O Selo Do Medo
5 Inemuri
Dois dias tinham se passado, e ela demoraria bem mais para encontrar o rastro de Sesshoumaru naquela forma miserável a que era sujeita. Além do mais, não queria ser achada por outro Souta que pensasse que ela era um gatinho perdido e a tirasse do seu caminho. Andava por lugares onde não haviam trilhas ou estradas, seria mais seguro. O cheiro de sangue estava longe, pelo menos, para um ser tão pequeno e lento como ela naquele momento. Mas pelo menos, ainda tinha o rastro para seguir.
Parou por um momento, depois de ter se cansado de tanto procurar, e via uma menininha ferida, ela era bonitinha, o que teria acontecido a uma criança indefesa como ela? A menina parou o seu caminho quando a viu e parou para alisá-la. Era inevitável que ronronasse com um carinho tão inocente de criança. Ela não disse nada, mas tinha um leve sorriso naquele rostinho ferido. Sentia algo estranho na menina, mas, mesmo que fosse somente curiosidade, foi atrás dela alguns passos mais. Não pressuporia que crianças a levariam sempre onde precisava estar, o caso de Souta foi um relacionamento acidental de amor à ela como gatinho abandonado.
Viu então que a menina estava diante daquele youkai. Claro, ele não morreria com tão pouco, como ela esperava. Afinal, seria até mesmo frustrante que aquele cara fosse tão fraco e mesmo assim tivesse arruinado a sua vida como daiyoukai felina.Por um lado, era irritante pensar que não podia nesse momento mesmo cortar a garganta daquele maldito, mas por outro, olhando para a expressão inocente da menina quando sorria, aparentemente feliz perto daquele monstro, sentia remorso do próprio pensamento, pelo menos alguém ficaria triste se aquele cara morresse, talvez.
Foi estranho ver que mesmo com a frieza daqueles olhos e com aquela expressão desumana que conhecera tantos anos depois, aquele garoto youkai pareceu por um instante se preocupar com aquela menininha. Era curioso para um cara que fez uma grande fama como quem odiava humanos. Esse pequeno instante a lembrou que no fim das contas, talvez realmente ele fosse irmão daquele hanyou irritante. Aquele pirralho teimoso e de bom coração que Kagome tinha encontrado nesse mundo. Apesar de tudo, parecia realmente que mesmo que ele demonstrasse publicamente um desprezo enorme por Inuyasha, como ela tinha visto naquela outra noite, ele ainda se importava um pouco, afinal, sendo isso consciente ou não, ele chamou aquilo de "briga de irmãos".
Ela sentiu-se de repente sem os pés no chão, a menina a pegara e brincava com ela. De novo ela tinha que se comportar como um filhote de gato normal. Pelo menos ela conseguia fazer alguém se divertir com essa sua aparência, era um consolo, embora deprimente para alguém como ela. Seu orgulho sempre fora grande demais, mas depois de tanto tempo sendo um bichinho frágil, teve que se contentar a engolir esse sentimento e aproveitar as coisas simples que a vida poderia lhe proporcionar ainda, tinha se conformado, até o momento em que descobriu uma chance, quando conheceu Kagome.
Sentia que estava sendo observada, mesmo assim era divertido ver que a menina ria quando ela se escondia entre as dobras daquele grosso pelego ao chão em que perigosamente perto estava aquele youkai que poderia simplesmente destruir essa forma frágil que ela tinha, mas mesmo assim, naquele momento ela não sentia o perigo tão intensamente, era só um medo no fundo de si mesma.
Parou por um momento quando sentiu a mesma sensação de quando chegou a Sengoku Jidai. Tinha sido pêga como um gatinho qualquer pelo cangote e estava sendo observada. Realmente, aquela expressão, era de família. Ele também parecia curioso com a existência dela. Depois de ter a brincadeira interrompida, a menina decidira se afastar, deve ter entendido que ele ficaria com o gatinho. Leona via isso e queria poder gritar para que não a deixasse sozinha tão perto da morte.
- Miau? Realmente, era bom que não pudesse falar nesse momento, porque tinha vontade de gritar de medo. Ah, era tão deprimente ser um bichinho indefeso e medroso.
- Estranho... Disse ele largando o gatinho de novo sobre os pelegos ao lado e observando o nada.
Ela ficou curiosa com isso, porque diabos todos eles tinham que achar a sua forma infeliz de gatinho "estranha". Mesmo assim, parecia tão tranquilo ficar ali sem falatórios e gritos e aquela bagunça de sempre. E de repente, parecia tão estranho para ela sentir isso perto daquele pirralho youkai que era culpado de todos os seus problemas. Silêncio, profundo e solitário, era o que parecia a ela de repente, e isso era talvez tão triste de aceitar quanto tantas outras coisas. Afinal, de repente ela via aquela guerra terminada, e tinha a sua obaa-chan, tinha um momento de liberdade efêmero em que estava rodeada de pessoas que queriam falar, fazer-lhe companhia, conhecê-la, mesmo que ela não pudesse permitir isso, só o fato de aqueles humanos na era moderna não quererem que ela ficasse sozinha diminuía o vazio de ver a sua avó sozinha, olhando para ela com aquela nostalgia, com aquele profundo olhar de que pelo menos, tinha a tranquilidade de saber que ela estava viva, naquela frágil e delicada forma. No Sengoku Jidai, mesmo que ela fosse somente um pequeninho filhote de gato, aquelas pessoas tentaram falar com ela, cuidaram dela, e se preocuparam em tantos momentos... E aquele youkai estava sozinho, ao relento, com as migalhas do amor despedaçado de uma menininha que nem mesmo o conhecia provavelmente, uma criança que parecia ter tido seus sentimentos despedaçados e agora os tinha de novo com o desprezo solitário desse cara.
Sempre pensou que cães fossem de espíritos leais, que apreciassem companhia, que fossem mais amáveis, apesar de que essa visão era turvada pelo seu felino medo de ser estraçalhada por um, perante os humanos cães eram assim. Mas aquele ali não era.
De repente escutava gritos esganiçados, alguém chamando pelo youkai. Levantou as orelhinhas e sacudiu-se levantando de onde quase dormia, antes mesmo de Sesshoumaru perceber o som à distância. Ele a olhou curioso, e logo depois desviava a sua atenção para um Jakken desesperado que o encontrava.
- Sesshoumaru-sama, está tudo bem? Começou a torrente interminável de perguntas e declarações do pequeno demônio.
- Jakken...
- Sim, Sesshoumaru-sama...
- Cale a boca. Disse ele se levantando e andando aleatoriamente para longe dali, sendo seguido pelo pequeno demônio. Realmente, mentalmente Leona poderia rir, porque aquele pequeno youkai era um tagarela e ela mesma teria mandado-o calar-se se pudesse. Seguia-os desconfiada, como um gatinho que não sabe para onde ir, essa ação sempre deixava humanos compadecidos pela sua fofura, mas duvidava muito que isso fosse acontecer ali, mesmo assim, não pretendia perder aquele youkai de vista até que tivesse uma chance de arrancar uma solução para o seu problema dele, nem que morresse tentando.
- Sesshoumaru-sama, e esse gato? Vai levá-lo?
- Ele que faça o que quiser. Disse somente, continuando seus passos lentos e controlados.
Depois de algum tempo, parecia que eles não se importavam mais com a sua presença, afinal, era somente mais um bichinho. Descobrira finalmente porque a katana daquele youkai não cortava. Tenseiga, a espada que foi forjada para salvar vidas, tinha ouvido falar dela, mas não tinha certeza da possibilidade de existir uma espada youkai tão benevolente assim. Uma irmã de Tessaiga com o canino de Inu Taisho.
No meio do caminho, ela comaçava a ficar com medo, haviam lobos na redondeza, seu instinto não se enganava. Não deveria sentir medo de youkais fracos como aqueles, mas na forma frágil que tinha, era provável que morreria com uma mordida. Mas mesmo assim, tinha medo também de chegar mais perto daquele garoto, Sesshoumaru, não sabia o que esperar de um cara que não demonstrava sentimentalismo, era difícil ler as suas ações. E quando se depararam com aquela menina, com que ela tinha se divertido há pouco tempo atrás, caída, desfalecida no meio de uma trilha qualquer, ficou curiosa, afinal, porque Sesshoumaru sacaria aquela espada sem fio contra alguém que tinha morrido. Tenseiga salvava vidas, o que não queria dizer necessariamente que ressuscitava mortos, isso era pedir demais.
Ele realmente tinha ressuscitado a menina. Era mais humanista que Leona poderia esperar de um youkai sem alma que tinha destruído a sua vida. Essas coisas começavam a deixá-la superficialmente irritada, mas mesmo assim, sabia no fundo de si que estava criando um paradoxo, afinal, detestava aquele youkai, mas o estava seguindo em busca de uma oportunidade de se salvar. Poderia ter feito isso antes, mas por algum motivo suas mãos se recusaram a se mover para cortar-lhe a cabeça, e agora, ele fazia uma boa ação, uma ação que a deixara interessada, afinal, aquela menina merecia isso, uma chance... Não queria pensar que talvez ele não fosse tão ruim, porque isso provavelmente lhe traria remorso caso tivesse realmente que terminar com a raça dele depois, e remorso é algo desagradável para se ter no corpo de uma jovem youkai do século XX como ela.
Rin, como passara a se chamar a menina, gostava de brincar com ela, mas percebia as vezes que era triste estr ali. Aquela situação silenciosa, Sesshoumaru com o olhar vazio de significado, Jakken sempre agindo como uma torcida organizada solitária e sendo repreendido apesar de sua sincera preocupação, Rin em uma espécie de segundo plano, mas pelo menos sendo lembrada, ela era tratada com um pouco mais de consideração, por ser mais frágil provavelmente, mas mesmo assim, era uma preocupação desprezível, ela era uma humana. Ver aquilo somente como um gatinho era deprimente, não podia dizer tudo que lhe vinha à mente em dados momentos, não podia estapear aquele youkai tolo que escolhia ficar sozinho com suas dores enquanto havia dois seres ao seu redor que se importavam tanto.
Enquanto tivesse certeza de que Sesshoumaru não pretendia esmagar a sua existência entre as garras, não se importava de brincar como um gatinho idiota fazendo Rin mostrar algum sorriso, entre pedras, passando entre os passos dos youkais, pulando e escalando as mangas das roupas deles. Mas lembrava-se constantemente de qual lado era mais conveniente, afinal, não queria ser agarrada e esmagada pelo braço que ainda restava àquele youkai. Afinal, o que aconteceu para que ele não tivesse o braço esquerdo? Ela lutou com ele tanto tempo depois, e naquele momento futuro ele estava completamente inteiro...
O dia estava se afastando novamente, os raios de sol iriam embora, e ela teria um momento para respirar novamente com os seus pulmões de verdade. Para sentir o mundo de novo. Essa era a sua chance. Afastara-se dali, Rin brincava na água do riacho, mas como uma gatinha, obviamente que ela não queria nem mesmo chegar perto da água.
- Rin, pare. — Disse Sesshoumaru vendo que a gatinha fugia dos respingos de água para outra pedra mais afastada da menina, e curiosamente, como raramente fazia chegava perto de onde ele estava. Ele sabia que aquele animalzinho provavelmente entendia que ele era perigoso — Gatos tem medo de água.
Ela escutou-o dizendo isso e considerava que foi a primeira vez que ele tinha comentado qualquer coisa considerando a sua pequenina presenaç ali. Era estranho pensar que um ser como ele teria alguma consideração por ela, sempre se repetia mentalmente que ele destruiu a sua vida. Ficou entre pedras, disfarçou o seu distanciamento dos demais com uma brincadeira com uma borboleta até que sentiu que eles estavam longe. Não era vantajoso que Sesshoumaru soubesse por onde seria alvejado, e seu orgulho youkai não permitiria que ele visse o que ele mesmo faria dali a séculos, não queria inflaro ego superdesenvolvido daquele cara.
Sentia-se cansada pela brincadeira, atirou-se nas termas abandonadas à sorte, e sentia a brisa tranquila, o silêncio. Provavelmente eles todos estavam dormindo a alguma distância daquele lugar.
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Sesshoumaru observava a lua cheia. Pensava em uma lua cheia atrás, tinha tentado e falhado novamente ao tentar se aproximar de Tessaiga. Seria melhor se tivesse destruído a lâmina que ter deixado-a com aquele hanyou. Aquele irmão bastardo que era a vergonha do clã...
Mas, como não tinha sentido antes, tão perto, o youki sufocante daquela mulher? Se ela conseguiu se aproximar tão rápido assim, porque ele tinha ainda conseguido emparelhar uma luta com ela. Era estranho pensar assim, mas ao lembrar daqueles olhos raivosos, da atitude soberba, e de como realmente se ela não tivesse aquele desprezo pelo seu braço, não teria sido decepado, teria sido morto, o ângulo de corte da lâmina poderia ter feito isso, pelo menos duas vezes naquele combate, mesmo assim, ela não tinha feito. Mas aquela sensação de medo, não queria sentir mais aquela coisa horripilante, era um veneno para o seu orgulho. remoía aquela cena várias vezes, e ficou curioso com o que a Miko tinha dito...
O que aquela menina queria dizer, queria tentar explicar, para um youkai tão poderoso quanto aquela mulher? Como se um monstro como ela fosse escutar uma humana. Mas... Ela tinha escutado. O que significara aquilo. Aquela mulher disse que ele tinha destruído a sua vida. Mas ele nunca a viu antes. Era estranho isso, mais estranho ainda cogitar que houvesse alguma situação de batalha com um oponente como ela, em que ele conseguiria mesmo criar algum mecanismo que fosse útil para se salvar. Mas, segundo ela mesma, iria "matá-lo de novo", só que ele não tinha morrido ainda para que essa frase fosse aplicável. Então, de certa forma seja lá o que tenha acontecido, ela acabou em uma situação em que ter morrido em batalha era menos desagradável que o que ela dizia estar passando? Era estranho pensar dessa forma, mas a explicação mais razoável era algum tipo de maldição, só ele não entendia muito disso, era um assunto que sempre considerou de segunda importância, era fácil demais.
Sentia uma presença estranha perto. De repente. Era do mesmo jeito que antes, repentino, mas não parecia ser ameaçador como antes. Disfarçou como podia a sua presença e tentou encontrar a presença indesejada. Via uma silhueta a alguns metros de distância no lago.
Leona pensava em como era triste as vezes essa tranquilidade. Era muito mais engraçado quando Houshi-sama acabava levando uma surra das meninas quando tentava espiá-las tomando banho em alguma fonte termal. Mas mesmo assim, o som tranquilo da água a deixou mais suscetível a seus pensamentos. Enquanto sentia seus cabelos molharem depois de emergir do mergulho que tinha efetuado, ficou semi-submersa à água, pensando, aquela lua era a única coisa que via no céu com as estrelas a tanto tempo, nuna mudava.
- Ah... Kami-sama... Ou seja lá o que as pessoas acreditem no século XX, do outro lado do Sengoku Jidai... — resmungava ela, sem ter percebido que uma audição apurada estava perto — Voltar mais de mil anos na história e não conseguir evitar o meu futuro infeliz. Eu sou uma idiota. E pensar que em outros tempos eu não teria medo nem pena de matar qualquer um no meu caminho.
Ela continuava falando para o nada, pensando em voz alta, como não podia com tanta frequência.
(itálico, é mais fácil que os travessões apesar de não cumprir as regras de formatação oficial)
Doze horas de liberdade, é tudo que eu tenho da minha antiga vida, e mesmo assim, eu não fiz bom proveito disso no último mês... No que eu estava pensando naquela hora? Seria irônico demais não poder matar aquele daiyoukai tantos anos antes, com a força que eu tenho de tantos anos a mais de experiência, só por causa de um rostinho bonito.
Mergulhou mais uma vez e depois se acostou a um grande rochedo sentindo a brisa secar a sua pele.
Preciso esfriar a cabeça, essa é a minha chance de conseguir convencer aquele pirralho a tirar esse peso da minha vida. No último segundo, ter recorrido a algo como aquilo para reduzir o meu poder a nada, e mesmo assim ter hesitado no último golpe e morrido antes disso. Bem, eu nunca vou saber o que aquele velho daiyoukai pensou, esse menino ainda não é o Sesshoumaru que eu conheci na grande guerra mesmo...
Porque? Porque conseguiu destruir o orgulho do meu clã de uma forma tão ridícula... Eu pensando que seria melhor se tivesse morrido, mas... De repente, pensar que a juventude desse cara era isso, tão solitário... Isso vai ser um inferno, eu vou ficar com remorso por séculos depois que cortar a cabeça dele.
Sesshoumaru congitava mentalmente as palavras que ela repetia para si mesma. Ela realmente tinha vindo de um tempo futuro a Sengoku Jidai?
Ah... E executar uma morte tão importante pra minha vida com um kimono comum provavelmente vai me deixar deprimida... Nessas horas seria bom poder contar com Kagome carregando minhas coisas. Kagome-san, o que estará fazendo agora? Voltou à nossa Era... Será que Haya-obaa-chan vai lembrar de não deixar pegar chuva na minha motocicleta? Seria tão mais rápido poder andar com a minha monstrinha por aqui, mas é inútil pensar nisso, por mais que esse tempo me agrade. Eu não poderia carregar a moto no restante do tempo... Ah, que droga, minha noite livre e nem uma gota de bebida para comemorar... Ironicamente, esse filhote de daiyoukai provavelmente se divertiria em um lugar como aquele, mesmo com aquela cara de poucos amigos... Ah, Leona, não pense isso...
Ela se ergueu um pouco da rocha batendo no próprio rosto. Sesshoumaru estava curioso com as coisas que ela dizia, tinham um nexo vago, mas parecia algo que queria saber. E afinal, o que ela estava se impedindo de pensar com aquela ação repentina? Em um momento ela ficava pensando em como acabar com a raça dele e depois... Parecia que tinha pena, parecia que se importava. Era um paradoxo estranho, mas era bom saber disso, afinal, qualquer oponente que se use de tanto sentimentalismo em uma batalha, fica mais fraco quando começa a ver seu chão mental ruir.
Ela parecia ter dormido ali. Parecia tão mais calma dormindo. Foi imprudente o suficiente para chegar mais perto dela. E nessa calmaria silenciosa, seu youki era mais denso ainda, as orelhinhas sumiram de sua cabeça, marcas de riscos prateados nas laterais do seu rosto deixavam clara a sua natureza. O que tinha acontecido seja lá em que momento fosse, entre eles provavelmente era um erro. Pesava Sesshoumaru, mentalmente, observando as curvas debilmente encobertas pelo cabelo dela enquanto ela dormia. Era até mesmo ofensivo pensar que alguma situação tivesse gerado tal ódio entre eles, porque ela tinha porte para ser uma personalidade de status muito alto, apesar de imperiosa, como naquele momento, com aquele ímpeto de orgulho e raiva, imprudente, ela seria uma magnífica daiyoukai se aprendesse a controlar as próprias ações. Mas, a partir do momento em que ela se colocou à sua frente como sua inimiga, era alguém que tinha relevância para que desejasse terminar com ela com as próprias mãos.
Iria aproveitar esse momento, poderia cortar-lhe a cabeça, seria algo que evitaria muitos problemas. Mas de repente ela se movia dormindo, falando no sono. Quando ouviu o seu nome hesitara e guardara suas garras.
Sesshoumaru... Quando eu tiver chance vou esbofetear aquela cara infeliz... Se fazendo de independente quando não passa de uma criança solitária que não vê ninguém ao seu redor. Ele sentiu o toque das mãos dela quando ela se moveu, e se afastou instintivamente.
Ela estava se preocupando com ele enquanto dormia? Era idiota isso, o que se passava dentro da cabeça daquela mulher? Se o perseguira até ali porque não aproveitou para terminara luta que começou? "Doze horas de liberdade"? O que ela tinha resmungado antes para si mesma, quão grande seria a redução dos poderes dela durante os outros dias? Seria mais conveniente tentar achá-la em outro momento talvez. Pensava e decidiu sair dali, sua mente pensaria coisas indevidas daquela mulher. Ela comprou uma briga com ele, bonita ou não era pagaria por isso.
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