O Mundo Secreto de Bonnie

22 Uma outra parte de Bonnie


Notas iniciais
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Far batter than any dream girl is one of flesh and blood, one warm and caring and right before your eyes.

Um som de batidas de asas trouxe a claridade, do breu que estava a visão de Bonnie ela observava uma garota que parecia ter a sua idade, cabelos longos e castanhos e outra mulher com cabelos loiros até a cintura usando uma capa azul anil, a morena estava ajoelhada nas margens de um lago e ela podia ver pequenas ninfas dançando sobre a água, ela estava longe demais para poder ver o que as duas jovens conversavam mas pode notar que a garota morena usava um relicário circular e prateado.

—Está tão obvio assim? – perguntou a garota de cabelos castanhos.

—Está no seu olhar querida. – a outra respondeu passando a mão pelos cabelos da garota – Ah! Olhe, elas gostam de você. – disse ela apontando para as pequenas criaturas dançando no riacho. A morena estava de costas e por isso Bonnie não podia ver seu rosto, mas ela sentiu que a garota sorria neste momento, o som de asas se aproximou ainda mais e ela sentiu como se despencasse de uma árvore.

Agora ela não se sentia mais como se fosse apenas sua consciência observando os fatos, ela sentia a ponta de seus dedos se mexerem e sua respiração silenciosa, ela se levantou e observou o que ocorria escondida atrás de uma grande arvore anciã. Uma garota de cabelos loiros quase um tipo de caramelo caminhava pelo jardim, usando uma capa vermelha, Bonnie pisou em um galho e a garota tirou a capa assustada revelando seu rosto, olhou de um lado para o outro com os olhos verdes, Bonnie sentia que já havia visto aquela garota em algum lugar, era a garota de seu sonho: Analice, ela apertou os olhos para conseguir enxergar melhor a distancia se inclinou um pouco mais para frente ficando metade-metade aparecendo. A garota se virou de frente para a floresta e Bonnie pôde observar que ela simplesmente repousava e olhava diretamente para a colina verdejante de olhos fechados e coração aberto.

—Analice! – ouviu-se um grito masculino chamando alguém. – A garota se virou assustada e lá estava o elfo do seu outro sonho, ou seria pesadelo? A jovem se virou e olhou para ele e tentou se explicar, mas ele a interrompeu falando –Quantas vezes eu já lhe disse que é perigoso para você vir aqui – ele bufou – estou a um passo de uma guerra e você como futura rainha, você não pode ficar andando desprotegida !

—Eu sei querido...- "querido" ? pensou Bonnie, aquele tipo de voz parecia mais para o pai dela, e não marido – eu só estava tomando um ar...

O elfo segurou seu braço e a puxou para perto dele.

—Não minta para mim – berrou ele – o que você estava fazendo ?

—Eu já lhe disse que não estava fazendo nada de mais ! – Analice disse se livrando dele, sacudindo o braço – me solte

Bonnie deu mais um passo mais uma vez fazendo barulho de galhos secos e folhas molhadas na relva. –Eu sei que você está se encontrando com ele! – ele falou.

—Você só pode estar louco! – ela disse – você sabe que eu nunca te trairia . O elfo pareceu se acalmar um pouco e Bonnie podia sentir sua respiração voltando ao normal, Ele era mais alto e forte que Analice, então agarrou seu braço novamente e a puxou para longe da floresta, Bonnie estava totalmente escondida. -Me solta Asram...- foi a ultima coisa que ouviu depois mais nada além de ruídos que iam se distanciando cada vez mais. Esse era o nome dele: Asram.

Bonnie havia acordado saltando da cama quando ela tinha esses sonhos sempre acordava de repente com o coração acelerado e ofegando, deslizou a mão sobre a cômoda ao lado de sua cama e verificou o celular: duas e quarenta da manhã. Ela se sentou na cama, respirou fundo e passou as mãos pelo cabelos. Quem era Analice? Quem era Asram? Por que ela estava tendo aquele tipo de sonhos? Ela precisava saber, Bonnie esperava mais que receber algumas respostas hoje mas não estava tão confiante disso. Quando o sol despontou no horizonte Bonnie se levantou da cama e rapidamente foi até o banheiro para tomar um banho, colocou a roupa que Sam havia lhe trazido da ultima vez, resolveu dar um checada em seu celular e ligar para Dallas.

—Dallas? – disse Bonnie – Nossa, que saudade sua!

—Bonnie! – uma voz animada respondeu – Saudades suas também, mal posso esperar para as férias chegarem pra gente poder ser ver.

—Eu também, e seu pai como vai? – perguntou Bonnie.

—Tudo ótimo, só aquele velho problema com a bebida mas você sabe, ele é um bom homem e bom pai. – disse Dallas suspirando

—Eu sei que sim. Alguém batia na porta. -Oh! Desculpe Bonnie, te ligo daqui a cinco minutos tem alguém na porta

—Tudo bem, não se preocupe nos falamos por mensagem, Tchau – Bonnie desligou.

Sam resolveu ir de taxi pegar Bonnie no hospital quando saiu da escola viu que um homem vendia balões no parque então resolveu levar alguns para a garota, escolheu um roxo, um azul e um que era transparente com um coração dentro, Bonnie adorava balões. Chegando no hospital ele subiu rapidamente para o segundo andar e entrou no quarto da garota sem bater.

—Ah, Oi Sam– ela disse sorrindo.

—Como você está hoje? – perguntou ele, logo indo se sentar ao lado da garota na cama. – Eu trouxe esses balões para você, sei que você ama coisa que flutuam.

—São lindos...Obrigada! – Bonnie sorria segurando os balões, ela se virou e os prendeu na parte de traz de sua cama. – Como você sabia?

—Você me disse um dia, não se lembra?

—Não, na verdade.- ela suspirou – Bom, eu estou pronta para irmos nos encontrar com o prefeito.

—O que? Você ainda não desistiu dessa ideia?! – ele bufou.

—Sam...Eu tive aqueles sonhos de novo hoje.

—Bonnie me escuta. – ele voltou a se sentar ao lado da garota e segurou suas mãos – Você está apenas nervosa e quer acreditar que esses sonhos significam alguma coisa mas eles não significam. Ela abaixou o olhar – Por que você não acredita em mim? – perguntou.

Sam revirou os olhos tentando manter a calma. –Tudo bem, nós vamos nos encontrar com esse maldito velho, mas depois se não der resultados me prometa que vai esquecer esses sonhos e seguir sua vida !!?

—Está bem...- ela disse quase num sussurro.

—É realmente bem bonito aqui – falou Bonnie admirando a grande construção do prédio da prefeitura. – Vamos entrar!

Os dois seguiram até a secretaria e Bonnie disse primeiro :- Bom dia, eu sou Bonnie Skylark e falei com você ontem sobre uma conversa com o prefeito.

—Ah sim...eu lembro da senhorita – disse a secretaria mascando um chiclete – Bom mocinha hoje é seu dia de sorte, o prefeito me disse para lhe direcionar a sala dele assim que você chegasse.

Bonnie a olhou surpresa e ao mesmo tempo muito feliz. – Venha comigo.

Todos os corredores por que os três passaram eram no estilo vitoriano, tinham quadros de reis nas paredes e vasos e esculturas de querubins, alguns quadros assustaram Bonnie pelo olhar de fúria mas tudo a encantada realmente. A secretaria bateu duas vezes na porta e Bonnie ouviu uma voz rouca dizer "entre..." Sam e ela entraram e se depararam com um homem velho de barba e cabelos grisalhos, barrigudo e usando uma bengala preta com a ponta vermelha.

—Hohoho – Sam zombou baixinho ao pé do ouvido de Bonnie – Só falta as renas e os doces de natal.

—Sam!! – ela disse punitiva mas dando um sorrisinho no final.

—Boa tarde meus jovens, fico contente coma visita de vocês! – O velho disse estendendo a mão para um cumprimento – Meu nome é Charles.

—Sou Bonnie. – a garota disse estendendo a mão — E este é Castiel.. –ela disse apontando o dedo para ele. –Prazer –Sam disse

—Por favor sentem-se, eu tenho chá para vocês...de ervas silvestres, o meu favorito – o homem disse passando a mão pela barba e sorrindo. Ele serviu três xicaras e empurrou de leve duas para os garotos. Bonnie aceito bebendo um gole antes de começar a falar.

—Senhor, eu soube que você é um grande conhecedor da lenda de Capitalia – ela olhou em volta, vendo o gabinete inteiro decorado com artefatos vitorianos antiguíssimos – E queria saber se você pode me ajudar a decifrar alguns sonhos que eu ando tendo.

— Claro, mas antes disso queria lhes contar a história de Capitalia, quem sabe isso ajuda em algo. – falou ele – Tudo bem?

—Claro, eu adoraria ouvir. Sam permaneceu calado. Ele continuou: — A lenda de Capitalia se passa em um reino supostamente invisível ao nossos olhos e que ficava em outra dimensão mas graficamente falando se encontrava na Cidade de Capitalia que recebeu esse nome pela lenda ser extremamente famosa naquela região. A história que uma jovem princesa foi amaldiçoada por uma fada vampira quando era apenas um bebê, a maldição fazia com que ela fosse transportada para o lugar mais perverso para um coração puro, O mundo dos homens. Eden vivia em Capitalia, que antes era chamada de Scatha em homenagem a uma deusa guerreira. No reino de Capitalia seus pais, Anne e Byron faziam de tudo para encontrar uma brecha e desfazerem o feitiço e eles encontraram. "No seu decimo sétimo aniversário a princesa poderia retornar a sua terra natal e tentar conseguir o elixir de Tir Nan Og – para voltar ao seu lugar de origem no tempo certo."

Mas o reino estava conturbado e em decadência, fazendo com que os outros reinos caíssem também. A princesa foi levada de volta para sua terra natal para seguir com sua missão, Eden é claro, estranha tudo o que ocorre a sua volta tendo que lidar com Elfos, Fadas e Dragões. Para conseguir o Elixir ela tem que passar por três tarefas dadas por Paralda, uma para cada ingrediente do elixir, um raio de sol, um raio de lua e água da fonte sagrada. Quando ela finalmente retorna de sua busca incessável pelo elixir, Eden se encontra num cenário totalmente devastado, ela retornara para casa no ápice da guerra. Seus pais felizes por ver que a filha cumpriu com sua missão, lamentam por não poderem comemorar com um lindo baile mas sim terem que liderar um campo de batalha, Eden vendo a guerra sendo perdida para os Goblins que atacaram o castelo vai até a sala dos heróis de Capitalia e veste a armadura que a estava destinada e vai até o campo de batalha, seus pais a tentam impedir mas Eden aprendeu a amar seu povo e queria lutar por ele. – o prefeito fez uma pausa

—Pobre garota...- ele suspirou – Ela foi assassinada por um Globlin e nunca retornou do campo de batalha. Bonnie engoliu em seco.

—Ele conta a história com se fosse real – resmungou Sam– Bonnie olhou feio para ele e voltou os olhos para prefeito.

—Senhor...e é assim, a princesa morre? – disse ela inconsolável.

—Sim, morreu jovem aos dezessete anos mas cumpriu com seu destino. – respondeu ele. Bonnie passou a mão pelos cabelos e voltou a falar – Eu sonhei com uma garota, Analice e Asram um elfo. O prefeito engasgou com o chá que bebia e deixou a xicara em cima de sua mesa novamente.

—Asram é filho de Niksa e Aldebaran rainha e rei do reino das águas, Capitalia pertence a esse reinado. Ele também morreu no fim da guerra mestre, não exatamente morreu, mas sim, se transformou em outra coisa.

—Em que? – perguntou Bonnie.

— Goblin. — o prefeito respondeu seco.

—Mas como isso é possível?

—Ele olhou no espelho da alma, ele reflete o que você é por dentro e por dentro Asram foi capaz de tantas atrocidades, até chegar ao ponto de quase assassinar seus próprios pais para se tornar rei. Era isso que ele era e foi nisso que se transformou. – disse ele — Analice era sua noiva, ela nunca concordou com nada do que ele fazia mas permaneceu calada até seu limite. Ela o amava mas nenhum amor...

—...pode se pode se edificar em um terreno pantanoso – completou ela.

—Com você sabia ? –o prefeito falou pasmo

— Foi isso o que Analice disse a ele, no meu sonho. – Bonnie respondeu rapidamente.

—Conversa de louco. –Sam se levantou e foi até a janela do pequeno gabinete.

Bonnie assoprou a franja e se desculpou – Não ligue pra ele é que o Sam não gosta muito desse papo de outros mundos.

—Bom, eu sugiro que você faça algumas sessões de regressão pode esclarecer muitas coisas sobre esses seus sonhos. – ele bebericou o chá de ervas mais uma vez – Mas você tem que ser cautelosa, por que você pode acabar vendo coisa que não queria.

—Eu serei, obrigada pelos conselhos, desculpe por tomar seu tempo, sei que o senhor tem mais coisas a fazer. – disse ela

—Foi um fazer falar com você mocinha e não se esqueça "coisas incríveis acontecem o tempo todo"