O Passado nunca Morre
11 Cap. 11 Mentira tem perna curta
Notas iniciais
FELIZ ANIVERSÁRIO!!!!!!!!! MIWA!!!!!!!!!^^ E PARA A FIC TAMBÉM!!!
Wow,essa foi em cima!!! Mas bem, foi ainda no dia 4 não reclamem!!! hahahaahahahahaha
Mas sim, feliz aniversário para essa japa fofa e sem noção que é a nossa Miwa!!! Que nos faz morrer de rir e me incentiva a escrever mais Abe gostoso lindo de morrer!!!
hahhahahahaha Um beijão linda!!!!
Boa leitura meninas!! E eu tenho um pequeno questionamento no final.... ou não, talvez seja só pra provocar!! huhuhuhhu
Anteriormente....
– Tudo bem, Jane, eu te conto a verdade, mas você vai ter que me prometer que vai ficar longe de Abe
– Não se preocupe, não é um problema.
– Sabe, kaplan, você pode até dançar bem, mas pic-esconde não é uma da suas melhores habilidades.
– Admita de uma vez... Seus planos me incluem nua, ofegante e gemendo na sua cama não é?
– Quer saber, eu perdi a paciência com você.
Janine Hathaway (Turquia — 19 anos antes)
Ele estava me beijando. Ibrahim estava me beijando! NÓS estávamos nos beijando! “Deus... meus sonhos não fizeram jus a ele!”, pensei!
Quando aquele maldito mafioso me cercou na parede, por um segundo eu ainda tive a consciência de tentar afastá-lo, mas aqueles olhos... aqueles malditos e lindos olhos de buraco negro pareceram me enfeitiçar como uma cobra enfeitiça sua vítima. Eu estava paralisada... paralisada e excitada com o que viria a seguir! E como veio.
Sem doçura ou delicadeza, como dissera ele. Rápido, violento e voraz como se estivesse se deixando finalmente saciar da água no calor que era a Turquia. Agridoce e desafiador como seu cheiro que empertigava minha mente. E quente. Oh como era quente! Minhas veias pareciam correr lava em vez de sangue enquanto que suas mãos na pele nua de minhas costas emitiam arrepios tão gelados como a neve. Uma contradição. Era isso o que ele era!
Aquela mesma mão que mais cedo enxugou minhas lágrimas, docente, agora subia em minha nuca agarrando meu cabelo com força e soltando-o violentamente do coque! Seu peito largo que recebera minhas lágrimas com gentileza agora estava pensado ao meu prendendo contra a parede. E sua língua, que podia ser tão ferina e gentil ao mesmo tempo, brigava com a minha enquanto eu podia sentir sua barba roçar arrepiante em minha pele! Eu estava perdida!
Meus braços livres tomaram seu pescoço trazendo-o mais para perto. “Pare!”, gritava minha consciência a quem eu só respondia com xingamentos nesse momento! Não me importava. Nada importava! Só as mãos de Ibrahim descendo e subindo por minhas costas. Só sua voz, tão idêntica ao meu sonho, sussurrando meu nome nos segundos que nossas bocas se afastavam. Só nossas respirações ofegantes quando ele desceu a boca em meu ouvido.
– Definitivamente. Não vou deixar você fugir de mim, kaplan! – murmurou ele causando um arrepio em minha espinha.
Olhei-o ofegante e tudo o que vi foi uma promessa perigosa, decidida e atrevida. Seu lábio se curvou num sorriso de canto quando nossos olhos se encontraram e tudo o que eu queria era voltar a beijá-lo! Oh que bela sedutora você é Janine! Você é que está totalmente seduzida por ele!
– Eu... odeio... você... – murmurei totalmente sem ar o que só o fez aumentar o sorriso e aproximar os lábios aos meus novamente.
– Vou considerar isso como um elogio. – disse ele e mordeu meu lábio inferior com a presa fazendo-me gemer baixo e sentir o gosto de um filete de sangue – E também como uma mentira. Você é uma péssima mentirosa, kaplan.
Seus lábios voltaram aos meus. Sim! Uma completa mentirosa! Uma mentirosa tão ruim que tentava mentir para si mesma! Mentir que era uma boa moça. Mentir que era uma perfeita guardiã. Mentir que esse homem a sua frente não exercia tanto controle sobre mim! Mentir que a única coisa que eu mais queria agora não era arrancar suas roupas e jogá-lo numa cama! Mas que perfeita mentirosa!
Ouvi passos ao longe. Não me importavam. Mas então um arrepio. Os passos vinham de cima da escada. Rápidos e apressados, mas silenciosos demais. Silenciosos como...
– SAIA DAQUI! – gritei para Ibrahim empurrando-o para longe. Antes mesmo de sua expressão mudar de pasma para irritada, minha estaca já estava sacada e eu esperava a onda que vinha de cima.
– O que você...
– JANINE! – o grito de Pavel soou na base da escada e seu rosto refletia o mesmo que o meu. Merda!
– STRIGOOOOOI!!!!
Janine Hathaway (Corte — dias atuais)
Sendo bem sincera? Enfrentar strigois seria preferível a fazer o que eu estava para fazer agora. Isso porque, quando se enfrenta strigois você pode matá-los... Já enfrentar Abe é o mesmo que um teste contínuo de auto-controle!
– Você mentiu pra mim! – eu disse friamente.
– Você também não é a pessoa mais honesta que eu conheço, Jane. E olha que eu conheço muitos mentirosos. – riu ele se sentando no sofá confortavelmente.
Alberta tinha acabado de sair com cara de poucos amigos e Pavel aproveitou para sair de fininho, restando apenas eu e Abe nessa discussão infernal.
– Ela é minha filha, Ibrahim! Você não podia ter mentido pra mim sobre ela! Você não tem ideia de como estou me sentindo agora!
– Rose também é minha filha. – murmurou ele com a voz cortante e logo eu encarei seus olhos cruéis na minha direção. A expressão tranquila que ele falava a pouco havia sumido, deixando apenas uma que eu conhecia perfeitamente: raiva. – Você acha que eu também não estou preocupado? Você acha que eu só voei até o mais rápido que pude apenas para ver o circo pegar fogo?!
– Bem... Você botou fogo em algumas coisas por aqui. Melhor, explodiu! – eu estava sendo cruel, verdade, e mesquinha. O que mais eu poderia ter feito para tirar Rose da prisão? Julgamento? Nem pensar. Por mais que isso assustasse ou fosse contra todos os meus princípios, novamente os meios de Abe eram a solução. Mas eu não iria dizer isso a ele!
– Você está falando igual a Rose. – disse ele e um pouco daquela raiva sumiu dando lugar a um sorriso sarcástico. – Vocês já perceberam o quanto são parecidas?
Suspirei e cruzei os braços em forma de defesa. Aquele sorriso lembrava muito o daquele primeiro beijo. Um misto de raiva e satisfação. Eu não estava pronta para bagunçar minhas memórias! Balancei a cabeça tentando afastar os pensamentos e ele me olhou sério.
– Ela é mais parecida com você. Sarcástica, manipuladora e cabeça dura. – eu disse sem tocar na semelhança física. O mesmo cabelo, tom de pele...
– Epá! A cabeça dura é sua. – disse ele rindo e então suspirou cansado e encostou a cabeça no sofá fechando os olhos. – Você quer fazer o favor de sentar? Fico impaciente quando você fica agindo como uma guardiã o tempo todo.
Quando ele falou, eu finalmente me dei conta da minha postura. De pé, encostada na parede, braços cruzados e afastada o suficiente para manter uma visão da sala inteira. Liberei os braços e me aproximei um pouco até as cadeiras a sua frente. Ainda desconfortável, sentei.
– Eu sou uma guardiã em tempo integral. – murmurei.
– E eu não sei? Você deixou isso bem claro a uns dezenove anos atrás. – disse ele ainda de olhos fechados.
Vê-lo assim me permitiu observá-lo um pouco melhor. Ele parecia exausto! Algumas olheiras, algumas rugas que não estavam lá em minhas lembranças, um singelo fio de cabelo branco na barba que ele provavelmente arrancaria quando visse. Fora isso, ele era o mesmo. O mesmo visual extravagante, o mesmo porte... o mesmo homem.
– Gosta de observar pessoas enquanto elas não estão vendo ou é só uma mania de guardiã? – perguntou ele com um dos olhos entreabertos e eu senti meu rosto corar de leve desviando o olhar. – Sabe... Talvez eu entenda agora o porquê de Rose defender a princesa Dragomir com unhas e dentes. – disse ele novamente e voltei a olhá-lo. Abe parecia observar o nada em uma lembrança. – A garota tem mais garra do que parece. Huhu. É preciso garra pra me enfrentar, né Jane?
– Do que está falando? – perguntei ignorando a indireta.
– Temos que investigar todos aqueles que tem acesso aos aposentos de Tatiana e bem, a princesa me trouxe um possível amante dela. Um que eu já havia notado ter conversado com Rose no tribunal.
– Quem? – perguntei em modo negócios.
– Um damphir chamado Ambrose.
– E o que está esperando para jogá-lo na parede? – eu disse e logo a cena de minhas lembranças voltou. Mordi o lábio hesitando se deveria reformular a pergunta.
– Você, aprovando meus métodos? Isso é novidade. – disse ele rindo e como eu não disse nada, ele continuou um pouco mais sério. – A princesa não me permitiu. E antes que me olhe com essa cara de descrença, ela pode ser bem... persuasiva com esse negócio de espírito. Imagino se eu tivesse nascido com esse dom. – murmurou ele pensativo.
– Eu estaria morta. – sussurrei lembrando o primeiro ataque Strigoi ao seu lado. Pensei que as palavras haviam sido silenciosas, mas a audição moroi sempre fora muito aguçada, a de Abe então. Ele me olhou com surpresa e eu logo me completei. – E o mundo moroi provavelmente estaria perdido.
Não adiantou muito. Abe riu de lado, mas seu sorriso não alcançou os olhos. Ele me observou por mais alguns minutos em silêncio e eu já estava impaciente quando ele enfim falou.
– Eu não tive escolha em mandar Belikov com ela. Era a escolha mais segura. – disse ele com uma pontada de raiva na voz. Ele ainda estava me escondendo algo. – Ele é bem treinado, e esse romancezinho era uma desculpa perfeita.
– Isso não muda o fato que ela era menor de idade! Como eu não vi isso?! – cortei sentindo a fúria retornar.
– Ah não se preocupe. Ele vai passar por poucas e boas quando voltar. – disse Abe com frieza e eu pude ver seu olhar brilhar em ameaça e crueldade.
– Isso se eles voltarem.
Não consegui conter as palavras. Meus medos e dúvidas quanto toda aquela confusão estavam transbordando! Eu sabia o quanto Abe era influente, mas, independente disso, a acusação sobre Rose era muito séria! Mesmo ele estava hesitando. Eu podia ver, podia ver sua frustração e cansaço! Mesmo Abe talvez não fosse capaz de salvar minha filha... nossa filha.
Senti seu toque em meu ombro e subitamente ergui o olhar já embasado. Ele se ajoelhou a minha frente e tomou minhas mãos com as suas gentilmente. Seus olhos cansados e preocupados. As lágrimas escaparam um pouco mais. Eu iria desabar. Não havia me entregado ao desespero desde que soubera da notícia. Mesmo Rose estando presa e com duas semanas para o julgamento, eu sabia que Abe a tiraria de lá. Eu confiava nele! Mas agora, vendo a imensidão do problema, das provas, dos empecilhos... O que eu podia fazer? Nada! Não podia fazer nada para ajudar minha filha!
– Shiiiiii. Está tudo bem, Jane. – disse ele sobre meu soluço abafado – Eu juro que ela irá voltar sã e salva! Eu juro a você que vou encontrar o verdadeiro assassino! Confie em mim!
Olhei-o nos olhos e vi algo que senti tanta falta! Aquele sentimento que não fui capaz de reconhecer na primeira vez. Aquilo encheu meu peito um pouco mais e eu me deixei cercar seu pescoço e chorar em seu ombro. Seus braços me rodearam num abraço aconchegante e reconfortante. Sim, eu confiava nele. Confiaria minha vida a ele sem hesitar! Assim, como confiei meu coração uma vez.
Continua.....
Notas finais
Mas NÃO!^^ Ainda tem muita coisa pra ser explicada né!!! Ou não.... o que vocês acham?
Vozinha da consciência: "eu acho que a Miwa te mata!"
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