Kagome tinha voltado ao Sengoku Jidai, e parecia preocupada com Inuyasha, depois daquela coisa com a Tessaiga estar pesada e ele ter percebido que precisava usá-la se quisesse evitar a fúria youkai que mataria tudo pelo caminho.

- Obaa-chan... — Leona chamou quando viu que o tempo parecia estar ficando feio. — O que acha que está acontecendo? Perguntou ela sentindo um youki estranho.

- Ryoukossei...

- Ele não era só uma lenda? Perguntou ela insegura.

- Selado pelo velho Inu Taisho, se tornou uma lenda depois disso. Foi como o velho inu daiyoukai morreu.

- Eu não sei quando volto, não se preocupe com a motocicleta. Decidiu ela imediatamente, pegando a moto no galpão ao lado, prendendo a katana às costas e saindo numa voadora por cima do pórtico de entrada, como sempre, ignorando o portão, que agora pelo menos não estava mais destruído.

- Leona-chan... Acenou a mãe de Kagome quando a viu entrando no tempo carregando a motocicleta.

- Higurashi-dono, desculpe não poder ficar para uma visita. Disse ela entrando no galpão onde estava o poço e se atirando nele com a motocicleta. Fazia tempo que ela não falava com a mãe de Kagome, visitara-a algumas vezes, e sempre teve conselhos idiotas para problemas que ela realmente não tinha. A mulher parecia não querer crer que ela era um youkai da era moderna.

Corria contra o tempo para encontrar o youki maligno que sentia à distância.

----------------

- A bainha da Tessaiga não vai aguentar mais um desses... Disse Toutousai vendo que agora Inuyasha estava perdido.

- Meu Kaazana não vai conseguir desviar a trajetória... Disse o monge fechando-o novamente com o rosário e olhando desconsolado.

- Que barulho foi esse? Perguntou Kagome como se tivesse ouvido algo familiarmente barulhento.

- Yo, Inuyasha... Disse Leona largando-o no chão depois de tê-lo arrastado dirigindo a motocicleta com um braço só, longe do raio de alcance da explosão que poderia ter desintegrado-os.

- Você...

- De volta e com tudo encima. — Disse ela com um sorriso — Agora que tal terminar logo com esse monstrengo, hanyou?

- Você não vai se...

- Eu não me meto nas suas brigas de família... Mate logo o infeliz que se atravessou entre você e a vida dos seus pais. Ela disse segura da afirmação e se afastou flutuando com a motocicleta para perto dos outros.

- Ei, omna-youkai(6), vai mesmo deixar aquele hanyou para morrer? Perguntou Toutousai.

- Ele não vai morrer, Toutousai-dono. Disse ela assistindo.

- Leona-chan! Kagome reclamaria, mas não conseguia, vendo a certeza que a youkai tinha sobre aquela batalha. Era provavelmente o que ela queria poder fazer quanto aos seus pais, matar o seu assassino. Só que ela não podia fazer isso.

-------------

Depois de ver o hanyou soltando Kazes no Kisus para todos os lados ela se irritou com essa barulheira toda e suas garras estavam ao redor do pescoço dele.

- Pare com isso! Se fizer mais um arranhão na minha motocicleta eu te mato! Disse ela jogando-o no chão e indo alisar a sua monstruosidade esportiva.

- Desde quando ela é tão apegada a bens materiais? Perguntou Houshi-sama para os outros num resmungo.

- Aparentemente, desde que ela pode manuseá-los a hora que quiser. Resmungou Sango vendo que ela realmente parecia muito mais feliz agora.

Tomar chá com Kaede e os outros vendo a cara amarrada de Kagome para ela quando disse que só ficaria ali mais um pouco estava lhe dando nos nervos.

- Ei, Kagome, o que houve? Perguntou Inuyasha vendo que ela parecia irritada.

- Pergunte isso para ela! Disse apontando a youkai.

- Explique-se... Começou Inuyasha.

- Não devo explicações de nada. Disse ela em uma evasiva olhando para a velha Miko que somente tomava seu chá observando-os.

- Então, porque vai voltar á era moderna com tanta pressa depois de ter trazido até a sua motocicleta, Leona-san? Perguntou Niroku.

- Não tenho mais nada pra resolver aqui na Sengoku Jidai. Disse ela muito segura de si, mas sem olhar para Kagome.

- Ah, tem sim! Reclamou Kagome quase explodindo. Ela sabia que aquela youkai estava simplesmente protelando uma responsabilidade.

- Não tem mais nada, eu devia-lhe por gratidão pelo menos ajudar a evitar que o hanyou aí morresse, nada mais. Disse ela para Kagome.

- E...

- E o quê? Nem pensar, eu vou voltar pra casa. Disse Leona bebendo o seu chá e olhando de esguelha, pensando mentalmente que não queria que Kagome dissesse nada, mas sabendo que ela diria.

- E Sesshoumaru? Quando é que vai contar pra ele?

- Não vou, é melhor eu ficar quieta... — disse ela resmungando pra si mesma e se encolhendo atrás da xícara de chá enquanto todos a olhavam estranho, provavelmente pensando qualquer outra coisa que não o que estava realmente acontecendo — Se eu tiver que contar que não vou cumprir a minha parte do acordo porque nem sei como desfazer o Lifelink e depois ter que explicar que quase morri por causa do Inuyasha por meio segundo... Não, eu não vou explicar isso e ver aquela criatura surtando de novo... Ele é mais irritante que o Inuyasha.

- Ei... Ela está fugindo da responsabilidade porque não quer levar um xingão do Sesshoumaru? Resmungou Sango para Miroku que olhava com cara de desaprovação.

- Eu não vou escutar mais sermão que os da Haya-obaa-chan... Blablablá você está sujando a honra dos felinos não cumprindo uma promessa, blablablá isso é um ato à traição, e blablablá, eu não vou escutar isso daquele inu youkai também... Reclamou ela dando de ombros e tomando seu chá.

- Isso até parece a Kagome brigando com o Inuyasha, só que Leona é bem mais teimosa. Resmungou Shippou.

- É diferente! Kagome gosta do Inuyasha... Eu só não matei aquele inukkoro porque não quero ir pro inferno e ter que ver a cara dele de novo por lá. Disse ela pensando em como isso era paradoxal.

Não iria mais ficar naquela conversa, isso só a estava irritando mais. Pegou a sua motocicleta e foi sentir um pouco do vento da tarde no rosto, até que se cansou disso. Uma noite tranquila vendo as estrelas. As estrelas pareciam mais bonitas desse lado do poço, ali no Sengoku Jidai não havia as luzes ofuscantes da cidade para diminuir o brilho das estrelas.

Aproveitou o começo da manhã para tomar um banho na fonte próxima, e afundou na água quando viu uma sombra próxima, ofuscada pela luz do sol da manhã e escutou-o falando:

- Eu estava certo, se estava perto da motocicleta... Resmungou Sesshoumaru sendo retribuído com um grito.

- Caia fora daqui! — disse ela se abaixando na água.