Notas iniciais
Ciel como mordomo? Sebastian como mestre? Você pode ler isso na minha nova fic: Sonho ou Pesadelo? ~momento divulgação~ U.U Tia Aeternus fez um twitter Õ/ Sigam-me no Twitter e acompanhem as coisas desnecessárias que eu posto: @May_Aeternus As coisas vão começar a esquentar de agora em diante. Sebastian tem alguns planos muito interessantes ( ͡° ͜ʖ ͡°)

O rei viu Elizabeth poucas vezes durante os dias que se seguiram, e isso acabou fazendo com que os dias de Ciel fossem extremamente tranquilos. Às vezes o garoto até mesmo esquecia-se da presença da irritante garota, e então era como se pudesse finalmente sentir-se em paz, mas era só lembrar-se do bendito casamento que toda a sua paz ia embora.

Mas a culpa de toda essa falta de paz não era somente de Elizabeth, tinha a tia que estava sempre a perturbá-lo querendo saber o motivo que o havia feito mudar de idéia sobre o casamento. E havia também Sebastian, que no caso era um dos responsáveis por boa parte das perturbações de Ciel, arriscava-se a dizer que talvez Sebastian fosse mais causador de perturbações do que Elizabeth e exatamente por isso Ciel estava a evitá-lo.

Ciel fazia questão de ver o guarda o mínimo possível, fugia dele no café da manhã, o proibia de procurá-lo no quarto, dizia estar sempre ocupado demais para perder tempo com o guarda e usava todas as outras desculpas possíveis que surgissem em sua mente. Evitou até mesmo sair do castelo, pois sabia que seria impossível andar por ai sem a companhia de Sebastian. O garoto lembrava-se claramente do que Sebastian havia dito na última conversa que tiveram. “Eu te disse que você não se verá livre de mim tão fácil.” Foram as últimas palavras de Sebastian e Ciel queria evitar proximidades desnecessárias e quem sabe assim o guarda desistisse.

O rei convenceu a si mesmo de que fugia de Sebastian apenas para evitar que o guarda confundisse a relação que havia entre eles e, consequentemente, evitar a demissão de Sebastian, pois havia jurado que mais uma aproximação como a daquela noite, e o guarda seria demitido por ele pessoalmente. Porém, lá no fundo, Ciel sabia que tinha medo. Medo de não conseguir resistir aos avanços do guarda, medo de acabar se perdendo em meio a sentimentos que desconhecia e apenas por isso evitava a aproximação.

O guarda por sua vez sentia-se extremamente cansado com aquela situação, para ele era difícil não ver Ciel tanto quanto antes, mas com o castelo tão cheio devido aos preparativos para o casamento a aproximação tornava-se ainda mais difícil e além de tudo Ciel havia ordenado, implorado e pedido de todas as formas possíveis que Sebastian evitasse os escândalos e que nunca mais se aproximasse dele daquela maneira, pois se o reino viesse a saber o que aconteceu entre eles, nunca mais o perdoaria.

Não era do feitio de Sebastian obedecer tanto assim às ordens de Ciel, mas a forma como o garoto havia feito o pedido o fez respeitar a ordem de manter distancia, e Sebastian também tinha esperança de que o rei mudasse de opinião, que o deixasse aproximar-se novamente, mesmo sabendo que o orgulho, provavelmente, seria maior do que qualquer vontade que o garoto tivesse de vê-lo. Isso, supondo é claro, que o rei em algum momento chegasse a sentir falta de Sebastian, o que poderia vir a nunca acontecer.

Ciel estava tomando seu café da manhã na mesa de refeições, enquanto lia um livro qualquer sobre antigas histórias de seu reino quando percebeu que Elizabeth descia as escadas animadamente. Sinto que meu sossego chegou ao fim, pensou. A garota se aproximou e sentou ao lado de Ciel.

— Ciel, eu preciso que me ajude a escolher os convites par...

— Não precisa sequer terminar essa frase. Eu não vou ajudá-la com nada que tenha a ver com o casamento.

— Mas é que eu achei que você pudesse querer me ajudar e sua tia disse que você estava de bom humor e os convites são tão fofos e quem sabe você mude de idéia depois de vê-los. – Elizabeth falou sorrindo.

Elizabeth estava tão animada com tudo, que falava sem parar e uma frase ia saindo atrás da outra, deixando a conversa cada vez mais sem sentido e Ciel achava desnecessário prolongar aquela situação.

— Elizabeth pare de falar tão rápido e sobre tantas coisas ao mesmo tempo. Eu fui bem claro quanto a esse casamento, não fui? A organização está por sua conta e eu não quero e nem pretendo me envolver em absolutamente nada.

Ciel se levantou de sua cadeira com o livro e uma xícara de chá em mãos e foi em direção a escada, deixando Elizabeth sozinha no lugar de antes, mas antes de começar a subir as escadas virou-se e falou com Elizabeth uma última vez.

— E antes que eu me esqueça, estou sim de bom humor, mas esse bom humor acaba quando ouço qualquer coisa relacionada a esse casamento.

O rei já não fazia mais a menor questão de ser cortês com Elizabeth, a não ser quando estavam próximos a outras pessoas. Sua vontade de ser gentil com a garota já era pouca e depois da chantagem essa vontade se reduziu a nada. Ciel terminou de subir as escadas e seguia distraído pelo corredor olhando para seu livro quando esbarrou em Sebastian.

— Você está bem, Ciel. – ouviu Sebastian falar.

O livro caiu no chão e todo o chá quente que estava na xícara voou em direção ao peito de Ciel. O garoto levou a mão em direção ao local atingido pelo chá. Doía e seu peito estava a arder, havia também algumas queimaduras nas pontas de seus dedos.

— Por acaso eu pareço bem? – falou grosseiramente.

— Venha, precisamos verificar as queimaduras. – Sebastian falou estendendo a mão para Ciel que se curvava em direção ao chão.

— Não preciso da sua ajuda. Chame um dos empregados. – Ciel falou afastando a mão de Sebastian.

— Não seja idiota! Você está ferido e nem mesmo assim desiste de me evitar? – Sebastian gritou.

Ciel assustou-se com a agressividade da reação de Sebastian, ele não esperava que o guarda falasse com ele daquela maneira.

— Esquece do seu lugar com muita frequência, não é mesmo? – falou, tentando lembrar Sebastian de sua posição como servo do rei.

Ciel tentou ser mais arrogante ainda com Sebastian, mas a arrogância de nada adiantou. O guarda se aproximou de Ciel e o puxou pelo braço indo em direção ao quarto. Sebastian fez com que Ciel entrasse primeiro e entrou depois, trancando a porta do quarto e levando a chave consigo em direção ao banheiro. O guarda tinha medo que o garoto escapasse dali, mesmo estando ferido.

Sebastian foi em direção ao banheiro, procurou pela caixa de primeiros socorros que ficava guardada no armário e então voltou para o quarto. Ciel estava sentando na cama, a mão apoiada em seu peito.

— Tire a roupa, Ciel. – Sebastian falou enquanto abria aquela caixa.

— Isso não é necessário. Eu estou bem!

— Ciel está tão preocupado assim com o que aconteceu entre nós que sequer pode me deixar fazer um curativo em você? Tem medo que eu te ataque?

A expressão no rosto de Ciel mudou de raiva para vergonha. O rei tinha medo de que o guarda o atacasse, mas não achou que isso fosse assim tão visível.

— Não é isso! – foi a única coisa que Ciel conseguiu responder.

— Tudo bem, eu não estou interessado em iniciar uma discussão logo agora e também não vou te atacar. Eu preciso ver se as queimaduras não foram graves, ou você tira as roupas por conta própria ou eu as tiro para você. – Sebastian falou.

Ciel julgou que ter as roupas tiradas pelo guarda seria pior do que tirá-las por conta própria. O garoto se levantou e começou a tirar peça por peça e no fim ficou apenas de cueca. Sebastian apenas ignorou o que acontecia à sua frente, dissera que não iria atacar Ciel e estava disposto a cumprir o que havia dito, mesmo que ainda estivesse tentado a se aproveitar daquela situação.

O guarda separou uma pomada para queimaduras e algumas ataduras e então se aproximou do garoto. O peito de Ciel estava extremamente vermelho e uma parte das coxas também.

— Parece que a queimadura não foi grave. Dói? – Sebastian falou enquanto passava a mão pelas queimaduras.

— Não exatamente, é mais incômodo do que dolorido. Está queimando, mas nada que eu não possa suportar. – Ciel respondeu.

— Enfim, acho que irá melhorar depois de passar a pomada.

Sebastian pegou a pomada e então se aproximou de Ciel. O rei apenas acompanhava as ações de Sebastian.

— Você vai passar a pomada em mim? – Ciel perguntou.

— Sim, algum problema?

— Não, mas acho melhor deixar que eu mesmo faça isso.

— Não precisa. Por minha culpa você está todo queimado, eu farei o curativo.

Sebastian passou um pouco da pomada em seus dedos e então começou a espalhar lentamente por uma das coxas de Ciel. O rei achava a situação extremamente vergonhosa, mas respirou fundo e tentou se controlar, pois não queria demonstrar nenhuma reação desnecessária em uma situação como aquela.

As mãos de Sebastian tocavam a pele das coxas de Ciel com delicadeza e o rei sentia o corpo arrepiar de vez em quando. Ele mal me toca e meu corpo se arrepia. Como eu sou idiota, Ciel pensou. O garoto se achava fraco por não conseguir controlar as reações de seu corpo e tentava à todo custo odiar aquilo, mas não conseguia.

— Sente-se na cama. – Sebastian falou ao terminar de passar a pomada nas coxas de Ciel.

O rei atendeu ao pedido sem questionar, pois havia concluído que quanto antes aquilo acabasse melhor seria. Sebastian começou a passar a pomada no peito de Ciel, e dessa vez notou que o garoto se encolhia um pouco ao ser tocado por ele. O guarda tentava não prestar atenção nas reações do garoto, mas era difícil. Era difícil ficar ali tão próximo sem ter vontade de tocá-lo mais ainda.

Ciel virou o rosto e fechou os olhos, pois não queria ver a mão de Sebastian deslizando por seu peito. O guarda sentia-se culpado por ter queimado Ciel, mas podia jurar que aquela situação não fora de todo ruim, já que aquilo tudo havia obrigado Ciel a aceitar uma proximidade maior. Sebastian já havia terminado de distribuir a pomada, levantou a cabeça para olhar no rosto de Ciel e então viu que o garoto estava de olhos fechados e com o rosto virado para outro lado.

A expressão no rosto de Ciel não era das melhores, o garoto parecia estar se segurando. Sebastian teve certeza que todo aquele contato estava causando algumas sensações no corpo de Ciel e o garoto, com certeza, se segurava para não demonstrar nada. Sebastian sabia como era excitante ser tocado em certos lugares e sabia também como era difícil resistir à esse tipo de situação. O guarda lembrou-se que Ciel não conhecia esse tipo de sensação, o garoto era virgem e até alguns dias atrás sequer tinha beijado alguém.

— Sebastian isso ainda vai demorar? – ouviu Ciel resmungar.

— Estou quase terminando. – Sebastian falou.

Sebastian parou de esfregar a pomada no peito de Ciel e então pegou as ataduras.

— Pode sentar-se um pouco mais para trás, Ciel?

— Para que? – perguntou o garoto.

— Para que seja mais fácil de por as ataduras?

— Tudo bem, mas termine logo com isso, Sebastian! – Ciel falou perdendo a paciência.

O rei afastou-se mais para o meio da cama, as pernas ficaram entreabertas. Sebastian pegou as ataduras e se aproximou apoiando umas de suas pernas no espaço que ficara entre as pernas de Ciel. O garoto levou um susto ao sentir a perna do guarda fazendo pressão em seu membro e pensou em sair dali imediatamente, mas o corpo do guarda o impediria de passar.

— O que está acontecendo, Sebastian? – Ciel resolveu perguntar.

— Eu estou te enfaixando. Por quê?

— N-nada.

Sebastian passava as ataduras em volta do tronco de Ciel e enquanto isso fazia questão de mover aquela perna o máximo possível, aumentando cada vez mais a pressão. Um homem adulto normalmente não perde a compostura apenas com algo como uma perna roçando em seu pênis, mas no caso de Ciel isso é mais do que suficiente, pensou Sebastian. O rei sentia-se completamente envergonhado e perdido, não sabia se afastava o guarda bruscamente ou se agüentava a tudo em silencio. O garoto não sabia explicar exatamente o que sentia, só sabia que a sensação não era ruim.

— Você está bem Ciel? – Sebastian falou vendo a expressão de Ciel mudar.

— Sim. – Ciel respondeu rapidamente.

O guarda sabia exatamente o que o garoto sentia, mas queria certificar-se de que Ciel não percebesse que era de propósito, o que não estava sendo nada difícil, já que o garoto sequer notava o que se passava ali. Sebastian terminou de fazer o curativo e antes de se afastar do garoto moveu a perna mais algumas vezes e ao ouvir um pequeno gemido escapando da boca de Ciel percebeu que estava chegando aonde queria.

— Terminamos jovem rei. – Sebastian falou saindo da cama.

Ciel olhou imediatamente para baixo e só então percebeu que algo estava diferente do normal, mas tentou não demonstrar nenhuma reação.

— Pode sair agora Sebastian! – falou secamente, jurando que o guarda não percebera o que se passava.

— Não adianta fugir de mim, Ciel. Mais tarde eu venho ver como você está.

Sebastian saiu rapidamente do quarto, deixando o garoto sozinho. Mais algumas provocações e ele não irá resistir, Sebastian pensou. Ciel respirou fundo e depois de algum tempo direcionou seu olhar para baixo e então teve certeza de que estava duro. O garoto deitou-se na cama passando a mão pelos cabelos. Ele se recusava a crer que estava tendo aquele tipo de reação a troco de quase nada.

— Isso não está acontecendo! – exclamou.

Notas finais
Não esqueça de ler a nova fic e caso queira me siga no Twitter. Continuem comigo. Bjo bjo, até a próxima