O Rei e o Valente
14 Viver de Amor
Notas iniciais
Sebastian esperava por aquele momento há muito tempo e finalmente o dia em que Ciel corresponderia aos seus sentimentos havia chegado. Aquele eu te amo que ouviu sair da boca de seu rei, era a recompensa para tantos anos de amor não correspondido e sem dúvida alguma o guarda achava que a espera tinha valido à pena.
— Eu esperei muito tempo para ouvir isso.
— Eu-Eu sei... – Ciel respondeu.
Ciel havia finalmente tido coragem para falar ao guarda sobre o que sentia por ele, mas ainda não era como se ele estivesse totalmente à vontade com as aproximações dele. Sebastian afastou os braços de Ciel e se levantou da cama, dando espaço para que o garoto se sentisse mais à vontade.
— Você não gosta de morar em um lugar tão frio, e não gosta de ser rei. Vamos embora daqui, Ciel!
— Sebastian, você sabe que essa não é uma decisão fácil para mim. Como posso deixar o castelo e as lembranças dos meus pais para trás? Esse castelo é meu, não é justo que eu saia dele!
— Não teremos paz se continuarmos aqui.
— Eu sei disso! Meu dia não foi dos melhores, não quero discutir esse assunto agora.
Elizabeth estava transformando a vida de Ciel em seu pequeno inferno particular e Ciel nada fazia para resolver isso. O guarda se incomodava com as atitudes e a presença da garota, mas não pretendia forçar o rei a expulsá-la do castelo ou algo desse tipo. Ele preferia não intervir nas decisões do rei e deixá-lo pensar no que fazer, por conta própria.
— Deixemos esse assunto para depois então. – Sebastian falou enquanto se aproximava novamente de Ciel.
O rei continuava de pé próximo a cama, olhando para o guarda. Sebastian se aproximou e aos poucos fez com que Ciel se acomodasse na beirada da cama e depois se ajoelhou, ficando entre as pernas do garoto. Ciel sentia o corpo se agitar com a repentina proximidade do guarda.
— Eu te amo. – Sebastian sussurrou mais uma vez antes de beijar os lábios de Ciel.
Fazia um bom tempo que algo assim não acontecia entre os dois. Sebastian e Ciel dormiam juntos na mesma cama há algum tempo, mas apenas dormiam e nada mais. Sebastian nunca mais tentou forçar uma aproximação, ele preferiu esperar que as coisas ficassem claras para Ciel, antes de tentar algo com ele. Era extremamente difícil para Sebastian ter Ciel tão perto e não poder tocá-lo. Tê-lo aninhado em seus braços todas as noites e não poder acariciá-lo era torturante demais e algo quase impossível de suportar.
Prometeu a si mesmo que não forçaria Ciel a se aproximar e que esperaria o garoto perceber os próprios sentimentos, mas agora finalmente Ciel havia sido sincero e Sebastian não via motivos para não tocá-lo, não beijá-lo. Esperou tempo demais e não estava disposto a esperar mais do que aquilo.
— Sebastian... Nós... – Ciel falou interrompendo o beijo.
Ciel estava pronto para fazer alguma reclamação, mas Sebastian o interrompeu, voltando a tomar lhe os lábios. O guarda distribuiu pequenos beijos naqueles lábios macios, sentindo o toque suave dos lábios de Ciel nos seus. Ciel desistira aos poucos de resistir, dando espaço para que o beijo se aprofundasse.
O rei foi se esquecendo de todos os problemas que tinha, até chegar o momento em que pensava somente em Sebastian. O guarda apoiava uma das mãos na nuca de Ciel, emaranhando os dedos nas mechas de cabelo que caiam por ali, fazendo com que o corpo de Ciel se arrepiasse.
Os lábios se separaram e Sebastian passou a fitar Ciel, com um sorriso enorme no rosto. O garoto tinha as bochechas levemente avermelhadas e a respiração ofegante.
— O que foi? – Ciel questionou.
— Não posso mais esperar. – Sebastian falou enquanto começava a tirar o casaco que Ciel usava.
O rei sentiu o coração palpitar ao imaginar o que “não posso mais esperar” queria dizer, mas não teve coragem nem para se mexer ou para resistir. Deixou que o guarda lhe tirasse a roupa, peça por peça, sem demonstrar resistência alguma. Sebastian deixou as roupas de Ciel em cima da cama e aos poucos tocou lhe a pele.
Os dedos passearam pelo peito e abdômen de Ciel, com calma, sentindo a suavidade e maciez da pele. Arranhou de leve alguns locais, sentindo a vontade de possuir aquele corpo, consumindo seu ser. Ciel tremia e estava apreensivo, mas não sabia dizer se o que sentia era medo ou ansiedade.
Ciel jogou o corpo para trás, apoiando as mãos no colchão, enquanto Sebastian descia as mãos até seu quadril. Sebastian encarou por alguns instantes o volume recém formado por debaixo do pano daquela cueca e então rapidamente tirou a última peça de roupa que cobria o corpo de Ciel.
O guarda deleitou-se com a visão que tinha de seu rei naquele momento. A pele macia e alva completamente à mostra, os olhos fechados e as pernas levemente abertas dando total visão de seu membro enrijecido. Apoiou as mãos no quadril do garoto, uma de cada lado e lentamente acariciou a pele, descendo até suas coxas e parando na parte interna delas.
A pele de Ciel se arrepiava por inteiro e o olhos se fechavam com força, a boca entreaberta soltava alguns suspiros e era exatamente isso que fazia Sebastian delirar. Abriu um pouco mais as pernas de Ciel e então encostou os lábios na parte interna de sua coxa, fazendo com que a respiração quente que escapava de sua boca fosse de encontro à pele do garoto.
Mordeu a pele de Ciel algumas vezes, deixando marcas vermelhas pelo caminho, sem tirar os olhos do rosto de Ciel nem por um minuto. Mais uma vez se afastou e aos poucos se aproximou novamente, tocando a ponta do membro de Ciel com a língua.
— Sebastian não.
A expressão no rosto de Ciel, finalmente demonstrava o medo e receio que sentia. Ciel queria que o guarda lhe tocasse, queria que ele continuasse com aquelas caricias, e justamente por isso não sabia dizer o que o havia assustado daquela maneira.
— Fique calmo. Você não precisa se envergonhar, nem ter medo de nada. – Sebastian falou baixinho.
Ciel respirou fundo e pareceu se acalmar um pouco, então Sebastian voltou a se concentrar no que estava fazendo. O guarda se abaixou e novamente encostou a língua na ponta do membro de Ciel, fazendo pequenos movimentos circulares. O corpo tenso do rei foi relaxando e aos poucos elese entregava novamente as caricias que o guarda lhe proporcionava.
O silencio do quarto era quebrado pelos gemidos baixos que escapavam pela boca de Ciel. O garoto se esforçava para não gemer, mas toda a sua resistência de nada valia. Sebastian fechou a mão em volta do pênis de Ciel e continuou a passear com sua língua pela glande, enquanto sua mão acariciava a extensão, subindo e descendo lentamente.
— Se-Sebastian... – Ciel falou em um sussurro quase inaudível.
Sebastian soltou o membro de Ciel, apoiando as mãos outra vez em seu quadril, acariciando-o somente com a língua. O guarda passou a língua pelo membro de Ciel e aos poucos o introduziu em sua boca. Ciel assustou-se um pouco com a sensação que a boca de Sebastian lhe causou, e lembrou-se de quando se tocou pensando no guarda e de como o que sentiu naquele momento foi bom, mas concluiu que o que sentiu naquele dia nem se comparava ao que sentia agora.
Era uma sensação indescritivelmente boa, satisfatória, prazerosa que fazia com que Ciel se perguntasse o porquê de ter resistido tanto aos toques do guarda. Sebastian passou a mover a boca, em um movimento continuo, engolindo toda extensão do membro de Ciel. O corpo de Ciel se contorcia, forçando os quadris para frente e para trás tentando aumentar o contanto que havia entre eles.
O ritmo com que Sebastian sugava o pênis de Ciel aumentava e depois diminua aos poucos. O rei afundava as mãos no colchão, apertando o lençol entre os dedos, gemendo mais alto do que gostaria. Sebastian passou a acompanhar os movimentos do quadril de Ciel com as mãos e em um dado momento parou de se mexer, deixando que o garoto forçasse o pênis contra sua boca por conta própria.
A maneira com que Ciel se movia tornava se descompassada e suas pernas tremiam cada vez mais. Sebastian voltou a sugá-lo avidamente e após um longo gemido Ciel se desmanchou em sua boca. O garoto deixou o corpo cair em cima do colchão macio, levando as mãos até o rosto e se perguntando o que havia acabado de acontecer ali.
Sebastian se levantou, parando em frente a cama. E começou a tirar suas roupas, passando a língua pelo resquício de sêmen que escorria pelo canto de sua boca. O guarda fixou os olhos nos de Ciel, enquanto tirava a próprias roupas com o máximo de pressa que conseguia.
O garoto sentia as bochechas se aquecerem novamente, e uma vergonha enorme tomava conta de si, mas sequer cogitou a idéia de parar de olhar o corpo nu de Sebastian. O guarda abaixou as calças e por último a cueca, deixando o membro completamente duro para fora. Os olhos de Ciel desceram involuntariamente até aquela região e passaram a encarar o membro rígido e rosado.
O guarda segurou Ciel pela cintura e deixou o corpo do garoto deitado no centro da cama. Sentou-se na beirada, ficando entre as pernas abertas de Ciel. Sebastian levou dois de seus dedos até a boca e umedeceu com saliva, enquanto Ciel se perguntava o que aconteceria a seguir.
Sebastian abriu as pernas de Ciel um pouco mais com uma das mãos e levou a outra calmamente até a entrada de Ciel. A expressão quase tranquila que estava no rosto do rei se transformou em uma expressão de medo e receio. O guarda o olhou como se pedisse para que ele ficasse calmo e gentilmente o penetrou com um dos dedos.
— Dói. – Ciel falou fechando os olhos com força.
A sensação de ser invadido por aquele dedo não foi nada agradável para Ciel. Ardia, era dolorido e seu corpo parecia querer expulsar o dedo de Sebastian. O guarda deixou o corpo cair aos poucos, apoiando um pouco de seu peso em cima de Ciel e então beijou seus lábios, tentando distraí-lo da dor que aquela penetração proporcionava.
A língua de Sebastian procurou pela de Ciel e aos poucos o ritmo com que aquele dedo entrava e saia de Ciel aumentou. O rei esqueceu se aos poucos da dor que sentia e quando seu corpo começava a se acostumar, um segundo dedo foi inserido, fazendo com que seu corpo inteiro ficasse tenso outra vez.
Os lábios de Sebastian se separaram dos de Ciel e desceram até seu pescoço, depositando beijos por todo o caminho até chegar em um dos mamilos. Sebastian circulou a região rosada com a ponta da língua, fazendo Ciel se esquecer completamente do dedo que insistia em alargá-lo.
— Ah! – Ciel gemeu alto, sem conseguir se controlar.
Sebastian sugou aquele mamilo com força, a pele tomando um tom forte de vermelho. Os dedos que preenchiam a entrada de Ciel passaram a se mover com extrema rapidez, entrando e saindo e depois diminuindo o ritmo e nada mais de incômodo ou dolorido restava daquelas caricias.
O guarda soltou o mamilo de Ciel e voltou a se acomodar entre as pernas do garoto. Os olhos de Ciel se abriram e focaram-se na movimentação do guarda. Sebastian segurou seu membro com uma das mãos e o acomodou na entrada de Ciel, forçando-o a entrar aos poucos. Os olhos de Ciel se fecharam com força, e as mãos apertaram o lençol outra vez.
— Hum... Sebastian... Dói. – Ciel falou com uma voz baixa e manhosa.
A expressão no rosto do Ciel demonstrava dor e isso fez com que Sebastian parasse e ficasse quieto, apenas com a glande penetrando o garoto. O guarda estava excitado e queria muito possuir aquele corpo, mas a expressão que se formou no rosto de Ciel o desencorajou um pouco. Sebastian respirou fundo tentando se controlar, já que a última coisa que queria era machucar Ciel.
Esperei por isso durante muito tempo, posso esperar mais um pouco, pensou. Sebastian continuou ali, sentindo a entrada de Ciel fazendo pressão contra sua glande, mas sem se mover e sem tentar penetrar Ciel mais do que já havia penetrado. Fechou a mão em volta do membro do garoto, masturbando-o lentamente.
Ciel passou a mover os quadris discretamente, quase que em um impulso, forçando seu corpo contra o de Sebastian. O guarda continuava tocando o membro de Ciel, enquanto lutava para não se mover. A entrada de Ciel contraia e relaxava, levando Sebastian a loucura. Ciel abriu os olhos lentamente e sentiu-se completamente extasiado ao ver a expressão que tomava conta do rosto de Sebastian.
O guarda mantinha os olhos fechados e respirava com dificuldade. O rei sentiu-se estranhamente lisonjeado ao perceber que era capaz de deixar o guarda assim, tão excitado. Eu realmente o amo, pensou. E foi com esse pensamento que Ciel forçou seu quadril contra o corpo de Sebastian, deixando o membro do guarda penetrá-lo completamente.
A dor que sentiu foi bem menor do que a dor que achou que sentiria, e aos poucos foi se acostumando com o volume dentro de si. Sebastian abriu os olhos, assustando-se com a atitude repentina de Ciel e ao fazer isso os olhos de ambos se encontraram. O guarda iniciou um movimento lento e continuo, sem sequer pensar em desviar o olhar do rosto de Ciel.
Prazer era a única coisa que restava naquele momento. Sebastian curvou-se por sobre Ciel, apoiando os braços na cama e encostando a cabeça na curva de seu pescoço.
— Ciel. – Sebastian sussurrou, chocando seu quadril contra o corpo do garoto.
A respiração quente e ofegante, misturada a gemidos baixos e descompassados iam de encontro a orelha de Sebastian, incentivando-o a continuar. Ciel estava totalmente entregue a Sebastian e nada mais existia além dos dois. Toda a vergonha, medo e receio que sentia desapareceram rapidamente.
— Mais... Rápido... Mais... – sussurrou.
Sebastian atendeu ao pedido de Ciel, aumentando o ritmo com que se chocava contra o corpo do garoto. As mãos de Ciel deixaram o lençol indo em direção as costas do guarda. As pontas dos dedos afundavam com força nas costas de Sebastian, conforme sentia o membro do guarda afundando dentro de si.
O que Ciel sentia naquele momento era completamente novo e indescritivelmente bom. A velocidade com que Sebastian movia os quadris aumentava e depois diminuía, em um provocante movimento.
— Ciel...
A força com que se chocavam contra o corpo um do outro aumentou freneticamente, o quadril de Ciel se insinuava para Sebastian, como se pedisse por mais. O corpo do garoto tremeu descontroladamente, as pernas se moveram e então Ciel gozou, soltando os braços das costas de Sebastian. O guarda ainda não estava satisfeito e continuou se movendo, mais rápido, mais rápido e pouco depois também gozou, mordendo o pescoço de Ciel com mais força do que gostaria de ter mordido.
Os corpos se separaram e Sebastian se deitou ao lado de Ciel com um sorriso enorme no rosto. Estava feliz, como nunca antes. Virou-se para o lado, puxando Ciel para mais perto de si, quem dera pudessem ficar trancados naquele quarto para sempre. O rei lutava para acalmar sua respiração e seu coração, e tentava assimilar tudo o que havia ocorrido ali.
— Eu te amo... – Sebastian murmurou, mais para si do que para Ciel.
— Eu também te amo. – Ciel respondeu em um tom de voz baixo.
Aquela fora a noite mais perfeita que os dois tiveram, Sebastian sonhou com aquilo durante longos anos, mas nem em seus melhore sonhos conseguiu sentir o que estava sentindo agora. Ciel não esperava que algo assim pudesse acontecer, e pela primeira vez em muito tempo se sentia realizado e completo. Ambos sentiam que, naquele momento, estavam exatamente onde deveriam estar.
Fale com o autor