O Sultão

51 Organizando o Futuro


Notas iniciais
Oi flores e queridos. Não escolhi o caminho da Lady Hana ainda, mas parei de brigar com a minha cabeça para escolher o do Husam. Não é o mais comum, mas acho que vai ser o melhor para todos e não sei que contas estão fazendo, mas Husam nasceu prematuro em dezembro de dois mil e dezesseis ── seis meses depois do Edward virar Sultão ── e só vai ter quatro anos em dezembro de dois mil e vinte ── Na história estão em abril de dois mil e vinte.

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Capítulo 50

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Bella

─ Granadas, bombas e tiros armamentos pesados estouram por todos os lados. As pessoas não acreditam mais que os rebeldes da Maniza consigam vencer os soldados de Suma e todas se perguntam quando eles vão se render e o que vai ser do povo da Maniza com a vitória dos sumaneses.

─ Se Jasper morrer vou matar ele.

Contive o riso, Alice nem percebeu o que falou e acho que no seu lugar eu não ia estar diferente. Mas, os dois continuam chateados com o outro pelo comportamento dele quando ela me defendeu da Sultana Mãe e acho que vão estar muito melhor se não se adaptarem melhor a cultura de cada um.

Alice e eu estávamos na sala do lado do meu escritório ── Edward está falando com Lady Hana na ala sul do palácio para tentar descobrir mais do aconteceu com seus pais ou confirmar a inocência ou culpa dela.

Parei de ouvir a tevê para ler e assinar documentos que permitem mais dinheiro para a pesquisar da vacina contra o vírus da Covid-19 que os cientistas de Rajar e Suma estão desenvolvendo na terceira fase de testes e depois do almoço estive brincando com Husam no meu quarto.

─ O papai está “percupado” com meu avô?

─ Quê?! ─ me surpreendi muito.

─ O pai dele é meu avô, não?

─ Ele... ─ não consegui responder sua pergunta inocente. ─ Onde você o ouviu?

─ No telefone com meu tio Jasper. Eu estava “bincando” de “conde-conde” com a Nur. Ele não me viu aqui.

Se tivesse visto não ia falar nada.

─ A mamãe tem que continuar trabalhando. ─ murmurei levantado do tapete que estávamos ──. Fugindo para não ter que responder mais nada.

Caminhei para o corredor. Eu tinha que chegar no meu escritório, mas entrei num corredor errado.

─ Estou falando: era a Sultana Esme, eu a vi perto de uma das janelas daqui.

─ Você dormiu direito a noite? Eu estou achando que não. A Sultana Esme morreu há mais três anos e meio.

Duas empregas do palácio conversam baixo, mas eu as ouvi.

─ Estou falando que não. Ela...

─ Entrem. ─ Alice caminhou para as duas, abrindo um dos salões do corredor.

─ Alteza. ─ se curvaram para ela.

─ Entrem. ─ grunhiu.

As três não me viram ── Me escondi numa curva do corredor para as ouvir melhor.

Esperei todas entrarem para estar mais perto do salão e continuar as ouvindo.

─ A Sultana Esme não é tema de vocês e se falarem dela para outras pessoas vou acusá-las de traição a família real. ─ ouvi Alice ameaçar. ─ Só Edward ou Jasper podem falar dela e se não falaram é porque é o melhor para todos.

─ Alteza...

─ Calada. Lembrem o que a lei sumanesa fala dos traidores da família real e de tudo o que acontece com nossos inimigos.

A ouvi caminhando para a porta. Me afastei do salão ── As vezes é bom deixar os problemas nas mãos de outra pessoa.

Caminhei para o meu escritório. Nele estive organizando planos financeiros para o que vamos gastar com o povo da Maniza depois da guerra ── Não vai ser pouco dinheiro ── e com mais algumas horas estive com a Sultana Esme no seu quarto para pedi que ela evite estar nas áreas mais expostas do palácio.

─ Não sei os motivos, mas não vou estar.

─ Obrigada. ─ respondi.

Ela sentou numa poltrona perto da minha.

─ Mas preciso saber, o que vai acontecer com o povo da Maniza depois da guerra? ─ perguntou.

Levantei.

─ Edward preferia dar aos manizenses a chance de virarem uma República Federativa ou os entregar de volta a antiga família real de lá, mas a ditadura os deixou com poucos recursos econômicos e com... ─ vacilei. ─ o estado físico do Sultão Carlisle é difícil saber o que aconteceu com... ─ vacilei de novo. ─ ele.

─ E seu marido não gosta de ver inocentes sofrendo pelo erro de pessoas ambiciosas.

Sorri.

─ Não sei porque só tentam mostrar ele como um monstro. ─ meditou.

Me abaixei na sua frente.

─ Só que no melhor momento Edward vai surpreender o mundo de novo.

Levantei e caminhei para a entrada do palácio.

─ Sultana. ─ meu motorista se curvou, abrindo a porta do carro para mim.

Movi a mão, sentando no banco de trás e no meu próximo compromisso oficial estive visitando uma ONG apoiada pelo governo ── ela mantém diferentes projetos que ajudam sumaneses que precisam deles.

─ É verdade que a Princesa Alice está grávida?

Sorri.

Todos achamos melhor distrair as pessoas com a notícia oficial da gravidez dela para quando vejam Alice e eu entrando pela porta da frente do Hospital Real para a cirurgia do Sultão Carlisle não suspeitem da entrada dele pela área de trás.

─ É. ─ respondi.

─ Mashallah*!

─ Lililililili... ─ todas mulheres que me ouviram comemoraram a boa notícia.

Sorri mais, mas com a próxima pergunta meu rosto não mostrou mais nada:

─ E quando vamos ter nosso Príncipe Herdeiro?

─ Num melhor momento para todos. ─ respondi, caminhando para outra área da ONG e as deixando para trás ── Hoje Soraya não está comigo, mas seu substituto para quando ela não pode estar.

Estive olhando mais projetos da ONG e no hospital estive acompanhando Edward para tentar acalmá-lo durante a espera de acabar a cirurgia do seu pai ── que não foram poucas horas ──, mas ele não esteve em paz nem por um segundo e no final o médico responsável pela cirurgia lembrou a gente que só depois das primeiras setenta e duas horas vai ser possível saber se tudo vai estar bem com meu sogro.

─ Majes... Alte... eu... ─ o médico se atrapalhou.

Edward sacudiu a cabeça.

─ Está tudo bem.

O médico caminhou para o corredor e abracei Edward ── Alice também está com a gente ──. Mas, não é só para o meu marido que a cirurgia do pai foi difícil, Jasper esteve sofrendo muito por não poder estar do lado do irmão e afastado da esposa pelas diferenças dos dois pela mãe dele.

Edward retribuiu meu abraço ── Ele só viu o pai uma hora depois da cirurgia e Alice e eu sairmos antes pela porta da frente do hospital, mas ele saiu pela porta lateral, porque achamos que alguns jornalistas iam estar na porta de trás tentando ver se ela e eu íamos sair por lá.

A desculpa oficial para toda a nossa demora no hospital é que minha amiga veio começar seu pré-natal e visitar comigo todas as alas do hospital para avaliação de mais verbas do governo para a saúde ── Só a pequena equipe da cirurgia, os poucos soldados que participaram do resgate dele e Soraya com nossa família sabem que o Sultão Carlisle está vivo e os que não são da família tiveram que assinar um acordo de confiabilidade para evitar que a notícia chegue a mais pessoas.

─ Alteza, Majestade. ─ nossos seguranças protegeram a gente da imprensa ── Todos tiraram muitas fotos.

Alice e eu entramos em carros diferentes e Edward num que estava esperando ele na lateral do hospital ── Nossas equipes de segurança do dia a dia acham que ele escolheu acompanhar a gente pelo irmão ── Edward chegou antes da gente no palácio e estive admirada com a força emocional dele para continuar trabalhando, apesar de toda sua preocupação com o pai e eu estive tentando ajudar ele no discurso que vai ter que fazer quando toda a verdade do que aconteceu com seus pais for mostrada.

─ Majestade ─ Soraya caminhou para meu marido. ─ enquanto o senhor esteve no hospital a Sultana Esme teve fortes dores de cabeça, mas o médico a medicou e ele falou que essas dores podem ser mostra que a memória dela está voltando.

Antes de estar no hospital Edward esteve falando com a mãe da cirurgia do pai, apesar dela continuar sem lembrar quem é meu sogro para ela e Soraya esteve com ela como maneira dele estar menos preocupado com a mãe sem uma pessoa da nossa confiança por perto para a ajudar no que precisasse.

Ele levantou. O acompanhei.

─ Obrigado por tentar estar mais perto da minha mãe, apesar da maneira que ela defende Lady Hana.

─ Ela é sua... nossa família.

Me abraçou, beijando meu cabelo.

Sorri suave.

A gente entrou no quarto da sua mãe, com ele a beijando a adormecida e caminhando comigo para a ala médica do palácio para saber mais da sua mãe.

Nada novo e no caminho entramos no quarto do Husam para falar mais com ele dos meus sogros.

─ Lembra quando perguntamos se você ia gostar de ter um irmão como Jasper?

Husam moveu a cabeça para Edward.

─ Ele não é seu tio, mas seu irmão, porque Jasper é filho da mesma mamãe que te carregou na barriga e do mesmo papai que te colocou nela.

Husam abriu sua boquinha num ó de muita surpresa.

─ O papai dele não é meu vovô?

Coloquei a mão no seu rostinho.

Edward e eu estávamos sentados num tapete, mas ele continuou de pé.

─ Não, ele também é seu papai.

Novamente sua boquinha se abriu num ó de surpresa.

Moveu a cabeça.

─ Porque têm crianças com dois papais e duas mamães.

Edward e eu tragamos a saliva, mas movemos a cabeça.

A gente sabe que tem que falar tudo e que não temos muito tempo para estar calados, só que ainda temos alguns dias antes do Sultão Carlisle acordar ── Husam é só uma criança, não podemos falar tudo num só momento e achamos que não vai ser muito fácil para ele aceitar a parte final da verdade.

Os três continuamos brincando no seu quarto, mas quando nosso bebê se mostrou cansado o colocamos para dormir e caminhamos para o quarto da gente.

─ Vamos esquecer do mundo por um tempinho. ─ Edward me levantou nos seus braços, me levando para o banheiro. Ele me colocou no chão e na ponta dos pés beijei seu pescoço.

Edward me abraçou, me beijando de novo e me colocou sentada no balcão da pia. Sorriu, beijando minha testa e caminhou para a banheira para abrir a torneira dela.

Sorri.

Ele caminhou para mim novamente e beijando meus lábios tirou a túnica floral que acompanhava meu kaftan roxo.

Tirei a echarpe fina que caia por seus ombros por cima da sua thobe.

Edward me cheirou entre meu pescoço e o queixo. Escorreguei as mãos na área superior do seu corpo.

Beijei suave seus lábios. Suas mãos também estiveram suaves por minhas pernas e a base das minhas costas.

Arrepiei sua pele com minhas unhas suaves no seu corpo por cima da sua thobe verde-esmeralda. Ele mordeu meus lábios de leve, levantando os braços para me ajudar a tirar a thobe.

Me afastei um pouco dele, parando para admirar seu corpo maravilhoso quando a tirei.

Edward riu sexy, beijando meu queixo.

Tudo muito gostoso.

Ele abriu o cinto fino que estava no meu kaftan.

Coloquei as pernas na sua cintura, beijando sensualmente seu pescoço e ombro, enquanto minhas mãos sentiam seus músculos fortes por toda a área superior do seu corpo.

A banheira encheu.

Edward deu um beijo suave nos meus lábios, caminhando para fechar a torneira. Ele colocou sais de banho na água e moveu sua mão nela os misturando e testando a temperatura dela.

Me olhou.

Movi minhas pernas para frente e para trás. Sorriu, caminhando para mim novamente.

Edward falou para a gente esquecer do mundo, mas com meu mundo sendo ele, não consigo.

─ Amor meu. ─ falou baixo, me beijando com muito mais calor que antes.

O abracei, mas ele se afastou para tirar meu kaftan ── Também levantei os braços ──. Edward o deixou cair no chão. Ele olhou com desejo para o meu corpo, tirando a calça e o restava da sua roupa no seu.

Corei, mas o olhei melhor dos pés a cabeça. Sorriu apimentado e levantou nos braços, entrando na banheira comigo.

A gente se beijou.

Ele me colocou de pé na água, tirando a parte de cima do meu lingerie sem parar nosso beijo.

Escorreguei as mãos para as maças da sua bunda.

Nossas respirações pesaram.

Tirando as alças do meu lingerie dos meus ombros Edward o deixou cair fora da banheira.

Coloquei a mão na base das suas costas.

Ele beijou meu rosto ── Suas mãos estiveram por toda a área superior do meu corpo.

Aspirei.

Edward se moveu sentando na banheira. Ele beijou minhas pernas dos joelhos até o final das coxas, abaixando minha calcinha com suavidade.

Levantei a perna para que a tirasse, depois levantei a outra e com mais um beijo na área interna da minha coxa deixou meu lingerie inferior cair perto da superior.

Não me sentei logo.

Com as mãos nas maças da minha bunda beijou a superfície da minha feminidade e devagar também senti a ponta da sua língua na área.

Coloquei as mãos nas laterais da sua cabeça.

Edward beijou e puxou meu clitóris de leve. Tremi, mas sei que ele só está me dando um pouco de tentação. Enfiei meus dedos com suavidade no seu cabelo.

Meu marido soprou e beijou meu clitóris de novo. Aspirei novamente, mas se afastou pegando na minha mão para que eu sentasse na banheira.

O abracei, o beijando com sua língua na minha. Estar nos seus braços é sempre como estar em casa.

Ele me abraçou mais forte, colocando minhas pernas nas laterais do seu corpo.

─ Te amo. ─ falamos juntos.

Continuando sentado Edward colocou suas costas na banheira, me deixando fazer o que tivesse vontade com seu corpo, mas pegou o controle de novo, me fazendo flutuar com ele.

Fechei meus olhos, o ouvindo se mover e pegar algo fora da banheira. Ele beijou meu cangote, mordendo meu ombro de leve.

Gemi, sentindo com as costas no seu peito sua mão na minha feminidade.

A textura dos seus dedos estava diferente. Edward tinha colocado uma luva que a gente usava no banho para outras atividades e não o sexo.

Tremi de tesão de novo.

Riu baixo perto da minha orelha ── Acho que nada é mais sexy que seu riso rouco e aveludado.

─ Está gostando? ─ sua voz sensual trouxe uma inesperada carga de adrenalina para o meu corpo.

─ Muito. ─ respondi baixo, quase gemendo.

Seus movimentos com a mão na luva começaram a estar mais ligeiros e também aumentou a pressão deles na minha feminidade.

Soltei um grito leve de prazer. Me movi na banheira desejando mais desse prazer e senti o pênis duro de Edward na minha bunda.

─ Minha flor. ─ sua outra mão esteve nos meus seios, na área entre eles, barriga, as laterais e toda a área inferior do meu corpo.

Coloquei a cabeça no seu ombro, mordendo de leve a ponta inferior da sua orelha, mas parei quando meu corpo se esticou de tesão e traguei um grito forte de prazer.

Edward tinha acabado de me dar um orgasmo maravilhoso e eu mal tinha começado com seu corpo.

Relaxei, só que minha respiração continuou pesada e ele beliscou o bico dos meus seios.

─ Ah. ─ aspirei.

─ Adoro sua entrega, sua maneira de estar comigo sem medos.

Com as mãos nas suas o abracei.

Senti sua respiração no meu pescoço e me movi devagar para virar de frente para ele ── Não posso esquecer que, apesar de forte meu marido continua machucado por estilhaços de bomba na guerra da Maniza.

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Notas finais
* Mashallah: é uma palavra usada para mostrar alegria, louvor ou gratidão. Muito obrigada pelos comentários de vocês. Sejam todos (as) bem-vindos (as).