O Sultão

27 Ambição


Notas iniciais
Oi flores e queridos. Muito obrigada pelos comentários de vocês. Voltei mais cedo para agradecer também a recomendação da Thais Alves. Adorei ela flor. Semana que vem voltou e explico os outros motivos do Edward usar preservativo com a Bella.

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Capítulo 26

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Bella

Nosso avião aterrissou no aeroporto de Rajar e deixando a etiqueta de lado desci a escadaria na frente de Edward não parando para falar com nenhuma pessoa, mas ouvi Alice falar com ele atrás de mim:

─ Bella não é de estar parada e se o culpado chegar perto dela só Vossa Majestade pode segurá-la.

─ Só que não sei se vou segurá-la.

─ Majestade...

─ Se meu irmão estivesse no lugar do Emmett, eu também ia querer acabar com o culpado. Você não?

Não a ouvi responder.

Entrei no carro e o chefe de segurança fechou a porta dele quando Edward entrou atrás de mim.

Eu estava resfolegando.

─ Calma, minha flor. ─ ele colocou sua mão na minha.

─ Atiraram no meu irmão e quero matar a pessoa que o machucou, mas não posso responder um crime com outro crime.

─ Você é parte da família real rajanesa, a lei te dá o direito de punir o criminoso pessoalmente. ─ respondeu tolerante.

─ Só que se eu me aproximar dessa pessoa não vai ser punição, mas vingança e se meu pai continua sem reagir é porque não pode entrar numa guerra recém-saído de outra.

Edward encostou minha cabeça no seu peito.

─ Não se preocupe, não foi só dos meus pais que Jasper aprendeu a proteger a família e logo o Sultão de Rahman vai aprender a não machucar as pessoas que me importam.

Limpei o começo das minhas lágrimas me afastando dele pelos nossos seguranças no carro.

─ A entrada principal do aeroporto está cheia de repórteres. ─ o motorista falou com a gente.

─ Vá pela alternativa e no hospital pare o carro na entrada dele. ─ meu marido respondeu.

Olhei pela janela e no hospital usei toda minha dignidade para aguentar as mentiras de Zara:

─ Bella, sinto muito. Sei que tem muitos anos que não estamos próximas, mas para mim você continua sendo uma amiga e quando soube do que aconteceu com seu irmão sabia que você vinha vê-lo e decidi vim de Rahman para estar com você. ─ ela me abraçou.

Coloquei minhas mãos na lateral dos seus braços desejando empurrá-la para longe de mim, mas meu rosto não mostrava nada.

Não sou tola. Sei que quando Zara insinuou casar com Emmett seu pai estava por trás dela a pressionando para que ela fizesse um casamento vantajoso para o país deles e mesmo tendo recém-saído da guerra Rajar continua sendo muito forte no cenário mundial. Mas, não achava que ele ia tão longe mandando matar minha cunhada para casar Zara com meu irmão.

Aspirei.

Falei com Rosalie por telefone e ela me contou que na hora perfeita para o tiro ele se colocou na frente dela para protegê-la da bala.

Zara se afastou de mim.

─ Como está meu irmão? ─ perguntei para o meu pai.

Só eu consegui ver nos seus olhos a raiva com que ele olhava para ela.

─ Muito fraco. Você é a melhor chance dele se fortalecer. ─ respondeu.

Aspirei forte.

O principal motivo pelo qual o Príncipe Jasper é que Emmett precisa de uma nova transfusão de sangue para sobreviver.

Sendo B- como a gente nosso pai doou para ele primeiro, mas não pode fazer outra doação logo e como o protocolo de segurança não deixa os membros da família real receberem sangue de pessoas comuns também tenho que doar parte do meu para o meu irmão.

Edward apertou minha mão e a enfermeira me levou para fazer os exames exigidos antes toda doação sanguínea.

─ Vossa Majestade está no limite do peso para poder doar. ─ ela disse passando um pouco de álcool no meu braço para desinfetar o lugar que a agulha vai entrar.

─ Eu sei. ─ respondi desconfortável por não estar acostumada a ouvir meu povo me chamar de Majestade e também não falei que cinquenta quilos sempre foi a base do meu peso pelo meu trabalho como líder de torcida.

Edward entrou para estar do meu lado e após começar a coleta para a transfusão ela saiu da sala para nos dar privacidade.

Cruzando os braços ele se encostou num armário com medicamentos.

─ A Princesa Zara está sendo monitorada pelo pai.

─ Eu sei. ─ respondi. ─ O tiro que Emmett levou não era para ele. A intenção do Sultão de Rahman era matar minha cunhada.

─ Como eu achava. Seu irmão é o Príncipe Herdeiro e com Rosalie morta ele ia ter que se casar novamente.

─ É e o Sultão ia usar a influência que tem para convencê-lo a aceitar Zara como sua nova primeira esposa ou a única. ─ meditei.

Edward descruzou e cruzou os braços de novo.

─ Quer uma boa noticia?

Sorri.

─ Sempre.

─ Há cinco minutos o serviço secreto de Rajar prendeu o sniper contratado para atirar na sua cunhada.

─ Zara...?

─ Ela não sabe de nada e o seu pai deu ordens para arrancarem dele o nome de quem está por trás de tudo.

Olhei para ele.

Nós sabemos a resposta, mas precisamos de provas para acusamos o Sultão de Rahman.

─ Homens como ele são treinados para não falar.

─ Eu sei, mas o que existe de mais precioso para as pessoas da nossa cultura?

Nem tive que pensar para responder:

─ A honra.

─ E se não pudemos encontrar justiça para o seu irmão pela lei vamos encontrar por caminhos mais escuros.

─ Você está falando de manchar a honra deles.

Edward levantou e baixou os ombros.

─ Para pessoas mau-caráter como eles é um preço pequeno a pagar quando comparamos com os problemas que os dois vão ter se o seu pai conseguir provar a culpa deles e com os conhecimentos se Jasper na defesa de suma vai ser fácil deixar as suspeitas dos boatos longe da sua família ou de nós.

─ É perigoso. ─ respondi baixo.

─ Não com a dose correta de poder, influência e inteligência. ─ sorriu.

Dei minha mão para ele.

Edward se afastou do armário a segurando e se curvou para frente a beijando.

Estávamos no começo da manhã, mas só no final da noite Emmett começou a melhorar e só após dois desacordado ele abriu seus olhos por alguns segundo.

Aspirei.

Edward não conseguiu me convencer a ir para o palácio.

Não importa que Emmett continue na UTI. Desejo está perto dele quando reabrir os olhos. Mas, tenho me banhado no apartamento particular preparado para minha família no hospital nos casos de internação emergencial e Edward cuida para que eu coma pelo menos um pouco na hora certa.

Olhei para o teto.

Meus pais não estão diferentes de mim, mas papai tem que se ausentar por várias horas para cumprir suas obrigações no sultanado e mamãe adiou ou cancelou toda sua agenda oficial para cuidar dele.

Olhei para o lado.

Rosalie está numa cama dormindo sedada, porque ela tem sido a pior de todos vendo meu irmão frágil.

─ Não compreendendo como as pessoas podem chegar tão longe por dinheiro. ─ Alice falou sentada na poltrona do quarto.

Eu estou no sofá cama.

─ Mas eu compreendi muito cedo que são capazes de tudo e nem posso falar que não vai acontecer igual com você e Jasper. Emmett e ele são homens poderosos, influentes, com muito dinheiro. E por que não beleza? São o pacote completo para a ambição humana.

Ela arregalou os olhos.

Alice não tinha olhado para o quadro geral, mas a possibilidade do que falei existe.

─ Os seguranças do seu irmão falharam.

─ E foram demitidos pelo erro, mas nunca sabemos de verdade onde está um sniper* bem treinado. E você sabe por que temos vários seguranças?

Sacudiu a cabeça.

─ Para temos olhos e ouvidos todos os lados, porque nunca sabemos de onde vem o perigo e a ambição pelo que temos está por todo lado.

─ Você está pesada amiga, muito pesada.

Mordi meu lábio inferior.

─ Eu sei. Tenho que morder minha língua para não falar verdades desagradáveis. Especialmente quando estou de mau humor. Desculpe.

─ O mal é que eu me acostumei e gosto da sua maneira de ser.

Sorri para minha melhor amiga.

─ Te amo. ─ falei.

Ela também sorriu e levantou sentando do meu lado.

Me abraçou.

─ Você é a irmã que a minha tinha quer ser, mas não é.

Retribui seu abraço.

Cynthia não merece Alice na vida dela. Minha amiga é boa demais para ela, mas os pais delas são maravilhosos.

─ E seu marido?

─ Trabalhando online na sala do lado.

─ Vocês estão na lua de mel.

─ Que foi interrompida. ─ lembrei.

─ Mas quando tudo melhorar vocês podem retomá-la, não?

Aspirei.

─ Vamos ver. ─ respondi.

Como o meu pai, Edward é muito ocupado pelas suas obrigações no seu sultanato, mas sei que não posso esquecer do nosso casamento ── minha mãe me ensinou que não podemos descuidar das pessoas que amamos para não as perdemos no futuro por nossos próprios erros.

Alice me abraçou mais forte.

Dormi no ombro dela e quando acordei estava deitada no sofá.

─ Oi. ─ Rosalie falou comigo.

─ Oi. Onde está Alice?

─ No banheiro.

─ E Emmett.

─ Continua desacordado. Bella você acha que a culpa é minha por ele ter levado o tiro?

─ Ninguém pode obrigar outra pessoa se apaixonar e Emmett ama você.

─ Como eu o amo.

─ É por isso que vocês dois se merecem e o culpado é o pai da Zara.

─ A princesinha mimada que esteve aqui? ─ se surpreendeu.

Sorri.

─ Emmett disse não ao casamento com ela por amor a você, mas em Suma ela insinuou que podia ser a segunda esposa.

─ Ele não pode. Emmett e eu assinamos um contrato que...

─ Que proibi o casamento dele com outra mulher, mas se você morta...

─ Só que vou dar o meu melhor para viver muitos anos. E o que ela está pensando? Que o seu irmão vai aceitar estar com a primeira cadela no cio que aparecer?

Abafei o riso adorando a maneira que minha cunhada definiu Zara.

─ Meu pai e Edward vão cuidar deles.

─ Seu marido?

─ Não pergunte.

Ela levantou as mãos.

Bateram na porta do quarto e o médico que está cuidando do meu irmão entrou.

Rosalie deu um pulo da cadeira.

Levantei mais devagar.

─ O Príncipe Emmett acordou e ele está chamando pela senhorita Hale.

Ela me olhou.

─ Bella. ─ falou, porque sabe que também estou muito ansiosa para vê-lo acordado.

─ Vai.

Olhei para a porta.

─ Majestade. ─ o médico se curvou para mim e saiu.

Rosalie o acompanhou e os olhei pela janela de vidro da UTI vendo que Emmett continua muito pálido.

─ Meu irmão vai estar bem?

─ Vai. ─ o médico respondeu.

─ E como vai ser as próximas semanas?

─ Ele vai ter que continuar com os analgésicos para dor, anti-inflamatórios e cicatrizantes para cuidar da ferida no peito. Também vai ter que diminuir o ritmo da rotina que tem, mas pouco a pouca vai estar voltando ao normal e vai poder continuar levando a vida saudável que sempre teve.

Me senti aliviada.

─ Obrigada.

─ Sempre, Alteza.

Sorri percebendo seu tropeço na maneira de me chamar.

Rosalie saiu da UTI e com todas as roupas exigidas para entrar nela me aproximei do meu irmão.

─ Nunca mais me assuste ou você não vai gostar de me ter por perto.

Ele sorriu fraco.

─ Rosalie me falou que você e papai doaram sangue para mim. Obrigado.

─ Você é meu irmão preferido.

Emmett riu e se encolheu pela dor que sentiu no peito com o movimento do seu riso.

Me senti culpada.

─ E o único. ─ respondeu.

─ Desculpa.

Sorriu.

─ Te amo.

Senti meus olhos molhados.

─ Você é a melhor parte de mim. ─ respondi.

Emmett apertou minha mão.

─ E você a minha. ─ falou baixo.

Beijei sua testa.

─ Vou te deixar descansar. Você continua fraco. Tem que descansar e o médico falou para eu não demorar muito com você.

Concordou com o olhar.

─ Também vou falar com os nossos pais. Esteja bem. ─ beijei sua mão.

Sai da UTI e após três dias Emmett foi levado para o palácio.

─ É importante. Por favor. ─ ele estava me pedindo para ir ao orfanato entregar os brinquedos que anualmente ele dar as crianças de lá, mas poucas pessoas sabem, porque é uma atitude pessoal sua e não do nosso sultanato.

─ Ok. Eu vou com Edward.

Meu irmão sorriu.

─ Obrigado. E o nosso pai está de acordo com o plano do seu marido para colocar a Princesa Zara e o pai dela no lugar deles?

─ Só até a próxima página. Ele próprio deseja colocar o plano em prática.

─ É justo. ─ respondeu.

Rosalie entrou na ala deles com uma bandeja de comida para ele e sai dela procurando Edward para irmos ao orfanato.

─ Majestades. ─ Kalila nos recebeu com educação.

─ Como vai? ─ perguntei.

Sorriu.

─ Sejam bem-vindos.

Edward também sorriu.

─ Obrigado. ─ ele respondeu para ela e no pátio interno as crianças correram para nós.

─ Habibti! ─ meu marido olhou chocado para Husam, o menino que tem os olhos como os seus.

─ A semelhança é maravilhosa! ─ respondi.

─ Que idade ele tem?

─ Acho que quatro. ─ calculei pelo tamanho dele.

─ Não Alteza, Husam fez três anos há cinco meses. ─ Kalila me corrigiu do nosso lado.

Edward sorriu e eu olhei para outro menino que falou comigo.

Ele e eu estávamos abaixados perto das crianças menores e meu marido levantou para brincar com todas, mas seu olhar nunca deixou de estar em Husam.

─ Você gostou daquele menino. ─ falei na volta ao palácio após entregamos os brinquedos por Emmett.

─ E não foi só pelos olhos dele. É como se existisse uma força que me conecta a ele.

Coloquei minha mão no seu ombro e no palácio percebi uma recepção melhor dos funcionários com ele.

─ Viu, o meu povo vai te amar como eu te amo.

Edward sorriu beijando minha mão e no aeroporto sumanes parei para receber flores de uma idosa gentil:

─ Obrigada.

─ Por favor, Sultana, não repita os mesmo erros da Princesa Jamilah. ─ falou para mim.

Paralisei.

Meu marido não a ouviu, mas olhou para a gente e mantendo a dignidade escondi minhas emoções num sorriso forçado.

Me afastei dela.

─ Você está bem? ─ ele perguntou quando se aproximou de mim.

─ Perfeita.

Edward expeliu o ar.

─ Quê?

─ Aprendi ligeiro que quando você falar “perfeita” tudo está errado.

Abri e fechei minha boca.

─ Estou bem.

Expeliu o ar de novo.

Entramos no carro.

─ Se vai mentir para mim é melhor calar.

O olhei tragando minha irritação.

─ O único que está me preocupando é Emmett. A bala que o atingiu podia ter entrado no coração dele e se tiver complicações.

Edward me abraçou.

Nossos seguranças olharam para os lados.

─ Não vai ter.

Aspirei, mas me senti em paz por estar com ele e no palácio levei um grande susto quando abri a gaveta da minha mesa no meu escritório:

─ Ah! ─ resfoleguei encontrando um escorpião no interior dela.

Minha respiração pesou e minha mão estava tremendo.

A pessoa que colocou esse animal nela desejava me envenenar com a picada dolorosa dele.

Me afastei da gaveta aberta, mas meu olhar continuou no interior dela e nele também vi uma joia de gosto duvidável que não é minha:

─ Ai! ─ meu estômago virou pela imagem nojenta do broche na forma de besouro.

Vi o abridor de cartas no tampo da mesa e o usai para pegar a joia sem correr o risco de ser picada pelo escorpião.

A virei com a mão para olhar a base dela vendo iniciais e um brasão gravado na sua parte inferior.

─ Chega. ─ grunhi apertando o broche decida a alcançar o limite da minha escala.

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Notas finais
*Sniper: Fraco-atirador.