O Sultão

40 Compreendendo


Notas iniciais
Oi flores e queridos. Só estou organizando o caminho para os segredos. Não tem lado para vocês escolherem. Bella tem um grande motivo para não apoiar Edward, mas os dois não estão errados e não teve maldade no comportamento dele com Lady Hana. E se fosse a Bella no lugar dele? Na cultura deles tem e na nossa muitas vezes também tem, mas ele não é de usar dois pesos e duas medidas. Todos os comentários estão respondidos. Muito obrigada. Leitoras(res) novas(os) sejam bem-vindas(os).

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Capítulo 39

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Bella

Caminhei para perto dele parando na entrada da sacada.

─ Desculpe, não estou acostumada com todos os sentimentos do amor romântico e ver Lady Hana muito perto de você me colocou doida, afastou minha calma. ─ falei suave.

Edward olhou para o céu e virou me olhando.

─ Me desculpe também. Lady Hana nem percebeu que se aproximou muito. Ela estava focada tentando me convencer a ajudar as pessoas de Maniza e procurando a melhor maneira de falar para você do pedido dela, da minha escolha, não a afastei. Desculpe.

Virei sentando no divã do escritório.

Ele entrou e se abaixou na minha frente colocando sua mão na minha.

─ Lady Hana não é nada perto de você, mas não vou mentir: o homem mais primitivo no meu interior adorou saber que você sentiu ciúmes de mim. Eu só não desejo viver outra tortura.

Jamilah.

Pelos próprios erros ela parou de confiar na fidelidade dele.

Me senti mal.

─ Não vai, mas Jasper pode morrer. ─ respondi.

─ Eu sei, mas ele é o Ministro da Defesa e nunca arriscaria nossos soldados ou agentes numa missão clandestina.

Aspirei.

─ Não ia ser Jasper se arriscasse.

Edward sorriu desanimado.

─ A ajuda humanitária...

Coloquei a mão no seu rosto.

─ Vou esperar que seu irmão não vá ser descoberto.

Ele colocou os joelhos no chão e beijou meus lábios.

Retribui.

Edward me deitou no divã.

Coloquei minha mão no seu cangote com a outra no seu cabelo.

Beijou acima dos meus seios.

─ Faça amor comigo. ─ pedi.

Seus olhos queimaram me olhando.

Meu marido me levou nos braços para nossa cama e com seu corpo pairando no meu tirou minha camisola e sua camisa.

O paletó do seu smoking não estava mais nele quando entrei no escritório.

Ele beijou todo meu corpo me acarinhando com seus lábios, suas mãos, seu nariz e queixo. Às vezes seus dentes ou sua língua.

Senti muito amor entre a gente.

Tirou minha calcinha e esteve acarinhando todas as minhas dobras.

Aspirei muito.

Senti sua língua na minha feminidade. Seus lábios também estiveram nela, mas muito suave.

Edward a chupou e seus dedos substituíram seus lábios quando ele subiu seu corpo no meu beijando minha boca.

Viramos na cama e também beijei seu corpo o acarinhando com toda a suavidade que não tive quando bati nele.

Coloquei meu joelho entre suas pernas.

Ele levantou seu corpo da cama dos ombros a cabeça e com as mãos no meu rosto beijou meus lábios.

Deitei em cima dele.

Edward me abraçou.

─ Te amo. ─ aspirou virando a gente de lado.

Ele colocou meu cabelo atrás da minha orelha, colocou minha perna em cima da sua e se encaixou no meu interior.

Seus olhos estavam nos meus.

A gente se beijou.

Essa não foi a última vez que fizemos amor essa noite e pela manhã acordei mais cedo para organizar o café da manhã dele e Husam.

─ Bom dia. ─ Edward me abraçou e beijou meu rosto quando eu estava organizar a mesa.

Sorri.

─ Bom dia. ─ também beijei seu rosto.

─ Vitaminada de frutas vermelhas com ovos mexidos? ─ perguntou olhando para a comida.

Ergui e baixei os ombros.

─ Sou uma cozinheira limitada.

Riu.

─ Também tem chá quente e pão árabe, mas o pão veio da cozinha principal do palácio.

Ele me ajudou a acabar de organizar a mesa.

─ Husam?

Abri a boca para responder, mas nosso filho encontrou correndo na cozinha da nossa ala.

─ Bom dia! ─ ele abraçou minhas pernas.

─ Bom dia. ─ curvei minha coluna colocando a mão nas suas costas e beijando sua cabeça.

Correu para o pai.

─ Bom dia. ─ ele colocou as mãos nas pernas do Edward.

Meu marido estava sentado.

─ Bom dia. ─ respondeu beijando o cangote dele.

Husam sorriu e Edward o sentou na mesa.

─ Com fome? ─ perguntou.

Husam moveu a cabeça com força.

─ Muita! ─ olhou para os ovos. ─ É “pra” gente? ─ apontou para os ovos.

─ É. ─ Edward respondeu.

─ Você gosta? ─ perguntou.

─ Muito, mamãe.

─ Quem ensinou a chamar a gente de papai e mamãe? ─ meu marido perguntou.

─ A tia Kalila falou que vocês iam ser meu papai e minha mãe.

─ E você gosta de chamar a gente assim? ─ perguntou suave.

─ Gosto.

Sorrimos.

Beijei o rosto dele e Edward sua mãozinha.

Alimentamos Husam brincando com ele, mas comemos pouco por temos um café da manhã oficial para estar daqui a pouco.

Ajudei Husam a escova os dentes.

Edward estava falando com Nur para pedir que ela não deixe Husam correr muito.

A cardiopatia que ele tem limita um pouco suas atividades.

─ Habibi. ─ cheirei seu rosto e o deixei brincando com um quebra-cabeça no seu quarto.

Edward entrou para falar com ele.

Parei para pegar meu anticoncepcional e esperei meu marido na sala de estar.

Senti ele me abraçar por trás.

─ Está linda.

Sorri.

Hoje coloquei um vestido ocidental preto com manga curta, transparência na altura dos ombros e saia amarela com verde estampada.

Me soltou.

O olhei colocando minha mão na curva do seu cotovelo e no café da manhã mais informal com lideres e representantes do mundo todo conversamos com muitos deles.

Lady Hana estava na lateral mais longe da cadeira dele na ponta da mesa.

Ela me olhou muitas vezes.

Não mostrei nada.

Todos levantamos da mesa e num outro salão conversamos mais informais com nossos convidados.

─ Não tem como não se impressionar ouvindo Vossa Majestade falar. A senhora é muito jovem, mas também muito inteligente e Suma está ganhando um grande apoio no corpo diplomático e governamental dela.

Movi minha cabeça para o diplomata grego.

Lady Hana estava olhando a gente

─ Com licença. ─ ele caminhou para o Primeiro Ministro de outro país ocidental.

Lady Hana se aproximou de mim.

─ Majestade. ─ se curvou.

─ Lady Hana. ─ movi a mão.

─ Eu não desejava criar problemas entre a senhora e o Sultão.

A olhei.

─ Se tivemos problemas é por nossa própria conta. Com licença.

Vi medo nela.

Me afastei.

O compromisso oficial acabou, minha família e nossos outros convidados foram embora, mas problemas e obrigações continuam debaixo dos nossos pés.

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─ Vamos falar com o médico do palácio para organizar o exame de DNA do nosso filho.

─ Tá bom. ─ respondi.

Edward e eu estávamos no meu escritório e não precisamos do exame para saber que Husam não é nosso filho biológico, mas é um documento oficial que a lei rajanesa pede para pessoas adotadas pela nossa família.

─ Jasper mandou para você. ─ Edward colocou uma pasta na minha frente.

A coloquei do meu lado, mas não abri.

Ele arrodeou a mesa e me beijou.

Correspondi, continuando sentada.

Meu marido se afastou caminhando para a porta, mas parou por um segundo.

─ Vou levar Husam comigo. ─ falou e caminhou de novo.

Pisquei surpreendida, o vendo abrir a porta e tentei me lembrar qual é seu próximo compromisso.

Ri.

Ia ser divertido ver seus assessores e conselheiros antiquados numa reunião com uma criança muito comunicativa, mas também estou trabalhando.

Olhei para as folhas na minha mão.

A maioria das pessoas não aceitar e compreende porque Edward compartilhou seu poder comigo, se não precisava, nem porque escolhemos adotar, e não ter um filho biológico, logo. Mas, não é tudo. Todos duvidam que eu escolha Suma se um dia tiver que escolher entre ela e Rajar.

Aspirei.

Husam não foi uma escolha da nossa cabeça, foi uma escolha do coração. Ele conquistou Edward na primeira vez que os dois se encontram e eu escolhi acompanhar meu marido no seu sonho, como compartilhando o governo comigo ele encontrou o caminho para cumprir seu juramento de nunca tirar minha liberdade e para colocar Suma mais perto da modernidade.

Levantei e na ala particular da família encontrei Alice sentada na sala de estar que compartilhamos com seu notebook aberto na frente dela.

Ela me olhou quando sentei numa poltrona ── Minha amiga estava num sofá.

─ Tenho medo por Jasper. A gente sabe que o ditador não vai permitir nada, mas conhecemos o grande coração dos os irmãos Cullen e não compreendo por que você escolheu não apoiar Edward.

A olhei também.

─ Alice, eu não posso esconder que Lady Hana trouxe meu ciúme para a superfície e que não estou acostumada com esse sentimento, mas ele é só o começo de tudo.

Vincou a testa.

─ Continuo não compreendendo.

Reajustei minha postura na poltrona.

─ Sou a Sultana de Suma, é minha obrigação apoiar o país e Suma é membro permanente do conselho da ONU. Não pode virar as costas para um pedido de ajuda humanitário, mas Maniza ajudou Alzan na guerra contra Rajar e se descobrirem a ajuda clandestina que Jasper vai levar o acordo de paz que assinamos pode ser quebrado. ─ meu coração apertou. ─ Tenho medo que Rajar viva de novo todo o horror da guerra.

Tragou a saliva.

─ E a maioria das pessoas acha que por eu ter estado no Ocidente por muitos anos eu não conhece o verdadeiro sofrimento que meu povo teve nela ou que mal conheço os rajaneses, mas nunca me afastei deles de verdade. Ninguém procurou mais maneiras de suavizar o sofrimento tiveram do que eu e meu pai ou Emmett, sempre leram para eles as mensagens que eu escrevia para tentar estar mais perto de todos. ─ coloquei as mãos nos meus braços.

─ Eu sei, Emmett brigou muito com você pelos dias e noites que não dormia completando projetos que ajudavam povo de vocês a estar mais protegido e alimentado, apesar de todo horror que vivia, e no seu casamento tem amor dos dois lados, mas ele também foi para acabar com a guerra no seu país e dar Edward no futuro a chance dele ter os herdeiros que precisa. ─ mordeu seu lábio inferior. ─ Seu marido...

─ Conhece o peso da escolha dele, mas com ou sem a aliança do meu casamento com ele, Suma e Rajar são sultanatos independentes e não podem estar sempre se protegendo. ─ respondi.

─ Você... ─ abaixou a cabeça parando sua frase no começo, mas a compreendi.

─ Compreendo a posição dele como governante e não vai ser no presente, mas no futuro quando nossos países disputarem o mesmo ponto vai ser minha obrigação apoiar Suma, não Rajar.

Seus olhos abriram mais que o normal.

─ Rajar é sua terra natal! Por nascimento você é a Princesa deles! ─ se agitou.

─ E nada vai mudar minha origem, mas meu pai governar meu país e Emmett vai governar no futuro, só que quando Edward compartilhou o governo dele comigo ele não me deu só mais poder, também me deu mais responsabilidades e até morremos vai ser obrigação da gente dar o melhor para Suma.

Alice meditou calada.

─ As pessoas desejam poder, mas na maioria das vezes não percebem o verdadeiro peso dele. ─ falou.

Sorri.

─ Sempre percebi e nunca o desejei, mas Edward fez a escolha dele e a aceitei pelas dificuldades que todas as mulheres enfrentamos em Suma.

─ Jasper me falou que você é a única mulher casada com um sumanes que não precisa da permissão do marido para viajar.

Sorri de novo.

─ Só porque sou governante.

Ela olhou para as unhas e murmurou:

─ O ciúme.

Reajustei minha postura de novo, falando para minha amiga do que vi no salão que estavam Lady Hana e Edward.

─ Gosto do seu autocontrole. Eu ia bater primeiro e perguntar depois.

Ri.

─ Jasper criou uma lei por você, mas bater num homem árabe-muçulmano continua sendo uma desonra para eles e não é autocontrole, é só como me educaram. Ou você acha que iam gostar de uma Princesa dando escândalo?

─ Mas vamos dar um quando descobrirem a profissão que a gente tinha. Ouve o que encontrei. ─ ela olhou para o seu notebook. ─ Para os artistas que desejam brilhar o Egito é a Bollywood indiana ou a Hollywood americana do Oriente Médio, mas as bailarinas nacionais de dança do ventre não são tão famosas, nem ganham muito dinheiro como as bailarinas ocidentais são e ganham, porque a maioria das pessoas árabes-muçulmanas admiram a dança do ventre, mas para elas é uma desonra ter uma bailarina na família. ─ me olhou.

─ Nada de novo. Na nossa cultura são sempre dois pesos e duas medidas. ─ respondi.

Alice expeliu o ar.

Ela nunca vai aceitar muitas regras da gente, mas um dia vai estar acostumada com elas.

Levantei.

Alice olhou para cima. Beijei seu rosto e caminhei para o meu escritório.

Li o documento da pasta que Jasper mandou. Nele estavam propostas para campanhas educativas da nova lei que meu cunhado criou.

Sorri.

Ele é inteligente. Sem elas Suma pode reagir como muitos países que a lei de violência contra mulher está, mas não é respeitada pela maioria das pessoas.

Edward também colocou suas ideias para as campanhas na pasta e escrevi as minhas debaixo das suas.

Dei a pasta para Soraya devolver para o assessor do irmão dele e Husam chegou com o pai da reunião que estiveram.

Sorri para eles.

Edward o colocou no chão e nosso filho correu para mim.

Sentei no sofá do meu escritório e ele sentou nas minhas pernas colocando seu rosto nos meus seios.

Edward sentou do meu lado beijando meu rosto.

Husam segurou minha blusa e reajustou sua postura no meu corpo para dormir.

Acarinhei seu cabelo beijando sua testa.

Meu marido sorriu.

─ Ele é lindo. ─ falou.

─ E muito parecido com você, só que seu cabelo é ruivo e o dele castanho.

Edward sorriu de novo.

─ Meu avô paterno tinha o cabelo castanho e, apesar de Husam não ser nosso filho biológico meu lado mais orgulhoso está muito feliz por ele ser parecido comigo.

Sorri.

Edward olhou para baixo.

─ O ditador da Maniza negou a permissão para ajuda humanitária.

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