Notas iniciais
Comentem, deem críticas se quiserem, aceitamos de boas (a não ser se for uma ofensa). Se quiser falar qual é o autor de narração preferido pode falar hahaha
Robb = João
Katrina = Barbara
Librid = Camila
Elena = Nicolly

ROBB

Primeiro Dia, 5h05min, Ano 2025, 30/01.

Acordara suando as cinco da manhã, assustado com o alarme, que tocava o ringtone de filme terror. Robb olhou a sua volta, refletindo sobre o porquê estava tocando o alarme e quem tinha colocado. Deu uma fungada e olhou a data em seu celular. Mas já? Primeiro dia de escola. Pensou. Colocou Placebo para tocar em seu aparelho de som e começou a tomar banho. Música facilitava tudo para Robb, até se arrumar. Ele fazia as coisas mais rápidas, não se apressando. E o melhor era seu quarto a prova de som. Ou seja, ele podia ouvir o quão alto ele quisesse.

Lavou-se, enquanto ouvia o cover de Running Up T hat Hill. Oh, quase não podia acreditar que hoje era o primeiro dia de aula. E nem podia acreditar que o próprio estava indo. Robb nunca ia ao primeiro dia de aula, porque primeiros dias de aulas em sua escola era a mesma coisa de falar que eles não iriam fazer nada a não ser falar e falar. Conhecer os professores? Bullshit. Se dois professores fossem ao primeiro dia de aula, era milagre. Mas Robb estava indo, pois sentia que hoje iria ser um dia mais que comum. E estava indo também para comer, pois a escola estava fazendo uma festa de comemoração, pois era neste dia ou no outro que teria o aniversário de quatro anos do fim da 4ª Guerra Mundial. A guerra que menos havia durado e que mais havia matado. Estados Unidos para conseguir território matara uma cidade inteira com um vírus espalhado. O vírus foi disseminado, mas ninguém esquecia as dois milhões de pessoas que morreram em instantes.

Terminou o banho, viu que já estava quase na hora de acordar seu pai para levá-lo e começou a ficar mais rápido ainda. Seis e quarenta e cinco, Robb estava pronto. Conferiu: cabelos castanhos, olhos pretos com olheiras leves e bochechas vermelhas, como sempre ficavam.

Robb, num momento, se pegou em dúvida. Devo levar material ou não? Resolveu levar, sempre tinha aquela palestra idiota sobre sexo sem camisinha ou algo assim. E Robb gostava de levar os materiais para poder tirar folha do caderno e tacar na cabeça de alguém, do fundo do auditório. Riu quando lembrou que a Sra. Roberts não sabia de onde vinham os papéis, pois ele se escondia na hora, de como ela ficava com raiva.

Checou seu celular, em seus olhos, haviam chegado algumas mensagens, leria depois, não estava no clima do drama de seus amigos, para falar a verdade. Na verdade, Robb achava que isso era uma vingança em sua cabeça, das vezes que seus amigos não tiveram paciência para seus dramas, agora ele também não teria para os deles. Normal.

Checou por último a chave de seu carro, se ainda estava no mesmo lugar. Sim, estava. Seu pai tinha lhe tirado o carro, pois dirigira um pouco fora da velocidade e ganhara três multas. Numa mesma noite. Opa, madrugada. Não ligando para o que o velho dizia, pegou as chaves e foi até seu carro, um Chevrolet velho e azul, meio vintage para o gosto de Robb. Odiaria esse carro desde o momento em que ganhou, mas seus pais insistiram em não trocar. Pois era uma homenagem ao avô deles ou coisa assim. Seu pai, desde a guerra ficara sentimental demais, só por ter visto todos seus amigos morrerem num bombardeio da Rússia. Hoje em dia, está ficando velho e quase todo dia vomita sangue por causa de estilhaço de bomba ainda remanescente em seu estômago.

Robb preferia ter um pai morto a um pai nesse estado. Enquanto todos seus amigos eram órfãos que vivia com os avós ou tios mais novos que não puderam ir para a guerra ele estava ali, seguindo ordem de seus dois pais, que ficaram vivos.

***

Em sua escola, nem acreditou estar vendo-a novamente, tão de perto. Fazia meses que estava de férias, mas pareciam anos. Havia se esquecido em como a estrutura era parecida com a de um enorme casarão, bege. Como as escadas eram perigosíssimas se passar correndo, pois cair era fácil. Esqueceu como o estacionamento sempre era ruim para fazer uma baliza decente.

Também havia esquecido aqueles muros que mais pareciam Campos de Concentração. A escola fora construída na época da 3ª Guerra Mundial, fora construída para ser um abrigo e um lugar de estudo ao mesmo tempo. Por isso a maior parte do prédio era a prova de bombas e havia um terreno inteiro no subterrâneo, caso houvesse mísseis mais poderosos. Mas o subterrâneo fora lacrado assim que a Guerra acabara anos depois. Mal sabia o Estado que fechar seria uma má ideia, pois a Quarta seria bem pior.

Entrou no estacionamento livre, colocou seu carro numa vaga aleatória, nem precisou decorar, pois era um carro que se destacava em qualquer lugar. Não era feio, mas também não era normal. Os carros normais desse ano eram os feitos no Japão com alta tecnologia que se dirigiam sozinhos. Uma coisa que Robb amava em seu carro, talvez a única, era a oportunidade de poder dirigir. Não ser levado por uma máquina que pode dar defeito ou qualquer coisa assim. E também ele amava dirigir, a brisa do vento correndo por seu pescoço, ultrapassar a velocidade a cem por hora, não pensar em seus problemas ou em suas namoradas da faculdade. Ele as odiava, mas tinha que admitir, todas elas terem o mesmo nome ficava tão mais fácil que terminar que seria o difícil.

Entrou na escola, finalmente. Só de andar pelos corredores cinzentos, suas pernas cambaleavam, como se não reconhecessem nada ali. Como se algo estivesse estranho. Ele sentia uma energia estranha.

No meio de sua visão, apareceu uma tela branca do Skype, seu pai queria falar com ele pelo implante na córnea. Pensava se celulares fora do corpo antigamente, na época de 2015, 2016 facilitava ignorar as pessoas. O implante reconhecia se o portador estava fazendo uma tarefa ou se estava ocupado e mandava uma mensagem automática para quem estava tentando se comunicar. Mas como Robb estava só andando, o implante avisara que o portador estava disponível. Robb aceitou a mensagem, piscando.

Um homem meio careca, branco como leite, sem nenhum pelo nos braços ou peitoral, apareceu diante de sua visão, atrapalhando-o a andar normalmente. Sentou-se num banco, observando com o outro olho se algum de seus amigos vinha até ele.

— O que foi pai? — disse em seus pensamentos, que foram passados diretos para o implante. Por um momento, questão de segundos, o implante de seu pai falhou e voltou a se comunicar. Isso só acontecia quando a córnea estava ficando velha. Quenovidade.

— Robb, você pegou o carro. — Colocou a mão na testa, a secando, como se suasse de nervosismo. — Não tem problema, só não dirija mais acima da velocidade, ok? O carro é seu mesmo, tanto faz. Vai ficar aí até que horas?

— Não sei até quando a festa vai durar. Sabe como a Honour Father é. As festas de aniversário do fim da Guerra duram até umas meio-dia, o que é totalmente desnecessário. Mas ok, tanto faz, pai. Tchau, preciso saber em qual sala desnecessária eu caí.

— Filho, bom dia. Vou voltar a dormir.

— Joga na cara mesmo hein. — Pisquei, desligando a chamada.

Foi quando as mensagens que eu não tinha lido mais cedo me invadiram, sem querer. O implante de córnea podia ser algo muito indeciso, se você piscasse sem querer umas duas vezes e estivesse pensando nas mensagens, ele abriria as mensagens. Tinha duas de Leonard, seis de Elena e uma de Katrina.

Abri primeiro de Leonard, que era a mesma coisa que ele vinha falando há meses.

Cara

Acho que é hj que eu crio coragem para fazer aquilo

Robb as apagou e nem se preocupou em respondeu, já que Leonard estava vindo em sua direção. Viu as seis de Elena.

Nossa ontem eu caí

Que raiva

Na verdade, eu me machuquei um pouco

Pqp olha essa história

Que livro foda

MANO VC VAI HJ?

Katrina simplesmente mandara um Vc precisa de cérebro. Acho que ela estava respondendo a uma mensagem que ele tinha mandando há semanas, falando que queria outra Guerra. Normalmente ela entenderia a ironia, mas Katrina parecia nas últimas semanas muito nervosa, na opinião de Robb.

Apagou as mensagens, enviando para a lixeira. Aproveitou e piscou para verificar a lixeira, vendo se havia alguma coisa útil para restaurar. Nada. Suspirou e observou Leonard finalmente chegar até ele.

— E aí cara. — Somente disse.

Robb foi direto, sem nem responder o cumprimento — Vai mesmo fazer? Sério mesmo? É difícil de acreditar depois de você passar meses evitando.

— Acho que sim. Aproveitar que hoje faz tempo que nós não nos vemos, vai que sei lá, acende uma chama. Nunca é tarde.

Robb riu, balançando a cabeça. — Você percebe o quanto isso soa idiota?

— Percebo. Mas todos os apaixonados são idiotas, não? — Riu calmo, olhando para sua mão, com a cabeça abaixada.

— Olha, se for realmente fazer. Faz agora. Aproveita que Elena tá chegando ali. — Disse Robb, apontando para Elena, que segurava sua bolsa, provavelmente ouvindo alguma música no seu implante, dentro da sua mente, pois estava dublando algo, mexendo seus lábios lentamente. Provavelmente era alguma música daquela cantora que morrera na Quarta Guerra Mundial, começava com L... Lana Del Rey, Robb achava.

Elena a adorava, Robb até entendia um pouco o motivo. As músicas eram lentas e tristes, mas tinham um toque do sentimento da Guerra. Não era algo que alguém podia explicar normalmente com palavras, mas se sentia.

Os dois a observavam, sem a chamar, vendo-a quase tropeçar em seus cadarços que estava totalmente desamarrados. Robb pegou Leonard pela camisa e o arrastou até onde Elena estava. Queria ver aquilo. Podia ficar muito bom. Lembrou-se de gravar com o implante quando começasse. Seria um ótimo final feliz se Elena dissesse um sim, mas também seria um ótimo vídeo para rir se ela dissesse não.

— Elena... Precisamos conversar. — Disse Leonard, calmamente, inspirando e expirando. Ele a guiou até o banco, Robb fez menção de ir junto, até Leonard lançar lhe um olhar ameaçador.

Droga, eu queria assistir. Injusto.

Ouviu um grito. Depois viu rapidamente um tapa na cara. Oh.

===

Elena saiu correndo e Leonard também, Robb não sabia se atrás dela ou para ir ao banheiro, se arrepender de ter feito aquilo ou simplesmente cortar seus pulsos. Qualquer que fosse a opção, Robb queria ter certeza de que aquilo ele iria assistir.

Correu atrás dos dois, e a primeira opção se confirmou. Leonard realmente estava indo atrás dela.

— Elena! Qual é o problema? Você já sabia disso! Achou que eu ia ficar me acovardando a vida inteira?

— Você me pedir em namoro, chega a ser nojento, não acha? ISSO É INCESTO! — ela gritou.

Robb se intrometeu, tentando ajudar o amigo — Olha, tecnicamente vocês são primos de segundo grau, não é tão assim né.

Elena se virou para Robb e deu um soco na cara dele. Um soco não muito forte, mas com a rapidez e o fato de Robb ser totalmente surpreendido, ele quase caiu.

— Elena, calma. — Chegara Librid. — O que aconteceu dessa vez? — a face de Librid não era de surpresa. Era bem a cara de Elena socar Robb. Ela amava bater nas pessoas. Ainda mais quando estava furiosa. E Elena parecia ferver em raiva.

— Cala a bocaLibrid, você nem quer saber o que aconteceu. Só saiba que eu não quero ver a cara desses dois aí nunca mais.

A festa passara rápido. Teve a diretora agradecendo todos os soldados que ganharam medalhas. Depois todos tiveram de jurar ao hino e cantar. A melhor parte, a da comida, foi a que mais demorou. E a comida nem foi o que prometeram. O cream cheese estava meio verde, a guacamole estava já marrom, de velha. E os nachos eram todos frios. Burrito nem se fala. A única coisa que Robb amou comeu e não colocou defeito foram os beirutes de frango desfiado. Ele amava beirutes.

O sinal bateu e os alunos se aglomeraram todos em direção ao portão, se empurrando e rindo com algo idiota. Somente Robb e mais alguns perceberam que tinha algo errado. A escola, sem contar os alunos, estava vazia. Os professores, secretários e outros funcionários, todos haviam sumido. Como se desaparecessem na fumaça.

O portão não abrira ainda, e a porta que dava acesso ao estacionamento estava lacrada. Depois de alguns dez minutos, os alunos, todos, começaram a ficar preocupados. Um garoto, que Robb nunca tinha conversado, inventou de subir o muro. Dezenas dos dois mil alunos ali foram com ele, subindo também. Chegaram no topo rapidamente e Robb gritou para saírem dali. Ouviu um estalar elétrico e os corpos de todos que se encostavam à grade foram jogados trinta metros longe do portão. Os corpos estavam totalmente queimados. O rosto de um garoto estava derretido.

— NÃO! — Elena, que estava um pouco longe dele, gritou. Robb olhou um dos corpos no chão, tostados. O irmão mais velho de Elena estava em um deles. Pelas roupas ela o reconheceu. Chorou em seu corpo enquanto Robb pensava...

O que tá acontecendo aqui?

KATRINA

Primeiro Dia, 11h40min, Ano 2025, 30/01.

Katrina não acordara com os gritos de sua tia pelo contrario acordará com um “Bom dia, o café esta pronto” e um sorriso, o que achou muito estranho, pois sua tia a odiava. Quando estava saindo de casa para seu “emocionante” primeiro dia de aula sua tia a abraçou emocionada e se despediu dela com um boa sorte, ela estranhou a palavra não fazia ideia de o que isso significava. Fora isso era um dia comum, palestras, aulas chatas, Phillip irritando Elena e levando tapas consecutivos da mesma. Mas depois da festa absolutamente tudo mudou.

A escola, pessoas morrendo no muro, gritos e choros invadiram o silencio que antes se fazia. As pessoas estavam entrando em pânico quando o sinal tocou interrompendo toda a gritaria e os barulhos de choro, com toda a certeza para Katrina era hora de correr, aparentemente esse sinal não parecia boa coisa, ela olhou para Librid que estava ao seu lado com uma expressão confusa e espantada, sua mão segurava seu livro com uma imensa força que sua unhas faziam marcas em sua capa, as mão de Katrina suavam, ela estava tentando não ter um ataque de pânico, Philly estava ao lado de Librid e por algum motivo pensou em colocar a mão nos peitos dela mas evitou fazer esse movimento.

Katrina estava a poucos instantes do pânico, sua vontade era sair correndo pra bem longe daquele lugar, o barulho do sinal finalmente cessou, um curto espaço de silencio, e uma voz metálica soou na cabeça da garota:

Bem vindos! Gostaria de lhes dizer um ''Bom Dia'' mas hoje não parece ser um. Como puderam presenciar, alguns de seus colegas são um tanto, apressadinhos, e não tiveram a sorte de ouvir minhas graciosas boas vindas, muito menos de ouvirem as regras. Vocês terão que se dividir em um grupo de doze pessoas, numero igual de garotas e garotos, a cada quinze dias vão ser distribuídos suprimentos, armas e kit de primeiros socorros, terão que obedecer a todas as nossas ordens, não tentem fugir, isso é impossível, mas a quem tentar o castigo será severo. O jogo só ira acabar, quando apenas um grupo sair vivo, os integrante do grupo podem sempre estar mudando, mas contanto que eles estejam respeitando o numero e o sexo dos participantes, eles podem acabar ganhando mais um dia vivos. O melhor ainda esta por vir, lembrem se, eles vêm das profundezas, e estão sedentos de fome.

Nesse momento parecia que o mundo havia parado de girar ela não fora a única que escutara isso, todos estavam paralisados, Katrina estava perplexa, mas ela ainda estava com um pouco de consciência, ela estava tentando calcular todas as informações, mas desistiu logo e se preocupou nos detalhes principais sobreviver, 12 pessoas, quinze dias... Ela estava apavorada, mas forçou seu cérebro a pensar mais e mais rápido, até chegar à pequena conclusão.

— Corram! — Ela disse isso agarrando o braço de Librid e a levando, ela ainda estava tentando processar tudo, Phillip se deu a consciência e começou a segui-las.

Ela não sabia se seu plano iria dar certo, mas foi apenas ela dar esse primeiro movimento que o mundo voltou a girar explodindo em grito agonizantes, os corpos das pessoas mortas estirados e queimados no chão agora já não importavam mais as pessoas corriam e se pisoteavam os gritos eram cada vez mais caóticos.

— O que nós vamos fazer?!— Gritou Librid atrás de Katrina parando e forçando a outra garota e o garoto a pararem.

—Vou mandar uma mensagem para as pessoas da sala, elas vão vir aqui — Philly disse já ativando sua córnea pronto para mandar uma mensagem, mas nada aconteceu. — A córnea não táfuncionando.

—Vamos procura-los melhor não nos separarmos, isso pode dificultar muito vamos pegar algumas pessoas e achar algum lugar seguro, talvez a Outlet, mas isso nós resolvemos depois.— Katrina disse impaciente — Agora vamos!

LIBRID

Primeiro Dia, 6 h10min, Ano 2025, 30/01.

As férias terminaram, assim como as festas, bebidas e a ficadas, Librid acordou devastada, com suas roupas rasgas e sujas de tinta, seu corpo cheirava álcool, a ultima festa era a melhor, ela não se lembrava de nada, apenas queria voltar para casa, e ter um bom dia de sono, se levantou do chão tentava sair da casa sem pisar nas pessoas que ainda adormeciam, passou por um espelho e se olhou, seu cabelo que era encaracolado estava bagunçado, ainda tinham marcas de batom no canto de sua boca, e esse batom com certeza na era dela, continuou seu caminho, ate perceber que estava sem uma de suas botas no pé, parou e olhou em volta, lá estava ela, imediatamente foi buscar, após a vestir deu de cara com um calendário, reparou que era o primeiro dia de aula, não se preocupou com o fato de que não estava em condições para ir à escola, realmente se assustou ao ver o quadro da família Johnson na parede, se tocou onde estava por um breve momento uma risada soltou se de seus lábios. Encaminhou se para fora, lá estava o senhor e a senhora Johnson, eles tinham acabado de chegar de viagem, olhavam para sua casa perplexos, como uma boa garota, Librid se deu o trabalho de cumprimentá-los.

— Ola senhor e senhora Johnson — Eles não responderam, nunca gostaram muito da garota.

Librid seguiu seu caminho para casa a pé, não ficava muito longe dali, teve facilidade ao entrar, estava sem chave, porem a porta sempre se encontrava aberta, sua tia Rosie ainda estava dormindo. Librid se direcionou ao quarto, tirou suas roupas e foi tomar banho, tirou toda sua maquiagem desgastada para poder passar outra. Vestiu-se, arrumou a mochila com alguns matérias, cigarro, isqueiro e uma blusa de mangas compridas. Foi caminhando ate a escola, não tinha a necessidade de usar um automóvel, a escola ficava a alguns quarteirões de sua casa. Chegando lá, presenciou a briga de Elena e Leonard, eles realmente formariam um casal bonito na opinião de Librid.

O tempo se passou, e a hora de sair daquela prisão sinistra também chegou, e o pior aconteceu, lá estavam eles todos presos alguns mortos, sem saber o que fazer, a única ação era ser ajoelharem e rezarem. Katrina e Librid estavam juntasse Phillip que tinha as seguido, procurando por seus amigos estavam todos reunidos, Robb, Elena, Gustav, Elijah, Dean, Melanie e Naomi.

— Então, o que vamos fazer? — Perguntou Robb, que parecia estranhamente calmo.

— Que tal, fazermos tudo que eles mandarem!—Respondeu Librid ríspida.

— Eu estava falando a Katrina, ela é o gênio — Katrina não era nem um pouco paciente, mandou os dois calarem a boca, e Elena parar de choramingar, que já estava a irritando.

Todos estavam a irritando, parecia que o mundo chorava e gritava ao torno dela, ela não era fria, apenas achava desnecessário que as pessoas de descontrolassem tanto. O plano era ir ate ao Outlet e esperar, esperar as ordens ou até mesmo a morte. Todos estavam sentados no chão, em um silencio, todos estava em silencio, à escola toda o sol se punha, assim como a força de cada um, cansados pelo estresse todos adormeceram rapidamente, ninguém ligava para o desconforto, o sono e a leveza tomaram conta dele, apenas Dean continuava acordado pensava nas palavras que tinham ouvido “Eles vem das profundezas, e estão sedentos de fome”.

Essas palavras não saiam de sua cabeça, o que vem de lá, e o que eles querem. Algo muito ruim estava por vir, só basta saber o quê.

Deveria ser umas 4h da manha, Dean continuava acordado, seus sentidos estavam apurados dava para ouvir cada som que estava do lado de fora do outlet. Ele ouviu passos pesados, pareciam mais de uma pessoas talvez umas seis pessoas, então resolveu espiar, não acreditou no que viu, talvez fosse apenas sua imaginação, mas essa duvida se cessou quando o sangue de um garotinho inocente espirou em seu rosto, gritou, porem seu grito foi abafado pela mão de Gustav, que fez sinal de silencio com o dedo, foram acordar os outros e se esconderem, todos no susto levantaram as presas, sem saber o que fazer, Elijah teve a ideia de virar uma longa mesa que linha por lá e jogar a toalha da mesa surrada por cima de todos, assim fizeram, logo as criaturas conseguiram entrar, ninguém se ousou olhar, apenas Dean sabia o que era, só não acreditava, elas andaram por todo o lugar, e por um leve deslize alas não acharam todos, a grande toalha grupou na pata de uma delas, descobrindo o grupo, por sorte elas continuaram seu caminho. Naomi sentiu uma falta de ar imensa apesar de ter dezesseis anos, agia se vestia, falava como uma criança de 13 anos, Melanie sua melhor amiga tentava acalmar. Ninguém voltou a dormir, todos estavam com medo, ninguém fazia a noção de tempo, só se podia ver a luz do sol raiando no céu, e aquela mesma voz surgiu em suas cabeças, os mandando comparecer ao campo principal, mas vocês escolhem, ou são mortos ou são os assassinos.

Nem todos os grupos estavam lá, algumas pessoas ficaram com medo de sair e serem mortas. Várias pessoas estavam em volta de mochilas com um olhar distante sem entender ou saber se podiam as pegar, Librid já havia sacado então avisou a todos.

— Peguem quantas conseguirem e saiam correndo — Todos concordaram.

Começaram a pegar as mochilas, colocando uma nas costas e uma em cada mão, elas eram bem pesadas, os outros grupos começaram a abrir as bolsas, viram o que tinha dentro e começaram a tentar levam muitos consigo, todos brigavam para tentar levas todas as bolsas consigo.

O grupo de Librid já tinha saído de lá fazia alguns minutos, eles continuavam a andar pelo campo ate chegar ao jardim, lá estavam brilhantes e reluzentes armas de fogo, adagas, punhais, arcos, ate mesmo espadas, que nem mais eram usadas naquele século. Todos já sabiam o que fazem, pegaram tudo o que queria, ate serem interrompidos por uma voz, nada simpática e agradável, era Caliel, o garoto mais irritante que se pode existir.

—Vocês acham que são mais espertos que todo mundo, mas estão enganados —O que interrompeu Caliel, fazendo com que ele vomitasse sangue foi o enorme impulso do machado jogado contra ele. O machado cravou em seu peito, fazendo-o cair brutamente no chão.

— O que você pensa que esta fazendo? — Katrina grita com Elena, que estava na mira de onde o machado havia vindo.

— Não fui eu, foi Robb —Elena fala calmamente, olhando para Robb do seu lado, com a face estagnada.

— Ou você e morto ou você é o assassino —Robb disse e soltou um sorriso psicopata em seus lábios.Parecia que Robb estava tendo uma sensação incrível, ele estava ofegante, com um sorriso maligno nos lábios, com desejo de mais, sempre mais...

ELENA

Segundo dia, 7h29min, Ano 2025, 31/01.

As lágrimas já haviam secado. Elena não se preocuparia mais com o irmão, agora morto. E ver Robb cravar um machado em Caliel não a aterrorizou, já estava acostumada com sangue. Agradeceu por o sangue de Caliel não respingar em seu rosto. Ele poderia ter o nome de um anjo, mas era um demônio gordo e irritante.

Desta vez não correram, o que Elena logo agradeceu. As mochilas eram pesadas, e correr, com certeza acabaria causando uma distorção na coluna. O que neste momento, não seria boa coisa.

As córneas não funcionavam. Elena lamentou isso mais do que todas as mortes. Não teria nada para lhe ocupar o tempo enquanto esperava alguém aparecer, provavelmente pronto para matar ela e os outros. Não teria como ouvir Lana Del Rey, ou outra cantora que a fizesse querer estar morta.

Enquanto andavam pelo grande corredor, Elena que estava mais atrás que todos, então ela percebeu que Leonard havia parado, como se a esperasse. Mas ela não ligou. Naquele momento toda a raiva que Elena tinha parecia estar se misturando com tudo. E por mais que gostasse de Leonard não podia negar: ele lhe irritava mais do que Phillip.

— Sabe Elena, agora que estamos a beira de morrer, você deveria repensar sobre o assunto mais cedo. Estamos praticamente mortos aqui. Não é como se você fosse perder alguma coisa, apenas aceitando o meu pedido. — Leonard disse. Elena tentou levar aquilo como uma brincadeira, ou uma forma de fazê-la rir. Mas Leonard estava muito sério para ser brincadeira. Se fosse, provavelmente não estaria aguentando a vontade de rir, e estaria imitando um porco como sempre fazia.

— Sabe Leonard, agora que estamos à beira da morte, eu tenho certeza de que, morrer sem um namorado, é a menor de minhas preocupações. — Dizendo isso, Elena apressou o passo, se juntando com Lydia, que a olhou rapidamente, como se cogitasse a ideia de querer arrancar sua cabeça. Lydia tinha na verdade, um olhar assim para todos. Isso assustou um pouco Elena, que logo foi consolar Naomi, que havia perdido o namorado.

Elena, acompanhando todos, parou para se sentar um pouco. Já havia perdido a conta de quanto tempo estavam andando sem rumo, e que, por uma sorte incrível, não haviam encontrado com outras pessoas.

Robb que segurava seu machado olhou para Elena mais ao canto, e parou também, se sentando. Elena olhou para o machado, que Robb havia feito questão de tirar da carne gorda de Caliel, e limpado a ponta suja na roupa do morto. Imaginou o quão esquisito seria se usassem um machado para abrir a pele dos pacientes invés de um bisturi. Ficou parada olhando para as costas de Dean por um grande tempo, pensando em como havia se metido nisso. E em como pensava em coisas ridículas, mas as córneas não funcionavam então Elena ainda teria muito tempo para pensar em coisas absurdamente ridículas.

A camiseta de Dean, em uma parte da lombar estava rasgada, mas era encoberta com um pouco de sujeira. Elena se aproximou um pouco mais de Dean, e relou as mãos na região exposta. Ele se arrepiou na hora. Pegou uma parte que deveria estar limpa da própria camiseta, e passou pelo lugar, limpando antes a sujeira.

— Mas o que é isso? — Perguntou estarrecida. Via agora com um pouco mais de clareza, e pode ler fácil as palavras marcadas em preto nas costas de Dean: G06C957.

Librid se aproximou, juntamente com Gustav. Elena sem se importar com as pessoas ao seu redor ergueu a camiseta e perguntou para Librid:

— Tem alguma coisa aí?

Librid relou no que deveria ser sua lombar ou quase, e passou a ponta da camiseta, esfregando.

— Não sai. Parece que é um código. — Ela respondeu.

Katrina que olhava atentamente para as costas expostas de Elijah, se pronunciou.

— Talvez G06 seja o que nos identifica. Pode ser algo como grupo 6 ou outras diversas coisas. Aqui não podemos saber de nada, somos só... as presas. Isso é uma jaula de animais. Uns irão acabar com os outros, até sobrar apenas um. Pode ser um jogo, pode ser um desafio, pode ser qualquer coisa.

Todos pareceram parar para refletir sobre o que Katrina havia falado, mas logo Phillip gritou, e todos olharam para ele. O braço esquerdo dele sangrava, e ele olhava aflito para frente.

Elena se virou para o lugar, e conseguiu se esquivar a tempo de não perder uma das orelhas.

Mais a frente, ela observava um pequeno grupo, com armas a mão. Henrik, um dos amigos do irmão, segurava um arco, e apontava para o lugar em que estava.

Pegou a adaga que havia recebido junto com a mochila, e se preparou.

Lamentou ao ver Henrik cair ao chão gemendo de dor depois de ter levado um tiro de Lydia.

Mas o tombo dele pareceu apenas o grito que o restante esperava para atacar. E foi assim que Elena pensou que iria morrer. O medo de morrer foi tão grande, que ela logo tirou o antigo pensamento que sempre tinha. Ela queria continuar viva, a todo custo.

Notas finais
Comentem, ajuda muito galera. Próximo capítulo sexta feira, aproveite o feriadão!