O Reencontro
4 Sorte no jogo... azar no amor!
Notas iniciais
# EDWARD #
O som que a torcida fazia era de arrepiar, muitos podiam até não acreditar, mas fazia toda a diferença, eu podia sentir a adrenalina correndo em meu corpo quando eu ouvia a torcida cantar, minhas pernas pareciam ficar mais fortes e meu corpo com mais energia. Esse jogo era muito importante, era a final da liga dos Campeões da UEFA, e já estávamos no ultimo minuto da prorrogação. O jogo estava empatado e se não fizéssemos um gol iria pros pênaltis, a gente até tinha condição de ganhar nos pênaltis, mas era melhor garantir logo a vitória. Eu estava parado no meio de campo tentando pensar numa última jogada, afinal eu era o armador e capitão do time portanto era a minha função. A bola estava com o time adversário e percebi que eles tentariam um ataque rápido pela lateral. Os jogadores estavam cansados, pois jogamos os dois tempos mais a prorrogação, mas eu não me sentia nem um pouco cansado, graças a torcida que me animava e empurrava o time pra frente. Em questão de segundos corri pela lateral e roubei a bola do jogador que corria rumo ao nosso gol. Segui correndo pela lateral, e um jogador adversário veio pra cima, joguei a bola por cima dele num bonito lençol e a dominei de volta usando o peito e o joelho. A torcida gritou! Corri para o meio de campo deixando dois marcadores pra trás, agora eu teria que passar pelos zagueiros. Driblei o primeiro que tentou chegar, pude ver meu companheiro de equipe livre na frente, mas como o último zagueiro estava em cima de mim ele estava em posição de impedimento, portanto teria que me virar sozinho, girei meu corpo junto com a bola deixando o último zagueiro pra trás. Agora era só eu e goleiro, ele agarrava muito bem e era muito alto também, pensei em chutar daqui, mas haveria chances dele defender, então segui em frente e ele veio pra cima, no momento certo, toquei a bola por entre as suas pernas e a peguei do outro lado dando um leve toque e estufando a rede no mesmo momento em que senti uma porrada forte no meu joelho direito e caí rolando na área.
Não tive tempo de comemorar o gol, pois a dor que eu sentia era insuportável, mas a torcida faria isso por mim. Depois de um tempo me contorcendo de dor, meus companheiros de equipe vieram ver se eu estava bem, eu sentia muita dor no joelho e não conseguia mexer a perna. Logo eles chamaram uma maca para me retirar do campo, e assim que eu saí e a bola entrou em jogo novamente o juiz deu fim à partida.
Fui levado rapidamente ao vestiário onde trataram rapidamente do meu joelho o que aliviou um pouco a dor, e depois me arranjaram uma muleta, pois eu teria que voltar ao campo para levantar a taça pelo meu time. O Real Madrid, vencedor da liga dos campeões da UEFA 2014.
Eu tinha realizado meu sonho, hoje eu era capitão do Real Madrid, e levantaria a taça do campeonato mais importante do mundo do futebol depois da copa. Ainda faltava ganhar um título mundial, por isso escolhi muito bem a minha seleção. Minha família era meio misturada, toda minha família por parte de mãe era brasileira e por parte de pai americana e inglesa; como filho de americano e morando nos EUA eu era um cidadão americano; morei quatro anos na Inglaterra onde fiz faculdade e comecei minha carreira de jogador de futebol profissional, e já morava há quase quatro anos na Espanha, onde fui jogar no Real Madrid, sempre foi meu sonho morar aqui. Mas eu nasci no Brasil, minha mãe estava visitando minha avó Helena quando eu e minha irmã nascemos, como na maioria das gravidezes de gêmeos nós nascemos prematuros e não deu tempo de voltar pra casa. Então também era um cidadão Brasileiro, e foi na seleção Brasileira que eu escolhi jogar, foi uma escolha fácil, já que é a seleção que mais tem títulos mundiais. Faltava menos de vinte dias para começar a copa do mundo e eu conquistar o título mais importante da minha carreira, eu esperava que meu joelho não atrapalhasse, pois ainda doía um pouco.
— Papai! Papai! Papai! – uma coisinha pequena e saltitante pulou em cima de mim me fazendo desequilibrar já que eu estava de muleta.
— Oi campeão! – disse caindo sentado em um banco no vestiário.
— Não papai o campeão é você! – ele disse rindo.
— Lucca devagar! Seu pai está machucado. – meu pai disse entrando no vestiário. – Eu tentei fazê-lo esperar você sair, mas ele estava muito eufórico.
— Não tem problema pai, hoje é dia de comemorar, não é filhão? – perguntei ao Lucca que estava sentado em minha perna boa me encarando com seus olhinhos bem pretos assim como seus cabelos que estavam penteados como os meus. Ele estava enorme nem parecia que tinha apenas três anos.
— Sim papai! Levanta! Vamos levantar a taça! – ele disse se levantando do meu colo e me puxando rumo ao campo. Peguei a muleta e saí atrás dele e meu papai nos acompanhou.
A comemoração foi grande. Levantamos a taça e recebemos todas as honras de campeões. Mas assim que a festa acabou fui mandado imediatamente para o hospital, minha mãe levou o Lucca pra casa e meu pai, que era ortopedista, me acompanhou junto com meu preparador físico ao hospital.
Fiz vários exames no joelho e no fim já estava até conseguindo apoiar o pé no chão apesar de não ter muita firmeza na perna.
— Então filho, conversei com o seu médico e ele me disse que o ligamento do seu joelho está por triz. — ele disse sério.
— O que isso quer dizer? — perguntei apavorado.
— Edward, infelizmente...
— É a minha chance, pai.
— É sua saúde, Edward.
— Mas é a copa do mundo e eu sou o jogador principal.
— Eu sei, filho. Mas se você jogar sem fazer a cirurgia você pode se prejudicar para sempre.
— Você está certo, pai. Mas é o meu sonho. Ser campeão do mundo, todo mundo está com expectativas em cima de mim.
— Ainda tem 2018, Edward.
— Não será a mesma coisa, a copa é em casa, quando isso acontecerá de novo?
— Sei que vai ser difícil, mas você não pode fazer nada agora, a não ser se recuperar. Não fique triste, você acabou de ganhar um título importante, filho.
— Certo. — eu respondi tentando conter as lágrimas. Era difícil para mim, ver meu sonho, minhas expectativas desmoronando na minha frente.
— Vamos para casa, Edward.
Foi bem difícil entrar em casa, assim como na frente do hospital, na frente do meu prédio tinha vários repórteres querendo saber de alguma informação. Após subir liguei para o meu assessor e melhor amigo Emmett para que desse uma nota dizendo o que aconteceu comigo e que eu estava fora da copa do mundo duas semanas antes dela começar, provavelmente o clube só lançaria uma nota amanhã, então era capaz dos repórteres dormirem na frente do prédio essa noite.
Devido á hora avançada que eu cheguei o Lucca já havia dormido, minha mãe disse que ele pegou no sono assim que chegou, só pode ter sido por causa da agitação do dia, pois aquele garotinho custava a dormir.
Depois de convencer a minha mãe de que eu estava bem, eu fui me deitar. Tomei um banho bem demorado e depois fui mancando até a cama eu sei que o médico tinha dito pra não forçar a perna até a cirurgia, mas usar muleta era chato demais. Deitei-me e comecei a pensar na vida, coisa que a maioria das pessoas faz antes de dormir.
Eu podia dizer que minha vida era maravilhosa, eu tinha conquistado quase tudo que eu sempre quis. Tinha a carreira perfeita que eu sempre sonhei; tinha muito dinheiro, eu nunca fui pobre, minha família era de classe média alta, mas hoje eu tinha muito mais dinheiro que um dia sonhei ter na vida, e não vou mentir dizendo que sou uma pessoa simples, não, eu amava gastar e ter tudo do bom e do melhor, mas não me achava superior a ninguém, pois meus pais me ensinaram valores, valores que talvez eu tenha colocado em prática tarde demais; eu tinha meu filho que era a minha vida, Deus me deu ele de presente em uma hora inesperada, e eu sou imensamente grato a ele por ter tido a oportunidade de ser pai, não consigo mais imaginar minha vida sem aquela criaturinha, era difícil criar ele sozinho ainda mais tendo uma profissão que tomava muito do meu tempo, mas eu fazia o possível e o impossível para estar sempre presente na vida dele; eu tinha os melhores pais do mundo, que sempre me ajudaram quando precisei e me apoiaram quando quis correr atrás dos meus sonhos, eu sentia muita falta deles que ainda moravam em Forks, mas vinham pra cá sempre que podiam. Meu pai era dono da única clínica da cidade e minha mãe era pediatra na mesma, então eles não podiam se ausentar por muito tempo, por isso vinham somente em alguns feriados pra cá, e nas férias sempre buscavam o Lucca pra passar com eles; tinha a Alice, minha irmã gêmea e maluca, essa daí fazia meses que eu não via, mas eu sentia muita saudade dela e principalmente da Megan minha sobrinha linda que estava com sete anos, Alice se mudou pra Milão desde que se formou na faculdade, antes disso ela e minha sobrinha moravam na Califórnia onde Alice cursado moda na UCLA, mas Alice sempre foi muito independente, criou a Meg sozinha e até hoje se nega a dizer quem é o pai, ela não pode vir ao jogo, pois hoje era uma estilista renomada e tinha um desfile importante essa noite; e tinha também minha prima/irmã Rosálie que fazia muito tempo que eu não via, ela tinha se afastado da família, eu só não sabia o motivo, nos falávamos apenas pelo telefone.
Eu tinha tudo que um homem podia querer para ser feliz, ou quase tudo, na verdade sempre me faltou um amor, ou melhor, um amor eu tinha, sempre tive desde que me entendo por gente, mas como o grande idiota que eu sou, ou fui um dia, fiz tudo errado, e perdi a oportunidade de tê-la para sempre. Já são quase oito anos sem poder ver seu sorriso, sem ouvir sua voz, apenas imaginando como será que ela está hoje, eu não sei nada sobre sua vida, será que ela tem um namorado? Está casada? Tem filhos? Se eu soubesse ao menos onde ela mora... Isabella. Minha borboleta. A única mulher que eu amei na vida, a mulher que nunca saiu dos meus pensamentos até hoje, a mulher que eu perdi por não ter tomado atitudes certas, e que quando resolvi assumir para o mundo tudo que eu sentia por ela deu tudo errado, e foi tudo culpa minha, se eu tivesse assumido desde o começo, talvez hoje ela pudesse estar aqui comigo e poderíamos ser felizes. Nossos momentos juntos foram os melhores da minha vida, nosso último momento o mais perfeito, pena que tudo desmoronou naquela mesma noite.
# Flash Back On #
Eu não podia conter o sorriso em meu rosto, o rosto de Bella repousava m meu peito, ela estava de olhos fechados e tinha um sorriso no rosto. Tinha sido tudo maravilhoso, eu nunca tinha experimentado essas sensações antes, nunca tinha feito amor com ninguém, já havia transado com várias garotas, mas era só uma coisa carnal e sem sentimentos. A maioria eram vadias que davam pra qualquer um, e eu me sentia o cara por ter “pego” muitas garotas, mas hoje eu via o quanto minha vida era errada, eu havia me tornado uma pessoa fútil, que era extremamente ligado a aparência e que separava as pessoas por status, beleza e popularidade. E o meu maior erro foi ter vergonha de assumir que eu e a Bella estávamos juntos, se antes eu tinha dúvidas quanto a meus sentimentos, no momento que eu a tive em meus braços eu tive certeza de que o que eu sentia se chamava amor. E esse sentimento não nasceu agora, nem durante os quatro meses que estamos juntos, acho que eu sempre senti isso, era muito pequeno pra lembrar quando tudo começou, mas lembro de que desde que eu tinha uns cinco anos eu já fazia planos na minha mente inocente de criança, planos que incluíam eu e Bella casados e com uma linda família. E talvez esse sonho pudesse se realizar agora que finalmente estamos juntos. No fim de setembro eu iria pra Inglaterra fazer faculdade e a Bella ainda não tinha decidido se iria pra Los Angeles ou Nova York, eu também tinha sido aceito na universidade de LA, aqui nos EUA o futebol não era um esporte muito reconhecido, e não teria a oportunidade de jogar em grandes times, mas eu abriria mão se fosse preciso só pra ficar ao lado dela.
A luz da lua entrava pela única janela do chalé e se lançava sobre nós como se fosse um holofote. Estava maravilhoso aqui, mas infelizmente teríamos que ir, só que dessa vez não precisaríamos nos encontrar escondido, eu fui um idiota por muito tempo, mas esse tempo acabou, meus amigos tinham que aceitar minha decisão, se eles fossem realmente meus amigos eles não me criticariam, e daí que a Bella não fazia parte da nossa “turma”? E daí se ela não se importava em usar roupas descoladas? O gosto era dela e pra mim ela era linda de qualquer maneira. Não me importava se ela só queria saber de estudar e não curtia beber e ir pra baladas, eu trocaria qualquer farra pra passar uma noite com ela em meus braços.
— No que tanto pensa em? – olhei pra baixo e ela tinha o queixo apoiado em meu peito e seus olhos expressivos me olhavam com curiosidade.
— Estava pensando em você. – acariciei seu rosto com os dedos.
— O que exatamente? – ela perguntou.
— No quanto isso tudo é perfeito, no quanto você é linda e que agora seremos felizes juntos. — ela sorriu com minhas palavras e eu retribuí o sorriso. Sabe aqueles momentos que a gente queria que durassem pra sempre? Esse era um deles.
# Flash Back Off #
Pena que não durou. Aquele foi praticamente o último momento que tivemos juntos, digo praticamente porque tivemos um outro momento, mas esse não foi nada feliz, foi a última vez que eu a vi, foi quando a magoei e depois disso nunca mais tive coragem de olhar nos olhos dela novamente, não que eu tivesse tido a oportunidade, pois no dia seguinte eu arrumei minhas malas e fui pra casa dos meus avós em Londres. Eu tinha que evitar ficar perto dela, se não correria o risco dela descobrir que tudo era uma mentira, e eu não poderia falar, pro bem dela. Não poderia estragar sua vida, eu não seria egoísta a esse ponto, se tivesse acontecido com qualquer outra pessoa eu não me importaria tanto, mas eu me importava com ela. Eu a fiz sofrer, mas eu tive um motivo, ela poderia sofrer muito mais se eu não tivesse abrido mão de viver nosso amor talvez ela nunca soubesse disso, talvez ela fosse pensar mal de mim para o resto da vida, talvez ela nunca soubesse que eu fiz o que fiz por amor.
***
Já havia se passado duas semana desde o jogo e meus pais voltariam para casa hoje eu já tinha operado o joelho uma semana antes, eles ficaram um tempo a mais para que eu me recuperasse, e agora eles passariam em Milão para ver a Alice e a Megan. O Lucca me implorou pra eu deixá-lo ir com os avós, alegando estar com muita saudade da prima, mas como eu teria que ficar esse tempo de molho em casa, aproveitaria para passar um tempo de qualidade com o meu filho, e se o médico librasse, ia para o Brasil quando começasse as quartas de final da copa do mundo, ficar pelo menos na torcida.
— Você promete que vai se cuidar direito Edward? Olha o que o seu pai disse, nada de esforço com essa perna aí! – minha mãe falou pela milésima vez.
— Tudo bem mamãe! Eu acho que eu já sou bem grandinho e sei me cuidar. – respondi.
— Pode deixar que eu cuido dele vovó. – disse o Lucca sério.
— Oh meu anjinho, eu sei que você vai cuidar muito bem dele. – ela disse abaixando e abraçando o menino pela décima vez.
— Eu não vou deixar ela fazer bagunça, e nem dormir tarde, e nem tomar um montão de ceveja. – ele disse contando nos dedinhos. Mas depois virou pra mim e piscou. Como esse menino era esperto.
— Promete Lucca? – perguntou minha mãe.
— Juro, juradinho vovó! – ele tinha os dedinhos cruzados nas costas. Não pude deixar de rir.
— Então já estamos indo meus amores, se não perdemos o avião. – ela já estava quase saindo na porta quando se virou novamente pra mim. – Ah, quase me esqueci, tem correspondência pra você, chegou ontem, está ali na mesinha de centro. – e eles se encaminharam para o elevador.
— Viu papai enganei ela direitinho! Você pode sim dormir tarde e beber um monte de cerveja, e fazer bagunça também só não pode fazer mais dodói na perna. – ele disse com um sorrisinho esperto.
— Obrigado por me ajudar filhão, era capaz da sua avó contratar uma enfermeira pra tomar conta de mim. – eu ri.
— A tia Dulce vai tomar conta de você também papai? – ele perguntou com os olhinhos curiosos. Dulce era a babá dele, uma menina de dezoito anos que trabalhava de babá para pagar a faculdade, ela era um doce e cuidava muito bem do Lucca, ela também era muito bonita, mas achei melhor não misturar as coisas pra não ficar um clima estranho, não seria inteligente me envolver com mulheres se eu não poderia oferecer nada à elas, elas iam acabar se decepcionando como as outras, e contribuindo mais para minha "fama". Ela no começo pareceu meio deslumbrada, mas depois logo entendeu que nossa relação era estritamente profissional.
— Não bebê, eu não preciso de babá. — eu expliquei.
— E por que eu preciso e você não? – ele perguntou bagunçando os cabelos. Ele pegou minha mania.
— Porque você tem três anos e eu vinte e cinco. – o peguei no colo e sentei no sofá bagunçando ainda mais os cabelos dele.
— Olha, a carta que a vovó falou. – ele disse se esticando e pegando o envelope na mesinha de centro e me entregando.
— Vamos ver o que temos aqui... – disse pegando o envelope de suas mãos. Abri o envelope me surpreendendo com seu conteúdo.
Cara Srta. Swan,
A escola secundária de Forks a convida para o reencontro entre os ex-alunos, que será promovido por nós, referente à comemoração dos 100 anos de nossa instituição de ensino.
A comemoração ocorrerá na nossa instituição, onde acontecerão eventos durante três dias, começando no dia 18 de julho, e terminando no dia 20 de julho com o grande baile anual, realizado no salão de La Push.
Contamos com a sua presença!
Atenciosamente, a direção.
P.S.: Para ter acesso à programação completa e mais informações acesse nosso site. (www.FHS.com)
Interessante... Será que ela iria? Seria uma chance de reencontrá-la. Todos os alunos iriam provavelmente, essa era a parte ruim, talvez ela não fosse, talvez ela não quisesse ver aquelas pessoas que riram e zombaram dela. A quem eu estava querendo enganar? Talvez ela não fosse por que a última coisa que ela me disse era que nunca mais queria olhar na minha cara. Mas eu não podia negar que eu tinha esperança. Tinha esperanças de que pudesse reencontrá-la, nem que fosse pra olhar de longe, eu só queria vê-la novamente. Nem que fosse uma única vez.
— O que é papai? – por um momento eu me esqueci do Lucca me olhando curioso.
— Um convite. – respondi.
— De quem? – ele perguntou curioso.
— Da escola que o papai estudou.
— Papai você já estudou? – ele perguntou.
— É claro que eu já estudei! Eu já fui pequenininho assim como você.
— Sério?! – ele perguntou. Eu ri
— Sério! O papai é formado em Ed. Física. – expliquei.
— Então por que você não dá aula pra mim?
— Porque eu não exerço a profissão, o papai joga bola esqueceu?
— Ah tá, mas um dia você vai me dar aula, pra eu jogar bola igual a você? – ele peguntou sorrindo.
— Você quer ser jogador de futebol bebê? – perguntei sorrindo pra ele.
— Eu vou ser o melhor do mundo papai. Melhor que o Cristiano Ronaldo, o Messi e o Neymar juntos! – eu ri.
— Então você vai ser melhor que eu também.
— Não papai, você é o melhor pra sempre! – eu quase chorei. Ouvi meu pequeno falar essas coisas me deixava emocionado.
— Então você vai ser igual a mim! – disse dando um beijo em seu rosto.
— E o convite papai é pra ir aonde? – ele voltou ao assunto do convite. Eu tomei imediatamente uma decisão.
— Nós vamos pra casa da vovó!
— Ehhhhh!!!! – ele comemorou animado. – Nós vamos pra casa da vovó! – só uma coisa poderia me fazer mais feliz nesse momento. Se a minha borboleta estivesse aqui com a gente.
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