O Selo Do Medo
12 Kanji
Ela se entediava e o tempo passava. Via os dias e sentia o sol no seu pêlo fofo de gatinha, e se sentia desafortunada por depender em tanto do seu tempo de Sesshoumaru para protegê-la. Divertia Rin fazendo brincadeiras bobas, e percebia eventualmente um sorriso vindo do youkai enquanto a menininha se divertia. Geralmente nessas ocasiões Jakken parecia ter medo, era como se nunca antes tivesse visto Sesshoumaru rindo.
Esses pequenos momentos eram marcados na sua memória de um jeito estranho. Afinal, como podia um youkai desalmado como ele dar tanta atenção a coisas tão simples como uma menina brincando com um bichinho? Como poderia parecer tão sentimental nesses momentos, como se fosse uma pontada de nostalgia por um momento em que não estivera sozinho. AS vezes se perguntava sobre a infância de Sesshoumaru, afinal, o que o fez ser daquele jeito?
No caso dela, sempre foi a sua busca por ter a aprovação e o orgulho dos pais, e depois o ciúme pela atenção que davam ao seu irmão mais novo, o menino que levaria o clã para o futuro. Ela não queria ser esquecida, deixada em um segundo plano, e além disso, mantinha aquela distância dos sentimentos humanos por causa de um orgulho do poder que tinha como filha de daiyoukais no Norte, famosos e respeitados. Era um orgulho tolo, pensar que para ter seu poder respeitado ela tinha que se comportar daquela forma. Descobriu isso somente depois, quando se via naquela forma frágil e amável, completamente diferente do monstro que foi.
Com o tempo, ficava mais perto de Rin, independente da forma que mantivesse, e curiosamente, quando Rin não tinha perguntas sobre a era moderna ou sobre qualquer outra coisa, ela ficava longe deles, sentindo o silêncio da noite pesada que se abatia sobre ela, e pensando em como desejava estar na sua era, bebendo e rindo, vencendo velocidades inumanas com a sua motocicleta. Queria poder respirar a liberdade de novo, cortar o país em uma corrida e ver coisas que não conseguira antes. Ver o que de novo existia no mundo que ela não poderia aprender em uma noite apenas como antes. Mas estava ali, presa a si mesma, dependendo dos seus próprios pensamentos para entender como poderia se libertar.
Abrir os olhos e ver que talvez fosse ficar presa ao Sengoku Jidai por um tempo indefinido era triste. Não que não gostasse de estar em um lugar onde era livre para ser um youkai, mas... Seria um destino irônico passar tanto tempo na era feudal ao lado daquele que matou a sua família e o seu orgulho sem ter dado-lhe um golpe final. Era triste pensar que estava nesse tipo de situação e que era possível que esse fio de esperança de se livrar daquele maltido selo era uma ilusão, que nunca conseguiria. Estava presa a mais coisas ainda agora. Agora nem mesmo participar de uma batalha e aproveitar o tempo na Sengoku Jidai para poder livremente ter saciada a sua sede de sangue, porque ele não deixaria que ela tivesse um arranhão sequer. Sesshoumaru estava determinado a não perdê-la de vista por causa do vínculo. Agora Leona se arrependia de ter criado aquela situação, que de método de convencimento forçado passou a ser mais uma corrente que a prendia a algo. Tudo que ela queria era ser livre, mas cada vez se prendia mais. Não podia correr e sentir a brisa no seu rosto sem lembrar que era algo efêmero, que tinha um limite para a distãncia a tomar.
Via Rin vestindo-se depois do banho. Ela ficaria mais ali. Talvez um pouco de água fria na sua cabeça a fizesse se acalmar. Quanto tempo tinha-se passado desde a última vez que falou com Haya-obaa-chan? Quanto tempo desde que bebeu até não poder mais no bar de sempre? Quanto tempo desde que teve que fazer uma explanação sobre o motor da sua esportiva para um novo frequentador do bar ou exibir o fato de que a moto era mais leve do que parecia e ser considerada muito forte por aqueles humanos que não davam conta de uma tonelada e meia de metal com nem com os dois braços.
Talvez se voltasse ao bar agora, tivesse que ver a situação desagradável e o falatório sobre o que Sesshoumaru tinha feito por birra. A arrogância daquele youkai tolo simplesmente tinha tirado parte do gosto da sua alegria naquele lugar, e provavelmente se voltasse lá sentiria um gosto amargo na cerveja. Mas até mesmo com isso lidaria se fosse para ter a sua vida de volta. Mas cada vez via esse dia mais distante, até o ponto em que não conseguia mais ver nada na sua mente além das trevas. Tinha mergulhado, pensando nisso, pensando na vida que não tinha e não teria perspectiva de ter mais. Mas não tinha emergido e sentia a água entrando nos seus pulmões e afundava onde antes estava brincando e ensinando Rin a flutuar na água, não tinha percebido antes que estava sendo presa por um youkai aquático, ele era fraco, poderia simplesmente fatiá-lo com as garras, mas percebeu quando seu fôlego estava no fim, não conseguia mais respirar. Não chegou a sentir as pedras do fundo do lago baterem pesadamente nela. Tinha desacordado antes. Talvez fosse melhor simplesmente desistir dessa busca inútil mesmo. De repente, talvez esse fosse o seu destino, terminar com tudo por uma distração que a faria pagar caro, a desvantagem da era dos youkais era exatamente a coisa mais fascinante de todas, lidar com youkais. De repente, não se preocupava mais com o seu orgulho youkai, não era relevante o orgulho youkai se estava morrendo, dane-se se era por causa de um youkai fraco como aquele, não tinha mais forças. Não tinha medo, de repente se conformou com aquilo, o que poderia fazer? Sabia que não estava perto de pessoas que se importavam como Kagome e seus amigos, ninguém viria ajudá-la, e nesse caso, não queria ser ajudada, não por aquela criatura... Fechou os olhos e sentia-se sendo puxada contra as pedras do fundo do lago.
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- Sesshoumaru-sama...
- O que foi, Rin? Perguntou ele entediado. Cada vez mais Leona ficava distante, não tinha mais nem mesmo os risos que ela poderia proporcionar com a sua pseudofúria desmedida. Ela não se irritava mais, não sorria mais, não gritava e reclamava de tudo como antes.
- Leona-chan... Mergulhou e não voltou mais... — E daí se ela estava testando o tempo que tinha de fôlego? Ele não iria se meter nisso, era capaz de ainda levar mais um bofetão como da última vez que se aproximou dela sem permissão — Já fa uns dez minutos isso...
Dez minutos? Nem mesmo um youkai ficaria tanto tempo sem respirar. Esse desconforto que sentia era isso? Ela estava se afogando? Pelo jeito de Rin, ela queria ter sido deixada sozinha. Ela estava se matando? Saiu correndo para lá largando a meio caminho a armadura de metal e viu uma sombra na água funda mas semi-transparente naquela penumbra. Quando emergiu puxando-a de volta Rin já tinha trazido um cobertor e parecia estar com a expressão preocupada. Rin sabia o que era se afogar, quando Leona a estava ensinando a nadar já tinha sentido a água entrando nos pulmões um pouquinho, era ruim.
Fazê-la respirar foi o suficiente pelo menos para tirar da expressão dele o pânico daquela hora. Depois ainda pensava em porque ela tinha feito aquilo, vendo a fogueira se consumindo no meio da madrugada enquanto os outros dormiam. Porque ela estava se matando? Teria desistido de encontrar uma resposta sozinha depois que ele disse que não poderia mais fazer nada? Ou teria decidido que a demora não compensava para abrir mão de se vingar mais uma vez pela sua família? Qual dos dois? Que motivo a levaria a desistir de uma forma tão patética?
Leona sentia que estava quente, estava enrolada em um cobertor diante da fogueira, parte do pelego que Sesshoumaru carregava a cobria. Estava vestida com um kimono, um daqueles kimonos de seda que Rin tinha decidido trazer do castelo do Oeste para ela e que ela tinha dito que não usaria, porque pensou na sensação de que estava desprotegida com um tecido tão leve, seria como a sensação de não vestir praticamente nada, apesar de o tecido ser sólido e de cores bem definidas nas estampas. Escutava um coração batendo, estava escorada a Sesshoumaru. Tinha morrido então finalmente? Só não esperava que acordaria no inferno e o primeiro diabo que visse, tão perto assim, fosse ele. Na verdade, imaginava que se morresse iria para um lugar completamente diferente da Sengoku Jidai. No entanto a sensação era de que estava no mesmo lugar. Abria os olhos devagar e olhou para ele, vendo que ainda estava acordado, parecia triste, percebeu que ela se movera.
- Está acordada... Parecia até mesmo que no fundo dessa voz sempre tão distante como qualquer coisa que dissesse, havia uma espécie de alívio ao perceber que ela tinha acordado.
- Estamos mortos? Ela perguntou não muito alto, mas o suficiente para que ele escutasse.
- Se eu disser que sim... — começou ele pensativo — Como agora me explica isso? Porque se afogou no lago? Porque não cumpriu o que tinha dito que faria? Porque me traiu? Ela viu que Sesshoumaru parecia contrariado com aquilo, ele parecia ter sofrido com aquilo, mas não por morrer ou deixar de morrer, era claro que isso não parecia importante, pelo modo como ele falou. Era como se ele estivesse contando com uma atitude dela, como se ele tivesse feito algo e esperasse que ela não tivesse sido ingrata, embora ela soubesse bem que ele não fez nada além de jogar o problema de volta para ela e dificultar a sua vida ao determinar que ela não podia fazer praticamente nada. Era como se matá-lo não fosse o problema, era como se ela morrer por si só fosse um ato à traição. Ele falou como se ela tivesse decidido se matar, mas na verdade ela apenas se conformou com uma situação que não poderia lidar, esse era o problema de ser youkai, conseguia manter a calma mesmo diante de uma situação ruim, não se desesperou, simplesmente concluiu que ninguém iria ajudá-la. Realmente, não esperaria que ele fizesse algo do tipo mesmo.
- Desculpe... Ela não sabia o que dizer, nunca tinha esperado em vida ver Sesshoumaru tendo uma reação assim, mesmo que ele tenha entendido parte do que aconteceu com erro, era estranho pensar que se ela realmente tivesse se suicidado premeditadamente, que ele se importaria com isso. A sua voz saiu por um fio.
- Não quero desculpas — disse ele e ela sentiu-se estranha por de repente ver que ele apertava o abraço em torno dela — O que acha que aconteceria se tivesse morrido mesmo? Idiota... E eu nem poderia usar Tenseiga pra tentar fazer alguma coisa... Não vá achando que pode decidir as coisas por si mesma.
O que era isso? Ele estava dizendo que ela estava viva? Se estava viva, porque estava quieta nessa situação constrangedora que a fazia corar sentindo-o perto demais, mas mesmo assim sem conseguir se mover para socá-lo. Ele cogitou usar Tenseiga para salvá-la? Ela não era somente um incômodo que tinha que vigiar? Porque trazer de volta um problema, mesmo que em pensamento? Porque isso? Sentia sua mente pulsando e lhe dizendo que era real a preocupação que Sesshoumaru sentira.
- Obrigado. Disse ela abraçando-o de volta, e sentindo que ele se surpreendera com isso.
Não esperava que ali tivesse um pouco de sentimentalismo, não esperava que um youkai se importasse, como os humanos se importavam, mas essa era uma coisa boa entre ser humano ou ser youkai. Como ela mesma tinha dito antes, ele nunca deixaria de ser ele mesmo, por mais que fugisse disso. Agradecia, porque no fim das contas, ela não esperava ser salva, talvez nem mesmo quisesse no instante que se conformou com isso, mas era bom saber que alguém se preocupou por causa disso. Ela ainda tinha um lugar no mundo. Não tinha sido excluída dele por causa da sua situação. Embora, fosse estranho pensar que iria entender isso, e tantas outras coisas nesse tempo todo, graças ao cara que tinha feito o massacre do seu clã. Até porque, quando as duas partes tem uma chance de vencer uma disputa, isso é uma guerra, mas quando uma das partes não tem chance, isso é um massacre. Foi aquilo que foi um massacre, afinal, do modo como ela via o mundo antes, o modo como pensava que ele via o mundo quando o viu pela primeira vez ali na Sengoku Jidai, equivocadamente, ela não tinha chances de vencer. Estava certo o que aconteceu, ela perdeu aquela luta porque não tinha capacidade para vencer, poder não era tudo para decidir aquela situação, e ele tinha mostrado isso de uma forma um tanto cruel, mas ele estava certo.
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No dia seguinte se sentia de novo infeliz na sua forma de pequenino felino. E apesar de se sentir estranha ao ser deixada para trás com Rin, se sentia um pouco melhor por não estar perto de Sesshoumaru, ele ainda a olhava como se ela tivesse realmente feito algo de errado. Era estranho que se importasse com essa repreensão velada.
Mas mais imediato que isso, era o cheiro de batalha que ela sentia de longe. Sesshoumaru realmente mataria o hanyou? Sabia que ele realmente não gostava daquela parte da família, mas seria um tanto cruel da sua parte se fizesse isso enquanto ele estava com aquela inconsciência causada pelo sangue youkai, não era preciso mais que respirar o ar para saber disso. Via-o caminhando de volta até eles. Esqueceu a sua irritação momentânea por Rin ter impedido Jakken de contar a história toda de Inuyasha, queria saber porque aquela relação familiar parecia tão problemática. Apesar do que sabia do seu tempo na história, seria interessante ver isso sendo contado por outra perspectiva.
Tinha se decidido naquela noite que perderia todo o seu tempo útil tentando entender o porque de Sesshoumaru não ter respondido ainda a questão do kanji borrado daquele selo maldito e porque ele não tinha no rosto a menor intenção de que iria abrir o bico e falar o que era aquilo. Era irritante que ele tivesse jogado o problema de volta para ela como se ela já não tivesse tentado entender antes o que significava aquele monte de coisas, uma atitude completamente inútil.
Quando tinha chego a algumas conclusões razoáveis, meses depois, meses vendo o péssimo humor do youkai, fugindo das perguntas intermináveis de Rin e ignorando a torcida organizada solitária de Jakken, que queria somente que o seu mestre fosse libertado da sua presença, parou por um instante, entrou em pânico com a primeira resposta, em desespero com a segunda, e encontrou um paradoxo pessoal na terceira possibilidade. Provavelmente tinha entendido tudo errado, era a conclusão mais lógica.
Olhava para os kanjis que poderiam ser encaixados com alguma lógica no borrão da imagem à sua frente, os rabiscos interligando frases e encantamentos, tentava buscar alguma outra solução para isso olhando fixamente para aquela lua sobreposta a um sol, mas não conseguia pensar em mais nada.
- Leona-chan... Está doendo? Perguntou Rin ao ver que ela marejava os olhos, ao olhar para a menininha percebeu que estava chorando de raiva.
- Não, está tudo bem... Eu só fiquei lendo por muito tempo, meus olhos ardem. Disse, pensando que isso seria realmente ridículo, a sua visão era muito apurada, ela era um felino e a falta de luz não a atrapalhava nem um pouco para ler.
Depois de algum tempo tentando pensar nisso, e tentando fugir de Rin, chegou à conclusão de que fazia muito tempo que não empunhava sua katana e afastou-se dizendo para Rin ficar longe se não quisesse ser cortada junto com qualquer coisa pelo caminho. Ela tinha ficado mais lenta? Era a falta de uso das suas habilidades, tinha piorado o timing em alguns milissegundos, o que em uma luta séria poderia ser um problema, embora não achasse que fosse se deparar com um daiyoukai no nível do seu pai para ter que se preocupar com isso.
- Você parece de péssimo humor... Comentou Sesshoumaru escorado a uma árvore distraído entre ver que ela golpeava o ar e buscava por algo invisível para destruir ante à sua visão, e com a imagem da lua.
- Meu humor melhoraria muito se tivesse a sua cabeça em uma bandeja... Resmungou ela não dando muita atenção a ele, sabia que se parasse para dar-lhe atenção realmente tentaria matá-lo de verdade.
- Humf... Fazia tempo que eu não a via querendo tanto me matar... Resmungou ele. Realmente, fazia meses que não tinha que se preocupar com ela em fúria, era estranho. Primeiro reclamava, depois ficou silenciosa, depois que ele deu-lhe todas as respostas que ela precisava, passou a buscar com um afinco assustador pelo final do enigma, e agora parecia completamente enfurecida, tinha largado tudo de qualquer jeito e se afastado repentinamente de Rin.
Depois desse comentário impertinente, ela parou. Claro que ela queria matá-lo a cada segundo que passava, apesar de as vezes ter uma irritante hesitação dentro da sua mente. Afinal, aquele mesmo que causou todos aqueles problemas, antes mesmo de tudo aquilo, ali na Sengoku Jidai, até parecia um cara legal. Isso era o que mais a fazia querer matá-lo de uma vez, afinal desse jeito todos os problemas desapareceriam.
Sesshoumaru se perguntava se ela tinha ficado irritada daquele jeito por ter descoberto pelo menos uma das possibilidades de resolução do selo. Ele tinha se irritado o suficiente par decidir ficar de bico fechado e largar o problema para ela resolver, não queria ter que pensar em qual das respostas ela escolheria. Sabia que não tinha nenhuma outra que fosse fazer efeito pra terminar com o selamento, o que o irritava, afinal, foi ele mesmo que tinha criado aquilo, como se soubesse que tudo isso iria acontecer.
Eternidade, significaria a escolha de uma trilha solitária pela eternidade, até a morte absoluta; era provável que ela preenchesse a resposta com isso, teria a eternidade no seu mundo longe dali e lidando com a própria mente e escolha. Amor significaria a efemeridade, um trágico fim; e era provável que ela fugisse dessa resposta, afinal não era muito próprio de youkais ter algum sentimentalismo, fora que ela não quereria nunca na vida admitir que ele tivesse escreito tal hipótese num selamento preso a ela. Destino, provavelmente era o que mais se enquadraria em uma lógica, mas sabia porque ela escolheria qualquer outra coisa e não isso, destino significaria que tudo isso foi premeditado, que tudo isso tinha algum significado a mais, e que todas as outras respostas eram pequenas perto disso; ela não escolheria algo mais marcante que a segunda opção, sem sombra de dúvidas. Um dia ela teria que se decidir, e a raiva que ela sentia provavelmente era por estar se debatendo dentre as respostas plausíveis.
- Sesshoumaru... — ela chamou séria parando a poucos passos dele, e parecia estar conformada com algum pensamento, seu olhar estava calmo, apesar de uma espécie de raiva estar dentro do brilho daquelas pupilas felinas — Quebre o selo.
Ela tinha se decidido então? Ele já esperava pela resposta, mas mesmo assim perguntou.
- Qual das três respostas?
- Só existe uma resposta. Quando Leona disse isso tão segura, ele ficou um pouco inseguro. Será que ela chegou a alguma conclusão diferente? — Eu sei o que está pensando. Mas pra mim só existe uma resposta plausível. — Ela explicou cravando a lâmina no chão e o olhando como se esperasse que ele se movesse dali. — Ande logo, mexa-se, não era você que queria se livrar de mim logo?
Era, ou pelo menos pensava assim. Agora já não tinha tanta certeza.
- Então, o que eu escrevo? Perguntou pronto para riscar no ar o kanji.
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