O Rei e o Valente
9 Estou Perdido
Notas iniciais
O rei nunca havia enfrentado aquele tipo de situação antes e se julgou deplorável por ter sentindo o que sentiu, mesmo que não entendesse muito bem o que estava acontecendo. Ciel passou a sua vida inteira sozinho, em um castelo. Nunca teve amigos e não se abria com absolutamente ninguém, então não era como se ele soubesse explicar ou entender as reações que seu corpo passou a ter nos últimos dias.
— Como isso foi acontecer? – falou olhando em direção ao volume que acabara de se formar em sua calça.
O garoto não tinha respostas para muitas das perguntas que tinha em mente, mas sabia que de alguma forma aquela reação era totalmente culpa de Sebastian. Ciel continuou parado em sua cama, esperando que aquela incômoda reação passasse, mas alguns minutos se foram e tudo continuava igual. Na verdade, estava piorando. O tecido grosso da calça que usava fazia exagerada pressão em seu baixo ventre e a sensação que sentia passava de incômoda para dolorida.
Ciel se levantou da cama e foi em direção ao banheiro. Até mesmo o ato de andar se tornara diferente naquele momento. Parou em frente ao espelho, fitando o reflexo tímido de seu rosto. Levou a mão ao cós da calça e abriu lentamente os três botões ali presentes. Soltou um suspiro de desânimo antes de abaixar a calça por completo.
A dor incômoda havia passado e a intenção do rei era ficar parado e quieto até que aquilo se resolvesse por conta própria. Tentou desviar os pensamentos de sua situação, mas infelizmente não conseguia pensar em mais nada. Olhou novamente para baixo, esperando que algo tivesse mudado e ao olhar notou a umidade que se formava no tecido de sua cueca.
Foi atingido pelo pouco de curiosidade que tinha em si e automaticamente levou a mão até o membro rijo. Sentiu um pequeno arrepio passar por seu corpo e então olhou em volta. O garoto sentia que alguém o observava de longe, mas sabia que não havia ninguém ali e talvez fosse apenas a vergonha que sentia se fazendo presente no ambiente.
Abaixou a cueca rapidamente sem acreditar que estava realmente fazendo aquilo. Olhou para seu membro alguns instantes antes de levar a mão até ele. Acabou por tocar a ponta de seu pênis de leve com dois dedos e outro arrepio foi sentido. Começou a circular a região com os dedos, sentindo-se um pouco mais à vontade com a situação.
Uma sensação boa começava a tomar conta de seu corpo, algo que o fez lembrar-se de como se sentiu ao ser beijado por Sebastian. A curiosidade de antes foi tomada por uma vontade de sentir mais daquelas sensações. Parou de acariciar a glande e então fechou a mão com força em volta de seu pênis. Nunca tinha feito aquilo antes, mas instintivamente sabia o que fazer.
Começou a mover a mão lentamente, subindo e descendo, aumentando e diminuindo a velocidade das caricias. Esqueceu-se completamente da vergonha que o incomodava e se deixou levar pelo momento. Pensar em Sebastian era a última coisa que queria naquele momento, mas seus pensamentos não conspiravam ao seu favor, lembranças de todos os momentos que passou junto de Sebastian surgiam.
Fechou os olhos e lembrou se da primeira vez que viu o guarda e de como o achou bonito. Lembrou-se dos beijos na testa, das brincadeiras petulantes e do dia em que caiu no lago e teve sua roupa trocada por Sebastian e por último lembrou-se do beijo quente e demorado que o guarda lhe deu naquela noite.
As lembranças ocupavam sua mente e as caricias não cessaram sequer por um momento.
— Hum... Sebastian. – sussurrou.
Os arrepios que tomavam conta de seu corpo passaram a ser frequentes, sentiu uma fraqueza repentina nas pernas, o coração palpitava e ao abrir os olhos notou o liquido que escorria por sua mão. Respirava cansado, uma mão apoiada na parede e a outra suja. Voltou a se lembrar da vergonha que sentia antes e se recusava a acreditar no que tinha acabado de fazer.
— Eu me toquei... E chamei por seu nome. Estou perdido. – falou olhando para a mão.
Ficou parado por alguns instantes tentando achar uma explicação para aquilo em sua mente e ao perceber que essa explicação não existia, resolveu trocar de roupa e esquecer o que havia acabado de acontecer ali.
Voltou para seu quarto e tentou-se distrair lendo algo, mas não conseguiu. Cogitou até mesmo a idéia de conversar um pouco com a tia. Qualquer coisa para conseguir esquecer o que fiz, pensou. Saiu de seu quarto e foi em direção ao quarto da tia. Bateu na porta insistentemente, mas ninguém apareceu.
Lembrou-se que Elizabeth estava escolhendo convites, então era provável que a tia estivesse junto com a garota. Decidiu não procurar por ela e esquecer a idéia da conversa, já que acabaria tendo que aguentar Elizabeth também. Julgou que um bom chá seria muito útil e então se dirigiu a escada.
Ciel já estava quase no fim do corredor quando avistou Sebastian. Pensou em voltar correndo para o quarto, mas desistiu ao perceber que aquele tipo de reação só faria o guarda segui-lo. Continuou a andar normalmente, tentando não se lembrar de nada desnecessário. Ia passar direto pelo guarda quando foi puxado pelo braço.
— As queimaduras pararam de doer? – Sebastian perguntou.
— S- Sim. – Ciel gaguejou.
O rei nunca estivera tão consciente da presença de Sebastian quanto estava agora. A proximidade entre eles, a mão do guarda em seu braço, o sorriso nos lábios, a forma como o guarda o olhava. Ciel havia começado a prestar atenção excessiva nos detalhes.
— Preciso ir – Ciel falou, puxando o braço.
O guarda o olhou por algum tempo e então levou a mão em direção ao pescoço do garoto, se aproximando mais ainda. O rei ficou parado, sem conseguir fazer movimento algum.
— Está vermelho. Seria uma queimadura também? – Sebastian falou.
— Não sei.
O rei se afastou bruscamente e então se pôs a andar rapidamente, indo em direção a escada. Desceu os degraus, torcendo para que Sebastian não estivesse vindo atrás dele. E respirou aliviado quando percebeu que o guarda não o seguira. Ciel acomodou-se no lugar de sempre à mesa e pediu que lhe servissem chá e algo para comer. A mesa rapidamente foi posta e o rei se preparava para comer quando viu a tia descendo as escadas.
— Custava convidar sua tia para o chá? – Angelina falou.
— Eu achei que estivesse ocupada escolhendo os convites junto com Elizabeth.
— Realmente eu estava ocupada... Espere um pouco eu vou chamar a Elizabeth para se juntar a nós.
— Não! Não chame. – Ciel praticamente gritou.
— Não entendo o motivo de tal reação, Ciel. A Elizabeth deve estar cansada e um chá a ajudaria.
— Eu sei, mas faz muito tempo desde a última vez que conversamos sem a presença dela. Eu sinto falta desses momentos. – Ciel falou esperando que a tia acreditasse naquela mentira descarada.
Angelina olhou atentamente para Ciel, examinando a expressão do garoto. Não acreditava em nenhuma das palavras que acabara de ouvir, mas resolveu fingir que era verdade e então se sentou à mesa. A mulher serviu uma xícara de chá para si e então direcionou seu olhar a Ciel.
— Elizabeth está extremamente feliz.
— Sim, eu sei disso. – Ciel respondeu.
A conversa dos dois girou em torno do casamento que estava sendo organizado e de como seria a vida de Elizabeth e Ciel depois do casamento. O rei odiava o assunto e não tinha a menor vontade de falar sobre aquilo, mas julgou que seria melhor ter aquela conversa desagradável do que ficar em seu quarto tendo pensamentos inconvenientes envolvendo seu guarda.
O rei tomou seu chá lentamente, fingiu prestar atenção no que a tia dizia e quando não suportava mais a conversa resolveu voltar para o quarto.
— Está frio e eu preciso de uma roupa mais quente e creio que a senhora ainda tem muita coisa para resolver junto com Elizabeth. – Ciel falou se afastando da mesa.
— Até mais tarde então. – Angelina respondeu.
Ciel havia se esquecido de Sebastian, ao menos por enquanto. O garoto andava pelo corredor com calma, pensando em passar um tempo lá fora, já que fazia uns dias desde a última vez que visitara a área externa do castelo. O rei já estava chegando próximo ao seu quarto quando notou que o guarda o aguardava encostado a porta do quarto.
— O que você quer? – Ciel questionou.
— Eu disse que viria mais tarde para ver como você estava e bem, já é mais tarde.
— Nos vimos no corredor menos de uma hora atrás. Você sabe que eu estou bem.
Ciel lutava com todas as suas forças para conseguir manter a postura calma e fria de sempre, mas depois do que aconteceu se tornava cada vez mais difícil agir normalmente. O garoto se aproximou e tentou entrar em seu quarto, mas o guarda bloqueava a passagem.
— Você precisa mesmo ser tão infantil? Saia da frente Sebastian.
O rei queria se livrar da presença de Sebastian o quanto antes, pois quanto mais tempo passasse com ele, mais fácil acabaria cedendo. O guarda se abaixou ficando próximo ao rosto de Ciel e então segurou o garoto pela cintura.
— O que fez para resolver aquela sua situação incômoda? – Sebastian falou próximo a orelha de Ciel.
— N-não sei do que você es-está falando.
Ciel sabia exatamente a que situação Sebastian se referia, mas jamais admitiria saber. Preferia morrer negando.
— Tem certeza?
O guarda puxou o garoto para mais perto e então mordeu sua orelha de leve. Ciel sentiu o corpo estremecer.
— Sebastian pare. Eu não quero que se aproxime!
Sebastian passou a distribuir pequenas mordidas na orelha de Ciel enquanto pressionava os dedos contra a cintura do garoto.
— Alguém pode nós ver. – Ciel falou.
— Vamos para seu quarto então.
Sebastian abriu a porta e entrou no quarto puxando Ciel pelo braço. O guarda trancou a porta rapidamente e depois pressionou as costas de Ciel contra a parede, passando a beijar o pescoço do garoto.
— Pare. – Ciel insistia em dizer.
—Se não me quer por perto, me demita.
Ciel não disse mais nada e então Sebastian continuou beijando lhe o pescoço. O guarda beijou, mordeu, lambeu e fez tudo o que sempre quis fazer com aquela pele alva. Ciel arfava e já havia desistido de lutar contra aquelas caricias há muito tempo. O guarda percebeu a desistência do garoto e então beijou-lhe os lábios com desejo.
O guarda segurou uma das mãos de Ciel e a levou em direção ao membro do garoto acariciando-o por cima da calça, enquanto aprofundava o beijo. Ciel tentou empurrar Sebastian com a mão que estava livre, mas desistiu cedendo as caricias que eram feitas em seu corpo. O guarda continuava movendo a mão de Ciel, apertando o pênis do garoto de vez em quando.
O ar começou a faltar e Sebastian se viu obrigado a quebrar o beijo e quando soltou os lábios de Ciel ouviu um gemido abafado escapando pelos lábios do garoto. As reações que Ciel tinha levavam Sebastian a loucura, e a vontade que o guarda tinha era de possuí-lo ali mesmo, mas sabia que assim deixaria Ciel assustado e não era esse o sentimento que queria causar no garoto.
Sebastian queria provocar Ciel, queria mostrar a ele sentimentos novos, queria que o garoto sentisse falta dele e que o procurasse por conta própria e para que esse objetivo fosse alcançado precisava se segurar o máximo que conseguisse. Ciel estava completamente excitado e continuava a tentar abafar os gemidos que insistiam sem sair.
Sebastian interrompeu as caricias e abriu a calça de Ciel com rapidez, o garoto apenas assistia à cena. O guarda abaixou a cueca do garoto, deixando seu membro a mostra, mas sequer encostou nele.
— Toque-se. – sussurrou no ouvido de Ciel.
O rei sentiu seu corpo inteiro estremecer ao ouvir aquelas palavras. Ciel queria ceder e fazer o que lhe foi pedido, mas não teve coragem o suficiente para isso. Sebastian decidiu provocar Ciel mais um pouco ao ver que o garoto não estava tão entregue quanto achou que estivesse. O guarda terminou de retirar as ultimas peças de roupa que ainda restavam, deixando Ciel totalmente nu.
O garoto estava morrendo de vergonha e queria fugir dali, mas à vontade de ficar e o desejo que sentia, eram maiores do que sua vontade de fugir. Sebastian alisou a barriga de Ciel com as mãos, dando leves arranhões e depois subiu em direção aos mamilos do garoto. O guarda circulou a região com os dedos e depois apertou com certa força, puxando-os um pouco. Ciel gemia baixinho, fechando as mãos.
— Toque-se – Sebastian repetiu.
Ciel continuava quieto e de olhos fechados. Sebastian apenas esperava que Ciel fizesse o que foi lhe foi pedido. O guarda continuou a apertar-lhe os mamilos e então percebeu que seu objetivo havia sido atingido ao ver Ciel se masturbando lentamente. Sebastian continuou acariciando os mamilos de Ciel enquanto o garoto se masturbava com cada vez mais pressa.
O guarda assistia a tudo atentamente e às vezes nem acreditava que Ciel pudesse ir tão longe somente com algumas provocações. O garoto continuou se acariciando e desistiu até mesmo de segurar os gemidos. Sebastian se afastou de Ciel e passou a assistir o garoto de longe. E a cena de Ciel Phantomhive se masturbando era a melhor que já havia visto.
Não demorou muito para que Ciel gozasse e quando isso aconteceu o guarda se aproximou novamente.
— Isso é só o começo. – Sebastian falou antes de sair do quarto.
Ciel deixou-se cair no chão lentamente, e concluiu em meio a sua respiração descompassada que estava mesmo perdido.
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