Notas iniciais
Olá!!
Bem, primeiro pedido desculpas porque eu não consegui responder todos os reviews do capitulo passado, só consegui responder uns 15 então me desculpem mesmo.Mas era assim: Ou eu respondia todos e postava só semana que vem, ou eu postava hoje e não respondia todos, então...
E Foi um erro eu ter perguntado de quem vocês estavam meio que do lado porque vocês são leitores com pontos de vista muito diferentes. Não consegui tirar conclusão nenhum com aquilo.
Mas enfim, agradecer a Mya Di Angelo pela recomendação, muito obrigada querida!! Você é demais!! Capitulo para você.
Boa leitura!

–Eu não preciso da pena dela! – vociferou ela, com certa indignação na voz- eu não preciso da pena de ninguém, eu posso dar uma revanche, na realidade, ele vai sofrer quando descobrir o que eu estou preparando para ele.

–Eu duvido que você esteja pensando em algo – o garoto suspirou – pois não tem nada para pensar, na realidade, ele não fez nada de errado e você não estava se incomodando com nada até a brincadeira se recair em você.

Clarisse suspirou, andando de um lado para o outro dentro de sua redação, então olhou para o garoto com certa curiosidade. Ele parecia relaxado e até mesmo conformado com tudo aquilo. Ele olhou de volta para ela, arqueando as sobrancelhas e parecendo indiferente.

–O que foi? – perguntou ele, dando uma boa olhada em Clarisse, ela sorriu de lado e se sentou na frente dele.

–Um dia, mais cedo ou mais tarde, todos os alunos param por aqui. – Clarisse tamborilou os dedos na cadeira- e eu estava estranhando não te ver até agora.

–Tudo se tem uma primeira vez, mais cedo ou mais tarde, como você disse, e no meu caso foi mais tarde- ele ajeitou o cabelo, rodando infantilmente na cadeira de rodinhas. Clarisse chegou com a sua cadeira mais perto da dele.

–O que você quer?

–Como todo mundo, informações.

–Eu duvido que você consiga reaproximar dela.

–Não é nada sobre isto! – foi a vez dele vociferar – eu não preciso da sua opinião sobre isto, até porque eu não quero fazer nada de mal para eles, nem para ninguém mais. Eu quero saber sobre outra coisa.

Ele tirou três fotos do bolso.

–Eu venho estado muito na biblioteca ultimamente, virei um cara estudioso- ele deu um sorriso brincalhão – e o que eu quero saber é sobre ela.

O garoto colocou as três fotos acima da mesa, eram elas bem distintas, porém com a mesma garota: uma foto da garota na foto de turma, não parecia ter mais de 14 anos. Outra, com ela abraçada no seu namorado, beijando-o pela bochecha. E outra, com ela andando pelas ruas com um grande salto preto e uma calça de couro, óculos escuros e uma bolsa enorme.

O rosto de Clarisse se tornou pálido, como se tivesse visto um fantasma.

–Quem é esta garota e o que ela está fazendo nos Estados Unidos?

*

Annabeth olhava para o relógio encima do quadro negro com certo tédio, não queria saber de nenhum tipo de fórmula, ou que ácido era compatível com outro. Não queria saber de substancias ou qualquer coisa ligada aquilo, só queria sair daquela sala urgentemente.

Quando bateu o sinal, ela mal teve tempo de suspirar aliviada porque Percy, ao seu lado na aula de química, foi o primeiro a sair com certa urgência e ir embora para o corredor. Ela suspirou novamente e arrumou suas coisas bem lentamente, como se agora que Percy havia ido embora, ela pudesse relaxar na sala de Química pela primeira vez.

Mal conseguiu reparar uma pessoa parada a sua frente, ela o seguiu com o olhar e só pode ver os cabelos loiros e os olhos azuis a fitando com intensidade.

–E aí – disse Will com um sorriso de lado. Annabeth acabou sorrindo também.

–E aí – ela respondeu, sem segundas intenções. Will olhou para os próprios cadernos e ficou com a bochecha vermelha, Annabeth teve que rir – O que foi, Will? Você nunca ficou com vergonha de mim.

–Eu não estou com vergonha- suas bochechas vermelhas diziam ao contrário – Na realidade eu só precisava saber se você queria fazer a dupla de Química comigo, já que você não respondeu nada quando o professor perguntou.

–O que? Ele perguntou? – Annabeth estava falsamente inconformada. Will acabou rindo.

–Sim, ele perguntou. E você acabou sobrando comigo então não é bem um direito de escolha seu.

–Vou denunciar, democracia está aí para isto.

–Mas você não pode votar quando se esquece de ir à urna de votação – Annabeth assentiu, enquanto os dois saiam para o corredor. Olhou para os grandes cartazes do time de basquete e pela primeira vez se sentiu indiferente, como se aquilo realmente não importasse mais para ela, e não importava.

–Bom argumento – ela respondeu apenas, enquanto via uma garota a olhar com certa repugnância. Will seguiu a menina com o olhar e suspirou.

–Saiba que eu estou do seu lado.

–É o primeiro.

O que acontecia era que Annabeth havia sido a vilã quando a história da sua separação com Percy fora para a grande massa. Para todos, Percy ficou como o cara legal que continuava as brincadeiras com o tempo, e Annabeth ficou como a velha chata estraga prazeres. Graças a ela a brincadeira fora banida do colégio.

No final, até mesmo suas amigas não ficaram do seu lado, não pelo fato da brincadeira, mas pelo fato de ter escondido que sabia sobre todo o passado negro de Percy, na realidade, elas pareciam ofendidas, como se houvessem feito aquilo com elas mesmo.

Então Annabeth decidiu se afastar, pelo menos por um tempo, até que as coisas se ajeitassem e a poeira abaixasse quanto a todas aquelas fofocas.

–Eu te vi passar alguns recreios na biblioteca, eu estava lá e você meio que não me viu – Will deu um sorriso de lado, Annabeth deu de ombros.

–Não me surpreendo com este meu mau comportamento, estou muito voada ultimamente, me desculpa.

–Entendo – ele guardou suas coisas no armário e foi até o corredor com Annabeth, enquanto ela guardava suas coisas, a loira sentiu que ele havia ficado ainda mais nervoso.

–Algum problema? – perguntou Annabeth com certo receio, agora era aula de educação física e ela já havia perdido moral demais nesta matéria. Will corou violentamente.

–Desculpa, é que eu tenho uma coisa para te contar, mas não sei como- Annabeth arqueou a sobrancelha, curiosa.

–Só conte, Will – ela disse sorrindo. Ele coçou o cabelo.

–Vamos fazer o seguinte, no intervalo, e na biblioteca eu te conto ok? – ele a abraçou pelo ombro, enquanto os dois iam em direção à aula de E.F- É só uma coisa que eu preciso esclarecer sobre mim com você.

Annabeth se sentiu ainda mais curiosa que o normal, porém decidiu deixar para lá porque parecia o tipo de assunto que Will gostaria de contar com calma, e não indo para a aula no ginásio.

Aula coletiva era uma das coisas que Annabeth mais odiava na face da terra, aquela coisa de fazer time misto era repugnante. Porém naquele dia havia ficado ainda pior, pelo menos com o fato de que toda a escola estava ao lado de Percy, e a repudiando, e ela provavelmente seria a rejeitada dos times.

Sentou-se na arquibancada com certo tédio, vendo o time de Percy ficar completo, com Megan e Thalia, Nico, Luke e Drew. Ela novamente não prestou atenção quando viu alguém na sua frente.

–Você tá no meu time – Clarisse intimou, com seu namorado do lado, Will parecia confuso, como se não soubesse quem Clarisse era, ou qual era o seu poder de persuasão.

–O Will tá também.

–Que seja – Clarisse revirou os olhos, então se sentou ao lado de Annabeth, com Chris do lado- Então sou eu, você, Chris, Will e as meus outros dois ajudantes da redação.

Annabeth olhou para o lado, onde os gêmeos Stoll deram tchauzinhos para elas.

–Os brincalhões das crônicas e quadrinhos? – Will perguntou, cético e irônico ao mesmo tempo. Clarisse revirou os olhos novamente.

–Eles jogam bem.

Era meio óbvio que o time de Percy seria o ganhador, e assim foi. Entrando então o time de Annabeth no lugar. Por um momento ela queria muito ganhar deles, talvez pelo fato de que em duas semanas sua vida havia dado uma grande volta, e agora ela era a que estava fora daquele grupo que todo mundo queria entrar. Porém, quando olhou para Clarisse e Will, descobriu que talvez fosse à única que não queria estar junto com o grupo de Percy.

Travis Stoll sacou em meio de risadas, Nico acabou recepcionando perfeitamente e mandando na mão de Megan, que como levantadora, acabou dando a bola na mão do ponta esquerda, que na hora era Luke. Ele cortou e ninguém do outro time conseguiu pegar.

Annabeth, que estava na rede, travou o maxilar quando todos se abraçaram comemorativos. Percy foi ao saque e deu um viagem no fundo da rede, porém Travis acabou pegando e dando na mão da loira, que levantou para sua ponta esquerda, Clarisse, e ela deu um corte cravado no meio da quadra. Ninguém pegou.

As duas sorriram e apenas bateram na mão uma da outra, Clarisse foi para a rede e Annabeth acabou de ponta. A morena gesticulou para loira, sabia Annabeth que a bola viria para ela.

Will acabou sacando e Thalia recepcionou perfeitamente, dando na mão de Luke que levantou com destreza para Drew, que cortou fraco e no meio da quadra, surpreendendo a cobertura que era Chris, ele acabou pegando a bola só que sua manchete foi alta demais, fazendo com que Clarisse tivesse que empurra-la de segunda para o outro time.

Thalia mandou de manchete perfeitamente para Luke novamente, porém agora ele havia levantado para Megan, que era eximia no time de basquete, seu corte foi forte para a diagonal, quase cravando, porém Connor pegou com destreza, colocando a bola na mão de Clarisse. Ela sorriu e levantou perfeitamente para Annabeth.

Seu rosto foi matador, ela pulou e deu o corte mais forte do jogo, que foi para o fundo de quadra, mas precisamente para a área do saque, onde estava Percy Jackson, e mais precisamente ainda no rosto do garoto, que acabou caindo para trás com o baque.

Toda a turma fez um “Ohhh” exasperado, como se houvessem acabado de presenciar um assassinato. Praticamente todo mundo da turma foi ver se Percy estava bem, porém Clarisse andou devagar para o lado de Annabeth, que estava com as duas mãos na cintura e tentava olhar para Percy sem muita curiosidade, já que ele estava cercado de pessoas enxeridas.

–Eu estou rindo por dentro – Clarisse sussurrou para a loira, fazendo-a rir de leve. A professora mandou todos se dispersarem e ajudou Percy a se levantar, este que estava com o nariz totalmente ensanguentado.

–Annabeth Chase, você lá fora agora – Intimou à professora, Annabeth assentiu e gesticulou para Katie Gardner entrar no seu lugar, então foi para onde a professora estava. Ela limpava o nariz de Percy com certo cuidado – Eu acho que quebrou... Annabeth Chase!

–Sim, professora – ela disse olhando com certo nojo falso para o nariz, Percy a olhava mortificamente.

–Não existe corte de meio no fim da quadra- ela disse com os braços cruzados, Annabeth deu de ombros.

–A culpa não é minha se eu não consigo medir minha força, na realidade quem tinha que me ensinar a fazer isto era você.

–Eu ensinei – a professora disse bem devagar, como se estivesse ensinando uma garota de 6 anos a ler – e eu não vou ser a culpada por isto tudo, não, não! Este garoto está com o nariz quebrado e é o capitão do jogo de amanhã, oitavas de final. Então a senhorita irá à diretoria, explicará a situação do capitão para o diretor, depois irá à enfermaria, e o acompanhará até a secretaria, aonde ele irá para um hospital já com um curativo. A senhorita entendeu?

–Sim senhora – Annabeth disse ironicamente.

–E da próxima vez que você falar ironicamente comigo de novo, será eu que não irei medir minhas forças, entendeu também senhorita Annabeth Pathernos?

–Sim senhora – Annabeth respondeu, agora séria e sem ironia, havia sido um tanto que estranho lhe chamarem pelo nome da mãe, como se Atena estivesse verdadeiramente separada (o que não era verdade).

A professora voltou para o ginásio com sua mesma pose maioral de sempre, Percy olhou para Annabeth ainda com mais raiva enquanto ela o estudava, com aquele nariz parcialmente ensanguentado. Ela saiu andando e Percy a gritou, com raiva:

–Será que tem como você me ajudar aqui?

–Não – ela respondeu apenas, fazendo Percy bufar irritado e sair correndo para o seu lado.

–Você não pode me machucar propositalmente e depois recusar me ajudar- Annabeth revirou os olhos.

–Eu estou indo na diretoria com você, na enfermaria, na secretaria. O que mais você quer que eu faça?

–Ajude-me não porque está sendo obrigada e sim pelo sentimento de culpa que te aflige – Annabeth riu ironicamente.

–Acho que o seu nariz quebrado fez com que parte de seus neurônios queimassem – foi à vez de Percy revirar os olhos, agora com certo cuidado para não mexer o nariz. Annabeth foi à diretoria, comunicou o acidente com o diretor Figgins, e depois o levou para a enfermaria, onde a doce enfermeira a deixou entrar na sala.

–Queridinho, queridinho, que estrago foi feito no seu belo rosto, hã? – Ela disse enquanto limpava o nariz dele, com ainda mais cuidado do que a professora. – Meu Deus, quanto sangue. Tire a blusa que como ela já está ensanguentada eu limpo seu nariz com ela.

Percy assim fez, fazendo com que Annabeth desviasse o olhar enquanto cruzava os braços, ele arqueou uma sobrancelha e estudou a loira com suas órbitas verdes penetrantes, como se tentasse ler seus pensamentos.

Annabeth acabou voltando com o seu olhar para Percy por pura curiosidade, a enfermeira estudava seu nariz enquanto o mesmo olhava para cima, cela jogou todos os papeis e algodões ensanguentados no lixo e limpou as mãos.

–Boas noticias capitão, você não quebrou o nariz. Apenas levou uma pancada forte, por isso o sangramento. Vá para casa, coloque gelo compresso e descanse para o jogo de amanhã. Você vai estar 100%.

Percy deu um enorme sorriso. Daqueles que Annabeth costumava se derreter toda.

–Obrigada, Sra. Willians – Ele disse verdadeiramente, dando um beijo na sua bochecha. A enfermeira ficou com as bochechas vermelhas e riu.

–Você vai acabar deixando sua namorada enciumada – ela disse enquanto olhava para Annabeth. Esta que ficou com a expressão séria, assim como Percy, a enfermeira percebeu – falei algo errado?

–Ela não é minha namorada – Percy acabou dizendo enquanto olhava para Annabeth, como se aquela afirmação fosse uma pergunta “ela não é minha namorada?”.

–Ah – a enfermeira riu – desculpem-me então, mas do jeito que vocês se olharam... – foi à vez das bochechas de Annabeth ficarem vermelhas, do jeito que só uma pessoa muito branca consegue ficar. Percy acabou dando um sorriso.

–Tchau- ele disse com sua blusa ensanguentada no ombro, saindo da enfermaria, Annabeth acabou se despedindo também e os dois andaram até a secretaria, com aquela tensão no ar que Annabeth odiava.

–Eu vou ligar para o prédio? – Annabeth perguntou um tanto vaga, Percy cruzou os braços.

–Tem outro lugar que ele iria estar? – respondeu ríspido. Annabeth revirou os olhos.

–Grosso.

–Metida.

–Ridículo.

–Patricinha – Annabeth revirou os olhos novamente, enquanto dava o número da secretária de Poseidon para a secretária do colégio. Os dois andaram até o estacionamento, onde ficaram esperando com certo tédio.

–Você vai vir no jogo amanha? – perguntou Percy, apenas porque a tensão estava tão grande que era até apalpável.

–Provavelmente não – respondeu Annabeth, sinceramente. Percy assentiu, e assim acabou a conversa dos dois, que antes era de horas e horas, e agora era de 30 segundos.

–Eu vou tentar falar com as garotas, não foi legal elas terem parado de falar com você.

–Não precisa ter pena de mim.

–Eu não estou tendo pena. Eu só estou tentando fazer isto não ficar tão ruim quanto está – ele apontou para os dois, com certa raiva. Annabeth revirou os olhos.

–Você não pode tentar melhorar uma coisa que não tem como ficar melhor!

–Você acha?

–Sim, eu acho. Pelo menos até você parar de ser tão ganancioso com esta coisa toda de popularidade – Percy chegou extremamente perto dela, seus olhos eram frios e assustadores. Os dois estavam sentados ao lado do outro, mas não pareciam nenhum pouco amigáveis.

–E pelo menos até você parar de tentar ser a maioral em tudo que faz, como se você fosse sempre a certa e o resto do mundo sempre está errado! Você sempre foi assim, Annabeth! E ao contrário de mim, você nunca tentou mudar isto.

–Se eu sempre fui assim porque você ficou namorando comigo mesmo hein? – Percy revirou os olhos, com raiva.

–Por que... – Uma buzina soou na frente deles, fazendo os dois olharem na direção. Atena deu um tchau fofo, com um sorriso enorme.

–Bom dia casalzinho — ela colocou a mão na boca, mesmo tendo duas semanas que os dois haviam se separado a mesma ainda não tinha se acostumado – ex-casalzinho, desculpa.

–Mãe, o que você está fazendo aqui? – Annabeth perguntou chegando mais perto do carro, Percy assim fez também, com sua mochila nas costas. Ela olhou para o retrovisor e depois para a sua filha.

–Poseidon está numa reunião, pediu para eu vir – ela sorriu para os dois – então gatinho, bora pra night?

–Mãe, fala sério – Percy riu enquanto Annabeth revirava os olhos. Entrou no carro com certo pavor, como se estivesse com medo de estar num carro com Atena no volante.

–Tchau princesinha, compra comida chinesa porque não vai ter almoço para hoje, ok?

–O que você está fazendo em casa hoje de manha? – Annabeth perguntou revirando os olhos novamente.

–Dormindo, e atendendo telefonema de colégio porque você deu bolada na cara dos outros – ela revirou os olhos – compre comida chinesa.

–Muito obrigada, mãe – Annabeth disse saindo da janela do carro, Atena deu um sorriso sincero, sem entender, ou então simplesmente ignorando a ironia da loira. Então a mesma acelerou o carro. Fazendo Annabeth suspirar.

Na hora do recreio, foi extremamente complicado achar o corredor onde Will estava, se não fosse ele a puxando para dentro de um corredor escondido, ela provavelmente não haveria achado.

–E aí.

–Você já me deu oi hoje – Annabeth falou, com certo brilho no olhar. Will ficou vermelho, e então acabou se concentrando.

–Senta aí que a estória é longa – ele disse apontando para o banquinho azul que havia no corredor, Annabeth sentou-se com as sobrancelhas franzidas e cruzou os braços, com certa curiosidade. – Eu quero que você me ouça totalmente primeiro e depois fale o que tiver que falar, não me interrompa, por favor.

–Ok.

–O que eu disse?

–Ah – Will olhou-a repreendedor, Annabeth arregalou os olhos antes de fazer um gesto de que iria se calar.

–Lembra quando nós nos encontramos no clube, aquele dia no começo do ano? – Annabeth assentiu, se recordando – Naquela época, estava acontecendo algumas coisas na minha vida. Eu tinha feito 17 anos, e estava animado com o fato de que meu pai estava pensando em se aposentar dali a um ano, ou daqui a 7 meses se contar por esse mês. Eu queria muito ser representante da Olympus, e até hoje quero, porém quando eu apresentei esta possibilidade para o meu pai, ele meio que falou “NÃO”. – Annabeth riu, mesmo achando tudo aquilo meio triste.

–Ele me disse que eu era um galinha, que ficava com várias garotas e que não tinha maturidade o suficiente- Annabeth assentiu, concordando com Apolo, Will riu. – Não é para gesticular também não... Mas enfim, então eu te vi aquele dia no clube e pensei: “Quem melhor que a filha de Atena Chase para me fazer entrar na empresa?”.

–Seu filho da puta! – Annabeth gritou mais alto do que gostaria- Então você queria me usar? Filho-da- puta!

–Será que tem como você me deixar contar o resto da estória? – Annabeth bufou – Obrigada. Então eu iria te usar, sim, é verdade. Porém aconteceu que tinha uma pedra bem grande no meu caminho, que era Percy Jackson.

Annabeth ficou séria, como se não gostasse muito das outras pessoas recordando seu namoro com Percy, o que era verdade.

–Ele havia meio que te roubado totalmente para ele, nunca que eu iria conseguir fazer você ficar comigo. E aí eu também fui para Los Angeles, naquela época em que a empresa estava quase falindo e desisti totalmente de tentar pegar as ações para mim. E agora eu estou te contando isto porque eu meio que mudei, e quero ser uma pessoa sincera, pelo menos com você. E desculpa por tudo.

Annabeth assentiu, era perceptível pelo olhar de Will que o mesmo estava sendo sincero.

–Então você tentou me usar e não conseguiu, mas mesmo assim está me contando e pedindo desculpas? – Will assentiu, revendo tudo. Annabeth acabou sorrindo – Isso é bem fofo, Will, bem fofo mesmo.

–Eu sou uma pessoa fofa.

–E humilde.

–Sempre.

–Besta – ela riu novamente, com certo cuidado para a bibliotecária não ir reclamar e os expulsarem da biblioteca.

–É só isto mesmo, fico feliz que você tenha entendido- Will se sentou ao seu lado, pegando um livro e o colocando na mesma hora de volta a estante. –Eu não gosto tanto de biblioteca assim.

–Eu sim – ela riu, então ficou séria, como se lembrasse de algo, porém ela estava apenas arquitetando um plano- Will?

–Hum?

–Daqui a quanto tempo seu pai vai renovar as ações? – Will pensou.

–Sei lá, um mês mais ou menos... – Annabeth sorriu maleficamente, o que fez até Will sorrir também.

–Que foi? Que sorriso é este? – A loira olhou para ele com o seu sorriso mais malicioso.

–Eu tenho um plano.



Notas finais
Primeiro, leia as notas iniciais quem não tem o costume de ler porque é importante.
Agora, alguém sabe qual é o plano da Annabeth? ;)
Enfim gente, deixem seus reviews, eu prometo que respondo todos desta vez. Ok?
Beijos para vocês!
Até o próximo.