O Reino Perdido
18 Capítulo 18 - Mais um.
Notas iniciais
Avril e os outros já tinham passado pela ponte de raízes, andaram mais alguns quilômetros e já estão mais perto do esconderijo.
Elizabeth estava suando e pediu pra parar.
–Por favor, tio Tonny...eu tô morrendo, quero parar!
Tonny desconfiou um pouco, se virou para os outros e disse:
–Ok, Elizabeth...vamos descansar.
–Eba! ‘’Brigado!’’ — Disse ela. Correu até Tonny e abraçou sua perna.
Ector pegou um pano na mochila e estendeu no chão, todos se sentaram e começaram a conversar.
Tonny pegou algumas frutas na mochila e colocou em cima do pano.
Todos pegaram umas frutas e começaram a comer.
Avril estava do lado de Tonny e lhe deu um beijo na bochecha.
–Linda… — Ele disse.
No esconderijo…
Scott e Anna estavam na cama, Scott dormia enquanto Anna acariciava os cabelos dele, com um sorriso no rosto.
Minutos depois, ela se sentou na cama e coçou os olhos; se levantou e foi até a cozinha, pegou uma maçã,se sentou na mesa e começou a petiscar a fruta.
Os outros jovens já tinham guardados as coisas e caminhado bem mais.
–Olhem! — Disse Mary, apontando pra algum lugar. Estamos chegando.
Todos olharem e perceberam o esconderijo coberto por um leve breu, onde as luzes do sol reluziam.
–Vamos! — Disse Ector.
Todos correram em direção do esconderijo.
Segundos depois, chegaram lá.
Entraram na caverna e subiram pelas escadas, chegaram até a cozinha, onde encontraram Anna.
–Anna! — Disse Tonny.
–Ah! Oi! Até que enfim chegaram... — Disse ela, se levantando e indo até eles.
–Pois é… — Disse Ector, sorrindo.
–Nós encontramos a Elizabeth… — Diz Tonny, mostrando a garota para Anna. E o Hikawa.
–Ahn...isso...isso é...é bom…
Anna andou até a menininha, se abaixou e abraçou ela.
–É…
–Eu vou guardar minhas coisas. — Disse Avril.
–Ok.
–Eu também vou!
–Eu também.
As três subiram ao quarto das meninas e ajeitaram suas coisas.
–Como o esconderijo mudou… — Disse Elizabeth, fingindo não saber do acontecido.
–Pois é, né?!
Scott ouviu as vozes dos outros e foi acordando aos poucos.
Se sentou na cama e ajuntou sua camisa do chão; vestiu a mesma, arrumou o cabelo e colocou sua inseparável touca.
Desceu as escadas e passou pelo quarto das meninas, vendo as três.
–Olá, garotas.
–Oi Scott!
–Tio Cott! — Gritou Elizabeth, demonstrando felicidade.
Ela correu até ele, que se abaixou e abraçou a garotinha.
–Oh...Elizabeth...como é bom...você por aqui…
–Que saudades tio Cott!
–É...eu também…
Os dois se largaram do abraço e Scott se levantou.
–Eu vou lá pra cozinha.
–Ok, Scott.
–Tá.
Scott desceu as escadas e chegou até a cozinha, Anna foi até ele e lhe deu um beijo na bochecha.
–Aê! Até que enfim vocês chegaram, né? — Disse Scott, com as mãos na cintura de Anna, que apoiou seu rosto no braço dele.
–Pois é...e vocês...não aconteceu nada de estranho?
–Tipo…?
–O Hanslei...robôs e etcetera…
–Não…
–Isso é ótimo! Bom, eu vou guardar minhas coisas e espero vocês lá na sala.
–Eu vou junto! — Disse Ector.
–Ok, a gente vai lá também.
–Tá.
Ector e Tonny subiram pro quarto dos meninos e começaram a guardar suas coisas.
Anna e Scott subiram as escadas e foram para a sala, sentaram lá e ficaram esperando eles.
Minutos depois, todo mundo subiu pra sala; Mary, Ector, Anna, Elizabeth e Hikawa ficaram no sofá, assistindo um filme que estava passando enquanto Tonny e Scott ficaram na mesinha, conversando.
–Scott! Vai lá fazer uma pipoca pra gente?! — Gritou Ector, do sofá.
–Ok, espera aí que eu já vou!
–Tá bom.
A mesa era um pouco longe do sofá e quase não se dava de ouvir as coisas de lá.
–E aí Scott...como foi?
–O-o-oque?
–Cara...você entendeu né?
–N-n-não…
–Meu...vocês ficaram um tempão aqui sozinhos, vai dizer que não rolou nada?!
–...
–Ok, não precisa responder. Fica aí, eu vou lá fazer a pipoca.
–Tá...tá...rolou sim…
–Então vocês…?!
–Sim...sim...Agora eu vou lá fazer a pipoca, dá licença.
Scott se levantou e foi até a cozinha.
Chegando lá, abriu o armário e pegou um saco de pipoca de microondas.
Tonny foi até o sofá e se sentou lá, ficou assistindo o filme junto com os outros.
Minutos depois, Scott chegou na sala com um pote cheio de pipoca.
–Tá pronto, galera!
–Aleluia!
–É! Vem logo!
Scott foi até o sofá e se sentou.
–Esse filme é legal.
–Aham…
–É...muito bom.
Elizabeth e Hikawa se levantaram do sofá.
–A gente vai brincar. — Disse ela.
–Tá bom...mas tomem cuidado.
–Ok!
Os dois começaram a correr pela casa e descer as escadas rapidamente.
–Isso vai dar problema… — Sussurrou.
–Tem razão…
Se ouvia os risos de Elizabeth e de Hikawa por todo o esconderijo e todos esperavam pelo pior.
De repente, escutaram um grito: Parecia que Elizabeth tinha caído ou se machucado.
–Eu vou lá! — Disse Tonny. Fiquem vendo o filme e depois me contem.
Ele se levantou do sofá e desceu as escadas rapidamente.
Em um corredor, estava Elizabeth, caída e chorando, do lado dela, Hikawa com uma expressão triste.
–O que houve aqui? — Disse Tonny, andando vagarosamente até os dois.
–Ela caiu e se machucou…
–Hummm...eu já volto…
–Tá.
–Cuide dela.
Tonny foi até o quarto dos garotos, abriu a gaveta e pegouum pano gaze;levou até os dois.
–Olha...eu vou enrolar esse pano no seu machucado, tá? — Disse Tonny, se abaixando e colocando a garota sentada no chão.
Ele começou a passar o pano pelo ferimento e amarrou no final.
–Prontinho!
–Obrigado, tio Tonny!
A garotinha abraçou ele e os dois foram até a sala.
–O que foi que aconteceu? — Perguntou Scott.
–Ela escorregou e caiu em cima de um pedaço de vidro que tava no chão...não sei como que aquilo tava lá.
–Nossa…
Tonny e Elizabeth sentaram no sofá e continuaram assistindo o filme.
Até que de repente, ouviram um grito apavorado do lado de fora do esconderijo.
–Oh céus...o que foi isso? — Disse Tonny.
Ele foi até a janela e percebeu um garoto correndo, escorregou e apoiou-se com as mãos no solo; levantou e continuou correndo.
–Galera! Tem alguém lá em baixo!
–O que?
Mary desligou a televisão, Scott e os outros levantaram e foram até a janela e perceberam o rapaz lá.
–Vamos lá, ajudar ele!
–Ok! Elizabeth fique aqui, Hikawa, cuide dela.
–Ok!
–Tá.
Os jovens correram e desceram as escadas rapidamente. Chegaram na caverna e andaram até a porta; abriram a mesma e viram o garoto sentado abaixo da sombra de uma árvore, ofegante e cansado com a mão no peito.
–Ei! — Gritou Scott, acenando com a mão no ar.
O garoto levantou o rosto e percebeu os jovens; arregalou os olhos e parecia estar com medo.
Ele tinha os olhos azuis, o cabelo — que era marrom — chegava um pouco até na testa, tinha o corpo um pouco definido e estava com um shorts, uma regata e um tênis.
–O-o-oque f-foi?
–Fique calmo...somos do bem. — Disse Tonny. Podemos lhe ajudar, se quiser…
–Ok...ok…
Tonny começou a andar até o jovem, quando deu seus primeiros passos, Scott tocou seu ombro e sussurrou:
–Tome cuidado...não podemos confiar em todos que vemos.
–Ok.
Ele andou até o rapaz e chegando até o mesmo, esticou seu braço e o garoto segurou o tal; se levantou, limpou sua calça e esticou a mão com intuito de cumprimentar Tonny.
–Prazer...Fernando…
–Tonny.
Os dois largaram as mãos e andaram até os outros jovens.
–Você pode se juntar à nós, se quiser, é claro. — Disse Scott.
–Tudo bem…
–Vem com a gente pra dentro.
Scott, com os braços no ombro de Anna, andou junto com os outros até dentro da caverna. Eles subiram as escadas e foram até a sala; todos se sentaram.
–Bom...você tá aqui há quanto tempo? — Perguntou Tonny.
–Uns...dois meses…
–Quantos anos você tem?
–Dezesseis.
–E do que você tava correndo?
–Eu não sei...era bem estranho, parecia um tigre, misturado com um gorila…
–Nossa...Bom, seja bem-vindo ao nosso grupo, esses são Scott, Anna, Avril, Mary,Ector, Elizabeth e Hikawa. Temos outros dois, mas eles foram raptados — Disse Tonny, com uma voz mais baixa, lembrando de Gabriel e Heloisa.
–Prazer…
–Prazer, cara.
–E aí, beleza?
–Aham…
–Galera, eu vou preparar o café da tarde.
–Ok, Scott.
Scott beijou Anna e desceu até a cozinha, começou a preparar as coisas e arrumar a mesa.
–Eu vou lá, desenhar as coisas.
Tonny desceu até a cozinha e desenhou uns pães, queijo, presunto e bolos.
–Pronto!
–Ok.
–PESSOAL! — Scott gritou. O Café tá na mesa! Venham.
Eles começaram a descer as escadas. Fernando desceu por último, com suas mãos afundadas nos bolsos do shorts.
Todos se sentaram e começaram a comer.
–Você tem algum poder...ou algo do tipo?
–Aham...eu posso manipular o fogo.
–Só manipular? Criar não?
–É.
–Interessante…
Eles continuaram a comer.
–Acabei! — Disse Elizabeth. Ela se levantou e começou a brincar com Hikawa.
–Ok.
Minutos depois, todos terminaram de comer. Os pratos e talheres flutuaram até a pia e todos se levantaram.
–Vamos fazer o que agora?
–Não sei… — Disse Ector.
–Que calor…
–Pois é…
–ISSO ME DEU UMA IDEIA!
–O que, Scott?
–Sabem aquele rio aqui perto? Podemos tomar um banho nele.
–Boa, cara!
–Vamos nos trocar!
Todos subiram aos quartos e começaram a pegar roupas simples: Regatas, shorts de banho, chinelos e etc.
Depois, todos já tinham se arrumado e desceram até a caverna.
–Ótimo! Vamos lá.
Eles correram até a porta; abriram a mesma e foram até o rio.
Ector se sentou no chão, junto com Fernando.
Tonny tirou sua camisa, deixou os chinelos no chão e correu em direção do rio; deu um pulo e se impactou contra a água, mergulhando pela mesma.
Scott e Anna também ficaram sentados no chão. Avril tirou os sapatos e correu para a água; Mary fez o mesmo.
Será que Fernando trará um bom futuro para os jovens? Elizabeth e Hikawa estão aprontando outro de seus planos? Gabriel e Heloisa estão bem?
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