O Reino Perdido

19 Capítulo 19 - Sacrifícios, Perigos e Desavenças


Notas iniciais
Boa leitura, espero que gostem. Capítulo por: Vitor.

Hanslei ainda andava pela corredor das celas, com as mãos para trás e assoviando.

Chovia muito no reino e o céu estava escuro, trovejava bastante e fazia frio.

Heloisa já estava em seu cativeiro, sentada no chão e encostada na parede ela observava Hanslei friamente enquanto Gabriel dormia.

Hanslei se virou para Heloisa e observou a mesma por alguns segundos, pensando.

–Você não está gostando nada daqui, não é?

–Não, não estou…

–Ótimo. Obrigado.

Ele se virou para a porta no final do corredor e andou até lá. Ele teve uma ideia; Gabriel era um telepata telecinético, assim como Scott, e, exatamente por isso, Hanslei e os seus companheiros gastavam energia demais mantendo conexão mental com ele e com Heloisa, assim, ele decidiu que Heloisa não seria mais uma cobaia

Hanslei chamou todos os policiais e o capitão, explicou a ideia para os tais e os mesmos concordaram.

–Adrian, vá até o porão e traga a jaula especial.

–Sim senhor.

O policial foi até o porão, abriu a porta do mesmo e adentrou no local. Andejou até algo grande, que estava tampado com um pano. Ele puxou o tecido e abaixo dele estava uma jaula, feita de um material resistente contra vários poderes. Ela era grande e larga.

Ele empurrou a jaula até uma rampa que levava à saída do porão e levou ela até o corredor das celas.

O temporal havia começado a pouco tempo e os jovens ainda estavam tomando um banho no rio. Eles ajuntaram suas coisas e correram pra dentro do esconderijo.

–Brrr! Que frio!

–É…

–Vou tomar um banho quente…- Disse Tonny, tremendo.

–Não! Eu primeiro. — Disse Scott; ele andou rápido até Tonny e o empurrou de leve, correu rápido até o chuveiro

–Ahrr…

Todos riram-se; foram até a cozinha e pegaram algumas frutas da geladeira. Se sentaram nas cadeiras e começaram a comer.

Elizabeth ficou sentada no chão, acariciando e brincando com Hikawa.

O grupo ficou conversando enquanto aguardavam Scott sair do banho.

O frio aumentou, junto com a chuva e os raios; os jovens ficaram assustados.

–Acabei, pode vir Tonny! — Gritou Scott, dos quartos.

Tonny partiu a subir as escadas; chegou no quarto masculino e Scott estava colocando a camisa e o casaco. Foi até as gavetas e pegou umas roupas quentes. Andou até o banheiro.

Scott desceu as escadas, foi até a mesa e se sentou do lado de Anna, os dois se beijaram.

–Eaí...o quê...pretendem fazer hoje?

–Sei lá…

No forte de Hanslei…

Hanslei estava virado pra Heloisa, junto com mais três policiais. A jaula estava no fim do corredor. Ele deslizou o palmo destro até seu cinto e retirou do mesmo uma arm; mirou contra Heloisa: Imediatamente ela se levantou e ficou a fitar a arma. Hanslei ameaçou apertar o gatilho e Heloisa pulou pro lado: Ele deslizou a arma pro lado e disparou; Heloisa foi acertada e caiu desmaiada no chão. Gabriel estava ferrado no sono.

–Andem, vermes. Estão esperando o quê?!

Os três policiais correram até a cela e a abriram; foram até Heloisa e levantaram o corpo dela.

Hanslei abriu a jaula e os policiais colocaram Heloisa na jaula.

Uma hora já tinha passado. Todos os jovens já tinham saído do banho; estavam todos com roupas quentes, pois fazia muito frio. Rumaram a sala e ficaram lá, assistindo televisão e conversando.

Heloisa já estava acordando. Ainda idiotizada se sentou e percebeu que estava em uma jaula: Ficou apavorada e levantou-se. Desferiu várias rajadas de som contra a jaula, mas nada adiantava, até que decidiu testar seus limites.

Ela se transformou; sua pele azulada com bolas amarelas ficaram a amostra; seus chifres cinzas também, seus dentes, suas asas e suas garras. Começou a flutuar; fechou os olhos, concentrou-se. Logo, emanou todos os seus poderes, todas suas habilidades contra a jaula, mas parecia que nada adiantava.Ela sabia que aquelas horas de ataques em vão contra á jaula resistente aos seus poderes poderiam matá-la de exaustão, Mas outra coisa que ela sabia era que com certeza iriam usá-la contra seus amigos. Ela tomou essa difícil e perigosa atitude para proteger aos que ela ama. Suas forças começaram a se esgotar, ficou exausta; chegou um ponto em que suas asas não a suportavam mais nos ares, nem seus pés suportavam ela no chão; Caiu contra o mesmo e tentou se destransformar, mas não tinha forças pra isso: Desmaiou.

Várias e várias horas se passaram; a noite caiu. A lua passou a iluminar os céus. Os jovens subiram as escadas, deram boa noite uns para os outros e partiram pras camas. Anna ficou com Scott na cama dele, no quarto masculino, e Avril, com Tonny.

A madrugada passou e a manhã chegou, mas ainda acompanhada por chuva, porém, pouca.

Os jovens começaram a acordar, alguns bocejaram e permaneceram na cama. Tonny, Anna e Fernando se levantaram, trocaram de roupas e foram pra cozinha. Ficaram lá, Fernando e Tonny ficaram conversando. Anna ficou observando a chuva pela janela, esperando os outros.

Minutos depois, eles acordaram; se levantaram, se trocaram, lavaram o rosto e rumaram até a cozinha.

–Bom dia… — Disse Scott.

Anna andou até ele e o beijou.

–Bom dia! — Ela disse.

–Até que enfim...bom dia… — Disse Tonny.

–Bom dia.

–E aí, estão com fome?

–Sim!

–Muita…

–Beleza.

Tonny sacou seu caderno, junto da caneta; começou a rabiscar. Logo, a mesa ficou repleta de comida: bolos, pães, sucos, sanduíches, queijo, presunto e mousses.

Eles se sentaram e começaram a comer.

Minutos depois, Scott disse:

–Pessoal...acho que estamos há muito tempo sem tentar ajudar o Gabriel e a Heloisa, temos que fazer algo…

Mary retrucou:

–Humpf...pelo menos não sou eu que fico fazendo “outras coisas”, — Ela fez o sinal de aspas — ao invés de tentar algo útil…

Scott arregalou os olhos, olhou para Tonny com uma expressão de: “Você contou?!!””

Tonny arcou as sobrancelhas e cruzou os cotovelos, deixando os ambos palmos pra cima, querendo dizer: ‘“O que é?!’’

Anna entendeu o que Mary quis dizer e ficou tensa; continuou comendo.

–Como assim “outras coisas”? — Perguntou Ector, curioso.

–Ahn, Ector...o seu amiguinho, Scott, foi pra cam…

Ela foi interrompida por um grito de Scott:

–QUIETA! — Ele se levantou, indignado -. Olha só, Mary, nós estamos aqui há quase dois meses e você quer que a gente se preocupe somente com essas coisas? Lutas, sequestros, mortes e coisas do tipo? — Scott alterou o tom de voz pra um mais alto -. Esse lugar já tá parecendo uma casa pra gente, temos nossa vida pessoal, todos nós! Ninguém aqui tá impedido de fazer “outras coisas”, então fica na sua! — Ele empurrou a cadeira com as pernas, deu meia-volta e saiu andando.

Todos ficaram espantados; Anna e Tonny se levantaram, foram atrás de Scott. Os outros continuaram comendo, quietos.

Os outros dois procuram Scott por todo o esconderijo: não encontraram e partiram pro lado de fora.

Abrindo as portas, avistaram Scott sentado na beira do lago, com as mãos na cabeça, debaixo de chuva.

–Scott! — Berrou Tonny.

–Vem pra dentro!

Ele continuou parado e quieto.

–Ahf…- Resmungou Tonny. Ele puxou o capuz do casaco e o colocou na cabeça, correu até Scott e parou do seu lado. Ainda em pé, se virou pra Anna e fez um sinal, pedindo pra ela entrar.

Ela abaixou a cabeça e levantou, em sinal de “sim’’; partiu pra dentro.

–Scott… -Diz Tonny; ele se abaixa e se senta do lado de Scott.

A chuva continua.

–Eu não aguento mais essa garota! Ela só fala merda!

–Eu...sei, Scott… — Tonny colocou o braço nas costas de Scott — Mas...a gente vai encontrar muita gente chata aqui, e muita gente legal também e...temos que aprender lidar com elas...entende?

–Eu entendo Tonny! Eu entendo! Mas ela é insuportável, por que ela não cuida da vida dela?!

–...Ok, Scott…

–A gente tinha se desculpado, mas ela não para um minuto!

–Tá bom, eu entendi...tenta se desculpar com ela de novo, tá bom? Agora...mudando de assunto, tem alguma ideia pra salvar os dois?

Scott soltou um suspiro, e disse:

–Não...nenhuma…

–Isso é ruim...muito ruim…

Tonny tirou o braço das costas de Scott e se levantou; esticou a mão, querendo ajudar Scott a levantar.

Scott segurou o palmo de Tonny, que o puxou.

–Vamos…

Os dois partiram pra dentro do esconderijo e foram pro dormitório.

Os demais, foram pra sala e ficaram lá.

Hanslei adentrou o elevador, apertou um botão. A porta se fechou e o elevador subiu, chegou no andar dos cativeiros.

Ele avistou o fim do corredor; franziu os cenhos, presenciando a cena.

–Mas o quê?!

Ele andou rapidamente e indignado até lá. Chegando mais perto da jaula, percebeu Heloisa, desmaiada; Ela estava metade humana e metade Olite, com a pele “normal”, mas com bolas amarelas espalhadas aleatoriamente pelo rosto, braço e etcetera. As duas asas abertas e os chifres.

Hanslei ficou furioso quando viu aquilo e deu um berro, chamando os policiais.


O que Hanslei fará? Scott e Mary se perdoarão? E Gabriel, ficará bem?

Notas finais
Espero que tenham gostado! Continuem acompanhando.