O Que Eles Veem Em Você? 2
13 Confuso.
Notas iniciais
–Rachel? – perguntou Percy piscando os olhos. Como ela havia descoberto seu endereço? Ele não sabia. E como ela tinha a coragem de ir até lá? Ele também não sabia. Só sabia que era a primeira vez em anos que via Rachel tão de perto, e querendo ou não... Ela mexia com ele.
–Percy – a voz dela ficou adocicada, de um jeito apaixonado – Oi.
Ele ficou olhando para ela, ainda tentando entender o que ela fazia ali e o quanto ela havia mudado. Percy nunca pensou em rever Rachel, às vezes pensava nela, mas não a ponto de querer que ela voltasse para reatarem tudo novamente.
Ainda meio confuso, ele a convidou para entrar. Ela aceitou, olhando para a mansão ainda maior que sua outra mansão. Rachel se sentou no sofá, habituada com a casa dos Jackson. Percy arqueou uma sobrancelha e a seguiu, sentando-se ao seu lado.
Os dois ainda estavam calados. Se entreolhando. Rachel estava tão diferente. A ruiva que ele namorava tinha os cabelos cortados no queixo, os olhos sempre demonstrando que ela tinha algo na cabeça e a boca na maioria das vezes entortada num bico, em sua pose de metida.
Agora ela estava muito mais bonita, seus cabelos estavam enormemente caindo até metade de suas costas, alisados com seu ruivo-alaranjado. Os olhos verdes agora pareciam calmos e atenciosos, as covinhas da sua bochecha ali o tempo todo contrastando-se com suas milhares de sardas, o sorriso que quase nunca aparecia agora sempre em sua expressão.
Percy estava um tanto encantado.
–Estou tão feliz em te ver, eu queria fazer isto há tanto tempo – Rachel chegou um pouco mais perto, seu cotovelo apoiado no estofado e seus olhos revezando-se entre o corpo e o rosto de Perseu.
–Porque você voltou? – ele foi rápido, doce... mas objetivo – Rach, você foi expulsa do colégio quatro anos atrás. Você nem nos Estados Unidos estava...
–Eu tenho meus contatos e dinheiro, Percy. Você sabe que podemos conseguir tudo com o dinheiro.
“Nem tudo” – pensou Perseu. E se assustou com seu próprio pensamento. Alguns anos atrás, talvez até no começo do ano passado, ele sorriria e assentiria. Mas agora, ele tinha dinheiro e estava tão distante de tudo que queria... Da pessoa que queria. Não era bem assim.
–Certo, estou feliz em te ver novamente. Não me entenda mal – recomeçou o moreno, já entendendo que o pai de Rachel provavelmente subornou o colégio. A ruivinha sorriu de lado, pegando na mão do moreno e respirando fundo.
–Percy, você e eu... Nós ficamos tão confusos quando eu fui embora. Não nos separamos nem nada...
–Não oficialmente, Rachel. Não precisamos de palavras para saber que nos separamos ou não – Perseu estava assustado com sua própria frieza, então recomeçou mais uma vez: — O que eu estou tentando dizer é que... Olha Rachel, eu cresci. Você cresceu.
–Nós crescemos – a ruiva sorriu para ele – Eu só vim aqui para ter certeza de que estamos bem, como amigos. De que tudo está bem entre nós. Você não está com raiva de mim, ou algo assim, certo?
Percy sorriu, apertando a mão de Rachel.
–Claro que não, Rach. Porque eu ficaria? – os dois se entreolharam. Verde com verde. Combinava. E muito.
Annabeth, no topo da escadaria, conseguia entender o quão Rachel e Percy pareciam combinar. Ela olhava para o chão, escutando a conversa e olhando para as mãos entrelaçadas. O carinho que eles tinham um com o outro, depois de tantos anos... Percy não conseguiu suprir este carinho por Annabeth 12 meses depois dela ir embora.
–Você ainda está pensando em fazer biologia marinha, não é? – sorriu a ruiva. O moreno sorriu também, assentindo.
–Pelo jeito não é um sonho de garoto – respondeu ele ainda dando um meio sorriso – E você? Moda ainda?
Rachel gargalhou, pendendo a cabeça para trás. Igual Percy já era acostumado a ver alguns anos atrás, o dejavú o fez sorrir.
–Pelo jeito ainda somos duas crianças atrás dos nossos sonhos – ela olhou para o chão e depois para Percy, ainda sorrindo. Mas então ficou séria de uma hora para outra, deixando o Jackson confuso – Oh, Percy... Eu fico tão arrependida sobre o que eu fiz com Clarisse. Ela ainda tem raiva de mim, sabia? E eu... Se eu não fosse tão babaca não precisaria ter saído do colégio. E nem me separado de você.
Foi a primeira vez que Percy olhou para os lábios de Rachel, eles estavam com um gloss bonito, que realçava sua boca fina.
–Cada um com seus arrependimentos, ela já superou. Pode ter certeza – Rachel assentiu, e então chegou ainda mais perto de Percy. Suas pernas já estavam se encostando uma na outra.
–Mas nós podemos consertar tudo, não é? — sussurrou ela, seus lábios chegando cada vez mais perto dos de Percy. Rachel avançou para beija-lo, mas o moreno desviou e acabou beijando sua bochecha.
–Vamos com calma, Rachel – ele disse. A ruiva revirou os olhos.
–Eu sei que você ainda gosta de mim, eu vejo isto em seus olhos – ela não estava errada – Eu estou solteira, você está solteiro. Qual o problema?
Sem querer, Percy acabou pensando na loira dos olhos cinza. Se não fosse por aquela desgraçada ele já estaria com Rachel há muito tempo. Perseu ficou com raiva, ela estava o evitando a dias, sendo uma fria com ele. E aquela linda ruiva estava ali na sua frente, pedindo para reatarem. E o que ele fazia? Pensava em Annabeth e desviava.
Era tudo uma grande droga mesmo.
–Só estou falando para irmos com calma – ela assentiu, pegando seu celular no bolso do jeans escuro e suspirando.
–Eu tenho que ir. Meu pai pelo jeito ainda é um carrasco de pai e um maravilhoso empresário.
Rachel tinha sérios problemas paternos. Problemas que Percy ajudava-a por todo o tempo que namoraram. O moreno, distraído, não percebeu quando Rachel avançou para lhe dar um selinho. E sem querer acabaram trocando mesmo um beijo rápido.
–Eu vou fazer uma festa na sexta à noite, te mando o endereço da minha nova casa depois, ok?
Percy estava um pouco atordoado pelo rápido beijo mas assentiu. Olhando para Rachel como se ela fosse um animal esquisito. Ela se foi, abrindo a porta da casa e fechando ela mesma. Ele pôs as mãos nos lábios enquanto relembrava a Rachel que namorou há um tempo atrás.
Eles davam tão certo. Eram perfeitos um para o outro. Ela era boa em manipular as pessoas, fazer com que elas fizessem o que ela queria, os dois eram populares e extrovertidos. Se eles ficassem juntos, tanta coisa daria certo.
Mas então ele pensou naquela frase da ruiva: “Você sabe que conseguimos tudo com dinheiro”. Eles dariam muito certo, se Rachel houvesse chegado antes, no primeiro ano quem sabe. Antes de Annabeth aparecer na sua vida.
(...)
Enquanto pegava as vassouras e pás e rodos e tudo quanto há, Percy pensava que droga de segredo Annabeth estava lhe escondendo. Porque ela havia saído de casa a tarde com uma mochila esportiva ele realmente não sabia.
Ele só sabia que agora tinha que fazer uma faxina no terceiro andar (o andar que estava sendo mais usado na casa), e depois de limpar a cozinha, sala e várias outro cômodos do primeiro andar, ele estava cansado demais para pensar no que Annabeth estava lhe escondendo e sim porque ela não estava ali para o ajudar.
Só faltava um cômodo: o quarto de Annabeth. Atena havia deixado bem claro que era para arrumar todos os cômodos do primeiro e terceiro andar. Ele ficou pensando se entrava ali ou não.
Suspirou e abriu a porta, decidindo que daria apenas um varrida rápida para não deixar Atena com raiva quando a respondesse no Skype que não arrumou um quarto. Ele ficou um pouco assustado com a bagunça do quarto de Annabeth.
Ele achou que ela era uma garota organizada. Lembrava do antigo quarto dela na casa dos Chase e...
Percy revirou os olhos. A antiga Annabeth era organizada, aquela ali parecia ter feito um curso de “como não ser igual a antiga Annabeth” e então era totalmente o contrário da outra. Não eram a mesma pessoa.
Havia calças jeans e blusas jogadas no chão, alguns livros jogados no tapete. E impressionantemente poucas mudanças de como o quarto era antes até ali. Annabeth não havia o pintado, continuava com aquela cor bege que ela disse ser de vômito e o armário branco ao lado estava intacto.
A mesa de escrivaninha estava com alguns papeis de estudos, e a única coisa que parecia realmente ter mudado no quarto foi um quadro de anotações que ela pôs na parede acima da escrivaninha.
Percy deu uma olhada ali.
“Droga de aula extra de inglês -14hrs”
“Droga de aula extra de física quântica, trabalho sobre ondas, achar na merda da pasta do cotec”.
“Aulas inúteis:
Geometria – estudado maio do ano passado
História da arte – mesmo que não estivesse estudado no ano passado, ainda sim e inútil.
Economia – agosto do ano passado.”
Annabeth já havia aprendido metade da grande curricular do ano ou era impressão de Percy? Ele viu outras anotações que ela fez com a caneta feita para o quadro. A letra dela era bonita, mas desleixada. Acima, escrito bem pequeno:
“Não se esqueça de pegar o uniforme na Liga”.
Percy arregalou os olhos. Uniforme na liga? Ela começou a fazer algum esporte extracurricular? A Annabeth que ele precisou de dar aulas de educação física reforçadas? Que esporte ela estava fazendo? Com quem ela estava fazendo?
Vôlei não era, porque Megan e Thalia eram do time de vôlei e não tinha como ele não saber.
Basquete não era, os garotos sabiam de cor o time feminino de basquete.
Lacross não era, não tinha time feminino.
Natação não era, Annabeth odiava piscina. Ela gostava do mar e tudo o mais, mas piscina não (ele sabia disto por ter ouvido ela conversar com a mãe quando foram obrigados a passar o dia com os pais na piscina).
Com os olhos arregalados ele se lembrou do garoto que ela estava ficando na festa de Nico, o estrelinha do time de... Futebol.
Suja de grama, pegando o capitão do masculino. Annabeth estava jogando futebol de campo. Percy sorriu de lado, como e quando ela havia conseguido aptidão para isto Perseu não sabia. Mas parecia algo interessante sobre a personalidade de Annabeth.
Ele ouviu a porta abrir lá embaixo, pegou suas coisas de faxineira e foi andando pelo corredor, arrastando aquelas trilhões de coisas.
–Que bom que você chegou – ele disse vendo uma loira toda suada e suja – Eu estava pensando que iria fazer esta faxina toda sozinho.
Annabeth abaixou os ombros. Parecia tão cansada que pela primeira vez ele viu uma expressão completa no rosto da loira: desânimo.
–O que falta para limpar? – perguntou ela mudando o peso do pé. Percy sorriu, decidindo fazer uma brincadeirinha.
–O segundo e quarto andar, e o seu quarto. Eu já limpei o primeiro e o terceiro. Boa sorte.
Annabeth parecia devastada, foi se arrastando pelo corredor e Percy acabou rindo.
–Annabeth – ele chamou. Ela se virou – Eu estou brincando, eu já limpei tudo que era para limpar.
Ela arregalou os olhos, e um sorriso abriu em sua expressão. O cansaço pelo jeito havia queimado a parte do cérebro dela de ser uma pedra de gelo.
–Obrigada – respondeu ela ainda sorrindo. A loira entrou dentro do quarto com os ombros mais levantados. Percy riu e pôs as mãos nos olhos. Ela tinha vergonha de falar que estava jogando futebol, mas porquê?
Ele decidiu não perguntar. Como era o “irmão mais velho” era sua obrigação deixar a casa limpa e também comida para Annabeth. O moreno abriu a geladeira e pensou no que comeria caso estivesse chegado do treino de basquete.
Ele pegou dois bifes de hambúrguer, queijo, tomate, frango, alface e três fatias de pão. E quando Annabeth desceu as escadas, parecia feliz em ver aquela montanha que era intitulada sanduiche e andou um pouco rápido.
–Para mim? – o moreno bebericou seu chá de morango. Estava na merda da dieta por causa do campeonato, então apenas assentiu. Os dois se sentaram um na frente do outro. Ela comeu o sanduiche extremamente rápido.
Os cabelos de Annabeth estavam escorridos e molhados até quase a sua cintura, ela usava um moletom cinza e um blusão também cinza por causa do frio de fevereiro. Quando ela acabou de comer, coçou os cabelos e olhou para o moreno a sua frente.
–Você vai na festa de Rachel sexta feira? – perguntou ela. Percy assentiu.
–Eu fui convidado. Você não? – Annabeth negou com a cabeça, ela estava séria e parecia um pouco triste, até. Percy quis perguntar qual era o problema. Mas não precisou, já que Annabeth falou por ele:
–Você e Rachel, eu vi vocês se beijando ontem e ela não gosta nenhum pouco de mim, então quando meu carro voltar eu não quero mais ir nem voltar para o colégio com você – comentou ela. Percy juntou as sobrancelhas, enraivecido.
–Rachel não é minha namorada, nem um rolo. Nem nada. Isto é estupidez, Annabeth — ele cruzou os braços – Qual é, eu sei que tem algum problema e não é a Rachel não gostar de você.
Ela revirou suas órbitas cinza, também cruzando os braços.
–Meu uniforme do colégio chegou – ela parecia realmente com raiva. Mas Percy viu que ela fugiu do assunto – Eu fiz uma droga de um plano digno da CIA para eles chegarem com ele três semanas depois.
–Sua mãe disse que ela comprou o modelo novo, o preto. Você vai ser a única com aquele modelo lá. Quando fizeram o uniforme só tinha o do vermelho. Então tecnicamente você continuará diferente.
–Ótimo, agora eu sou a diferente – murmurou ela. Percy arqueou a sobrancelha, arrumando seus óculos de grau enquanto tirava sua apostila da mão.
–E não é este o propósito? – Annabeth parecia querer chuta-lo.
–Não, claro que não. O propósito é não usar aquele uniforme ridículo.
Ela não queria ser a diferente, ela não queria seguir as regras do colégio e usar o uniforme. Ela era, definitivamente, uma caixinha de surpresas. Percy suspirou e voltou a pegar sua apostila.
–Este não é o problema que está te deixando triste, eu sei disto – Annabeth deu um sorriso desdém.
–Você está virando especialista em mim desde quando? – ele deu uma meia revirada de olhos. Ela era tão irritante às vezes, sempre com uma resposta na ponta da língua. Porque ela não podia baixar a guarda uma vez sequer?
Percy estava com um sentimento pouco usual em seu dia a dia: inconfiante. Ele sempre se sentiu muito bonito e às vezes tinha um álter ego. Mas Annabeth era tão fria que ele começou a ter alguns probleminhas de confiança, odiava usar seus óculos porque talvez parecesse ser meio idiota com eles. Por mais que mais de milhares de vezes garotas dissessem que o adoravam de óculos, ele começou a pegar mais peso na academia por se sentir um pouco fraco demais.
Annabeth o ignorando não o fazia nada bem.
Mas ele olhou para ela naquele momento, e sim, naquele momento ele estava sendo um especialista nela. Porque tinha a certeza absoluta que ela estava triste pelo beijo que viu entre Rachel e ele, tinha certeza que ela não gostava dele ir na festa da garota que o beijou. E tinha certeza que ela tinha ciúmes.
Ele fez o que deveria ter feito desde que começaram a se entreolhar tímidos e não com raiva mais:
–Annabeth, precisamos conversar.
–Nós já estamos conversando, Percy – ela disse se levantando, talvez assustada com o quão sério ele havia ficado.
–Você sabe o que eu estou falando – ele se levantou, seguindo-a pela sala. Annabeth estava quase correndo, parecendo querer fugir. Percy a segurou pelo pulso, sentando-a no sofá – Se você não sabe, então eu começo o assunto para você começar a saber.
Percy também estava tão assustado, Annabeth parecia querer chorar. E ele não entendia o porquê daquilo tudo. Ele se sentou ao lado dela, tão perto que conseguiu ouvir o coração dela bater forte.
–Não vamos tocar num assunto delicado – ela comentou – Por favor.
Ela não era muito de falar “por favor” e “obrigada”. Então Percy sabia que ela estava realmente assustada. Ele respirou fundo.
–Porque você está me evitando tanto desde aquele beijo? Annabeth, eu sei que você sente alguma coisa por mim. Ódio, amor... Não sei. Mas não tem esta indiferença que você está tentando passar. Eu... Eu... Pare de me ignorar uma vez e olhe nos meus olhos!
Annabeth assim fez, parecia indignada. Às vezes balançava a cabeça como se não quisesse estar ali.
–Olha, eu sei que você passou por momentos bem difíceis no ano passado. E me desculpe por não estar lá com você te ajudando, como eu havia prometido quando estávamos juntos – Percy respirou fundo – Não importa se você está tão diferente, Annabeth. Porque eu ainda assim estou muito apaixonado por você.
Os olhos dela pareciam um pouco marejados, uma bomba de sentimentos parecia ter se infiltrado em seu corpo e aquela expressão indiferente parecia ter sido deixada para trás há um bom tempo.
–Você está falando besteira, Percy. Porque.... Porque você estava lá comigo – ele iria perguntar o que diabos aquilo significava. Mas provavelmente era algo bom porque logo depois ela, ELA, ela o beijou.
Um beijo lento, sensual e que fez as pernas de Perseu tremerem. Ele sentia a língua de Annabeth massagear sua boca da forma mais apaixonada possível, as duas mãos dela acariciavam suas bochechas.
Ela passou o corpo por cima do dele, sentando-se em seu colo. O beijo ficou mais rápido e mais devorador. As mãos dele apertaram sua cintura, sentindo o corpo dela ferver encima do seu.
Eles se separaram para tomar fôlego.
–O que isto quer dizer? – perguntou ele abrindo os olhos, vendo o rosto de Annabeth parecer sereno, os olhos fechados e ela morder o lábio inferior.
–Quer dizer que eu sinto algo por você – ela encostou a testa na dele. Seus olhos cinza se abriram, deixando o coração de Percy bater com uma falha.
–Mas você está tão diferente. Annabeth, eu estou assustado.
–Shhh – ela encostou o rosto em seu pescoço, abraçando-o com força – Depois eu explico. Agora só me beije.
Os dois se entreolharam, Percy sorriu de lado. Ela iria explicar, ela estava baixando a guarda. E ele, naquele momento. Iria a beijar, muito.
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