Notas iniciais
A História a ser postada é de minha autoria.

Me chamo Boston, Sou professor da matéria matemática. – O Professor aperta a mão de Raphael.

— Pode se sentar ali. – Ele aponta para um cadeira a frente da Lorranea. Raphael coloca sua mochila na cadeira e olha para Crystal rapidamente.

— Cada um se apresente. – O Professor diz.

— Me chamo Ed Heder. 16 anos. – Diz Ed.

— Me chamo Fabian 17 anos.. – Diz um garoto baixinho e gordo.

— Me chamo Aderlyne. 17 anos. – Aderlyne, a famosa gótica e lésbica da sala.

— Me chamo Dorian. 16 anos. – Dorian, um garoto de pele parda, cabelo crespo e estatura média.

— Me chamo Arthur. 18 anos. – Arthur se levanta, noto que ele me observava.

— Me chamo Andreza. 16 anos. — Andreza dá um sorriso.

— Susan. 16 anos. – Susan, a garota que tinha um "estranho" fetiche por pés.

— Luxian. 16 anos. — Luxian, um chinês de olhos cor de mel.

— Me chamo Lorranea, 16 anos. – Lorranea se levanta.

— Todos? – O Professor pergunta.

— Não, ainda falta a bolsista. – Diz Andreza.

— Crystal? – O Professor diz altamente.

— Perdão... – Levanto-me, olho nos olhos de Raphael. – Me chamo Crystal, 16 anos. – Dou um sorriso.

— Se esqueceu de dizer que é bolsista. – Diz Luxian.

Ouço as risadas.

A aula então começou, o assunto foi sobre álgebra, estava muito cansada. em alguns momentos da aula, percebi Raphael me observando. Depois de ter respondido as questões, me levanto e vou até o professor para corrigir a minha tarefa no caderno. Saio pela banca do lado em que estava Lorranea e ando em direção ao professor, que dá um visto em todas as questões que estavam corretas.

Voltando para a banca, não percebo quando Dorian coloca o pé para eu tropeçar, acabo esbarrando no pé dele, mas antes que caísse, Raphael me segura pelo braço.

— É... Foi mal Crystal. – Diz Dorian com cara de sonso.

— ... – Não respondo e me sento novamente em minha banca.

Alguns minutos depois, a aula termina. O Sinal acabará de tocar para o recreio. Todos saem da sala, primeiro Susan, Dorian, Luxian, Andreza, Aderlyne, Fabian, Arthur, Andreza e Raphael.

— Amiga!! Que pedaço de mau caminho! – Diz Lorranea.

— Boba. Eu me esqueci de agradecer a ele... – Pego a minha mochila. – Viu que eu não estava mentindo? – Me refiro ao acontecimento na parada de ônibus.

— Sei lá, eu nem vi o rosto dele. – Fomos para fora da sala juntas.

— Olha lá. Já estão dando em cima do garoto..- Diz Lorranea olhando para as garotas que estavam dando em cima de Raphael.

— Vai lá amiga, fala com ele. – Lorranea dava tapinhas em minha costa, como se estivesse me encorajando.

— É... Ele está ocupado. – Recuo para trás

— Vai logo. – Lorranea me empurra de leve.

— Você é muito bonito, Raphael. – Susan e suas famosas cantadas.

— Posso te chamar de meu amor agora? – Diz Andreza.

— ... – Vejo que ele estava tentando sair daquele grupo que o cercava.

As garotas do Fã Clube da Andreza percebem que eu estava me aproximando e se retiram. Antes que Raphael saísse, o chamo.

— Raphael... – Olho para o chão.

Raphael vem em minha direção.

— Oi... Desculpa, eu não te vi aí. — Raphael me observa.

— É... – Gaguejo.

— Eu... Quero te agradecer por não ter me deixado cair. – Fiquei com as bochechas vermelhas por causa de uma besteira.

Raphael dá um sorriso de lado.

— De nada... – Diz Raphael.

— Foi você que estava nos observando ontem? – Olho para ele.

— O que? – Pergunta ele.

— Nada, deixa para lá... Você quer vir conosco para o refeitório? – Pergunta Crystal.

— Claro! – Raphael diz. Fomos em direção ao refeitório.

— Então... Raphael, você vem de que cidade? – Pergunta Lorranea.

— Flórida City – Raphael continua observando as pessoas.

— Seus pais também estão com vocês? – Pergunta Lorranea.

— Não. – Ele olha para o chão.

— Entendi. – Diz Lorranea.

Chegando no refeitório fomos para a fila, escolhemos nossos lanches e procuramos uma mesa vazia. Fui a primeira a terminar o lanche, como de costume, volto para a sala de aula. As salas do corredor do segundo andar estavam vazias, engraçado que no horário do intervalo o corredor fica completamente vazio. Entro na minha sala de aula e alguém me segura pelo braço. Era o seu ex-namorado., Hendryck.

— Oi Crystal, sentiu saudades? – Diz ele.

Hendryck havia sido preso por roubo, Crystal não sabia que ele era desta vida, mas quando descobriu cortou de imediato o relacionamento com ele. Ele continuava com o mesmo cabelo loiro jogado para trás, seus olhos verdes, não havia mudado em muita coisa não ser pelo seu semblante, estava com raiva.

— O que você quer comigo? – Tento me soltar.

— Que saudades... – Diz Henryck.

— Me solta! Eu não quero nada com você. – Digo.

Hendryck me acerta com um soco, Hendryck tenta ter relações sexuais a força comigo. Raphael chega e avança em cima do Hendryck, dando vários socos nele. Ele tenta revidar mas Raphael era muito mais forte e mais rápido que ele. Raphael golpeia Hendryck com um chute, Hendryck cai no chão e não consegue se levantar. O Professor é chamado.

— Crystal, está bem? Vou te levar ao hospital. — Raphael me levanta.

— Ai... – Aliso o lugar em que eu havia levado uma pancada.

— Você está muito encrencado, mocinho. – Diz o Professor. Raphael conta o que aconteceu para o professor, que encaminha o ocorrido a diretoria.

— Posso levar ela para o Hospital? – Diz Raphael olhando para o professor.

— Certo. – Diz o professor nos liberando para irmos ao hospital.

Lorranea avisou que passaria mais tarde em minha casa, Saímos da escola e fomos a parada de ônibus, não demorou muito para que o ônibus chegasse, Raphael paga a passagem minha e a dele, sentamos nas últimas cadeiras. O ônibus ia em uma velocidade normal, a pista estava livre, então com certeza chegariamos rápido no Hospital.

— É... Crystal? – Raphael olha para meu rosto.

— Sim? – Respondo com um sorriso.

— Como sua mãe morreu? – Pergunta Raphael.

— Eu não gosto muito de falar sobre o assunto. Mas... Espera aí, como você sabe que minha mãe morreu? – Digo.

— Lorranea me contou. – Diz Raphael.

— Ela morreu em um incêndio que houve em nossa casa. E seus pais, eles estão com você aqui, ou na Flórida? – Olho para ele.

— Meus pais foram assassinados quando eu tinha dez anos. – Raphael desvia o olhar.

— Então você é bolsista também? Parece que estamos no mesmo barco, espera só até aquele povo descobrir. – Dou uma risada rápida. — Quantos anos você tem? -

— Tenho dezoito. É... Bem, onde você mora? Em qual rua? – Pergunta Raphael.

— Rua St Michael. – Digo.

— Nossa! Eu também! – Os olhos de Raphael brilham.

— É... Mas, por minha causa você vai ser expulso... – Me preocupo.

— Não se incomode com isto. Vamos, nossa parada é agora. – Raphael aperta o botão de parada, e então descemos.

O ônibus parou em frente ao Hospital, entramos nele, pegamos uma senha e esperei me chamarem, fiz a minha ficha e aguardei o médico me chamar para ser atendida. Alguns minutos depois sou chamada. O Médico disse que não foi nada grave, apenas levei uma injeção por que estava um pouco inchado e me foi receitado um comprimido contra inchaço, dores e enxaquecas. Coisa rápida, quando fui ver já era umas 18:00h da noite. Pegamos o ônibus e fomos para casa.

— Bem... Então, até amanhã. – Raphael se vira.

— Espera... Hm... não quer entrar? – Eu ainda estava com medo por causa do que aconteceu na noite anterior.

— Pode ser daqui a pouco? Vou tomar banho e trocar de roupa... – Diz Raphael.

— Ok. – Raphael vai até a sua casa que ficava umas cinco casas após a minha.

Abro o portão e entro na casa, Vou ao banheiro, faço que tinha que fazer, tomo um banho. Se enrolo na toalha e vou para o quarto. Visto um vestido vermelho curto, coloco um perfume de rosas e me maquio, nada muito escandaloso é claro. Coloco uma sapatilha da mesma cor do vestido e vou ao portão pois ouvi a voz de Raphael me chamar.

Ele estava muito bonito, uma bermuda, camisa com mangas comprido branca e vermelha e colar com pingente em formato de trovão. E estava muito cheiroso. Abro o portão para ele entrar, a luz da casa de Lorranea estava ligada, então ela havia chegado.

— É... que tal sairmos para comer algo ou beber algo? Eu pago. – Diz Raphael, sento ao lado dele.

— Ok. – Digo e me levanto.

— Que tal chamarmos a sua amiga, a Lorranea? – Raphael se levanta.

— Eu já ia dizer isto. – Pego o celular e ligo para Lorranea, ela se arruma e nos encontramos em frente a casa dela. Lorranea estava vestida com um vestido negro curto. A lanchonete ficava perto da rua onde moravam, então fomos a pé. Havia muitos meninos da mesma escola que eles, mas nenhum tão bonitos quanto Raphael que recebia olhares de todas as garotas presente na lanchonete, e dos garotos, sendo que de raiva. Crystal recebia olhares dos garotos e também das garotas, só que de inveja. Sentamos na mesa que estava perto do balcão e pedimos algo. As 21:55h foram cada um para sua casa. Caio no sono. No meio da noite sou “acordada” por uma luz no meu rosto, Sento-me na cama e olho para a tal luz. Me espanto, pois na verdade era um espírito, o espírito da minha falecida mãe.

— Mãe? É a senhora mesmo? – Quase caio em prantos.

— Filha... Sim, sou eu. Preste atenção, você está sonhando, mas o que irei dizer agora é real. Você está correndo perigo aqui nesta cidade... Você tem que ir embora daqui se quiser descobrir a verdade. – Realmente era Aura, a minha mãe.

— Qual verdade? – Olho para o espírito dela.

— A verdade sobre nós, sobre você. – A mãe diz.

Percebo que ela estava se comunicando comigo por algo tecnológico, pois ficava algo meio que “interrompendo” a visualização e a fala dela.

— Onde devo ir? – Digo.

— Rua St England Nº 829. – Diz Aura. – Eu preciso ir... Eles podem me achar a qualquer momento... –

— Quem está te perseguindo? – Pergunto olhando para a imagem da minha mãe.

— Tenho que ir... Preste atenção, você terá que ir agora mesmo, quando acordar. – Diz Aura. – Você cresceu bastante, querida. – E então a imagem de minha mãe desaparece.

Me acordo com a voz de Raphael me chamando.

— Crystal? – Diz ele.

Ainda desnorteada e com dificuldades de relembrar o que aconteceu no sonho, me concentro. Lembro-me do acontecido e conto o sonho para Raphael.

— Foi só um sonho... – Diz ele.

— Ei! Como você entrou aqui? – Pergunto querendo saber por onde ele entrou na casa.

— Es... estava aberto o portão, e... Também vim ver como você está. – Ele fica com as bochechas vermelhas.

— Estou muuuito bem, graças a “Deus”, agora se me permite, tenho um lugar para ir. – Me levanto e vou ao meu guarda-roupa.

— Mas você nem sabe se o lugar existe... – Diz Raphael se levantando.

— É isso mesmo que vou descobrir. – Pego minhas roupas íntimas, uma calça jeans e uma blusa estampada florida.

— Vou te esperar lá em baixo então. – Ele vai para a sala.

Entro no banheiro, faz o que tinha que fazer, tomo um banho, enxugo-me, coloco as peças íntimas depois visto a calça e a blusa, escovo os dentes. Coloco um pouco de maquiagem e perfume. Vou em direção a sala.

— Posso ir com você? – Pergunta ele.

— Não. Era só um sonho. – Passo a mão no cabelo..

— Por favor... – Ele pede.

— Certo. – Suspiro. – Eu vou chamar a Lorranea.

Foi difícil convencer a Lorranea, mas ela me deu uma chance, eu e Raphael fomos para frente da casa de Lorranea que nos esperava. Digo o endereço a Lorranea.

— Maine.– Diz Lorranea olhando o endereço no GPS.

— É... bem... longe. – Digo.

Fomos até o ponto de táxis, chegando no endereço a tarde. Da ida até aquele local, eu, Raphael e Lorranea não vimos uma alma se quer. Aquele lugar era bem esquisito, no fim da estrada havia uma casa bem “estranha”, com primeiro andar e um jeito um tanto que “sombrio” mas a casa estava reformada. Mas mesmo assim, aquela casa ainda me lembrava o "castelo" do Drácula. Fora esta casa haviam mais quatro, duas do lado esquerdo e duas do direito. As casas do lado esquerdo estavam pintado por uma cor verde, enquanto a do lado direito de branco. Havia uma senhora em uma das casas, ela estava regando as flores do jardim da sua casa. Raphael insistiu em pagar o táxi.

— Vamos até ela? – Pergunta Lorranea.

— Já sei o que fazer. Fica aqui Lorranea. – Seguro a mão de Raphael e fomos em direção a mulher loira. Nós nos aproximamos, a mulher estava distraída.

— É... Boa tarde. – Falo do lado de fora do jardim.

— Oh! Mas que susto! Boa tarde, Jovens. – A senhora vai até o lado de fora. – O que desejam? É muito raro ter pessoas por aqui, principalmente jovens da idade de vocês. –

— Eu e minha namorada gostaríamos de saber se uma dessas casas está para aluguel ou venda? – Raphael olha a pequena estatura da senhora.

— Talvez a casa 829 esteja, a dona faleceu ontem, então eu acho que se ela tiver parentes com certeza vão alugar ou vender. Quem iria querer ficar neste fim de mundo? – Diz a mulher.

— Senhora, me desculpe perguntar, mas a dona da casa que a senhora citou, morreu de quê? – Pergunto curiosa e estranhando, como esta tal mulher morreu no mesmo dia da visita “Espiritual” da minha mãe.

— Foi assim, eu e a Gutterman éramos grandes amigas, eu fui pegar um aparador de gramas na casa dela, não encontrei e então decidi acordar ela, chamei tanto, estranhei ela não acordar. Quando eu coloquei a mão nela, estava gelada, senti o pulso e vi, ela estava morta. Ela não foi assassinada. – Ela chora.

— Éramos? – Penso.

— Poxa... Então voltaremos uma outra hora. – Diz Raphael.

— Umas das casas é minha e está sem moradores, se quiserem vocês podem ficar lá. – A Mulher diz tirando uma chave do bolso.

— Tudo bem pra você, amor? – Raphael me olha.

— Sim... Três semanas pode ser? – Pergunto a senhora.

— Certo. E a propósito, me chamo Sofia. – Diz a velha senhora.

Notas finais
Avaliem.