O Que Eles Veem Em Você?
44 A gente devia dar um tempo.
Notas iniciais
Olha só, eu quero agradecer pelo número de reviews do último capitulo, foi tipo, o recorde da fic. Muito obrigada, pessoal!
Prestem muita atenção neste capitulo que ele vai ser muito importante, ok?
Boa leitura!
POV Percy
Sentei-me na arquibancada com a profunda certeza de que estava um trapo. Não era para menos, as coisas estavam indo de mal a pior para o meu lado apaixonado, não que eu estivesse me desfalecendo por Annabeth ter ido para Los Angeles, mas de algum modo eu sabia que ela ter ido embora... Nem que fosse para ficar alguns dias com o pai... Coisas boas não viriam com ela na volta.
A pior coisa talvez fosse a curiosidade sobre o que se tratava tudo aquilo, havia sido algo tão rápido, eu não tive muito tempo de pensar sobre o assunto nem discuti-lo. Um dia eu estava bem com Annabeth, no dia seguinte ela veio em minha casa dizendo que seu pai queria conversar com ela por alguns dias. E porque? O que estava acontecendo? Eu não tinha a menor ideia. E era isto que me deixava com raiva, talvez fosse algo importante, talvez ela precisasse de mim, porém naquele exato momento ali estava eu, sem fazer nada, sentado na arquibancada do colégio e esperando melancolicamente o primeiro horário.
O sol estava saindo por ainda ser de manha, e todo o colégio corria para lá e para cá, nas preparações para o campeonato de basquete. Não era para menos, agora o time estava completo, e até Nico que até alguns meses atrás não estava no time agora havia voltado. Mas nada disto me importava, pelo menos nada sobre a minha vida pública, pois eu vinha refletindo sobre Annabeth já vinha muito tempo.
Caramba, tem 10 dias que eu não converso com ela! Ela foi embora sem falar o dia em que voltaria, e pior que isto, foi embora sem me falar o que exatamente estava acontecendo. Eu ligava para o seu celular, mas ele só ficava desligado. Era uma droga. Uma droga total.
-Meu Deus! – Exclamou Megan ao subir a arquibancada junto com os outros, eu olhei para ela por algum tempo e dei de ombros. Ela se sentou ao meu lado, assim como Nico se sentou do outro, e Thalia e Luke ficaram parados em nossa frente, ela puxou meu rosto em sua direção, estudando meu rosto – Você não fez a barba ... E eu não sabia que era possível, mas seu cabelo está mais bagunçado do que o normal, caramba, você tá um lixo!
-Obrigada pelo apoio – Eu sorri para ela, enquanto colocava as mãos nos bolsos do meu moletom, ela olhou para a minha roupa e arregalou os olhos.
-Fala sério, Percy! Você está normal! – Thalia riu, assim como todos. Meus pensamentos não estavam meio que direcionados na minha aparência no momento, apenas em Annabeth, e a sua falta de força de vontade para me ligar, ou qualquer coisa do tipo.
-E eu antes era o que? Um alien?
-Não... é que tipo, cara de sono, roupas normais, você está como qualquer garoto deste colégio. E este não é o Percy que eu conheço! Quer dizer, quando eu chego você está com este sorrisinho prepotente – Ela encostou o dedo indicador nos meus lábios, quase me fazendo sorrir – Com esta barba feita, e esta pele perfeita- Ela encostou na minha bochecha – E é o cara mais estiloso por aqui... Desculpem vocês.
-Eu entendo – Nico colocou as duas mãos encima da cabeça, então eu sorri só para deixa-los mais calmos, pois sabia que estavam tentando me fazer sentir melhor. Megan me deu um abraço de lado, encostando sua bochecha na minha, era sua forma de tentar consolar os amigos.
-Ela vai voltar, ok? Ela te ama – eu estava me sentindo sufocado pelos braços de Megan envolta do meu pescoço, mesmo assim assenti tentando sorrir.
Então eles foram embora, todos eles menos Luke, que apesar de não falar nada, eu sabia que era o único que me entendia neste tempo todo, além dele, Nico, mas a pior pessoa que existe para consolar é o meu amigo emo, então eu já o descarto em situações como esta.
-Ela ligou?
-Não.
-Atualizou o facebook?
-Faz doze dias que não – Luke suspirou, apoiando seus cotovelos na bancada de cima, enquanto olhava para mim sem nenhum resquício de pena, mas também com curiosidade. Então ele deu de ombros, como se travasse uma batalha com ele mesmo.
-Sabe o que eu acho? – ele perguntou retórico – Annabeth só está sem falar com você porque ainda não teve a oportunidade... Quer dizer, você sabe como é a situação da família dela agora, os pais dela nem se separaram ainda! Só que está chegando o dia do divórcio... Falta o quê? Dois meses? Nunca se esqueça: Quem irá escolher com quem vai ficar é a Annabeth, e não o juiz.
-Eu me esqueci deste fato – disse sinceramente.
-É claro que esqueceu Percy! Você está meio que cego pela paixão – Luke revirou os olhos – eu não acho que a Annabeth seja o tipo de garota que vá embora, não dá explicações, e não volta nunca mais. – minhas bochechas ficaram vermelhas, era como se eu estivesse acabando com a imagem da minha namorada, sendo que era eu quem mais a conhecia.
Luke que havia se levantado, sentou-se ao meu lado novamente, ele suspirou alto, como se estivesse tentando educar um filho, eu quase sorri com esta comparação.
-Olha só, a Megan pode ter este jeito bobinho de ser, mas o que ela disse era verdade, a Annabeth te ajudou muito, você virou um cara melhor quando esteve com ela, mas você não pode deixar de ter sua essência por causa dela, quer dizer... Você está praticamente virando lixo nestes dias porque ela não está aqui. O Percy que eu conheço pode estar totalmente apaixonado por alguém, mas nunca, nunca vai ficar deste jeito por causa desta pessoa.
-Eu nunca fiquei deste jeito por qualquer garota – retruquei, com raiva, eu queria ficar me acabando por Annabeth, de fato, mas não era uma prova de pouco amor próprio, mas sim de muito amor por outra pessoa.
-Já sim, você nunca ficou assim quando a Rachel foi embora...
-Cala a boca – eu gritei um pouco mais alto do que queria, era um assunto proibido que eu não queria falar – a Rachel era diferente.
-E a Annabeth também.
-Não... Caramba, era uma coisa diferente, eu e ela, e eu e Annabeth... – suspirei, eu odiava falar deste assunto – Não compare as duas, por favor. Nem fale mais o nome da ruiva, ok?
-Ok. – ele fez um sinal de rendição, então coçou os cabelos. – Não estou falando que é para você parar de amar a Annabeth, quer dizer, por favor, não faça isto. Ela foi a melhor coisa que aconteceu para você nestes últimos anos, o que eu estou dizendo é que você ficou tanto tempo pensando nela estes meses que não está pensando nas outras coisas, outras coisas que podem ser superficiais, mas são importantes para você. – olhei para ele, eu não estava entendendo nada do que ele dizia- Tipo, que falta uma semana para o jogo de basquete e a gente não vendeu nenhuma camisa, não fizemos nenhuma propaganda, nenhuma brincadeira. Caramba, Percy, você sempre fez isto! O colégio fica muito animado com o campeonato, mas este ano você não está fazendo nada.
Minha ficha caiu, eu realmente não estava nem pensando nas coisas novas para o campeonato, não estava pensando em fazer a reunião do grêmio estudantil para discutir sobre o baile do ano, nem estava mais me importando com as coisas que realmente deveriam ser importantes!
-O colégio está parado, Jackson – Luke disse, por fim — Igual a você.
Estava tudo errado, balancei a cabeça em negação, antes de dar um pulo de súbito da arquibancada, Luke olhou para mim como se eu fosse louco.
-O que você está fazendo?
-Voltando para casa- eu lhe respondi – Eu estou parecendo um mendigo.
Ele riu, eu peguei meu carro e voltei para casa, um tanto animado para pensar em novas coisas para o colégio, agora era janeiro, era a época em que eu mais ficava animado com as coisas.
Subi as escadas do prédio, porque estava tão animado que não queria ficar esperando o elevador, eu saí correndo pelo corredor e abri a porta do apartamento rápido. E quando eu corri para entrar no meu quarto acabei levando o maior escorregão da minha vida e batendo de bunda no chão.
-Puta que o pariu – Eu disse com a mão nas costas, até que eu olhei para o que me fez escorregar, e era um bilhete branco, dobrado ao meio. E bem no meio dele estava escrito o e-mail de Annabeth. Sentei curioso e desdobrei o bilhete rápido.
“Mãe, eu sei que você deve estar tipo... morrendo de raiva do meu pai, e com vontade de me dar uns bons tapas quando eu voltar pra casa, mas eu tenho que dizer que é a primeira vez em 10 dias que eu consigo um computador, e até agora eu não consegui achar meu celular. O que acontece era exatamente aquilo que você tinha me dito, meu pai está tentando nos fazer ficar mais próximos um do outro. A ideia de ficarmos sem conexão com o resto do mundo foi dele, para tentarmos focar em nós mesmos. Mas eu tenho certeza que ele só não queria que eu falasse com você, para que você não interferisse na escolha entre eu ficar com ele ou com você.
Na verdade, eu entendo o meu pai, talvez se fosse ao contrário, você iria fazer a mesma coisa então não o julgue, eu iria fazer a mesma coisa, na verdade. Eu sei que você vai ficar com raiva, e com este drama todo de “e a sua pobre mãe?” mas na realidade eu te mandei este e-mail por causa do Percy.
Será que tem como você, por favor, explicar para ele tudo isto que eu te falei? Ele deve estar me achando agora tipo a pior namorada do mundo e mais uma vez, se eu estivesse no lugar dele, iria fazer a mesma coisa. E se você não quiser explicar tudo isto que está por aqui, eu sei que nossa situação familiar é meio vergonhosa, então fale apenas que eu estou sem poder ficar no pc ou no celular, e que eu estou com saudades, ok?
Isto vai parecer meio que vodu, mas eu sei também que neste exato momento você está fazendo aquela coisa de gato que você faz sempre que eu falo coisas fofas. Sim, eu estou apaixonada, não enche.
Beijos.
Annabeth.”
Eu não escondi meu verdadeiro sorriso quando li todo aquele e-mail, eu estava tão feliz e tão mais animado que eu deixei o e-mail no chão mesmo. Mas na realidade, eu tinha que me lembrar de que Annabeth na maioria das vezes interferia meus pensamentos, e agora era a hora de eu me renovar, de novo.
POV Annabeth
Eu havia ficado 20 dias fora, porém com toda aquela mudança na animação do corpo estudantil me fez parecer que tinha uns 10 meses que eu não vinha para o colégio. Na realidade, o que estava acontecendo era apenas a minha surpresa de novata com o fato de que aquele colégio realmente amava basquete.
Eu fui tentar contar o número de pessoas que estava com a camiseta do time, e eu meio que parei nos 56, era um fervor tão grande que eu me senti até um pouco incomodada, menos pelo fato, é claro, de que o meu namorado era o que estava promovendo tudo aquilo.
Falando em Percy, as minhas pernas, braços, e tipo... Corpo inteiro estava bambeando com o fato de que tinha quase um mês que eu não o via, e também queria saber se a minha mãe havia explicado tudo para ele. Porque senão... Eu havia perdido o meu namorado.
Todo mundo estava falando tanto sobre Percy Jackson, e o time de basquete, que eu fiquei até meio besta que em todo este tempo eu ainda não havia visto Percy, nem Luke. Nem Nico. E o único que eu sabia ter motivo para estar desaparecido era Nico, já que ele havia ficado alguns meses fora do time de basquete, e agora havia voltado.
E no meio disto tudo, veio mais ou menos o colégio inteiro me perguntar por que eu estava fora, se eu tinha a camisa do time, e se eu havia pedido para Percy me dedicar todos os pontos do campeonato.
A coisa era tipo, não, não e não. Eu estava totalmente por fora de todos os assuntos do colégio.
O que estava acontecendo, de verdade, era que o meu pensamento não estava em nada do colégio, pelo menos não deste, mas estava longe lá em Los Angeles. Naqueles dias em que eu fiquei com o meu pai, e naquela “proposta” que ele havia me feito. E se as coisas fossem dar certo? O que acontecia?
Agora você deve estar confuso, mas o que aconteceu foi que meu pai havia me inscrito para o melhor colégio da Califórnia, que era integrado com a faculdade de lá, e se eu passasse nele, meus dois pés estavam dentro de um dos melhores cursos de arquitetura do país.
Meu pai havia jogado baixo, muito baixo.
E se eu passasse neste colégio, tudo iria ficar realmente muito mais fácil para a minha vida. Só que ao contrário disto tudo, aqui tinha Percy, mamãe, meus amigos, e Yale.
Por isto, pela primeira vez na minha vida, eu estava torcendo para não passar neste lugar, que eles vissem meu histórico e me rejeitassem desde já, isto iria fazer as coisas ficarem muito mais fáceis.
Eu estava tão absorta em pensamentos que eu quase dei um grito quando me puxaram para o lado, fazendo-me entrar na sala do 3º ano vazia, eu só não gritei, na verdade, era porque haviam colocado a mão na minha boca.
Quando olhei para frente, eu vi apenas um par de olhos verdes me fitando brincalhões.
-Oi gatinha – ele abriu o sorriso que eu mais gostava nele, e então tirou a mão da minha boca. Eu sorri largamente.
-E aí Senhor Capitão – ele riu, separando-se de mim e coçando os cabelos.
-As coisas estão animadas por aqui, não é?
-É... Demais – ele riu, passando uma mecha loira minha para trás da minha orelha. – Porque você gosta tanto de me puxar para dentro das salas?
-Eu tenho instinto de estuprador – eu ri, ele balançou a cabeça brincalhão enquanto chegava perto de mim, roubando um selinho – É mentira, eu só queria poder falar com você sem um tanto de gente seguindo.
-É, todo mundo está te procurando.
-É a coisa ruim do começo do campeonato, eu tenho que fugir da massa – ri junto com ele, e realmente, eu devo ter ficado babando nele por alguns segundos, porque ele estava muito bonito. Muito mais do que 20 dias atrás. Ele estava tipo... Muito gato. Com aquela jaqueta do time, com aquele sorriso que ele sabe que me faz derreter, os olhos mais verdes do que nunca, e os lábios mais convidativo impossível.
-Hoje vai ter uma brincadeira no intervalo, lá no jardim, vai lá – ele piscou para mim, e eu quase me assustei com o fato de que ele não estava tão mais bonito do que 20 dias atrás, mas sim muito mais confiante... Confiante como ele estava no começo do ano, presunçoso e confiante. – Tchau, gatinha.
Ele foi embora, e eu juntei as sobrancelhas, confusa e pensativa. Mesmo assim acabei saindo da sala, eu deveria estar é muito doida com todas estas coisas dos meus pais, apenas.
*
Quando foi na hora do intervalo, eu, as meninas, e Nico estávamos sentados na grama, olhando para aquele palquinho de madeira que eu nunca havia reparado, mas ele era do time de basquete por ser todo enfeitado com as cores do time: azul, vermelho e preto. E depois eu fiquei pensando o quão besta eu estava me incomodando com tudo do time, mas o Déjà vu que me deu naquela sala do 3º ano, em que Percy parecia o mesmo do primeiro dia de aula, me fez ficar um pouco receosa.
Percy apareceu com um megafone, com a mesma jaqueta do time, assim como agora Nico e Luke estavam. Ele, Luke e Beckendorf estavam no palco.
-Oi... Alô – Ele disse testando o megafone, todos se calaram, ele deu um sorriso sociável. – Como todo mundo já sabe, nós iremos fazer hoje a brincadeira da gostosa e a framboesa do time.
-Quê? – Eu perguntei baixinho para Nico, que estava sentado na minha frente, ele foi com a cabeça um pouco mais para trás, sussurrando para mim e para as garotas:
-É uma coisa que sempre fazem quando começa o campeonato, o time elege a gostosa do time, aquela que na maioria das vezes é uma líder de torcida, e ela meio que é a musa do time, sabe? A que sabe o nome de todos os jogadores, a que tem passe livre para o vestiário, e a que também tem passe livre para pegar na bunda de todos os jogadores... Mesmo essa última condição não estando no regulamento – Megan o olhou com raiva- Menos na minha bunda, claro.
-E a framboesa? – Thalia perguntou já com raiva, porque sabia o que estava por vir, assim como eu.
-Ela é como se fosse Betty, a feia, do time, ela é tipo o amuleto de azar, a que não deve aparecer no jogo, não deve torcer para ninguém do time, e ela é meio que eleita não oficialmente à garota mais feia do colégio.
-Nossa, que horror- Megan disse com a mão na boca, eu automaticamente havia ficado com raiva de tudo aquilo. Isso não acontecia em L.A, primeiro porque os únicos campeonatos que tinham lá eram de surf, e não tinha líder de torcida para isto, e era legal, também, nenhum pouco humilhante (menos o episodio das rainhas da conga, mas isto é outra estória).
Eu fiquei olhando toda aquela palhaçada com raiva, enquanto todos do time colocavam suas cartelas dentro da urna, menos Nico, que estava pouco se fudendo para tudo aquilo. Eu o adorava.
-Tudo bem, vamos lá – Percy pegou as duas cartelas douradas- E a gostosa do time é... – ele riu – Drew!
Eu olhei para tudo aquilo com um grande olhar de “fala sério”, enquanto Drew saía saltitante até o palco e abraçava Percy, eu vi muito claramente ela abaixando a mão até a bunda do meu namorado, e apertando. Nico na minha frente riu, depois sussurrou um “eu disse”, e ao lado dele Megan sussurrou um “ciumenta”.
Depois de toda aquela palhaçada explicita, Percy pegou a cartela dourada da framboesa do ano, e todo mundo parecia um pouco mais tenso, a framboesa do ano era muito mais esperada do que a gostosa.
-E a framboesa do ano é... – ele deu um sorriso maior do que quando foi Drew que ganhou como a gostosa- Clarisse Le Rue!
Eu abri a boca num grande O, enquanto todos os olhares iam à direção de Clarisse, que pela primeira vez estava com as bochechas vermelhas e seus olhos pareciam estar marejados, Chris, seu namorado, apertou seu ombro num gesto de carinho. Só que ela nem parecia ter percebido, seu olhar parecia concentrado em alguma coisa vaga. E depois disto tudo ela apenas se levantou e saiu dali, indo em direção à redação.
Eu sabia que ela que havia feito eu e Percy sermos descobertos por todo mundo, e sabia que ela deveria estar me odiando agora, mas eu tive que ficar com raiva do mundo, de Deus, de Percy e do caralho que viesse na minha frente pelo o que tinha acontecido.
Percy deu de ombros e anunciou o final da “brincadeira”, então todos voltaram a conversar. Eu me levantei de súbito, indo a passos pesados até aquela merda daquele palco. Nico, Megan e Thalia estavam me seguindo, eu sabia disto, Percy me viu e sorriu, abaixando-se até tentar encontrar meus lábios, mas eu desviei.
-Que porra é esta? – Eu perguntei com raiva, ele pareceu confuso.
-Uma brincadeira? – Ele perguntou de volta. Luke do lado dele olhou para os lados.
-Que tal a gente falar isto em outro lugar? Tá todo mundo olhando – Eu assenti, indo a passos pesados até atrás da escola, e agora eu sabia que todo mundo estava me seguindo. Aquele era o lugar mais afastado de todo o colégio. Eu me apoiei na parede, com raiva.
-Aceita? – Perguntou um menino com um capuz preto, mostrando um saquinho de bolinhas azuis para Megan. Todos olharam para aquilo confusos, eu revirei os olhos.
-O que é? Um doce? – Ela perguntou com um sorriso dócil. Eu revirei os olhos de novo.
-Ninguém quer LSD aqui não menino! Some! – Gritei, ele olhou para mim com as bochechas vermelhas e depois saiu correndo. Minha raiva estava tão grande que eu nem percebi de quem era o rosto. Percy parecia desfocado no garoto, porque cruzou os braços olhando para mim.
-Mas o que você tem?
-O que eu tenho? – Perguntei com raiva. Thalia me cortou.
-O que ela tem é que você humilhou a Clarisse em público e não está nem aí, o que ela tem é que o namorado dela parece um idiota e parece que não percebeu até agora.
-Thalia! – Gritou Luke reprovador.
-Thalia é o caralho, que porra é essa, Jackson? Que porra é esta, Castellan? – Ela cruzou os braços, Nico abriu os dele, como se falasse “finalmente”. Percy olhou para mim, e eu deveria parecer com raiva porque ele ficou mais revoltado quando olhou para a minha expressão.
-Vocês tem que parar de bancar as salvadoras da pátria, vocês são novatas, a gente faz isto desde sempre, se não estão acostumadas, o problema é seus! – Eu abri a boca, nervosa, Megan olhou para mim e falou um “Ihh”, eu sempre fazia isto quando estava muito nervosa.
-Como você tem essa porra desta cara de pau! Como que você faz uma porra destas depois de tudo que você fez pra Clarisse? Toma vergonha na cara! Você não tem remorso não?
Thalia e Megan me olharam confusas, porém Nico e Luke pareciam atônitos, assim como Percy. Eu fechei os olhos, lembrando de que ele não sabia que eu sabia da história da Clarisse e da tal da Rachel.
- O que eu fiz para a Clarisse? – Ele perguntou, agora com raiva. Eu travei, não havia pensado em contar tudo que eu sabia para ele, nunca. – Como você sabe desta estória?
-É...
-Você foi atrás dela! – Ele gritou, lendo meu semblante. Aquilo não era mais uma discursão em grupo, e sim de casal. – Você quis saber de tudo! Meu Deus, Annabeth, como você é ridícula! Como se uma coisa que eu fiz quando tinha 14 anos ia influenciar no que eu sou agora!
-Eu não estou entendendo... – Nico calou Megan com a mão, impassível. Eu sabia que agora a minha bochecha devia estar super vermelha.
-Você que é o ridículo por aqui, não eu. – respondi, sem muitas coisas para argumentar mais. Agora quem parecia com raiva era Percy.
-Eu não acredito que você fez isto.
-Eu não acredito que você fez isto – respondi, ele deu de ombros, enquanto todos olhavam para nós como se fosse uma partida de ping pong.
-A gente é uma grande farsa – ele disse- você não confia em mim, eu não concordo com você.
-A gente devia dar um tempo – dissemos em uníssono, o que me fez ficar com mais um aperto no coração do que eu queria. Ele assentiu, e então foi embora, o resto do pessoal parecia tão atônito quanto eu, mas eu não fiquei lá para saber. Eu apenas fui embora também.
Notas finais
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Beijos e até o próximo!!
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