O Passado nunca Morre
10 Cap. 10 Quem brinca com fogo, acaba se queimando
Notas iniciais
Heheheheehehehhheheh Eu estava me controlando para só postar semana que vem mas... ah, vocês merecem vai!!! Um ano esperando é sacanagem!!! hahahhahahaahah
E esse capítulo... hummmmm Acho que vou ter que arranjar guarda-costas até postar o próximo!! hahahahahahah
Lembrem-se, posso processá-las agora, cuidado!! U.U
hahahahahahahahaahahh
Boa leitura, meninas!!^^
Anteriormente...
– Você está querendo me dizer que Dimitri Belikov, o renomado Guardião Belikov de vinte e cinco anos, teve um relacionamento com sua aluna, menor de idade... E que essa aluna é minha filha?
– Você é cega, Janine?
– Eu vou matar o Belikov.
– Eu sou uma guardiã antes de tudo, Pavel
– Dança comigo?
Janine Hathaway (Turquia — 19 anos antes)
E lá estava eu. A tão teimosa Guardiã Hathaway, aquela que havia prometido nunca mais pisar numa pista de dança em público, nos braços de outro guardião. Dançando nada mais do que... tango! Ah, eu só podia estar louca!
Mas uma coisa eu tinha que agradecer. O tango era lento, tranquilo e não era a primeira vez que o dançávamos. Não era necessário nenhum exagero de movimentos e Pavel sabia que devia manter a decência naquela sala cheia de olhos. Tudo saiu com naturalidade. Bem... até começarmos a falar.
(NA*: http://www.youtube.com/watch?v=qayEPUxtmOo&feature=related — foi baseado nesse video, espero que gostem)
– O que está acontecendo entre você e Mazur? – perguntou ele sussurrando e eu entendi que somente ali no meio da pista não seria possível nos ouvir.
– Eu ia perguntar exatamente a mesma coisa para você. – cortei ao dar um giro leve – Você ainda não me explicou como o conhece, nem como diabos virou guardião de Nathan. O que me lembra... o que aconteceu depois...
– Eu me demiti. Simples assim. – disse ele e eu tentei manter a expressão fria. Aproveitei a girada novamente e observei Vanessa e os arredores por puro costume de guardião. Bem, as atenções estavam em nós... que perfeito.
– Você está dizendo que...
– Tudo bem, Jane, eu te conto a verdade, mas você vai ter que me prometer que vai ficar longe de Abe. – disse ele rapidamente e olhou de soslaio para a mesa de Vanessa. Mazur definitivamente não nos olhava feliz.
– Conte.
– Prometa.
– Pavel eu não... – comecei a dizer, mas então outros casais se sentiram confortáveis a iniciar uma dança também. Logo estávamos cercados e a “privacidade” havia acabado então resolvemos apenas terminar a dança, mesmo eu estando incomodada.
Enquanto nos movíamos na pista, resolvi aproveitar para vigiar os arredores novamente. Além dos olhares sobre nós, principalmente de Vanessa e Ibrahim, nada havia mudado. Ora, essa dança pode não ter sido em vão afinal. Ri comigo mesma ao perceber que essa única dança parecia ter feito um efeito maior em Mazur do que qualquer coisa que eu tivesse dito hoje.
Mas foi então que eu vi alguém que eu jurava que nunca mais veria senão na Corte.
– Daniella? – perguntei me afastando um pouco de Pavel. Uma moroi de longos cabelos castanhos claros e porte elegante se virou imediatamente para mim. Seus olhos verdes me encararam com indiferença, mas o que me chamou mais atenção foi a criança em seus braços. Um garotinho de seus três anos e o cabelo idêntico ao de Jonathan.
– Janine, digo, Guardiã Hathaway.
– Oh, perdão Lady Ivashcov. – corrigi-me e recuperei a máscara de guardiã que havia perdido um segundo atrás.
– Não se preocupe, não é um problema. – disse ela e eu jurei ouvir “você não é um problema” em seu tom de voz, mas antes que eu tivesse alguma reação, ela se virou para meu acompanhante – Pelo menos encontrei Pavel. Preciso que você encontre meu marido.
– Lady Ivashcov, eu não sou mais o guardião dele. – respondeu Pavel educadamente e eu vi o garotinho olhá-lo e bocejar.
– Independente disso você ainda está a trabalho hoje não está? Como membro da realeza eu estou ordenando que um guardião em serviço encontre um moroi. Adrian está sonolento e eu quero retornar ao hotel. Simples assim.
Vi as mãos de Pavel se fecharem rigidamente em uma tentativa de manter o controle e por fim, fez uma pequena mensura e começou a se retirar.
– Ufa, carregar Adrian está começando a ser um fardo. – murmurou Daniella tentando mudar o garotinho de posição.
– Moça bonita. – disse o pequeno moroi de repente e eu percebi que ele olhava pra mim fascinado.
– Oh, claro, linda... maravilhosa, Adrian. Pelo amor de Deus, não puxe ao seu pai nisso. – reprendeu ela com sarcasmo e se afastou sem me dirigir o olhar novamente.
Respirei fundo uma vez, duas vezes. Consegui manter a máscara de guardiã mesmo com a dor que sentia no peito. Uma pontada fria e penetrante que rasgava meu ser. Inveja. Daniella tinha um filho. Um filho com Jonathan. Um filho que na minha inocência de adolescente eu sonhei ter um dia. Um filho que graças a Deus eu não tive!
Olhei para a mesa de Vanessa na tentativa de esquecer da minha dor e a vi entretida numa conversa com os outros morois. Ela não vira a cena. Mas, bem, ele vira. Ibrahim me olhava atentamente com uma sobrancelha erguida de curiosidade. Senti minha alma despedaçar um pouquinho mais e usei todas as minhas forças para impedir que refletisse em meu rosto. Tudo que eu menos precisava agora era que ele descobrisse algo mais sobre mim!
Encarei seus olhos escuros com frieza e determinação, mas não consegui permanecer ali quando o canto de seus olhos se vincou em... preocupação?! Eu não o enganara! Meus sentimentos eram tão claros assim para esse maldito moroi?!
Dei as costas para o salão e me retirei para as escadas imediatamente. Precisava de um minuto para me recompor. Um filho... Nunca! Jamais! Seria apenas um bastardo de algum moroi que logo se casaria também! Uma criança sem pai! Eu jamais permitiria isso. Eu era uma guardiã! Não haveria tempo para família nessa vida!
– Sabe, kaplan, você pode até dançar bem, mas pic-esconde não é uma da suas melhores habilidades.
Virei-me para o pé da escada que tinha acabado de subir e, óbvio, ele estava lá! Encostado no corrimão com um sorriso sarcástico e uma pitada de provocação. Seria possível que ele sempre me encontrasse? Isso já estava virando um clichê!
– Volte para sua mesa Mazur, não há nada aqui pra você. – disse com frieza e me virei para continuar subindo quando, pela segunda vez naquele dia, ele segurou meu pulso me fazendo parar e virar para encará-lo.
– Qual o seu problema, Janine? Pensei que tínhamos melhorado um pouco depois de hoje a tarde! – perguntou ele irritado e, pela primeira vez, pensei ter visto Ibrahim Mazur realmente afetado.
Mordi o lábio em hesitação, mas uma parte de mim, a parte orgulhosa de mim, não se segurou. Eu queria me vingar do que ele me fizera sentir mais cedo. Da vergonha de deixar-me levar por uma vã esperança. E naquele momento, eu juro que desliguei o juízo!
– Oh, mas é claro que melhoramos. – eu disse com uma voz arrastada, quase como o ronronar de um gato. Estreitei os olhos sorrindo sedutoramente e livrei meu pulso de sua mão segurando seu colarinho e puxando-o, incrédulo, até que nossos rostos ficassem muito próximos. — Eu imagino que seus planos estão correndo como planejado não? – sussurrei com os lábios quase nos seus e vi seus olhos se alargarem e sua pupila dilatar.
– Cuidado, Janine. – murmurou ele em tom de ameaça, mas sua respiração já forte só me deu vontade de continuar.
– Admita de uma vez... Seus planos me incluem nua, ofegante e gemendo na sua cama não é? – eu disse ainda num tom erótico e mordi seu queixo levemente.
Senti a respiração de Ibrahim parar. Seu corpo deu um leve tremor e quando o olhei nos olhos aquela maldita máscara de mafioso havia finalmente sumido! Luxúria, desejo e algo mais que não consegui identificar. Hunf. Ponto pra mim! Não me aguentei...
Comecei a rir.
– Hahahahahahaha. Era isso que você queria que eu dissesse não é? – me afastei de repente não conseguindo parar de rir de sua expressão pasma. Apoiei-me na escada enxugando as lágrimas de riso e finalmente o encarando. Furioso! Ele estava furioso!
– Não brinque comigo, Janine!
– Ah, por favor. – eu disse ainda com um sorriso sarcástico. – Só estou retribuindo o que você faz.
– Você acha que estou brincando com você? – perguntou ele de volta a sua expressão fria e suas mãos se fecharam com força. Meu sorriso então sumiu.
– Eu tenho certeza. – cortei.
– Você não tem certeza de nada, Hathaway.
– Bem, de uma coisa eu tenho. Fique longe de mim e de minha protegida! Se você se insinuar mais uma vez para mim ou perturbar Vanessa, eu vou transformá-lo em um saco de pancada até desfigurar esse seu rostinho pedante!
Minhas palavras saíram como um jato de injúrias. Foi divertido provocá-lo, era verdade, mas eu precisava urgentemente me focar no meu trabalho. Precisava dar um basta nisso agora mesmo!
Mas então, vi Mazur estreitar os olhos com um ódio tão sem tamanho que, por um segundo, ele pareceu muito mais amedrontador do que aqueles três strigois que enfrentei. Meu coração deu um salto quando ele veio na minha direção como uma bala e tudo o que pensei foi em recuar até que esbarrei na parede da escada. Os dois braços dele fizeram um barulho surdo ao socar a parede em cada lado do meu rosto e então eu me vi cercada por ele... muito próximo a mim.
– Quer saber, eu perdi a paciência com você. – murmurou ele ainda ameaçador, mas então me olhou com um sorriso maldoso e a sobrancelha erguida. – Foda-se a delicadeza então! Quer me socar? Então faça, já que você é tão boa nisso! Mas se é pra apanhar dessa vez, vou fazer por merecer.
Eu estava estática. Os olhos de Ibrahim pareciam brilhar naquele momento. Eu estava completamente hipnotizada! E, de repente, suas mãos não estavam mais na parede, mas sim em minha nuca e minhas costas. Seu rosto não estava mais a centímetros, mas sim tensionado à minha testa. E seus lábios se moviam... junto aos meus.
Continua...
Notas finais
Prevejo xingamentos nos reviews!!!! hahahaahahaha
Que os anjos cantem e as pipocas pulem!!! Eu acho que alguém vai apanhar feio!!! ^^
Controlem-se até a proxima meninas!
Fale com o autor