O Reencontro

3 Lembranças e mais lembranças...


Notas iniciais
Olá! Faz muito tempo né?! Mas eu voltei e espero que agora seja pra ficar! Não atualizo minhas fics desde o ano passado, e tive vários motivos pra isso, mas acredito que agora eu consiga dar continuidade as fics. Quero agradecer imensamente a quem não me excluiu dos acompanhamentos. Espero que gostem do capítulo que está desde a ultima postagem pronto, mas só agora consegui postar. Nos vemos lá em baixo!

# BELLA #



Como em toda história clichê de colegial, havia o cara mais lindo e popular da escola, o capitão do time de futebol, o cara por quem as meninas viviam suspirando e que era sempre coroado o rei do baile. O cara por quem a menina invisível e nada popular era apaixonada.

Edward e eu começamos juntos na pré-escola, ele era meu vizinho e nós brincávamos juntos na escolinha, eu, ele, sua irmã gêmea Alice, Jake e Jéssica. Nós éramos amigos, mas existia uma afinidade muito grande entre Edward e eu, uma vez ele até me disse que me amava e que iriamos casar quando crescêssemos, nossa amizade durou pouco, até termos uns oito anos mais ou menos, foi quando os Cullens se mudaram para o Rio de Janeiro para ficar junto da sobrinha Rosálie que era órfã e vivia com a mãe de Esme Cullen que já era bem idosa, eles moraram lá por quatro anos, mas voltaram pra Forks quando a mãe de Esme faleceu, e eles trouxeram a Rose junto. Já não tínhamos mais aquela amizade de antes, eu tinha me tornado uma antissocial a Alice tentou até se aproximar, mas eu não dei abertura pra ele com aquele papo todo de moda e tal, já o Edward voltou bem diferente, ele estava metido, não era o mesmo Edward. Na escola ele começou a andar com o Mike e com a Tanya, e nem falava com os antigos amigos, Jacob passou a ter raiva dele por isso, e desde então se tornaram os piores inimigos. Já eu me tornei invisível aos olhos dele.

O tempo passou e a gente cresceu, mas a antiga paixão que eu nutria pro ele desde que me entendia por gente continuava ali, mas eu só podia observar de longe e pra mim isso bastava, eu imaginava que um dia ele olharia para mim e seriamos felizes para sempre. O tempo passou e enfim estávamos no último ano, Edward e eu éramos parceiros de laboratório e o que eu sempre esperei finalmente aconteceu, ele falava comigo. Durante toda ula nós conversávamos, mas era só na aula ou quando nos encontrávamos perto de casa, com o tempo percebi que ele só falava comigo quando não tinha ninguém por perto. Ele tinha vergonha de mim. Não queria ser visto com a garota nada popular que se vestia mal e só sabia estudar. Isso me deixou triste, mas eu aproveitava bem os momentos que ele falava comigo, ouvia atentamente quando ele falava sobre o seu sonho de ser o melhor jogador de futebol do mundo e jogar no Real Madrid, eu eu conversava sobre o meu sonho de ser uma promotora e depois uma juíza e colocar todos os criminosos do mundo na cadeia. Apesar de me sentir mal quando ele não falava comigo quando estava com a “turma” dele, ou quando a Tanya aprontava comigo e ele ria, eu estava cada dia mais apaixonada.

Ah se eu pudesse voltar no tempo... Lembro-me do dia em que tudo começou.

# Flash Back On #

Era sábado de manhã e eu não tinha nada para fazer, meu pai havia ido pescar e minha mãe tinha ido visitar minha vó que morava na Florida, eu não fui junto porque estava em semana de provas e mamãe havia viajado no meio da semana. Eu acordei cedo como de costume, não conseguia mais ficar na cama depois das sete, tomei meu café da manhã e fiquei de bobeira sem nada pra fazer já que minhas provas terminaram ontem, sendo assim não tinha nada pra estudar. Resolvi escrever um pouco, eu gostava muito de escrever poesia, não era muito boa, mas dava pra pôr os sentimentos pra fora. Peguei uma manta e um caderno e fui para o quintal, minha casa era a penúltima da rua, um pouco dentro da floresta, a última casa era a casa dos Cullen e nosso quintal era ligado um ao outro na lateral das casas. Estirei a manta, deitei de bruços e comecei a escrever.

Nos teus olhos...

Nos teus olhos vejo

O que faz a vida

O que inspira o sonho

Coragem pro abandono

Do que nos leva a pensar.

Vejo um mundo diferente

Uma esperança contente

A derrota da miséria

Que um sorriso tentou roubar.

E mais motivo me dá o brilho

Para que não me fuja a esperança

Para que a cada lembrança

Um verso brote do coração.

Nos teus olhos vejo

Um caminho...

Um destino...

Uma sina...

Vejo amor...

Vejo paz...

Uma esperança que traz

Minha força para lutar!

Lutar contra o mundo

Lutar contra tudo

Contra quem não vê

Que o caminho tem um destino

Iluminado...

Almejado...

Feliz...

Um destino só meu.

Nos teus olhos vejo

O motivo da alegria

Que sol traz a cada dia

Meu motivo pra viver!

— Linda poesia! — tomei um susto. E olhei pra trás. Edward me observava com um sorriso no rosto. Impossível não suspirar.

— Obrigada Edward. — corei, eu sempre corava quando ele estava por perto. Eu me sentei. Ele se sentou ao meu lado.

— Dia lindo né? — ele perguntou olhando para a floresta. Tinha vários passarinhos nas árvores, e borboletas voando em volta e o mais incrível de tudo, fazia sol! Eu amava o primavera.

— É, realmente muito lindo! — respondi.

— Então... tem algo especial para fazer hoje? — ele perguntou.

— Não, meus pais não estão em casa e eu não tenho ninguém pra conversar e nada para fazer.

— Ei! E eu sou o que? Você tem com quem conversar. — ele fingiu-se de ofendido.

— É verdade. — ri sem graça.

— Que tal se a gente fizesse alguma coisa juntos borboleta? — sorri. Edward me chamava de assim desde o Halloween em que eu me fantasiei de borboleta, eu tinha seis anos, e desde então ele sempre me chamava assim, mesmo quando mal me dirigia a palavra, quando ele precisava me pedir alguma coisa ou dar algum recado ele sempre me chamava assim.

— Tipo o que? Não vai sair com seus amigos hoje? — perguntei.

— Vou sair com você. Descobri um lugar incrível, um lugar secreto e eu queria muito dividi-lo com alguém especial. — ele falou me olhando profundamente. Ele disse que eu era especial...

— Tudo bem! Aonde é? — perguntei curiosa.

— Isso você só vai descobrir quando chegar lá. — ele disse misterioso.

— Então vamos, mas antes eu preciso guardar isso. — apontei para a manta e o caderno.

— Posso ficar com a poesia? — ele pediu e isso me surpreendeu.

— Er... Claro. — disse. Arranquei a página do meu caderno e entreguei a ele. Ele dobrou e guardou no bolso.

— Eu vou pegar minha mochila e vamos. — ele me disse antes de entrar pela porta dos fundos de sua casa. Eu entrei em casa e fui até o armário guardando a manta e depois fui ao meu quarto guardar o caderno. Voltei para o quintal trancando a casa. Edward me esperava em seu carro. Eu andaria em seu carro? E se os outros vissem?

Eu entrei e ele fechou os vidros que eram escuros e ligou o ar-condicionado. É... ninguém nos veria.

Ele pegou a estrada principal que passava na esquina da nossa rua, percebi que estávamos indo em direção a La Push, quando chegamos lá ele não pegou a rua principal que levava as praias e dobrou numa rua que adentrava a floresta e não era asfaltada, ele segui por mais uns minutos e a estrada acabou, mas ele continuou seguindo em frente e passou por cima das samambaias e pude ver que a estrada continuava só que ficava escondida pela vegetação. Cinco minutos depois paramos em frente a um lindo chalé, ele ficava numa clareira perfeita e cheia de flores, a sua frente passava um riacho de água cristalina com uma pequena cachoeira, atrás da casinha havia uma grande pedra cinza, um paredão, e envolta apenas árvores e a estrada que passava ao seu lado e terminava ali mesmo. Edward desceu do carro e eu fiz o mesmo Eu estava maravilhada com o lugar, parecia ter saído de um conto de fadas, Edward apenas olhava em silencio e sorria, aproveitando a beleza da paisagem.

— É o lugar mais lindo que já vi. — falei encantada.

— Era do meu avô. — eu o olhei. — Ele descobriu esse pequeno paraíso em uma caminhada e se encantou pelo lugar foi ele quem construiu a casa, e a estrada também. Ele deixou um mapa para o meu pai, mas ele não teve paciência para procurar o lugar, há um mês atrás eu achei o mapa nas coisas dele e perguntei do que se tratava, ele me contou a história e me deu o mapa caso eu quisesse procurar, eu encontrei em três dias, me orientando pelas árvores, acredita? O mato estava muito alto na estrada e desde então eu venho aqui, fiz uma pequena reforma no chalé e o abasteci com alimentos e lenha e outros produtos necessários para a sobrevivência. — ele disse orgulhoso de si.

— Nossa! Você fez tudo isso sozinho? Alguém mais veio aqui? — perguntei curiosa.]

— Você é a única pessoa que eu trouxe aqui. — ele respondeu sorrindo pra mim.

— Por que eu? — perguntei.

— Vamos entrar. — ele disse segurando minha mão. — Quero te mostrar.

O chalé parecia ter saído de um conto de fadas assim como o lugar, tinha móveis antigos e delicados, uma lareira com um grande tapete felpudo na frente, tinha quadros alegres enfeitando a casinha, um pequeno sofá na sala e uma estante com alguns enfeites; na cozinha tinha um fogão à lenha, dois frigobares novos, provavelmente o Edward os tinha trazido recentemente, uma mesinha com quatro cadeiras diferentes, um pequeno armário de madeira antiga e uma pia com um balcão do lado; na sala havia uma escada que levava ao quarto que era na parte de cima, na verdade parecia mais uma espécie de sacada, pois dava pra ver a cama, ou melhor um colchão bem grande e cheio de almofadas. Edward subiu me pedindo pra acompanhá-lo, quando cheguei lá em cima pude ver melhor o lugar, além do colchão com as almofadas, havia uma penteadeira, uma cadeira de balanço e uma janela ao lado. Edward foi até a janela e me chamou, me aproximei e ofeguei ao ver a paisagem. Atrás das árvores era a praia, não imaginei que estávamos tão perto assim, mas pude perceber com um pouco mais de atenção que dava para ouvir o barulho das ondas, só não tinha percebido antes porque o mar hoje estava calmo.

— É lindo não é? — ele perguntou.

— É... muito... lindo. — disse olhando para e ele e esquecendo a paisagem. Nossos olhos se conectaram e eu me perdi nas grandes esmeraldas que eram seus olhos. — Edward, por que eu? — fiz novamente a pergunta que estava martelando na minha cabeça.

— Eu não sei. — ele respondeu se aproximando e me beijou.

# Flash Back Off #

Aquele foi meu primeiro beijo. O que fez aumentar mais ainda o amor que eu sentia por ele. Mas nada mudou depois disso, antes tínhamos uma amizade secreta e agora namorávamos escondido. Ele continuava a me ignorar na escola, só falava comigo no laboratório e íamos todos os sábados no ao chalé, lá passou a se nosso refugio secreto, era o único lugar onde eu me sentia livre e feliz. Lá ele não tinha vergonha de mim, lá ele não era o garoto popular e fútil que era na escola, lá ele era apenas um garoto simples. Que se divertia com as coisas simples, e não dava a mínima pra bobagens. Coma na maioria do tempo estava chovendo em Forks, simplesmente passávamos o dia no chalé ouvindo o barulho do mar agitado, misturado ao barulho da pequena cachoeira que havia ali, esse se tornou meu som preferido no mundo.

Ás vezes eu pensava em questioná-lo, perguntar por que ele não assumia o nosso namoro, por que ele tinha vergonha de mim. Na verdade nós nunca havíamos conversado sobre isso, até quando ia continuar assim? Nada nos impedia de ter um relacionamento, então eu não entendia o porquê disso. Eu era tão ingênua naquela época.

Olhei mai uma vez para sua foto, ele tinha um sorriso lindo no rosto, seu cabelo cobre jogado numa franja de lado sobre a testa, vestia a jaqueta do time de futebol da escola. Talvez se ele não fosse tão lindo eu não teria me apaixonado por ele e sofrido tanto. Talvez hoje eu pudesse ter família ou um namorado. Mas não, ele teve que deixar marcas na minha vida, teve que destruir a minha confiança nas pessoas. Dobrei a folha e enfiei dentro do anuário. O fechei com força deixando-o na cozinha mesmo e fui em direção ao meu quarto, precisava de uma boa noite de sono.

Tirei o robe e me deitei, o bom de morar sozinha era que você podia ficar bem à vontade dentro de casa, hoje estava muito calor, mas mesmo no frio eu não gostava de dormir com roupas.

Revirei-me na cama tentando dormir, mas eu não conseguia parar de pensar na época da escola, não conseguia parar de pensar nele, eram tantas lembranças, lembranças que eu tentava evitar a todo custo, mas ás vezes era impossível, como agora. Lembrei-me dos momentos que me fizeram desistir do amor.

# Flash Back On #

Hoje era o grande dia! O dia do baile de formatura. Geralmente eu não ia a bailes, mas esse era o último, nunca mais teria outra oportunidade na minha vida, minha formatura tinha sido semana passada e hoje faz quatro meses que eu e Edward estávamos juntos, ou o que quer que fosse o que a gente tinha.

Eu estava desesperada não tinha a mínima ideia de que roupa eu usaria no baile, mas felizmente a mania de Alice de querer vestir a cidade inteira servia para alguma coisa. Ontem eu estava sentada na minha varanda deprimida por não ter nenhuma roupa legal pra vestir e nem saber como escolher, então Alice chegou toda saltitante e simplesmente me disse: “Amanhã as 15h00min estarei na sua casa para te arrumar! É meu último baile e não quero ninguém mal vestido.” Em outra ocasião eu reclamaria e a mandaria pastar, mas eu realmente precisava de sua ajuda, então para que negar? E como o combinado ela veio e aqui estou eu, olhando pra esse espelho mal me reconhecendo. Ela me pôs num vestido azul escuro, com cintura bem marcada, o que me deixou com um ar de garotinha e ao mesmo tempo de mulherão, eu não sabia que eu era bonita. Meus cabelos caiam em cachos feitos pelo baby lise, eles tinham uma cor bonita e estavam brilhando como nunca brilharam antes, Alice havia prendido um pouco no lado direito com uma presilha de pedras azuis em forma de borboleta. Tinha feito uma maquiagem leve, mas com alguns tons escuros, eu nunca havia me maquiado antes. E a pior parte, os saltos, tinha uma sandália da mesma cor do vestido presa ao meu pé apenas com fitas de cetim. Eu odiava salto, mas eu sabia andar neles, minha mãe insistia muito para que eu treinasse em casa, ela sempre dizia que eu iria agradecê-la por isso, acho que esse dia chegou. Após me arrumar Alice voltou para sua casa para terminar de se produzir, me deixando sozinha. Mas antes dela ir eu perguntei: “Por que me ajudou Alice?” e ela simplesmente respondeu: “Para que o idiota do meu irmão enxergue a namorada linda que tem e assuma de uma vez por todas o relacionamento de vocês!”Fiquei surpresa ao descobrir que ela sabia da gente.

A sorte era que no baile de formatura ninguém convidava ninguém, ia cada um por si sem esse lance de casal, então eu combinei de ir com a Ângela, ela era uma pessoa legal, e falava tão pouco quanto eu, e isso era perfeito.

Quando desci as escadas meus pais começaram a aplaudir e tirar fotos, eu corei de vergonha. Minha mãe iria me levar e na volta era pra eu ligar caso não conseguisse uma carona. O que era quase certo eu não conseguir. Ela passou na casa da Ângela para buscou-a, pois os pais estavam no culto e não tinham como levá-la, mas na volta a buscariam.

Chegamos lá o sol estava se pondo, o baile não era no ginásio da escola como a maioria dos outros, pois o ginásio da nossa escola era minúsculo, por isso o baile sempre acontecia num grande salão que ficava a beira mar. Tenho que dizer que era uma vista linda. O local já estava cheio e minha mãe deixou a gente na porta.

— Divirtam-se meninas! — e foi embora.

Entramos e já estava todo mundo lá. Eu pude sentir vários olhos em mim e pude ouvir alguns cochichos de pessoas que estavam mais perto.

— É a Swan?

— Nossa! Como ela tá diferente.

— Não tinha percebido que ela era bonita.

As pessoas não eram nada discretas, elas não se importavam se eu estava ouvindo ou não, eu podia até não ser mais invisível, mas eu ainda era impopular e eles não ligavam para o que eu pensava.

Mas as pessoas que me olhavam foram deixadas de lado no momento em que o vi. Ele estava simplesmente magnífico, num smoking preto, seu cabelo penteado para o lado, eu não diria que era a visão mais linda que eu já vi porque eu já tinha visto ele de sunga, quando tomávamos banho no riacho ou no mar. Mas com certeza ele vestido assim era um visão. Quando ele me viu me olhou por um tempo de boca aberta, e depois deu um sorriso discreto pra mim e o baile se segui assim, trocávamos olhares o tempo todo, ele estava com a turminha dele, com aquela loira nojenta da Tanya pendurada no pescoço dele, ele não tinha ficado com ela depois que nos beijamos, bem era o que ele de dizia. Eu estava sentadinha numa mesa conversando com a Ângela enquanto ela me dizia que o pai dela havia dito que a juventude de hoje estava perdida.

Eu estava distraída na mesa quando a Alice se sentou na cadeira resmungando.

— Eu não acredito que isso tá acontecendo! — ela resmungou com a cara triste.

— O que? — perguntei.

— Hoje é baile de formatura e é tradição a menina perder a virgindade no dia do baile de formatura. Mas eu não tenho um namorado e eu sou virgem! — ela praticamente chorava.

— Alice... — eu não sabia o que dizer.

— Já sei! Vou achar algum menino aqui e pedi-lo para transar comigo! — ela falou com se isso fosse alguma ideia brilhante. Ela começou a olhar em volta a procura de um cara com quem pudesse colocar seu plano em prática.

— Eu não acho que... — ela me deixou falando sozinha e andou em direção ao canto do salão onde o Jasper estava sentado sozinho como sempre, a observei parar na frente dele, falar alguma coisa e puxá-lo porta a fora.

— É... acho que papai estava certo. — resmungou Ângela. Eu apenas concordei com a cabeça rindo.

— ALUNOS E ALUNAS! — a senhorita Copper chamou no microfone. Quando tinha a atenção de todos ela continuou. — CHEGOU A HORA! JÁ TENHO OS RESULTADOS DO REI E RAINHA DO BAILE! — todos alunos se aproximaram ansiosos. O rei e rainha do baile eram escolhidos pelos professores e funcionários da escola deveria ser pelos alunos, mais aí os votos seriam por amizade e popularidade e não por beleza que era o critério, o rei e rainha do baile deveriam ser o menino e a menina mais bonitos do baile, mas não fazia muita diferença os populares sempre ganhavam. Eu continuei sentadinha no meu lugar só observando. — E O REI DO BAILE É...EDWARD CULLEN! — eu observei os amigos zoarem ele, as meninas suspirarem, e ele subiu até o pequeno palco onde recebeu uma coroa e uma faixa. — E A RAINHA DO BAILE É... — pude observar a Tanya quase pular em cima do palco antes de seu nome ser pronunciado. — ISABELLA SWAN! — O que??? Eu???

E de repente eu tinha uma luz sobre mim e todos olhavam em minha direção.

— É você Bella! — Angela falou. Eu levantei meio atordoada e me encaminhei até o palco. Pude ouvir a Tanya reclamando quando passei por ela. A senhorita Copper colocou uma tiara na minha cabeça, e uma faixa. Edward sorria pra mim.

— E AGORA A DANÇA DO REI E RAINHA DO BAILE!!!

Edward segurou minha mão e me levou até a pista de dança. E começou a tocar uma música lenta. Ele pôs as mãos na minha cintura e eu pus as minhas acima de seus ombros, começamos a girar suavemente pela pista.

— Pensei que não ia conseguir dançar com você essa noite borboleta. — ele disse ao meu ouvido. Ele queria dançar comigo. Não pude conter meu sorriso ao ouvir isso.

— Por que queria dançar comigo?

— Por que você está linda com nunca esteve antes. — ele respondeu. Eu corei. — Adoro quando cora assim sabia? — ele disse sorrindo, eu abaixei os olhos ainda mais envergonhada.

— Eu não entendo como eu pude ser escolhida rainha do baile. — comentei.

— Como não entende?! Você simplesmente é a garota mais linda desse baile. — ele sorriu, um sorriso encantador, ele me olhava de uma forma diferente e parecia pensativo.

— Eu não sou... — comecei a falar, mas ele me interrompeu.

— Vamos para o chalé? — perguntou.

— Agora? — perguntei surpresa.

— Ainda são 19h00min, o baile deve ir até as 22h00min, e depois ainda tem o luau na praia que deve entrar para madrugada, a gente tem tempo. — ele disse ansioso.

— Tudo bem. — respondi.

— Então você vai na frente e me espera na entrada da floresta, eu vou logo em seguida. — e dizendo isso se afastou e foi para perto de sua turma. Eu fui em direção ao banheiro, fiquei lá um pouco e logo depois sai pela lateral do salão indo em direção a estrada que ficava logo atrás do salão. O salto não ajudava muito não, mas consegui chegar lá sem cair. Dez minutos depois Edward parou seu carro ao meu lado e abriu a porta pra mim. — Desculpa a demora borboleta, é que aqueles chatos não queriam me deixar em paz. — ele disse assim que entrei no carro.

— Tudo bem, você não demorou muito. — respondi.

— Que bom, pois fiquei preocupado com você sozinha me esperando nessa floresta escura. — ele disse me abraçando.

— Eu não tenho medo. — falei.

— De nada? — ele perguntou.

— Bem, não de ficar sozinha na floresta a noite. — respondi.

— Não tem medo de nenhum animal selvagem te atacar? — perguntou, ele tinha um tom de voz diferente.

— Não.

— E de mim? Você tem medo? — ele perguntou. E eu não entendi.

— Por que eu teria medo de você? — perguntei.

— Por nada. Só queria saber se você confia em mim. — ele disse me olhando nos olhos.

— Eu confio. -respondi sem quebrar o olhar. Ele me olhou profundamente e me beijou, um beijos diferente, cheio de paixão que nos fez perder o ar. Separamo-nos ofegantes.

— Vamos logo. — ele disse pondo o carro em movimento.

Nunca tinha visto o chalé a noite, não dava para enxergar nada, mas Edward parecia saber exatamente onde ir. Quando chegamos, eu fiquei ainda mais encantada, se o chalé era lindo de dia, a noite era ainda mais mágico. O barulho das ondas e da cachoeira eram mais evidentes, o riacho tinha um incrível tom de prata, geralmente aqui em Forks o tempo vivia nublado, mas hoje o céu estava estrelado e uma linda lua cheia iluminava toda a clareira. — Esse lugar a noite é magnífico não é? — Edward perguntou abraçando minha cintura por trás.

— Sim parece um conto de fadas. — eu disse.

— E você é a minha princesa encantada. — ele disse beijando minha bochecha.

— E você é o meu príncipe. — me virei pra ele sorrindo. Ele segurou meu rosto e me beijou.

— Vamos entrar? — ele perguntou assim que terminamos o beijo.

— Mas aqui fora tá tão lindo. — disse.

— Você não quer ver a vista da janela do quarto? Deve estar magnifica. — ele disse me puxando pra dentro. Ele subiu as escadas e me ajudou a subir. E fui direta para a janela observar as ondas por entre as árvores, elas tinham o mesmo tom de prata do riacho. Era tudo tão perfeito. Eu e o Edward juntos no nosso paraíso particular, não tinha como ficar mais perfeito.

— Às vezes não dá vontade de sair daqui. — falei sentindo seus braços ao meu redor.

— Não precisamos sair tão cedo daqui borboleta. — ele disse me virando de frente pra ele e me beijando. Ma infelizmente precisamos respirar. Ele me olhava intensamente, e eu retribuía a seu olhar, esse momento estava sendo tão mágico... tão nosso...

— Eu te amo Edward! — eu não consegui segurar mais. Estava a anos querendo dizer isso. Eu sempre o amei, mesmo sem saber por que, mesmo quando ele não falava comigo, sempre pareceu certo sentir isso. Ele me olhava sorridente, o sorriso mais lindo que ele já tinha me dado até hoje.

— Eu não entendo isso que eu to sentindo borboleta, mas eu acho que eu também te amo. Só pode ser amor, não tem outra explicação. — e se eu achei que já tinha me sentido feliz o suficiente ao lado dele, eu estava enganada. Feliz era pouco para descrever como eu me sentia. Edward me abraçou bem apertado, colando seu corpo no meu, e mesmo assim era como se aquele abraço ainda não fosse o suficiente. Ele tinha seu rosto em meu pescoço e deixou um beijo ali antes de falar ao meu ouvido. — Eu gostaria que essa noite fosse especial pra gente... Gostaria de te ter completamente pra mim. — eu me arrepiei ao ouvir isso. Eu podia não entender muito dessas coisas, mas eu entendi o que ele queria dizer. E eu não via motivos para negar, eu queria tanto quanto ele.

— Eu serei sua essa noite. — disse olhando em seus olhos. — E em todas as outras noites que você me quiser. — ele sorriu pra mim.

— Você será minha pra sempre então...

# Flash Back Off #

Em uma coisa ele estava certo naquela noite, que eu seria dele para sempre. Pois mesmo depois de tantos anos ele continuava a ser o único homem que eu tive. Eu não confiava em homem nenhum, eles só usavam as mulheres e depois jogavam fora. Assim como ele fez comigo. Eu já havia sofrido uma vez e não queria sofrer de novo. Mas eu não queria ser sozinha para sempre. Eu iria sim a esse reencontro. Não sabia se ele estaria lá, mas torcia para que estivesse. Eu queria olhar nos olhos dele, queria dizer tudo o que eu guardei por tanto tempo, quem sabe assim eu conseguiria seguir em frente. Queria que ele visse que aquela garota ingênua e conformada tinha morrido, queria mostrá-lo que só quem perdeu foi ele, e que agora eu era diferente. Mas algo dentro de mim dava um alerta, mais do que eu queria tudo isso, eu queria estar perto dele novamente.

Notas finais
Gostaram? Então por favor comentem!!! Faz tanto tempo que não passo o dia respondendo os comentários, to sentindo muita falta! P.S. Leitores de ANJO PROTETOR eu ainda não atualizei a fic porque não tenho capítulo pronto, de O REENCONTRO eu já tinha por isso postei assim que pude. Mas eu pretendo atualizar AP até sábado que vem ok?! Tá mais complicada de escrever porque eu parei num momento tenso da fic, que alias já esta se encaminhando pra reta final. Beijinhos!!! Editado: 07/10/2017