O Passado nunca Morre
9 Cap. 9 Onde há fumaça, há fogo
Notas iniciais
(envergonhada*)
Depois de quase um ano a desgraçada da autora posta um novo capítulo.... Será que ainda tem alguém aí?
cri cri...
Mas tudo bem!!! Eu disse que não iria abandonar a fic e não vou!!! Ela vai ter fim!!! E eu estou de volta!! E com o próximo capítulo só no aguardo caso vcs queiram mesmo!! hahahahhahaah Sempre quiz dizer isso *.*.
Explico o porque do sumiço lá em baixo! Bjs!!^^
Anteriormente...
– Não tenho palavras para expressar sua beleza essa noite, Jane
– Sua companhia é Vanessa, não eu.
– Que isso não seja um problema. Não vou deixar você fugir de mim tão cedo.
Aquele vestido vermelho era tudo que eu não precisava!
Janine Hathaway (Corte — dias atuais)
Eu só podia estar sonhando acordada. Ou melhor, tendo um pesadelo acordada. Olhei em volta encarando sem expressão cada um ali presente. Pavel parecia receoso quanto a minha reação, Abe retorcia o lábio inferior para baixo em sinal de desgosto e... Alberta me encarava com desaprovação como se o que acabou de dizer fosse algo que eu já deveria saber.
– Você está querendo me dizer que Dimitri Belikov, o renomado Guardião Belikov de vinte e cinco anos, teve um relacionamento com sua aluna, menor de idade... E que essa aluna é minha filha?
Cada palavra dita me custou um controle gigantesco. Eu mantinha uma expressão neutra, já me preparando para dar-lhes um sermão gigantesco por estarem brincando com algo tão sério. Mas então, Alberta suspirou pesadamente e sentou-se no sofá do quarto de Abe parecendo mais irritada do que cansada.
– Regra geral, eles TEM um relacionamento, lembre-se disso. Foi bem melhor que a princesa tenha dito isso no interrogatório do que termos uma nova discussão sobre Belikov ser ou não um strigoi. – disse ela segurando a ponte do nariz – Pelo menos podemos justificar que suas ações foram por amor.
– Você está querendo dizer que isso foi uma desculpa para proteger Belikov? – perguntei ainda calma não entendendo como isso viria a ajudá-lo quando, ou se, ele voltasse à Corte.
– Você é cega, Janine? – perguntou Alberta com um olhar cortante.
– Petrova... – censurou Abe com a voz ameaçadora.
– Não Ibrahim! Não! Você passou dezoito anos longe de Rosemarie e não precisou encontrá-la mais de três vezes para perceber o que acontecia entre ela e Belikov! E olha que você nem os viu juntos! – disparou Alberta se levantando do sofá e me encarando em seguida – Já você, Janine, esteve com os dois por quase um mês! Você estava lá quando Rose estava pronta para voar em Natasha Osera por propor a Belikov que a guardasse, estava lá quando Rose sumiu em Spokane e ele quase se desesperou para encontrá-la, DEUS, você estava lá quando Rose desabou por achar que ele tinha morrido na missão de resgate, Janine! Como pode ser tão cega?!
– PETROVA!
Abe e Alberta começaram a discutir em seguida. Algo sobre ele ter encontrado Rose exatamente no velório de Belikov ou por saber depois pelos “não-prometidos” que ela o procurava. Mas eu não prestei mais atenção. Estava muito transtornada com minhas próprias memórias. Lembrei-me de como Rose ficou abatida quando lhe contei sobre a proposta de Lady Osera e de como pensei que ela me cortara por estar me desprezando. Como eu não fui capaz de ver a dor em seus olhos?! Como não fui capaz de ouvir o desespero em sua voz quando quis voltar para salvar Belikov na caverna? Como eu não percebi os olhares de cumplicidade e sintonia entre eles?!
Agora eu podia ver. Podia me lembrar de como Belikov me apoiou quando acabei socando-a no treino acidentalmente. “Rose não é tão infantil quanto parece. Ela só sente falta da mãe. Ela vai perdoá-la.” Como eu não vi o carinho na voz dele?! Como não vi a preocupação e cautela dele ao abraçar Rose naquela casa em Spokane? Ou o fato de estarem sempre juntos depois da primeira noite de ataque à academia?
A dor me atingiu em cheio! Que tipo de mãe não percebe que a filha se apaixonou?! Até minha própria mãe, fosse a prostituta de sangue que fosse, percebeu meu olhar depois que conheci Abe! Como?!
Senti a mão de Pavel no meu ombro delicadamente. Quando o olhei ele sorria com compaixão.
– Você não teve culpa. Ela sempre escondeu bem. Até Abe teve trabalho para descobrir que ela estava na Rússia por causa de...
– PAVEL! – gritou Abe tentando impedi-lo, mas já era tarde demais.
– Espera... Você me disse que não sabia o que exatamente ela foi fazer na Rússia. – acusei Abe, de repente sentindo mais raiva do que dor.
Abe fuzilou Pavel com os olhos e então virou para mim com um sorriso cínico tentando transparecer calma, mas eu podia ver seu receio.
– Não se preocupe com isso agora...
– Não me preocupar?! Eu acabo de saber que minha filha foi seduzida por um Guardião que era SEU MENTOR bem debaixo do meu nariz! Que ela foi para RÚSSIA atrás dele fazer DEUS SABE LÁ O QUE e que, acima de tudo, VOCÊS sabiam! – fiz um movimento para Abe e Alberta ao finalmente perceber que ela já devia ter visto esse romance antes de todos ali. – Agora eu não ficaria surpresa nem se me dissessem que aquela fuga dela para Las Vegas foi para encontrar uma forma de trazê-lo de volta!
Com o silêncio que se fez em seguida e a levantada de sobrancelha de Abe, eu fechei a cara numa máscara mortal. Até o meu sarcasmo estava certo!
– Eu vou matar o Belikov.
Janine Hathaway (Turquia — 19 anos antes)
Ok. Matar Ibrahim Mazur estava se tornando uma opção tentadora!
Se eu tivesse que ouvir mais um elogio “encantador” dele para Vanessa, não sei se seria capaz de me segurar e não arrancar sua cabeça fora!
– Você está bem tensa, Jane. – disse Pavel me observando atentamente do outro lado de nossa mesa.
O restaurante estava lotado! Como os guardiões estavam a paisano, todos se disfarçaram como clientes e se dividiam em mesas como se fossem casais ou grupos de amigos, mas sempre perto de seus protegidos. No meu caso, eu estava com Pavel numa mesa ao lado da mesa de Vanessa, Ibrahim e outros sete morois e estava quase pedindo para cair fora dali.
– Não gosto disso. – disse desviando a atenção da conversa da mesa ao lado e olhando ao redor tentando manter a voz fria – Esse local é muito aberto, os guardiões não estão posicionados nas entradas, as janelas são muito próximas das mesas e não estão protegidas, os humanos entram e saem sem vistoria e, o pior de tudo, tem muito moroi para pouco guardião.
– Nem tanto. Acho que está até equilibrado. – respondeu ele finalmente desviando o olhar de mim.
– Não está não. Nenhuma dessas guardiãs está apta para lutar com os vestidos que estão usando e pelo menos cinco dos guardiões homens estão bebendo. Se houver um ataque, estaremos numa proporção de quatro morois para cada guardião... vai ser um caos.
Pavel retornou o olhar para mim de forma intensa e não era a primeira vez que ele fazia isso aquela noite. Na verdade, não era a primeira vez para nenhum moroi, damphir ou humano naquele restaurante. Seus olhos passaram por meu cabelo preso num coque cuidadosamente desarrumado, por meu rosto de olhos esfumaçados e lábios vermelhos, por meu corpo com um macacão frente único preto colado até o quadril e frouxo nas pernas e, enfim, por meu salto agulha dourado. Modéstia a parte, eu estava linda, elegante e... prática.
– Devo admitir que, se não fosse pelo salto, eu não duvidaria de sua capacidade de luta. Foi por isso que não veio de vestido e nem toca na bebida?
– Eu sou uma guardiã antes de tudo, Pavel. – disse simplesmente e ele abriu um sorriso irônico.
– Você é uma cabeça dura antes de tudo! – respondeu ele rindo e eu não consegui segurar a cara fechada e acabei rindo também. – Mas é melhor assim. Se você tivesse vindo de vestido, esse lugar provavelmente desabaria.
– Ah é? – falei lentamente e olhei-o de soslaio entre uma mecha do meu cabelo me aproximando de seu rosto – E quem garante que eu não possa fazer isso com a roupa que estou usando?
Pavel hesitou por um segundo e encarou-me estático. Certo, eu admito. Usei minha voz de flerte e meu sorriso sedutor. Só porque eu obedeci minha consciência e não usei um maldito vestido vermelho não significava que meu plano de entrar no jogo havia acabado. E se tem uma coisa sobre sedução que eu aprendi na adolescência é que a forma mais rápida de chamar a atenção de um homem arrogante é fazê-lo perceber que não é o primeiro da fila.
Ri em pensamento ao perceber Ibrahim se mover desconfortável ao nosso lado. Nossas mesas eram próximas o suficiente para ouvirmos perfeitamente as conversas um do outro e mordi o lábio para não rir em triunfo quando ouvi Vanessa chamá-lo com um “Abe, você ouviu o que eu disse?” e voltei a prestar atenção em Pavel.
Só que Pavel não me olhava mais abobado. Sua expressão estava séria e compenetrada enquanto me encarava e ele abriu a boca para dizer algo quando desistiu. Foi então que uma música conhecida começou a tocar. Um tango calmo que eu costumava ouvir na academia. Pavel pareceu reconhecer também e sorriu.
– Dança comigo?
Eu o olhei por um segundo e então ri do atrevimento dele. Estávamos de serviço!
– Pavel, não seja ridículo. – disse ainda sorrindo divertida e pelo canto do olhos vi Ibrahim e Vanessa se virarem para nós.
Pavel levantou-se da mesa com toda elegância e me estendeu a mão com um mensura exagerada e um sorriso sacana.
– Me conceda a honra, por favor, senhorita Hathaway.
Eu estava prestes a mandá-lo sentar quando finalmente encontrei seu olhar. Seriedade. Algo em seu olhar me dizia que eu devia aceitar. Um pedido subentendido. Incerta e ainda preocupada com o que isso causaria, minha mão acabou se movendo até a sua. Calmamente eu me ergui ignorando o sussurro abafado de minha protegida e então, eu estava no meio da pista de dança vazia.
Nos braços de Pavel.
Continua....
Notas finais
Vocês conhecem a prova da OAB? É, ela mesma. A prova infernal que todo advogado tem que fazer para poder trabalhar! Sim, infernal mesmo!!! Pois bem, por volta de abril foi a primeira fase e eu passei!!! Huhuuuu. Mas aí eu tive que estudar feito uma condenada para a segunda fase em julho e.... EU PASSEI!!!! hahahahahha Olha aí, eu sirvo para alguma coisa!!! Foi de primeira! *.*
Mas assim.... a partir de agosto teve um pequeno detalhe, eu ainda não era formada, pois ainda faltava minha Monografia. E esta, meninas, foi a real responsável pelo meu desaparecimento. Eu quase não tinha vida!!! O.O Mas, graças aos céus, deu tudo certo!!!^^ Entreguei a mono! Me formei!! E eis que agora sua autora aqui é uma advogada!! Dá pra acreditar?? hahahaahah Eu sei que não!! Mas se tem uma coisa que eu senti falta foi do Nyah!!! De vocês!! E eu espero sinceramente não ter espantado a minhas leitoras queridas! Às que ficaram, eu só tenho uma coisa a dizer: VOCÊS SÃO INCRÍVEIS!! MUITO OBRIGADO!!
Mas bem, chega de falar de mim. É a fic que importa!!!^^ hahahahaha E aí moças o que acharam dessa cena hein? O que vai rolar agora?? Rapaz.... eu acho que tem um Mazur não muito feliz nessas mesas!! hahahahahaah
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