O Mundo Secreto de Bonnie
16 Você tem o controle sobre mim
Notas iniciais
Eram duas da manhã e Vincent acordou, Olivia parecia estar cansada ele não queria acorda-la, como eles conseguiram adormecer no chão? Ele a pegou no colo delicadamente e a colocou no banco de trás do 4x4, dirigiu até o apartamento e chegando lá levou Olivia até seu quarto, a garota não dava sinal que iria acordar então era retirou seus sapatos e seu casaco, foi quando ele viu, O que eram aquelas marcas nos pulsos dela? E-eram cortes, aquilo o assustou, ela se auto-mutilava. Ele não podia continuar com aquilo ainda mais com uma garota com um problemas daqueles, Connie adoraria saber disso mas parecia tão errado, Liv era tão sensível, tão pura, ele aproximou seus lábios da face da garota que estava em sono profundo e acariciou seu rosto, se levantou, apagou a luz e saiu do quarto, ele resolveria isso amanhã, já basta de fingimentos por hoje.
Angelina acordou cedo hoje, abriu a cortina do quarto aqueles raios de sol idiotas, queimavam sua pele translucida a loira revirou os olhos e se dirigiu para o chuveiro, tomou um banho rápido antes da aula, para a roupa escolheu uma jaqueta de couro e óculos escuros, não daria tempo de uma maquiagem elaborada. Ela não tirava Toulouse da cabeça nem por um segundo, a culpa invadia seu peito de tempos em tempos; Angelina havia terminado com ele para ser livre e esquecer o passado mas não era o que estava acontecendo. As garotas ainda dormiam, mas estava faltando alguém...Olivia não estava no quarto.
—Parece que o bebê cresceu, finalmente alguém arrancou o tampão daquela menina – Angelina sussurrou para ela mesma, a loira nem se preocupou em acordar as outras garotas, tinha coisa mais importante para fazer. Saiu do quarto e foi procurar Sam, Angelina tirou o celular do bolso e digitou "Onde vc tá?" esperou um pouco e nada, ela já estava ficando impaciente " tô no meu quarto" ela mandou de volta "Estou indo prai" "ok" ele respondeu. A garota andou até o bloco dos garotos, subiu pelo elevador e quando chegou lá bateu na porta esperando Sam, o garoto logo a abriu, Ange entrou rapidamente, era estritamente proibido garotas nos quartos dos garotos, aquelas regras idiotas. Samuel estava sem camisa, deixava seu corpo definido a mostra, Angelina olhou para ele e sorriu: –Parece que alguém andou indo a academia, não adiantou muito Sammy continua a mesma vara de sempre! –ela sorriu irônica e passou a mão sobre seus ombros, Ange sabia que Sam não era vara nenhuma, muito pelo contrario e se eles não fossem quase irmãos ele com certeza estaria em sua lista.
— Bom dia pra você também loirinha – disse ele se sentando no sofá – Você sabe que me deve explicações, não é? – continuou.
—Odeio quando você me chama assim...- ela disse – Foi pra isso que eu vim aqui, você sabia que aquela namoro foi uma mentira desde o começo...e-eu só queria acabar com o que nunca aconteceu.
—Mas precisava ser daquele jeito? –perguntou Sam pegando um copo de água do seu lado e dando um gole.
—Se não fosse desse de qual seria? – Ange se aproximou dele
—Ange, você pode tentar mentir pra mim mas eu sei que você fez isso por causa do Nathaniel...- a garota se calou e se afundou no sofá – Viu, eu sabia! – ele continuou – Como você pode? Não lembra do que ele fez?
—Ele jurou que foi um engato
—Ah.-debochou Sam– É isso que todos dizem "foi tudo um grande engano"
—Se foi verdade, eu estou disposta a perdoa-lo e acho que você devia fazer o mesmo por que daqui pra frente ou você me verá com ele, ou não me verá mais. – Angelina se levantou e foi em direção a porta, Sam baixou a guarda e suspirou, o que ele podia fazer?
—E a banda, como fica? – falou ele.
— O Toulouse não quer nem mais olhar na minha cara, quem dirá cantar comigo mas ainda temos a Carmen. – respondeu ela.
—Ficaremos só nós três até ele se decidir, vai dar tudo certo –Sam se aproximou dela e segurou sua mão.– Promete que não vai me trocar por aquele loiro de farmácia?
—Pelo que eu saiba seu cabelo também não é natural.- disse ela rindo – Mas é claro que não, estúpido – Angelina o abraçou e saiu do quarto rapidamente, antes que alguém a visse. Ela foi até a sala de Nathaniel, ele sempre estava lá, Angelina entrou sem antes bater na porta.
—Você nunca sai daqui? –falou ela em um tom de deboche.
—Quase nunca...- disse o loiro se levantando e aproximando-se da garota — Por que está aqui tão cedo? – completou ele se apoiando na mesa principal da sala.
—Estava sem sono...
—E então, ainda está de pé nosso jantar? – ele pergunto – Angelina concordou com a cabeça e Nath inclinou seu dorso por cima do da garota segurando sua cabeça e a beijou, foi intenso, ele mordia o lábio inferior da loira com força e puxava fazendo-a sentir um misto de dor e prazer. Seus lábios eram grandes e não muito grossos se encaixavam perfeitamente, a loira o empurrou para cima da mesa, sentou em seu colo e puxou a gravata que o garoto usava forçando-o a olhar pra ela. Os dois sorriam.
— Alguém pode nos ver – ele sussurrou.
—Eu não ligo – a garota relaxou os ombros, e desabotoou um botão da camiseta dele. O garoto, a empurrou e desceu da mesa ficando de frente para Angelina que o olhava perplexa.
—Não posso correr esse risco, não aqui Ange. – ele disse abotoando de volta a camisa. A loira cruzou os braços e fechou a cara, mas logo disparou: –Você precisa viver mais, agora eu lembro por que a gente brigava tanto. – Angelina se lembrou das frequentes discussões dos dois, eles eram opostos em tudo.
—Lembra que você me disse um dia que gostava de ficar perto de mim por que podia ser você mesmo? Agora eu estou de volta.- ela se aproximou dele abaixando o tom de voz – Volta pra mim...- Suas faces estavam coladas, quando a loira ia se aproximar para beija-lo novamente.
—Desculpa entrar assim...Mas é que...- Toulouse entrava apressado e já estava no meio da sala de Nathaniel, o loiro segurava Angelina pela cintura, ela se soltou dele e observou Toulouse, sua face estava vermelha, ela nunca ficava assim, ele era sempre tão calmo.
—A diretora pediu pra você ir a sala dela — o garoto disse quase sussurrando.
—Tudo bem, eu estou indo – Nathaniel passou por Angelina sem se despedir dela, apenas deslizou a mão em seus cabelos quando passou pela garota. Ela estava se sentindo horrível ao ver T assim. Nathaniel saiu do Grêmio deixando a garota e Toulouse sozinhos, logo após o garoto deu meio volta sem dirigir a palavra a ela e saiu pela porta.
—Espera T... – ela disse mas ele continuava andando pelo corredor vazio. Angelina apressava o passo.
—Espera! – ela gritou pelo corredor, que já começavam a se encher de estudantes suas botas e salto não a deixavam correr, mas ela pode, com dificuldade seguir Toulouse, o garoto virou no primeiro corredor e desceu as escadas, naquele local já não haviam tantos alunos, a loira gritou mais uma vez:
— Olhe para mim, Toulouse! – ela correu até o final da escada e segurou o garoto pelo ombro, ele olhou para o rosto pálido da garota, e depois sacudiu seu próprio braço para que ela o soltasse, mas a loira não o fez. –Por favor, me escuta – ela disse tirando os óculos pra olhar dentro dos olhos de T.
—Quantas vezes eu já te disse, já esclarecemos este assunto – ele disse, forçando o braço para que ela o soltasse.
—Não esclarecemos nada, eu não aguento ver você assim – Angelina disse.
—Por que não pensou nisso antes de fazer o que fez. – ele respondeu. Ela suspirou e abaixou a cabeça.
—Por favor...- Angelina sussurrou num fio de voz
—Só, me esquece – ele disse subindo de volta a escada e deixando a loira sozinha novamente, a garota passou a mão pelo rosto procurando as lagrimas que caiam vagarosamente, ela entrou no porão abaixando a cabeça para passar pela pequena porta, ela se lembrava bem de como era antes. Não, Angelina não estava arrependida, ela nunca havia o amado, só estava absurdamente desapontada por T não a compreender, ele sempre a entendia, sempre, não importava qual era a situação ele era seu melhor amigo. Angelina pegou o violão e começou a cantar:
Never wanted to feel
Never wanted you to steal my heart
Never wanted to know
Never wanted to show, I'm weak
I'm falling all over myself
Trying to be someone else
I wish you were there to walk me home
So I wouldn't have to feel alone
Dying to be someone else
I wish you were there to walk me home
I don't wanna fight the world alone
Never told you before
Never loved you more
Ela nunca tinha o amado, mas sentia sua falta como isso podia ser certo? Ela se lembrou de sua primeira vez com ele, foi ali mesmo no sofá, aqueles pensamentos nostálgicos a perseguiam, ela havia feito aquilo em um momento de insanidade, não era pra ter acontecido. Angelina se sentiu suja quando acordou no dia seguinte. De repente ela parou de tocar por pensar ouvir alguém abrir a porta, mas não era ninguém então continuou...I don't wanna fight the world alone. Nove horas, ela não podia ficar mais naquele local mesmo que quisesse Angelina não podia matar mais aulas do que as que já estavam na sua ficha. –Maldição – ela sussurrou pra si mesma, e seguiu para a classe. Nathaniel estava na mesma sala de aula que ela neste dia, ela não sabia se aquilo era sorte ou azar.
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