O Reino Vermelho
2 Miss Desmaio
Notas iniciais
—Grrrrr!! ESSES MALDITOS LIBERTADORES!- Vocifera Viggo.
Saio para fora da sala e começo a atacar os Libertadores com raios de magia negra. Eles caem no chão e começam a se debater devido ao efeito que a magia negra causa neles.
Eles gritam e imploram para que as trevas parem de consumi-los, para que os mortos parem de falar em suas cabeças e para que a luz venha. Mas nada do que é pedido é dado. Ou eles se rendem as trevas, ou são mortos e amaldiçoados por elas.
Estou prestes a arrancar a cabeça de um dos Libertadores quando vejo um clarão e sinto uma fisgada em minhas costelas.
Fui atingida sinto a Magia Branca tentando afastar as trevas de mim e Inferno! COMO ISSO DÓI! A dor era como a de ser chicoteada 30 vezes!
Sim, eu já fui chicoteada muito mais do que trinta vezes. Todos os possuidores passam por seções de tortura desde os 5 anos até os 18. Temos diversas cicatrizes espalhadas pelo corpo e costumamos cobri-las com tatuagens.
Mas a Magia Negra sabe que eu não quero que ela vá embora, então ela acaba com a Magia Branca e a dor insuportável passa.
Os Libertadores não querem nos matar ou prejudicar, só querem nos "ajudar" a se livrar das trevas, porém a grande parte dos Possuidores ama a Magia Negra mais do que a si próprios, e não quer ajuda nenhuma para se livrar delas. Sendo assim a Magia Branca não faz efeito em nós, até porque, como você ajuda alguém que não quer/precisa de ajuda?
Eles estão em grande quantidade estamos sendo atingidos a todo momento.
Eu estou no canto da sala de recepção atacando esses Libertadores dos infernos quando de repente uma voz grave que eu conheço muito bem diz:
—Arya, vamos embora! Não vale a pena ficar gastando Magia com eles. Você está sangrando, vamos!
Eu olho Aspen de esguelha. Ele tem razão, precisamos ir.
Viro para Aspen e ele toma minhas mãos nas suas.
Nos concentramos para nos teletransportarmos para minha casa, mas uma Libertadora nos dá um encontrão e rompe a concentração.
Nos teletransportamos para uma praia que sabem demônios onde fica!
E pra ajudar, a Libertadora ainda veio junto!
— Ah! Mas eu vou matar você e vai ser agora!- Grito, morrendo de raiva.
— Calma! Deixa ela pra lá. Vamos pra casa.- Diz Aspen com a maior calma do mundo.
Damos as mãos de novo e tentamos nos teletransportar.
— Não dá.- Digo.- Gastamos muita Magia pra vir á uma praia miserável com um sol escaldante da porra!
—Você pode por favor se acalmar, Arya?- Diz ele levantando a voz.
—Eu posso matar ela?- Rebato no mesmo tom.
—Não, não pode!
Bufo e mostro o dedo do meio pra ele.
Aspen dá risada.
E eu não consigo evitar um meio sorriso.
A garota está desmaiada. Vou até ela e dou um tapa em sua cara. Ela não acorda.
—Ótimo! Vamos fazer o que com a Miss Desmaio?
—Vamos levá-la pra sombra.
—Pra que isso?! É uma Libertadora, Aspen!- Digo com calma, mas perdendo a paciência.- Tudo isso por causa da sua irmã?
—Se ela fosse uma Libertadora você a mataria?- Ele diz, sério.-Se eu fosse um Libertador, você me mataria?
—Se você fosse um Libertador, você não seria a pessoa que é hoje. Seria um cara super "zen" que ama dar e receber amor. Cheio de mi mi mi pra lá e pra cá. Eu não iria me dar bem com você. Então, sim, eu te mataria!
Ele vai em direção ao corpo da garota e a pega no colo.
—Vamos pra sombra.
O celular dela cai no chão e eu me agacho para pega-lo.
—AAHH!!- Gemo. Minhas costas e pernas estão sangrando e doendo. Mas consigo suportar se não pensar nisso.
—Que foi?!- Aspen grita já perto da sombra.
— Nada!- Grito pra ele.
Chegando na sombra eu sento na areia de frente para ele.
— Quero parar com o hábito de matar Libertadores.
Eu conhecia Aspen desde pequena. Ele é dois anos mais velho que eu, tem olhos verdes, cabelos pretos, e pele clara. Filho do general do exército do meu pai.
Sua mãe foi assassinada quando ele era pequeno e seu pai não tinha com quem deixar ele e a irmã para serem criados.
Foi então que meu pai abriu as portas da nossa casa pra que eles morassem com a gente.
Aspen é o melhor amigo que uma pessoa pode pedir.
Sempre esteve do meu lado em tudo.
Inclusive nas tardes de inverno, quando saíamos pra matar Libertadores por diversão. Ele está nessa pira de sentir culpa agora, porque a irmã dele, Líris, quer se tornar uma Libertadora.
Ele se levanta e tirando a camisa diz:
—Vou dar um mergulho, quer vir?
Doze gominhos. Seis de cada lado, em seu abdômen coberto por exatamente 327 cicatrizes.
Aspen é sem dúvida nenhuma um homem bem atraente. A mulherada caia matando em cima dele.
Mas não eu não gosto dele assim...
Só gosto de admirar mesmo...
Me ache uma garota que não goste!
—Não, vou ficar aqui mesmo- Respondo.
—Ok.
Quando ele está quase chegando no mar eu grito:
— Hey Aspen!- Ele olha pra trás.- Velhos hábitos não morrem!
Ele solta uma boa gargalhada e me mostra o dedo do meio.
De repente escuto um gemido.
Eu olho pra Miss Desmaio.
Ela tem cabelos cacheados castanhos e olhos da mesma cor.
Parece meiga demais pro meu gosto.
—Qual o seu nome Miss Desmaio?-Pergunto.
—Alaric White, Princesa do Reino Vermelho do Ciclo Branco. E vocês?- Ela responde com uma voz melosa.
O ciclo branco também tem oito reinos divididos em oito cores.
— Arya Larke, Princesa do Reino Vermelho do Ciclo Negro, e Aspen Verlock, Guerreiro, também do Reino Vermelho. Ou simplesmente: pessoas cujo você cagou a teletransportação.
—Desculpe. Alguém me empurrou.
—Foda-se. Não perguntei- Respondo ríspida.
Aspen volta do mar e senta na areia de novo.
—Onde estamos?- Ela pergunta.
—Na praia, você é cega?- Diz Aspen.
—Tá mas em qual praia?
—Não sabemos, Miss Desmaio.
—Quando vamos poder voltar?
—GRRRR!!!!! Quando você calar a boca!!- Ele perde a paciência.
—Posso mata-la agora, ou você vai ficar fazendo cu doce?- Digo.
Ele bufa.
Passam-se mais umas três horas e finalmente temos poder pra voltar.
Nos teletransportamos pra casa.
Vou direto falar com meu pai. Só pra esclarecer porque demoramos.
Depois, volto para a sala.
—O que vamos fazer com você Alaric?- Falo.
—Me levem pra casa. Eu não tenho poderes de teletransporte.- Ela responde.
—Não podemos. Viggo nos mataria se entrássemos no Ciclo Branco. Mesmo que fosse só pra levar você. Temos ordens apenas para matá-la.- Explica meu pai.
—Por favor Castiel. Não vamos matá-la.- Pede Líris, a irmã de Aspen.
—Não, não vamos matá-la. Viggo não presta muita atenção no que o reino verde faz... Vou chamar o Simon para leva-la sem uso de magia.- Tranquiliza meu pai.
—Que fique bem claro que eu ainda sou a favor de mata-la.- Digo pra Alaric.
Ela sorri pra mim. Atrevida! Gosto de gente assim...
—Vocês ainda vão naquela festa?- Pergunta Líris.
—Que fest... "MEO" DEMÔNIO!!! A festa!!!- Digo desesperada.
Aspen se engasga com a água que ele tá bebendo e fala:
—Cacete!
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