O Recomeço

20 Capítulo Dezenove


Aquela noite não havia sido fácil para Elizabeth, afinal, ela precisava entender como tudo desandou por tanto tempo. Porém, conseguiu compreender que não queria sentir raiva da única parte que havia permanecido de seu pai, eram os seus avós ali; prometeu para si mesma que aproveitaria os dias restantes no Canadá, e que tentaria conhecer os seus avós da forma que não teve chances de conhecer. Por que não?

Os últimos dias no Canadá foram ótimos, aliás. Elizabeth realmente aproveitou e, justamente, era diferente tudo aquilo; a sua família de Vernazza era muito presente em sua vida, sempre foram, mas, agora ela havia um carinho a mais e promessas de que seus avós estariam em Verona todos os anos, principalmente aos finais de ano. Belas memórias fotográficas foram guardadas, sentimentos foram criados e recordações que jamais serão esquecidas daqueles dias incríveis. Elizabeth havia ganhado um novo lar, Ozzy também acabara ganhando tanto carinho quanto e, por incrível que possa parecer, Charlotte bordou um pequeno cachecol para o bichano levar de recordação das suas pequenas férias em Whistler.

Era hora de partir, o coração de Elizabeth não queria deixar os seus avós, não naquele momento. Porém, como dito em algum momento anteriormente, o show precisa continuar para novas descobertas, e algo dizia para ela que a França lhe daria recordações excepcionais. Dizer adeus era algo um pouco intenso para a sua percepção atual, um — até logo — era o ideal para todos os casos.

— Até logo, vó Charlie. Até logo, vô Will — ela disse, com os olhos marejados e o coração partido.

Em torno de todos aqueles meses longe de Verona, da sua vida habitual, Elizabeth conseguia começar a sentir os primeiros vestígios de saudades da sua rotina. Já eram alguns meses longe daquela loucura; tudo bem, ela estava vivenciando coisas novas, mas também estava sentindo falta do trabalho, até mesmo das reclamações diárias que tinha sobre as reuniões. Será que aquilo significava que ela havia encontrado seu lugar no mundo novamente? Questionamento naquele momento não, ela pensou.

Levaria um tempo até chegar ao seu destino, e os seus pensamentos precisam ser esvaziados como balões em pleno ar, Elizabeth questionou que seria interessante começar a escrever todas as suas aventuras em torno do mundo. Quer dizer, para ela não era muito interessante quase morrer comendo um prato apimentado, mas fora isso, ela estava conhecendo culturas incríveis, provando pratos deliciosos — esquecendo totalmente a pimenta — e não menos importante, havia conhecido os seus avós paternos; seria interessante para ela relatar todos os seus sentimentos em cada país, principalmente as dificuldades que encontrava ao entender o idioma local, como também as pessoas que estava conhecendo. O interior de Elizabeth estava aquecido, uma onda de amor estava invadindo o seu coração, algo como descobrir o que fazer pelos próximos anos para esquecer um pouco daquela rotina antiga.

A França era revigorante para Elizabeth, apesar do seu fuso horário estar um pouco alterado e complicado de ajustar pelas mudanças radicais, tudo estaria bem em alguns dias; ela precisaria de pelo menos uma semana para estar estável em seu estado, mesmo com um prazo longo para uma viagem em diversos países, teria dois meses na França para se ajustar e conhecer tanto Paris quanto Estrasburgo.

Um mês na cidade da luz fora o tempo perfeito para descobrir um pouco mais sobre o seu amor por fotografias, era difícil não registrar tudo. Em diversos cliques, Elizabeth havia registrado um pouco mais de duas mil fotos; entre fotos de turistas, pontos turísticos, Torre Eiffel e fotos de si mesma, estava tudo devidamente arquivado.

— Quando me tornei o Phillip? — ela murmurou, rindo.

Era fácil analisar a beleza de todas aquelas fotos com brilho em seus olhos, não havia ângulos ruins e, certamente, seria muito difícil apreciar somente com os olhos aquelas belezas naturais. Entre outras coisas, Paris trouxe liberdade para o seu espírito interior, significava que precisava viver um pouco mais além do que estava vivendo e conhecer muito mais do que havia vivenciado até aquele momento em sua vida. Era interessante conseguir ver tão claramente todas aquelas coisas em sua volta, acabara sendo um sinal de que estava bem mais preparada para Estrasburgo do que poderia imaginar.

Os dias em Estrasburgo foram incríveis, como era de se esperar para Elizabeth. Algumas recaídas em pensamentos quando o assunto era John Phillip, mas até então tudo progredia perfeitamente bem.

— Jennifer, você está me ouvindo? — Elizabeth disse, franziu a testa ao ouvir os chiados que a ligação fez em alguns raros momentos.

— Agora estou ouvindo! — Jennifer respondeu, sua voz parecia ter alterado um pouco o tom. — A ligação estava péssima. Como você está?

— Eu estou bem, mas estou morrendo de saudades. E como você está?

— Morrendo de calor.

Ela riu, acenando negativamente com a cabeça. Estava com saudades do humor ácido da sua melhor amiga, isso era um fato. — Não sente minha falta, Jennifer?

— Claro que sinto. Já tem quase um ano que você está longe, por quanto tempo consigo aguentar? — Jennifer disse, sendo sarcástica.

Ela rolou os olhos ao sentir o tom sarcástico na voz da amiga. — Você é incrivelmente péssima.

— Posso conviver com isso, Elizabeth. Agora você tem países para descobrir.

— Em poucos dias estarei na Austrália, eu prometo mandar fotos para você.

— E eu prometo que até a sua viagem acabar, eu vou achar alguma coerência nessa lista.

Ela deu de ombros, rindo enquanto pensava o quanto Jennifer estava certa naquele momento. — Está bem, posso conviver com isso. Amo você.

— Amo você — Jennifer respondeu.

Elizabeth encerrou a ligação pensando que até o final da sua viagem tentaria descobrir a coerência daquela lista um pouco aleatória; tudo bem, era por países e culturas diferentes, mas por que justamente aqueles? Ela precisava entender de uma forma aprimorada. Porém, prometeu para si mesma que os últimos dias em Estrasburgo seriam para repousar no quarto de hotel, não havia ser humano que aguentasse uma rotina de não parar um dia para descansar, e se em alguns dias estaria na Austrália novamente alterando todo o fuso horário, precisaria estar preparada para isso mais uma vez.

A beleza inconfundível das praias da Austrália era o próximo destino para Elizabeth, ficar um mês vivenciando o mar, comidas praianas, o doce toque puro do sol sob a pele e a maravilhosa vista que elas poderiam proporcionar; era tudo que ela precisava para abastecer sua lista de aventuras ao redor do mundo.

Depois de horas intermináveis no voo da França até à Austrália, agora seriam dias de pura diversão e relaxamento pessoal; já era possível sentir todos os músculos relaxarem ao som das ondas batendo entre si enquanto o seu corpo pegava uma cor com aquele delicioso cheiro inconfundível de maresia. Aquilo era o paraíso na terra certamente, como era possível qualquer ser humano viver longe de tudo aquilo? Elizabeth estava sentindo-se como uma garota de cinco de anos de idade, já não tinha mais os fios curtos; eles estavam médios para longos e o seu corpo estava bronzeado como se fosse protagonista daqueles filmes de sereia. Era bobeira rir daquilo em plena praia enquanto saboreava o seu delicioso peixe com fritas, mas era algo que acabara vindo em sua mente.

Os dias naquele país admirável foram extremamente excitantes, acabara experimentado tantas comidas diferentes que não conseguia decidir qual havia se tornado a sua favorita. Além das deliciosas lembranças, o incrível bronzeado em seu corpo, também estava levando consigo mesma uma vontade extremamente diferente de todas; a Austrália despertou em Elizabeth algo para querer aprender a cozinhar todos aqueles pratos que havia provado, mesmo que em sua maioria não ficassem com o mesmo sabor, ou ficassem tão bonitos quanto.

O primeiro ano de viagens estava quase chegando ao fim, mas para encerrar estava faltando à África do Sul, e é claro que Elizabeth estava extremamente ansiosa para encerrar aquele primeiro ano de viagens em um país tão incrível e rico em belezas naturais.

Em toda a sua estadia na África do Sul, Elizabeth visitou todos os safaris possíveis, entre muitas fotos e vídeos, ela sentia que estava criando matérias incríveis para a Potere mesmo a milhares de distância. Era incrível como os animais se comportam na presença de seres humanos, e o mais interessante para ela era o quanto estar perto de todos aqueles animais não lhe deixou nenhum pouco assustada ou em pânico, ela estava mesmo gostando daquela nova aventura.

Certamente seriam meses para desvendar a vida animal de um jeito novo, muito além de só ver Ozzy dormindo no quarto de hotel por horas e horas, se movendo de um lado ao outro ou apenas comendo, era diferente.

Entre safaris, viagens, pratos novos, uma cultura incrível, Elizabeth estava com a sua câmera recheada de incríveis memórias e meses maravilhosos na África do Sul; tudo havia sido demasiadamente encantador. O país realmente tinha uma beleza inconfundível e fantástica e, certamente, o diário só estava ganhando mais vida. Entretanto, apesar de passar incríveis meses longe da Itália, era estranho estar longe da sua família naquele final de ano, não era algo muito comum para Elizabeth que no ano anterior estava completamente de vermelho e verde tirando fotos anuais. Tudo aquilo era por uma boa causa, não era? Ela pensava isso para tentar animar-se com a situação, mas era um pouco difícil ao analisar como o quarto de hotel estava vazio, isso era um pouco triste para ela.

A vida precisava continuar, não era tempo de ficar triste com pensamentos hediondos. China era o próximo destino, era tempo de começar o ano em grande estilo e mudando novamente o fuso horário de um jeito radical — mais uma vez, é claro —, mas tudo estava bem, valeria muito a pena no final. Elizabeth prometeu para si mesma que viajaria por uma semana com apenas uma mochila nas costas, como faria isso? Interessante pensar, ela deixaria todas as suas coisas no hotel, incluindo Ozzy, mas ele ficaria em um hotel para bichos.

Uma vez John disse que era peculiar viajar com apenas uma mochila nas costas, então ela decidiu que faria isso enquanto estivesse na China, pelo menos por um tempo já que ficaria metade de um ano por lá. Elizabeth estava decidida a provar coisas novas, queria fazer coisas que nunca havia feito antes.

Embora fosse uma aventura interessante, peculiar e desafiadora, era um pouco difícil; muito provável que a sua mãe nunca a deixou acampar com as suas amigas. Elizabeth não estava há um dia direito, mas já sentia suas pernas doerem e reclamarem querendo descansar a todo instante, era preciso encontrar um bom lugar para comer e descansar ao menos naquela noite; ela não estava acostumava a andar tanto daquela forma, era algo novo para ela também, mas queria se desafiar mais algumas vezes naquela viagem, assim como John havia feito anos atrás, e como havia prometido para si mesma — ela com certeza conheceria algumas belezas naturais — era a sua chance.

— Você consegue, Elizabeth Dean — ela murmurou para si mesma, sentindo as suas pernas reclamarem como se estivesse suplicando por descanso.

Está certo, era hora de ouvir seu corpo e apenas descansar, ela pensou. Elizabeth não era muito boa em montar barracas, mas quando o assunto é sobrevivência, para tudo tinha um jeito; muitas horas depois, pouca paciência e muito suor de tanto nervoso, ela havia montado a sua barraca para ter uma linda noite de descanso.

Ânimo, era só o primeiro dia.

Em torno dos dias com apenas uma mochila nas costas, tudo estava ficando mais fácil. O corpo de Elizabeth estava ficando mais resistente com o tempo, conseguia aguentar as subidas sem nenhuma dificuldade aparente, e ela já não reclamava tanto para dormir em um chão de barraca, até mesmo estava achando um pouco interessante aquilo. Já não estava com o seu celular para anotar como estava se sentindo em relação aos seus dias em seu diário, então estava fazendo tudo em seu post-it — e claro, precisava fazer isso antes de escurecer, porque não enxergava absolutamente nada na floresta às seis horas da tarde — em alguns detalhes, dificuldades, Elizabeth prometeu para si mesma no último dia de mochila nas costas que nunca mais faria isso na vida, e que se algum dia encontrasse John novamente, o encheria de tapas por isso. Isso havia sido uma besteira para pensar naquele momento, talvez fosse o odor desagradável que estava que a fez pensar em John naquele momento. Era real, Elizabeth realmente precisava voltar para o hotel, tomar um longo banho, comer uma comida decente e descansar por intermináveis horas.

O restante dos seis meses na China foram ótimos, realmente incríveis. Conhecer diversos lugares e criar memórias fez com que Elizabeth esquecesse a terrível semana com apenas uma mochila nas costas e todos os pesadelos que teve em torno daqueles dias, ela só precisava decidir se havia gostado mais de Pequim, Xangai, Hong Kong ou Tianjin. Além de memórias incríveis, a China lhe proporcionou sabores incríveis, o seu paladar estava mais criterioso quando o assunto fosse comida chinesa, seria mais difícil se adaptar aos restaurantes chineses da Itália agora. Entre dores nos músculos, descanso, descobertas e felicidades, a China proporcionou resistência, agora era hora da Irlanda ensinar algo novo para Elizabeth.

Um ano e meio longe da Itália, a saudade já não era tão difícil de suportar naquele momento, era mais difícil há um ano; algumas ligações eram o suficiente para aliviar os resquícios de saudades dos amigos e familiares, embora estivesse gostando de toda aquela aventura e estivesse deixando o seu diário de fotos e escrita rico em valores e conteúdo, também sentia falta da sua rotina. Porém, era hora de continuar com os seus planos e os próximos três meses na Irlanda seriam de descobertas interessantes para Elizabeth.

Bares irlandeses.

Por que não? John havia atiçado a curiosidade de Elizabeth anos atrás, e naquela altura de sua vida, depois de tantas coisas que havia passado, ela precisava entender o que ele queria dizer com aquilo naquela época. Elizabeth iria precisar de muitas doses de coragem naquele momento, ainda sentia-se um pouco apavorada pelo homem de cérebro pequeno, mas ela entendia que precisava aprender a se defender sozinha e que nem sempre iria ter um John Phillip para lhe salvar em bares da vida.

Elizabeth fez uma lista de bares irlandeses, mas claro que selecionou aqueles que julgou que encontraria uma aventura peculiar — ela achou que esse seria o termo correto para usar —, deixou alguns mais leves por último, é claro. Três meses vivenciando bares, ela realmente estava mudada da Elizabeth convencional, eram mudanças radicais demais para serem analisadas em uma única vez.

Estar em um bar irlandês de uma estrela era bem estranho para Elizabeth, nem na Itália ela frequentava lugares assim, mas como estava em uma lista crescente... era o seu plano.

Diversos homens bebericavam cervejas em canecas grandes de um litro, a derramavam pelo chão ao baterem uma caneca sobre a outra, Elizabeth pensava que era uma loucura estar ali.

— O que eu estou fazendo aqui? — ela questionou si mesma, encolhendo o corpo enquanto tentava alcançar o balcão.

Ao mesmo tempo em que estava passando um jogo sobre uma pequena televisão no bar, também estava tendo uma despedida de solteira; Elizabeth pensou o quanto seria divertido se fosse a sua despedida com as meninas em Verona. Casar com o John teria sido engraçado para ela, mas também teria sido algo maravilhoso de se viver em todos os dias, até mesmo nos piores. Está bem, não era hora de pensar em talvez. Elizabeth pediu uma caneca de cerveja, aquela de um litro mesmo, queria sentir o prazer que todos aqueles homens sentiam ao se deliciar com a cerveja irlandesa enquanto viam ao jogo na televisão.

— Você está sozinha? — um homem disse.

Ele realmente era muito bonito, o típico homem irlandês. Barba ruiva, cabelos ruivos e com algumas sardas no rosto, olhos claros e lábios avermelhados.

Elizabeth franziu a testa, acenando positivamente com a cabeça. — Sim, eu estou sozinha.

— Será que eu posso ficar? — ele disse, parecendo estar um pouco interessado nela.

— Se você me falar o seu nome, posso pensar no seu caso — ela riu, pegando a caneca de cerveja e tomando um longo gole. Aquilo realmente era delicioso, havia descido aveludando o seu interior.

— Brandon, e eu posso te chamar de...? — ele questionou.

— Dean, você pode me chamar de Dean.

Elizabeth não queria passar o seu primeiro nome, ela não conhecia aquele homem, não tinha porque passar o seu primeiro nome para ele. Porém, pelas próximas horas daquela noite ela conheceu um pouco do Brandon e realmente havia adorado, ele era muito divertido e engraçado. Elizabeth não notou se havia algum interesse da parte dele, se ele realmente queria algo a mais com ela, mas de fato, a conversa que eles tiveram havia sido prazerosa.

Muitas canecas de cerveja e conversas sobre a Itália e a Irlanda, Elizabeth e Brandon trocaram alguns beijos ainda no bar, ele era o primeiro homem que havia beijado pós John Phillip e era muito estranho para ela; ele não beijava mal, muito pelo contrário, o beijo era ótimo e ele não a desrespeitou em momento algum, mas não era o John. Ela não estava aguentava ficar ao lado do Brandon por muito tempo, prometeu para si mesma que não faria isso novamente, ela não estava preparada para isso ainda. Pediu desculpas para o Brandon, disse que toda aquela cerveja não lhe caiu muito bem, passou o número de telefone errado e foi embora.

Naquela noite, Elizabeth ficou um pouco mal, derramou algumas lágrimas por John, sentiu-se culpada pelos beijos — mesmo sabendo que não estava errada em absolutamente nada — escreveu em seu diário sobre a sua primeira noite no primeiro bar irlandês e como foi a sua experiência. Brandon era um cara realmente legal, mas não era um cara para Elizabeth, ele iria encontrar outra mulher. Os próximos bares serão sem beijos, é uma promessa; havia sido a sua última anotação naquela noite.

Os próximos dias na Irlanda foram ótimos, a culpa fora sumindo aos poucos consequentemente, certamente que não rolou nenhum outro beijo depois do ocorrido, mas muitas outras experiências marcaram os bares irlandeses: tentativas de beijos, cantadas, bebidas horríveis, comemorações que acabara participando sem nem ao menos conhecer as pessoas, outras memórias incríveis. Os meses na Irlanda foram realmente incríveis, Elizabeth havia aprendido a se defender sozinha, sem a ajuda de John ou de outro homem. Ela também havia descobrindo o seu gosto por cerveja irlandesa e outras bebidas, iria precisa se adaptar com as cervejas italianas, mas a sua sorte era que gostava muito do vinho italiano e isso iria suprir a sua necessidade pelos próximos cinquenta anos.

Era engraçado ver que já haviam se passado quase dois anos que estava longe da Itália, quase dois anos descobrindo coisas incríveis ao redor do mundo, se autoconhecendo e se desafiando. Faltavam apenas dois países para encerrar tudo de uma vez por todas, como também faltavam apenas um ano e três meses para tudo acabar; Elizabeth ficaria três meses no Brasil e um ano nos Estados Unidos, e o resto seria apenas história.

A diferença de horário da Irlanda para o Brasil não era tão grande, então não foi tão difícil se adaptar com o fuso horário. Porém, a diferença do clima havia sido algo bem difícil de adaptação e, em toda via, seu destino fora o Rio de Janeiro, era muito calor para Elizabeth; ela realmente estava acostumava com as sensações térmicas altas por causa da Itália nas épocas climáticas de puro verão, mas era diferente quando se estava acostumada a viajar pelo mundo em diversos países e experimentar diversas temperaturas diferentes.

No Brasil, Elizabeth fez uma lista para conhecer o Cristo Redentor e algumas praias cariocas, algo que ela havia conhecido apenas por foto e realmente sentia um encanto extremamente forte, Ipanema também faria parte do seu destino com toda certeza. Ela estava tão empolgada para conhecer aquele país que tanto viu nas fotografias de John, mas era hora de criar as suas próprias fotografias no Brasil e conhecer muitas pessoas. Ozzy estava adorando o clima, o barulho do mar; o que a propósito, havia sido uma escolha incrível o hotel de frente para a praia de Copacabana, era uma vista maravilhosa e que rendia uma inspiração ilimitada.

Doses de calma, nada mais importava para ela. O seu próximo destino seria um pouco mais especial do que todos foram até agora: Newton, Estados Unidos.

Entretanto, Elizabeth só queria aproveitar o Brasil por hora.