mãe.

Edward chorou.

Com coloquei a mão de leve no seu cabelo.

Ele aspirou e expirou forte algumas vezes para recuperar seu equilíbrio emocional.

Beijei seu cabelo.

─ Onde ela está?

─ Com Alice num dos quartos reservados para a família da gente.

Me olhou.

─ Ela não esteve maltratando vocês, esteve?

Sorri.

─ No começo não gostou muito de eu ter bloqueado o caminho dela para ver seu pai, mas compreendeu meus motivos e aceitou vir da minha maneira.

Sua voz esteve mais suave:

─ Acha que ela lembra do Husam?

Lembrei de novo da maneira que sua mãe colocou a mão no abdome quando esteve conversando comigo.

─ Lembra. ─ parei um pouquinho. ─, só não sei se sabe que a gravidez resistiu a explosão do avião.

Edward moveu a cabeça.

─ Mas não vamos apressar nada, o menor erro pode desestabilizar Suma e não podemos estar arriscando a saúde do Husam.

Coloquei a cabeça no seu ombro. Ele beijou meu cabelo.

Levantamos para ver sua mãe.

───

─ Imm*! ─ meu marido abraçou minha sogra.

Alice continuava com ela.

Sorri, apesar de ser um pouquinho mais alta que eu ela é tão pequena quanto eu perto dele, mas fora de um sentido literal esteve muito maior do que ele quando retribuiu seu abraço.

─ Meu leão. ─ sua voz teve pequenas quebras pela emoção que está sentindo.

─ Imm. ─ respondeu mais suave.

Minha amiga me olhou.

Movi a cabeça.

Edward beijou a testa da mãe. Ela se afastou colocando as mãos no rosto dele.

─ É muito bom estar lembrando de você para poder estar sentindo seu cheiro e o calor do seu abraço de novo.

Alice caminhou para mim e a Sultana Esme beijou muitas vezes o rosto do Edward.

Ele chorou de novo.

─ É muito bom conseguir reconhecer novamente um dos meus maiores amores. ─ ela também chorou.

Com a mão na minha Alice e eu caminhamos para o corredor.

─ Vendo Edward com a mãe compreendo porque Jasper a adora, mas ela não gosta de mim.

A olhei.

─ A Sultana te maltratou?

─ Se as pessoas a vissem comigo iam falar que ela foi gentil, só que teve olhares que a nossa sogra não alcançou esconder e eles mostraram tudo o que precisava para perceber.

Lembrei como nossa sogra esteve olhando para o meu vestido de modelagem ocidental.

─ Não somos as noras que ela sonhou.

Alice me olhou.

─ O Sultão Carlisle e ela te escolheram para casar com Edward.

Sorri com zombaria.

─ Só que há sete anos quando eles estiveram me investigando para o meu noivado com ele, eu não era nem dez por cento da pessoa que sou hoje e a escolha de casar comigo foi deles, não dos dois.

Na cultura árabe-muçulmana é muito comum os pais pesquisarem toda a vida do rapaz ou da moça para aceitarem ou fazerem um pedido de casamento, mas na época do começo meu noivado com Edward ou da suposta morte dos seus pais, eu não animava milhares de torcedores nos mais famosos estádios do mundo.

─ Mas você conhece os costumes daqui, eu não.

Meditei a melhor maneira de a aconselhar.

─ A cultura é como uma língua estrangeira: a pessoa sempre aprende mais ligeiro quando com um nativo dela e não sou o melhor exemplo do mundo, só que você tem a mim para aprender.

Alice me abraçou. Sorri, retribuindo.

─ Edward te ama como você é.

Me afastei um pouco para olhar seu rosto.

─ E Jasper você, ele só mais imaturo que o irmão, mas também é mais novo e não viveu todos os traumas que Edward teve para amadurecer ligeiro ou foi casado como ele.

Ela também me olhou e nem precisou falar para eu perceber que lembrou da maneira que ele chegou virgem no casamento.

─ Eles também não tiveram uma educação igual. ─ murmurou.

Levantei as mãos na altura do peito.

─ Pelo passado doloroso dele prefiro não estar perguntando do Edward antes do nosso casamento, só que pelos comentários baixos que tenho ouvido querer as vezes começo a perceber mais e mais que meu marido mudou muito o comportamento dele por mim.

─ E você acha ruim ele ter mudado? Ou tem medo de conhecer o antigo Edward e não gostar dele como ama o que conhece?

Não consegui responder. Nunca me perguntei a fundo se eu ia gostar do antigo Edward.

Alice sorriu.

─ Respondo por você: a moça liberal no seu interior ia se achar doida por se apaixonar por um rapaz honesto, mas muito tradicionalistas como desconfia que ele era.

Não sei.

───

Edward levou a mãe para ver o pai na Unidade Semi-Intensiva, mas para não o cansar e evitar que a reconheçam ela só o viu por alguns minutos pela vidraça do hospital.

No palácio Edward e eu também estivemos falando com Husam, enquanto a Sultana Mãe e Alice falavam com Jasper por vídeo-chamada no quarto que colocamos a Sultana.

Estávamos na cama do nosso quarto.

─ Bebê, lembra quando a gente falou que Jasper é seu irmão? ─ Edward perguntou.

─ Lembro. ─ Husam respondeu baixo e triste.

─ Tem mais. ─ falei suave.

Husam me olhou.

─ Edward também é filho da mesma mamãe que te carregou na barriga e do mesmo papai que te colocou nela.

Ele abriu sua boquinha, mas não falou nada.

Parei um pouquinho.

Edward me olhou, ele aspirou e espirou. Também o olhei, mas logo virei de novo a cabeça para nosso bebê.

─ Ele... ─ traguei a saliva. ─ é o irmão mais velho de vocês.

Husam resfolegou alto, sua respiração pesou.

─ Meu papai não, meu papai não! ─ gritou, num comportamento muito diferente do que costuma ser o seu. ─ Meu papai não! ─ Husam começou a ter dificuldade para continuar respirando e com sua mãozinha do peito gemeu de dor.

Me preocupei e me assustei muito ──, Edward também, mas alcancei reagir mais ligeiro que ele.

─ Calma bebê, por favor. ─ massageei seu peito com suavidade. ─ Calma. ─ falei mais suave novamente.

Edward o pegou dos meus braços.

─ Aspire e espire. ─ também falou suave, continuando a massagem, enquanto mostrava os movimentos de aspiração e expiração para Husam.

Edward o abraçou mais.

─ Não importa o que a gente seja, Bella e eu sempre vamos estar com você. ─ o acarinhou com suavidade. ─ Sempre vamos estar te cuidando.

A dor começou a diminuir com a respiração do nosso bebê também se acalmando.

─ Também sempre vamos te ama, você vai poder estar vendo a gente.

Edward o abraçou mais novamente.

─ Nunca vamos te deixar. ─ murmurou.

─ Não quero outro papai, também não quero outra mãe! ─ Husam persistiu. ─ “Num quelo”!

Coloquei a mão na do Edward. Temos que continuar com calma ──. Crianças não podem pagar pelos adultos.

Meu marido moveu a cabeça.

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Notas finais
*Imm: é o mesmo que mãe em árabe, mas dependendo do país também falam 'umi.