Notas iniciais
Eeeei galera! O capitulo dois veio um pouco depois do prometido, mas veio, pq tipo, tem uns autores nessa fanfic que gostam de atrasar. Robb = João Katrina = Bárbara Elijah = Bárbara Librid = Camila Elena = Nicolly

ROBB

Segundo dia, 07h31min, Ano 2025, 31/01.

Elena se paralisara quando o grupo de Henrik e de Nalim avançou para eles. Henrik caíra como um saco pesado de batatas no chão, quando Lydia dera um tiro neles. Nalim avançara com uma grande faca de caça em sua mão, tremendo. Henrik era seu namorado e Robb imaginou que ela quisesse algum tipo de vingança.

Robb correu até ela, com seu machado e o cravou em seu ombro, a derrubando com o impulso.

— Se seu grupo quer ficar vivo, é melhor ficar longe do nosso. — Disse e arrancou o machado do ombro de Nalim, revelando uma ferida grande e funda. Mas Robb conhecia muito bem o corpo humano para saber que se Nalim fosse inteligente, não iria morrer.

Levantou seu machado e correu até Larissa, uma menina que estava com uma arma em sua mão, tremendo. Ela era bonita, cabelos longos e pretos, olhos verdes. Não tão bonita quanto Nalim, que tinha a beleza de alguém de outro mundo. Pele pálida, cabelos cortados ao ombro, castanhos, maçãs do rosto definidas.

Larissa fez menção de atirar nele, mas Robb queria muito provar que ela não era tudo isso que estava achando não. Menina estúpida, ele pensou. Larissa subiu a arma e mirou, mas já era tarde demais, Robb podia jurar que ela nem vira o machado quando este foi jogado e cravou-se no meio de sua testa, jorrando sangue.

Olhou para os outros de seu grupo. Estavam se virando bem, até Elena, que ela mole. Claro, Elena não estava lutando, estava simplesmente fazendo curativos em Dean porque ele tinha machucado suas costas. Elena era útil, pois como sua mãe era enfermeira, ajudava saber das coisas de curativo.

Robb revirou os olhos no momento em que percebeu que Eddie estava vindo em sua direção. Eddie era um menino insuportável, que sempre queria chamar atenção menosprezando os outros, um menino que não sabia admitir quando sua voz era insuportavelmente irritante e fina, com seus gritos por toda a sala para simplesmente zoar algo ou alguém.

Robb resolveu deixar as coisas mais interessantes e soltou o machado no chão, resolvendo lutar de mão limpa. Eddie tentou dar um soco nele, mas Robb se abaixou a tempo e pegou uma adaga pequena, no bolso de Eddie. Rapidamente, depois de pegar a faca, fez um movimento reto diante do pescoço de Eddie e o corte profundo fez o sangue espirrar por todo lado, inclusive na face de Robb.

Ele pegou a adaga, que não era sua e incrustou nas costas de Eddie, deixando lá. Afinal, ele já tinha umas três que roubara das bolsas das pessoas de seu grupo que só usavam armas.

Pegou novamente seu machado e percebeu que todos os que tinham sobrado do grupo de Nalim haviam ido embora, inclusive ela. Ele sorriu para todos, que o olhavam encharcado de sangue, quase como se o julgassem por todas as mortes serem sangrentas.

— Não tenho culpa se minha arma não é de corte limpo. — Riu, passando a mão em seu rosto, para tirar o excesso de sangue que o impedia de enxergar direito — Devíamos tirar à córnea, vai que atrapalha. Não funciona mesmo.

— Não — disse Katrina, séria — Vocês podem não ter percebido, mas aquela voz metálica veio da córnea. E se ela falar mais alguma coisa, nós não ouvimos e morremos? Vamos continuar com a córnea.

— Tá bom. Mas precisamos achar um lugar para dormir. Ontem à noite ficamos rondando os corredores, dormimos de cinco em cinco minutos, com uma pulga atrás da orelha. Não quero ficar assim, sabe. Soube que o grupo 150 já arranjou um esconderijo.

— Você soube? Como? Nós somos o grupo 6 e provavelmente nem conhecemos o cento e cinquenta. — Perguntou Elena, tendo a certeza de que Robb estava mentindo.

— Elena... Não tem motivos para eu mentir, sabia? De qualquer jeito, eu descobri à noite, quando todos estavam dormindo e eu de guarda. Eu ouvi um grupo no corredor falando sobre isso. O grupo estava quase dizimado, havia apenas quatro deles e estavam loucos para repor com outras pessoas, se não, iriam ser mortos.

— Quantos grupos têm? — Librid perguntou, com a face curiosa.

— Não sabemos. Mas havia dois mil alunos nessa escola. Cento e trinta e três morreram naquela espécie de campo de energia — Elena desviou o olhar quando Robb a lembrara da cerca e de seu irmão — E os outros foram divididos em doze. Mas um monte já morreu. O grupo da Nalim, por exemplo, só sobraram cinco. Nós temos sorte, sabia?

— Nem tanta. — Disse Elena olhando preocupada para Dean desmaiado em seu colo — Se não acharmos um lugar para eu ter concentração e tratar desse machucado de Dean nas costas vai pegar uma infecção e aí... Não sei o que pode acontecer...

Elena fora interrompida por Melanie, que gritara, brutalmente e alto.

Lydia, que estava a seu lado, tapou sua boca com a mão, Robb rangeu os dentes de nervosismo. Não se aguentou e gritou para Melanie:

— Você quer matar a gente porra?

— Vocês não acham muito... — Melanie disse, alternando entre chorar e falar — Sádico? Nós nos transformamos em assassinos simplesmente para manter nossa vida. Nós não temos escrúpulos? Eu só acho muito... É estranho. Eu me senti tão bem quando dei um tiro num babaca ontem. E eu odeio me sentir tão bem assim! Vocês não?

Todos ficaram calados. Robb lambeu seus lábios, limpando o sangue que escorria de seu cabelo para seus lábios. Finalmente respondeu:

— Não. Sinto-me bem. Pense nisso com uma guerra, Mel.

Ela o olhou horrorizada. Robb se lembrou de como estava coberto de sangue e do quanto poderia parecer coisa de psicopata falar daquele jeito. Mas o que ele falava era verdade. Aquilo era uma guerra.

— Ok, vamos logo. Temos que conquistar território, eu escolho o Outlet — disse Katrina. Outlet era a enorme sala de artes, que havia uma porta que dava para trancar facilmente simplesmente passando um rodo pelas maçanetas por dentro. Era inteligente, ficava na parte oeste de cima da escola, longe de tudo e de todo movimento.

— Nós não pensamos rápido, devíamos ter ido antes, algum grupo provavelmente já deve ter pegado e aí complica. — Observou Elijah.

Librid levantou de onde estava sentada, olhando para Elijah com desprezo. — Se tiver algum grupo lá, nós os matamos. Os pegamos de surpresa e aí...

Elijah balançou a cabeça, não concordando, franzindo a testa.

— Elijah — disse Robb, calmamente — Você acha que o nosso grupo ainda está vivo por quê? Por causa da Melanie e da Naomi não é, garanto. É por causa de gente como eu, a Lydia e a Librid. Pessoas que não tem medinho de matar como você. Dean até ajuda, mas o ferimento o derrubou, ou seja, precisamos de pessoas como nós então temos que encontrar um lugar calmo. Para de ser tão idiota e pensa.

— Meus pais... — começou Elijah, com seus olhos lacrimejando. — Meus pais morreram na guerra. Desculpe-me se sou muito mole para você. Pelo menos eu ainda luto, não sou nenhum peso morto como a Elena e Melanie. — Ele andou, saindo dali. Robb lhe mostrou o dedo do meio, revirando os olhos.

— Quando ele quiser, ele volta, agora vamos pegar a maldita Outlet. — Disse Elena, claramente ofendida por ter sido chamada de peso morto.

Robb riu, pensando que se algum deles o irritassem mais uma vez, não teria perdão, não importando se fosse do grupo ou não. Se o irritassem mais uma vez, Robb cravaria seu machado no crânio de cada um, porque paciência realmente não era seu ponto forte.

KATRINA

Segundo dia, 08h35min, Ano 2025, 31/01.

Katrina andava ao lado de Gustav, ele parecia tão atormentado quanto a garota, seus olhos castanhos pareciam perdidos, seus cabelos claros estavam totalmente despenteados, sua pele branca ainda estava com algumas manchas que possivelmente ele se esquecera de limpar, a frente Dean, Philly e Leonard, eles estavam péssimos devido ao último ataque, todos usavam camisetas extremamente surradas, a cor morena da pele de Leonard e Philly se misturava a leves cortes e arranhões seus olhos castanhos tinham uma leve pitada de pavor e prazer, o braço de Phillip estava com algumas tiras de pano para estancar o sangue, já Dean estava pior que todos juntos ele não conseguia nem da um passo direito sem ter uma imensa onda de dor invadindo seu corpo mesmo assim ele continuou se esforçando cada vez mais para andar seguindo o ritmo dos amigos.

Segundo os cálculos de Katrina se ele continuasse a se esforçar assim acabaria morto em poucos dias, ele não tinha manchas, porém havia vários cortes por sua pele pálida, um pouco mais a frente mantendo um passo firme Elena, Robb e Librid.

Librid e Robb haviam perdido sua sanidade há muito tempo, ambos carregavam sorrisos em seus rostos. Elena parecia talvez um pouco preocupada com a situação de Dean, pois não parava de olhar para trás.

— Você tem algum... plano pra quando chegarmos lá? — murmurou Gustav. Ele raramente conversava com Katrina desde que ela havia ficado com seu irmão — Estamos praticamente em desvantagem, você sabe — ele fez uma pequena pausa — não sei quanto tempo vou aguentar aqui, eu não quero acabar morto.

— Nós estamos mortos desde o início disso. — Katrina respondeu de forma fria. — Eu tenho um plano, mas pra isso você tem que me fazer um breve favor.

ELIJAH

Segundo dia, 8h56min, Ano 2025, 31/01.

O que eles pensam que eu sou? Só por que não consigo matar, aqueles idiotas! Eles pensam que não tem sentimentos, uma hora ou outra eles vão padecer, e dessa vez eu irei rir deles, Elijah pensava sem parar nisso, sua vontade de ver aqueles que o humilharam cair e morrer era cada vez maior.

Ele estava andando, já estava chegando ao pátio, apenas mais duas rampas, estava com muita raiva. Considerava a quadra um ótimo lugar para descansar afinal ele amava esportes.

Um barulho o tirou daqueles pensamentos, parecia alguém correndo, ele se virou para trás, rapidamente viu um vulto de uma pessoa baixa que ele jurava ser Gustav entrando em um corredor lateral que dava acesso a diretoria, ele sentiu uma pontada de curiosidade, mas seguiu seu caminho.

Ele havia chegado ao pátio, o portão estava aberto, o que talvez significasse que ninguém estava lá, ou que o grupo que estivesse lá era muito burro para não fechar o portão, ele pegou um pedaço de cano que havia ali perto respirou fundo e entrou.

O cheiro de sangue fresco abalava o ar, bancos e mesas reviradas, corpos ao chão com marcas de mordidas enormes, mesmo assim ele prosseguiu, o próprio estava faminto e cansado, ele avistou a cozinha e andou em direção a mesma. Só espero que não tenha nenhum grupo por lá e que também tenha comida, ele pensou. Estava parado na porta de metal azul escuro da cozinha seu coração batia fortemente, ele girou a maçaneta, estava aberta, entrou silenciosamente se deparou com uma garota de cabelos extremamente coloridos usando uma blusa xadrez, uma calça preta de moletom e All Star pretos, ele tinha certas dúvidas, mas se fosse quem ele estivesse pensando não teria o trabalho de se preocupar com ser atacado.

— Genevive? — No mesmo instante a garota se virou mostrando seu rosto, ela era branca assim como o dele e ela tinha olhos castanhos diferentes dos seus que eram verdes.

— Elijah! — a garota correu para abraçá-lo emocionada — eu estava com saudades primo, pensei que havia morrido. Onde esta seu grupo?

— Eles estão em algum lugar, só importam em matar as pessoas não tem o mínimo sinal de sanidade, eu sou fraco demais pra esse grupo.

— Bem, acho que temos um lugar no grupo que eu estou não sei se os outros vão concordar, mas ficar andando sozinho aqui não é nada seguro, e você ainda parece cansado e faminto, venha me ajude a levar isso até nosso abrigo. Elijah não tinha muita escolha, mas iria ajudar sua prima, ele agora estava confuso, não sabia ao certo se sairia de seu grupo e se juntaria ao da garota, mas iria tentar resolver isso antes de anoitecer.

KATRINA

Segundo dia, 9h10min, Ano 2025, 31/01.

Já fazia algum tempo que Gustav havia saído, Katrina havia sugerido que parassem para descansar e esperassem Gustav, pois talvez pudessem ter que lutar novamente e se não tivesse o descanso necessário poderiam acabar mortos, Robb concordou com muita relutância, pois seu desejo de matar era cada vez maior.

— Espero que aquele merda não demore muito, o que deu na porra da cabeça dele pra decidir ir ao banheiro agora! Por que você não o impediu! — Robb gritou fazendo as veias de seu rosto ser ressaltadas na sua pele, o que assustava muito Katrina. Dava muito a impressão que ele ia voar no pescoço da garota e enforca-la depois só pelo prazer a esquartejar.

— Calma! — Lydia e Librid disseram juntas puxando Robb para trás.

— Katrina poderia ter o impedido, mas ela não deixa de ter razão, se não pararmos e descansarmos podemos morrer, estou faminta o que vocês acham de comer alguma coisa? Mesmo sendo um peso morto eu vou tentar fazer alguma coisa para ajudar, a Naomi também não é? — Melanie disse com calma e dando um beliscão em Naomi que apenas concordou acariciando o braço que agora estava com um enorme hematoma.

— Nós temos comida? — perguntou Dean.

— Algumas barrinhas de cereais, latas de energético, Coca, água, pão, e hambúrgueres — respondeu Elena olhando em uma mochila.

Eles estavam comendo quando Gustav chegou ofegante, Elena entregou uma metade de hambúrguer a ele, Robb o trucidava com os olhos, afinal ele não sabia o real motivo de Gustav ter saído, ele pegou seu lanche e se sentou ao lado de Katrina, ele se inclinou e colocou sua boca perto do ouvido dela, o que fez a garota ter leves arrepios.

— Aqui, eu peguei todas as chaves da escola ao invés de só uma. — Gustav sussurrou em seu ouvido entregando um molho de chaves a ela, que pegou e colocou no bolso de sua mochila. — Mas uma coisa, eu vi Elijah e Genevive na cozinha, eles conseguiram uma grande quantidade de comida e Genevive o convidou para ele entrar em seu grupo, e comecei a correr de volta quando eles estavam subindo novamente.

Katrina assentiu, e percebeu que todos estavam os olhando, eles não se importaram, Katrina continuou a comer.

Eles acabaram de comer e andaram mais alguns minutos, estavam no portão de barras de ferro que dava acesso ao outlet, ele estava trancado com correntes de cadeados gigantes.

— MERDA! PORQUE ESSE CARALHO DE PORTÃO ESTA TRANCADO — Robb se descontrolou e começou a chutar e acertar machadadas no portão. Dean e Phillip tentaram o tirar de lá, mas nada o parou.

Robb ficou fazendo isso contra o portão até cair ao chão exausto, o portão ainda não estava aberto, vendo que estava fora de perigo Katrina legou o molho de chaves procurou à correta e abriu o portão, o desejo de Robb era realmente matá-la, eles estavam começando a adentrar no corredor quando pessoas saíram com armas do Outlet, não só do Outlet, mas grupos de todos os corredores saíram com diversos tipos de armas e pareciam que não iam se enfrentarem, todos tinham apenas um alvo. O sexto grupo.

LIBRID

Segundo dia, 09h 54min, Ano 2025, 31/01.

Não tinham o que fazerem, a não ser lutarem e acabarem morrendo, ou correr em busca de um lugar seguro, Librid já estava cansada de tudo, ela iria continuar lutando, mas para ela a morte não significava nada, não mais, já havia vivido tudo o que tinha para viver, desejos e sonhos realizados. Bastava realizar seu ultimo desejo, que nunca alcançaria, por uma troca de humores ou por uma simples indecisão. Librid percebeu Elijah ao lado de Genevive, um traidorzinho barato, que nunca aprenderia a matar, ela o olhou com desprezo, puxou a arma que estava em sua cintura e apontou para ele.

Dava para sentir o medo em seus olhos, o medo da morte, ou melhor, o que há depois dela. Elijah saiu do lado de sua prima e foi ao encontro de Librid, que continuava com a arma empunhada em suas mãos, segurando a com firmeza, eles estavam frente a frente, olhares cerrados, um com frieza e outro apavorado.

— Parabéns, tu aprendeu a trair agora vamos ver se consegue matar quem tanto ama, por favor, não me obrigue a te matar, Naomi ama você, e eu realmente não gostaria de te matar e fazer com que ela me odiasse, faça a coisa certa — empurrou Elijah no chão, e atirou, a bala acertou no concreto.

Genevive se encheu de raiva e ameaçou nos matar se não saíssemos de lá. Assim o sexto grupo fez, se encaminhado para a sala dos professores.

Era um lugar aconchegante, poderia se dizer: duas mesas enormes e três sofás, armários espalhados, cadeiras um tanto confortáveis. Todos entraram e se acomodaram, exceto Gustav que impediu Katrina de entrar na sala. Gustav estava nervoso, não sabia exatamente o que fazer, não sabia a reação que ela teria.

— Katrina eu gostaria de te contar um segredo — ela continuou calada, esperando para ouvir e argumentar. Ele apenas pediu que a garota fechasse se os olhos, hesitando desconfiada, ela fechou os olhos, Gustav aproximou seu corpo do dela, juntou seus lábios, depois envolvendo as línguas que dançaram juntas, Katrina não sabia muito que fazer, era seu primeiro beijo, apenas tentava repetir os movimentos com a língua.

Mãos foram envolvendo sua cintura, dando a ela mais confiança e desejo. Suas bocas se distanciaram, Gustav abriu os olhos e sussurrou em seu ouvido, que lhe amava, era um beijo de despedida, pois ele sabia que todos iriam morrer, não ficaria em paz se não fizesse isso pelo menos uma vez em sua curta vida.

Librid presenciou todo o momento, Gustav entrando na sala, e Katrina encostada na parede passando seus dedos levemente sobre os lábios, com um sorriso bobo estampado no rosto, com borboletas no estomago, ela não o amava, mas era seu primeiro beijo, doce e romântico, deixando o momento revirando suas memórias e toques.

— Meu Deus! — Librid fala se aproximando e assustando a amiga — Eu vi tudo, agora me conta como foi?

— Posso resumir tudo em, falta de ar? — Katrina disse eufórica.

— Falta de ar?Deve ter sido incrível mesmo. Por que será que meu crush não faz isso comigo? Ou até mesmo meu amorzinho platônico?

— Deve ser por que ele não gosta de você, e seu “amorzinho” quer mesmo que eu responda?

— Quem sabe, porque ele é meu professor? — ambas riram, mas sabiam que era verdade.

As garotas se encaminharam para dentro da sala, todos estavam em circulo, ou melhor, em volta de Robb, de se denominava o líder do grupo, ele falava algo sobre treinamento, que todos deveriam aprender a matar, a se defender, agir como assassinos.

Naomi e Melanie estavam assustadas, elas nunca conseguiram matar uma mosca, frágeis e inofensivas, resumidamente garotas imprestáveis, que só pertenciam ao grupo porque precisavam de pessoas para completar os lugares vagos.

Gustav observava Katrina dormir, Librid observava os dois, e contava com Dean, fazendo brincadeira e rindo de Phillip e Elena que brigavam, parecia um dia normal, só faltava o lindo loiro de olhos azuis e traidor Elijah, para fazer companhia para Naomi que se sentia triste com a traição, e sabendo que ele estava tão perto e não poderia o ver.

Lydia e Robb estavam planejando tudo, os treinamentos, táticas para atacar, o que fariam com um membro a menos no grupo, ele nunca paravam, não queriam morrer, ninguém quer, porem eles não poderiam ter um único momento de prazer, matar nem sempre e a coisa mais divertida que poderiam fazem, não sentavam e conversavam como amigos, pessoas normais.

ELENA

Segundo dia, 23h 57min, Ano 2025, 31/01.

Elena estava exausta demais, e tudo que queria fazer era dormir. Mas agora, ela não poderia. Estava na sua vez a vigia.

Phillip e Leonard haviam puxado um dos sofás que tinham na sala, e o colocaram na porta, impedindo que alguém entrasse. Não tão fácil, pelo menos.

Robb havia dito que amanhã mais cedo iriam começar os treinamentos, que tiveram a primeira intenção de ajudar Naomi e Melanie, mas que depois todos concordaram treinar. Até mesmo Elena, que não gostava tanto dessas coisas. Apenas queria mostrar que não tinha nada de peso morto, como Elijah havia dito. Elena apenas queria ver o que seriam deles, se ela não estivesse lá para curar os ferimentos. Por mais que Katrina e Dean fossem inteligentes, eles não entendiam quase nada da parte de medicina. Já a garota não. A mãe, que era enfermeira sempre pedia para que a filha a ajudasse quando atendia alguns pacientes na casa. E era uma coisa deplorável, pois as maiorias das doenças vinham da recente guerra. Ver pessoas cuspindo e até mesmo se afogando com o próprio sangue, era perturbador.

Elena temia que isto acontecesse com eles, pois ela poderia duvidar que não fosse só com os grupos e as bestas que teriam que se preocupar. Qual o melhor jeito de ver pessoas desesperadas e indefesas, lutando pelo único fiasco de vida, do que jogar um vírus no ar? Não duradouro, é claro.

Enquanto a maioria se dividia em dois sofás, alguns dormiam em uma cama improvisada de cadeiras, e outros no chão, Elena e Lydia faziam a vigia, sentadas sobre suas bolsas e com as costas encostadas na parede fria da sala dos professores.

Lydia não era alguém para se conversar e Elena tinha que admitir: a vigia com ela não era legal. Elena fechava os olhos de minuto em minuto, e a cabeça tombava para os lados. Se fosse Librid, ou Naomi ou até mesmo o infeliz do Phillip, ela provavelmente passaria as últimas horas conversando sobre alguma bobagem, ou qualquer coisa do tipo. Lydia não tinha os mesmo assuntos. Apenas, é lógico, se quisessem falar sobre as mortes que ocorreram. Seria horrível falar sobre morte, com Dean logo ao lado, pendendo entre a vida e a morte.

Lydia a cutucou, levando o indicador para próximo da orelha.

— Você ouviu? — sussurrou ela.

Elena negou, mas Lydia ainda a encarava, com os olhos atentos.

Mas depois, Elena podia jurar que ouvira um grito, vindo do corredor.

— Deve ser apenas outro grupo... — disse Elena. — É melhor deixarmos para lá.

“É melhor deixarmos para lá” não havia sido exatamente a frase que Elena queria ter dito. Queria tirar aquele sofá da porta, e ir ver quem estava lá. E isso prosseguiu, junto com mais gritos vindo de fora, e um som assustador, esquisito até.

Misturava coisas como uma ronquidão na garganta, e sons repetitivos de rosnados com um coaxar, até chegar à parte em que parecia com aqueles documentários do Discovery Channel sobre como os animais atacavam. Mas era mais diferente, mais esquisito e estar tão perto de Elena a deixava com um pouco de medo, mas maior do que isso, apenas sua curiosidade.

Puxou Lydia pelo braço indo até uma das mesas que ficava encostada na parte da parede, justo onde havia as janelas de vidro, e subiram. Estava escuro demais pelo corredor, e até mesmo na sala onde estavam, chegava a ser um pouco complicado ver quem estava a sua frente. Apoiaram-se na beirada da janela, e espiaram mais a frente.

O som vinha da sala do outro lado do corredor, Elena não podia acreditar que não havia ouvido o som da porta sendo quebrada, e não podia acreditar que havia demorado tanto até perceber que era alguma coisa realmente muito séria.

— Só podem ser as bestas. — Disse Lydia, observando toda a movimentação que conseguiam ver da outra sala, ainda que pouca.

Elena viu uma das janelas ser quebrada, e um menino com a aparência sangrenta jogar uma bolsa no chão, antes mesmo de se jogar. Ele havia visto Elena e Lydia que observavam tudo na ponta dos pés em cima da mesa.

Ele as encarou por uns instantes, antes que começasse a correr. Elena, ainda observando o lugar que o menino antes estava percebeu que o conhecia. Provavelmente Andrew, seu antigo amigo.

O barulho que a besta fazia tinha parado, e Elena quase prendeu a respiração quando viu um cauda enorme aparecer na porta quebrada. Se abaixou virada de costas, com medo que ela a visse. Mas tudo pareceu ir por água abaixo, quando Dean começou a tossir.

Ela desceu da mesa, e no meio da pouca luz, achou Dean, que tentava conter a tosse.

— Dean, fique quieto. Por favor — ela disse, sentada ao lado dele.

Mas isso não valeu, quando Dean se contorceu ao seu lado, cuspindo sangue em suas vestes.

Pôs a mão sobre a testa dele, e viu o quão quente estava. Correu para a sua bolsa, na intenção de achar algo que o ajudasse, mas não havia nada. Estava com apenas um gaze, e micropore, apenas o que não precisaria no momento. O que Dean mais precisava, havia acabado horas antes. Havia uma besta a poucos metros de distância, e Dean apenas para ajudar cuspia sangue e tossia como um louco. Se estivessem com uma sirene, era provável que chamasse o mesmo tipo de atenção que a tosse doentia dele.

Que ótimo, pensou.

Notas finais
Comenteeee
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.