Notas iniciais
Boa leitura *O*

Ciel ainda estava preso a Elizabeth e a todas as gentilezas que tinha que direcionar a garota. A presença da noiva ainda era um fardo, mas com o tempo Ciel se acostumou com isso. Faltava menos de dez dias para o casamento e Ciel passava cada vez mais tempo com Elizabeth. Os dois passaram a fazer as refeições juntos todos os dias, e durante esse tempo falavam sobre detalhes do casamento e Elizabeth sorria o tempo todo, alimentando a ilusão que tinha, de ser feliz ao lado de Ciel.

Sebastian e Ciel só se viam à noite. O guarda insistia que seria melhor manter um pouco de distancia, e graças à isso os dois passavam cada vez menos tempo juntos. Ciel ainda sentia falta de ter companhia ao seu lado durante a noite, mas aprendeu a conviver com isso, apesar de que às vezes o garoto se acomodava na cama do guarda no meio da noite e só saia de lá pela manhã.

A luz do dia começava a aparecer, timidamente anunciando a chegada do amanhecer. Ciel dormia pesadamente em sua cama, envolto em vários cobertores, o frio como sempre se fazendo presente. O dia anterior tinha sido cansativo e estressante. Elizabeth insistira para conhecer o reino, e mesmo com Ciel dizendo que não havia nada para ver, a garota não desistiu da ideia.

E então depois de muita insistência Elizabeth arrastou Ciel consigo para fora do castelo. Os dois andaram pelas florestas de pinheiros, foram até o lago, cumprimentaram algumas pessoas e ao final da manhã fizeram uma visita ao conselho do reino. Os conselheiros do reino, que alias, apoiavam com todas as forças a união de Ciel e Elizabeth.

Ao fim do dia Ciel estava péssimo, os pés latejavam e a voz estridente e animada de Elizabeth ecoava em sua cabeça. Era como se o rei fosse capaz de ouvi-la chamando por seu nome a todo o momento, mesmo que a garota já não estivesse presente. A noite chegou e então Ciel finalmente conseguiu se afastar de sua noiva. O rei apenas se acomodou em sua cama e naquele momento o cansaço era tanto que ele nem sequer se lembrou de procurar por Sebastian. Ciel adormeceu instantes depois de se deitar.

Sebastian percebeu a ausência de Ciel no castelo e logo fora informando de que o rei estava passeando com sua noiva. O guarda sabia que não havia motivos para ciúmes, mas sentiu se incomodado mesmo assim. Sebastian foi o primeiro a insistir na aproximação de Ciel e agora que isso estava ocorrendo, o guarda sentia-se arrependido. O guarda deitou-se para dormir tarde da noite, mas ficou rolando de um lado para o outro na cama ao invés de adormecer. Sebastian achou que Ciel apareceria, mas isso não ocorreu.

O guarda acordou mais cedo que de costume naquela manhã e após trocar de roupa decidiu procurar por Ciel. Sebastian saiu de seu quarto e foi em direção ao de Ciel. O castelo estava em completo silencio, até mesmo os empregados ainda não haviam começando com seus afazeres. O guarda calmamente abriu a porta e ao entrar no quarto se deparou com Ciel afundado em meio aos cobertores. Os olhos fechados e a respiração pesada se fazendo presente.

Ciel não sabia disso, mas quase todos os dias o guarda o observava enquanto dormia. Isso era um hábito que Sebastian adquiriu desde que se descobriu interessado em Ciel. Na época o guarda sequer chegou a imaginar que algum dia teria algo com o rei e como não podia se aproximar, o observava em silencio pela manhã bem cedo e também durante as madrugadas.

Sebastian olhou Ciel por um bom tempo antes de decidir se aproximar. Ciel dormia tão tranquilamente que o guarda tinha até pena de acordá-lo. O guarda sentou-se ao lado de Ciel, acomodando-se no espaço que lhe pertencia na cama do rei. Ciel se mexeu um pouco, mas pareceu não acordar. O guarda então calmamente tocou o topo da cabeça de Ciel e calmamente ajeitou os fios de cabelo que lhe cobriam os olhos.

— Bom dia. – Sebastian falou baixinho ao ver Ciel abrindo os olhos.

— Bom dia. – Ciel murmurou.

O garoto apoiou um dos braços em Sebastian e então escondeu o rosto em sua coxa. Estava cedo demais e Ciel apenas queria voltar a dormir. Sebastian afastou o braço de Ciel e deixou o corpo escorregar, deitando-se ao lado dele.

— Não durma de novo. – Sebastian falou, beijando a testa de Ciel.

— Mas eu estou com sono.

Sebastian ignorou o sono que Ciel sentia e passou a beijar o rosto do rei. O guarda beijou lhe a face em vários lugares e por fim encostou os lábios aos do garoto em um longo selinho. Ciel permaneceu quieto, os olhos ainda fechados. Sebastian mordeu o lábio inferior de Ciel, puxando-o e depois passou a língua pelos lábios do garoto.

Ciel começava a ficar inquieto, o corpo aproximando-se cada vez mais do guarda. O rei então abriu a boca, deixando o guarda aprofundar o beijo. Os braços de Ciel foram em direção a cintura do guarda, abraçando-o com força. Ciel não gostava de admitir, mas sentia extrema falta das caricias de Sebastian.

O guarda beijava Ciel com pressa, aproveitando um dos poucos momentos que teriam juntos naquele dia. Sebastian afastou-se dos lábios do rei e então beijou lhe o queixo. Seus lábios desceram pelo pescoço de Ciel, sugando a pele e deixando marcas levemente avermelhadas na pele clara do garoto.

O rei gemia baixinho, sentindo a pele arrepiar a cada toque dos lábios quentes do guarda. Sebastian continuou a beijar a pele de Ciel e aos poucos afundou embaixo dos cobertores. As mãos do guarda rapidamente levantaram a parte de cima do pijama do rei, deixando a barriga do garoto à mostra.

A língua de Sebastian passeou pela barriga do garoto, deixando uma trilha de saliva. Ciel se mexia na cama, a excitação tomando conta de seu corpo. O guarda mordeu a pele de Ciel enquanto abaixava a calça do garoto com pressa, deixando o completamente nu. O rei assustou-se um pouco com as caricias apressadas, mas não disse nada.

Sebastian passou a sugar a pele de Ciel e aos poucos ergueu as pernas do garoto apoiando-as em seu ombro. O cobertor que cobria Sebastian escorregou, fazendo com que Ciel corasse ao ver a posição vergonhosa em que se encontrava naquele momento.

— Sebastian pare... Ah...

O guarda tinha pressa, fazia algum tempo desde a última vez em que tocara Ciel daquela maneira de modo que não podia e nem estava disposto a parar com as caricias. O guarda passou a língua pela virilha de Ciel, e aos poucos se aproximou do membro recém desperto do rei.

Ciel fechou os olhos, tentando esquecer que suas pernas estavam completamente abertas. O rei sentia vergonha por estar daquele jeito, e mesmo que tentasse se acalmar a vergonha incômoda não sumia.

Sebastian passou a língua pelo membro de Ciel, acariciando-o sem pressa. Seus dedos apertavam o quadril do garoto com força, trazendo-o para mais perto de si. A boca de Sebastian envolveu a ponta do pênis de Ciel, sugando com força e arrancando gemidos acanhados do garoto.

A língua do guarda passeou pela glande em movimentos circulares, enquanto sua mão subia e descia, masturbando-o. Ciel mordeu o lábio inferior com força, tentando segurar os gemidos altos que insistiam em querer escapar por sua boca e os dedos pequenos do garoto afundavam no colchão macio da cama.

Os olhos de Ciel fecharam-se com força quando Sebastian passou a chupá-lo mais intensamente. A boca do guarda subia e descia, engolindo um pouco mais da extensão de Ciel a cada instante. Os dedos do guarda arranhavam a pele delicada de Ciel, a respiração quente que saia por suas narinas ia de encontro a pele fria do rei. O contanto cálido entre os corpos deixava o ambiente mais quente.

O guarda afastou a mão do pênis de Ciel, deixando o caminho livre para que pudesse acariciar o garoto somente com a boca. Sebastian engoliu Ciel por inteiro, o membro rígido do garoto alcançando o fundo de sua boca. Ciel sentia o corpo inteiro tremer e fraquejar, o garoto mordera o lábio com tanta força que o gosto de sangue inundou sua boca.

Sebastian sentia cada veia do pênis de Ciel roçando em sua língua, causando uma sensação estranhamente prazerosa. A boca do guarda passou a se mover com ânsia, subindo e descendo rapidamente e depois diminuindo o ritmo aos poucos.

— Se-Sebastian... Sebastian. – Ciel pronunciava o nome do guarda com desejo, sua voz soando mais alta do que gostaria.

Um gemido mais longo e alto foi ouvido, o corpo de Ciel se projetava para frente, indo de encontro ao rosto do guarda e então todas as forças de Ciel se esgotaram e o garoto gozou na boca do guarda, contorcendo-se.

Sebastian levantou-se e passou a fitar Ciel. O guarda sentia-se privilegiado por poder ver seu rei assim. Eu divido a atenção dele com outras pessoas, mas somente eu o vejo assim, Sebastian pensou sorrindo.

O guarda andou rumo ao banheiro, o membro ereto sendo espremido pela calça de lã. Já era tarde e a qualquer momento Elizabeth bateria na porta do rei. Sebastian sequer teria tempo para continuar o que havia começado com Ciel, mas naquele momento apenas tocar o rei já lhe era suficiente. O guarda limpou os resquícios de sêmen que escorriam por seu rosto e após arrumar o cabelo voltou para o quarto.

Ciel permanecia deitado na mesma posição. O corpo nu à mostra, os olhos azuis olhando para o teto. Sebastian olhou atentamente para Ciel mais uma vez, devorando o corpo magro do rei com os olhos e imaginando como seria torturante para Elizabeth ver seu querido noivo daquela maneira. Elizabeth tinha a companhia de Ciel e sentia-se feliz com isso, mas o corpo e coração de Ciel pertenciam a Sebastian e isso a garota jamais teria.

— Eu tenho que ir agora. – Sebastian falou em meio a um suspiro de desânimo.

— Você já vai? Mas nós... – Ciel pretendia dizer que eles não haviam terminado o que começaram, mas não teve coragem suficiente para terminar a frase.

— Eu não quero ir, mas preciso. Adoraria ficar aqui e continuar o que comecei. — Sebastian sorriu maliciosamente. — Mas não posso. Elizabeth chegará em breve e eu não pretendo colocar nosso plano em risco, independente do desejo que meu corpo sentir.

O rei estava decepcionado, mas fez de tudo para não deixar isso transparecer. Ciel queria que o guarda ficasse ali e queria poder tê-lo perto de si sempre que quisesse, mas infelizmente isso não se fazia possível no momento. O guarda se aproximou, ficando próximo a beirada da cama.

— Venha até aqui, Ciel.

O rei olhou para Sebastian durante alguns segundos antes de se levantar e engatinhar até o guarda. Ciel se ajoelhou na cama, ficando próximo ao tronco do guarda. Sebastian então o abraçou.

—Eu não quero viver assim para sempre, eu quero poder ter você sempre que quiser. Eu te quero tanto... Eu te quero agora, mas não posso tê-lo por ainda estarmos nesse maldito castelo. Eu vou me ausentar por alguns dias. Preciso ter certeza de que realmente temos um lugar para ficar quando fugirmos.

— Para onde você vai?

— Não posso dizer ainda, mas prometo te contar quando voltar. Eu parto amanhã pela manhã e volto daqui cerca de três dias.

Ciel não queria que Sebastian fosse, mas era preciso. Se conseguissem escapar daquele castelo poderiam viver melhor e sem sombra de dúvida teriam mais liberdade do que tinham ali. O guarda se abaixou e novamente beijou Ciel. O beijo foi rápido, mas ainda sim intenso.

— Venho te fazer companhia mais tarde. – Sebastian sussurrou no ouvido de Ciel.

A voz do guarda, e o que calor que escapava por seus lábios fizeram Ciel se arrepiar mais uma vez. O rei não soube o que responder então apenas acenou com a cabeça.

— Nos vemos mais tarde, jovem rei. – Sebastian falou, lembrando-se que não chamava Ciel de jovem rei há um bom tempo.

— Até mais tarde. – O rei respondeu sem se importar em ser chamado assim.

O guarda saiu do quarto e rapidamente desceu as escadas. O castelo tornava se barulhento, as cozinheiras preparavam o café da manhã e todos os guardas já estavam à postos. O rei voltou a deitar-se, cobrindo o corpo nu com as cobertas. Ciel ainda estava excitado e seu corpo clamava pelo guarda escandalosamente.

A distância que era obrigado a manter de Sebastian e a falta de liberdade que tinha deixavam Ciel sufocado. O rei temia pela fuga no começo, mas depois de muito pensar decidiu que precisava daquilo para ser feliz, para conseguir ter paz. Ciel não sabia dizer ao certo quando se tornou tão dependente do guarda e isso também não importava muito. A única coisa que Ciel sabia era que não dava para voltar a viver como antes.

O corpo e a mente de Ciel já não eram os mesmos. O garoto se sentia solitário e seu corpo sentia falta das caricias de Sebastian. Seu dia não era o mesmo quando não via o guarda e até mesmo dormir havia se tornando uma tarefa difícil. Ciel nunca fez planos para o futuro e nem chegou a imaginar que viveria o que estava vivendo agora, mas depois dos últimos acontecimentos o rei até mesmo conseguia imaginar um futuro para si. Um futuro que incluía Sebastian e mais ninguém.

Notas finais
Continuem comigo. Bjo bjo, até a próxima