O Preço da Traição.

7 O limite da atração.


Notas iniciais
Olá cupcakes! Bom, vou começar as notas com um assunto muito chato, que me incomodou bastante. No capítulo passado tivemos Emma fazendo uma desconstrução de estereótipos e de preconceitos a respeito da prostituição. A maioria do pessoal adorou, é algo realmente polêmico e eu gosto de trabalhar com coisas assim. A vocês, o meu mais sincero agradecimento. Não obstante, algumas pessoas vieram falar comigo por mensagem privada, pedindo que eu mudasse aquilo em capítulos futuros e fizesse Emma se envergonhar da profissão. Pediram também para fazer com que Regina a obrigue a parar. Não dei um retorno por lá, mas aqui está a resposta de vocês e de todos que pensam assim. Não farei Emma se envergonhar de ser prostituta, pois ela não tem do que se envergonhar. É o corpo dela, é a opção dela. Ficou bem claro que ela tem condições para parar de fazê-lo e, eventualmente, ela vai. No entanto, será por outros motivos. Não por vergonha. Não esperem que eu a escreva se envergonhando por ser prostituta, ou por usar o corpo dela como bem entende. E aproveitando que chegamos a questão do corpo dela, repito, o corpo é dela. Nunca que Regina vai obrigar Emma a parar, Regina não é dona dela. Não culpo aos que me mandaram as mensagens, afinal, a sociedade nos cria para ter esses tipos de pensamentos. O triste de ver uma mulher reproduzir discurso machista, não é a reprodução em si, mas mostra que a alienação foi feita e que a sociedade machista conservadora venceu. Por fim, muito obrigada ao pessoal que comentou o capítulo passado, vocês me tiraram da insegurança. Sentimentalismo sempre será a minha morte. Sem mais delongas, boa leitura.

A atração pode se tornar extremamente curiosa quando olhada de perto. No dicionário ela traz como definição a ação de atrair algo ou alguém, a partir de um conjunto de características físicas, emocionais e psicológicas, que despertem certo desejo. Em meio ao senso comum, existem vários tipos de atração: a fatal, sexual, psicológica, física, entre outras. Os pesquisadores também já ousaram tentar desvendá-la, estudando homens e mulheres e descobrindo algumas regras que prevaleciam. A maioria das mulheres se sente atraídas por homens com barba, mas também há mulheres que nem ao menos se sentem atraídas por homens. Os filósofos e escritores não passaram longe desse desafio, arriscando-se em palpites que até hoje, não se sabem se são certos ou não. Há aqueles que separam a atração do amor, afinal, atração física é vista como desejo, não como sentimento. Você enxerga no outro o alimento que irá saciar sua fome carnal, nada além. Assim como há a atração emocional, onde os sentimentos se encaixam, como a batida e a música, deixando de fora qualquer desejo sexual. Cícero dizia que “amar é consequência de uma atração espiritual acima de qualquer mera paixão humana.”, e talvez ele realmente estivesse certo, visto que o amor mesmo, o amor verdadeiro, é construído muito além da paixão, como já vimos. No entanto, até mesmo o amor, o mais nobre dos sentimentos, passa pela atração. A atração espiritual, a atração de almas, destinos escritos muito além dessa vida. Ainda assim, uma atração.

Eu não sei ao certo se concordo, ou discordo de todos eles. Acredito que existam vários tipos de atração, mas acredito também que elas são um tipo de construção e que, se obtiver sorte, poderá encontrar todas em uma única pessoa. Quando conheci Daniel, eu me atraí pelo seu intelecto, ainda que fosse um jovem sem muita sorte, ele era inteligente, possuía a alma de um poeta e um coração galanteador. Logo após isso, ele expôs seus sentimentos, não posso negar que também me senti atraída por isso e, em seguida, veio a atração carnal. Até então eu acreditava que isso era o ápice da minha vida, que ele era o homem dos meus sonhos, o meu final feliz, como li certa vez. No entanto, o que é a vida se não a desconstrução? Pois foi isso o que aconteceu com tal utopia, ela foi desconstruída. Desconstruída por belíssimos olhos verdes, por um sorriso arrebatador, um coração jovem e uma alma leve. Foi desconstruída com uma inocência carregada de ambiguidades, que ainda sendo completamente devassa, não deixava de ser pura.

Já fazia alguns segundos que eu estava acordada, mas me neguei a abrir os olhos e entreguei-me ao deleite de sentir Emma subir e descer os dedos por minhas costas nuas. Vez ou outra um beijo era depositado em minha testa, mas sua mão mantinha o movimento rítmico, acariciando-me a pele e deixando um rastro de arrepios por onde seu toque passava. Seus lábios tocaram-me mandíbula, depositando um beijo ali.

― Como podes ser tão bela. Singela e pura ― sua voz rouca era sussurrada contra meu ouvido, causando-me arrepios por todo o corpo ao recitar o poema que era desconhecido por mim ― Como podes carregar a inocência de uma menina. Se teu corpo é minha sina e seu olhar minha perdição ― meu lóbulo foi mordiscado e, em resposta, um suspiro abandonou meus lábios ― Como podes fazer com que eu me perca. E que ao tomar conhecimento disso. Busque por me perder cada vez mais. Mergulhando em meio à escuridão. Em busca do paraíso ― abri os olhos, encontrando a imensidão esverdeada que me encarava ― Que embora pareça uma utopia. É de meu saber que em ti reside. ― seus lábios tocaram os meus de forma contida, demasiado delicada.

― Esse poema só não consegue ser mais belo que você ― busquei seus lábios novamente, enquanto ela sorria ― creio que eu desconheça o autor.

― Talvez você o conheça ― um riso contido brincou em seus lábios, só então me dei conta do óbvio.

― Diga-me, a autora desse poema possuí olhos belíssimos e um sorriso encantador? ― deite-me por cima dela, enquanto a mesma fingia pensar.

― Desconheço essas informações, mas sei que sua musa inspiradora é a mais bela de todas, tão bela que a autora desconfia de que ela tenha sido esculpida pelos deuses ― Emma me encarava com tanta intensidade, que todo o meu corpo queimava em resposta.

― Pois diga a ela que eu realmente quero a conhecer e que seu talento merece todos os meus elogios.

― Ela troca elogio por beijos ― mordeu o lábio inferior, fazendo com que observasse o ato, perdendo-me ali por alguns segundos.

― Estou disposta a troca.

Os lábios de Emma tocaram os meus, invertendo nossas posições. Seu corpo, totalmente desnudo, estava em contato com a minha pele, fazendo com que uma onda de desejo, que até então se mantinha latente, aflorasse. Minhas mãos prenderam suas madeixas loiras, estreitando cada vez mais o contato. Ela sessou o beijo e colou nossas testas, um sorriso brincava em seus lábios e a mim restava o questionamento de como um ser humano podia ser tão belo ao amanhecer.

― Você é muito talentosa… ― tentei manter a voz firme, falhando totalmente.

Emma descia seus beijos por minha clavícula, sugando-me os seios, fazendo com que eu soltasse suspiros e prendesse as mãos no lençol branco.

― A que, exatamente, você está se referindo? ― ergui a cabeça e encontrei o falso olhar ingênuo com o qual me encarava.

― O poema ― ela beijou meu abdômen e eu não pude conter o gemido ― é incrível.

― Só sou talentosa nisso, senhorita Mills?

Emma segurou minhas pernas, prendendo minhas coxas em seus braços fortes. O meu corpo clamava por ela, cada toque, cada mínimo contato me fazia ansiar por mais. Ela assoprou minha vagina, fazendo com que o vento frio me tocasse. Tombei minha cabeça para trás, agarrando-me ao lençol e permitindo-me gemer de forma despudorada.

― Oh, Emma… Não me torture…

Pude ouvir sua risada carregada de malicia, antes que a ponta da sua língua deslizasse pelo meu clitóris, causando uma onda de prazer em todo o corpo, que se concentrava no meio de minhas coxas, aumentando minha excitação. Emma tocava-me com extrema delicadeza, ainda que seus toques fossem totalmente livres de pudor. Ela sabia onde tocar e como tocar, como se meu corpo, fosse para ela, um mapa já decorado.

― Você é deliciosa… ― Emma afastou seus lábios e me encarou ― sinta…

Ela subiu novamente, tomando meus lábios nos seus. Eu podia sentir meu gosto em sua boca e aquilo era demasiadamente delicioso. Sentia-me parte dela, parte de cada ação e, naquele momento, era como se fossemos apenas uma. Seus olhos me encaravam e pude sentir quando seus dedos me penetraram, fazendo com que eu agarrasse suas costas, cravando as unhas ali, em busca de algo que me prendesse a Terra, diante daquele frenesi de sensações. Emma desceu seus lábios até os meus seios, distribuindo chupões entre um e outro, enquanto seus dedos se moviam, ganhando cada vez mais velocidade.

E eu, eu me derretia e me reconstruía de novo, me perdia e me encontrava. O prazer emanava de meu corpo, tal como o desejo por mais dele. Quando Emma sugou-me o clitóris, penetrando-me mais um dedo, os espasmos se apoderaram de meu ser e eu me entreguei àquilo. Uma, duas, três estocadas, sua língua acariciava-me o clitóris, que logo depois era sugado e mordiscado. Agarrei-me aos seus cabelos, entregando-me ao ápice do prazer.

― Certamente… Você é muito talentosa ― tentei recuperar o compasso de minha respiração ― extremamente talentosa.

― Ah é, senhorita Mills? ― ela subiu novamente, deitando-se de bruços e puxando-me para cima de si.

― Totalmente, senhorita Swan ― compartilhamos um riso descontraído ― mas agora, é sério, você é tão talentosa, Emma… Tão incrível…

― Pergunte ― ela acariciou meus cabelos ― eu já disse que pode me perguntar o que quiser, Regina, não precisa ficar com medo.

― Bom… ― limpei a garganta ― você nunca pensou em cursar uma faculdade? ― a hesitação em meu tom era notável, mas o sorriso em seus lábios me fez ter a segurança de que não existiam problemas.

― Quando eu era pequena, o meu sonho era ser escritora. Eu realmente tinha vontade de cursar literatura, mas devido às circunstâncias, isso foi se perdendo ― seu olhar estava distante, perdido em alguma memória do passado.

― Eu realmente estou fadada a me amarrar em amantes da literatura, não é mesmo? ― Emma esboçou um sorriso travesso, beijando-me os lábios.

― Pretende se amarrar a mim, senhorita Mills?

― Não é como se eu tivesse muitas opções, não é mesmo? ― toquei-lhe o rosto, deleitando-me com sua beleza ― eu sempre fui apaixonada por livros, eu também queria cursar literatura quando mais jovem.

― E por que não o fez?

― Bom, cursar letras não era algo que dava dinheiro e os meus pais queriam que eu tivesse uma profissão boa, que desse lucro e que orgulhasse a família. O meu gosto não importava muito. Então eu acabei optando por medicina e não me arrependo. Eu amo salvar vidas, amo ajudar mulheres a cuidaram de suas dores, a descobrir novos meios de gerar e até mesmo a se prevenir disso.

― E como foi acabar com Daniel? ― sua pergunta me surpreendeu, embora seu tom continuasse o mesmo e ela mantivesse a calma ― você não precisa respostar se isso te deixar desconfortável, meu amor.

“Meu amor”. Não contive o sorriso que brotou em meus lábios quando ouvi aquilo. Tudo era tão simples com Emma. O diálogo fluía, não havia tabus. Eu ainda estava me adaptando àquela liberdade.

― Daniel era um garoto bem pobre de conhecimento quando nos conhecemos, seus pais eram sócios dos meus. Ele não se interessava por nada… Acabou cursando letras por insistência minha.

― E os seus filhos? ― Emma desceu seu dedo indicador pelo meu rosto, causando um arrepio por onde seu toque passava ― Henry parece ser um garoto incrível. Eu realmente gostei dele.

― Ele é ― as lembranças de meu filho aqueceram-me por dentro ― ele é tão evoluído para a idade. É só um adolescente, mas age como um homem. Ele cuida de mim, como se tivesse a obrigação de me proteger… Ele é meu príncipe ― suspirei ― eu também tenho uma filha, o nome dela é Lily.

― Ela também é adolescente?

― Não, ela já é uma adulta, mas age como criança. Eu adotei Lily quando ela ainda era um bebê. Sua mãe era muito próxima a mim, nós éramos as melhores amigas e ela… Ela estava doente. Muito doente. Então, quando ela faleceu, deixou para trás aquela vida que mal tinha se iniciado. Eu a adotei com poucos meses de vida.

― Nossa… ― Emma apoiou-se em um dos braços, encarando-me.

― Agora me fale um pouco a respeito de você.

― Não há muito que falar sobre mim, além do que lhe contei ontem.

― Pois eu acho, senhorita Swan ― deitei-a de bruços na cama, ficando por cima dela ― que você é uma caixinha de surpresas…

― Ah é? ― sua voz não passava de um sussurro, em resposta aos beijos que eu distribuía por toda a sua clavícula.

Beijei-lhe os ombros e o pescoço, dando-lhe um chupão no ponto de pulso que a fez arfar. Minhas mãos desceram por dentro do lençol, deslizando as unhas por sua pele clara. O corpo de uma mulher é extremamente belo, eu sempre achei isso. Durante todos os anos na faculdade, eu via a anatomia feminina como uma das mais belas artes. No entanto, tê-la dessa forma, entregue a mim em um contexto sexual, presenciando as reações que correspondiam os toques, era demasiado incrível. Capturei o bico de seu seio direito entre os lábios, enquanto acariciava o esquerdo com a mão. Emma se entregava de tal maneira que tudo o que eu podia fazer era me empenhar em corresponder. Os meus lábios já estavam em seu abdômen quando o toque insistente de meu celular nos interrompeu.

Emma resmungou, pegando-o e atendendo, sem nem ao menos dar-me espaço para objeções.

― Oi garoto ― não precisou de mais nada para eu saber que era com Henry que ela estava falando ― sério? Pode deixar que irei avisá-la sim ― um sorriso sincero brotou em seus lábios e eu podia jurar que ela ruborizou ― tudo bem, por mim a resposta é: com certeza! Mas verei com a sua mãe.

Ela desligou e me encarou em silêncio, rodando o celular entre as mãos.

― Diga logo o que Henry queria! ― minha curiosidade venceu.

― Olha, a senhorita é muito curiosa ― não era a primeira vez que Emma me chamava de senhorita, ignorando o fato de que eu era casada e aquilo, por algum motivo, fazia com que eu me sentisse bem.

― Você atendeu o meu celular sem permissão alguma ― fingi uma falsa expressão e desagrado ― você combinou coisas com Henry sem me dizer nada. Você está errada, Swan!

― Inocente, até que se prove o contrário! ― ela se levantou, levando o celular consigo ― mas é claro que sempre podemos negociar, não é mesmo?

Revirei os olhos, lançando um olhar nada satisfeito em direção a ela, que começou a recuar, com um sorriso travesso.

***

Algumas horas depois nós estávamos a caminho do treino de Henry. Ele havia ligado para perguntar se eu me importava de ir buscá-lo lá, já que o pai está fora da cidade e ele não voltaria para a casa do amigo. Surpreendendo-me totalmente, ao descobrir que era Emma atendendo o celular, ele a convidou para ir assistir o treino. Não pude deixar de notar que Emma ficou um tanto receosa ao me contar isso, era notável que ela tentava não ser invasiva e respeitar meu espaço. Ah se ela soubesse que já havia me invadido por completo, minha mente, minha vida e, de forma arrebatadora, estava invadindo o meu coração.

― Vamos ver o que a tão conceituada doutora Regina Mills escuta ― Emma ligou o aparelho de som, mexendo nas músicas ― Céus! Eu amo essa música! ― demorou alguns segundos para que eu reconhecesse a batida, era Chasing Cars.

We'll do it all everything, on our own (Nós faremos tudo isto sozinhos)

We don't need anything, or anyone (Nós não precisamos de nada ou de ninguém)

Eu mantinha a atenção no transito, mas podia sentir os olhos verdes de Emma penetrados em mim, enquanto ela sussurrava a letra da música. Aquilo me aquecia por dentro, me tocava de uma forma incrível e que ainda era desconhecida por mim. Ela pegou uma mecha do meu cabelo entre os dedos, enquanto cantarolava.

I don't quite know how to say how I feel (Eu não sei bem como dizer como me sinto)

Those three words are said too much (Aquelas três palavras são ditas demais)

They're not enough (Elas não são o suficiente)

Quando compreendi o que estava sendo dito, algo se acendeu dentro de mim. A famosa expressão “borboletas no estômago” se aplicava perfeitamente em meu estado atual. A forma como Emma cantava a canção, era pessoal demais. Aquela letra, aquela música, algo me dizia que não era por acaso e eu, inconscientemente, rezava para que não fosse. Lutei para não me virar, para não encarar seus olhos, eles eram a minha perdição e eu não podia. No entanto, era claro que eu já estava perdida. Não havia volta e eu não queria voltar. Estacionei o carro em frente à casa do amigo de Henry, a música chegava ao final. Respirei fundo e, finalmente, virei-me, encontrando aquela imensidão verde, que me atraía para ela, como um imã puxa o outro. Emma umedeceu os lábios, eu sabia o que viria a seguir, eu esperava por aquilo. Ela pegou minha mão e entrelaçou nossos dedos, formando um encaixe perfeito. Seus olhar se ergueu novamente e ela sussurrou o final da canção.

If I lay here, if I just lay here (Se eu deitasse aqui, se eu apenas deitasse aqui)

Would you lie with me (Você deitaria comigo)

And just forget the world? (E esqueceria do mundo?)

Sim, eu me deitaria com ela. Sim, eu esqueceria o mundo. Por mais que eu lutasse para negar aquilo, para dizer que era errado, estava claro demais para não ser visto. O que eu sentia por ela era algo além do meu controle. Os seus olhos, eles sempre seriam minha perdição. A forma como Emma me atraía dava-me a certeza que, independente de quantos tipos de atração existem, todos residem nela. O seu corpo me atraí de um jeito jamais provado por mim, faz com que eu me sinta desejada, no mesmo grau com que faz que eu a deseje. A sua mente me atraí e me ganha, mostrando sua descontração e a forma fácil de lidar com as coisas. Ela desconstrói minhas certezas e me dá a dúvida, a dúvida que me leva aos questionamentos e, por fim, as novas descobertas. E, inevitavelmente, a maneira como expressa seus sentimentos me ganha por completo. Atraí-me de tal forma que não consigo evitar o mergulho no mar que é aquela imensidão verde. Os sentimentos são bagunçados e se tornam desconexos, só para se reconectarem e me mostrarem o óbvio: aquilo já não era mais uma simples paixão. Emma era meu ponto frágil, pois ela me atraía em todos os aspectos possíveis, sem deixar um botão de escape ou a possibilidade de fuga. Quando isso acontece, quando todos os tipos de atração se conectam, a evolução é inevitável. Talvez seja algo traçado pelos deuses, escrito pelo destino, amarrado por vidas passadas. Nunca se sabe. A atração é algo perigoso, em todas as suas formas, em dado momento ela te leva a um abismo. No entanto, quando se encontra uma com tamanha intensidade e se chega ao abismo, só lhe restam duas opções: saia ou pule. Eu escolhi pular.

Notas finais
Então, o que acharam? Já aviso que estamos perto da ação! Muito obrigada a todos que acompanham a fic, sinto muito pelo tamanho da nota inicial, mas não me calo diante dessas coisas. Convido vocês a conhecer minha nova fic, onde abro mão do drama e mergulho na comédia! Espero que gostem e aguardo o comentário de vocês lá! https://fanfiction.com.br/historia/682956/Friends/