O Reencontro

18 Escolha certa


Notas iniciais
Oi, isso não é uma miragem. Eu realmente estou aqui com o último capítulo de O Reencontro. A ficha ainda não caiu que eu terminei essa fic (que comecei a escrever em 2014) ) pensei que sentiria alívio, mas ainda não tô acreditando que consegui. Espero que gostem.

Bella

Eu me sentei na cama meio perdida, meio sem saber o que estava acontecendo. Foi tudo muito rápido desde a hora que eu acordei, eu estava sozinha agora. Edward tinha ido. Ele tinha ido atrás da mãe do filho dele.

Ele não falou muita coisa que fizesse sentido, o que fazia ainda mais confusa com aquela história toda, ele ia voltar não é?

Eu não fazia ideia de quanto tempo eu estava ali parada, até que o telefone tocando me fez despertar. Era Rose.

— Você está bem? – minha amiga perguntou.

— Eu não sei, o que tá acontecendo Rose.

— Edward não te explicou?

— Nada que fizesse muito sentido. Ele só disse que a mãe do Lucca acordou e que precisava levar o menino pra conhecê-la. Eu não sei o que pensar sobre o meu namorado está indo atrás da ex. – eu realmente não sabia como lidar com aquilo. Assim como eu, Edward viveu outras coisas nesses últimos anos, era ilusão achar que poderíamos simplesmente ter continuado de onde paramos.

— Ela não é ex dele, Bella. Ele deveria ter te contado toda a história.

— Que história?

— Espere um momento. – ela disse desligando.

Eu fiquei olhando para o celular sem saber o que fazer, minha vontade era de ligar para Edward cobrando uma explicação, mas não tinha lembrado de pegar o número dele.

— Bella. – eu não esperava ouvir a voz de Edward novamente naquele dia. Mas ele estava ali, de volta ao quarto.

— Você voltou!

— Eu não consegui um vôo tão rápido, só preciso estar em Seattle no meio da tarde. Acho que eu te devo explicações.

— Sim, você deve.

— É uma longa história…

— Eu estou ouvindo. – me sentei na cama, Edward sentou ao meu lado e segurou minha mão.

— Quando eu te disse que eu não havia ficado com mais ninguém depois de você eu não estava mentindo. Foram só uns beijos no início quando eu ainda estava tentando seguir em frente, mas não cheguei a dormir com ninguém. – ele começou.

— Isso quer dizer que… – eu não consegui completar, podia ver pela expressão do Edward que aquele era um assunto doloroso para ele.

— Sim, o Lucca não é meu filho biológico. Porém isso não me torna menos pai dele. – Edward tinha um olhar distante.

— Eu sei disso, qualquer um pode ver isso, Edward, é só olhar para vocês dois interagindo.

Ele deu um pequeno sorriso.

— A mãe dele, a Lola, é minha melhor amiga. Ela perdeu o namorado num acidente ainda no começo da gravidez, e eu assumi a paternidade do bebê naturalmente, sabe? Nós éramos tudo o que o outro precisava naquele instante. Ela é incrível, Borboleta. Você vai gostar de conhecê-la. – ele disse com lágrimas nos olhos, o que me fez abraçá-lo.

— Ei, não fica assim. Ela vai ficar bem. – tentei acalmá-lo.

— Eu pensei que ela nunca ia acordar, que meu filho nunca ia poder conversar ou brincar com a mãe dele. – Edward me abraçou muito apertado quando começou a chorar mais alto.

Eu não estava preparada para vê-lo daquela forma.

— Mas ela acordou. Tudo vai ficar bem. – sequei uma lágrima que escorria pelo seu rosto. — Ele vai poder conviver com a mãe agora.

— Com as duas. – ele deu um pequeno sorriso em meio ao choro. — Ele me disse que quer que você seja a mãe dele também.

Meu coração acelerou. Eu nunca tinha parado pra pensar muito na maternidade, porém isso foi antes de eu conhecer o Lucca. Ele era incrível e nesses poucos dias de convivência não houve um em que eu não pensasse na possibilidade de tê-lo como meu filho.

— Eu também quero isso. – disse por fim.

— Eu te amo tanto, Borboleta. Sou tão grato por essa segunda oportunidade que a vida nos deu.

Edward segurou no meu rosto e me beijou profundamente. Isso era tão bom.

— O que você disse pro Lucca? Contou pra ele? – eu perguntei assim que me recuperei do beijo.

— Não. Por mais que a vontade seja imensa. Mas ele já fica ansioso demais em aviões, não quero deixá-lo ainda mais.

— Entendo.

— A primeira pergunta que ele me fez foi se você ia junto com a gente. – ele me olhava com olhos pidões.

— Eu iria se eu pudesse, mas preciso voltar ao trabalho amanhã. Tenho um julgamento essa semana. – expliquei.

Eu realmente gostaria de estar do lado dele naquele momento importante, além do fato da nossa separação ser assustadora, eu não sabia como íamos manter um relacionamento morando em continentes diferentes.

— Eu entendo, Bella. Eu sei que não vai ser fácil, mas prometo que vou dar um jeito da gente ficar junto. Sei lá, posso vir jogar num time americano. Eu só preciso de um tempo para a Lola se recuperar.

— Eu não quero prejudicar sua carreira, Edward. Você está onde sempre quis. Não posso fazer você desistir disso.

— Você tem razão, eu estou onde eu sempre quis. Eu estou com você, Borboleta. E nada vai me fazer abdicar disso.

— Eu só não quero que você abra mão de coisas por mim.

— Você é importante, Isabella Swan. E eu vou priorizar isso, não vou te perder de novo. Nunca mais vou te perder.

Edward colou sua testa na minha e olhou nos meus olhos.

— Eu quero me casar com você. Isso ainda não é o pedido oficial. Mas já esperamos tempo demais. Se eu não deixei de te amar nesses anos todos longe, não é agora que vou deixar.

Meu coração batia freneticamente.

— E se eu tiver me tornado uma mulher chata e insuportável de se conviver? – brinquei, ainda nervosa pelo pedido de casamento informal.

— Ainda assim vou te amar, Borboleta. Eu prometo.

— Vou cobrar essa promessa.

Dei-lhe um leve selinho.

— Isso é um sim?

— Isso não foi um pedido oficial, então não precisa se uma resposta oficial.

Edward estreitou os olhos.

— O pedido oficial não vai demorar, já vai preparando o seu sim, futura Senhora Cullen.

Eu gostava de como isso soava.

***

Edward e eu passamos mais algum tempo juntos, no qual ele me contou um pouco mais sobre a sua história com Lola, como se conheceram, como ficaram amigos e também sobre o acidente.

Mas as horas passaram rápido demais, e logo estávamos no aeroporto de Seattle. Eu e Rose estávamos voltando para Los Angeles num vôo no começo da noite.

Edward, Lucca partiriam para Madri às 15h00mim, Emmett e Esme iriam junto para dar apoio.

Eu só não esperava qua a despedida mais difícil não seria de Edward.

— Mas eu quero que você vai com a gente! – Lucca disse chorando, ele estava no meu colo, enquanto lhe dava um último abraço apertado antes do seu embarque.

— Eu não posso ir agora porque tenho que trabalhar, pequeno. Mas vamos nos ver em breve. – Disse secando o seu rostinho com as minhas mãos.

— Você promete? – ele perguntou fazendo bico.

— Eu prometo! – disse beijando suas bochechas coradas pelo choro.

Entreguei-o a Edward que também me olhou com os olhos marejados.

— Estaremos juntos em breve, Borboleta. – Edward disse antes de me beijar.

Foi um beijo longo, de saudade, de despedida, de promessas. Nós não sabíamos ao certo quando nos veríamos novamente, e isso assustava.

— Eu sei. Eu te amo.

— Eu também te amo.



1 mês depois...



A minha vida praticamente havia voltado ao normal. Trabalho, casa, palestras em ONGs…

Eu conversava com Edward e Lucca todos os dias por Skype, trocava mensagens com Edward o dia inteiro quando nossos trabalhos permitiam. Mas a saudade era imensa, ficar aqueles anos todos longe não havia sido fácil, mas não tinha comparação com agora.

Agora não havia mágoa, só saudade e a incerteza de quando poderíamos estar finalmente juntos.

Lola havia ficado tempo demais em coma, ela não se recuperaria tão rápido, precisaria de bastante fisioterapia e tratamento com fonoaudiólogo para conseguir voltar a falar normalmente, por isso eu achava que Edward não viria até mim tão cedo, isso sem considerar o futebol. A temporada havia começado e ele era o principal jogador do time. Mas eu não gostava de pensar muito sobre isso, porque eu perdia um pouco de esperança cada vez que eu pensava nas dificuldades que nos separavam.

Emmett havia chegado em Los Angeles alguns dias atrás, Rose estava radiante e o relacionamento deles cada vez mais firme, eu me sentia a pior pessoa por isso, mas era inevitável sentir um pouco de inveja.

Queria tanto que Edward tivesse aqui comigo…

O dia havia sido longo, passei a maior parte dele estudando um caso de uma jovem que havia sido espancada pelo ex, porém o homem, que era um DJ famoso e influente, havia sido solto sob fiança. Mas estávamos fazendo de tudo para o criminoso ir a julgamento, e eu o faria ser condenado. A justiça às vezes era falha quando se tratava de pessoas influentes. Mas eu não desistiria até vê-lo condenado.

Agora que estava em casa poderia finalmente descansar um pouco, eu precisava de férias, e graças aos céus elas já estavam chegando estando programadas para daqui a dois meses. Mas até lá havia muito trabalho a ser feito.

Como era de costume, enchi uma taça de vinho e fui até meu quarto ligando a TV numa série qualquer, também liguei o computador esperando uma chamada de vídeo.

Eu me distraí com a série a ponto de pegar no sono, quando espantei com o rosto marcado pelo teclado, já que eu havia adormecido sobre ele.

Só então percebi que o que havia me acordado foi o barulho da campainha. Olhei a hora no celular e já passava das onze da noite, quem viria até aqui uma hora dessas? E como não havia sido anunciado só poderia ser Rose, a única pessoa, além dos meus pais, que tinha autorização para subir diretamente..

Caminhei ainda desnorteada até a porta, pra Rose vir aqui a essa hora, alguma coisa importante havia acontecido.

Girei a chave rapidamente, sem nem conferir no olho mágico, e fui surpreendida ao não ver Rose ali.

— Edward?!

— Oi, Borboleta! – ele abriu um sorriso lindo.

— Eu não acredito que vocês estão aqui! – eu praticamente gritei, mas terminei de falar baixo ao notar que Lucca estava dormindo do colo do pai.

— Não se preocupe, não há nada que o faça acordar, ele passou a viagem todo falando então está exausto.

— Entrem! Você pode colocá-lo no meu quarto.

Edward me seguiu pelo apartamento até o quarto, colocando Lucca na cama e ajeitando alguns travesseiros em volta para que ele não caísse caso rolasse.

— Belo quarto. – Edward comentou virando-se pra mim.

— Sim, é…

Ele não me deixou responder antes de me ter contra a porta do closet e me beijar intensamente. Eu poderia ficar a eternidade naquilo.

— Eu estava louco pra fazer isso. – ele disse assim que precisamos de ar.

— Eu também! Estava morrendo de saudades. – o abracei apertado sentindo seu cheiro, para então procurar sua boca novamente.

— Você tem um quarto de hóspedes? – Edward perguntou passando a mão em minhas pernas sob a camisola de seda que eu usava.

— Uhum… – resmunguei meio mole por conta de seu carinho.

— Me mostre o caminho, Borboleta. Estou com muita saudade de você. – sua mão subiu pra minha bunda apertando-a.

Ele me deu espaço e eu o puxei imediatamente para o quarto ao lado do meu, ele não era utilizado, mas eu o mantinha sempre limpo, para o caso de uma visita de última hora, sei lá.

Edward me jogou na cama sem cerimônia para em seguida tirar a camisa e deitar por cima de mim. Minha camisola subiu revelando minha falta de calcinha, já que eu não dormia com roupa íntima.

— Você quer me matar, só pode!

Eu ri, mas meu riso foi interrompido quando senti sua mão onde eu mais necessitava.

— Sem preliminares, por favor. – implorei.

— Eu também não aguentaria…

Nossas roupas sumiram rapidamente e logo eu pude ter Edward dentro de mim, ele poderia ficar ali para sempre e eu não reclamaria.

— Eu vim pra ficar, Borboleta.

— Sério? Mas e o futebol?

— Shiu. Isso não é hora de falar de coisas chatas. – disse entrando ainda mais fundo, o que me rendeu um gemido alto. — Eu só quero que você saiba que nós vamos ficar juntos, nada mais vai me separar de você. Por que eu te amo, eu te amo muito, Isabella.

— Eu também te amo.

E nesse momento nossos corpos se entregaram juntos ao prazer, como prova de que éramos mais que certos juntos, que nosso lugar era ali, onde o outro estivesse.

Quando acordei na manhã seguinte eu estava sozinha no meu quarto. Olhei em volta procurando Edward ou Lucca, aquilo não poderia ter sido um sonho, eu não tinha capacidade para tamanho realismo.

Tomei um banho e coloquei uma roupa de casa, já que era domingo e eu não iria trabalhar.

Quando saí do quarto pude sentir o cheiro de café, o que confirmava que eu não estava doida. Edward estava na cozinha mexendo em alguma coisa no fogão e Lucca sentado na mesa comendo um serial.

— Tia Bella! – ele veio correndo até mim assim que eu apareci na porta.

O peguei imediatamente num abraço apertado.

— Oi, anjinho! Como eu estava com saudades de você.

— Eu também, tia Bella. Meu coração tava apertadinho assim. – falou fazendo sinal com os dedinhos da mão indicando algo pequeno.

— Ah, meu amor. – o abracei ainda mais apertado.

— Espero que não se importe de eu ter tomado conta da sua cozinha. Ia levar o café na cama pra você, mas não fui tão rápido.

Eu caminhei até ele e o beijei.

— Acordo cedo por conta do trabalho, estou acostumada.

— Lucca acordou cinco horas da manhã por conta do fuso.

— E o papai não deixou eu te acordar.

— A tia Bella precisava descansar filho. – Edward disse e me deu um sorriso malicioso.

— Não teria problemas se ele me acordasse.

— Viu, pai!

— Bem, já que a senhorita não deixou eu te levar o café na cama, sente-se que eu vou servi-la.

Eu ri e me acomodei a mesa, Lucca desceu do meu colo e sentou-se na cadeira que ocupava anteriormente, só que ele era tão pequeno que mal alcançava a mesa.

Nós tomamos café enquanto Edward me contava que não havia renovado o contrato com o time e que já tinha um time de Los Angeles em mente; me falando também sobre a transferência de Lola para um hospital na cidade e que ele havia demorado por questões burocráticas já que ela não era americana. Emmett já tinha visto uma casa pra ele na cidade, e sua equipe cuidaria de sua mudança. Bem, uma casa entre aspas, porque pela localização sabia se tratar de uma mansão, digna de um astro de Hollywood, o que não era pra menos ele era um dos jogadores mais famosos e ricos do mundo, precisava de um local mais seguro e reservado.

Nós passamos o dia todo juntos, e a noite Edward havia me convidado para um encontro, um encontro que só agora eu tinha percebido que a gente nunca teve, exceto pelo baile do mês passado. Lucca ia passar a noite com Rose e Emmett.

Edward me levou pra jantar num restaurante em Santa Mônica, um lugar reservado o suficiente para que as pessoas não o abordassem para fotos e autógrafos.

Mas no píer não foi assim, ele foi parado algumas vezes. As pessoas dali estavam acostumados a presença de famosos, porém Edward Cullen não era um que estava sempre por ali como os demais.

— Isso te incomoda? – ele perguntou.

— Não. É só estranho. Não tô acostumada a andar com um famoso por aí. – respondi.

— Você acha que pode se acostumar com isso? A passar o resto da sua vida andando com alguém famoso por aí? Às vezes tendo que mudar de país? Às vezes ter que dormir sozinha por conta de um marido que precisa viajar bastante… Você pode se acostumar com isso?

— E você, pode se acostumar a dividir a vida com essa nerd chata, que às vezes passa a semana toda com a cara enfiada em processos? Que não curte muito agitação e prefere um bom livro a frequentar lugares descolados?

— Eu posso tudo por você, Bella!

— Então eu também posso tudo por você, Edward.

Então nos beijamos, no meio do pier lotado, eu tinha certeza que havia alguns flashes em nossa direção.

— Eu preciso consolidar a perda da minha fama de gay. – Edward brincou depois que terminamos o beijo.

— O quê? – perguntei confusa.

Ele apenas riu antes de colocar a mão no bolso e se ajoelhar a minha frente.

Minha mão foi automaticamente para o meu peito onde meu coração batia acelerado. Eu podia ouvir o burburinho ao nosso redor e mais flashes, mas tudo o que eu ficava era Edward ajoelhado na minha frente com uma caixinha nas mãos. Ele a abriu, um anel era delicado com diamante rosa em formato oval de tamanho mediano repousava sem seu centro.

— Eu já cometi erros com você, Borboleta. Já fui um idiota que teve vergonha de assumir que amava uma garota incrível. Mas agora eu tô aqui, na frente de todo mundo, e tenho certeza que amanhã vai estar em toda mídia, que eu vou me casar com uma mulher incrível, e tenho um imenso orgulho disso, e uma enorme gratidão pela vida ter me dado uma segunda chance. Bem, isso se você aceitar…– ele riu – Isabella Swan, minha borboleta, você aceitar casar comigo?

Eu mal podia conter minhas lágrimas. Mas encontrei minha voz para responder.

— Sim! Sim! Eu aceito.

Quando eu recebi o convite da escola mais de um mês atrás, eu esperava que minha vida mudasse de alguma forma, eu só não podia imaginar que fosse pra melhor. Eu fui a Forks para enterrar o passado, mas voltei de lá com um futuro a ser construído. No fim das contas ir aquele reencontro foi a decisão certa, eu tinha certeza que independente de todas as dificuldades eu seria feliz, nós seríamos felizes.

Notas finais
Eu ainda não tô preparada emocionalmente pra me despedir dessa fic, eu tinha a sensação de que nunca conseguiria terminá-la, mas eu consegui, já pensei em excluir tantas e tantas vezes, e isso só não aconteceu por causa de vocês que recomendaram, que favoritaram, que tiraram um tempinho do seu dia pra me deixar um comentário de incentivo, e até mesmo de cobrança. Finalmente consegui postar o último capítulo dessa história e devo isso a vocês, que não desistiram, que continuaram aqui. Eu espero que o final tenha sido como esperavam. O meu muito obrigada de todo o coração! O epílogo provavelmente sairá hoje a noite ou amanhã pela tarde. Deixemos as despedidas mais definitivas para lá. Beijinhos. 03/04/19