O Sultão
44 Consequências
Notas iniciais
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Capítulo 43
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Bella
─ Acha que Emmett vai me desculpar? ─ perguntei para Edward ── a gente estava na sala de estar menor da nossa ala.
─ Seu irmão a conhece. Ele sabe que você confia nele e o ama, mas Charlie é o Sultão. Ele te fez jurar você não ia falar nada e Emmett também não ia te falar nada se tivesse jurado não falar.
O olhei. Ele estava enrolado a pontinha do meu cabelo no seu dedo.
─ Emmett reagiu muito triste por descobrir que a guerra com Alzan começou para proteger a criança que ele era, mas também está machucado pelo silêncio da gente.
Edward me abraçou, colocando meu rosto no seu peito.
─ É uma verdade que dói, mas quando estiver mais calmo seu irmão vai compreender que a gente só estava protegendo ele de um sofrimento inútil.
Fechei meus olhos.
─ Mostrar a verdade para Emmett não ia mudar nada, só deixar ele mal. Seu pai ama vocês e nada ia ser melhor se ele tivesse estragado a felicidade do seu irmão para não entrar na guerra. Alzan só ia estar mais ambiciosa e o país de vocês ia perder mais e mais.
─ Eu sei, mas Emmett...
─ Só precisa de tempo para organizar a cabeça. ─ acarinhou meu braço.
─ Se eu pudesse estar com ele... ─ aspirei.
─ Nossos problemas não deixam, mas vocês vão se falar e você vai poder ajudar ele a estar melhor com o peso da verdade.
Só que não vai ser fácil. Conheço meu irmão. Ele é como eu e vai ser difícil aceitar que foi um dos motivos da guerra.
─ Olha papai! ─ Husam falou com Edward ── Ele estava se movendo na frente da tevê no ritmo da música do seu desenho animado preferido.
Meu marido levantou a cabeça para o olhar.
─ Muito bom filho. ─ murmurou.
O olhei.
─ Não vou corrigir meu... Nosso filho, para mim ele é nosso filho e não vou corrigi-lo.
Coloquei minha mão na sua.
─ Também não. A gente nem sabe se os seus pais estão vivos. ─ respondi.
─ E se estão eles me ensinaram que o amor não se força, se ganha e ganhamos o dele.
Movi minha cabeça.
A gente também está procurando o melhor especialista para acompanhar o tratamento cardiopata que Husam precisa estar fazendo e um dia vamos tudo da sua origem para ele.
Husam caminhou para a gente e subindo no sofá colocou sua cabeça nas pernas do pai e os pés nas minhas.
Edward beijou sua testa.
Sorri.
Nosso filho virou reajustando seu corpo e dormiu.
Edward o acarinhou no cabelo e me olhou.
─ Te amo. ─ falou.
Beijei seu rosto, levantando devagar e ele levantou Husam nos braços, o levando para o quarto dele.
O acompanhei me curvando para beijar nosso filho no berço e juntos entramos no nosso quarto.
─ Edward! ─ ele me levantou nos braços.
─ Não sei você, mas o último que desejo é estar lembrando dos nossos problemas e só com você esqueço do mundo.
─ Eu também. ─ respondi baixo.
A gente se beijou. Meu marido caminhou para a cama.
Tiramos a roupa e de joelhos no colchão beijei seu corpo, como ele beijou o meu.
Suas mãos me arrepiaram. Mordi de leve a ponta inferior da sua orelha.
Seus movimentos mudaram me esquentando completamente.
Gemi.
Edward chupou meu queixo e muitas outras áreas do meu corpo.
Das minhas roupas só deixei a calcinha, ele a tirou com o desejo por mim brilhando no meu olhar.
Viajei longe nos seus braços.
Edward deitou de costas.
O beijei desde a parte posterior do seu cangote a curva dos seus joelhos. Minhas mãos também estiveram nele, com meus lábios às vezes molhando sua pele e a soprando para dar uma sensação mais gostosa no seu corpo.
Apertei sua bunda. Ele virou me beijando. Eu estava pronta para tê-lo no meu interior.
Esfreguei minha feminidade na sua coxa.
Ele me colocou no colchão, se reajustando entre minhas pernas e no meu interior.
Entra e sai.
O tempo deixou de existir.
Seus olhos nos meus, todo seu corpo me amando, tudo de mim se entregando e amando a ele.
─ Minha vida. ─ sua voz estava rouca e eu não estava pronta para todo o prazer que senti.
Chorei.
Edward é muito mais que maravilhoso, ele perfeito para mim e eu não achava que o prazer que está me dando era possível.
Gemi alto.
Parou de se mover.
─ Isabella. ─ meu nome saiu cheio de preocupação dos seus lábios.
Um lado meu muito longe de mim lembrou das mentiras de Jamilah quando ele chorava de dor, mas fingia ser prazer.
─ Estou bem. Juro. É só muito prazer para conseguir controlar minhas reações. Ah!
Seus olhos procuraram em mim sinais de que tentei não machucar seus sentimentos.
Não encontrou.
Voltou a se mover.
O beijei. Ele retribuiu com muita vontade.
Arranhei suas costas com muito mais força do que desejei.
Edward reagiu me apertando mais nos seus braços e me penetrando mais firme.
Adorei e continuando sem controle das minhas reações chorei mais.
Alçamos o ápice, ele um pouquinho depois de mim.
Edward deitou do meu lado, mas continuou abraçado comigo.
─ Desculpe achar que... ─ ele não continuou sua frase.
─ Você é humano. Depois de todas as mentiras que ouviu ter medos e dúvidas é muito normal e se outra pessoa achar que não ela é uma máquina disfarçada de ser humano.
Me abraçou mais.
─ Só que foi muito errado lembrar e fazer você lembrar dela quando...
No meu interior gemi chateada.
Edward se culpando de novo não.
Levantei a cabeça para o olhar.
─ Habibi, eu ia me chatear se não conhecesse o seu passado e não compreendesse que com minha reação você teve medo de estar me machucando também, mas compreendo e não te condeno. ─ coloquei meu cotovelo no colchão e a minha cabeça apoiada na mão. ─ No seu lugar eu ia ter o mesmo medo, a mesma dúvida. ─ coloquei a outra mão no seu rosto. ─ Está tudo bem e só não vai estar se você achar de novo que estou engando você no que temos de mais privado e intimo.
─ Só tive medo de você estar tentando proteger meus sentimentos, mas meu coração me lembrou que posso confiar minha vida a você. ─ segurou a mão que estava no seu rosto e a beijou. ─ Que você é suave, mas sempre escolhe me falar a verdade. ─ a beijou de novo.
─ Te amo.
─ Você é o mundo que eu não esperava conhecer, mas que adoro estar nele. ─ respondeu.
O beijei.
Edward retribuiu o beijo, colocando sua mão no meu cabelo e me abraçando.
Não fizemos amor novamente, logo, só procuramos no outro a ternura e conforto que precisamos para a dor que temos no interior da gente, mas quando alcançamos ao ápice de novo chegamos numa onda de prazer e união que nunca tivemos.
─ Te amo. ─ Edward falou continuando no meu interior.
Fechei meus olhos levando a cabeça mais para trás no colchão, sentindo os últimos efeitos do prazer no meu corpo.
Ele beijou meu queixo e o abracei mais.
Ele beijou meu queixo e o abracei mais.
Saindo de mim Edward virou colocando suas costas no colchão.
Virei de lado beijando a lateral do seu rosto.
Ele sorriu colocando seu braço na minha cintura. Fechei meus olhos e por poucas horas dormimos mais calmos.
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─ Veja como está tudo no estado da Talha. Nada pode faltar para as vitimas da tempestade. Edward e eu não precisamos de mais problemas.
Soraya moveu a cabeça.
A gente estava descendo a escadaria externa do palácio.
Meu chefe de segurança abriu a porta do carro ── Entramos nele.
─ Também fale com o assessor do meu marido e coloquem na minha agenda os compromissos mais importantes que não é bom adiar pela guerra.
Ela anotou no seu tablet e na escola de baile que Edward me deu no nosso casamento o diretor dela encontrou a gente na porta.
─ Sultana.
Movi a mão para ele reajusta sua postura.
A escola é maravilhosa. Sua construção lembra muito as do Império Otomano, mas é moderna. Mais iluminada e vim avaliar como está sua organização para abertura das vagas que vão beneficiar crianças carentes no final da guerra. Só, que não tive muito tempo para olhar a beleza dela.
─ Coloque outra barra de apoio no salão menor. Vai ser melhor para as aulas das crianças.
O diretor moveu a cabeça e abriu a porta do salão histórico.
Soraya estava atrás da gente.
─ As aulas teóricas vão ser aqui, foi ideia do nosso Sultão.
Movi a cabeça. Tudo nele é muito bonito, com quadros refinados e de valor incalculável.
Parei na frente do maior.
─ É o casal imperial de 1518? ─ perguntei.
─ É. Eles são nosso maior orgulho histórico e ela é a Sultana mais influente que tivemos.
Os dois lembram muito a minha aparência exterior e a do Edward, mas ela é mais refinada que eu.
─ E a maça nunca cai muito longe da árvore. ─ meditei.
O diretor me olhou com interesse.
─ Muitos registros históricos deles foram perdidos, mas ele era um grande militar e meu marido também é.
Soraya sorriu e ele mostrou outras salas, mas elas não precisam de mudanças.
Voltamos para o palácio e na metade do dia Emmett esteve quarto falando comigo por vídeo chamada:
─ A verdade doeu muito, só que doeu mais descobrir que você a conhecia, mas não me falou nada.
─ Também foi pesado para mim não falar nada, mas é mais pesado vocês sempre me cobrarem muito e nunca lembrarem que não tenho nem vinte anos.
Ele estava no seu quarto em Rajar e eu na biblioteca privada da minha ala em Suma.
─ E eu só tenho vinte e cinco, mas compreendo do que está falando. Para mim era mais fácil lembrar a sua idade quando a gente estava nos EUA. Você era... mais leve.
─ Era mais fácil ser leve. ─ respondi. ─ As responsabilidades não estavam todas colocadas em cima de mim e no final a idade não importa. ─ reajustei meu corpo na cadeira. ─ Papai é o Sultão de Rajar, temos que respeitar o que ele falar.
─ Eu sei. ─ colocou o cotovelo no seu colchão e a cabeça na mão. ─ Também compreendo que ele usou o que tinha para te calar e que o lado paternal dele falou mais alto que o de Sultão, mas... ─ olhou para sua mão. ─ não melhora muito. ─ me olhou. ─ Nada vai trazer de volta as vidas perdidas na guerra ou apagar a dor do nosso povo.
─ Vidas que não foram perdidas por sua culpa, mas pelo egoísmo de pessoas ambiciosas que só procuravam mais poder.
─ É difícil olhar por ai.
Aspirei.
─ Emmett, papai não tinha outro caminho para te defender e se não defendesse no futuro Rajar ia ter muito mais problemas e vidas perdidas do que os que teve.
─ Eu... ─ colocou suas costas no colchão com as mãos no rosto.
─ Era só uma criança. ─ cruzei meus tornozelos. ─ e crianças têm que ser protegidas, nunca jogadas para o perigo. ─ reajustei minha postura de novo. ─ e enfrentando o Sultão de Alzan papai não só te protegeu. ─ sorri. ─ Ele também deu para todas as crianças rajanesas a chance de ter um futuro mais estável. ─ o olhei suave. ─ Elas vão ter a liberdade que você e eu não tivemos e pelo peso das nossas responsabilidades nunca vamos ter.
─ E você?
Vinquei a testa.
─ Não sou o tema.
Expeliu o ar.
─ Bella, por favor, tem uma nuvem escura em cima da sua cabeça.
Apertei os lábios.
─ Husam... ─ falei da origem dele e os outros problemas.
Meu irmão sentou na sua cama.
─ É muito problema só para duas pessoas e não sei como Husam chegou ao nosso país, mas vou encontrar a resposta para vocês e me sinto mal por estar colocando mais peso nos seus ombros.
─ Têm pessoas com problemas piores que os meus.
Vi no seu rosto que não conseguiu acreditar.
─ Não sei como. ─ respondeu.
Movi os ombros.
─ Milhares delas estão morrendo pelo mundo.
Meu irmão olhou para baixo ── Ele sabe que não estou errada.
Nossa vídeo chamada acabou. Caminhei para a sacada e, apesar do clima quente senti frio.
Conheço Emmett e ele conhece todos os motivos do segredo que era condido dele, mas vai precisar de muito mais tempo para aceitar o meu silêncio e todas as consequências das escolhas do nosso pai.
Caminhei para a sacada da biblioteca e, apesar do clima quente tive frio.
Rosalie também está sofrendo pelas minhas escolhas.
A maioria das pessoas acha que ela é minha amiga. Todas estão chateadas comigo e a maltratam por mim.
Não aceitam a antiga profissão dela.
Com os olhos fechados levantei o rosto para sentir o sol nele. Também ouvi passos atrás de mim, mas não me virei e Edward me abraçou beijando meu pescoço.
─ O plano de ataque a Maniza está pronto. ─ murmurou suave.
Aspirei.
─ Volte para mim.
Ele não respondeu.
Tive mais frio.
A gente sabe que numa guerra às consequências são imprevisíveis.
Virei, colocando o rosto no seu peito.
Ele me abraçou mais.
Meu coração apertou. Jasper também continua desacordado.
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