Notas iniciais
Desculpem ter demorado tanto pra postar, eu realmente estava precisando de uma inspiração pra continuar. Aguardo comentários, estou meio tristinha, isso vai deixar essa autora muito contente pra continuar a fic =D
Beijos e espero que gostem.

– Onde está indo? Perguntou ele depois de dois dias vendo Leona de mau humor e somente dando atenção a Rin.

– Procurar algo para comer, preciso de um pouco de energia. Estando aqui não vou poder saborear os pratos que tinha escolhido...

– Você parece estar muito bem como está. Ele disse simplesmente.

– Onee-chan, o café da manhã não estava gostoso? Perguntou Rin inocentemente pensando na comida humana que ela mal experimentara.

– Ah... — ela pensou, aí vamos nós, explicar as várias perguntas que ela faria — Rin-chan, youkais não vivem somente de comida normal como você conhece. Eu preciso de algo diferente, por isso vou procurar por frutas de Ninmenka(7).

– E isso é bom?

– Frutas de Ninmenka? Pra quê isso agora? Perguntou Sesshoumaru achando estranha essa escolha, afinal não seria mais simples simplesmente devirar uma alma humana ou youkai diretamente?

– Pelo menos as frutas de uma Ninmenka tem uma energia menos desagradável... Você não sabe que um youkai como eu é seletivo quanto a isso? Ah, e pensar que eu teria uma ótima refeição na minha era sendo preparada...

– Na sua era? a comida lá é melhor? Perguntou Rin.

– Ah, não é a era que muda isso pra mim. Rin-chan, já ouviu falar daquelas lendas nos vilarejos, de uma bela moça que encanta garotos bonitos e depois eles aparecem mortos? Disse ela com uma cara assustadora.

– Sim... Isso dá medo.

– Claro que sim... Mas é tão mais saborosa uma alma que está encantada pela minha beleza felina que não tem comparação. sesshoumaru olhou para ela de canto pensando em como independente de ela ser uma youkai sentimental não tinha deixado de ser perversa.

– Não fique ensinando a Rin coisas perversas... Resmungou ele de canto não gostando muito da ideia de que ela achasse tão divertido brincar com os sentimentos de um humano ou youkai e depois se alimentar disso. Não que os youkais não fizessem coisas assim, mas era um pouco mais requintado isso, de querer conquistar de uma forma tão profunda uma alma que chegaria ao ponto de desenvolver coisas nela só para devorá-la.

– Isso não é perverso! — Reclamou ela, afinal, que mal tinha em dar uma felicidade final a uma alma antes de ver o seu fim, pelo menos seria uma morte tão feliz que o sabor dessa energia seria excelente — Não fique ofendido se eu não tentei sugar a sua energia, inukkoro. Disse ela saindo.

Depois de ter esfriado um pouco a cabeça com um banho, ajudava Rin a se arrumar no lindo kimono floreado que trouxera para ela. Tinha até esquecido do Colar que tinha ganho do seu irmão. Uma utilidade e tanto, afinal, com aquele sol dourado que sorria levemente, ela podia carregar suas coisas, incluindo a sua motocicleta, sem se preocupar com o volume, apesar de o peso ser o mesmo. Para ela não havia problema, era leve, mas provavelmene nenhum humano conseguiria carregar um cordão como aquele no pescoço.

– Onee-chan está linda... Rin disse admirando o kimono vermelho com entalhes de fios dourados que ela decidira vestir. Aquele kimono era provavelmente o mais bonito que a sua mãe tinha, não poderia ter deixado de levá-lo com ela, assim como muitas coisas que já tinha separado dentro do colar para quando voltasse à Sengoku Jidai. Não queria voltar, mas mesmo assim se preparara para isso, até o momento em que precisou voltar por causa de Kagome.

– Obrigado. Disse ela brincando um pouco ao maquiar levemente Rin e ver o seu sorriso no espelho quando ela viu suas bochechas rosadinhas de blush.

Ela mesma não se preocupava com mais que um pouco de batom. Nunca gostou de maquiagem no seu rosto. Já tinha olhos expressivos o bastante, e pouca coisa poderia ser acrescentada a sua aparência felina. Prendeu a katana à cintura, pensando em como seria extravagante o desembainhar de uma espada longa como aquela se ela fosse humana, afinal não teria velocidade suficiente para sacar uma lâmina tão mais longa que seu braço numa jogada com aquela roupa.

Não perderia tempo prendendo seus cabelos, eles escorreriam lisos pelos grampos que sua mãe tinha, tanto que só tinha trazido um que era especialmente bonito.

– Onde vocês pensam que vão? Perguntou Jakken vendo-as tão bem arrumadas.

– Não me atormente, Jakken. Disse ela ajeitando o decote da roupa, que a incomodava um pouco. Afinal como a sua mãe conseguia se sentir tão a vontade em roupas como aquelas... Apesar de ser uma roupa fascinante, ela nunca teria o mesmo charme da mãe, era o que pensava olhando para a água, mas Rin a achara linda. Talvez ela só estivesse sendo modesta, de algum jeito, a roupa ficava perfeitamente ajustada a suas curvas mais que no corpo da sua mãe. A diferença ela podia ver pela cor dos seus olhos azul oceano, eles não combinavam com a roupa como os olhos vermelho sangue da sua mãe.

– Voltarei logo, não morram na minha ausência. — Ela disse passando altivamente. Percebeu de uma forma estranha estar sendo obaservada enquanto caminhava, deu meia volta e parou vendo Sesshoumaru que nada disse. — O que foi? De repente decidiu que deixaria essa youkai maldosa beber a sua alma? Ela perguntou sem perceber que tinha assumido a atitude charmosa que tinha na sua era, tinha esquecido por um instante que ele não era o tipo de pessoa com quem poderia brincar desse jeito.

– Não... Pode ir. — Leona sentiu uma facada no seu ego, afinal, como alguém poderia responder tão friamente a uma beldade como ela, mas se surpreendeu um pouco quando escutou depois de alguns passos algo mais, o que refez o seu ego e um pequeno sorriso — Ainda bem que ela não se veste ou se comporta assim sempre... Disse com um suspiro como se aquilo tivesse sido um teste a sua serenidade.
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Nessa era se tornara um pouco entediante encantar garotos, aparentemente eles tinham medo de princesinhas maravilhosas como ela, eles sabiam que existiam youkais desse tipo, diferentemente de suas presas na era moderna. Por um lado, era mais divertido, mas não queria perder muito tempo.

Estava passando por um vilarejo, com a expressão entediada de quando as coisas pareciam repetitivas. Era repetitivo ver saqueadores pilhando coisas, fazendo mulheres e crianças gritarem e queimando casas. Sentiu o cheiro de alguns youkais. Três, um mais distante, como se não estivesse naquela vila, outros dois pareciam misturados aos bandidos.

– Ei, chefe... Olhe... — disse um deles apontando-a e mostrando para um outro que parecia mais austero em um dos cavalos observando e então lhe respondeu — Levem aquela menina junto com as outras.

Ah, nem pensar... Foi o que veio à mente de Leona. Um youkai fraco como aquele que dependia de forças humanas para fazer pilhagens tão ridículas não iria nem chegar perto dela. Sacou a Tojikome Kyattsu(8) e desferiu um golpe vendo o homem que se aproximara cortado perfeitamente ao meio. Sorriu, sua precisão estava excelente.

Alguns pareciam assustados, e ela escutou mais gritos de mulheres ao redor que se horrizaram com a cena. Ela manteve a lâmina à mão, vendo as gotias de sangue escorrerem e gotejarem no chão. Era uma matança idiota, mas servia de aquecimento.

– Ei, mulher. Fique quieta e obedeça. Disse o que parecia um youkai tendo outro homem maior ao seu lado. Youkais, ela concluiu pelo cheiro.

– Eu não obedeço youkais de baixo escalão como vocês... Disse estreitando a pupila.

– O que é você... O que tinha ficado calado até o momento pareceu sentir medo ao ver o olhar dela e foi mais rápido em perceber o youki crescente dela. Mas não foi o mais rápido em desviar da sua Tojikome.

Depois que ela tinha pelo menos testado o quão rápido mataria aquelas pessoas, via que as pessoas ali pareciam rodeá-la temerosas. Ela ignorou isso, sentia o cheiro de uma alma saborosa. Viu que um garoto a olhava, ao chão. Ele morreria mesmo, pelo menos, estava tendo a visão de um sonho diante de seus olhos antes disso, pensou ela guardando a katana e se aproximando dele.

– Você lutou bem garoto, qual o seu nome? Disse ela se abaixando e tocando-lhe o rosto. Era um tanto triste que na Sengoku Jidai almas tão interessantes como aquela morressem cedo.

– Ren... E você? Perguntou, mas não parecia que ele fosse viver muito mais com aqueles ferimentos.

– Leona, Mesu Raion no youkai.(9)Você vai morrer... — disse ela seriamente e depois continuou falando com um sorriso — Quer que eu leve a sua alma comigo?

Ele somente assentiu com a cabeça, era provável que as dores que sentia lhe dissessem o mesmo que ela, ele iria morrer mesmo. Então, porque não deixar que uma bela youkai se apoderasse da sua alma. Ele sentiu um beijo suave na sua testa, e depois os aldeões olhavam com medo ela aproximar a mão em palma e sugar a alma dele.

– É um youkai! — as vozes começavam a irritá-la quando ela olhou para eles — Ela vai matar a todos... — Que destino cruel para nós... Resmungavam velhos e outros que se sobressltaram com o olhar fixo dela neles. Uma mulher parecia chorar e olhar para o menino morto.

– O que estão esperando, ajeitem-se antes que tudo pegue fogo! — Disse ela em uma ordem e todos recuaram um pouco quando ela se aproximou da mulher que parecia horrorizada com o destino do menino. — Ele iria morrer mesmo... Pelo menos morreu feliz. Disse ela se afastando. As pessoas ainda olhavam o caminhar tranquilo dela.

Ser piedosa no meio do seu caminho era triste, porque se precisou agir assim, era porque esse tempo era cheio de calamidades para que aquelas pessoas suportassem mais coisas ainda. Seria injusto se não fosse dessa forma. Aquela mulher, provavelmente perdeu o único filho ali, mas se lembraria do sorriso que ele tinha quando foi-se desse mundo. Era uma pena, era um menino com um olhar belo.

Notas finais
(7) Arvore youkai que usa almas humanas na produção de seus frutos.
(8) Presa Felina.
(9) Leona, a Leoa youkai.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.