O Reencontro

13 Recomeço - Parte I


Notas iniciais
Olá, eu sei que eu sumi, tive um bloqueio terrível com essa história. Mas voltei! O capítulo foi dividido da seguinte forma: Parte I: Beward (esse) Parte II: Alisper Parte III: Rosmett Espero que gostem!

Edward

Eu estava sozinho.

Assim que despertei a primeira coisa que fiz foi tatear em volta, mas o espaço ao meu lado no tapete já estava começando a esfriar.

É claro que ela tinha fugido. Eu deveria ter explicado tudo. Deveria ter dito a verdade, mas tê-la ali, no nosso riacho, completamente nua, tão perto... Conversar com a borboleta não era tão fácil mesmo quando vestidos e em público.

Essa noite não poderia ter sido diferente. Eu tentei de todas as formas me controlar. Esclarecer, insistir, fazê-la entender toda a verdade. Mas foram oito anos sem ela, oito anos sem nenhuma outra mulher. O corpo controlou a mente.

E, porra, tê-la em meus braços depois de tantos anos, depois daquela primeira e última vez. Pra nós, para ela, para mim.

Eu fiquei triste por saber que ela tinha, assim como eu, ficado parada no tempo.

As consequências daquele tempo foram sérias. E ainda tem gente que acha que um amor adolescente é uma bobagem. Que é algo sempre passageiro, que não marca.

Éramos a prova contrária a isso, muito provavelmente uma raríssima exceção. Levamos oito fodidos anos travados, sem viver realmente, no sentido romântico da coisa.

E por quê? Havia algum motivo para estarmos sós atualmente. Algum motivo pelo qual a vida, o destino, Deus, ou nossos próprios fantasmas não permitiram que seguíssemos em frente.

O que eu faria agora? Aconteceu novamente. Eu a amava, ela me amava. Porém eu havia perdido sua confiança há muitos anos, um pouco por minha própria culpa e o restante pela chantagem de Tanya.

Eu nunca mais a vi depois daquele dia, mas talvez ela ainda tivesse aquele vídeo e isso ainda me preocupava.

Quando eu comecei a ficar famoso, tive medo que minha ex-amiga e caso aparecesse para infernizar minha vida novamente e por tabela estragar a vida da garota que eu amava, que eu não fazia ideia em que parte do mundo estava. Talvez ela ainda estivesse em Los Angeles, onde eu sabia que ela havia feito sua faculdade. Duvidava muito que Bella voltasse para Forks depois de formada, ela odiava, não o lugar, mas as pessoas que ali habitavam. Ela poderia estar em qualquer lugar do mundo.

Eu pensei em procurá-la por diversas vezes, tinha influência e dinheiro para isso, mas a chantagem ainda existia. Se por algum milagre eu e a Bella ficássemos juntos, isso com certeza chegaria aos ouvidos da Tanya, eu era uma pessoa pública afinal, não sabia que tipo de pessoa Tanya era hoje, se fosse a mesma de antes isso não seria uma coisa boa.

Mas o passado já tinha ido, e eu deveria pensar no agora.

E agora, não importava o quanto ela fugisse, eu lutaria por Bella. Esse fantasma da chantagem ainda nos assombraria, mas eu faria uma coisa de cada vez. E primeiro eu tinha que falar toda a verdade para ela. Todos os detalhes. Depois pensaria no resto.

Em segundos eu já estava no meu carro deixando o local, onde eu tinha passado praticamente todo aquele dia. Meu lugar preferido em Forks. O nosso lugar.

Eu dirigi determinado, estacionei o carro alugado em frente a minha casa, partindo para o quintal ao lado.

Eu parei por um segundo notando a mulher entrando no carona do carro estacionado ali na frente. Ainda com a porta aberta ela tirou os óculos e me olhou.

Já havia se passado oito anos e ela claramente tinha mudado muito, mas eu reconheceria Tanya Denali em qualquer lugar.

Eu fiquei apenas com a impressão de ter visto um "sinto muito" em seus lábios, antes do carro arrancar.

Eu fiquei paralisado por um momento. Se tinha uma pessoa que me fazia sentir ódio era aquela mulher. Ela destruiu a minha chance de ser feliz com a garota que eu amava, e agora que eu estava tentando consertar as coisas ela aparecia de novo?

O que ela estava fazendo na casa da Bella? Por que ela tinha que voltar para nos infernizar?

Apressei-me em chegar a porta, eu não poderia deixar que minha Borboleta fugisse, não depois dessa noite, não depois de tê-la em meus braços, no lugar de onde ela nunca deveria sair.

Praticamente grudei meu dedo na campainha, ela precisava falar comigo. Eu estava ainda mais aflito por ter visto Tanya saindo dali.

Eu estava preparando um discurso mentalmente, preparado para convencer Bella da forma que fosse possível que deveríamos ficar juntos. Nos amávamos e isso já era motivo o bastante.

Eu imaginei que ela pudesse ter várias reações a me ver ali, mas fui felizmente surpreendido por uma Bella emocionada constatando o fato mais certo do universo.

— Você me ama. – ela disse, parecia desacreditada, mas feliz. Eu sorri pela sua reacão.

— Sim, eu amo, Borboleta. – tratei de confirmar rapidamente. Repetiria quantas vezes ela quisesse, pelo resto dos meus dias.

E então ela se jogou sobre mim, não estava preparado para isso e dei um passo para trás antes de envolvê-la em meus braços. Seus lábios chocaram-se contra os meus. Eu não pude fazer nada a não ser beijá-la como se minha vida dependesse disso, talvez dependesse.

Não estava entendendo sua reação, mas sentia que tudo estava nos eixos, eu estava no lugar certo. Bella me queria, da mesma forma que eu a queria, e nós ficaríamos juntos. Para sempre. Pois sobre hipótese alguma eu permitiria que ela saísse dos meus braços novamente.

— O que a Tanya estava fazendo aqui? – perguntei assim que nossos lábios se afastaram. — O que ela te disse?

Bella respirou fundo, dando espaço para que eu entrasse e fechou a porta. Ela me estendeu a mão e caminhamos juntos até o sofá.

— Ela me contou tudo. – soltou.

— Tudo o que? – perguntei desconfiado, Tanya poderia ter dito qualquer coisa, mas, ainda assim, eu tinha uma sensação boa, se ela tivesse me ferrado ainda mais, Bella não estaria tendo essa reação maravilhosa.

— Ela falou sobre a chantagem. – ela procurou alguma coisa sobre o sofá e levantou no ar. Era o CD, aquele que tinha o vídeo da nossa primeira vez, o mesmo que Tanya tinha gravado usado para me chantagear, a última vez que eu vi aquele CD eu fui obrigado a fazer a coisa mais difícil da minha vida.

— Bella... – eu não sabia o que dizer.

— Eu pensei tão mal de você por todo esse tempo... – ela fungou.

— Eu não tive culpa pela chantagem, não pude fazer nada naquele dia a não ser o que ela queria, aquilo foi tão difícil... mas eu não sou totalmente inocente, Borboleta. Cometi erros idiotas com você antes disso, eu...

— Você tinha vergonha de mim. – ela me interrompeu.

— Não era vergonha de você especificamente, era de quem você parecia ser para os outros, na minha mente idiota de adolescente eu só pensava em ser popular, em andar com pessoas "legais" – fiz aspas com as mãos – que iam a festas, bebiam, fumavam um baseado e transavam como coelhos em qualquer local que tivessem oportunidade. Deus! Eu tinha bosta na minha cabeça naquela época. – tapei meu rosto com as mãos, claramente envergonhado. Nós nunca havíamos conversado sobre isso.

— Eu aceitava a situação, então sou tão culpada quanto. – ela respondeu.

— Minha cota de erros foi bem maior que a sua, Borboleta. – ela sorriu. Eu amava aquela imagem. — Mas eu estou disposto a não errar mais, não serei perfeito, mas farei o meu melhor, se você me der uma segunda chance.

— Eu acho que eu já dei, meio que inconscientemente, algumas horas atrás. – ela sorriu corando.

— Sendo assim... – disse me levantando e me ajoelhando a sua frente. — Preciso fazer algo, estou oito anos atrasado.

— Depois de tudo isso, pode ter certeza de que independente do pedido, eu direi sim. – meu sorriso quase rasgou meu rosto.

— Cuidado, Promotora Swan.

— Eu sou uma garota corajosa, Cullen. Não pareço, mas sou.

— Eu sei que é. E você merece tudo perfeito, por isso estou te pedindo em namoro, só porque não tenho um anel aqui agora. – Peguei sua mão. — Eu já anunciei o pedido e já tenho sua resposta. Mas vamos fazer isso da forma certa: Quer namorar comigo, Borboleta?

— Sim, eu quero isso desde que eu aprendi a engatinhar. – nós rimos juntos, e eu me levantei beijando-a, caímos deitados no sofá, entre risos e beijos. Eu estava completo novamente.

***

Eu espantei com o corpo dolorido, eu estava deitado no sofá de Bella, seu corpo pequeno por cima do meu, nossas roupas espalhadas pelo chão, era tão perfeito estar com ela. Nós acabamos pegando no sono, mal havíamos dormido essa noite, mas eu precisava levantar. O Lucca já devia ter acordado e estar me procurando, tinha prometido levar ele a quermesse da FHS. O som da campainha chamou minha atenção, acho que foi isso que me despertou. Coloquei Bella para o lado com cuidado, para não acordá-la, ela devia estar exausta, quase não havia dormido nada, mas foi por uma excelente causa, me levantei, catando minha calça jeans no chão, vestindo-a rapidamente, antes que o apressado acordasse a Bella.

Abri a porta assim que terminei de abotoar a calça, ainda sem camisa, sabia que não estava nada apresentável, mas...

O homem loiro me encarava de cima a baixo, por um momento achei estranho, mas depois o reconheci, eu o vi saindo daqui ontem, Rose havia me dito que era o ex da Bella.

— Eu quero falar com a Bella. – disse sério. Mas deu pra notar uma pontada de raiva direcionada a mim em seu olhar.

— Ela está dormindo. – disse dando um passo a frente e trancando a porta atrás de mim.

— Quem é você? – ele perguntou. Seu maxilar travado.

— Sério? – perguntei. Era impossível que ele não soubesse quem eu era.

— Eu só estou tentando entender o que Edward Cullen está fazendo na casa da minha... – ele se calou, para sorte dele. Ela não era mais nada dele.

— Isso é simples. Sou o namorado da Bella. – eu disse, ele balançou a cabeça negativamente.

— Você só pode estar brincando... – parecia incrédulo.

— Por que estaria?

— A Bella era minha namorada. – ele afirmou.

— Acho que a forma como conjugou o verbo já diz tudo. Se ela terminou com você, é porque você não é quem ela quer. E agora nós voltamos... – falei sério.

— Voltaram?

— Olha cara, você pode ligar pra Bella depois e pedir a ela que te conte toda a história, se ela quiser te atender, mas agora o importante é que você saiba que ela não está disponível, estamos namorando e vamos nos casar em breve. – afirmei.

— Casar? – ele estava chocado.

— Sim, igreja, alianças, pessoas em seus melhores trajes...

Ele abriu a boca, mas não falou nada, parecia chocado, contrariado e triste. Eu o entendia, perder a Bella era difícil, eu já tinha passado por isso, mas não passaria nunca mais.

— Só diz pra ela que eu estive aqui. – disse e saiu, entrando em seu carro.

Eu voltei para dentro encontrando uma Bella despertando no sofá, ela esfregou os olhos e os abriu, sorrindo para mim. Tão linda...

— Bom dia, bela adormecida.

— Nossa, quanto tempo eu não ouvia isso de manhã. – ela comentou se espreguiçando.

— Vai se acostumar novamente.

— Tinha alguém na porta? – ela perguntou sentando-se. Era bom ela vestir uma roupa logo, ou não sairíamos daquela casa hoje.

— Sim. – fiz uma careta ao lembrar do visitante indesejado. — Seu ex-namorado pediu pra avisar que esteve aqui.

— Demetri? Ele não falou mais nada? – ela pareceu despertar.

— Só perguntou por você, eu disse que estava dormindo, aí ele me reconheceu e perguntou o que eu estava fazendo aqui, eu disse que era seu namorado. – resumi.

— Você disse? – ela me olhou séria.

— Fiz errado? – perguntei devolvendo o olhar sério. Ela pretendia esconder nosso namoro do ex?

— Não, é só que nossa situação é complicada. – ela disse.

— Nossa?

— Não nossa, – ela gesticulou entre a gente – a minha e a dele.

— Você gosta dele? – tive medo da resposta, mas ainda assim perguntei, talvez o caminho não estivesse tão livre quanto eu imaginava.

Bella levantou e veio até mim, parado em sua sala.

— Sim, eu gosto. E por isso não deu certo. O Demi é um cara maravilhoso, é impossível não gostar dele, mas eu sempre amei outro homem, então... – ela deu de ombros.

— Sempre amou outro homem? – eu sorri.

— Sim, sempre amei você.

— Eu também não consegui seguir em frente, Borboleta. Meu coração sempre foi só seu.

— E a mãe do Lucca? – ela perguntou. Eu sabia que uma hora ou outra teria que esclarecer isso, por mais que falar dela me deixasse triste.

— Isso é uma longa história.

— Eu quero ouvi-la. – ela disse interessada.

— Bem, eu conheci a Lo... – a campainha tocou.

— Quem será? – Bella perguntou, catando seu vestido da noite anterior no chão e se vestindo.

— Quer que eu atenda? – perguntei. Ela acenou positivamente. Eu fui para porta, mas ela me chamou e jogou minha camisa.

— Pare de abrir minha porta seminu, sei que é gostoso, mas não precisa mostrar isso ao mundo...

— Sou gostoso, é? – perguntei divertido.

— Foco, Cullen. Atenda a porta. – ela mandou. Estava adorando essa versão mandona dela.

Eu vesti a camisa social ainda sem abotoá-la e abri a porta.

— Pai? – meu filho me olhou confuso, enquanto minha prima arqueava as sobrancelhas.

— Ei, garotão! – estendi meus braços e ele logo veio pro meu colo.

— Isso significa o que eu to pensando? – Rose perguntou.

— Se você tiver pensando que eu e Bella estamos finalmente namorando, então sim. – respondi.

— O que? – Lucca perguntou se remexendo em meu colo.

— Sim, eu e a tia Bella estamos namorando. – confirmei para o menino que colocou a mão no queixo e fez a melhor cara de pensativo.

— Mas ela era a minha namorada, papai. – ele disse.

— Desculpe por isso, bebê. – eu ri. – Não era minha intenção roubar sua garota.

Rose nos observava sorrindo. Lucca se aproximou do meu ouvido sussurrando.

— Ela vai ser minha mamãe agora? – meu coração se encheu com aquilo.

— Temos que conversar com ela sobre isso, mas acho que ela adoraria te ter como filho. – respondi. Era palpável o amor entre os dois.

— Legal! Eu vou ter duas mamães. – ele comentou.

— É, você vai.

— Edward, quem é? – Bella se aproximou abrindo a porta e nos encontrando ali.

— Rose, bom dia! – ela cumprimentou minha prima que sorriu cumprisse para ela.

— Mesmo vestido de ontem, em? – minha prima comentou, fazendo a amiga corar.

— Rose! – Bella ralhou. Eu ri.

— Tia Bella! – Lucca se mexeu em meu colo esticando os braços para minha namorada. Era tão bom usar essa palavra para me referir à Borboleta.

— Oi, lindo. – Bella estendeu os braços pegando meu filho. Eu não podia nem descrever o que eu sentia quando via os dois juntos.

— Tia Bella, agora que você é namorada do papai vamos poder morar com você? – ele perguntou.

— Lucca!

— O que? – ele disse abrindo as mãozinhas, como se não tivesse perguntado nada de mais.

— Ainda é cedo para isso, querido. – Bella respondeu. — Mas um dia, quem sabe.

— Um dia com certeza. – a corrigi, fazendo minha garota sorrir. Bella seria minha esposa o mais rápido possível, eu já havia esperado tanto tempo...

— Vocês são tão fofos juntos. – Rose comentou. — Estou curiosa, acho que precisamos conversar, Swan. – Rose sugeriu. Ela estava me expulsando?

— Acho melhor eu ir me arrumar, nós dois na verdade. – falei.

— Mas papai... – Lucca reclamou.

— Você não quer ir à festa da escola? – perguntei.

— Vai ter algodão doce? – ele perguntou interessado.

— Sim, vai ter.

— Oba!!! – ele comemorou, estendendo os braços pra mim. Eu o peguei do colo. — Você vai também, né, tia Bella?

— Claro, bebê.

— Passo aqui às 14h00min? – perguntei.

— Sim, às 14h00min tá ótimo. – ela respondeu.

Eu me aproximei, beijando delicadamente os seus lábios. Meu filho comemorou o ato, nos fazendo sorrir.

Caminhei para o quintal ao lado ouvindo meu filho falar sobre a noite de ontem, na qual ele viu filme de heróis com minha mãe e comeram pipoca.

Assim que abri a porta, Lucca pulou do meu colo indo até a sala de jantar, onde minha mãe tinha acabado de pôr a mesa do almoço.

— Vovó, o papai tá namorando a tia Bella!

— O que?! – minha irmã perguntou descendo as escadas.

— Como assim filho? Isso é verdade? – minha mãe perguntou.

— Sim. Nos acertamos. – respondi com os melhor dos sorrisos.

— Isso é maravilhoso, filho. Mas eu ainda preciso entender essa história. – mamãe falou.

— Talvez seja melhor deixar o passado para trás.

— Eu não consigo acreditar que se acertaram depois de tudo, maninho. – Alice comemorou, me abraçando.

— Nunca é tarde para ser feliz, Alice.

— Será? – ela perguntou.

— Com certeza! – foi minha mãe quem respondeu. Ela trocou um olhar estranho com minha irmã. Eu sentia que estava por fora de algo.

To perdendo algo? – perguntei.

— Coisas do passado... – Alice respondeu.

— Entendo. – disse esfregando o rosto. Com certeza era algo relacionado à paternidade da Meg.

— Eu estou feliz que tenha encontrado uma namorada, meu filho. – mamãe me abraçou.

— E aliviada por eu não ser gay? – perguntei rindo.

— Você sabe que eu não me importaria se fosse o caso. – ela beijou meu rosto.

— Eu vou tomar um banho e depois desço pra almoçar, pode dar comida ao Lucca? – pedi.

— Sim.

— Você pode me dar na boca, vovó? – Lucca perguntou manhoso.

— Claro, meu amorzinho. – pude ouvir minha mãe mimando meu filho, enquanto subia as escadas.

O sorriso bobo morava em meu rosto. Isso era muito inacreditável, depois de tanto tempo.

***

Eu estava animado por sair com Bella, nós nunca havíamos feito isso antes. Bem, não em público, tínhamos as tardes de sábado no chalé e alguns amassos em locais escondidos, a única vez que saímos juntos para todo mundo ver foi no luau, e aquele era um momento para ser esquecido.

Lucca parecia igualmente animado quando tocamos a campainha de Bella às 14h00min em ponto, não sei se por estarmos saindo juntos ou pela expectativa de comer algodão doce, ele era uma formiguinha.

— Chegamos. – anunciei estacionando meu carro na área reservada, a quermesse aconteceria no parque de Forks que ficava em frente ao centro comercial da cidade.

Desci do carro abrindo a porta para Bella, que apenas sorriu pra mim. Ela estava claramente nervosa, provavelmente por estar aqui comigo na presença de todas aquelas pessoas que presenciaram aquilo anos atrás. Eu abri a porta de trás tirando o Lucca da cadeirinha.

— Podemos comer algodão doce agora, papai? – Lucca perguntou ansioso.

— Calma, fominha. Acabamos de chegar. – ele fez bico.

— Acho que eu também quero um algodão doce agora. – Bella disse.

— Bem, acho que sou minoria aqui. Vamos ao algodão doce. – disse me encaminhando a carrocinha.

— Eu quero um azul. – meu filho pediu ao homem do carrinho. — E um rosa pra tia Bella.

— Você não vai querer? – Bella perguntou.

— Tenho certeza que você pode dividir comigo, Borboleta.

— Não esteja certo disso, Cullen. – ela reclamou, mas em seguida levou um pedaço a minha boca, eu comi o doce e depois beijei seus lábios.

— Vocês beijam demais. – meu filho comentou rindo.

— Como assim beijamos demais? Você quer uns beijinhos também, é? – o peguei do colo beijando seu rosto enquanto ele gargalhava.

— Seu não, papai. Da tia Bella. – ele disse fazendo biquinho na direção da minha garota. Que se aproximou enchendo seu rosto de beijos, ele ficou todo sujo de batom rosa.

— Eu te sujei todo. – Bella riu, tirando um lencinho da sua bolsa e limpando o rostinho dele, que ainda estava no meu colo.

— Não tem problema, tia Bella, você é linda, pode me beijar à vontade.

— Oh, que gracinha. Você é muito galanteador.

— O que é gateador?

— É galanteador, filho. É quando você fala palavras bonitas para conquistar alguém.

— Ah tá. Foi o tio Memmet que me ensinou, disse que se eu falasse que as mulheres eram lindas elas iam cair da minha. – explicou.

Eu e Bella gargalhamos. Definitivamente meu filho passava tempo demais com Emmett.

— Edward! – virei por reflexo ao ser chamado. Jéssica Stanley, ou melhor, Newton se aproximou com um garoto um pouco mais velho que o Lucca.

— Oi. – cumprimentei educadamente.

— Novamente em Forks, não? Pensei que o grande astro do futebol europeu nunca mais fosse pisar na nossa humilde cidade. – ela comentou debochada.

— Confesso que, fora os meus pais, não senti muita saudade das pessoas daqui. – revirei os olhos.

— Cuspindo no prato que comeu? – eu a encarei sério pelo comentário desnecessário. — Estou brincando, querido.

Sorri sem humor.

— E essa gracinha, tão lindinho. – ela apertou a bochecha de Lucca, que fez uma careta. – Olha, George um amiguinho para você brincar. – ela falou para o garoto que estava com cara de tédio e continuou assim.

— Tia Bella. – Lucca chamou estendendo os braços para minha namorada, que o pegou prontamente.

— Ah, oi, Bella! Não tinha te visto.

— Oi, Jéssica. – Bella cumprimentou.

— Então, você também nunca mais apareceu por aqui, a cidade melhorou bastante depois que o Mike assumiu a prefeitura, eu me formei em jornalismo, sou secretária de comunicação da cidade.

— Isso está dentro da lei? – perguntei. Bella riu.

— Para isso que servem os políticos, criarem novas leis. – ela piscou.

— É, estamos vendo. – respondi.

— Então, Bella o que tem feito da vida, vejo que melhorou bastante? – Jéssica perguntou olhando a borboleta de cima a baixo com cara de inveja.

— Ela continua maravilhosa como sempre foi. – declarei.

— Sou promotora de justiça. – Bella respondeu.

— Ah, claro. Você gostava de estudar, com certeza teria um trabalho de responsabilidade elevada. Mas me diz, é só isso? Nada de marido, filhos...

— Eu ainda não tenho vinte cinco. – ela respondeu dando de ombros.

— Cuidado, querida, daqui pros trinta é um pulo. Você não tem um gato, tem?

— Um namorado e em breve marido. – respondi por ela. Eu realmente não tinha ideia se Bella tinha ou não um gato, nós não tivemos muito tempo ainda, para nos redescobrirmos.

— Sério? Onde ele está? – Jéssica procurou em volta. – Aliais vocês parecem bem íntimos, mesmo depois daquele barraco da formatura.

— Um casal deve ser íntimo, não é, meu amor? ‒ disse beijando minha namorada. Jéssica arregalou os olhos.

― Vocês estão juntos, afinal... ‒ comentou. ― Bem, não se pode lutar contra o destino não é? ‒ disse sem graça.

― É verdade. Bella é a mulher da minha vida. ‒ minha borboleta sorriu para mim.

― Sabe não sei como a mídia podia falar que você era gay.

― Vocês jornalistas adoram inventar coisas.

― Fazer o que? Mas que tal revertemos a situação? Uma foto para o jornal local...

― Eu não sei. ‒ Bella respondeu.

― Acho melhor os jornalistas não descobrirem que eu estou em Forks, aqui é o único lugar que ninguém me para na rua.

― Prometo que só vai ao ar na segunda-feira. ‒ Jéssica disse animada. ― Vamos lá, só uma foto.

Eu puxei Bella para perto.

― Tem certeza? ‒ ela sussurrou para mim.

― O mundo precisa descobrir que eu não sou gay. ‒ brinquei, fazendo com que ela risse.

― Eu sei que você não é. ‒ ela beijou meu rosto. Nesse momento sentimos o flash da câmera.

― De frente agora. ‒ o fotografo, que tinha saído não sei de onde, pediu.

Bella ajeitou o meu filho em seu colo e posamos para outra foto, depois tiramos mais uma com Jéssica e o seu filho.

Depois que a primeira dama nos desalugou, rodamos pelo local, lavando Lucca em alguns brinquedos que tinham ali. Em algum momento da tarde, Rose e Emmett se juntaram a nós.

O dia havia sido divertido, talvez o melhor dia da minha vida, nunca que eu poderia imaginar que ao decidir voltar para Forks, conseguiria recuperar o grande amor da minha vida e ter a chance de ser plenamente feliz outra vez.

Mas aqui estávamos. Juntos e eu lutaria para que permanecêssemos assim para sempre.

Notas finais
Gente, fiquei muito tempo sem postar aqui, então preciso de muitos comentários para o bloqueio não voltar, ok? To com grupo das minhas fics no facebook: https://www.facebook.com/groups/1524828001090985/ Não vou falar muito porque to atrasada! Beijinhos!!!